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Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
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Trabalho completo

GESTÃO DO CONHECIMENTO ALINHADA À GESTÃO DE
MUDANÇA
Elvira Fernandes de Araújo Oliveira ' , Maria IIza da Costa2, Sônia Maria
dos Santos Araújo 3, Tatiana Nascimento Augusto Dutra Alves4
1Mestre em Administração , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Norte, Mossoró, Rio Grande do Norte.
2Especialista em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação, Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.
3Especialista em Gestão de Pessoas, Instituto Federal de Educação , Ciência e Tecnologia do
Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.
4Especialista em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação, Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.

Resumo

o desafio de gerenciar e melhor utilizar o conhecimento, ativo intangível de valor
estratégico, tem aguçado as organizações a buscarem modelos de gestão que
visam administrar os conhecimentos essenciais para alcançar seus objetivos
direcionados a visão de futuro e sua permanência no mercado competitivo. Logo,
esse estudo tem como objetivo principal apresentar a gestão do conhecimento como
modelo que surge para gerenciar a transposição do conhecimento tácito em explícito
e a gestão de mudança como parte integrante desse processo . Para tanto,
contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as formas de conversão dele. Aborda
maiores considerações sob as gestões do conhecimento, estratégica do
conhecimento e a de mudança, expondo conceitos, objetivos e benefícios
relacionados à implementação dessas gestões. Expõe a gestão do conhecimento
com foco na inovação. Trata-se de um levantamento exploratório fruto de uma
revisão de literatura de base estritamente teórica em vários suportes informacionais
relacionados a esse tema e áreas afins. Toda adoção de modelos proporciona
mudanças organizacionais que podem influenciar de maneira positiva ou negativa
nos processos, nas ações estratégicas, nos serviços, nos produtos e na cultura
organizacional. Infere-se, portanto , nesse estudo que a adoção de novas práticas modelos- interfere nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas
ações estratégicas das organizações. Constata-se, dessa forma, a necessidade de
novas contribuições para essa temática, baseadas em estudos empíricos com o
intuito de conscientizar que a gestão do conhecimento e a gestão de mudança não
estão isoladas, mas alinhadas ao processo de alavancar a sobrevivência das
organizações.
Palavras-chave:
Conhecimento; Gestão do conhecimento; Gestão estratégica do conhecimento;
Gestão de mudança.

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Abstract
The challenge to better manage and use knowledge, intangible assets of strategic
value, has sharpened companies to pursue business models that aim to manage the
skills essential for achieving your goals directed the vision of the future and remain in
a competitive market. Therefore, this study has as ma in objective to present
knowledge management as a model that appears to manage the implementation of
the tacit and explicit knowledge and change management as an integral part of this
processo To do so, contextualizes the knowledge, cites the types and forms of his
conversion . Discusses further consideration under the administrations of knowledge,
strategic knowledge and change, by debating concepts, objectives and benefits
related to implementation of these efforts. Exposes the knowledge management with
a focus on innovation. This is an exploratory survey result of a literature review of
theoretical based strictly on a variety of informational related to this topic and related
areas. Any adoption of models provides organizational changes that may influence
positively or negatively in the process, the strategic actions, services, products and
organizational culture. It is inferred, therefore, in this study that the adoption of new
practices - interferes with-models ways to manage organizational processes and the
strategic actions of companies. It appears, therefore, the need for further
contributions to this theme, based on empirical studies in order to realize that
knowledge management and change management are not isolated, but aligned to
the process of leveraging the companies' survival.

Keywords:
Knowledge; Knowledge management; Strategic management of knowledge; Management of
change.

1 Introdução
Num mundo globalizado e altamente informatizado, o conhecimento tem se
tornado um ativo economicamente estratégico, sendo esse considerado um dos
recursos mais valiosos para a gestão da empresa .
À medida que as pessoas interagem nos ambientes, principalmente de
trabalho, elas absorvem informações e as transformam em conhecimento . Articulam,
experiências, valores e crenças e conhecimentos para identificar as informações
relevantes como instrumento decisivo para promover o desenvolvimento
organizacional e criar diferenciais competitivos que possibilitem a permanência da
empresa no mercado cada vez mais competitivo.
A efetiva busca, de gerir, aplicar e converter o ativo intangível - conhecimento
- em resultados tem propiciado as organizações a procurar adotar um modelo de
gerência e supervisão do conhecimento organizacional. Assim, a Gestão do
Conhecimento (GC) surge como um modelo de gerência utilizado para transformar o
conhecimento tácito em forma explícita .

