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                  <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

@BIBIOBELAS: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA ESCOLA DE
BELAS ARTES DA UFMG NO TWITTER
Sabrina Rodrigues Fonseca 1, Carlos Henrique de Magalhãe~
1 Bacharel em Biblioteconomia, bibliotecária da Escola de Belas Artes da UFMG, Belo Horizonte, MG
2

Pós-graduando em Gestão Estratégica de Negócios, bibliotecário da Companhia de Saneamento do
Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte MG

Resumo

o presente trabalho mostra a criação do Twitter da Biblioteca de Belas Artes
da UFMG que nasceu da necessidade de atender a demanda da hemeroteca
que não estava sendo atendida no modelo tradicional. Incialmente,
estabeleceu-se uma metodologia de estudo que avaliou o potencial do Twitter
como uma ferramenta de trabalho nas bibliotecas, sendo sua inserção o inicio
das atividades da Biblioteca 2.0 na biblioteca de Belas Artes. Traçam-se e
avaliam-se os potencias de ações das bibliotecas nas redes sociais e
descreve-se o surgimento de um novo tipo de usuário. Mostra-se como é feita
a avaliação e seleção de informações para serem postadas no Twitter. Os
resultados parciais apontam que o Twitter atende de forma satisfatória a
necessidade da biblioteca e da comunidade, pois divulga e agrega
informações para um público mais abrangente interessado nos assuntos
tratados pelo perfil.
Palavras-chaves: Twitter; Biblioteca 2.0; Web 2.0.

Abstract
This paper reports on the Twitter profile that the School of Arts (Federal
University of Minas Gerais) has developed to meet the demand that was not
met by the traditional newspaper archive. A methodology was first developed
to assess the potential of introducing Twitter as a working tool in libraries and
as an initial mechanism to introduce the School of Arts in the Library 2.0
scenario. The analysis focuses on (i) the potential of actions that libraries have
available while operating with social networks (i i) and the new type of users
that emerge from the use of technology. It also shows how information is
assessed and selected to be posted on Twitter. The partial results point out
that Twitter meets both library's and community's demands. It serves to spread
and aggregate information to a more comprehensive audience that is
interested in the School of Arts profile on Twitter.
Keywords: Twitter; Library 2.0; Web 2.0.

1849

�Trabalho completo

1 Introdução
Em nosso mundo cada vez mais integrado, onde os meios de comunicação e,
em especial , a Internet atenuam fronteiras e permitem o acesso a notícias, imagens
e inúmeros conteúdos em tempo real , o volume de informação disponível cresce
vertiginosamente. Para o acesso à informação e o seu uso - pessoal ou profissional
- , é indispensável um cuidadoso trabalho de identificação e seleção de conteúdos
relevantes e adequados à necessidade de informação a ser atendida.
São incontáveis as fontes de informação disponíveis atualmente, sejam elas
impressas ou digitais. Orientar-se em meio a tantos conteúdos e formatos e
encontrar a informação desejada tem se tornado tarefa árdua para indivíduos e
organizações (i.e., "usuários") que nela buscam suporte para o desenvolvimento de
atividades profissionais, acadêmicas e pessoais.
No caso específico da disseminação da informação contemplada pelo acervo
físico e digital de uma biblioteca, verifica-se que essa é uma tarefa de competência
dos profissionais bibliotecários, em especial aqueles envolvidos no serviço de
referência. Tradicionalmente, essa tarefa é desenvolvida via meios impressos e de
forma presencial, ou seja, a seleção e aquisição de fontes, bem como a
disseminação da informação, são planejadas e executadas a partir de materiais
bibliográficos impressos: livros, folhetos , catálogos, obras de referência etc. O
serviço de referência, por sua vez, tem sido realizado através do atendimento
presencial aos usuários. Solução de dúvidas em relação ao uso do acervo e
orientação à pesquisa e normalização de trabalhos científicos, entre outras
questões, são demandas atendidas presencialmente , havendo interação em tempo
real entre usuário e bibliotecário.
Em sua origem , as bibliotecas foram idealizadas como meros repositórios de
conhecimento e materiais bibliográficos, constituindo-se em "símbolos de poder e
acúmulo de conhecimento para uma pequena elite" (RIBEIRO, 2008 , p. 31). As
funções educativas e informativas não constavam do rol de objetivos e papéis a
serem desempenhados por aquelas instituições. No entanto, ao longo de sua
história, as bibliotecas assumiram gradativamente o papel de instituições voltadas à
democratização do acesso à informação e conhecimento, acompanhando a
evolução social de seu meio ambiente e das tecnologias de comunicação e
informação.
Souza (2011, p.25) organizou o papel da biblioteca em três momentos ao longo
da história, sendo que no terceiro período, contemporâneo , a biblioteca utiliza a
informação no suporte digital, pensada como uma nova estratégia para a
recuperação das informações. Os documentos se encontram on-Iine, e a biblioteca
deixa de ser apenas um espaço físico. Surge biblioteca 2.0.
A biblioteca 2.0 muda a forma de interação com o usuário ao criar mecanismos e
produtos dinâmicos por natureza, ação e abrangência (Cunha, Jesus, 2012).
Surgem , assim , novas possibilidades de desenvolvimento de serviços e produtos
para as bibliotecas, não só com vistas à divulgação de seus serviços e de seu
acervo , mas também com vistas à interação com a comunidade usuária e a oferta de

