<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6047" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6047?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-22T11:13:53-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5111">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6047/SNBU2012_186.pdf</src>
      <authentication>d9f62e26cee459edfe70b51870a56b82</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="64300">
                  <text>i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO DAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ENTRE AS METÁFORAS DE MORGAN E A VISÃO DE LUHMANN
Lidiane Carvalho
Professora Assistente da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro. UNIRIO
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Doutoranda do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia -IBICT.

Resumo
Este artigo parte da investigação dos usos teórico-metodológicos da teoria de Niklas
Luhmann para a interpretação das bibliotecas universitárias como sistema social ,
com suas estruturas funcionais e suas relações com o entorno. Parte-se da hipótese
de que as estruturas funcionais são componentes do todo sistêmico que se
relacionam de modo autopoiético com o entorno. A leitura reflexiva da realidade
organizacional pela apropriação das metáforas para redução da complexidade de
um sistema social pode ser mais bem compreendida a partir da perspectiva
comunicacional luhmanniana. A teoria luhmanniana pode contribuir para a melhoria
e inovação no processo de gestão das bibliotecas universitárias.

Palavras chave:
Administração de bibliotecas; Teoria de sistemas; Comunicação nas organizações.

Abstract
This article starts with a research of theoretical and methodological uses of the
Niklas Luhmann theory for the interpretation of university libraries as a social system,
its functional structures and their relationships with the environment. He works with
the hypothesis that the functional structures are components of the systemic whole
that are related with the surroundings in an autopoietic way. A reflective reading of
organizational reality by the appropriation of metaphors to reduce the complexity of a
social system can be better understood from the luhmannian communication
perspective. The luhmannian theory can contribute to improvement and innovation in
the management of university libraries.

Keywords:
Management of Libraries; Systems Theory; Communication in organizations.

1 Introdução
Este artigo investiga os usos da teoria de sistemas de Niklas Luhmann como
recurso para interpretar a realidade social das bibliotecas universitárias e desse
modo, orientar a administração, a melhoria de processos, a inovação tanto na sua
dinâmica interna bem como na relação com o entorno.
Parte-se da compreensão da biblioteca universitária como sistema social
produtivo. As estruturas funcionais da biblioteca universitária se organizam de modo

2037

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

a atender o processo de produção de conhecimento da universidade que se
organiza em torno do ensino, da pesquisa e da extensão. Nesse sentido, as
atividades das bibliotecas universitárias podem ser aprimoradas com a apropriação
das teorias da ciência administrativa para orientar suas ações e desse modo
contribuir sistematicamente para o processo de produção de conhecimento na
universidade.
A ciência da administração tem reunido metodologias para orientar processos
produtivos complexos. A visão clássica da administração parte do pressuposto de
que as ações podem ser agrupadas em torno do planejamento, organização,
execução e controle.
A etapa do planejamento requer entendimento sobre a complexidade do
sistema social e das suas relações como o entorno . O planejamento orienta
processos de modo a articular as ações para obter os melhores resultados. A etapa
da organização relaciona-se como as estruturas do sistema estão desenhadas, pois,
o modo como organizamos, ordenamos as parte de um todo, depende de maior ou
menor comunicação do sistema com o entorno. A etapa da execução requer a
mobilização de competências físicas e intelectuais e na atividade produtiva estão
representadas pelos produtos e serviços prestados. A etapa do controle envolve a
avaliação dos produtos e os resultados do processo produtivo. O controle informa ao
sistema sobre o desempenho de estruturas funcionais e revela pontos fracos e
pontos fortes, orientando adequações quanto ao modo de organizar e executar,
portanto, reorientando a ação.
As relações entre sistema social e administração de bibliotecas podem ser
estabelecidas pelas apropriações dos conceitos elaborados por Luhmann , no
sentido de pensar o fluxo de informações no sistema, instaurado nas ações
comunicativas entre o sistema universidade e o entorno sociedade.
Nesse sentido, investigam-se os usos teórico-práticos da teoria luhmanniana
no campo da ciência da informação, especificamente as relacionadas à
administração de bibliotecas. A pesquisa bibliográfica com o termo "Luhmann",
indexadas nos campos "abstract, títle and reference" retornou quatro registros de
publicações indexados na Library Information Science Abstract (LISA) . Os artigos
recuperados 1 apontam o uso da teoria luhmanniana em torno de três eixos: a) como
apoio a compreensão da gestão de documentos e tecnologias; b) à realidade
complexa das bibliotecas, dos espaços virtuais, e a c) educação de usuários.
Portanto podemos afirmar que a apropriação da teoria luhmanniana para a
interpretação da realidade complexa das bibliotecas universitárias, ainda que
I 1.Brier, S. (2004). Cybersemiotics and the problems of the information-processing paradigm as a
candidate for a unified science of information behind library information science . Library Trends, 52(3),
629-629-657.
2.Kluever, J. (1996) . Sociological discourses in virtual reality. A hybrid system for the reconstruction
and comparison of sociological theories . Social Science Computer Review, 14(3),280-280-292.
doi:10.1177/089443939601400303
3.Leydesdorrf, L. (2010) . The communication of meaning and the structuration of expectations:
Giddens' "structuration theory" and luhmann's "self-organization" . Journal of the American Society for
Information Science and Technology, 61 (1 O) , 2138-2138-2150.
4 .Rojas, M. A. R. (1999) . EI sistema de informacion documental: Un sistema autorreferencial y
autopoietico? the documentary information system : A self-referential , autopoietic system? Revista
Interamericana De Bibliotecologia , 22(2), 51-51-65.