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Logo, O objeto central de reflexão, no presente estudo, é apresentar o
processo da gestão do conhecimento alinhada à gestão de mudança no
gerenciamento das atividades organizacionais, com vistas às organizações
acompanharem as tendências do mercado e as inovações. Esse artigo é fruto de
uma revisão de literatura de base estritamente teórica em suportes informacionais
nas áreas: gestão do conhecimento, gestão de mudança e áreas afins.
A principal motivação para essa produção foi mostrar que todo processo de
gestão de conhecimento gera mudanças. Assim, a gestão de mudança emerge
como um tema que não pode ser extraído da literatura, quando se tratar de
implementação da GC. Pois, percebe-se que as mudanças organizacionais que
surgem com a adoção de novas práticas - modelos- e novas inovações interferem
nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas ações estratégicas das
organizações.
Esse estudo, inicialmente, contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as
formas de conversão dele. Expõe à base do nosso objeto de análise as gestões: do
conhecimento, da estratégica do conhecimento e, de mudança , com seus conceitos,
objetivos, benefícios e as condições favoráveis para as práticas dessas gestões com
o uso do conhecimento. Aborda a gestão do conhecimento com foco na inovação.
Finalmente, apresenta as principais conclusões e as linhas potenciais de pesquisas
futuras .

2 Conhecimento

o conhecimento gerado pelo o acúmulo da troca de experiências, nos
relacionamentos interpessoais, na vida cotidiana, na leitura de suportes
informacionais, entre outros, representa uma fonte impulsionadora do ser humano
na busca das relações causais entre os fenômenos.
Para Barreto (2002), conhecer é um ato de interpretação individual, uma
apropriação da informação por meio das estruturas mentais de cada sujeito. Assim,
os seres humanos constituem nos únicos seres que conseguem conhecer, criar,
transformar e processar o conhecimento na tentativa de visualizar novas realidades
e cenários para expandir fronteiras conhecidas e desconhecidas, ampliando novos
mundos.
Segundo Davenport e Prusak (1998), o conhecimento é uma mistura fluída de
experiência condensada, valores, informação contextual e insight experimentado,
constituindo em uma estrutura que permite a avaliação e, a incorporação de novas
experiências e informação.
Divide-se em tácito e explícito, conforme Nonaka (1994), o explícito refere-se
ao conhecimento transmissível em linguagem formal e sistemática , enquanto o tácito
possui uma qualidade pessoal enraizada na ação, no comprometimento e no
envolvimento em um contexto específico.
Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010) propõe três componentes do
conhecimento tácito no trabalho: componente consciente, automático e o coletivo.
a)
componente consciente - De fácil codificação e transmissão, em virtude
do indivíduo entender e explicar o que está fazendo ;
b)
componente automático - É desempenhado de forma inconsciente e o
indivíduo não tem consciência de como ele está sendo aplicado;
c)
componente coletivo - É o conhecimento desenvolvido pelo indivíduo
por meio do compartilhamento em um contexto social específico .

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A esses componentes Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010) somou
o conhecimento explícito entendido por "cientifico ou familiar" perante a seguinte
matriz, exposta no quadro 1:

Conhecimento
Individual
Social
Consciente
Objetivado
Explícito
Implícito
Automático
Coletivo
Quadro 1-Tlpos de conhecimento organizacional
Fonte: Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010).