1850

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

informações extra-acervo, ou seja, informações que encontram-se além da coleção
física ou digital mantida pela biblioteca.
Em sintonia com as transformações no papel e na atuação das bibliotecas, o
profissional bibliotecário deixou de ser um "guardião de livros" para assumir a função
de provedor de informação, facilitando e intermediando a relação entre usuários e
suas necessidades informacionais.
Ao longo do presente artigo, conceituaremos a Web 2.0, as redes sociais e o
Twitter, bem como descreveremos nossa experiência no Twitter, apresentando os
objetivos, a metodologia e, ainda, os resultados alcançados com a nossa
participação na referida rede social.
1.1A biblioteca da Escola de Belas Artes: um breve histórico
A Biblioteca da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais
(EBA/UFMG), fundada em 1965 e oficialmente nomeada "Biblioteca Prof. Marcelo de
Vasconcellos Coelho", é uma das poucas bibliotecas especializadas em artes
plásticas e visuais em nosso país, sendo referência para pesquisadores, estudantes
e interessados nessas áreas. Seu acervo conta atualmente com cerca de 24 mil
itens catalogados entre livros, obras de referência , monografias, periódicos,
catálogos de exposições, teses, dissertações, reproduções de obras de arte, fitas
VHS, conjunto de peças, OVOs, COs etc.
Os principais assuntos tratados em seu acervo são as artes plásticas e visuais
em suas diversas manifestações, como pintura , desenho, escultura, fotografia,
gravura , cerâmica, cinema , artes gráficas, cinema de animação, artes digitais,
design, moda, dança, teatro e suas áreas correlatas. O acervo da Biblioteca da
EBA/UFMG possui ainda vasto material sobre conservação e restauração de obras
de arte e bens culturais móveis, patrimônio histórico e cultural, artistas plásticos,
cineastas, fotógrafos, estilistas, bailarinos, coreógrafos, designers e atores
brasileiros e estrangeiros.
Além dos suportes informacionais já citados, a Biblioteca da EBA/UFMG possui
uma extensa hemeroteca composta de aproximadamente 1.600 pastas de recortes
de periódicos nacionais, abrigadas em arquivo móvel em sua sala de multimeios e
materiais especiais. Entre as centenas de assuntos que compõem a hemeroteca,
destacamos os seguintes pela sua expressiva demanda de uso:
a. artistas plásticos brasileiros e estrangeiros (e.g ., pintores, escultores,
desenhistas, fotógrafos, ilustradores, artesãos e ceramistas) ;
b. diretores e produtores de cinema brasileiros e estrangeiros;
c. cinema de animação e artes digitais;
d. moda;
e. patrimônio cultural ;
f. patrimônio histórico;
g. festivais de cinema nacionais e internacionais;
h. história e crítica de arte;
i. filmes e documentários nacionais e estrangeiros;
j . diretores e produtores de teatro ;
k. salões e bienais de arte nacionais e estrangeiros;

1851

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

I.

festivais de teatro nacionais e estrangeiros.

