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BIBLIOTECA 2021: ESTUDO PRELIMINAR DO
PLANEJAMENTO DA GESTÃO DE ACERVOS DA BIBLIOTECA DO
ICMC/USP
Gláucia Maria Saia Cristianini1, Juliana de Souza Morae~
1 Mestre,

Diretora Técnica da Biblioteca Prof. Achille Bassi. ICMC/USP, São Carlos , SP

2Mestre, Supervisora Técnica da Biblioteca Prof. Achille Bassi. ICMC/USP, São Carlos, SP

Resumo
Este trabalho apresenta o estudo proposto para o planejamento da biblioteca
Prof. Achille Bassi , do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da
Universidade de São Paulo - ICMC/USP - para o ano 2021 . Trata-se de parte do
Plano Diretor da unidade previsto para a próxima década. O estudo foi pautado em
quatro pilares: a seleção, a organização, a preservação e a divulgação do acervo e
pontuados com a apresentação do cenário atual e perspectivas futuras . A proposta
apresentada , conjuntamente com os dados do Arquivo e do Museu do ICMC,
pautará as diretrizes da unidade para o Plano de Gestão de Conhecimento e Acervo .

Palavras-Chave:
Plano de gestão; Planejamento
Desenvolvimento de coleções.

estratégico;

Biblioteca

universitária;

Abstract
This paper presents the proposed study for the planning of the Prof. Achille
Bassi Library, the Institute of Mathematics and Computer Science, University of Sao
Paulo - ICMC / USP - for the year 2021. This is part of the Master Plan of the unit for
the next decade. The study was guided by four pillars: the collection selection,
organization , preservation and dissemination and punctuated with the presentation of
the current scenario and future prospects. The proposal, together with the data file
and the Museum of the ICMC, drive to the guidelines of the Plan of Knowledge
Management and Collection .

Keywords:
Management
development.

Plan ;

Strategic

1960

planning ;

University

library;

Collection

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1 Introdução

o planejamento estratégico sempre fez parte do gerenciamento das
instituições acadêmicas. Com denominações diferenciadas, a definição de futuras
ações permeia o meio gerencial para auxiliar os planejamentos de curto, médio e
longo prazo.
Silva (2009) afirma que muitos usam a estratégia com o sentido de longo
prazo e que o "planejamento de longo prazo é algo que você começa hoje para
terminar algum tempo, digamos, quatro anos depois, num cenário sem mudanças
que alterem sua decisão". O mesmo autor cita uma afirmação feita por Drucker que
"O planejamento estratégico não trata de decisões futuras. Trata do que haverá no
futuro com base nas decisões do presente".
Uma instituição deve ser capaz de perceber e organizar as expectativas sobre
o futuro integrando o conhecimento, selecionando questões e inserindo ações em
torno de objetivos precisos que orientem as competências, os processos de
produção, as relações e as parcerias. (MARTINEZ SOTO, 2003).
Considerando essa perspectiva é que o Instituto de Ciências Matemáticas e
de Computação da Universidade de São Paulo - ICMC/USP -, assim como muitas
outras unidades acadêmicas, elabora um plano diretor para pautar as ações
previstas nas diversas gestões da unidade.
A gestão mais recente da unidade deu início em 2010 e propôs um plano mais
abrangente para definir as metas da unidade não somente para a gestão atual , de
quatro anos, mas para a próxima década.
Assim, este estudo tem como principal objetivo relatar a experiência da
Biblioteca do ICMC na elaboração de um plano de gestão para o seu acervo ao
longo de dez anos baseado na identificação do que se pretende ter ao final desse
período. Tal experiência integra o plano maior de gestão para os próximos dez anos
e que engloba todos os setores da unidade.
2 Revisão de Literatura
Muitos são os estudos e pesquisas em torno do futuro das bibliotecas, a
rapidez com que as tecnologias avançam faz que muitas expectativas e projeções
se refaçam a cada dia.
De acordo com Ferreira (1997) as discussões sobre as bibliotecas do futuro
surgiram na década de 50 e desde então, no intuito de acompanhar a explosão
tecnológica , muitos foram os estudos teóricos, projetos de pesquisas,
experimentações, práticas e programas institucionais que começaram a ser
desenvolvidos.
No mesmo ano as autoras Drabenstott e Burman (1997) apresentam uma
revisão analítica sobre o assunto apresentando reflexões críticas e as principais
questões acerca das novas tecnologias voltadas para o acervo digital e as
mudanças de paradigmas do acesso à informação.
Em 2000 Cunha (2000) já traçava os possíveis cenários da biblioteca
universitária para os dez anos que se seguiriam no início do novo milênio. O autor
identificou os principais aspectos relativos à estrutura, à evolução tecnológica , com
especial enfoque ao ensino à distância e a biblioteca digital. A adequação das
instalações físicas nas bibliotecas tradicionais para atender às novas e constantes

