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GRUPO

Trabalho completo

DE TRABALHO: METODOLOGIA UTILIZADA NO GT DE CIRCULAÇÃO
DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Heloisa Maria Ceccott/fJ, Mariana Pedroso Teixeira{2J,
Maria Helena Signorell(3J, Silvia Celeste Salvio(4J
1Assessoria de Relações Institucionais, Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Campinas, SP ,
heloisac@unicamp.br
2Assessoria de Relações Institucionais, Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Campinas, SP ,
marianap@unicamp.br
3Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Unicamp, Campinas, SP,
helsigno@unicamp.br
4Biblioteca do Instituto de Física Gleb Wataghin , Unicamp, Campinas, SP, sceleste@ifLunicamp.br

Resumo
Com o objetivo de apresentar uma experiência que vem se mostrando
bastante assertiva em relação à gestão da circulação dos materiais
bibliográficos nas Bibliotecas da Unicamp, este trabalho pretende evidenciar a
metodologia trabalhada junto ao Grupo de Trabalho de Circulação. O GT de
Circulação, criado em meados de 1997, tem o propósito de analisar e
implantar o módulo de circulação no software coorporativo adquirido na
época. A implantação do módulo nas Bibliotecas ocorreu paulatinamente, a
partir de 2002, com testes-piloto nas Bibliotecas dos Institutos de Economia e
de Física. Após a consolidação do módulo em todas as Bibliotecas do
Sistema, e com a necessidade de implementações que atendessem
especificidades das Bibliotecas da Unicamp, no início de 2007 ocorreu uma
reestruturação na metodologia de trabalho do GT, com foco na gestão
compartilhada . Em 2008, o GT assessorou o Grupo de Estudo para troca do
software com relação a necessidades de circulação , assim como auxiliou na
sua avaliação. Com a troca do software coorporativo, no início de 2009, o GT
assumiu novas atividades, propondo alterações e adequações. O Grupo é
composto por um representante de cada Biblioteca do SBU que efetivamente
mantém circulação em suas Unidades (24), com reuniões mensais, onde seus
membros têm voz e voto para todas as decisões referente ao módulo. Com a
maturidade do GT, este assumiu , também , atividades quanto aos
procedimentos-padrão dos serviços prestados no atendimento ao usuário,
confecção de manuais e guias, elaboração de treinamentos, workshop,
encontros para os profissionais das Bibliotecas, entre outras.
Palavras-chave: Grupo de trabalho; Gestão compartilhada ; Gestão da
qualidade; Gestão de bibliotecas universitárias.

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Abstract
With the objective of presenting an experience that has shown to be very
accurate in relation to the management of circulation of bibliographical
materiais in the Libraries of Unicamp, this paper intends to expose the
methodology worked with the Circulation Work Groups (GTs). The Circulation
GTs was created in 1997, in order to analyze and implement the circulation
module in the corporate software acquired at the time. The implementation of
the module in the Libraries occurred slowly, starting in 2002, with pilot-testing
in the Libraries from the Institutes of Physics and Economics. After the
consolidation of the module in ali of the Libraries in the System, and with the
needs for implementations that would meet the demands of the Libraries at
Unicamp, in 2007, a restructuring began in the work methodology of the GTs,
focusing on shared management. In 2008, the GT assisted the Study Group to
exchange the software in relation to the circulation needs, as well as assisted
in its evaluation. With the exchange in corporate software, in 2009, the GT
took on new activities, proposing alterations and adequacies. The Group is
comprised by a representative of each SBU Library who effectively keeps the
circulation in their Units (24), with monthly meetings, in which the members
have a voice and vote concerning ali the decisions made on the module. With
the GT's maturity, it has also taken on, activities related to the standardprocedures of the services provided in user service, making guides and
manuais, training , workshop, meetings for Library professionals, among
others.
Keywords : Work group; Shared management pattern ; Quality management;
University libraries management.

