<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6053" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6053?output=omeka-xml" accessDate="2026-08-19T09:18:23-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5117">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6053/SNBU2012_192.pdf</src>
      <authentication>05d573e37462cb6663ed71671eb9481f</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="64354">
                  <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

AS BIBLIOTECAS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA - IFs: de escolares à
também universitárias: a necessidade da reestruturação.
Caroline da Rosa Ferreira Becker' , Magda Chaga~
1Mestre em Ciência da Informação, UFSC, Florianópolis - SC e Bibliotecária do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense, Campus Rio do Sul- SC .
2Professora Doutora do Departamento de Ciência da Informação, UFSC, Florianópolis, SC .

Resumo: Este estudo apresenta uma reflexão sobre as bibliotecas dos Institutos
Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados no Brasil em 2008. O
estudo foi feito por meio de uma fundamentação teórica sobre os Institutos Federais
e o histórico das suas bibliotecas, que antes eram bibliotecas de Centros Federais
de Educação Tecnológica (CEFETs), de Unidades Descentralizadas de Ensino
(UNEDs), e de Escolas Agrotécnicas e Técnicas Federais. Tem o objetivo de analisar
a reestruturação necessária no ambiente destas bibliotecas, que agora passam a
atender usuários da educação básica , profissional e superior, concomitantemente.
Acredita-se que as investigações que tem como foco de análise as bibliotecas dos
IFs podem contribuir no sentido de melhorar a compreensão da função desse novo
modelo de ensino na sociedade.

Palavras-Chave: Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia ; Biblioteca
escolar; Biblioteca Universitária; Gestão de bibliotecas.
Abstract: This study presents a reflection on the libraries of the Institutos Federais
de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), created in Brazil in 2008. The study was
done by means of a theoretical foundation of the Institutos Federais and of history
and their libraries, libraries that were once the Federal Centros Federais de
Educação Tecnológica (CEFETs), of Unidades Descentralizadas de Ensino (UNEDs),
and of the Escolas Afrotécnicas e Técnicas Federais. It aims to analyze the
necessary restructuring in the environment of these libraries, who now serve users of
basic education , vocational and higher concomitantly. It is believed that the
investigations that focus on analysis of IFs libraries can contribute to improve the
understanding of the function of this new model of education in society.
Keywords: Federal Institute of Education, Science and Technology; School library;
University library; Library management.
1 Introdução
Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados no
Brasil , têm como característica e proposta a oferta de educação que forma e
qualifica cidadãos com vistas à atuação profissional nos diversos setores da
economia, que desenvolve o espírito crítico e que estimula a pesquisa . Esses
Institutos foram criados pela Lei n.11 .892 , de 29 de dezembro de 2008 , e, na
ocasião, 31 Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs), 75 Unidades