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demandas tecnológicas.
De forma simplificada Caruso (2008) discorre sobre as dez melhores
suposições do futuro das bibliotecas acadêmicas e dos bibliotecários apresentadas
no relatório da Association of College and Research Libraries de 2008 e destaca a
ênfase na digitalização das coleções, o desenvolvimento das competências dos
bibliotecários em resposta às mudanças das expectativas e necessidades da
comunidade usuária que atendem , intensificar debates sobre propriedade intelectual,
as mudanças propiciadas por conta da evolução tecnológica , contribuições
diferenciadas da biblioteca para a pesquisa, ensino, e as estratégias de serviços da
instituição, maior participação dos estudantes como clientes da biblioteca ,
investimentos em recursos para aprendizagem online, demanda por acesso livre e
público e o crescimento da proteção da privacidade e o suporte a liberdade
intelectual .
Em todas as previsões analisadas fica evidente a diversidade de
conhecimentos que os profissionais bibliotecários precisam para acompanhar as
tendências biblioteconômicas, tendências essas que têm como base primordial a
evolução tecnológica .
Caracterizado pelo mesmo princípio de base tecnológica , os suportes da
informação fundamentam muitas projeções para os próximos anos. Recentemente
Barros (2009) e Smith (2012) lançam um novo olhar sobre o conteúdo digital, onde a
experiência digital amplia a percepção sobre o conteúdo e a proliferação dos ebooks e e-readers fez com que os livros em grandes formatos venham diminuindo
constantemente. Mudanças de formatos e mudanças de hábitos cada vez mais
presentes nas prospecções acerca da biblioteca do futuro .
A Association of College and Resources Libraries - ACRL -, divisão da
American Library Association - ALA - , reuniu em uma pesquisa o pensamento de
bibliotecários acadêmicos sobre o futuro do ensino superior em 2025 (STALEY &amp;
MALENFANT, 2010) e dentre os diversos cenários analisados apontou como os mais
relevantes a cultura acadêmica , infraestruturas/instalações, clima político, indústria
editorial , valores sociais, alunos/aprendizagem e tecnologia . A mesma associação
publicou no mesmo ano uma revisão da literatura atual com as dez tendências em
bibliotecas universitárias (ACRL, 2010) apresentadas a seguir:
a) o crescimento da coleção acadêmica será direcionado pela
demanda padrão e prevê o crescimento de novos tipos de recursos;
b) os desafios com orçamento continuam e isso resultará em uma
evolução para biblioteca ;
c) as mudanças no ensino superior exigirá habilidades diversas para
os bibliotecários;
d) aumento de exigências nas avaliações;
e) aumento de digitalização de acervos;
f) crescimento de dispositivos móveis;
g) aumento da colaboração irá expandir o papel da biblioteca dentro e
fora da instituição;
h) bibliotecas continuarão a liderar os esforços para desenvolver a
comunicação científica e serviços de propriedade intelectual;
i) a tecnologia continuará a mudar os serviços e as competências
necessárias;

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a definição da biblioteca vai mudar como o espaço físico é
reaproveitado e espaço virtual se expande .

Todos os estudos apresentados abordam o tema com pouca variabilidade de
resultados, o que faz que seja possível afirmar que o perfil do bibliotecário deve
prever uma gama diferenciada de conhecimentos, os espaços e infraestrutura das
bibliotecas precisam ser readequados , os formatos, formas de armazenamento e
disponibilização/acesso à informação será virtual, o armazenamento em nuvens e o
compartilhamento de informações serão cada vez mais utilizados, assim como a
interação comunidade/biblioteca/instituição um elo mais evidente.

