<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5971" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5971?output=omeka-xml" accessDate="2026-03-08T22:23:17-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5035">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5971/SNBU2012_110.pdf</src>
      <authentication>1504f754f5c4aaa373b5b0a0085054f7</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="63617">
                  <text>Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
i

St!n.w;o

~

IUoonaI d~

=
IiW!ot_
~ u.... .rl:iln.

Trabalho completo

RECOMENDAÇÕES DE ACESSIBILIDADE DA IFLA/UNESCO
PARA DEFICIENTES VISUAIS: O CASO DA BIBLIOTECA
JUAREZ DA GAMA BATISTA

Raquel Veloso da Costa', Gustavo César Nogueira da Costa',
Geysa Flávia Câmara de Lima Nascimento2
1Bacharel em Biblioteconomia, UFPB, João Pessoa , PB
2Mestre em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa, PB

Resumo

o

estudo tem como objetivo principal analisar os serviços oferecidos pela
Biblioteca Juarez da Gama Batista aos portadores de deficiência visual ,
verificando se esses serviços são desenvolvidos a partir das recomendações
da IFLA/UNESCO. Seu referencial teórico busca concatenar informações a
respeito da Biblioteca pública universitária ou não, Acessibilidade, Deficiência
Visual , inclusão e recursos para acesso á informação por invisuais. Para esse
último, são elencadas as principais tecnologias assistivas utilizadas atualmente.
A metodologia utilizada é a qualitativa, que tem como instrumento de pesquisa
a entrevista semi-estruturada e, foi aplicada com os gestores da Biblioteca em
estudo. A pesquisa constata que, o processo de inclusão no ambiente da
Biblioteca Juarez da Gama Batista, é pouco favorável aos deficientes visuais,
pois não existem serviços específicos para esses usuários, nem ferramentas,
suportes que facilitem o acesso a informação.

Palavras-Chave:
Acessibilidade ; Deficiente visual; IFLA/UNESCO-Manifesto; Biblioteca Pública ;
Tecnologias Assistivas.
Abstract
The study aims to analyze the main services offered by the Library Juarez
Batista da Gama to the blind , making sure that these services are developed
from the recommendations of the IFLA/UNESCO. Its approach seeks to
concatenate information about the Public Library, Accessibility, Visual
Impairment, and resources to include access to information by the blind. For the
latter, are listed the main assistive technologies used today. The methodology
used is qualitative, which is a research tool and semi-structured interview was
applied to the managers of the Library in the study. The report notes that the
process of inclusion in the library environment Juarez Batista da Gama, is
unfavorable to the visually impaired, because there are no specific services for
these users, or tools, supports that facilitate access to information.

1288

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

Keywords:
Accessibility; Visually Impaired ; IFLA / UNESCO Assistive Technologies.

Manifest; Public

Library;