As organizações se constituem uma das bases nas quais o conhecimento
assume dimensões conhecidas e desconhecidas. O conhecimento tácito é o ponto
de partida que tem propiciado as organizações buscarem e trabalharem esse ativo
intangível de forma coesa, integrando-o nos processos de negócios para o sucesso.
Na atual Era da Sociedade da Informação, o modo de pensar das
corporações tem influenciado a redefinição de conceitos, métodos de agregação de
valor e termo de ações à conversão entre conhecimento tácito-explícito . Nesse
sentido, Takeuchi e Nonaka (2008) expõem quatro modos para a conversão
conhecimento tácito e explícito, como: Socialização, Externalização, Combinação e
Internalização. Esse ciclo tornou-se conhecido na literatura como modelo SECI,
espiral SECI ou processo SECI :
a) socialização - É um processo de compartilhamento de experiências
diretas, fase a fase . Transita de indivíduo para indivíduo por meio de:
- Dialogo e comunicação "fase a fase";
- Brainstorming, insights e intuições são valorizadas, disseminadas e
discutidas sob várias perspectivas entre grupos heterogêneos;
- Valorização do trabalho tipo "mestre-aprendiz" na observação e imitação
de boas práticas;
- Compartilhamento de experiências e modelos mentais nos trabalhos em
equipe;
b) externalização - É um processo de articulação do conhecimento tácito em
conceitos explícitos. Articula o conhecimento tácito por meio de diálogo e de
reflexão. Surge de indivíduo para grupo :
- Representação simbólica do conhecimento tático por meio de modelos,
conceitos e hipóteses com uso de uma linguagem figurada - metáforas,
analogias dedução e indução para externalizar uma parte do conhecimento
tácito;
- Utilização de recursos gráficos e textuais - planilhas, textos, gráficos,
imagens entre outros - para descrição de parte do conhecimento tácito;
- Relatos orais e usos de filmes ;
c) combinação - É um processo de sistematização de conceitos em um
sistema de conhecimento. Constitui de grupo para organização:
- Agrupamento e processamento de conhecimentos explícitos;
d) Internalização - É um processo de incorporação do conhecimento
explícito em conhecimento tácito . Emerge da organização para indivíduo da
seguinte forma :
- Estudos e análises individual de documentos em diferentes suportes
informacionais;
- Prática individual;

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- Repensar individual de vivências e práticas.

o conhecimento seja tácito ou explícito constitui num principal ativo
estratégico para a empresa que visa alcançar as metas por ela proposta . Dessa
forma , torna-se importante as organizações saberem do SECI , objetivando analisar
e entender a dinâmica da disseminação do conhecimento para a obtenção de
vantagem competitiva .
Além do mais, atualmente, o conhecimento é a base fundamental da
concorrência e o conhecimento tácito especialmente, pode ser uma fonte de
vantagem porque é único, imperfeitamente móvel, imperfeitamente imitável e não é
substituível (LÓPEZ-NICOLÁS; MERÕNO-CERDÁN, 2011). E esse tipo de
conhecimento é considerado o mais importante para inovação (YUAN , TSANG ;
PENG, 2008). Por isso, ele precisa ser bem gerido e aproveitado nas organizações
com o uso da gestão do conhecimento.
3 Gestão do Conhecimento
A demanda de informações tem dificultado a seleção e a transformação em
conhecimento. Assim , a gestão do conhecimento surge da importância que é dada
ao conhecimento e sua reorganização . Para Mello e Buriton (2000 apud MENDES,
2009) a gestão do conhecimento é um conjunto de ações sistemáticas para localizar,
entender e usar o conhecimento na criação de valores, permitindo que a informação
útil e o conhecimento alcancem de forma eficaz e eficiente o usuário final. De acordo
com Donate e Guadamillas, (2011) , a GC compreende como um conjunto de
processos por meio dos quais o conhecimento é adquirido, desenvolvido, reunido,
compartilhado, aplicado e protegido pela empresa com a finalidade de melhorar
desempenho organizacional.
A GC tem como foco principal capacitar as pessoas a compartilhar o que elas
sabem , discernir e tornar disponível a informação de valor. Ela contribui para a
compreensão de como recursos intangíveis podem constituir a base de uma
estratégia competitiva, além de possibilitar a identificação dos ativos estratégicos
que irão assegurar uma visão de futuro para as organizações.
De uma perspectiva prática , as organizações estão percebendo a importância
de gestão do conhecimento, se quiserem permanecer competitivas e crescer
(LÓPEZ-NICOLÁS; MERÕNO-CERDÁN , 2011)
Ainda a esse respeito, os autores Probst, Raub e Romhardt (2002 apud
CISLAGHI, 2008, p.107) apresentam seis etapas do processo da gestão do
conhecimento, conforme o quadro 2:

Processo
Identificação do
conhecimento

Aquisição do

Etapas
a) identificar, analisar e descrever o ambiente do
conhecimento ;
b) definir um quadro de habilidades, informações e dados
internos e externos;
c) assegurar a transparência do conhecimento e lacunas
de;
d) facil itar a localização dos conhecimentos dentro e fora
da organização;
a) definir conhecimentos desenvolvíveis internamente e