3 Materiais e Métodos
A proposta deste trabalho partiu da solicitação da direção do ICMC/USP para
a elaboração de um plano diretor da instituição para os próximos dez anos. Essa
proposta foi efetuada no início da gestão do Prof. Dr. José Carlos Maldonado em
2010 e previu a criação de comissões que atenderiam o planejamento de todas as
atividades da unidade.
O planejamento apresentado 1 focou as atividades-fim e as atividades de
apoio. Para as atividades-fim foram designadas três comissões: Plano de Ensino e
Pesquisa ; Plano Cultura e Extensão e Plano Cultura e Extensão: Comunicação,
Difusão Científica e Popularização da Ciência . Para as atividades de apoio foram
designadas cinco comissões assim denominadas: Plano de Informática/Inteligência
Corporativa, Plano de Gestão de Conhecimento e Acervos, Plano de Obras e de
Infraestrutura, Plano de Gestão de Competências, Administrativa e Ambiental e o
Plano de Internacionalização.
As composições de cada comissão se deram de forma interativa e
contemplou todos os setores da unidade que apresentassem afinidade ou atividade
com a proposta do plano .
O Plano de Gestão e de Conhecimento e Acervos contou com a participação
de representantes do Serviço de Biblioteca, do Setor de Arquivo e do Museu de
Cálculo Numérico, compondo assim a representação dos diversos acervos da
unidade.
Para o levantamento das questões pertinentes aos setores envolvidos, foram
separados grupos por tipos de acervo e a partir dessa divisão as propostas para a
gestão dos acervos da biblioteca foram delineadas.
Antes da proposição de ações para o acervo da Biblioteca ao longo de dez
anos, baseadas nas pretensões do que deseja ao final desse período, foi realizado
um estudo sobre o perfil desse acervo, levando em consideração os diferentes
objetos que o compõem , as atuais políticas existentes sobre eles e as possibilidades
futuras . Esse estudo foi pautado em quatro pilares: a seleção, a organização, a
preservação e a divulgação do acervo. Para cada pilar foi definido um ou mais
elementos que o formariam ; isso foi pontuado para que o estudo sobre aquele pilar
não ficasse muito abrangente e subjetivo de forma a perder o foco .
Assim, os elementos estudados para cada pilar foram :

1

http://www.icmc.usp.br/-direU?download=PlanoDiretorICMC2011-2021 .pdf

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a) Seleção: os critérios de seleção e possíveis questões afins como
consequência;
b) Organização: a descrição do objeto, o armazenamento e a
recuperação da descrição do objeto no sistema de informação e,
por último, o armazenamento do objeto físico ;
c) Preservação: a limpeza do acervo, o acondicionamento correto e
especial (quando necessário), o armazenamento alternativo e a
vigilância ao suporte e à mídia;
d) Divulgação: os produtos e os serviços criados e disponibilizados,
com especial ênfase à questão do acesso.
4 Resultados
A partir da identificação dos quatro pilares as considerações acerca de cada
um deles estão sintetizadas a seguir.
Seleção: cenário atual
Quanto à seleção do acervo, o foco do estudo estava nos critérios de seleção
utilizados pela Biblioteca para o desenvolvimento da sua coleção. Os critérios
identificados foram : área de domínio, currículo acadêmico, linhas de pesquisa,
objetivo do acervo, idioma, atualidade , suporte/mídia . Durante esse estudo dois
outros pontos surgiram como consequência : a questão da relação público-alvo
versus quantidade de exemplares e de títulos, e a questão sobre a existência de
uma política de desenvolvimento de coleções da Biblioteca. A importância de uma
política dessa natureza está no suporte a uma formação de coleção de acordo com
os objetivos da instituição e da sua disponibilidade de recursos financeiros, no
crescimento racional e equilibrado das diferentes áreas do acervo e na obtenção de
um processo de seleção consistente e sistematizado.
Nesse pilar, após o estudo, foram identificados os critérios para a seleção de
seu acervo, assim como uma política de desenvolvimento de coleção, porém , não
atualizada até o momento. Os domínios contemplados são a Matemática, a
Estatística, a Ciência e a Engenharia de Computação.
Considerando os livros, desde 2002 a seleção contempla com especial
atenção os títulos pertencentes às bibliografias de cada disciplina de seus cursos de
graduação e de pós-graduação, fazendo uma distinção quanto à quantidade
adquirida entre livros-texto e bibliografia complementar. Ainda sobre a quantidade,
desde essa data o ICMC tem uma preocupação em estar de acordo com a
proporção sugerida pelo MEC para a relação número de alunos por exemplar. O
suporte/mídia, o idioma e a atualidade dos títulos são abertos, de acordo com a
demanda e necessidade colocadas pela comunidade. Os recursos financeiros são
variados em termos de quantidade e fontes , são obtidos do Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP - SIBiUSP, da própria unidade (ICMC) e também das agências
de fomento à pesquisa, em especial da FAPESP. Duas orientações são claras para a
comunidade e para os profissionais da Biblioteca, quais sejam , o maior apoio na
seleção e aquisição de livros é para os cursos de graduação e, tendo recursos
financeiros, todas as demandas são atendidas, sem distinção se pertencem ou não
às bibliografias dos cursos.