1 Introdução
A construção de identidade das pessoas deficientes visuais na realidade
da sociedade do conhecimento tem sido considerada um valor antes
impensado, Esses sujeitos recebem do ponto de vista social , algum respeito às
suas individualidades. As políticas públicas começam a dá espaço a eles,
reconhecidos como Portadores de Necessidade Especiais, Assim, é possível
perceber que as mudanças nas sociedades humanas ocorrem e que, à medida
que pessoas que compõem estas sociedade também se modificam , gera-se
uma relação dialética entre mudanças individuais e sociais. Uma influencia
outra . Concomitantemente, mudam as pessoas e muda a configuração social :
mudam as tecnologias.
Tendo em vista as necessidades informacionais por parte de indivíduos
invisuais (deficiente visual) e a possibilidade do uso de tecnologias de
informação e comunicação, ferramentas mediadoras do acesso, que
potencializam os diferentes suportes de sistemas de escrita e leitura, existe um
conjunto de políticas que garantem os direitos dessas pessoas, incluindo-se o
direito ao acesso à informação por meio dos serviços e produtos de bibliotecas
públicas.
Podemos justificar a escolha do tema pela pluralidade de assuntos
possíveis na área, a partir de uma inferência que nos permitimos fazer no
momento, qual seja: o atual estágio em que se encontra a Humanidade é
conhecido como Era da informação. Esta passa a ser o capital mais importante,
conhecer é ter poder. Mas a quantidade de informação produzida atualmente é
tanta que se torna impossível absorvê-Ia toda . O que precisamos, na verdade,
é saber localizá-Ia, sintetizá-Ia e utilizá-Ia de forma inteligente. Torna-se então,
imprescindível que qualquer sujeito, seja ele deficiente ou não, tenha acesso
aos recursos informacionais e computacionais.
Gerir informação requer, ainda, uma cultura participativa e colaborativa, o
comprometimento de cada indivíduo no processo, a partilha de ações e
responsabilidades.
Face, ao exposto, a Biblioteca Pública deve empenhar-se para não ser
apenas depósito de livros, mas interagir com a sociedade por meio das áreas
de informação, cultura, lazer e educação, cujos serviços devem ser oferecidos
a um público-alvo com características bem diversas. É por atender a um
público tão diversificado que as bibliotecas públicas assumem um caráter de
agente democrático.
Diante do quadro exposto, visando a contribuir com uma sistematização
das leis, decretos, resoluções , etc. que tratam da garantia de acesso à
informação aos deficientes visuais, a presente pesquisa delineou os seguintes
objetivos:
Analisar os serviços oferecidos pela Biblioteca Juarez da Gama Batista JGB, na cidade de João Pessoa/PB, tomando por foco o processo de

1289

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

disponibilização de informações e serviços especializados aos portadores de
deficiência visual , verificando se esses serviços são desenvolvidos a partir das
recomendações da IFLA/UNESCO.

2 Revisão de Literatura
Na literatura especializada a biblioteca é vista como uma instituição, um
instrumento socializador e que tem como objetivo principal atender as
necessidades informacionais da comunidade em que está inserida e ainda tem
a função educacional e social como também o importante papel de
transformação do ser humano,
Ferreira (1980 , p.5) coloca que
A biblioteca é um dos instrumentos essenciais ao processo
ensino/aprendizagem . Em nossos dias não se pode mesmo conceber
ensino sem utilização de bibliotecas, as quais, além de possibilitarem
acesso à informação, têm um papel da maior relevância, enquanto
favorecem o desenvolvimento de potenciais, capacitado pessoas a
formarem suas próprias idéias e tomarem suas próprias decisões.

Miranda (1978) vê a biblioteca como "um fenômeno histórico em regime
de mútua e permanente influência (interação) com o meio-ambiente [... l".
Sendo assim "a biblioteca é, [ ... ] uma célula viva, única".
O manifesto da IFLAlUNESCO (2006) define biblioteca pública como
Porta de acesso local ao conhecimento - fornece as condições
bàsicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de
decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos
indivíduos e dos grupos sociais .

E ainda que "a biblioteca pública é o centro local de informação,
tornando prontamente acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a
informação de todos os gêneros"(IFLA/UNESCO, 2006) .
Segundo IFLA/UNESCO (2006) todas as pessoas têm que encontrar as
informações nos formatos ideais para as suas necessidades. O acervo e os
serviços devem estar em todos os tipos de suportes e a na mais recente
tecnologia . E que sejam adequadas às necessidades e condições locais.
Dessa forma diminuindo as barreiras enfrentadas por pessoas em situação de
deficiência, promovendo a possibilidade de evolução de seus conhecimentos,
com vistas a atender as necessidades informacionais, promovendo também
cidadania.
A missão de uma biblioteca pública, seja ela universitária ou não, deve
ser voltada para comunidade em que está inserida. O manifesto da
IFLA/UNESCO (2006) para bibliotecas públicas indica pontos essenciais que
devem compor as missões das bibliotecas públicas, universitárias, escolares,
os quais são apresentados abaixo
a)

Criar e fortalecer os hábitos de leitura nas crianças, desde a
primeira infância;