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conhecimento

adquiríveis;
b) adquirir conhecimentos especialistas, consultores,
parceiros e clientes, assim como produtos do
conhecimento, como plantas industriais, softwares,
equipamentos alta tecnologia.
a) facilitar o desenvolvimento de novas habilidades,
Desenvolvimento do
produtos, idéias e processos mais eficientes;
conhecimento
b) direcionar esforços para o desenvolvimento do
conhecimento.
Compartilhamento do
a) propiciar o compartilhamento do conhecimento adquirido
conhecimento
e desenvolvido na organização para ser utilizável;
b) aumentar a utilização do conhecimento oferecendo
ambientes adequados para trabalho individual e em
grupo;
c) compartilhar o conhecimento através de conversas e
reuniões.
Utilização do
a) garantir que o conhecimento da organização seja
utilizado em seu beneficio;
conhecimento
b) transformar conhecimento em resultados visíveis para
organização;
c) garantir que habilidades e ativos de conhecimento, como
patentes e licenças, sejam totalmente utilizados.
a) selecionar pessoas e pessoas que valham apenas ser
Retenção do
retidos;
conhecimento
b) armazenar experiências de forma adequada;
c) transferir dados, informações e habilidades valiosas aos
sistemas organizacionais para que possam ser úteis à
toda organização;
d) garantir para que memória organizacional seja
atualizada;
e) transferir o conhecimento do funcionário que está saindo
para o seu sucessor;
f) registrar o conhecimento adquirido e desenvolvido para
torná-lo acessível e recuperável sempre.
Quadro 2 - Processo e etapas da gestão do conhecimento.
Fonte: Probst, Raub e Romhardt (2002 apud CISLAGHI , 2008) .

Torna-se importante evidenciar que, a implementação da gestão do
conhecimento passa pela a adoção desses processos, porém as organizações
precisam antes da sua implantação, reconhecer que o capital intelectual é a "mola
geradora do conhecimento", pois não há conhecimento se não houver o indivíduo
com seu processo cognitivo para transformar a informação em conhecimento.
Vê-se, portanto, que a implantação coordenada e sistemática da GC cria uma
vantagem competitiva sustentável , sendo ela de difícil imitação, pois está enraizada
nos ativos intangíveis.

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3.1 Gestão Estratégica do Conhecimento
A visão de uma empresa baseada em conhecimento constitui em uma
organização de aprendizagem que valoriza o conhecimento como recurso
estratégico e utiliza a informação útil como elemento principal no processo de
tomada de decisão. Esse propósito, conse9üentemente emerge a necessidade da
Gestão Estratégica do Conhecimento (GEC) .
Para Fleury e Oliveira Júnior (2010, p.19) a gestão estratégica do
conhecimento é definida como "a tarefa de identificar, desenvolver, disseminar e
atualizar o conhecimento estrategicamente relevante para a empresa, seja por meio
de processos internos, seja por meio de processos externos às empresas."
Agora, percebe-se que o conhecimento é visto como um ativo estratégico útil
que torna possíveis ações inteligentes nos planos: organizacional e individual, para a
geração de produtos e serviços eficientes.
Sob esse prisma, Davenport e Prusak (1998) discorrem que os valores de
produtos e serviços estão baseados nos aspectos intangíveis, ou seja , no
conhecimento percebido em habilidades técnicas, projeto de produto, estudo de
marketing, criatividade e inovação.
Baseado nessas ideias, a gestão estratégica do conhecimento permite
otimizar o uso do conhecimento individual e coletivo para a geração de produtos e
serviços eficazes.
A adoção de uma GEC pelas organizações vai exigir o uso de Tecnologia da
Informação (TI) para facilitar o processo de gerir, armazenar e utilizar o
conhecimento, devido ao advento da Internet, ao volume de dados e a informação
ter aumentado de forma espantosa , tornando difícil o controle pelo indivíduo e
consequentemente o seu processamento.
Não obstante, a TI passa a ser uma ferramenta com impacto na GEC à
medida que tem como foco intermediar a ação de pessoas, aproximando quem
domina determinados conhecimentos de quem os está necessitando (SILVA, 2004).
Presume-se que para essa gestão seja eficaz, ela deve ter, como principal
meta, o apoio ao processo decisório em todos os níveis. Para tanto, é preciso
instituir políticas, procedimentos e tecnologias que sejam capazes de coletar,
distribuir e utilizar, efetivamente, o conhecimento de forma hábil, bem como
representar fator de mudança no comportamento organizacional (TARAPANOFF,
2001 apud CARDOSO; MACHADO, 2008).
De certo modo, a gestão estratégica do conhecimento insere-se como uma
ferramenta que possibilita concatenar processos, estratégicas empresariais,
setoriais, nacionais e internacionais para a geração de produtos e serviços que
elevem o nível de produção com qualidade e alcance o almejado patamar do ranque
das organizações de sucesso, que investem no capital intelectual, na competência
gerencial e na aprendizagem organizacional.