2103

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Descentralizadas de Ensino (UNEDs) , 39 Escolas Agrotécnicas, 7 Escolas Técnicas
Federais e 8 Escolas vinculadas à universidades deixaram de existir para formar os
IFs.
Atualmente são 38 IFs presentes em todos os Estados brasileiros, compostos
por 354 câmpus, com outros 208 novos câmpus para serem entregues até o final de
2014. Os IFs fazem parte da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica .
A rede não se originou com a criação dos IFs, bem pelo contrário, completou no ano
de 2009 seu centenário .
Na cronologia desde a sua criação, esta rede foi composta por instituições
que possuíram outra designação, tais como: Escolas de Aprendizes e Artífices, no
ano de 1909; Liceus Industriais, no ano de 1937; Escolas Industriais e Técnicas, no
ano de 1942; Escolas Técnicas Federais, no ano de 1959; incorpora-se à esta rede
de ensino as Escolas Agrícolas, em 1967; criam-se os primeiros Centros Federais de
Educação Tecnológica, em 1978; e por fim , em 2008 , recebem a atual designação
com a criação dos IFs.
Os IFs são instituições de educação superior, básica e profissional,
pluricurriculares e multicampi, especializadas na oferta de educação profissional e
tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de
conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas (BRASIL,
2008).
Diante deste contexto, observa-se que a reestruturação desta rede federal de
ensino exigiu mudanças em todo ambiente organizacional dessas antigas Escolas
Técnicas, Agrotécnicas, UNEDs e CEFETs, que possuíam suas particularidades e,
deixando de existir, passaram a integrar uma nova concepção de ensino .
Toda mudança requer um tempo de adaptação, um tempo de reestruturação,
um tempo de entendimento do novo ambiente organizacional, e, passados três anos
da criação dos IFs, este estudo tem o objetivo de analisar a reestruturação
necessária no ambiente de onde partem todas as pesquisas, desde as mais simples
até as científicas, o local aonde se procura , se localiza, se trabalha, se dissemina e
se ensina a usar a informação, as bibliotecas.
Antes da criação dos IFs, cada biblioteca pertencia a uma unidade isolada e
ali atendia seu público, que na maioria era formado por alunos do ensino médiotécnico, ou seja, atendia ao público escolar. Hoje, além do público escolar, as
bibliotecas também possuem como usuário alunos do ensino superior, pois no
desenvolvimento da sua ação acadêmica, o IF deverá garantir o mínimo de 50% de
suas vagas para atender à educação profissional técnica de nível médio,
prioritariamente na forma de cursos integrados, para os concluintes do ensino
fundamental e para o público da educação de jovens e adultos, e o mínimo de 20%
(vinte por cento) de suas vagas para atender cursos superiores de licenciatura
(BRASIL, 2008).
Em virtude dos IFs oferecerem educação superior, básica e profissional, o
ambiente de suas bibliotecas deve estar adequado tanto para estimular novas
descobertas informacionais nos usuários de biblioteca escolar, como também nos
usuários de biblioteca universitária. Pacheco (2009) defende que a infraestrutura
existente na rede federal, com instalações físicas já constituídas dos ambientes de
aprendizagem , como as bibliotecas, são fatores que facilitam um trabalho educativo
de qualidade. Nesse sentido, pergunta-se: será que as bibliotecas dos IFs estão
planejadas e organizadas para atender a um novo público de usuários e, além disso,

2104

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

a manterem a qualidade no atendimento ao público antes atendido? Este ensaio
justifica-se em virtude desta reestruturação estar promovendo uma oferta de 400 .000
vagas na educação profissional e tecnológica da rede federal de ensino em todo o
país, e estes 400.000 alunos necessitam de bibliotecas que ofereçam um ambiente
de estudo adequado para atender suas necessidades informacionais de pesquisa,
ensino, extensão e lazer.
Fato preocupante que corrobora com o re-pensar sobre as bibliotecas é que
75% dos brasileiros não costumam usar a biblioteca (Instituto Pró-livro, 2011 , p.101) .
Como os IFs estão localizados das regiões norte a sul, leste a oeste do Brasil,
estando presentes também em cidades do interior (nas quais inexistia oferta de
cursos gratuitos), suas bibliotecas, se bem gerenciadas e integradas ao
planejamento institucional , podem ser um caminho para se melhorar esta estatística.
Além de estatísticas, sabe-se que a leitura oportuniza autonomia , emancipação e por
que não afirmar, a humanização dos indivíduos. E é na biblioteca que estes
indivíduos podem efetivamente descobrir ou re-descobrir os prazeres que a leitura
oportuniza.

2 Revisão de Literatura
A preocupação com a organização das bibliotecas das Instituições que foram
incorporadas aos IFs foi apresentada na literatura brasileira, a partir dos estudos de
José Maria de Araújo Souza , que escreveu , em 1965, o livro "Instalação de
bibliotecas em escolas técnicas industriais". E também de Dóris de Queiroz
Carvalho, que escreveu , em 1966, o livro "Manual de serviços para bibliotecas de
escolas técnicas industriais" e, em 1970, como atualização desta última obra citada,
o livro "Bibliotecas de escolas técnicas industriais: manual de organização e
funcionamento".
Segundo Carvalho (1970), existiam 23 bibliotecas instaladas nas Escolas
Técnicas Federais. Os objetivos dessas bibliotecas também foram apresentados por
Carvalho (1970) que afirmava possuírem elas um ambiente facilitador do ensino, que
fornecesse acervo adequado para uso de professores e alunos; como um ambiente
que desenvolvesse em professores e alunos o gosto pela boa leitura, e o hábito de
utilizar os livros; como um ambiente que desenvolvesse em professores e alunos a
capacidade de pesquisa , enriquecendo suas experiências pessoais e tornando-os
mais preparados para progredirem nas suas profissões. Como competências dessas
bibliotecas, a autora aborda a aquisição de material bibliográfico adequado e a
organização desse material para uso dos alunos e professores; o fornecimento do
acervo para ilustrar e enriquecer os programas escolares; a orientação aos alunos
sobre como usar o acervo; o desenvolvimento nos alunos do prazer de ler e da
capacidade da pesquisa . Ainda segundo Carvalho (1970), a biblioteca também deve
oferecer as seguintes facilidades: acervo atualizado sobre as matérias do currículo;
sala de estudos e pesquisa ; livre acesso à biblioteca, onde o acervo encontra-se
organizado de acordo com o assunto a que se refere; empréstimo do acervo; cursos
de leitura, com sala e projetos de leitura em grupo; orientação de leitura e sala de
vídeo para exibições de filmes educativos.
Há 42 anos já se pensava no que deveriam ser as bibliotecas das Escolas
Técnicas Federais: ambiente aconchegante e organizado , composto por acervo