1290

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

b) Apoiar a educação individual e a auto-formação, assim como a
educação formal a todos os níveis;
c) Assegurar a cada pessoa os meios para evoluir de forma criativa ;
d) Estimular a imaginação e criatividade das crianças e dos jovens;
e) Promover o conhecimento sobre a herança cultural , o apreço
pelas artes e pelas realizações e inovações científicas ;
f) Possibilitar o acesso a todas as formas de expressão cultural das
artes do espetáculo;
g) Fomentar o diálogo intercultural e a diversidade cultural;
h) Apoiar a tradição oral ;
i) Assegurar o acesso dos cidadãos a todos os tipos de informação
da comunidade local;
j) Proporcionar serviços de informação adequados às empresas
locais, associações e grupos de interesse ;
k) Facilitar o desenvolvimento da capacidade de utilizar a informação
e a informática;
I) Apoiar, participar e, se necessário, criar programas e atividades de
alfabetização para os diferentes grupos etários ,

A biblioteca pública tem grande importância, pois muitas vezes ela é o
meio que as pessoas utilizam para seu desenvolvimento intelectual e
social. Quando é bem estruturada e, os gestores estão atentos para
desenvolver todas as atividades que nelas podem ser expostas para a
comunidade, ela possivelmente tornará uma criança em um adulto bem
informado, e este, será capaz de tomar as suas próprias decisões,
As bibliotecas públicas devem disponibilizar a informação em um acervo
diversificado, uma vez que existem diversas formas de se obter uma
determinada informação, esteja ela em um jornal, ou em um livro, Sendo assim
atrai usuários, e supri suas necessidades. Esse acervo deve atender também,
pessoas em situação de deficiência, pois é através dele que muitos saem da
solidão, e buscam fazer parte da sociedade, por meio dos estudos.
Nesse contexto de usuários em situação de deficiência, surge o termo
biblioteca acessível , que Pupo (2006) define como sendo
UnlCO

[.,,] um espaço que permite a presença e proveito de todos , e está
preparada para acolher a maior variedade de público possível para as
suas atividades, com instalações adequadas às diferentes
necessidades e em conformidade com as diferenças físicas ,
antropométricas e sensoriais da população, Assim , junto com a
acessibilidade digital, tecnologias assistivas e uma correta
organização e sensibilização dos funcionários , a acessibilidade física
- urbana, arquitetônica e de produtos - representa um dos pilares
centrais no planejamento de uma biblioteca acessível ,[.,,],

Assim, percebemos que a expressão designa não apenas uma biblioteca
acessível a deficientes visuais, mas que também propicie acesso a pessoas em
situação de deficiência como um todo. Lira (2007) aponta que as Nações
Unidas estão adotando Políticas e incluindo em seus documentos, as
oportunidades sejam iguais, tanto para pessoas com deficiências, quanto para
idosos, Ainda segunda a Organização das Nações Unidas - ONU, indica que o
Estado deve propiciar o acesso de forma universal à informação e aos serviços
para todos os cidadãos, através da disponibilidade de instrumentos específicos,

1291

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

No Brasil , o decreto federal 5.296 de 02/12/2004 define acessibilidade
como condição para utilização, com segurança e autonomia , total ou
assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das
edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e
meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de
deficiência ou com mobilidade reduzida (LIRA, 2007) .