2038

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

incipiente na literatura internacional no domínio de referência da ciência da
informação e das bibliotecas emerge como recurso para a interpretação deste
sistema social.

2 As bibliotecas universitárias como sistemas complexos
A apropriação da Ciência Administrativa pelos cursos de graduação em
Biblioteconomia no Brasil na última década, de acordo com estudo conduzido por
Dziekaniak (2008, p. 4) constatou que são poucas as bibliografias mencionadas nos
currículos sobre administração. Além de poucas, são fusões da Biblioteconomia e
administração baseadas nas teorias década de 70 e 80 marcadas pelos paradigmas
mecanicista e funcionalista da administração tradicional.
Com a emergência e a generalização dos recursos de informação inovadores
como, por exemplo, as bases de dados online, os portais, e os repositórios, da
ciência colaborativa e dos novos modos de organização do trabalho intelectual dos
cientistas, do acesso aberto, entre outras iniciativas que facilitaram a cooperação e o
compartilhamento de informação. Os novos suportes da informação emergem e
sistemas robustos para operacionalizar e garantir o acesso ao conhecimento
científico tornam as atividades de gestão mais complexas. Esta complexidade
também aumenta na relação com a universidade.
Na década de 70, Miranda (1978, p.2) compreende a complexidade da
biblioteca universitária pela dicotomia aparente entre a abordagem técnica e a visão
política do problema: "as relações da biblioteca com a universidade estão dadas pela
necessidade de desenvolvimento de uma mentalidade científica de planejamento de
serviços, de avaliação de coleções e de formulação de uma política de seleção". A
abordagem tecnicista da profissão para Miranda (1978, p. 6) está representada pelo
''[. .. ] excessivo apego às tarefas técnicas operacionais. Em contrapartida, existe o
problema da qualificação de pessoal". Na perspectiva crítica das relações da
biblioteca com o entorno e da necessidade de ampliação das ações, para além do
fazer tecnicista Miranda (1978, p.6) sugere a criação do Sistema Nacional de
Bibliotecas Universitárias como modo de articular as atividades das bibliotecas
universitárias com as demandas sociais.
A Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias - CBBU, atualmente
procura incentivar a cooperação entre bibliotecas; propor e participar de projetos e
pesquisas que subsidiem a formulação de políticas públicas em suas áreas de
interesse; propor diretrizes e padrões para ação; promover a educação continuada
dos profissionais; representar e apoiar as bibliotecas universitárias das IES filiadas;
promover o compartilhamento de serviços e produtos; elaborar e editar documentos
técnico-científicos; colaborar na organização do Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias - SNBU ; promover a realização de encontros regionais e outros
eventos profissionais, entre outras interfaces relacionadas a bibliotecas universitárias
e práticas sociais (CBBU, 1987).
Dziekaniak (2008, p. 3) enfatiza que a prática profissional em Biblioteconomia
requer conhecimentos em Administração, de modo que possam usar e beneficiar-se
dos seus métodos, técnicas e procedimentos. A autora destaca que a administração
da Biblioteca Universitária torna-se um dos pontos críticos para a obtenção de um
bom desempenho e sucesso , tanto da própria biblioteca , como da universidade. A