2105

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

qualificado e em diferentes suportes; com profissionais comprometidos com a
formação do leitor dos alunos; o livre acesso à informação; a liberdade de uso; o
incentivo e orientação à leitura e à pesquisa ; os serviços oferecidos. As bibliotecas
que possuem estas características têm condições de atender com qualidade
usuários da educação básica, profissional e universitária.
Sobre a formação de leitor dos alunos nos IFs, Becker (2007) analisou uma
biblioteca de escola Agrotécnica e pesquisou o quanto esta biblioteca influenciava na
formação de leitor dos alunos. Constatou que inexistiam evidências significativas de
que a leitura feita ou mediada por meio das atividades e serviços oferecidos pela
biblioteca favorecesse a formação de leitor dos alunos. Concluiu ainda, por meio
desta análise, que os interesses de leitura dos alunos na biblioteca eram para
realizar suas pesquisas escolares.
Esta pesquisa demonstra a realidade da maioria das bibliotecas escolares
brasileiras: ambientes que não favorecem a formação do leitor dos alunos e que,
somente são procuradas pelos alunos para se "responder" as pesquisas "cobradas"
pelos professores. Mesmo assim , na biblioteca que possui um acervo que oportuniza
aos alunos conseguirem estas respostas, até está havendo uma motivação em
utilizar este local. Ao contrário, ou seja , se o aluno não encontra estas respostas, ele
raramente retornará a esta biblioteca .
Buscou-se por meio da internet localizar outras pesquisas ou informações a
respeito das bibliotecas dos antigos CEFETs, Agrotécnicas e UNEDs para se
entender o histórico desses ambientes, entretanto, não se recuperou informações.
Com a criação dos IFs, várias bibliotecas unem-se para fazerem parte de um
mesmo Instituto, o que faz com que se inicie um diálogo entre os bibliotecários
atuantes nestas bibliotecas e um convergir das ações destes profissionais e dos
encaminhamentos destas bibliotecas. No ano de 2011, foi criada a Comissão
Brasileira das Bibliotecas dos IFs - CBBI (Fórum Nacional ... , 2011), com
representantes de todas as regiões do país, fato que demonstra a necessidade de
se pensar e articular ações em prol destas bibliotecas.
Pacheco (2009, p.8) enfatiza que os IFs "são caracterizados pela ousadia e
inovação, necessárias a uma política e um conceito que buscam antecipar aqui e
agora as bases de uma escola contemporânea do futuro e comprometida com uma
sociedade radicalmente democrática e socialmente justa". Essa ousadia e inovação
também reflete no ambiente das bibliotecas, pois uma Instituição educacional
contemporânea do futuro e comprometida com a sociedade, no mínimo, deve
oferecer por meio das bibliotecas um ambiente informacional atualizado, organizado
e planejado, que oportunize acesso à informação em diferentes suportes, que ensine
os usuários a entender, encontrar, avaliar, usar e disseminar a informação, em
desenvolverem a competência informacional.
A necessidade do re-pensar sobre as bibliotecas dos IFs fica externalizada
nas vozes dos bibliotecários participantes do VI Fórum Nacional dos Bibliotecários
dos IFs, ocorrido na cidade de Petrolina , Estado de Pernambuco, quando sugerem
como tema para o VII Fórum "A identidade das bibliotecas dos IFs" e também "As
habilidades e o perfil dos bibliotecários dos IFs" (Fórum Nacional ... , 2011). Torna-se
importante salientar que houve quatro fóruns nacionais dos bibliotecários dos
CEFETs, e dois fóruns nacionais dos bibliotecários dos IFs, porém , utilizou-se para a
numeração do Fórum dos bibliotecários dos IFs a continuidade dos fóruns já
realizados pelos bibliotecários dos CEFETs. Em pesquisa na Internet sobre estes