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Considerando os periódicos técnico-científicos, as orientações variam de
acordo com a fonte do recurso financeiro . Os periódicos adquiridos com os recursos
do SIBiUSP seguem a diretriz do seu departamento técnico, sendo ela: a
manutenção das assinaturas de títulos já existentes; a inserção de novos títulos é
realizada mediante solicitação e aprovação do Conselho Supervisor do SIBiUSP ou,
ainda, em troca de outro título encerrado ou não mais interessante para a Biblioteca.
A quantidade é sempre uma assinatura de cada título para toda a USP, ou seja, não
é mais permitida a duplicidade de títulos entre campi, especialmente agora com a
possibilidade do acesso eletrônico para a maioria dos títulos. A orientação quanto ao
suporte/mídia dos títulos é a priorização ao eletrônico, assim , quando o título estiver
disponível em mais de um suporte a assinatura eletrônica será priorizada, isso
porque toda a universidade se beneficia com esse tipo de acesso remoto. A garantia
de acesso aos conteúdos dos periódicos retrospectivos se dá por meio da aquisição
dos conteúdos e não apenas da renovação das assinaturas e, também , das
coleções retrospectivas em suporte impresso. A orientação para a seleção dos
títulos é que sejam de apoio aos grupos de pesquisa desenvolvidas na unidade. Já
os periódicos adquiridos com recursos financeiros da própria unidade têm maior
flexibilidade na seleção e na inserção de novos títulos a qualquer momento; essa
seleção leva em consideração também os grupos de pesquisa . Geralmente são de
editores menores, muitos universitários, tem menor custo e o suporte/mídia fica à
escolha da comunidade.
Considerando as teses, são obtidas por meio de doação e são consideradas
para o acervo apenas aquelas que estão relacionadas direta ou indiretamente as
áreas de domínio da Biblioteca. Todas as teses produzidas na unidade são
depositadas na Biblioteca, tanto a versão impressa como a digital.
Seleção: possibilidades futuras

Terminado o estudo desse pilar, foi identificada a necessidade de atualização
da política de desenvolvimento de coleções da Biblioteca , mesmo seus critérios já
sendo utilizados na prática .
Outras questões decorreram desse estudo e que deverão ser também
analisadas para comporem essa política , de forma que ela fique ainda mais
consistente, quais sejam : sobre a priorização de uma mídia, é fundamental verificar
a mídia que mais se adeque a cada área de domínio, e não se faça uma opção
generalizada para todas elas, pois ficou evidente que cada área tem um
comportamento de estudo e de pesquisa , e preferência por uma ou outra mídia.
Assim , no âmbito do ICMC, matemáticos e cientistas da computação, por exemplo,
têm formas distintas para ensinar e pesquisar, utilizando também distintos
instrumentos e ferramentas para realizá-los. Além da área de domínio, a seleção da
mídia também envolve o tipo de público-alvo a ser atendido, o tipo de publicação a
ser adquirido e a relação custo versus durabilidade. A política de desenvolvimento de
coleção deve levar todos esses pontos em consideração.
Finalizando a questão da seleção, entende-se que o uso e a demanda devem
nortear as decisões sobre a seleção e a aquisição, registrando que tal política deve
também ser revista com frequência .