2039

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

relação entre biblioteca e universidade é uma relação bem estabelecida pelas
demandas das estruturas funcionais . A biblioteca universitária se auto-organiza para
responder as demandas do entorno.
As bibliotecas universitárias podem ser concebidas como um sistema
complexo. Isto implica em representá-Ia e interpretá-Ia como "unidade de
multiplicidades", ou seja, como uma configuração entre elementos que pode assumir
outras formas possíveis e não previstas. Perceber e interpretar as estruturas e os
modos de funcionamento de uma biblioteca implica principalmente na capacidade do
bibliotecário de dialogar com as teorias organizacionais da Ciência da
Administração. Morgan (1996 , p. 10) sugere como instrumento metodológico para a
análise das organizações o uso das metáforas. As metáforas podem ser pensadas
como recurso para a compreensão das diversas posições que a biblioteca pode
ocupar, tendo como referente o ponto de vista organizacional da estrutura formal da
universidade.

3 A administração de organizações: as metáforas e a comunicação
As organizações, de acordo com Maximiano (2010, p. 4), configuram-se pela
combinação de esforços individuais, que tem por finalidade realizar propósitos
coletivos. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar
objetivos que seriam inatingíveis para ação de uma única pessoa . A sociedade é
constituída das organizações que fornecem meios para atendimento das
necessidades humanas. A função da administração enquanto ciência está em
buscar modos efetivos de utilizar recursos para atingir os objetivos. Morgan (1996,
p.10) sugere como instrumento metodológico para a análise das organizações o uso
das metáforas. Usar uma metáfora implica um modo de pensar e uma forma de ver
que permeia a maneira pela qual entendemos nosso mundo em geral. O autor utiliza
este recurso para diagnóstico dos problemas organizacionais, bem como de espaço
lingüístico e conceitual para a construção de soluções, a melhoria de processos e a
inovação.
As metáforas sugeridas por Morgan (1996, p.16-17) partem da necessidade
de desenvolver uma administração reflexiva das organizações. As principais
metáforas sugeridas para representar e interpretar as organizações são : a)
máquinas; b) organismos; c) cérebros; d) sistemas psíquicos; e) cultura ; f) fluxo e
transformação; g) instrumentos de dominação, e h) sistemas políticos.
A metáfora das máquinas sugere a leitura da organização como sistema
fechado, burocrático, com apropriações do modo de produção mecanicista e da
administração científica Taylorista, focado em desempenho e marcado pelo poder da
centralidade da autoridade administrativa . A organização mecanicista desconsidera
a comunicação e autonomia dos agentes humanos com o sistema, e deste com o
entorno (Morgan , 1996, 21-26) . Desse modo a comunicação do sistema com o
entorno é reduzida e as possibilidades de ação limitadas a burocracia.
Morgan (1996, p. 44) ainda destaca que muitas organizações abandonaram a
ciência mecânica para inspirar-se na biologia para refletir sobre as organizações. As
organizações quando caracterizadas como organismos, importam complexidade à
medida que, como entidades vivas em constante mutação, interagem
constantemente com o entorno visando sua adaptação. A resolução dos problemas

2040

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

caracteriza-se por encontrar meios de conciliar às necessidades humanas a
eficiência técnica .
A metáfora dos organismos, segundo Morgan (1996, p. 49) é o contraponto
da organização mecanicista, caracterizada por uma estrutura funcional
extremamente fechada . Os sistemas devem ser administrados considerando o
ambiente (entorno) . Assim , muito tem se destacado a "atividade ambiental" imediata,
definida pelas interações organizacionais diretas (por exemplo, com clientes,
concorrentes, fornecedores, sindicatos e agências governamentais), bem como do
"contexto" mais amplo ou "ambiente em geral". Essa adaptação ao contingente, à
realidade do contexto, constitui a perspectiva dominante na moderna análise
organizacional.
Morgan (1996, p.49) assinala que os indivíduos são sistemas em si mesmos,
estes por sua vez, pertencem a grupos ou departamentos que também pertencem a
organizações maiores e assim sucessivamente . Caso defina-se a organização como
um sistema, então todos os outros níveis podem ser compreendidos como
subsistemas mesmo que sejam complexos e fechados em si mesmos. Pode-se
destacar que na metáfora dos sistemas abertos a comunicação tem uma função de
seleção do que quer importar do entorno. A seleção privilegia as informações
necessárias à sobrevivência do sistema e retorna ao entorno demandas seletivas de
informação.
As organizações, compreendidas a partir da metáfora do cérebro, são
capazes de aprender e recriar-se. O caráter reflexivo da metáfora do cérebro supõe
que só é possível produzir conhecimento à medida que aumenta as interações
comunicativas entre os atores. Essa metáfora, de acordo com Morgan (1996 , p. 8184) compreende as organizações como sistemas de comunicação e sistemas de
tomada de decisão.
Morgan (1996, p. 121 ; 139,141) usa a metáfora da cultura para analisar as
crenças e as idéias em torno das quais as organizações norteiam sua missão e suas
estratégias de ação. O autor defende que cada ator contribui para a construção da
realidade social da organização. As organizações são "minisociedades" que têm os
seus próprios padrões de cultura e subculturas. Padrões de interação, crenças,
linguagem e significados compartilhados fragmentados ou integrados compõem o
fenômeno que conhecido como "cultura organizacional". A metáfora da cultura
permite ampliar a racionalidade organizacional , à medida que considera os aspectos
subjetivos da realidade e possibilita reinterpretar os modos de ação.
A metáfora das organizações como sistemas psíquicos quer destacar as
pessoas que constituem as organizações e as implicações do agir individual nas
configurações do agir coletivo. Morgan (1996, p. 216) sublinha a importância da
sexualidade na formação da personalidade dos indivíduos. O autor destaca que a
sexualidade reprimida pode interferir nas atividades do dia-a-dia, contribuindo para
comportamentos neuróticos e compulsivos, que influenciam o ambiente de trabalho .
A compreensão completa da importância da sexualidade implicará reconhecer que
"as organizações não são condicionadas somente pelos seus respectivos ambientes;
são também moldadas pelos interesses inconscientes dos seus membros e pelas
forças inconscientes que determinam as sociedades nas quais elas existem".
Morgan (1996 , p. 149) sugere que pode se tecer paralelos entre organizações
e sistemas políticos, pois deste modo se "está caracterizando a organização em