Nessa definição percebe-se, o quanto a acessibilidade significa na vida
de pessoas que necessitam dela para realizar atividades do cotidiano, diferente
de pessoas que não possuem um determinado tipo de deficiência. Seja na
convivência doméstica, na rua , nas escolas, universidades, local de trabalho ,
centros culturais entre outros, a acessibilidade é fundamental , para que
tenhamos uma sociedade onde todos os cidadãos tenham suas necessidades
atendidas, tornando o mundo um lugar igualitário.
Segundo Lira (2007) o decreto federal 5,296 de 2 de Dezembro de 2004
diz que é obrigatório no prazo de um ano, contando da data de publicação, os
portais e sítios públicos brasileiros da rede mundial de computadores (Internet) ,
garantir o acesso livre das informações disponíveis para pessoas com
deficiência visual. Sendo que seu artigo 24 cita que Instituições de ensino, em
qualquer nível , públicas ou privadas, devem atender requisitos de
acessibilidade à pessoas em situação de deficiência, onde cita-se a biblioteca .
Entendendo que as bibliotecas públicas estão diretamente ligadas ao processo
educacional e ao ensino público, entende-se que ela também deve atender aos
requisitos e prazos estabelecidos no decreto.
A Associação dos Portadores de Necessidades Especiais Nova Odessa
- SP recomenda os quatro pontos a serem seguidos por bibliotecas que
desejam ser acessíveis:
a) Escaner para leitura de livros e publicações em geral , com emissão
imediata de voz e possibilidade de gravação em áudio ou em
diferentes formatos. Dispõe de OCR (sigla em inglês para
reconhecimento de caractere óptico) e quando acoplado ao
computador, permite também a ampliação das fontes do texto
escaneado. Ideal para pessoas cegas, idosas, disléxicas e até
iletradas, que poderão ouvir textos emitidos por voz agradável ,
com controle de velocidade e recursos como a soletração das
palavras, ou ainda daquelas com baixa visão, que poderão ampliar
os caracteres na tela do computador.
b) Linha Braille, que consiste em uma régua perfurada por pequenos
pinos que, quando levantados, formam um texto em braille a partir
da sua conexão ao computador ou ao escâner. Destinada às
pessoas que preferem o Braille (cerca de 10% das pessoas cegas)
ou surdocegos, que não tem outra opção de leitura além do
Braille.
c) Software leitor de tela para computador. Permite a audição de
todos os textos contidos em formato digital incluindo Internet,
arquivos de texto e planilhas, desde que não tenham sido
gravados em "formatos fotográficos". Há no mercado até softwares
gratuitos, mas sem tantos recursos.
d) Ampliador de Imagem , dispondo de diversos recursos para que
uma pessoa com baixa visão possa ler os textos .

As unidades de informação, em especial seus gestores, devem ter
conhecimento dessas leis e decretos para melhor planejar e preparar suas

1292

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_=........_...
=::~

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

unidades para atender usuários com deficiência visual, pois é através desses
equipamentos, suportes, e instalações adequadas, que eles poderão adquirir
conhecimento, auxiliando-os de forma substancial na formação de cidadãos.

2.1 Tecnologia Assistiva para Deficiente Visual
Desde a invenção da escrita Braille em 1824, nada teve tanto impacto
nos programa de educação, reabilitação e habilidades profissionalizantes
quanto ao recente desenvolvimento da tecnologia para deficientes visuais.
A velocidade com que as tecnologias vêm avançando nas últimas
décadas, é perceptível há todo momento em nossas vidas e, tem avançado
também no sentido de atender as necessidades específicas das pessoas com
deficiência, fazendo com que seja possível o aprendizado e o desenvolvimento.
Essas opções tecnológicas desenvolvidas para pessoas em situação de
deficiência são chamadas de Tecnologias Assistivas - Ta's, que Cook e
Hussey (1995 apud PEREIRA, 2010, p. 5), define como "uma ampla gama de
equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas aplicadas para
minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com
deficiências".
No hall desses avanços incluem-se os softwares para computadores que
tem trazido inúmeras facilidades de acesso à informação para os deficientes
visuais. Nesse contexto, muitos programas tem sido criados como instrumentos
auxiliares nas atividades de acesso à informação, entre os quais destacamos:
Dosvox, Virtual Vision e Jaws , que poderão ser adquiridos por bibliotecas e
centros de informação e documentação, colaborando com o trabalho do
profissional bibliotecário. Citamos ainda, o recurso de ampliação que pode ser
utilizado por pessoas acometidas pela baixa visão, que também sofrem com a
falta de adaptações e/ou existência de materiais informacionais voltados para
tal necessidade.
O Dosvox foi desenvolvido pelo Núcleo de computação eletrônica da
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ é
destinado a auxiliar os deficientes visuais a usar o computador,
executando tarefas como edição de textos (com impressão
comum ou Braille) leitura/audição de textos anteriormente
transcritos, utilização de ferramentas de produtividade faladas
(calculadora, agenda, etc), além de diversos jogos. O sistema
fala através de um sintetizador de som de baixo custo, que é
acoplado a um microcomputador tipo IBM-PC (BORGES,
2009) .