2106

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Fóruns, tanto de IFs, como de CEFETs, não se encontra os relatórios finais e
encaminhamentos dos eventos, apenas informações sobre as inscrições e
programação.
Para que se possa analisar as bibliotecas dos IFs, é necessário
primeiramente que se defina o tipo desta biblioteca . Geralmente, as bibliotecas são
classificadas de acordo com algumas características específicas que possuem em
relação aos usuários/acervo, e, em virtude disso, existem vários tipos de bibliotecas:
infantis, universitárias, escolares, especializadas, públicas, mistas, comunitárias,
digitais, entre outras.
Santos, Hoffmann, Boccato (2011 , p.1) enfatizam que as bibliotecas dos IFs
"caminham na busca de sua construção identitária, abarcando uma junção de
tipologias e olhares a serem refinados e construídos. Além disso, as autoras
sugerem que as bibliotecas dos IFs devem ser estudadas a partir da tipologia de
bibliotecas escolares, especializadas e universitárias.
Becker (2010) salienta que estas bibliotecas enquadram-se em quatro
classificações: são públicas, por servirem à coletividade a título gratuito;
especializadas, por atenderem uma necessidade concreta de informação em área
específica do conhecimento, a Rede Federal de Educação Profissional e
Tecnológica; escolares, pois atendem à comunidade escolar do campus onde a
biblioteca está situada ; e mistas, já que possuem características destes três tipos de
biblioteca citados anteriormente. Como a coleta de dados da pesquisa de Becker foi
realizada em meados do ano de 2009, a autora tratou as bibliotecas dos IFs como
escolares, pois não teria características de biblioteca universitária para avaliar, em
virtude da implantação dos IFs ter acontecido naquele ano .
Uma nova classificação é apresentada por Moutinho e Lustosa (2011),
quando classificam as bibliotecas dos IFs como tecnológicas. Estas autoras também
enfatizam que as bibliotecas devem estar preparadas para receber os usuários para
cada modalidade de ensino dos IFs, ou seja, educação básica, superior e
profissional.
Diante destes conceitos que prenunciam um início de discussão a respeito da
tipologia das bibliotecas dos IFs, verifica-se que não há uma única designação para
estas bibliotecas. O público de usuários, neste caso, não é específico, e a biblioteca
tem que ser gerenciada de forma que atenda a diferentes públicos, estes com
diferentes necessidades informacionais. Sendo assim, as bibliotecas dos IFs
possuem como usuários alunos do ensino básico (Educação de Jovens e Adultos),
do ensino médio, do ensino técnico, e do ensino superior.
Mesmo não possuindo uma tipologia definida, ou, inserindo-se num conjunto
de tipologias, observa-se que estas bibliotecas devem ser planejadas
institucionalmente. Em um nível macro devem ter representatividade formada por
bibliotecários na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (órgão vinculado
ao Ministério da Educação responsável pela criação, implantação e desenvolvimento
dos IFs). Ainda no nível macro, deve-se também ter representatividade de
bibliotecários atuando nas reitorias. Já no nível micro, deve-se nos câmpus ter essa
representatividade formada pelos profissionais bibliotecários.
Luz (2007) enfatiza que normalmente as bibliotecas não são incluídas no
planejamento, no orçamento e nem nas decisões político-institucionais. O
bibliotecário precisa ser capaz de fazer com que a biblioteca e os interesses da
política da informação estejam no mesmo nível do planejamento institucional e das

