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FERRAMENTAS COLABORATIVAS PARA MEDIAÇÃO DE
FONTES DE INFORMAÇÃO: AVALIAÇÃO SOBRE SEUS USOS EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS
Valéria Aparecida Moreira Novelli1, Wanda Aparecida Machado
HOffmanrf, Luciana de Souza Gracioso3
Mestre em Ciência , Tecnologia e Sociedade, UNESP/lnstituto de Química, Araraquara , São
Paulo
Pós-Doutora em Prospecção de Informação Tecnológica, Universidade Federal de São Carlos,
São Carlos , São Paulo
3 Doutora em Ciência da Informação, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São
Paulo
1

2

Resumo

o crescente desenvolvimento da internet, a proliferação na quantidade e tipologia de
fontes de informação eletrônicas disponíveis, a mudança no comportamento dos
usuários, o decréscimo no atendimento presencial impulsionam as bibliotecas
universitárias a trabalharem mais virtualmente e focadas no acesso à informação;
demandam a implementação de mecanismos para que os usuários identifiquem,
localizem e utilizem potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às
suas necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a
aplicação de ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de
fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em
bibliotecas universitárias. A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória , tendo
como método, a análise de conteúdo de websites de bibliotecas universitárias. A
amostra foi composta por 24 bibliotecas universitárias selecionadas de melhores
universidades internacionais e nacionais ("Webometrics Ranking of World's
Universities 2011 ", "World University Rankings 2011-2012" e "índice Geral de Cursos
- IGC 2009"). Constatou-se que as bibliotecas universitárias pesquisadas utilizam
ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente
das bases de dados bibliográficas, com menores índices percentuais de grande
parte das ferramentas nas bibliotecas nacionais. Conclui-se que o bibliotecário deve
analisar e discutir o potencial dessas ferramentas colaborativas, estabelecer
estratégias para sua gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de
cada biblioteca , e investir na sua função de mediador da informação, buscando o
diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para lhe interpretar os meios e formas
de acesso à informação, diálogo este que diferenciará e marcará a qualidade dos
serviços/produtos disponibilizados pela biblioteca.
Palavras-Chave: Bases de dados bibliográficas; Bibliotecas universitárias;
Ferramentas colaborativas; Fontes de informação; Mediação da informação.

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Abstract
The increasing development of internet, the proliferation in the amount and type of
electronic information sources available, the change in the behavior of users, the
decrease in contact hours drive university libraries to work virtually and more focused
on access to information; demand the implementation of mechanisms for users to
identify, locate and use information sources potentially more relevant to their
informational needs. The objectives are to investigate and identify the application of
collaborative tools to facilitate the mediation of information sources, especially of
bibliographic databases in academic libraries. The methodology used was
exploratory, with the method, content analysis of websites of university libraries. The
sample consisted of 24 university libraries selected for best international and national
universities ("Webometrics Ranking of World Universities 2011 's", "World University
Rankings 2011-2012" and "índice Geral de Cursos - IGC 2009"). It was found that
the university libraries surveyed use collaborative tools for mediation of information
sources, especially of bibliographic databases, with lower percentages of most of the
tools in national libraries. It is concluded that librarians should analyze and discuss
the potential of collaborative tools, establish strategies for their management and
implementation, taking into account the reality of each library, and invest in its role as
mediator of information seeking dialogue face and/or virtual with the user to you to
interpret the ways and means of access to information, dialogue and mark that will
differentiate the quality of services/products provided by the library.