A hemeroteca da Biblioteca da EBAlUFMG começou a ser formada em 1965,
diante da escassez de materiais e fontes de informação sobre artes disponíveis em
língua portuguesa no mercado livreiro e informacional brasileiro, Atualmente, a
hemeroteca reúne em sua coleção milhares de recortes de jornais com o objetivo de
minimizar as carências de seu acervo em relação a informações atualizadas sobre
artistas e eventos na área de artes plásticas e visuais e áreas correlatas. Essa
coleção de recortes de jornais tem ainda como objetivo suprir as necessidades
informacionais de usuários (i.e., discentes, docentes e pesquisadores) no que diz
respeito a assuntos ou artistas que ainda não se encontrem representados em seu
acervo geral ou que possuam pouca representatividade nesse acervo em relação à
sua demanda de pesquisa .
Os recortes encontram-se organizados em pastas suspensas, devidamente
sinalizadas e dispostas em ordem alfabética de assuntos e suas subdivisões, às
quais os usuários têm acesso mediante a orientação e acompanhamento de
funcionários da Biblioteca da EBA/UFMG, Grande parte desse material apresenta-se
em condições precárias - rasgado, sujo, amassado - devido ao seu constante
manuseio e à forma inadequada de armazenamento. A ausência de climatização
adequada constitui-se em mais um fator da deterioração dos recortes.
Diante das condições precárias de armazenamento e a saturação do espaço
físico destinado à hemeroteca, optou-se pela sua descontinuação e substituição pelo
@bibliobelas. A substituição das pastas de recortes com notícias e conteúdos na
área de artes pela postagem dessas mesmas notícias e conteúdos em formato
digital via Twitter caracterizou-se no objetivo principal da criação do @bibioBelas.
O presente trabalho relata a experiência da Biblioteca da EBA no Twitter,
apresentando uma breve revisão de literatura do universo 2.0, e, ainda , as
aplicações específicas do Twitter para bibliotecas. Em seguida , apresenta-se o
Twitter da Biblioteca da EBA, a metodologia aplicada às postagens, os resultados
alcançados até o momento e a conclusão de tal experiência .

2 O mundo 2.0: Web, biblioteca, bibliotecários e usuários
Para melhor vislumbrarmos as aplicações possíveis do Twitter para bibliotecas, é
necessário conhecermos o contexto maior de seu surgimento, a Web 2.0 e suas
implicações no processo de criação, localização, armazenamento e acesso à
informação.
O termo "Web 2.0" foi primeiro comunicado, conceituado e popularizado por Tim
O'Reilly e Dale Dougherty, da O'Reilly Media, em 2004 para descrever as novas
tendências e os novos modelos de negócios para que as companhias mantivessem
a competividade no cenário econômico. Os criadores do termo Web 2.0 argumentam
que todas as empresas deveriam ter certas características em comum, como: ser
colaborativas por natureza, interativas e dinâmicas.
A Web 2.0 não é uma Web de publicação textual, mas uma Web de
comunicação multissensitiva (MANESS, 2006, p.1). A Web 2.0 é uma matriz de
diálogos, e não uma coleção de monólogos.

1852

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Atualmente, a Web 2.0 configura-se como um canal pelo qual flui uma grande
quantidade de práticas sociais, culturais, políticas e econômicas, Lidamos com um
novo conceito de network ou de rede social : antes as pessoas estavam ligadas pelos
laços de vizinhança, parentesco, espaço social ou de convívio no trabalho ou estudo
(CANELAS; VALÊNCIA, 2012 , p,24) , Hoje o espaço social está reestruturado para
se tornar um espaço interativo, de trocas, de criação e geração de ide ias e
conceitos, além de armazenamento de informações, tornando-se uma importante
ferramenta de colaboração entre os participantes do mundo digital on-line e com
repercussão na vida off-line.
Nesses espaços de expressão e recepção livre de dados, informações,
conhecimentos e saberes, a Web 2,0 agora são multimídias (BLATMAN; SILVA,
2007, p.192) Assim, a Web 2.0 possibilita diversas novas leituras em função de sua
característica não linear. Essa flexibilidade na leitura permite a construção de novos
saberes, bem como a uma maior interação entre parceiros e a criação de novos
parceiros de trabalhos.
Por fim , deve-se considerar a Web 2.0 como uma plataforma aberta, dinâmica e
colaborativa na qual incide total interação entre seus atores (os chamados lautores)
e a rede. Há um estímulo à utilização de inteligência coletiva, a partir das
características interativas dos aplicativos, tornando-os mais ativos na criação, no uso
de links remissivos e nas atividades exercidas pelos internautas.
Diante da nova concepção de Web, tanto as bibliotecas quanto os bibliotecários,
precisam acompanhar essa evolução tecnológica de espaços cada vez mais
interativos, nos quais os usuários, ao lado dos bibliotecários, possam criar e
modificar conteúdos em ambientes digitais.
A Biblioteca 2.0 tem sua natureza dinâmica, centrada no usuário, pratica o
compartilhamento de informações, na construção de saberes múltiplos e no
atendimento on-line.
Para atender a essa nova demanda, as bibliotecas oferecem novos serviços, como
(Vieira , Carvalho,Lazzrin,2008, p.6):
a, mensagens síncronas;
b. streaming media ;
c. blogs e wikis;
d. rede sociais;
e. tagging;
f. RSS feeds ; e
g, Mashups,