1 Introdução
Desde o surgimento da humanidade, o conhecimento é transmitido por
pessoas e para pessoas através de diversos meios. Esse conhecimento é adquirido
por meio de aprendizado interpessoal e compartilhamento de experiências e idéias.
Atualmente, num ambiente de constantes mudanças, as organizações, no
caso as bibliotecas, devem estar atentas à necessidade de transformações
gerencias, a fim de satisfazer seus usuários, que apresentam, cada vez mais, alto
grau de exigência no atendimento às suas demandas informacionais e de qualidade
dos serviços prestados e dos produtos ofertados.
As Bibliotecas, devido a sua característica de ser um dos pilares de apoio
ao objetivo primeiro da Universidade, de Ensino, Pesquisa e Extensão, além de
serem consideradas locais para o despertar de consciências e ser reflexo do
desenvolvimento de várias culturas, têm, como missão, salvaguardar seus materiais
bibliográficos e atender à sua clientela de maneira eficaz.
Para responder adequadamente a este desafio, as Bibliotecas têm de
procurar gerenciar suas atribuições com foco na gestão do conhecimento e da
qualidade. A aplicação de uma filosofia gerencial consistente, que pretenda ser
efetiva na missão primordial, que é o atendimento às necessidades de seus
usuários, deve abranger as questões relacionadas à visão sistêmica da sua

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organização, adotar políticas de padronização de seus processos e de motivação
das pessoas que prestam os serviços.
A experiência relatada neste documento pretende colaborar com a
exposição de uma vivência que perpassa pela gestão do conhecimento e da
qualidade, no contexto de um serviço oferecido por todas as Bibliotecas do Sistema.
Neste contexto, o serviço de circulação de materiais bibliográficos, o 'cartão de
visitas' da Biblioteca , onde o usuário tem seu contato inicial com o mundo dos
recursos informacionais, se fortalece quando seus processos e recursos humanos
são qualificados e valorizados. Este serviço , às vezes marginalizado, tido como
muito simples, revela toda fragilidade de uma organização quando esta não cuida
com devida atenção de seus processos. É ali , no balcão de atendimento, que o
usuário mantém contato com a biblioteca .
Com a automação, a utilização de um software gerenciador para os
acervos e serviços necessita de um trabalho específico, que apóie e contribua com
as equipes das Bibliotecas, no sentido de sanar os problemas de operacionalização
dos produtos e serviços para o atendimento padronizado aos usuários. Para atender
a estas demandas, em 1997 criou-se o Grupo de Trabalho de Circulação (GT).
Reestruturado em 2007, o GT de Circulação do Sistema de Bibliotecas da Unicamp
(SBU) propôs novo estilo de gestão, onde, baseado no compartilhamento de idéias e
experiências, trabalha as questões de gestão do conhecimento e da qualidade, com
foco no cliente, buscando soluções conjuntas para os problemas levantados com
base em dados e fatos e com a constante capacitação de seus colaboradores, para
prestação de um serviço mais ágil , claro e objetivo.
Portanto, este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência do
SBU com relação aos processos desenvolvidos pelo GT de Circulação dos materiais
bibliográfico, enfatizando uma metodologia de trabalho comunicativa e cooperativa ,
que tem como principal característica o espaço para discussões, debates e troca de
experiências de seus membros para o desenvolvendo de uma visão sistêmica, na
busca pela excelência no atendimento de seus usuários. Também objetiva mostrar
que o GT de Circulação vem contribuindo de fato para a padronização de
procedimentos e normas no atendimento ao seu cliente no serviço de circulação de
materiais bibliográficos no SBU .

2 Revisão da Literatura
Segundo Fernandes (2001), os processos de comunicação "possibilitam
que as pessoas sintam confiança em seu trabalho e, dessa forma , fiquem
predispostas a corresponder". O autor ainda enfatizou que "a comunicação interna
limpa, clara e direta é vital para garantir o acesso e interligar valores e práticas de
trabalho na organização".
Para Longo e Vergueiro (2003), a realidade mundial de competitividade e
qualidade leva as organizações a repensar quais os fatores que efetivamente
garantem a excelência na prestação dos seus serviços. Destacaram que, para
atingir este objetivo, a organização deve, através do aperfeiçoamento contínuo,
desenvolver uma visão sistêmica , determinando o que fazer, como fazer e quem
efetivamente faz.
Os autores discorreram sobre as questões de motivação, mudança de
paradigmas e as barreiras mentais e organizacionais que afetam o desempenho das
pessoas prestadores dos serviços de informação, assim como a importância de se