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Organização: cenário atual
A organização engloba a descrição da informação, isto é, os aspectos
técnicos para a descrição dos acervos nos sistemas de informação, a questão do
armazenamento e da recuperação dessas descrições, ou seja , qual é a
infraestrutura tecnológica da Biblioteca que propicia a recuperação dessas
descrições e, por consequência , do acervo e, por último, a questão do
armazenamento físico do acervo, ou seja , a infraestrutura física da Biblioteca.
Após o estudo e a partir da descrição do acervo pautada em métodos e
técnicas da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, assim como o uso de
instrumentos amplamente conhecidos e usados, como as regras e normas, sendo
muitas delas diretrizes do SIBiUSP para todas as bibliotecas do sistema , como é o
caso do código de catalogação utilizado, do formato de registro do banco de dados
bibliográficos e o vocabulário controlado para a indexação, respectivamente AACR2, MARC e Vocabulário Controlado do SIBiUSP.
Quanto à infraestrutura tecnológica , tem-se o banco de dados bibliográficos
da USP - conhecido como Dedalus - cujo software é o ALEPH 500 versão 20.
Nesse quesito as bibliotecas que integram o SIBiUSP também seguem a diretriz do
sistema, não tendo autonomia para a mudança, o que também impede a
implementação de mudanças para o futuro de forma independente das demais
bibliotecas.
Quanto á infraestrutura física , desde 2008 está em novo prédio, com novas
instalações e novo mobiliário. É importante registrar que há um apoio significativo e
de qualidade do SIBiUSP e da unidade para essa questão de infraestrutura, assim
como há do SIBiUSP para a questão da descrição do acervo.
Organização: possibilidades futuras
Considerando que a decisão sobre a organização do acervo está vinculada
também às decisões dos apoios do SIBiUSP e da unidade, e considerando também
o recém inaugurado prédio da Biblioteca, fica difícil definir algumas ações e objetivos
a serem alcançados isoladamente. Há, na verdade para esse ponto, sugestão de
possibilidades futuras do que se pretende ter daqui a dez anos.
Dessa maneira, após o estudo, entende-se que é fundamental manter os
espaços físicos adequados ao acervo e ao seu uso, prevendo seu crescimento para
os próximos dez anos. Uma possibilidade futura levantada é que um estudo sobre
uso e quantidade de exemplares deverá ser feito para que subsidie uma retirada do
acervo em desuso. Esse acervo seria armazenado em outros locais, com acesso
restrito, porém possível , liberando, por outro lado, espaço para as novas coleções
adquiridas, mais intensamente utilizadas e que sejam de interesse do momento. Da
mesma maneira, acervos eletrônicos precisarão de mais terminais para acesso. Um
elemento que apareceu como ponto muito importante nesse cenário é a
infraestrutura elétrica, uma vez que a maioria dos alunos possui seus próprios
notebooks e os levam para a Biblioteca, necessitando de um maior número de
tomadas disponíveis e corretamente localizadas ao longo das áreas de estudo.
Nesse sentido, um projeto de readequação da rede elétrica já foi proposto pela
urgência do contexto.