Esses novos serviços propiciaram uma quebra de padrões de trabalho nas
bibliotecas, levando Michael Casey (2005, p.1) a cunhar, em seu blog
http://www.librarycrunch .com. a expressão biblioteca 2,0 (Library 2,0)
A biblioteca 2,0 não consiste apenas em uma biblioteca física , com livros nas
estantes, mas também em uma biblioteca que existe no ciberespaço e é formada por
uma rede de pessoas que se agrupam em comunidades com interesses em comum
e com propósito de compartilhar informações, conteúdos, documentos. É nesse

1853

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

cenário que o bibliotecário 2.0 atua , fazendo conexões relevantes entre dados e
informações com sua comunidade, além de auxiliar as pessoas na resolução de
seus problemas de informação em ambientes digitais.
As técnicas de trabalho do bibliotecário passam a ser essenciais a partir do
momento em que os serviços e produtos oferecidos por bibliotecários respondem às
reais necessidades das comunidades das quais participam , reinventando outras
relações de trabalho e práxis da profissão. Os serviços do bibliotecário 2.0 têm na
"desordem digital" boas oportunidades para filtrar, organizar e categorizar (taggings ,
RSS feeds) as informações para posterior utilização pelos usuários, além de
estabelecer um vínculo participativo com as comunidades (blogs, wikis , redes
sociais) e com as pessoas no desenvolvimento de novos serviços (mensagens
síncronas, streaming media) .
Enquanto peça fundamental para a divulgação e o acesso ao conhecimento, a
biblioteca deve estar atenta à evolução das tecnologias de informação e às diversas
ferramentas de comunicação e interação disponíveis na Web . Desenvolver
competências e habilidades para lidar com as novas tecnologias passa a ser
questão de sobrevivência para a atuação dos profissionais e instituições
bibliotecárias.
Mais que conhecê-Ias, ou simplesmente saber de sua existência, bibliotecas e
bibliotecários devem acompanhar, conhecer, utilizar, adaptar, avaliar e testar tais
ferramentas no âmbito profissional. Devem enfocá-Ias como novo suporte para
serviços e produtos informacionais já oferecidos em sua instituição e, especialmente,
como possibilidade de criação de novos meios para a disponibilização da informação
e o acesso a ela .
Além da apropriação das novas tecnologias, o entendimento da dinâmica das
redes sociais e o funcionamento da comunidade usuária é essencial para as
bibliotecas. Conhecer a demanda informacional, o comportamento dos usuários e
entendê-los como consumidores e geradores de informação e conteúdos possibilita
maiores chances de corresponder às suas expectativas.
É nesse novo cenário - em que os usuários e leitores interagem com a
informação, deixando de ser apenas receptores passivos de conteúdos - que se cria
o termo lautor, o leitor que se torna autor (Bellei apud Blatman, Silva, 2007, p. 197).
Em outras palavras, o leitor interage, modifica e cria novos conteúdos em contextos
singulares, além de possibilitar o compartilhamento de ideias e ideais na própria
rede para os demais lautores. Dessa forma , crescem e multiplicam-se dados,
informação, conhecimentos e saberes.
Visando acompanhar as novas tecnologias e oferecer serviços atualizados,
bibliotecas públicas, particulares, escolares, universitárias e nacionais possuem
perfis em redes sociais como Facebook e Twitter. No Twitter, as bibliotecas utilizam
suas contas para divulgação dos serviços prestados, avisos relativos a seu
funcionamento , divulgação de novas aquisições, promoção de eventos internos,
entre outros. Trata-se de uma eficiente ferramenta de divulgação de eventos, cursos,
treinamentos, novas aquisições, avisos sobre funcionamento e regras da biblioteca,
informações de interesse da comunidade e ainda de manutenção de um
relacionamento mais próximo entre o bibliotecário e sua comunidade de usuários
(VIGNOLl, TOMAEL, 2011, p.7).

1854

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

A utilização de perfis de bibliotecas no Twitter como ferramenta de marketing
caracteriza-se como mais uma funcionalidade do microblog. De acordo com Serafim,
Cunha e Silva (2010 , p. 5) ,
[em) unidades de informação, a aplicação do Twitter pode auxiliar processos como
o marketing bibliotecário. Em um ponto de vista promocional, a veiculação de
notícias, uma das atividades mais comuns no microblog, pode integrar tal
ferramenta ao sítio institucional, ou seja , as informações noticiadas são
anunciadas pelo Twitter com um /ink que direcionará a página na Web da
instituição, promovendo aquele serviço da unidade de informação.