2041

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

termos de um estilo particular de regra política". As formas de governo e de
autoridade podem ser observadas em instrumentos de regulação dos sistemas
sociais em acordos, normas, regimentos e leis. Nesse caso a autopoiesis
organizacional seleciona comunicações específicas relacionadas à arregimentação e
normas de conduta social , de modo que deem continuidade a seu processo
funcional.
Morgan (1996, p. 149; 152) afirma que as seleções para legitimação do poder
acontecem de três modos: a) na burocracia o poder é exercido pelo conhecimento
do uso das regras e com a forma praticamente legal de administração que implica; b)
nos caso das organizações dominadas por tecnocratas o poder e a responsabilidade
está diretamente relacionada ao conhecimento e especialização técnica, c) nas
organizações democráticas o poder é estabelecido a partir de regras que emergem
da maioria .
A política em uma organização manifesta-se nos conflitos e jogos de poder.
Pode-se analisar a política organizacional de maneira sistemática, focalizando as
relações entre interesses, conflito e poder. As relações entre conflito e poder são
estabelecidas, de acordo com Morgan (1996 , p. 150) quando "as pessoas pensam
diferentemente e querem agir também diferentemente. Essa diversidade cria uma
tensão que precisa ser resolvida por meios políticos". Nesse sentido, a comunicação
pode ampliar ou reduzir conflitos.
Morgan (1996 , p. 324-325) indica que também pode se pensar nas
organizações como instrumentos de dominação "à medida que expõe o lado amargo
da vida organizacional , seja em termos das desigualdades estruturais, das doenças
e dos acidentes de trabalho, ou ainda da exploração". O autor considera que o uso
desta metáfora implica em utilizar a teoria das organizações como instrumento de
mudança social. Morgan (1996, p. 324-325) recorda que as organizações
reproduzem e produzem sociedades divididas, que perpetuam a luta de classes no
ambiente de trabalho.
A organização pode ainda ser representada como fluxos de transformação.
Morgan (1996, p. 242-245) recorre ao conceito de autopoiesis de Maturana e Varela
para fundamentar essa metáfora. A autopoiesis corresponde às características dos
sistemas vivos: autonomia , circularidade e autorreferência. Assim a "capacidade de
autorreprodução através de um sistema fechado de relações [...] engaja padrões
circulares de interação, onde a mudança em um dos elementos encontra-se unida
com mudanças em todas as outras partes do sistema, estabelecendo padrões
contínuos de interação que são sempre autorreferentes".
A autorreferência é a capacidade de estabelecer padrões que definem a
organização. A interação de um sistema com o seu ambiente é, um reflexo e parte
da sua própria organização . O sistema interage com seu ambiente de um modo que
facilita a sua própria autorreprodução e, nesse sentido, pode-se observar que o seu
ambiente é, na verdade , uma parte de si mesmo. Os sistemas não são
completamente isolados: confinamento e autonomia são de ordem organizacional.
Os sistemas se fecham neles mesmos para manterem padrões estáveis de relações
(MORGAN , 1996, p. 245) .
A teoria da autopoiesis encoraja a compreensão de como a mudança se
desenvolve através de padrões circulares de interação. Organizações evoluem ou