2107

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

atividades político-administrativas. A autora relata ainda, que o bibliotecário deve ser
competente em fazer com que a biblioteca seja um instrumento usado para forçar a
política e os objetivos institucionais.
As bibliotecas dos IFs que já possuem curso superior serão avaliadas pelo
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Infelizmente, de
acordo com este documento, as bibliotecas são avaliadas apenas em relação ao seu
acervo, contemplando ou não certa quantidade de bibliografias básicas e
complementares dos cursos, conforme o número de vagas anuais
pretendidas/autorizadas (Ministério da Educação, 2012).
O documento de avaliação deveria investigar mais especificidades em relação
às bibliotecas dos IFs, tais como : espaço físico, acervo, recursos financeiros, equipe,
equipamentos e tecnologia , serviços, acessibilidade, presença no planejamento
institucional (Plano de Desenvolvimento Institucional; Projeto Político-Pedagógico
Institucional; Organograma) .
Becker (2010) pesquisou a gestão das bibliotecas de um IF a partir das quatro
funções gerenciais, a saber: planejamento, organização, direção e controle, e
constatou que não há como se dinamizar o ambiente e a ação das bibliotecas sem a
realização destas quatro funções gerenciais, ou seja , as bibliotecas precisam ser
planejadas, organizadas, dirigidas/lideradas e controladas. A autora enfatiza também
o investimento em dois segmentos: recursos financeiros e equipe formada por
bibliotecários e auxiliares de biblioteca. Nos resultados desta pesquisa, indicou-se
algumas ações para as bibliotecas do IF analisado, e que também serve para os
demais IFs: a) criação da política de desenvolvimento de coleção das bibliotecas do
IF; b) inserção das bibliotecas nos organogramas dos campi; c) maior envolvimento
do bibliotecário no planejamento e implementação dos programas institucionais; d)
informatização dos acervos das bibliotecas; e) adequação dos ambientes das
bibliotecas (acessibilidade, tamanho, temperatura , equipamentos) ; g) oferta de mais
serviços e promoção de atividades de educação de usuários nas bibliotecas; h)
destinação regular de uma porcentagem do valor do orçamento do campus para a
biblioteca; i) contratação de auxiliares de biblioteca e de, pelo menos, mais um
bibliotecário para cada campus; j) realização de treinamentos periódicos com a
equipe de funcionários; k) análise formal dos dados do relatório de atividades, a fim
de avaliar o desempenho da biblioteca.
Como as bibliotecas dos IFs são também escolares, deve-se guiá-Ias pelas
"Diretrizes da IFLAlUNESCO para a biblioteca escolar", documento que também
pode ser pensado para o melhor desenvolvimento da biblioteca universitária. Neste
documento, defende-se que a biblioteca escolar deve ser administrada e que
existem sete elementos que contribuem para a eficiência e satisfação dessa
administração: a) financiamento e orçamento (apresenta alguns meios para garantir
que a biblioteca receba sua justa parte dos recursos financeiros da escola); b)
instalações físicas (relata os espaços, a localização, as instalações, o mobiliário e os
equipamentos necessários para incorporar a função e o uso da biblioteca); c)
recursos (estabelece uma ampla faixa de recursos para atender às necessidades
dos usuários, no que se refere à educação, à informação e ao desenvolvimento
pessoal) ; d) organização (apresenta como a biblioteca escolar deve estar organizada
para atender à comunidade de usuários); e) equipe (aborda a importância de uma
equipe capacitada nesse ambiente e da presença do profissional bibliotecário para
dirigir todas as atividades e serviços oferecidos) ; f) uso da biblioteca (relata

2108

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

programas e atividades que devem ser desenvolvidos na biblioteca); g) promoção
(informa que a biblioteca deva ter uma política de marketing e promoção, para que
seus usuários estejam sempre conscientes do papel essencial da biblioteca escolar
na aprendizagem e como porta de acesso a todo tipo de recursos
informativos)(FEDERAÇÃO, 2005).
Estes sete elementos servem de subsídios para um melhor desenvolvimento
das bibliotecas e, se pelo menos três deles fossem potencializados nas bibliotecas
brasileiras, com certeza haveria um salto qualitativo na educação do país.