Porém , para além de propósitos institucionais, as bibliotecas têm , ainda, utilizado
o Twitter para comunicação e colaboração interna visando promover a interação
entre sua equipe (FIELDS, 2010, p. 1). A participação da equipe no Twitter permite
aos profissionais compartilhar conteúdos institucionais ou pessoais com os colegas,
estimulando a interação e trocas de ideias.
Para que a biblioteca mantenha ou aumente a atratividade dos seus serviços, é
vital que se adapte aos recursos oferecidos pelas redes sociais. É fundamental que
a biblioteca modele seus serviços de acordo com a demanda e expectativa dos
usuários dessas redes e crie novas aplicações no sentido de interagir com seu
público para melhor compreende-lo enquanto consumidor e gerador de informações.
Enxergar a si mesma como peça atuante na engrenagem da disseminação e
consumo de informação nas redes sociais e explorar as possibilidades de atuação
nessas redes caracteriza-se como mais um recurso para a biblioteca alcançar seu
objetivo na condição de instituição de apoio à criação, disseminação e acesso ao
conhecimento.
Visando à inserção da Biblioteca da Escola de Belas Artes (EBA) da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) nas redes sociais, foi criado, em
dezembro de 2010, o perfil no Twitter batizado de @bibliobelas. A escolha do Twitter
como primeira experiência nas redes foi norteada pela própria dinâmica do Twitter,
que, à primeira vista , mostrou-se em sintonia com o objetivo da biblioteca . A
possibilidade de interação extrabiblioteca com os usuários e a postagem de
conteúdos e mensagens breves nos 140 caracteres oferecidos pelo Twitter chamou
a atenção por estar de acordo com uma necessidade da biblioteca . A biblioteca
necessitava substituir as pastas de recortes com notícias e conteúdos na área de
artes, disponibilizada para consulta de alunos, professores, pesquisadores e
usuários em geral, e, após avaliação das possibilidades de substituição das pastas
sem prejudicar atendimento às demandas da comunidade, foi proposta a utilização
do Twitter como meio de trabalho.

3 Twitter
Um minuto é tempo suficiente para derrubar 50 árvores para produzir os
palitinhos usados em refeições orientais. Também é tempo suficiente para tornar
ameaçadas de extinção mais de cinco mil espécies de animais. Mas enquanto parte
do meio ambiente é devastada em pequenas janelas de 60 segundos, milhões de
pessoas por todo o planeta estão ativas nas redes sociais. No Twitter, em um minuto
são publicados 175 mil tuítes. Com 500 milhões de usuários e a impressionante
marca de um bilhão de tuítes a cada cinco dias (RUIC, 2012, p.1), o Twitter caminha
para ser a rede social mais utilizada no mundo. A facilidade em enviar e compartilhar
informações, notícias e links conquistou e conquista usuários pelo mundo.

1855

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

o criador do Twitter, Jack Dorsey, tinha uma verdadeira paixão por mensagens
instantâneas. Ele também adorava ler os status de seus amigos no AOL Instant
Messenger e, um belo dia, quis combinar os dois recursos.
A ideia de Jack era que ele gostava de ver as atualizações de status dos amigos,
mas também gostava muito de ter a opção de estar "distante", fazendo algo longe do
teclado. Um software de mensagens instantâneas não permitia isso.
Jack tinha um pager RIM 850, o primeiro dispositivo com e-mail. Ele programou
um sistema no qual poderia mandar um e-mail com seu status para qualquer lugar, o
que, para sua surpresa , funcionou . Ele também podia, em um intervalo regular, ver
sua lista de amigos e obter as atualizações enviadas para o seu endereço de e-mail.
Apesar de a ideia ser inovadora, o número de pessoas em 2001 que tinham
dispositivos móveis do tipo era mínimo. A hora não era certa para tal "revolução". Em
2006, quando ele estava trabalhando para Evan Williams na Odeo, Jack ressuscitou
sua ideia.
Ele combinou os aspectos de cronograma do "Live Journal" com as atualizações
de status dos softwares de mensagem instantânea, mais o conceito de envio geral à
distância.