Keywords: Bibliographic databases; University libraries; Collaborative tools;
Sources of information; Mediation of information .
1 Introdução
Através dos séculos, as bibliotecas tem sido o ponto focal das universidades,
com suas coleções impressas, preservando o conhecimento da humanidade.
Atualmente, o conhecimento está disponível em diferentes formatos, como texto,
gráfico, som, algoritmo, simulação da realidade virtual, distribuído em redes
computacionais, representado digitalmente e acessível a um número maior de
pessoas, além dos "muros" internos (CUNHA, 2000).
Assim, a essência das bibliotecas universitárias está em possibilitar acesso ao
conhecimento, o que contribuirá para que os alunos, os docentes e os
pesquisadores possam efetuar suas aprendizagens ao longo da vida (CUNHA,
2010), e levando-as a serem participantes, como mediadoras, na construção do
conhecimento.
Diante do desenvolvimento cada vez mais crescente da internet e da
proliferação na quantidade e tipologia de fontes de informação eletrônicas
disponíveis, as bibliotecas universitárias trabalharão mais virtualmente e focadas no
acesso à informação, considerando-se também a tendência do decréscimo no
atendimento presencial decorrente da intensa utilização das várias ferramentas
disponibilizadas pela web 2.0 (CUNHA, 2010).
Portanto, diante desse contexto, indaga-se, como os profissionais da
informação podem efetuar a mediação da informação?

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o problema apontado é como as bibliotecas universitárias podem criar novas
formas de mediação da informação para proporcionar orientação, autonomia e
estímulo de competências dos usuários em relação às fontes de informação, Como
justificativa tem-se que a grande facilidade de acesso à informação acarretou
mudanças significativas no comportamento dos usuários que estão cada vez mais
virtuais e independentes nas realizações de suas atividades de busca e uso da
informação, assim, esta realidade demanda que as bibliotecas implementem novos
mecanismos para que os usuários desenvolvam a habilidade de identificar, localizar
e utilizar potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às suas
necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a aplicação de
ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de fontes de
informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em bibliotecas
universitárias.
2 Revisão de Literatura
A atualização de novos conhecimentos é de fundamental importância para os
usuários das universidades desenvolverem suas atividades de ensino e pesquisa.
Para isto, torna-se necessário acompanhar a crescente produção científica mundial,
evitando-se a duplicação de esforços e gerando-se novos conhecimentos.
Esse acompanhamento no período anterior à internet, era geralmente
realizado através de fontes impressas ou fontes eletrônicas, de uso restrito local
àquelas instituições com condições de assiná-Ias ou adquiri-Ias, o que gerava
desigualdades e demora no acesso às informações e aos textos completos dos
documentos.
Com o advento da internet, a disponibilização das fontes de informação,
principalmente as bases de dados, periódicos, dissertações, teses, livros, etc. foi
facilitada, possibilitando o acesso equitativo e simultâneo da comunidade
acadêmica, ampliando-o além das bibliotecas, beneficiando os usuários na
localização e obtenção de informações e documentos de seus interesses.
A utilização eficaz e eficiente dessas fontes de informação, principalmente as
bases de dados bibliográficas, requer que os usuários as conheçam e saibam
manipulá-Ias adequadamente. Neste processo, torna-se fundamental o papel de
mediador do bibliotecário, no sentido de guiar, orientar e educar o usuário,
capacitando-o a se tornar autônomo para realizar estes acessos (ALVES; FAQUETI,
2002 ; MACEDO; MODESTO, 1999).
A internet, especialmente através de seu serviço web exerce a função de
facilitar e disseminar o acesso à informação (SANTOS; ANDRADE, 2010). A
primeira geração da web caracteriza-se pela disponibilização de grande quantidade
de informações, websites estáticos, visão do usuário como um simples receptor de
informações e ausência da possibilidade de interação (BLATTMANN ; SILVA, 2007 ;
VIEIRA; CARVALHO; LAZZARIN, 2008) . Com a evolução da web, houve a
descentralização, a criação de espaços cada vez mais ativos e participativos, com
os usuários podendo criar, selecionar e alterar conteúdos postados em websites
específicos através de plataformas abertas. Dessa forma , chega-se a uma nova
concepção de internet, denominada "Internet 2.0, Web 2.0 ou Web Social"
(BLATTMANN ; SILVA, 2007, p. 192). O surgimento, conceituação e popularização
do termo "web 2.0" ocorreram em 2004, graças a Tim O'Reilly e Dale Dougherty. A