2042

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

desaparecem com as mudanças que ocorrem nos seus ambientes e a administração
dessas organizações requer um entendimento deste contexto.
Morgan (1996 , p. 16) assinala que usualmente os estudos referem-se às
organizações como se fossem máquinas desenhadas para atingir fins e objetivos
predeterminados, capazes de funcionar em ciclos repetitivos, tranqüila e
eficientemente. No entanto, os maiores desafios de uma organização são a
administração de sua complexidade interna e de sua relação com o entorno.
Parte-se deste ponto para pensar a organização sob a perspectiva da
comunicação e a relevância de suas funções em qualquer analise interpretativa da
realidade. A comunicação é o elemento fundador dos processos organizacionais,
especialmente pela sua característica recursiva. A recursividade da comunicação
nos sistemas sociais faz parte da sua complexidade. É neste sentido que se faz uso
da teoria de Niklas Luhmann : para romper com a inércia e abrir novas vias de
teorização, que capacitem a enfrentar a crescente complexidade das sociedades
contemporâneas.
Esta revisão das metáforas de Morgan serve como ponto de partida para
perceber que nas diferentes dinâmicas ou abordagens metafóricas para a leitura das
organizações, a comunicação é elemento recursivo. Pode-se afirmar que a
complexidade de uma organização é dada pelo número de interações comunicativas
dentro do sistema e dele com o entorno. Na próxima seção apresentam-se os
fundamentos teóricos da teoria de sistemas de Niklas Luhmann , e como elas podem
contribuir para uma melhor administração de bibliotecas universitárias.

4 A teoria luhmanniana e a comunicação nos sistemas
A teoria de Niklas Luhmann tem sido amplamente apropriada pelas ciências
da administração para uma melhor compreender das dinâmicas comunicacionais
nas organizações. Isto é particularmente relevante porque as teorizações anteriores
parecem ser insuficientes para aquela compreensão, principalmente quando se
opera em organizações com maior complexidade. A complexidade organizacional
evidencia as limitações dos fluxos de informação repetitivos como ferramenta de
administração.
A complexidade no mundo é dada por dois modos, segundo Luhmann (1998,
p.24-27) . O primeiro se baseia na distinção entre elementos e relações. Um sistema
tem dificuldade de se relacionar com outros à medida que seus elementos
aumentam. Mesmo que adotássemos métodos matemáticos para elencar o número
de relações possíveis, a complexidade sempre exige seleções. A necessidade de
seleções qualifica os elementos. A qualidade nesse sentido é determinada pela
capacidade seletiva do sistema , que significa que logicamente todos têm uma
oportunidade igual de realização. O conceito de complexidade se baseia no conceito
de operação.
O segundo modo de construção da complexidade, de acordo com Luhmann
(1998, p. 24-27), é dado como um problema de observação, especialmente porque
se um sistema tem que selecionar com quem estabelecerá relações, é difícil
antecipar que relações serão selecionadas. Nesse sentido o conhecimento dos
elementos é fundamental para eficazes seleções e o modo de fazer isso é reunir
informações pela observação .