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trabalhar com estas equipes. Destacaram que, quando os indivíduos têm clareza
das metas e objetivos da organização e percebem como sua atividade específica
agrega valor e contribui para que essas metas e objetivos sejam atingidos, "se
sentem mais interessados e responsáveis pelo resultado de suas ações e procuram
trabalhar de maneira mais eficiente". Para os autores, "as pessoas têm de estar
convencidas - e não obrigadas a acreditar" ; e que o ser humano sente-se valorizado
quando lhe são conferidos responsabilidade , autoridade, padrões de excelência,
treinamentos e desenvolvimento, conhecimento e informação, feedback,
reconhecimento, confiança , permissão para errar e respeito.
Maponya (2004) apontou que "o conhecimento e as experiências dos
funcionários são os ativos intelectuais de qualquer biblioteca e devem ser
valorizados e partilhados" (tradução dos autores). Para o autor,
"Gestão do conhecimento envolve a criação de um ambiente que
permita que as pessoas das faculdades e universidades possam
criar, capturar, compartilhar e alavancar o conhecimento para
melhorar seu desempenho no cumprimento das missões
institucionais." (tradução dos autores).
Considerou, ainda, que a gestão do conhecimento colabora com o
bibliotecário na gestão da informação e conhecimento tácito, mas para tanto, é
necessário a valorização da equipe da biblioteca, bem como a criação de um
ambiente de compartilhamento do conhecimento. Corroborando com esta idéia ,
Rostirolla 2006 afirmou que, para tanto, é necessário que as bibliotecas
universitárias públicas invistam em seu pessoal e em ambiente que possa promover
o compartilhamento e a criação do conhecimento, a fim de transformar o
conhecimento tácito em conhecimento organizacional.
Silveira (2009) relatou que as bibliotecas universitárias:
Devem se empenhar para alcançar objetivos e cumprir metas
organizacionais e sociais relacionadas ao ensino, pesquisa e
extensão. Em contrapartida, devem atender a expectativa de sua
comunidade interna de trabalhadores, ou seja, de seu diversificado
quadro de funcionários, de modo a favorecer a qualidade de vida e
satisfação no ambiente de trabalho.
As organizações necessitam tratar seus colaboradores como parceiros,
cujas potencialidades precisam ser incentivadas e valorizadas, uma vez que todos
os integrantes da organização são as pessoas que se vinculam com os usuários e
com os fornecedores, e são elas que tomam decisões; também são elas que
concebem os produtos e serviços, buscando atender às necessidades dos clientes
(PONJUÁN DUANTE, 2007; apud MORAES; FADEL, 2010) .
Marques Júnior e Albino (2011) apontaram a biblioteca como a que
exerce papel fundamental dentro das universidades na área de gestão de
conhecimento e informação, uma vez que esta facilita o controle e recuperação de
informações essenciais de uma forma eficiente e segura para seus usuários. Quanto
aos principais desafios das organizações, destacaram que "estão concentrados na
gestão de mudanças culturais e comportamentais de seus seres humanos e na
criação de um contexto organizacional propício para criar, utilizar e compartilhar
informação e conhecimento".
O relato de experiência deste trabalho vem firmar as contribuições dos
autores citados, demonstrando que a aplicação de instrumentos que evidenciam os
aspectos como valorização do trabalho , motivação e comunicação , influenciam
positivamente nas mudanças comportamentais, no desenvolvimento das atividades

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padronizadas e no relacionamento entre as equipes, além de subsidiar o
comprometimento com o processo de trabalho e melhoria contínua no fluxo , onde o
feedback ocorre de forma mais natural e espontânea, traduzindo na melhoria da
qualidade do serviço prestado à comunidade.