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partir disso, inicia-se a discussão sobre a ideia da web ser mais dinâmica, interativa
e focada na colaboração dos usuários (BLATTMANN; SILVA, 2007 ; MANESS,
2007). Assim , evolui-se da concepção de recursos exclusivamente centrados em
leitura para ferramentas de leitura e escrita, com a possibilidade da contribuição
coletiva de ideias e produtos (RICHARDSON , 2006, p. 15 apud SANTOS;
ANDRADE, 2010).
A subutilização da web para mediação foi apontada por dois estudos
realizados em bibliotecas universitárias públicas (GOMES; SANTOS, 2009; GOMES;
PRUDÊNCIO; CONCEiÇÃO 2010) , nos quais sugerem-se que ela seja explorada
mais intensamente para as atividades de disseminação, acesso e uso da
informação, possibilitando atrair a atenção dos usuários reais e potenciais.
Assim, a web pode ser utilizada como ferramenta para o acesso à informação
como também para a disseminação de atividades, produtos/serviços das bibliotecas
universitárias (CUNHA, 2002). Ademais, proporcionar o desenvolvimento de
mecanismos que permitam a participação e contribuição dos usuários nos serviços
das bibliotecas, o que lhes propiciaria assumir uma postura mais pró-ativa em
relação às ações mediadoras da informação, atraindo os usuários potenciais para o
seu espaço e consequentemente aumentar o número de usuários reais que
explorem seus recursos, acessem e se apropriem de informações (GOMES ;
SANTOS, 2009).
Desse modo, o ambiente virtual das bibliotecas universitárias pode ser visto
como um meio favorecedor de ações mediadoras do acesso e apropriação da
informação, retratando um espaço que propicia a intensificação do processo de
comunicação entre os usuários e da biblioteca com os usuários (GOMES ;
PRUDÊNCIO; CONCEiÇÃO, 2010).
Nessa perspectiva , as bibliotecas universitárias poderiam divulgar mais
intensamente suas atividades, orientarem sobre recursos disponíveis e
estabelecerem um processo de comunicação mais efetivo, ágil e personalizado,
focado nas dúvidas individuais de seus usuários, levando-se em conta a ampliação
da satisfação dos usuários, independente de onde eles estejam.
Sendo assim, torna-se um desafio para as bibliotecas explorarem esse
universo para mediação, de forma a descobrirem as aplicações mais pertinentes a
cada realidade, pois além da tecnologia disponível, deve-se considerar também a
visão estratégica da instituição, as novas políticas de comunicação para os usuários
mais jovens, a capacidade de inovar ao planejar novos serviços e novas formas de
acolhimento dos usuários (SANTOS ; ANDRADE, 2010).

3 Materiais e Métodos
A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória , tendo como método, a
análise de conteúdo, com abordagem quantitativa e qualitativa, para coletar dados
específicos referentes à disponibilização de ferramentas colaborativas para
mediação de fontes de informação em websites de bibliotecas universitárias,
Nessa pesquisa , ferramentas colaborativas são definidas como instrumentos
disponibilizados pelas bibliotecas universitárias para fornecerem algum tipo de
informação relacionada às fontes de informação, especialmente as bases de dados
bibliográficas on-line, através dos quais os usuários podem interagir e colaborar. As
descrições dessas ferramentas estão ilustradas no Quadro 1.