2043

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

o conceito

Trabalho completo

de operação para Luhmann (1998, p. 26-27) está relacionado à

autopoise do sistema. Os sistemas dinâmicos implicam em um maior número de

operações. A criação de informação no sistema acontece pelo ato de distinguir, dado
pela observação . Desse modo Luhmann (1998 , p. 27) argumenta que as noções de
complexidade estão na seletividade do sistema , fundamentadas na noção de
operação e observação . Esta operação é controlada ou não, selecionada ou não.
Lee (2000 , p. 324) afirma que o sistema luhmanniano produz suas próprias
fronteiras, peças e estruturas significativas: é por isso que a autopoiesis não pode
ser entendida como a produção de uma estrutura específica . A relevância do
processo autopoiético é a criação de diferença entre sistema e entorno. Luhmann
insiste em que as dimensões de significado não podem ser confundidas por serem
interdependentes. A dimensão funcional produz a diferença entre sistema e entorno .
A dimensão temporal produz a diferença entre o passado e o futuro . A dimensão
social produz a diferença entre Ego e Alter. A teoria de Luhmann é "relativamente
flexível", pois um sistema social emerge sempre que a comunicação começa e,
como resultado de autopoiese, continua a construir sobre si mesmo.
Carvalho (2009, p. 47) destaca que toda comunicação pode gerar uma nova
comunicação e assim por diante. As comunicações estão sujeitas a serem aceitas
ou recusadas. Cada evento comunicativo contém uma bifurcação que apresenta as
possibilidades de aceitação ou recusa , abrindo ou fechando o sistema. A autopoiesis
do sistema social se dá na medida em que comunicações conectam-se a novas
comunicações. Se não houvesse a produção sucessiva de comunicações, os
sistemas sociais não existiriam.
Cabe destacar que o procedimento privilegiado de redução da complexidade
dentro das organizações, de acordo com a teoria luhmanniana, é a redução das
interações comunicativas e a estruturação de fluxos informacionais funcionais
(CARVALHO, 2009 , p.47; 122). Este duplo processo de redução e estruturação
acontece porque os sistemas têm finalidades, e racionalmente concentram a
aplicação de recursos e focalizam as suas ações.
Lima e colaboradores (2009, p.02) observam que Luhmann concebe a
comunicação como um processo que sintetiza informação, comunicação e
compreensão. A comunicação, na teoria sistêmica de Luhmann, não pode ser
entendida como uma simples transmissão de informação, pois a informação só pode
ser gerada pelo próprio sistema, tendo em vista que ele é autorreferente , ou seja,
depende de sua contingência (sentido).
A comunicação baseia-se nas dimensões social , temporal e funcional do
significado. A realidade da comunicação é um fenômeno social que encurta a
distância entre os indivíduos e os sistemas de consciência , e entre outros tipos de
sistemas fechados. A comunicação ocorre quando A/ter intencionalmente transmite
informações através de um meio para Ego, pois, Luhmann considera o discurso
como o meio mais básico de comunicação, garantindo a continuidade da sociedade
autopoiética (LEE , 2000, p.235).
Lima e Carvalho (2011, p.02) apontam que Luhmann renova a teoria dos
sistemas à medida que parte de uma mudança paradigmática : passa da distinção do
todo e das partes, para a distinção de sistema e entorno , tendo como referência o
conceito de complexidade. A comunicação não se pode ser vista como transferência
de informação, pois os seres operam fechados um para outro.

2044

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

A comunicação é um tipo específico de estabelecimento de formas no meio
dos significados, uma realidade emergente que pressupõe seres capazes de
consciência. A comunicação opera com uma seqüência de transformações de
signos, que comparada com a consciência é muito lenta e exige muito tempo. A
comunicação antecipa e retorna mais comunicação, e produz os elementos do
próprio sistema : as comunicações (LUHMANN , 2005, p.24).
A autopoiesis e a evolução dinâmica do sistema podem ser influenciadas pelo
fator tempo . A relação temporal existente no processo comunicativo do sistema com
o entorno pode ser aprimorada, pois se cria uma memória onde ruídos anteriores
passam a ser enfrentados e as adaptações realizadas ampliam os campos de
possibilidades seletivas. O processo de comunicação é o mecanismo pelo qual o
sistema observa seu entorno, e também seleciona entre as inúmeras possibilidades
existentes (LIMA; CARVALHO e LIMA, 2010).
Os sistemas desenvolvem um processo evolucionário dinâmico, pois o ruído
ou irritação origina certa informação para o sistema. Este processo modifica sua
estrutura interna, onde subsistemas podem ser criados, visando ampliar as
expectativas sobre o ambiente e desta forma ampliando sua complexidade
interna (LIMA; CARVALHO e LIMA, 2010 ; LEYDESDORFF , 2010 , p.2139).
Lee (2002 , p.232) sublinha que para Luhmann são quatro as premissas falsas
orientam um pensamento sociológico ao fracasso, cada um contribuindo para a
confusão causada pelos outros, são elas: a) a sociedade é composta de indivíduos
concretos; b) a sociedade é integrada por causa de um consenso compartilhado por
indivíduos sobre seus valores e interesses; c) as fronteiras políticas ou territoriais
diferenciam as sociedades umas das outras, d) a sociedade como grupos de
pessoas que pode ser observado e compreendido a partir do exterior suas próprias
fronteiras.
A teoria luhmanniana apresenta os seres humanos a partir do centro do
sistema social : caracteriza essa nova perspectiva da sociedade como radicalmente
anti-humanista, anti-regional e construtivista. Luhmann rejeita a tradicional visão
europeia de que "os indivíduos participam naturalmente do ordenamento social"
(LEE, 2002, p.323) .
Lee (2002, p.323) ainda afirma que Luhmann considera a comunicação a
unidade fundamental da sociedade, pois, a "sociedade" só existe quando os
indivíduos se comunicam . Os limites da sociedade são estabelecidos pelos limites
de comunicação: o que não é comunicado permanece fora da sociedade .
Luhmann entende as teorias humanistas da sociedade como exemplos de
especulação metafísica. Os humanistas acreditam que os seres humanos possuem
essências valiosas comuns. A racionalidade ou capacidade de raciocinar deve
distinguir os seres humanos dos animais. Os indivíduos estão sempre mais fora da
sociedade do que dentro dela, e só podem se comunicar sobre uma coisa de cada
vez. Na teoria luhmanniana o indivíduo nunca é completamente social ou antissocial ,
pois quando a comunicação ocorre com sucesso à sociedade funciona bem sem
qualquer tipo de abrangente de consenso racional (LEE, 2000, p.325).
Nesse sentido, de acordo com Carvalho (2009 , p. 47) os sistemas de
informação são modos de comunicação reduzida, estruturada e direcionada para a
eficácia . O sistema de informação nas organizações se contrapõe a dinâmica de
comunicação caótica no seu entorno. Esta redução normativa tem conteúdo moral, e