3 Metodologia
Este trabalho, que tem como objetivo apresentar um relato de
experiência, é exploratório, do tipo estudo de caso. As informações foram coletadas
através da vivência nas reuniões , nas discussões e nos relatórios de reuniões (atas) .
O universo da pesquisa foi a equipe de bibliotecários e técnicos das bibliotecas que
atuam diretamente na circulação de materiais bibliográficos e participam do GT.
Cada membro do Grupo possui voz e voto para decidir metodologias e serviços; é
responsável por trazer as demandas de sua biblioteca para serem discutidas e
estudadas, com a finalidade de padronizar os serviços e alinhar as informações
entre todas as equipes, além de apontar melhorias a serem desenvolvidas no
software para adequação às necessidades da comunidade usuária e dos serviços
prestados. Após a implementação e testes das melhorias no software estas são
validadas pelo GT de Circulação.
O Grupo de Trabalho (GT) de Circulação foi criado em 1997, juntamente
com os GTs de Catalogação, Aquisição e de OPAC, com o propósito de analisar e
implantar o módulo de circulação no software adquirido na época (PIETROSANTO,
2004).
Em 2007, o GT foi reestruturado com a finalidade estudar, analisar e
propor melhorias nas rotinas das Bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp
(SBU), com atividades que visam a excelência dos serviços de circulação de
materiais bibliográficos (empréstimos, devoluções, renovações,
reservas,
empréstimos entre bibliotecas), das pesquisas à Base Acervus, além de trabalhar a
qualidade e completeza dos cadastros de seus usuários. É composto por um
representante de cada Biblioteca do SBU (Bibliotecários e Profissionais de Apoio
Técnico - Técnicos e Auxiliares de Biblioteca) que trabalha efetivamente na
circulação em suas Unidades (24 Bibliotecas das 27 que compõem o Sistema) , que
debatem as questões, com poder de voto para qualquer decisão referente aos
serviços.
Este Grupo está alinhado aos objetivos do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp, visto que tem como prioridade adotar padrões e critérios de organização e
de prestação de seus serviços e produtos, bem como promover o aperfeiçoamento
contínuo de seus colaboradores, tanto de bibliotecários quanto do pessoal técnico e
auxiliar que atuam diretamente nas atividades de circulação.
Em 2008, com o estudo para substituição do software gerenciador
(FERREIRA et aI., 2010), o GT passou a assumir novas atividades, com vistas a
apontar os requisitos necessários para o módulo de circulação, propondo ajustes e
condições para alcançar a pretendida excelência na prestação deste serviço .
A partir de 2009 , com a substituição do software utilizado até então pelo
SophiA, que atendeu aos requisitos específicos exigidos no edital de aquisição,
mudanças vêm ocorrendo paulatinamente, de forma muito positiva e consistente.
Como toda mudança de sistema operacional traz como consequência incertezas e
demandam adaptações de seus operadores, muitos processos de trabalho foram

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alterados, exigindo do GT bastante empenho na elaboração de políticas e orientação
quanto às novas operacionalizações.
Com a implantação do novo software, e para cumprir de forma efetiva o
objetivo de prestar um serviço com mais qualidade à comunidade atendida pelo
SBU, foi criado o Grupo Gestor Sophia, composto por três bibliotecários e um
analista de sistemas - profissionais experientes em catalogação, circulação,
tecnologias de informação e gestão de softwares - , que analisa e verifica as
demandas das bibliotecas e dos usuários, orientando e intervindo nos trâmites ou
configurar funções ; também simula e encaminha a demanda de forma específica e
detalhada à Empresa para reparo de erros, assim como estuda as
adequações/ajustes do sistema ou sugestões de melhorias.
Como o GGS coordena as questões relativas ao software, este Grupo
Gestor, coordenador do GT, comunica o andamento das demandas, a posição das
requisições de melhorias enviadas à Empresa, assim como apresenta as novidades
do Software, capacita os membros nas novas aplicações e esclarece dúvidas.
Para orientar os operadores do software nos trâmites de circulação e
padronização dos atendimentos foi elaborado, aprimorado e adaptado o "Manual de
serviços de circulação do SBU", validado pelo GT e pelos colaboradores do SBU .
Todos os membros das equipes das bibliotecas têm acesso online ao Manual, a
qualquer tempo, que é atualizado regularmente.
Desde 2008 o GT reúne-se mensalmente - em 2007 os encontros
aconteceram quinzenalmente, pois havia muitos assuntos a serem tratados e
decisões a serem tomadas com relação à padronização do atendimento aos
usuários do SBU, de forma sistêmica. Nas reuniões, os membros do GT trocam
experiências e analisam propostas para padronização de procedimentos e estudam
a necessidade de alterações e adequações no software.
O GT tem sido de extrema importância para o SBU, pois coletam
informações das equipes de circulação para formular as necessidades das
Bibliotecas do Sistema. Como os colaboradores que atuam com as atividades de
circulação estão direita mente ligados aos usuários, estes vivenciam suas
necessidades e demandas informacionais. Tanto em bibliotecas como em qualquer
outra organização, os problemas identificados necessitam de resolução. Na grande
maioria das ocorrências, os usuários relatam suas dificuldades à equipe de
atendimento no balcão de circulação - daí a necessidade constante comunicação e
de capacitação dos colaboradores para o pronto atendimento das ocorrências. As
questões mais simples, e já debatidas e padronizadas pelo GT, são sanadas
prontamente. Outras, porém, necessitam de análise de questões éticas, legais e
operacionais que envolvem todo o Sistema. Sendo assim, o membro representante
da biblioteca traz ao GT as questões e estas são estudadas e debatidas para
solução balizada e que servirá de orientação às demais Bibliotecas do SBU.
Outras contribuições do GT são os treinamentos interativos por módulo
para toda equipe de circulação, a elaboração do novo Regulamento de Circulação
de Materiais bibliográficos do SBU e, atualmente, vem planejado o Encontro
Periódico para Técnicos e propondo normas, regulamentos e procedimentos para
padronização, tanto de atividades internas das Bibliotecas com relação a serviços
prestados a usuários internos e externos, quanto relacionados a órgãos centrais da
Unicamp.