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Quadro 1 - Definições das ferramentas colaborativas para mediação de fontes de
informação
Ferramentas colaborativas
810g para as bases

Chat
Feedback do usuário - Especifico

Redes sociais para bases de dados

RSS para bases de dados

Twilter

Definições
Página
contém
pequenos
organizados
que
textos,
atualizados
frequentemente ,
que
cronologicamente,
e
apresentem algum tipo de informação sobre as bases de dados
bibliográficas
Serviço que possibilita a comunicação pessoal , em tempo real ,
entre bibliotecário e usuário
Instrumento disponibilizado pela biblioteca para possibilitar a
interação do usuário (dúvidas, comentários, sugestões, críticas)
em assuntos relacionados especificamente as bases de dados
Participação da biblioteca em redes formadas por pessoas que
trocam informações entre si , onde especificamente apresentem
algum tipo de informação sobre as bases de dados bibliográficas
Tecnologia que permite aos usuários se inscreverem em itens
especificos do websile e receberem informações atualizadas
sobre bases de dados bibliográficas
Ferramenta que permite o envio aos usuários de textos curtos,
com até 140 caracteres, com informações referentes as bases de
dados bibliográficas

Fonte: Novelli (2012) adaptado de Cunha; Cavalcanti (2008); Reitz (2011); Santos; Ribeiro

(2003).

A amostra, não probabilística intencional, foi composta por 24 bibliotecas
universitárias selecionadas de melhores universidades internacionais (17 bibliotecas)
e nacionais (7 bibliotecas), através das listas de classificações: "Webometrics
Ranking of World's Universities 2011", "World University Rankings 2011-2012" e
"índice Geral de Cursos - IGC 2009".
As 17 bibliotecas internacionais investigadas foram das seguintes
universidades: University of Cape Town, University of Toronto, Massachusetts
Institute of Technology, California Institute of Technology, Universidad Nacional
Autónoma de México, Peking University, University of Tokyo, National Taiwan
University, Freie Universitat Berlin, Ludwig-Maximilians-Universitat München, Utrecht
University, Universitá di Bologna University of Cambridge, Swiss Federal Institute of
Technology Zurich , King Saud University, Australian National Universitye University
of Melbourne.
As 7 bibliotecas nacionais estudadas foram das universidades: Universidade
de Brasília, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal de Pernambuco,
Universidade Federal do Pará, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de
São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O instrumento desenvolvido para a coleta dos dados da pesquisa foi uma lista
de verificação e como complementação efetuou-se a gravação em Microsoft Word
das telas de cada um dos websites , referentes aos itens investigados.
Os dados dos websites foram coletados no período de 02 a 15/01/2012, em
seguida eles foram quantificados e tabulados através do cálculo de percentuais

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simples e médias baseadas sobre o número total de websites das bibliotecas
universitárias internacionais (17) e das bibliotecas universitárias nacionais (7),
separadamente, que continham as informações pré-estabelecidas na lista de
verificação.

4 Resultados Finais
De acordo com os dados coletados dos 24 websites de bibliotecas
universitárias (17 internacionais e 7 nacionais), considerados nessa pesquisa, as
ferramentas colaborativas para o processo de mediação de fontes de informação,
especialmente das bases de dados bibliográficas, foram quantificadas e analisadas
para identificação de como essas estão sendo aplicadas pelas bibliotecas.
Entre as 24 bibliotecas investigadas (Gráfico 1), são primeiramente adotadas:
Feedback específico (70%) pelas bibliotecas internacionais; Twitter (71 %) pelas
bibliotecas nacionais. A seguir estão RSS (59%) pelas bibliotecas internacionais,
onde parece existir uma cultura desta utilização, com mais da metade das
bibliotecas, ao contrário das bibliotecas nacionais que não o disponibilizam; Blog é
mais utilizado pelas bibliotecas nacionais (43%), talvez pela maior facilidade na
adoção; Redes sociais e Chat são implementados por poucas bibliotecas
internacionais (35%) . Nenhuma das bibliotecas brasileiras disponibilizam Chat,
provavelmente porque esta aplicação requer bibliotecário sempre presente para dar
suporte on-line aos usuários, e nem sempre há pessoal disponível para isto; bem
como talvez pelo desconhecimento da ferramenta , falta de suporte na área de
informática, e pelos princípios éticos advindos de sua institucionalização, suscitando
questões com aparatos legais.
Assim, as ferramentas Blog para bases de dados e Twitter são mais utilizadas
no Brasil que no exterior. Enquanto que Chat, RSS e o item Outra não são adotados
pelas bibliotecas nacionais, diferentemente das bibliotecas internacionais.