Assim, percebemos que o Dosvox é um sistema e não simplesmente um
programa , funcionando em paralelo ao sistema operacional instalado no
computador em que esteja sendo executado, ou seja, todas as suas funções
são independentes das funções do sistema operacional instalado originalmente
na máquina
De acordo com Borges (2009) o sucesso do DOSVOX está no seu
a) custo muito baixo - o sistema foi industrializado e hoje é
vendido por menos de 100 dólares;

1293

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

b) a tecnologia de produção é muito simples, e viável para as
indústrias nacionais;
c) o sistema fala e lê em português;
d) o diálogo homem-máquina é feito de forma simples,
removendo-se ao máximo os jargões do "computês";
e) o sistema obedece às restrições e características da
maioria das pessoas cegas leigas;
f) o sistema utiliza padrões internacionais de computação , e
assim, o DOSVOX pode ser lido e pode ler dados e textos
gerados por programas e sistemas de uso comum em
informática.

Com esses pontos, o sistema DOSVOX se torna acessível para as
pessoas com deficiência visual, possibilitando assim o manuseio de
computadores, seja para uso doméstico, profissional, acadêmico ou qualquer
outra necessidade apresentada, assim se apresenta como uma opção viável e
possível de utilização em bibliotecas já que é de fácil instalação e utilização.
Por seguir padrões internacionais de computação, ele pode ser utilizado em
todos oS sistemas operacionais de uso comum na informática, o que facilita a
padronização de programas e no seu processo de fabricação .
Outra opção de recurso aplicado à informática para deficientes visuais é
o Virtual Vision , Sonza e Santarosa (2011) apresentam o software indicando
que
É uma aplicação da tecnologia de síntese de voz, um "leitor de telas"
capaz de informar aos usuários quais os controles (botão , lista,
menu ,... ) estão ativos em determinado momento. Pode ser utilizado
inclusive para navegar na Internet. Segundo informações de seu
fabricante, o Virtual Vision é atualmente acessado por
aproximadamente 4.500 pessoas .

Este software difere do Dosvox por ser um programa que aplica suas
funções junto a elementos comuns dos computadores que utilizam o sistema
operacional Windows, pois se trata de um leitor de tela.
Leitores de tela são sistemas que capturam os dados textuais
diretamente da memória de vídeo do computador, podendo trabalhar
com uma grande variedade de aplicações (PORTO , 2001 apud
SOUZA, 2008, p. 46) .

Assim oS leitores de tela são programas que auxiliam oS deficientes
visuais com programas de computador. Passando o conteúdo que está na tela
em voz sintetizada , tanto para as pessoas cegas quando as de baixa visão,
que tenham dificuldades no acesso a informação. Existem no mercado muitos
leitores de tela , contudo seu custo é sempre elevado, por normalmente se
tratar de programas importados, ou seja, sofrem adições ao seu valor como
impostos e ajustes cambiais.
Dentre as principais características do virtual Vision, Sonza e Santa rosa
(2011) destacam
Pronuncia as palavras digitadas letra por letra, palavra por palavra ,
linha por linha, parágrafo por parágrafo ou todo o texto . O próprio