2045

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

pode ser objeto de indagações éticas e valorativas. Isto é especialmente pertinente
quando os sistemas de informação parecem ser incapazes de responder as
demandas dos próprios atores organizacionais.
A complexidade das comunicações requer um entendimento relacional.
Luhmann (2007, p.101) conceitua complexidade como "unidade de multiplicidades",
ou seja, cada elemento da organização pode assumir outras possibilidades não
previstas. A complexidade interfere na capacidade de auto-organização e de
organizar suas dinâmicas de comunicação.
O enfoque sistêmico de Luhmann aplicado à administração de bibliotecas
universitárias possibilita uma visão inovadora desta atividade. Pois, a partir do
momento que as bibliotecas universitárias passam a ser vistas e pensadas como
sistemas fechados , os desafios da administração são totalmente outros. Os
processos organizacionais são vistos como parte do esforço de autoprodução, a
partir da seleção nas relações com o entorno. Assim , a administração da informação
e da comunicação faz parte da determinação do nível de complexidade dos
sistemas.

5 Considerações Finais
As mudanças sociais trazem desafios para todos os atores do sistema social ,
no âmbito econômico, político ou cultural. A administração de bibliotecas
universitárias baseada somente em processos mecanicistas tende a ser repetitiva e
burocrática, e acaba por ignorar as demandas coletivas desta sociedade . Administrar
bibliotecas universitárias requer compreender as relações entre os procedimentos da
ordem técnica e das demandas coletivas no entorno (universidade, sociedade) .
Nesse sentido, a revisão de literatura conduzida na Library Information
Science Abstract (LISA), identifica apenas quatro registros cujos usos da teoria
luhmanniana é mencionada para referir-se a dinâmica da biblioteca com o entorno.
A ausência da utilização da teoria de sistemas no campo das bibliotecas sofre
a influência de uma herança teórica das abordagens tecnicistas e funcionalista
enraizadas na fundação deste campo científico . Os atores da biblioteca universitária
que pensam criticamente as questões da sociedade contemporânea possuem maior
grau de sucesso e relevância social, especialmente pela condição intelectual de
estabelecer políticas de informação além do domínio da técnica , estabelecendo
deste modo um diálogo com o entorno.
A leitura crítica da realidade organizacional das bibliotecas universitárias situa
a função da comunicação em toda a complexidade do sistema, seja um sistema de
baixa complexidade como os sistemas formais de armazenamento e busca da
informação bem como as questões relativas à fluidez da informação enquanto
elemento da autopoiese do sistema social. À medida que a comunicação tem a
capacidade de produzir uma estrutura , ela também pode ser um recurso para
importar informações do entorno, como nos explica o conceito da autopoiesis
luhmanniana. A comunicação constrói realidades já a informação acaba por ser
submetida a processos de seleção e ordenamento em um processo autopoiético.
Ao bibliotecário na sua prática profissional é posto um desafio constante no
sentido de apropriar-se de informação e conhecimento e desenvolver competências
para atender as especificidades sociais e técnicas que emergem . Estas