3.2 Gestão do Conhecimento e a Capacidade de Inovação
Numa economia competitiva, o conhecimento e a inovação surgem como
elementos vitais que possibilitam o alavancar dos processos organizacionais. Logo,
1 Em se tratando da terminologia Gestão Estratégica do Conhecimento encontra-se pouca literatura, a maioria
dos autores defende o termo Gestão do Conhecimento.

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a globalização, os interesses políticos, intervenção governamental e o advento de
novos desenvolvimentos tecnológicos são forças que impulsionam à mudança nas
organizações (HURN , 2012) .
É nesse contexto que a GC é encontrada como um mecanismo importante
para promover a inovação e o desempenho empresarial (LÓPEZ-NICOLÁS E
MERÕNO-CERDÁN, 2011).
Essa gestão surge como recurso estratégico para adquirir, criar e compartilhar
conhecimento para auxiliar na tomada decisão. Assim, segundo essas autoras, ela
contribui para o desempenho empresarial por proporcionar: desempenho financeiro
- satisfação do cliente-, desempenho de processo - qualidade e eficiência - e
desempenho individual - capacidades individuais.
O interesse organizacional em GC é incentivado pela a possibilidade
dos benefícios resultantes, tais como: o aumento da criatividade e a inovação
em produtos e serviços. Isso reforça que o desempenho de GC é altamente
associado com o intelectual capital da empresa, que por sua vez afeta sua inovação
e realização financeira (JU; TIEN-SHIANG, 2006).
Van de Ven e Engleman (2004 apud YUAN , TSANG; PENG, 2008)
constataram quatro aspectos que emergem em estudos de GC e inovação: A
primeira é a questão humana com foco nas pessoas em tornar as organizações mais
inovadoras, explorando novos conhecimentos, em vez de explorar o conhecimento
existente. A segunda é a questão de como desenvolver um processo que gerencie e
implemente ideias. A terceira refere-se a um problema estrutural de construir uma
infraestrutura por meio das fronteiras organizacionais para a absorção e a
aprendizagem de conhecimentos, bem como facilitar, apoiar e promover atividades
inovadoras. O último aborda a questão de liderança, relativo à criação e gestão de
um contexto que seja apropriado para a inovação.
Várias perspectivas emergentes na literatura percebem que os esforços
inovadores incluem a busca e descoberta, experimentação e desenvolvimento de
novas tecnologias, novos produtos e serviços, novos processos de produção, e
novas estruturas organizacionais.
Esses esforços integram diferentes tipos de conhecimento de forma eficaz.
Como expõem Ju e Tien-Shian (2006), o processo de inovação envolve a integração
do conhecimento externo com o existente na organização. Eles ressaltam, também ,
que a capacidade de uma empresa para reconfigurar o conhecimento existente é a
base de promover a inovação contínua. Esses autores referem que para promover a
inovação há necessidade de integrar o conhecimento externo com o interno em uma
organização.
Nessa linha de pensamento, López-Nicolás e Meroíio-Cerdán (2011)
reconhecem que o processo de inovação depende, em muito do conhecimento,
especialmente, no conhecimento tácito . Essas autoras afirmam, ainda , que o
conhecimento é principal requisito de inovação e competitividade.
Nessa perspectiva, a GC é frequentemente identificada como um pressuposto
importante da inovação. É eficaz e tem sido apresentada na literatura como um
método para melhorar a inovação e o desempenho (SHU-HSIEN ; CHI-CHUAN,
2010).
Yuan , Tsang e Peng (2008) , o conhecimento tácito é considerado mais
importante para a inovação. Esses autores reforçam que capacidades excepcionais
de absorver e compartilhar o conhecimento tácito são mais prováveis que