o Twitter é um microblog, uma rede social mundial, que publica até 140
caracteres por mensagem a partir da pergunta no alto da página "O que está
acontecendo?". A ideia original era "apenas" que as pessoas dessem a essa simples
pergunta uma resposta também (algo trivial como: "Trabalhando", "Vendo filme"). As
mensagens eram incialmente postadas no site Twitter. Logo vieram aplicativos,
sendo essa uma das grandes vantagens do Twitter, pois permite que qualquer
pessoa ou empresa crie seu aplicativo para facilitar seu acesso, Assim , pode-se
atualizar seu status de smartphones, celulares, tablets, notebooks e desktops. Não
demorou muito tempo para aplicativos de fotos , vídeos e geolocalização utilizarem o
Twitter como aplicativo base.
Devido à rápida disseminação dessa ferramenta de comunicação , o Twitter
passou a ser adotado por empresas para a divulgação de suas marcas, por meio de
constantes atualizações, sempre ligando o consumidor em potencial a uma página
em que possa encontrar informações detalhadas sobre o produto ou serviço
oferecido. Ademais, o Twitter tem se mostrado um instrumento eficaz para o
fortalecimento das marcas, uma vez que agrega seguidores que acompanham
diariamente as novidades remetidas pelas empresas.
Os mais diversos meios de comunicação publicam simultaneamente em suas
mídias de origem e no Twitter, apostando na capacidade de repercussão dos
retuites para novos públicos. (RECUERO, ZAGO, 2010, p.76).
Outras instituições também aderiram ao Twitter, como o terceiro setor, partidos
políticos, escolas e faculdades , celebridades e artistas. As bibliotecas, como dito
anteriormente, também estão presentes no Twitter e, a seguir, apresentamos o
Twitter da biblioteca da EBA.

1856

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

4 @bibliobelas:

O

Twitter da EBA

A seguir, apresentamos os objetivos, a metodologia e, ainda, os resultados
alcançados de nossa participação na referida rede social.
4.1 Histórico
Criado em dezembro de 2010, o perfil da biblioteca da Escola de Belas Artes da
UFMG foi batizado com o mesmo nome do blog mantido pela biblioteca e, desde o
início, teve como objetivo substituir a pasta de recortes de jornais disponibilizada
pela biblioteca durante vários anos. A substituição visava oferecer conteúdos
atualizados diariamente aos usuários, o que não era possível com o uso da pasta. A
pasta era atualizada duas vezes por semana devido ao tempo necessário para o
trabalho de recorte e colagem dos jornais e, a dimensão própria do jornal impresso maior que a dimensão da pasta - dificultava o manuseio e a leitura dos recortes. O
@bibliobelas visava também atuar como novo canal de comunicação com a
comunidade usuária, através da postagem de avisos e lembretes relativos à
Biblioteca e à Escola.
Durante três décadas, os recortes de jornal foram utilizados pela comunidade
universitária como fonte de pesquisa em assuntos pouco representados ou ausentes
na coleção física da biblioteca e, ainda, como fonte para informações sobre eventos
na área de artes, como exposições, mostras e festivais de cinema e teatro,
lançamentos de livros da área e entrevistas com artistas. Apesar de descontinuada
em meados de 2011, as pastas com os recortes continuam disponíveis na
hemeroteca e somam aproximadamente 1.600 unidades e 250 assuntos.
Atualmente, a hemeroteca é utilizada como fonte de pesquisa histórica,
especialmente por mestrandos, doutorandos e pesquisadores.
4.2 Objetivo
Estabeleceu-se como objetivo do perfil no Twitter funcionar como um agregador
e divulgador de notícias e conteúdos na área de artes, dando visibilidade
especialmente a conteúdos não disponíveis no acervo físico. Buscou-se, assim ,
executar a principal função de uma biblioteca : dar acesso à informação,
independente de sua localização e, especialmente, não se limitando ao seu acervo
físico.
São postados, diariamente, cerca de 10 tuítes, abrangendo notícias da área
publicadas no dia, artigos de periódicos especializados, lançamentos de livros da
área, eventos - exposições, mostras de teatro e cinema, cursos, palestras, oficinas,
festivais - postagens de blogs especializados, avisos e comunicados relativos ao
funcionamento biblioteca e eventos na EBA - defesa de teses e dissertações,
exposições realizadas pelos alunos, entre outros - , além de links para resenhas de
livros adquiridos no mês.
Todos os campos disciplinares da EBA são contemplados com conteúdos
relativos às suas áreas de ensino, pesquisa e extensão . Para facilitar a organização
dos perfis seguidos foram criadas listas incluindo as principais áreas da arte :
cinema , fotografia , artes plásticas, cinema de animação, artes visuais, etc.
As listas reúnem os perfis das áreas de interesse e são acrescidas de novos
perfis à medida que são identificadas e seguidas novas contas. A reunião desses
perfis facilita ao usuário a identificação das contas seguidas pelo @Bibliobelas em

1857

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

sua área de interesse. Caso o usuário deseje identificar todos os perfis seguidos da
área de dança, por exemplo , basta acessar a respectiva lista para conhecer, avaliar
e seguir os perfis de seu interesse.
4.3 Metodologia