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Preservação: cenário atual

A preservação trata tanto das questões tradicionais envolvidas com a limpeza
e manutenção do acervo, observadas diariamente e trabalhadas ininterruptamente,
com os acondicionamentos corretos, com as condições térmicas e de luminosidade
adequados, como também com aquelas envolvidas com a preservação do conteúdo
das obras através da sua migração para outras mídias. Na migração outros dois
pontos são examinados: a questão da vigilância sobre as novas mídias disponíveis
no mercado e a análise dos impactos, vantagens e desvantagens da migração de
uma mídia para outra .
Após análise desse ponto, a Biblioteca apresenta o seguinte cenário: a
preservação e conservação tradicionais como, por exemplo, a limpeza do acervo é
um processo já sistematizado e com alto grau de qualidade. A limpeza é realizada
por pessoal destinado a essa tarefa e capacitado para tanto e ao final da limpeza do
acervo, o trabalho é recomeçado ininterruptamente, envolvendo a limpeza das
estantes e dos objetos individualmente. A desinsetização é realizada anualmente e
fica sob a responsabilidade da unidade, uma vez que é realizada no mesmo
momento e para todos os setores. O excesso de luminosidade e a ausência de
climatização do novo prédio são pontos frágeis quanto à preservação do acervo da
Biblioteca e, mesmo sendo solicitadas há muito tempo, não foi possível consolidar o
projeto até o momento. A climatização, em especial, acarreta não apenas o impacto
da variância da temperatura , como também a necessidade de manter janelas e
portas abertas para a circulação de ar, potencializando os danos causados pelo
próprio tempo com a entrada de pragas e excesso de sujeiras externas,
demandando um excesso de limpeza do acervo, o que também poderá agilizar a sua
deterioração. Os livros considerados raros e especiais possuem um local ao abrigo
da incidência direta de luz, mas assim como os demais acervos não possuem
sistema de climatização e acondicionamento especial. Não há um planejamento , e
consequente programa , para a migração dos conteúdos do acervo para um
armazenamento alternativo como, por exemplo , seria o armazenamento digital de
algumas obras. Com relação aos recursos financeiros destinados à preservação , a
Biblioteca conta anualmente com verba vinda do SIBiUSP e com esse objetivo
específico, seja ele, implementar melhorias para o acervo com o intuito de preservar
os objetos e seus conteúdos, incluindo a aquisição de mobiliários adequados. A
aplicação desse recurso, na prática , está na realização das tradicionais
encadernações das obras.
Preservação: possibilidades futuras

A questão da preservação foi dividida em outras duas a fim de compreender o
cenário todo da preservação e as diferentes formas de objeto e objetivos envolvidos.
A divisão resultou em :
a) análise e ações para os acervos impressos já existentes na
biblioteca;
b) análise e ações para os acervos originalmente digitais.
Para os acervos existentes e impressos a primeira questão engloba os itens

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tradicionais da preservação, tais como climatização, luminosidade, limpeza e
condições gerais do acervo. No âmbito do ICMC, os itens climatização e
luminosidade ainda necessitam sensibilizar a alta administração da unidade para
serem implementados, entretanto, constam como ações futuras essenciais para a
manutenção da vida útil do acervo. Quanto aos objetos impressos em especial, temse como uma das ações futuras a necessidade do acondicionamento diferenciado
para os livros raros e especiais.
Outra ação que se coloca como primordial é a discussão sobre a migração de
determinados conteúdos para o formato digital, onde nessa discussão alguns pontos
devem ser notados com especial atenção, tais como: quais acervos serão migrados;
quais serão os critérios de escolha; serão migrados integralmente ou em partes;
serão migrados na sua totalidade de uma única vez ou conforme a demanda de uso;
quais são as melhores soluções tecnológicas existentes; como fica a questão dos
direitos autorais; se há disponível no mercado seus equivalentes digitais e qual o
custo.
Por último, outra discussão se faz necessária como consequência da anterior:
a urgência na vigilância das novas mídias colocadas no mercado constantemente e
o cuidado com ações baseadas nas promessas comerciais da preservação digital.
Pontos a serem levantados para serem observados: necessidade da migração;
necessidade da manutenção de alguns equipamentos em funcionamento e de
softwares específicos para o acesso às informações contidas em determinados
suportes mais antigos, como é o caso, por exemplo, dos vídeos em VHS , que
necessitam de equipamento próprio para serem vistos, textos em disquetes 1.44
cujos drives necessários para a sua leitura não estão mais disponíveis nos atuais
microcomputadores, acervos de música em discos de vinil ou longplays e tantas
outras mídias antigas ainda presentes em muitos acervos.
Para os acervos originalmente digitais, a maior questão de preservação que
se apresenta é a garantia de acesso eterno ou permanente ao conteúdo pago .
Assim, a ação se direciona na aquisição de tais conteúdos e, na melhor hipótese, na
sua hospedagem em máquinas da própria instituição, o que recai em outros dois
pontos: máquinas de grande capacidade e alta performance e formas de acesso
para os conteúdos, como, por exemplo, a existência de portais de conteúdo.
Importante salientar os estudos para o armazenamento em nuvens (C/oud
Computing) .
Divulgação: cenário atual
A divulgação engloba os produtos e serviços oriundos da organização do
acervo . Na verdade entende-se que a divulgação só é possível se os produtos e
serviços existem em quantidade e com variadas características, em função da
qualidade envolvida na sequência das etapas aqui discutidas. Assim, sem uma
seleção coerente e criteriosa do acervo, sem a organização detalhada e bem
constituída e a sua preservação assegurada, não haveria condições para oferecer
produtos e serviços.
Identificou-se na análise desse ponto a existência de diferentes catálogos
como produtos do acervo, o sistema para geração automática de fichas
catalográficas para as teses e dissertações, os boletins de aquisição, os conteúdos
online na íntegra , além de vários serviços prestados de forma presencial e remota ,