3 Procedimentos metodológicos

o estudo foi feito por meio de uma pesquisa bibliográfica sobre os Institutos
Federais e o histórico das suas bibliotecas, considerando aspectos do período
anterior e posterior à formação destes Institutos. Segundo Gil (2008), as pesquisas
bibliográficas permitem ao investigador cobrir uma quantidade de fenômenos muito
mais ampla do que poderia pesquisar diretamente. Ainda segundo o autor, a
pesquisa bibliográfica é indispensável nos estudos históricos.
Como os IFs originaram-se da junção de outros tipos de Instituições,
buscaram-se também por meio da internet pesquisas e informações a respeito das
bibliotecas de CEFETs, de UNEDs e de Escolas Agrotécnicas e Técnicas Federais.
Os principais sites pesquisados foram o Portal de Periódicos da CAPES e o
Scientific Electronic Library Online - Scielo.
Tentou-se recuperar também páginas da web que se referissem à CEFETs,
UNEDs e Escolas Agrotécnicas e Técnicas Federais. Entretanto, os antigos sites
dessas instituições já não existem mais e remetem para a página dos IFs.
Na pesquisa realizada na Internet, constatou-se a pouca e quase inexistente
informação ou pesquisas que abordassem as bibliotecas do IFs. O que se encontrou
foi a palavra biblioteca em dois organogramas de Institutos Federais.
Como instrumento de coleta de dados utilizou-se a análise documental e o
método empregado foi o descritivo quali-quantitativo.
4 Considerações Finais e Recomendações
Apesar de terem sido criados há três anos, os IFs ainda estão em fase de
implantação e consolidação de suas ações. Não diferente desta situação estão as
suas bibliotecas, que começam a serem estudadas e pesquisadas para que se
consiga atender ao que está proposto nos objetivos, propostas e características dos
IFs.
Também são muito incipientes os estudos a respeito destas bibliotecas, que
apresentam características bem distintas umas das outras, porque se originaram de
instituições de ensino diferentes. Apesar de incipientes, estes estudos realizados
podem servir de ponto de partida para a realização de ações e discussões que
contribuam para o melhor desenvolvimento das bibliotecas dos IFs. Na literatura já
há alguns ensaios sobre a tipologia das bibliotecas dos IFs, que assumem
características de bibliotecas escolares e universitárias.
Não há evidências de como deveriam ser as bibliotecas dos IFs, até porque

2109

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

não estão pensadas no nível político-institucional de SETEC, reitoria e câmpus.
Supõe-se que essas bibliotecas sejam isoladamente pensadas e organizadas pelos
câmpus.
Embora haja uma movimentação dos bibliotecários com a criação da CBBI ,
ainda há muito que se dialogar e se efetivar nos câmpus, reitorias e na SETEC para
que as bibliotecas dos IFs possam planejadas, organizadas, lideradas e controladas,
visando atender as necessidades informacionais dos usuários.
Os bibliotecários tem grande responsabilidade na realização de ações que
sensibilizem os gestores dos IFs sobre o verdadeiro papel da biblioteca neste novo
modelo de ensino e na sociedade em que vivemos, baseada na informação e no
conhecimento. Também os gestores dos IFs devem deixar esclarecido para a
sociedade quais seus entendimentos sobre a biblioteca nesse novo cenário
institucional, e que políticas serão implantadas e desenvolvidas para estas
bibliotecas. Esse pensar coletivamente sobre as bibliotecas entre bibliotecários e
gestores dos IFs só tem a contribuir para o desenvolvimento destas bibliotecas.
Há que se re-pensar e planejar o que se pretende com as bibliotecas dos IFs:
continuarem isoladas em seus campi e com características bem diferentes, sem
identidade, sem registros. Ou , serem planejadas institucionalmente, nos níveis micro
e macro, serem organizadas para atender as diferentes demandas de usuários,
serem lideradas por bibliotecários e se realizar o controle destas ações,
transformando estas bibliotecas no centro do saber dos IFs.
Na literatura observa-se o caráter inovador de educação proposto pelos IFs, e
não há como se promover educação de qualidade, sem bibliotecas de qualidade,
que atendam as necessidades informacionais de ensino, pesquisa , extensão e lazer
dos usuários. Esse estudo apresenta algumas possibilidades.
O dia em que as pessoas e governos se conscientizarem da importância das
bibliotecas, ai sim teremos o tão comentado salto qualitativo no que tange à
educação.