Após a criação da conta no Twitter, foram pesquisadas contas de bibliotecas na
área de artes visando, além do contato para troca de experiências, ao acesso ao
conteúdo divulgado por elas. Porém , foram localizadas poucas bibliotecas brasileiras
na área, o que reflete o escasso uso do Twitter por essas instituições.
O conteúdo divulgado por essas bibliotecas, ao contrário do Twitter da EBA,
privilegia a disponibilização de informações relativas à própria biblioteca e à
instituição à qual pertence. As informações mais comuns abordam o horário de
funcionamento, normas, eventos gerais da organização em que está inserida e
divulgação de novas aquisições.
Anda com o intuito de aperfeiçoar o acesso aos assuntos de nossa área, foram
pesquisados perfis de escolas, publicações, associações, professores, artistas,
alunos, autores e órgãos governamentais da área , ONGs, coletivos de arte, museus,
galerias de arte, companhias de teatro e de dança, estilistas, editoras, portais, blogs,
festivais e mostras de teatro, cinema e dança, seminários, encontros e congressos
da área. Observa-se que alguns assuntos tradicionalmente pouco representados nos
jornais e publicações impressas, como tipografia , gravura, cinema de animação e
artes digitais, contam com expressiva relevância em perfis do Twitter, sites, blogs e
publicações on-line . Nesse sentido, as fontes de informação digital utilizadas pelo
@bibliobelas abrangem não só a o universo de informações oferecidas pela coleção
física da biblioteca , como também supera a eficácia da pasta de recortes.
Faz-se importante ressaltar, ainda, que a natureza multimídia de tais fontes
oferece ao usuário uma experiência mais interativa e completa com estas, tendo-se
em vista as especificidades de áreas como cinema de animação e artes digitais,
que, por natureza, são mais ricas e eficazes em suportes que permitam a
visualização prática de sua teoria . Lembramos que, obviamente , a mídia impressa
não oferece ao usuário a possibilidade de acessar, visualizar e praticar técnicas de
animação ou, ainda , de criação de trilhas sonoras, entre outras.
Em relação à metodologia para as postagens do @bibliobelas utilizamos os
perfis da área de arte identificados e citados anteriormente como fonte de pesquisa
para identificação de possíveis conteúdos a serem postados em nosso perfil.
Outrossim, jornais locais e nacionais, bem como blogs e periódicos especializados
constituem-se em fontes de pesquisa acessadas diariamente para este mesmo fim .
Visando a postagem diária de links e conteúdos no @bibliobelas estabeleceu-se
a seguinte rotina para localização de conteúdos de interesse:
a. leitura dos tuites mais recentes em nossa timeline ;
b. leitura dos cadernos de arte e cultura de jornais locais e nacionais;
c. leitura do website da UFMG e da EBA/UFMG para identificação de eventos
institucionais;
d. leitura de blogs especializados e atualizados;
e. leitura de convites de eventos e exposições distribuídos a UFMG e na EBA;
f. leitura dos murais de aviso da EBA.

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Os critérios que norteiam a seleção dos conteúdos visam padronizar os posts no
sentido de abranger todas as graduações da EBA e realizar a postagem de, ao
menos, um link diário relacionado com as áreas de conhecimento de tais
graduações,
São eles:
Acesso: apenas conteúdos com acesso livre, ou seja, que não dependam de
assinatura são postados. Quando identificados conteúdos de interesse com acesso
restrito a assinantes buscamos localizar outras fontes de acesso livre que abordem o
mesmo assunto, permitindo, assim, amplo acesso dos seguidores do @bibliobelas
as postagens;
Atualização: apenas conteúdos recentes são postados, atentando-se,
especialmente, para eventos - lançamentos de livros, apresentação de espetáculos
de dança e peças teatrais, palestras, etc. - realizados no dia. Críticas de eventos
recentemente realizados são postadas por agregarem valor aos posts já realizados
sobre os mesmos;
Idioma: privilegiamos conteúdos em português, porém , quando identificados
assuntos de possível interesse em outros idiomas - inglês, espanhol - buscamos
identificar conteúdos em português que abordem tais assuntos;
Suporte: conteúdos que ilustrem teorias das áreas das graduações da EBA, tais
como vídeos, ilustrações, fotografias, animações, etc. - são privilegiados em relação
a conteúdos puramente textuais, uma vez que permitem aos usuários visualizar a
prática de tais teorias;
Ressaltamos que a metodologia aqui exposta não se encontra engessada. A
identificação de novos métodos e critérios que aperfeiçoem a localização e
disseminação de conteúdos serão avaliadas e aplicadas à metodologia ao longo de
tal experiência no Twitter.