2046

�i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

competências determinam de modo significativo o grau de inovação e sucesso das
bibliotecas na contemporaneidade. Entre as mudanças sociais que recentemente
colocam desafios à rotina da administração das bibliotecas e ao desenvolvimento de
competências está o controle bibliográfico colaborativo; a divulgação do
conhecimento científico por meio de canais informais como redes sociais; a
hibridização dos modos de organizar o conhecimento, que pode ser exemplificado
pela biblioteca digital e a demanda das normas reguladoras de avaliação das
universidades brasileiras que priorizam o acervo impresso ; a preservação física e
digital de documentos; as demandas informacionais dos usuários presenciais e do
ensino a distância, entre outros recursos de informação emergentes.
Embora a apropriação da teoria luhmanniana para a interpretação da
realidade complexa das bibliotecas universitárias, ainda seja incipiente na literatura
internacional, ela serve de apoio para a compreensão da ação no sistema social sob
uma perspectiva crítica .

Referências
COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS (CBBU).
Regimento Interno. Disponível em :
www.febab .org .br/cbbu/images/links/regcbbu .pdf. Acesso em : 27 .04 .2012.
CARVALHO , L. S. Informação, comunicação e inovação. (Dissertação) . Programa de
Pós-Graduação em Ciência da Informação. Universidade Federal de Santa Catarina ,
Florianópolis, 2009.126p.
DZIEKANIAK, Cibele Vasconcelos. Sistema de gestão para biblioteca universitária
(SGBU) : teoria e aplicação. BIBLlOS, n.31 , 2008 .
LEE , D. The Society of Society: The Grand Finale of Niklas Luhmann. Sociological
Theory, v.18, p. 320-330, 2000.
LEYDESDORFF, L. The communication of meaning and the structuration of
expectations: Giddens' "structuration theory" and Luhmann's "self-organization".
Journal of the American Society for Information Science and Technology, n. 61 ,
p. 2138-2150. 2010.
LIMA, C. R. M.; Martins, Jacqueline A. ; Silveira, Aline L. ; CARVALHO , Lidiane. Agir
comunicativo, colaboração e complexidade nas organizações. Datagramazero (Rio
de Janeiro), v. 10, p. 01-20, 2009 .
LIMA, C.R. M; CARVALHO, Lidiane ; LIMA, José Rodolfo . Notas para uma
administração discursiva das organizações. DataGramaZero - Revista de Ciência da
Informação , v.11 , n.6 dezl10. Disponível em :
http://www.datagramazero.org .br/dez10/Art_03 .htm. Acesso em : 27.07 .2011
LUHMANN , N. EI arte de la sociedad . México: Herder; Universidad Iberoamericana,
2005. 522p. (Traduzido do original Die Kunst der Gesellschaft)

2047

�i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

LUHMANN , N. Complejidad y modernidade: de la unidad a la diferencia. Madrid :
Trotta, 1998. (Coleccion estructuras y procesos - Serie Ciencias Socia/es). 257p.
MORGAN , Gareth . Imagens da organização: São Paulo: Atlas, 1996.
MIRANDA, Antônio. Biblioteca universitária no Brasil: reflexões sobre a problemática .
Disponível em :
http://www.antoniomiranda .com .br/ciencia informacao/BIBLlOTECA UNIVERSITARIA.pdf. Acesso
em : (Texto original apresentado durante o 1° SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, Niterói, RJ, 23 a 29 julho de 1978.)
SOUZA, R. S. de . Funcionalismo sistêmico nas teorias social e organizacional :
evolução e crítica. Read , Porto Alegre , v. 7, n. 1, p.1-43, jan-fev, 2001 .

2048

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="49">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51396">
                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51397">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51398">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51399">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51400">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51401">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51402">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51403">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64292">
              <text>Informação e comunicação na administração das Bibliotecas Universitárias: entre as metáforas de Morgan e a visão da Luhmann.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64293">
              <text>Carvalho, Lidiane</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64294">
              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64295">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64296">
              <text>2012</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64298">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64299">
              <text>Este artigo parte da investigação dos usos teórico-metodológicos da teoria de Niklas Luhmann para a interpretação das bibliotecas universitárias como sistema social, com suas estruturas funcionais e suas relações com o entorno. Parte-se da hipótese de que as estruturas funcionais são componentes do todo sistêmico que se relacionam de modo autopoiético com o entorno. A leitura reflexiva da realidade organizacional pela apropriação das metáforas para redução da complexidade de um sistema social pode ser mais bem compreendida a partir da perspectiva comunicacional luhmanniana. A teoria luhmanniana pode contribuir para a melhoria e inovação no processo de gestão das bibliotecas universitárias.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69546">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