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4 Resultados
Após a reestruturação de sua metodologia de trabalho, o GT de
Circulação passou a ter maior acesso à informação dos trâmites sistêmicos e a
comunicação interna passou a ocorrer de forma mais objetiva e eficiente.
Esta experiência vem se mostrando bastante positiva em relação à gestão
da circulação dos materiais bibliográficos nas Bibliotecas da Unicamp, pois houve
melhoria significativa na comunicação, aumento na eficiência e eficácia dos setores
envolvidos e tem conquistado a credibilidade da comunidade acadêmica . A
atualização da equipe é constante por meio de treinamentos oferecidos pelo GGS e
pelo GT. Cada decisão tomada pelo Grupo é disseminada para todas as equipes de
circulação das Bibliotecas do SBU, transmitida pelo membro participante do GT, pela
diretoria da Biblioteca e por meio de relatórios de reuniões enviados para a lista de
email aos colaboradores do Sistema.
No que tange às correções, adequações e melhorias do software
corporativo, o GT atua como um elo entre os usuários do SBU, por meio de seus
colaboradores, apontando as demandas para o GGS que analisa as ocorrências,
que variam entre: operacionalização do sistema, administrativa , configuração,
adequações ou erros do programa .
A experiência com o GT tem demonstrado que esta metodologia de
trabalho atende de maneira muito satisfatoriamente as necessidades do SBU , pois
se trabalha com prioridades, de forma compartilhada e sistêmica . Quando o trabalho
ocorre com a premissa básica de visão sistêmica e compartilhada , atua-se com a
gestão de conhecimento e qualidade, influenciando positivamente na formação e
ações dos profissionais, reduzindo incertezas e erros na execução das atividades.
Após a reestruturação do GT, e com seu amadurecimento ao longo desses cinco
anos, a consolidação de seus objetivos e propostas, assim como o trabalho diário
junto às equipes das Bibliotecas, proporcionaram redução exponencial de erros
operacionais e desenvolvimento de um trabalho com procedimentos padronizados,
cumprindo , assim , sua função de alcançar eficiência e eficácia nas atividades diárias
da circulação.
O GT considera de extrema importância trabalhar com a qualidade dos
serviços prestados na circulação, principalmente com relação à capacitação de seus
colaboradores, para minimizar os erros operacionais e administrativos, pois o volume
de transação é muito grande (ver indicadores no Quadro 1).