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inovadores. É por meio da criação de novo conhecimento que se produz bens e
serviços para os clientes.
O conhecimento contribui para a produção de pensamentos criativos e
geração de inovação e, exatamente, por isso, que a inovação é visto como a área de
maior ganho de GC (LÓPEZ-NICOLÁS ; MERONO-CERDÁN , 2011) .
Para além disso, "a inovação é a combinação de conhecimento existente de
uma empresa gerando recursos para criar novos conhecimentos." (CANTNER;
JOEL; SCHMIDT, 2011, p. 1454, tradução nossa)
Esses autores em sua pesquisa constataram que GC aumenta
significativamente o sucesso da organização em função das inovações de produtos
e novidades do mercado e, afirmam que essa é foco da inovação.
Sendo assim, a GC é, portanto, é um diferencial para o sucesso das
organizações por está associada ao desenvolvimento do conhecimento . E esse, o
principal recurso para evoluir com as inovações de produtos e serviços.

4 Gestão da Mudança
A necessidade de constantes adaptações das organizações às mudanças
resultantes da tecnologia , da inovação, dos mercados globalizados, da demanda da
informação, dos diferenciais competitivos e entre outros, trouxe à tona a importância
da gestão de mudança para o cenário empresarial no início do século XXI.
Concatenado a essa abordagem, Tachizawa , Cruz Júnior e Rocha (2006) expõem
os seguintes elementos que a define:
a) criação de visão
- Consiste em criar uma visão da empresa para o futuro;
b) desenvolvimento de estratégicas
- Elaboração de estratégicas setoriais com constante revista ;
c) criação de condições para mudança de sucesso
- Preparar o ambiente para mudança , possibilitar o feeback regular
das atividades do individuo na organização, publicar os êxitos da
mudança e, controlar a resistência à mudança, encorajando a
comunicação e o bom fluxo da informação;
d) criação correta da cultura
- criar uma cultura resistente que suporte a mudança e encorajem a
flexibilidade, autonomia e o trabalho em grupo;
e) a necessidade e tipo de mudança devem ser destacados
- Evitar insistir na mudança quando ela não for viável pelo tipo da
escolha da mudança não condizente a com missão da empresa ;
f) planejamento e implementação da mudança
- Ter um plano de atividades e assumir compromisso com esse
plano, estabelecer a criação de grupo de gestão de mudança, auditoria
à mudança , formação e treinamento;
g) envolvimento
- A mudança requer o envolvimento de todos nos seus processos
geradores
h) manutenção do momentum
- Manutenção da motivação e do entusiasmo no processo de
mudança;
i) Melhoramento contínuo

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- Buscar a excelência do melhoramento contínuo dos funcionários,
da organização, processos, produtos e serviços.
Munidos desses elementos, deduze-se que a gestão de mudança traz
práticas inovadoras no sentido de criar ações estratégicas que permitem as
organizações transformar o modelo normativo estabelecido para o modelo de
trabalho. Essa ideia reforça o pensamento de Brugeff (2009) que compreende a
gestão da mudança como um conjunto de práticas, métodos, técnicas, que permitem
modificações ou adaptações dos ambientes organizacionais aos fatores internos e
externos, propícios à mudança em prol da sobrevivência da empresa . Para Hurn
(2012) ela é definida como um objetivo planejado para alterar uma organização no
sentido guiá-Ia para uma posição futura desejada no ambiente de negócios em
resposta aos novos desafios e oportunidades.
Embora o processo de mudança seja difícil por exigir a preparação dos
gerentes e funcionários, ele torna-se essencial para moldar os processos
organizacionais que conduzem as novas formas de organização e ao
gerenciamento, sendo ele primordial para a sobrevivência organizacional.
A gestão da mudança vai exigir alterações na organização . Sob esse prisma,
Kisil (1998) discorre sobre as fontes internas e externas que influenciam na
mudança organizacional , de acordo com o quadro 3:

Fontes externas
Social

Política

Geradores
de
mudança
As crenças, valores e
atitudes e opiniões

Fontes internas

Geradores de mudança

Associações
profissionais

Determinado pela
opção ideológica do
grupo

Novos objetivos
(metas)
organizacionais

Elementos inovadores
alimentado por
informações
Implica nova direção
organizacional e
estabelecimento de
mudanças estratégicas
nos processos, métodos e
novas tecnologias
Ocasiona novas
oportunidades de
crescimento e
desenvolvimento

Econômica

Recessão , aumento
Recursos
do desemprego,
organizacionais
crescimento da
excedentes
demanda por
serviços sociais
Desenvolvimento
Novos
bens
e
tecnológico
serviços
Quadro 3 - Fatores mternos e externos da mudança organizacional.
Fonte: Kisil (1998).

Em contribuição a esse autor, adicionamos como fontes internas da mudança
organizacional : o novo capital intelectual, os novos processos e a cultura
organizacional.
Sob essa ótica, Lima e Bressan (2003, p. 25) definem a mudança
organizacional como:
Qualquer alteração, planejada ou não, nos componentes
organizacionais - pessoas, trabalho , estrutura formal , cultura - ou
nas relações entre organização e seu ambiente, que possam ter

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consequências relevantes, de natureza positiva ou negativa, para
eficiência e/ou sustentabilidade organizacional.
Percebe-se que a mudança organizacional passa, inicialmente, pelo
conhecimento das razões das mudanças por envolver pessoas, trabalho, estrutura,
cultura , conforme citado pelo autor. Esse conhecimento se consegue com a
realização de um diagnóstico organizacional pelo qual são coletados os pontos
fortes e fracos na administração da empresa.
Com base nessas considerações, apresentamos, no quadro 3, oito estágios
para implementação do processo de mudança organizacional , estabelecido por
Korter (1998 apud HURN, 2012) após uma análise feita com relação ao insucesso
da implantação das mudanças organizacionais:
Estágio
um
urgência

Procedimento
Examinar o mercado, as realidades
competitivas e identificar as razões para a
mudança. Promover uma forte motivação
para a mudança.
Forma
uma equipe para Reunir um grupo para liderar a mudança e
mudança
garantir o trabalho em equipe com base na
confiança
Desenvolver uma visão e uma Criar uma visão para direcionar os esforços
de mudança, compartilhando-a em todos os
estratégica para a mudança
níveis da organização, além de identificar as
vantagens.
Comunicar a visão e a Falar abertamente e honestamente.
estratégica para alcançar os
objetivos propostos
Superar
a
resistência
a Identificar as barreiras e desenvolver uma
mudança
estratégica que minimizem a resistência .
Enfatizar em curto prazo as As metas devem divisíveis e buscar
metas atingidas
incrementai estágio para objetivos ao longo
prazo.
Reforçar a visão de mudança
Divulgar os sucessos alcançados

1. Estabelecer

2.

3.

4.

5.
6.

7.

8. Desenvolver

senso

uma

de

cultura

Essa atitude deve refletir a mudança
desejada em todo a organização, além de
manter a dinâmica de trabalho com ênfase
em atingir o objetivo final
,
Quadro 3 - Estaglos para Implementaçao da mudança organizacional.
Fonte: Adaptado de Korter (1998 apud HURN, 2012)
corporativa

-

É fato que a mudança é crucial para a sobrevivência das organizações, mas
nem todas estão preparadas. Então, esses estágios vêm contribuir como um roteiro
pelo qual as organizações podem nortear suas ações, conforme seu ramo de
atividades. É importante ressaltar que para esse autor o não cumprimento de um
desses passos pode comprometer o processo de implementação da mudança .
Na verdade, a mudança organizacional procura adequar as organizações ao
ambiente externo, forçando-as a buscarem melhorias contínuas. Por isso, para
atingir melhorias faz-se necessário que as organizações possuam um bom
planejamento que contemplem as mudanças organizacionais intensificados pelos

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fatores : globalização, competitividade, avanços tecnológicos, desenvolvimento
sustentável e outros.
Conforme foi visto , torna-se inconcebível ainda haver organizações
resistentes à mudança. Ela demanda tempo e exige ações voltadas para o
desenvolvimento das pessoas.
Em última análise, Fonseca (2002, p. 12) afirma que "a informação oportuna e
relevante permite reduzir as incertezas inerentes às mudanças." Logo, perante a
essa afirmação podemos constatar o alinhamento da gestão do conhecimento à
gestão da mudança, proposto por esse artigo .
Nesse aspecto, a GC surge como ferramenta útil para a seleção,
processamento e disseminação da informação relevante para a organização atingir
seus objetivos, as estratégicas de negócios, as habilidades e as competências das
pessoas.
5 Considerações Finais