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treinamentos e cursos para o uso correto dos acervos e das fontes de informação
presentes na Biblioteca .
Divulgação: possibilidades futuras

Com relação à divulgação a principal preocupação recai sobre o acesso à
informação. Entende-se que a maior e melhor divulgação dos produtos e serviços
está na possibilidade de acesso ao maior número de informação e fontes possíveis,
de maneira ininterrupta, de qualidade e aliada aos objetivos do ensino, da pesquisa
e da extensão da unidade. Outras ações futuras também são apontadas quanto à
divulgação como a necessidade de planejamento e elaboração de produtos e
serviços inovadores a partir das possibilidades de acesso à informação e das
funcionalidades de softwares que possam ser implementados ao banco de dados
bibliográficos.

5 Considerações Finais
Primeiramente importa registrar que o relato feito é resultado de um estudo e
análise sobre o cenário atual e as possibilidades futuras vislumbradas para as
questões de seleção, organização, preservação e divulgação dos acervos do ICMC,
aqui, com especial enfoque ao acervo da Biblioteca da unidade. O acervo do Museu
de Instrumento de Cálculo Numérico e o acervo do Setor de Arquivo também
passaram por um estudo semelhante.
Esse estudo trouxe novos elementos para o 'pensar gerencial', trazendo
outros dados que fortalecem o rol de subsídios para a tomada de decisão quanto às
ações futuras a serem programadas. Além disso, elementos não tão novos assim
tornaram-se mais claros e evidentes após esse estudo e análise. Com todos esses
dados, porém, ainda torna-se difícil propor ações de longo prazo e que construirão
um objetivo futuro pela própria dinâmica das mudanças tanto tecnológicas quanto
culturais, pensando aqui nas necessidades de informação futuras da comunidade.
Torna-se uma tarefa árdua fazer um prognóstico de necessidades em meio a um
mundo técnico-científico tão veloz. É certo que, em fase de finalização da
proposição de ações para os acervos para os próximos dez anos, novas direções
serão tomadas a partir desse estudo e algumas ações serão implementadas.
Ainda como considerações, e não menos importantes, outros pontos foram
percebidos como vitais para um plano de gestão para dez anos, quais sejam :
a) a previsão dos recursos humanos necessários, não apenas para
comporem um quadro daqui a dez anos, mas sim e especialmente ao
longo dos anos, gradativamente, para contribuírem com as mudanças e
com os objetivos que se deseja atingir até lá , considerar ainda as
habilidades necessárias ao profissional;
b) a manutenção contínua da infraestrutura física e o planejamento de novos
espaços, espaços diferenciados seguindo a demanda da comunidade
usuária;
c) o planejamento cuidadoso da infraestrutura tecnológica , observando
questões de software e hardware para que determinados produtos e
serviços sejam exequíveis;