Gráfico 1 - Ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação

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Bibliotecas nacionais

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O

Blog

Chat

Feedback Redes sociais
específico

RSS

Twitter

Outra

Ferramentas colaborativas

Fonte: Novelli (2012).

A aplicação dessas ferramentas colaborativas é importante por elas
possibilitarem a interatividade do usuário, fator primordial no processo de mediação,
estendendo assim os limites dos serviços/produtos oferecidos pelas bibliotecas.
Constatou-se haver menores índices percentuais de implementação de grande parte
das ferramentas nas bibliotecas nacionais, em relação às bibliotecas internacionais,
o que é corroborado por dois estudos, de Gomes e Santos (2009) e de Gomes,
Prudêncio e Conceição (2010), nos quais a subutilização da web para mediação em
bibliotecas nacionais foi identificada.

5 Considerações Finais
As bibliotecas universitárias pesquisadas, de um modo geral, utilizam
ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente
das bases de dados bibliográficas. Constata-se que existe a aplicação dessas
opções, embora em índices percentuais não tão elevados, o que deve ser
considerado, pois as bibliotecas convivem atualmente com várias gerações de
usuários, desde os docentes mais velhos até os jovens alunos de 18 anos, com
características bem diferenciadas, comportamentos e necessidades informacionais
distintos.
Diante do panorama observado, compete ao bibliotecário analisar e discutir o
potencial dessas ferramentas colaborativas, e estabelecer estratégias para sua
gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de cada biblioteca , ou
seja, os recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis.
Assim, as bibliotecas devem oferecer, além dos serviços locais e tradicionais,
outros tipos de serviços que facilitem a vida do usuário, propiciando-lhe autosuficiência e interação, visto que muitos recursos informacionais estão disponíveis

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on-line. Portanto, o bibliotecário deve investir na sua função de mediador da
informação, buscando o diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para
interpretar-lhe os meios e formas de acesso à informação, diálogo este que
diferenciará e marcará a qualidade dos serviços/produtos disponibilizados pela
biblioteca.
6 Referências
ALVES, M. B, M,; FAQUETI , M. F. Mudanças no serviço de referência , em
bibliotecas universitárias, sob o impacto das novas tecnologias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12.,2002, Recife. Anais ...
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                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação: avaliação sobre seus usos em Bibliotecas Universitárias Nacionais e Internacionais.</text>
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              <text>O crescente desenvolvimento da internet, a proliferação na quantidade e tipologia de fontes de informação eletrônicas disponíveis, a mudança no comportamento dos usuários, o decréscimo no atendimento presencial impulsionam as bibliotecas universitárias a trabalharem mais virtualmente e focadas no acesso à informação; demandam a implementação de mecanismos para que os usuários identifiquem, localizem e utilizem potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às suas necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a aplicação de ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em bibliotecas universitárias. A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória, tendo como método, a análise de conteúdo de websites de bibliotecas universitárias. A amostra foi composta por 24 bibliotecas universitárias selecionadas de melhores universidades internacionais e nacionais (“Webometrics Ranking of World’s Universities 2011”, “World University Rankings 2011-2012” e “Índice Geral de Cursos - IGC 2009”). Constatou-se que as bibliotecas universitárias pesquisadas utilizam ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, com menores índices percentuais de grande parte das ferramentas nas bibliotecas nacionais. Conclui-se que o bibliotecário deve analisar e discutir o potencial dessas ferramentas colaborativas, estabelecer estratégias para sua gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de cada biblioteca, e investir na sua função de mediador da informação, buscando o diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para lhe interpretar os meios e formas de acesso à informação, diálogo este que diferenciará e marcará a qualidade dos serviços/produtos disponibilizados pela biblioteca.</text>
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