Diante do exposto teórico disponível, infere-se que os estudos apresentados
devem contribuir para o entendimento da gestão do conhecimento e da gestão de
mudança, em bases, estritamente, empresariais.
As organizações precisam reconhecer e valorizar o capital intelectual
enquanto ativo estratégico . Nesse sentido, elas precisam viabilizar o
desenvolvimento de habilidades das pessoas com vistas alcançarem os objetivos
estabelecidos. Esse propósito emerge a necessidade de se de por em prática uma
gestão de conhecimento com parâmetros alinhados à gestão de mudança , visando
alavancar o desenvolvimento, o sucesso e a sobrevivência das organizações, além
de possibilitar acompanhar as inovações.
Esse alinhamento torna-se importante por entender que toda mudança pode
proporcionar desconforto, principalmente pelas incertezas ocasionadas pela falta de
informações relevantes ao processo de geração de produtos e serviços,
principalmente de comunicação.
Face ao exposto, pode-se afirmar que o conhecimento e a informação estão
se tornando a base para novos serviços e produtos, por isso investir nesses ativos
tornou-se crucial para a sobrevivência das organizações.
Com foi visto na literatura à inovação que se constitui no lançamento de
novas ideias tendo como metas melhorias contínuas, ela faz uso do conhecimento
tático. Logo, a GC é importante nesse processo por integrar esse tipo de
conhecimento como o da organização, de forma que ele ser útil e eficaz para gerar
novos produtos e serviços, aumentando a capacidade inovadora dessa e permitindo
a sua ampliação para novos mercados consumidores.
Finalmente, sabe-se que o conhecimento não se constrói de forma isolada,
ele precisa de uma interação entre sujeitos, organização e grupo, por isso a
organização precisa dar valor à aprendizagem organizacional que é estabelecida
quando se faz uso desse bem intangível.
A capacidade de reagir e o tempo de reação às mudanças constituem
considerações fundamentais para a definição de estratégicas e a capacitação da
organização. Portanto, a mudança é inevitável e o gerenciamento do conhecimento
imprescindível para as organizações acompanhar a Era da Informação e do
Conhecimento.

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Constata-se, também, a necessidade de novas contribuições para essa
temática , baseadas em estudos empíricos com intuito de conscientizar que a gestão
do conhecimento e a gestão de mudança não estão isoladas, mas alinhadas a todo
o processo gerenciamento de conhecimento .

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O desafio de gerenciar e melhor utilizar o conhecimento, ativo intangível de valor estratégico, tem aguçado as organizações a buscarem modelos de gestão que visam administrar os conhecimentos essenciais para alcançar seus objetivos direcionados a visão de futuro e sua permanência no mercado competitivo. Logo esse estudo tem como objetivo principal apresentar a gestão do conhecimento como modelo que surge para gerenciar a transposição do conhecimento como modelo tácito em explícito e a gestão de mudança como parte integrante desse processo. Para tanto, contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as formas de conversão dele. Aborda maiores considerações sob as gestões do conhecimento, estratégica do conhecimento e a de mudança, expondo conceitos, objetivos e benefícios relacionados à implementação dessas gestões. Expõe a gestão do conhecimento com foco na inovação. Trata-se de um levantamento exploratório fruto de uma revisão de literatura de base estritamente teórica em vários suportes informacionais relacionados a esse tema e áreas afins. Toda adoção de modelos proporciona mudanças organizacionais que podem influenciar de maneira positiva ou negativa nos processos, nas ações estratégicas, nos serviços, nos produtos e na cultura organizacional. Infere-se, portanto, nesse estudo que a adoção de novas práticas- modelos interfere nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas ações estratégicas das organizações. Constata-se, dessa forma, a anecessidade de novas contribuições para essa temática, baseadas em estudos empíricos com o intuito de conscientizar que a gestão do conhecimento e a gestão de mudança não estão isoladas, mas alinhadas ao processo de alavancar a sobrevivência das organizações</text>
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