5 Referências
BECKER, Caroline da Rosa Ferreira . Gestão de bibliotecas escolares com foco
nas quatro funções gerenciais: estudo de caso nas bibliotecas do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense. Florianópolis, 2010.
236f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade Federal de
Santa Catarina . Florianópolis, 2010.
BECKER, Caroline da Rosa Ferreira ; GROSCH , Maria Selma. A biblioteca escolar e
sua influência na formação de leitores na representação dos alunos da Escola
Agrotécnica Federal de Rio do Sul - EAFRS. In : CONGRESSO DE LEITURA DO
BRASIL, 16., julho, 2007 , Campinas. Anais ... Campinas: Associação de Leitura do
Brasil, 2007.
BRASIL. Lei n. 11 .892 , de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia , e dá outras providências. Diário Oficial da União,

2110

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Brasília, 30 dez. 2008. Disponível em : &lt;http://www.in .gov.br&gt; Acesso em : 15 jan .
2009.
CARVALHO, Dóris de Queiroz. Biblioteca de escolas técnicas industriais: manual
de organização e funcionamento. Brasília: Fundação IBGE, 1970.
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECAS E
INSTITUiÇÕES (IFLA) . Diretrizes da IFLA/UNESCO para a biblioteca escolar.
Tradução
Neusa
Dias
de
Macedo.
2005.
Disponível
em :
http://archive.ifla.orgNll/s11/pubs/SchooILibraryGuidelines-pt BR.pdf. Acesso em :
29 jun. 2009.
FÓRUM NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS DOS INSTITUTOS FEDERAIS, VI.
Relatório do VI Fórum Nacional de Bibliotecários dos Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia. Petrolina , Instituto Federal do Sertão
Pernambucano, 2011 .
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social . 6. ed . São Paulo:
Atlas, 2008.
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da Leitura no Brasil. 3. ed . São Paulo: Insituto
Pró-livro, 2011 .
LUZ, Cláudia. Bibliotecas na agenda : uma questão importante para a sociedade
contemporânea . Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, v.3, n.2, p.14-33, jul. - dez. 2007.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instrumento de avaliação de cursos de graduação
presencial e a distância. Brasília , 2012.
MOUTINHO, Sonia Oliveira Matos; LUSTOSA, lanna Torres. As bibliotecas dos
Institutos Federais frente às novas demandas gerenciais e informacionais causadas
pela Lei 11 .892/2008. In: FÓRUM NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS DOS
INSTITUTOS FEDERAIS, 6., outubro, 2011 , Petrolina . Anais ... Petrolina : Instituto
Federal do Sertão Pernambucano, 2011 .
PACHECO, Eliezer. Os Institutos Federais: uma revolução
profissional e tecnológica . Brasília: Ministério da Educação, 2009.

na educação

SANTOS, Cíntia Almeida da Silva ; HOFFMANN , Wanda Aparecida Machado;
BOCCATO, Vera Regina Casari. Os múltiplos olhares para as bibliotecas dos
Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia . In: FÓRUM NACIONAL DE
BIBLIOTECÁRIOS DOS INSTITUTOS FEDERAIS, 6., outubro, 2011 , Petrolina.
Anais ... Petrolina : Instituto Federal do Sertão Pernambucano, 2011 .

2111

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="49">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51396">
                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51397">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51398">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51399">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51400">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51401">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51402">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51403">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64346">
              <text>As Bibliotecas dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia- IFs: de escolares à também universitárias: a necessidade da reestruturação.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64347">
              <text>Becker, Caroline da Rosa Ferreira; Chagas, Magda</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64348">
              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64349">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64350">
              <text>2012</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64352">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64353">
              <text>Este estudo apresenta uma reflexão sobre as bibliotecas dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados no Brasil em 2008. O estudo foi feito por meio de uma fundamentação teórica sobre os Institutos Federais e o histórico das suas bibliotecas, que antes eram bibliotecas de Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs), de Unidades Descentralizadas de Ensino (UNEDs), e de Escolas Agrotécnicas e Técnicas Federais. Tem o objetivo de analisar a reestruturação necessária no ambiente destas bibliotecas, que agora passam a atender usuários da educação básica, profissional e superior, concomitantemente. Acredita-se que as investigações que tem como foco de análise as bibliotecas dos IFs podem contribuir no sentido de melhorar a compreensão da função desse novo modelo de ensino na sociedade.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69552">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