6 Resultados parciais
Até o momento, nosso Twitler conta com 401 seguidores, o que poderia ser
considerada uma quantidade pequena dentro da comunidade de usuários da EBA,
constituída, atualmente, por cerca de 1000 pessoas, entre alunos, professores e
funcionários . Porém , como citado anteriormente, na Web 2.0 a comunidade de
usuários de um determinado serviço caracteriza-se como uma comunidade de
interesse, ou seja, reúne pessoas que compartilham interesses comuns, tendo ou
não tais pessoas vínculos locais, educacionais, pessoais ou organizações entre si. O
denominador comum dessas comunidades é o interesse em determinados assuntos
e suas formas de trabalho compartilhado.
A quantidade de retuites - mensagens postadas pelo @bibliobelas e replicadas
pelos seguidores do perfil aos seus próprios seguidores - varia diariamente, sendo
em média 15 retuites diários.
Consideramos os retuites recebidos como
demonstração de que as postagens abordam os interesses informacionais dos

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�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
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seguidores. Ressaltamos que os retuites agem como importante instrumento de
divulgação do perfil , uma vez que alcançam potenciais usuários do @bibliobelas.
A interação com os usuários dá-se, ainda , via mentions - ou seja , perguntas e
comentários direcionados especificamente ao perfil da biblioteca da EBA
antecedidos de @bibliobelas. As perguntas mais comuns são sobre o funcionamento
e localização da biblioteca e da EBA e, também , sobre a estrutura dos cursos
oferecidos pela Escola.
Diante disso, pode-se considerar que o objetivo do perfil - oferecer informações
na área de artes além do acervo físico e atuar como um novo canal de comunicação
com a comunidade usuária está sendo cumprido.

7 Conclusão
Nossa sociedade passou por diversas modificações nas mais diversas áreas:
econômicas, trabalhistas, sociais e comportamentais. A informação nunca esteve tão
abrangente e acessível quanto antes. Orientar e mediar pessoas por esse novo meio
é tarefa da biblioteca.
A proposta inicial do uso do Twitter na biblioteca de Belas Artes da UFMG era a
substituição do serviço da hemeroteca. O resultado até o presente momento é
satisfatório, uma vez que o perfil alcançou, até o momento, 401 seguidores,
recebendo retuites diários de suas postagens, além da dinamização do serviço, que
mesmo saiu das estantes e atingiu uma comunidade de interesses real. Os lautores
sobre artes têm no Twitter da biblioteca da EBA um agregador de informações
atualizadas em tempo real , com a vantagem de as informações já terem sido
filtradas por um bibliotecário. Um bom exemplo dessa vantagem é o uso do retuite
pelos seguidores/lautores do perfil , que, ao utilizarem esse recurso do Twitter,
aumentam o alcance das informações e assim multiplicam a utilização do serviço .
A adoção do Twitter está contribuindo para o processo de desterritorialização da
biblioteca. Segundo Castells (2003), a desterritorialização é uma marca da
sociedade pós-moderna , dominada pela mobilidade, pelos fluxos , pelo
desenraizamento e pelo hibridismo cultural. Esse processo faz com que a biblioteca
passe de verdade a atender às comunidades de interesse.
As bibliotecas estão lentamente caminhando para serem Bibliotecas 2.0. Não
são poucas as bibliotecas que se prendem a utilização das redes sociais às
demandas de marketing da biblioteca e de seus serviços. Não se pode ignorar as
inovações e possibilidades de trabalho que a Web 2.0 oferece; portanto, o trabalho
dos bibliotecários deve sempre ser pautado pelo conhecimento e participação em
novas ferramentas e, principalmente, criação de meios cada vez mais eficazes de
comunicação e interação com os usuários.

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�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>@BIBIOBELAS: a experiência da Biblioteca da Escolar de Belas Artes da UFMG no Twiter.</text>
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              <text>Fonseca, Sabrina Rodrigues; Magalhães, Carlos Henrique de</text>
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              <text>O presente trabalho mostra a criação do Twitter da Biblioteca de Belas Artes da UFMG que nasceu da necessidade de atender a demanda da hemeroteca que não estava sendo atendida no modelo tradicional. Incialmente, estabeleceu-se uma metodologia de estudo que avaliou o potencial do Twitter como uma ferramenta de trabalho nas bibliotecas, sendo sua inserção o inicio das atividades da Biblioteca 2.0 na biblioteca de Belas Artes. Traçam-se e avaliam-se os potencias de ações das bibliotecas nas redes sociais e descreve-se o surgimento de um novo tipo de usuário. Mostra-se como é feita a avaliação e seleção de informações para serem postadas no Twitter. Os resultados parciais apontam que o Twitter atende de forma satisfatória a necessidade da biblioteca e da comunidade, pois divulga e agrega informações para um público mais abrangente interessado nos assuntos tratados pelo perfil.</text>
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