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d) aquisição e investimentos em mobilidade (tablets, notebooks) ;
e) investimentos diferenciados em armazenamento e segurança dos dados,
tendências de armazenamento em nuvens;
f) controle e observância de varáveis do âmbito administrativo, como a
garantia de priorização das ações não apenas pela administração atual,
mas também e principalmente pelas administrações futuras que estarão
em pleno trabalho ao longo dos dez anos; a disponibilidade de recursos
financeiros ao longo dos dez anos e prever possíveis interferências de
políticas externas nas ações planejadas e suas consequências para o
plano de gestão.
Tendo como base a revisão de literatura apresentada pela ACRL (2010) é
possível constatar que as ações propostas pela biblioteca do ICMC estão alinhadas
com as principais tendências reconhecidas pelas pesquisas mais recentes na área e
toda a discussão acerca das situações atuais e futuras dos pilares, apresentados
como parâmetro para pautar esse estudo, foram embasados nos conceitos
apresentados para direcionarem as ações das bibliotecas do futuro .
6 Referências
ACRL RESEARCH PLANNING AND REVIEW COMMITTEE. 2010 top ten trends in
academic libraries: a review of the current literature. College &amp; Research Libraries
News, vol. 71 no. 6, p. 286-292, 2010 .
BARROS, M. O futuro das bibliotecas e livrarias. 2009. Disponível em :
&lt;http://bsf.org .br/2009/07 /08/0-futuro-das-bibliotecas-e-livrarias/&gt;. Acesso em : 21
abril 2012 .
CARUSO, F. As dez melhores suposições sobre o futuro das bibliotecas
acadêmicas e os bibliotecários. 2008 . Disponível em :
&lt;http://fabianocaruso.com/as-dez-melhores-suposicoes-sobre-o-futuro-dasbibliotecas-academicas-e-os-bibliotecarios/&gt;. Acesso em : 21 Abril 2012.
CUNHA, M.B. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira em 2010 . Cio
Inf., v.29, n.1 , p. 71-89, 2000 .
DRABENSTOTT, Karen M. and BURMAN, Celeste M. Revisão analítica da biblioteca
do futuro . Cio Inf. [online], v.26, n.2, 1997.
FERREIRA, S.M.S.P. Biblioteca do futuro : sonho ou realidade? Cio Inf. [online], v.26,
n.2, 1997.
MARTINEZ SOTO, M.J.D.C. Planejamento institucional: capacidade de conduzir
ações. São Paulo em Perspectiva , v.17, n.3-4 , p.198-204, 2003 .
SILVA, w.P. Planejamento estratégico, de curto, médio e longo prazo. 2009,
Dispon ível em : &lt;http://www.artigonal.com/gestao-artigos/planejamento-estrategico-

1970

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Planejamento estratégico e sustentabilidade
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= =::.~

Trabalho completo

de-curto-medio-e-longo-prazo-764135.html&gt;. Acesso em : 21 Abril 2012 .
SMITH, R. Libaries of the future! Ebooks are driving momentous changes. In
Vancouver, librarians are inviting the public to help reinvent their mission . The Tyee,
march, 2012 . Disponível em: &lt;http://thetyee.ca/News/2012/03/05/Ebook-Libraries/&gt; .
Acesso em : 21 Abril 2012.
STALEY, D.J., MALENFANT, K. J. Futures thinking for academic librarians:
higher education in 2025. Chicago: ALA, ACRL, 2010 . Disponível em :
&lt;http://www.ala .org/acrl/sites/ala .org .acrl/files/contentlissues/value/futures2025.pdf&gt; .
Acesso em : 21 Abril 2012.

1971

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                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Biblioteca 2021: estudo preliminar do planejamento da gestão de acervos da Biblioteca do ICMC/USP.</text>
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              <text>Cristianini, Gláucia Maria Saia; Moraes, Juliana de Souza </text>
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              <text>Este trabalho apresenta o estudo proposto para o planejamento da biblioteca Prof. Achille Bassi, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo – ICMC/USP – para o ano 2021. Trata-se de parte do Plano Diretor da unidade previsto para a próxima década. O estudo foi pautado em quatro pilares: a seleção, a organização, a preservação e a divulgação do acervo e pontuados com a apresentação do cenário atual e perspectivas futuras. A proposta apresentada, conjuntamente com os dados do Arquivo e do Museu do ICMC, pautará as diretrizes da unidade para o Plano de Gestão de Conhecimento e Acervo.</text>
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