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Usuários Ativos
Serviços
Circulacão de materiais
bibliográficos
Comutacão Bibliográfica
Atendimentos
Solicitações

45.465

8.711
1.639

Acervo
Livros (exemplares)
Impressos
E-Books
Periódicos
Títulos impressos
Títulos em meio
eletrônico
Acessos à
Base Acervus

Catalogacão-na-publicacão
Capacitacão de usuários
Empréstimo entre Bibliotecas
Atendimentos
Solicitações

1.211 .728

Teses (exemplares)
Impressas
Digitalizadas

872.058
297.814

Materiais não convencionais
Bases de dados referenciais

17.239
37.328

Biblioteca di ital

1.856.983

2.808
4.769
3.721
3.136

93.072
36.451
246.516
547

4.990.901

Quadro 1 - Indicadores do SBU/Unicamp, ano base 2011
Fonte: Relatório Gerencial Estatístico do SBU

Os investimentos em capacitação, aperfeiçoamento e qualificação de
seus serviços e produtos, assim como do seu quadro de colaboradores, tornaram
acessível e compartilhado o conhecimento corporativo, o que permite aumento de
valor e melhoria da contribuição das pessoas das equipes no alcance dos objetivos
que busca a própria organização .
Por praticar a gestão compartilhada , proposta do GT, foi possível
desenvolver e manter um ambiente extremamente agradável, equipe cooperativa,
motivada e empenhada para exercer suas atividades. O GT tem alcançado
resultados positivos devido ao desenvolvimento de um trabalho conjunto e dinâmico;
com as ações padronizadas, o Grupo conquistou a credibilidade da sua comunidade
usuária. O GT se mostra bastante consolidado e motivado, sempre trabalhando com
objetivos comuns para todo o SBU, visando satisfazer expectativas sistêmicas,
mantendo comunicação constante entre os colaboradores do Sistema e sua
comunidade usuária.

5 Considerações Finais
Principalmente por meio de devolutivas dos usuários e por percepções
nas atividades cotidianas das equipes das Bibliotecas, a utilização da metodologia
de um GT, conforme exposto, indica que o Grupo de Trabalho da Circulação tem
atingido seus objetivos, pois sua proposta e metodologia de trabalho recebem
aprovação das Bibliotecas do SBU, de seus colaboradores e de sua comunidade
usuária.
O resultado da metodologia utilizada pelo GT gradativamente apresenta
melhorias que são visíveis no atendimento ao usuário, diminuindo erros operacionais
da equipe que atua diretamente com circulação nas bibliotecas do Sistema,
melhorando o resultando na padronização de seus serviços, pois trabalha-se de
forma compartilhada e sistêmica nas tomadas de decisões. Com o trabalho do GT

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houve melhora na integração e colaboração entre os membros das equipes, maior
facilidade na resolução problemas, no comprometimento nas tarefas executadas
pelas equipes, na comunicação com os clientes internos e externos, no
planejamento e organização das atividades da área e no comprometimento com os
objetivos e estratégias da Instituição.
Esta experiência tem atendido satisfatoriamente às necessidades e
interesses do SBU, pois trabalha-se com prioridades, de maneira compartilhada e os
resultados são apresentados aos colaboradores e usuários de forma rápida e
consistente.
O amadurecimento do GT proporcionou maior comprometimento com os
resultados coletivos, com o desenvolvimento em conjunto e, consequentemente,
suas ações alcançaram credibilidade junto à comunidade acadêmica , sempre
valorizando o trabalho de atendimento ao público das Bibliotecas
A forma de comunicação utilizada pelo GT merece destaque, já que a
comunicação é essencial para a aquisição do conhecimento, pois todos os
colaboradores que trabalham com a circulação têm oportunidade de receber as
informações relativas a melhorias, padrões e mudanças para serem aplicadas em
suas atividades de rotina, reduzindo ruídos na informação. Desta forma, os
profissionais do SBU tornaram-se mais comprometidos com os resultados coletivos,
participativos e motivados, uma vez que passaram a vivenciar um ambiente
organizacional mais colaborativo.

Agradecimento
Todo prestígio de um trabalho bem feito, com comprometimento e recirpocidade,
deve-se aos membros do GT, aos hoje ativos e aos que ali atuaram e contribuíram ,
e aos colegas que executam o atendimento aos nossos usuários nas Bibliotecas no
dia-a-dia. A todos, nosso muito obrigada!