1294

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

usuário pode determinar suas preferências . Ao teclar a barra de
espaço, o software lê a palavra inteira digitada;
[... ]
Permite o rastreamento do mouse ou, em outras palavras, digitaliza o
que está em baixo do cursor do mouse em movimento (pode-se ligar
e desligar esta opção);
[... ]
Seu sintetizador de voz é muito bom , além de ser, é claro, em
português.
[... ]
Permite a fácil localização do cursor na tela através de teclas de
atalho;
[... ]
Pronuncia detalhes sobre a fonte de texto (nome, tamanho, cor,
estilo, etc.), bem como as mensagens emitidas pelos aplicativos ;
[... ]
Através de uma impressora Braille e um software como o Braille
Creator o usuário pode imprimir qualquer página da internet, de
documentos, de e-mail , etc ;
Através do Virtual Vision, é possível digitalizar um texto para posterior
impressão em braille, desde que o scanner utilizado possua o
programa OCR ;
[... ]
Permite a leitura de páginas da Internet citando, inclusive, os links
para outras páginas, embora não seja tão eficiente em sites com
frames e tabelas.

Uma das grandes diferenças entre o Dosvox e Virtual Vision , está na sua
disponibilização, pois o Dosvox pode ser adquirido gratuitamente por download
no websife do núcleo de computação gráfica da UFRJ, enquanto o Virtual
Vision é comercializado, contudo uma instituição financeira particular o
disponibiliza de forma gratuita para seus correntistas com versões para
Windows XP, NT e 2000.
O Virtual Vision também atende de forma aparentemente satisfatória as
necessidades de pessoas com baixa visão e sendo difícil de ser usado por
pessoas com cegueira total , como fala Borges (2009)
O Virtual Vision é muito bem aceito por pessoas com vlsao
subnormal , mas é bem mais difícil de ser usado por pessoas com
cegueira total (em particular aquelas com baixa cultura
computacional) , especialmente porque é necessário se ter um
conhecimento bem razoável das teclas de atalho (que substituem o
mouse) e da organização das informações (bidimensionais) na tela
para poder usar um leitor de telas.

Outro software bastante utilizado pelas pessoas com deficiência visual
no Brasil é o Jaws, que Sonza e Santa rosa (2011) apresentam como sendo um
um leitor de telas que permite facilmente o acesso ao computador a
pessoas cegas ou amblíopes . Com o Jaws, qualquer usuário
deficiente visual pode trabalhar tão ou mais rapidamente do que uma
pessoa que veja normalmente, utilizando teclas de atalho. Estima-se
que atualmente a quantidade de usuários deste programa esteja em
torno de 50 .000, espalhados por vários países.