Referências
FERNANDES, Almir. Administração inteligente: novos caminhos para as
organizações do século XXI. São Paulo: Futura, 2001 . 358p., il. ISBN 8574130761.
FERREIRA, Danielle Thiago et aI. A seleção de software para gerenciamento de
biblioteca: a experiência do Sistema de Bibliotecas da Unicamp. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,16., 2010 , Rio de Janeiro. [Anais
eletrônicos... ] Rio de Janeiro, RJ : UFRJ , 2010. Disponível em :
&lt;http://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/trabalhos/final_397.pdf&gt; . Aceso
em 20 fev . 2011
MARQUES JÚNIOR, Euro. Gestão do conhecimento e recursos humanos em
bibliotecas universitárias brasileiras e portuguesas. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.7, n.1, p. 74-89,
jan./jun. 2011 .

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LONGO , Rose Mary Juliano; VERGUEIRO, Waldomiro. Gestão da qualidade em
serviços de informação do setor público : características e dificuldades para sua
implantação. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Campinas, v.1 , n.1, p.39-59, 2003. Disponível em :
&lt;http ://www.sbu .unicamp.br/seer/ojs/index. ph p/sbu _rci/article/viewFile/286/166&gt;.
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MAPONYA, Pearl M. Knowledge management practices in academic libraries a case
study of the University of Natal, Pietermaritzburg Libraries. 2004. Disponível em :
&lt;http ://citeseerx.ist. psu .edu/viewdoc/down load ;jsessionid=B D43E2167C48 D4FEE7F
2042388A64C24 ?doi=1 0.1.1 .137.8283&amp;rep=rep1 &amp;type=pdf&gt;. Acesso em : 20 jun .
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MORAES, Cássia Regina Bassan de; FADEL, Bárbara . Gestão do conhecimento
nas organizações: perspectivas de uso da Metodologia Sistêmica Soft (Soft Systems
Methodology). In : VALENTIM , Marta (Org). Gestão, mediação e uso da
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PIETROSANTO, Ademir Giacomo. Uma reflexão sobre gestão do conhecimento x
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Digital, Campinas, v. 6, n.1, p.1-9, dez. 2004 .
ROSTIROLLA, G. Gestão do conhecimento no serviço de referência em
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Santa Catariana - Centro de Ciências da Educação. Disponível em :
&lt;http ://pgcin .paginas.ufsc.br/files/201 0/1 O/ROSTIROLLA-Gelci.pdf&gt;. Acesso em: 20
jun . 2012 .
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Gestão de recursos humanos em bibliotecas
universitárias: reflexões. Ciência da Informação, Brasília , v.38, n.2, p.126-141,
maio/ago. 2009.

2220

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Com o objetivo de apresentar uma experiência que vem se mostrando bastante assertiva em relação à gestão da circulação dos materiais bibliográficos nas Bibliotecas da Unicamp, este trabalho pretende evidenciar a metodologia trabalhada junto ao Grupo de Trabalho de Circulação. O GT de Circulação, criado em meados de 1997, tem o propósito de analisar e implantar o módulo de circulação no software coorporativo adquirido na época. A implantação do módulo nas Bibliotecas ocorreu paulatinamente, apartir de 2002, com testes-piloto nas Bibliotecas dos Institutos de Economia e de Física. Após a consolidação do módulo em todas as Bibliotecas do Sistema, e com a necessidade de implementações que atendessem especificidades das Bibliotecas da Unicamp, no início de 2007 ocorreu uma reestruturação na metodologia de trabalho do GT, com foco na gestão compartilhada. Em 2008, o GT assessorou o Grupo de Estudo para troca do software com relação a necessidades de circulação, assim como auxiliou na sua avaliação. Com a troca do software coorporativo, no início de 2009, o GT assumiu novas atividades, propondo alterações e adequações. O Grupo é composto por um representante de cada Biblioteca do SBU que efetivamente mantém circulação em suas Unidades (24), com reuniões mensais, onde seus membros têm voz e voto para todas as decisões referente ao módulo. Com a maturidade do GT, este assumiu, também, atividades quanto aos procedimentos-padrão dos serviços prestados no atendimento ao usuário, confecção de manuais e guias, elaboração de treinamentos, workshop, encontros para os profissionais das Bibliotecas, entre outras.</text>
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