1295

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

o Jaws é um programa leitor de tela, que facilita o manuseio de
computadores para que se tenha acesso às informações, desenvolvido para as
pessoas com deficiência visual , semelhante ao virtual vision
Com o Jaws, é possível acessar programas com um simulador de
mouse, no teclado, o que não é fácil com outros programas leitores de tela .
A disponibilização do Dosvox, Virtual Vision e do Jaws para download
via Internet, por incrível que pareça, não facilita seu acesso aos deficientes
visuais em vista de que o acesso à Internet no Brasil ainda é pouco difundida
entre os deficientes visuais como também a pouca ou quase inexistência de
pontos de acesso à Internet que estejam preparados com algum tipo de
software que permita a navegação na web para estes.
Esta constatação se dá com base na observação e na vivencia de uso
de pontos de acesso público, sejam gratuitos como em bibliotecas públicas, ou
em pontos de acesso privado como as chamadas lan houses.
Além das pessoas que não possuem a visão, existe ainda outro tipo de
deficiente visual , as pessoas acometidas pela baixa visão, que também sofrem
com a falta de adaptações e/ou existência de materiais informacionais voltados
para tal necessidade (TORRES; MAZZONI; MELLO, 2007).
A possibilidade de ampliação dos textos impressos é uma das principais
alternativas para suprir a necessidade de acesso a esse tipo de material por
pessoas que tenham baixa visão . Outra alternativa, que se apresenta por
algumas vezes e, a mais prática , dependendo do grau de baixa visão que a
pessoa apresente, é o uso da lupa manual como alternativa para ampliação no
ato da leitura, Existem ainda as chamadas lupas eletrõnicas, que funcionam
dentro da mesma ideia de uma câmera fotográfica digital. Contudo a exibição é
ampliada, em vista da proximidade em que a lente se encontra do text%bjeto
em que esteja sendo utilizada para ampliar a imagem. Este, como a grande
maioria dos produtos de tecnologia assistiva, também não é fabricado no
Brasil , sendo assim de difícil aquisição.
No caso do uso de computadores existem ainda softwares que fazem
com que as imagens sejam ampliadas na tela , e ainda opções próprias dos
sistemas operacionais, a exemplo da função Lente de Aumento do Windows,
que possui este recurso em todas as suas versões desde a versão XP .
Outro recurso que vem sendo notadamente útil às pessoas com baixa
visão, no tocante ao uso dos navegadores de Internet são os comandos de
ampliação, presentes nos principais browsers, como o Internet Explorer, Fire
Fox e Google Chrome. Os comandos são:
Para ampliar: Pressionar a tecla control (CTRL) e segurar, em seguida
pressionar a tecla + (sinal de adição) . Quantas vezes o sinal de adição for
pressionado mais a imagem em exibição no browser será ampliada;
Para diminuir: Pressionar a tecla control (CTRL) e segurar, em seguida
pressionar a tecla - (ífem ou menos). Quantas vezes o sinal de ífem for
pressionado mais a imagem em exibição no browser será diminuirá;
Para retornar à posição inicial de exibição do browser: Pressionar a tecla
control (CTRL) e segurar, em seguida pressionar a tecla O (zero).
Essas informações são extremamente úteis aos bibliotecários e a todos
que trabalhem em bibliotecas, em especial as equipes de bibliotecas públicas,
pois é nestas em que a possibilidade de usuários deficientes e provavelmente
com pouco conhecimento dos recursos padrões dos softwares correntes como

1296

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

ainda possível o desconhecimento da existência dos softwares específicos que
o auxiliem a ter independência na utilização dos recursos de informáticas
disponíveis,
A IFLA aponta que esses exemplos de solução que incluem software
para leitura de tela , software de ampliação da fonte na tela , display atualizável
ou perceptível ao tato de Braille devem se fazer presentes nas bibliotecas
públicas (IFLA, 2009) em vista de seu caráter sócio/inclusivo. Com o uso das
TA's, e a criação de softwares facilitam tanto o acesso a informação, como
consequentemente ajuda no processo de aprendizagem e nos momentos de
laser da pessoa em situação de deficiência.
Almeida et ai (2011) cita dois softwares que foram desenvolvidos para as
pessoas com baixa visão "Softwares conhecidos como "tecnologias
específicas" que englobam ampliadores de telas como o Magic da Freedom
Scientific e o LentePro para usuários de baixa visão". Outros softwares que
podem ajudar as pessoas com baixa visão, nesse caso os ampliadores que
ajudam essas a visualizar os elementos gráficos e textuais apresentados como
a Lente Pro do NCE/UFRJ e o Zoom da Ai Squared ; entre outros, além de
equipamentos como impressora Braille e lupa eletrônica de ampliação
(ALMEIDA et ai, 2011) ,
Apesar de toda a tecnologia voltada para atender as pessoas com
deficiência, nem sempre essas tecnologias são aceitas por essas pessoas.
Pelo fato de não aceitarem essa situação em que se encontram
consequentemente as pessoas com deficiência não querem fazer uso de
tecnologias no seu dia a dia, Isso pode ocorrer também , por não saberem
manusear essas tecnologias ou por vergonha de necessitar aprender.

3 Materiais e Métodos
Quanto aos objetivos propostos, esta pesquisa se caracteriza como
exploratória cuja finalidade consiste em "[... ) levantar informações sobre um
determinado objeto, delimitando assim um campo de trabalho, mapeando as
condições de manifestação desse objeto." (SEVERINO, 2007. p. 123).
A abordagem aplicada é de cunho quali-quantitativa, em função de
responder as perguntas "o que, como, em que circunstâncias diferentes variam
e por quê?". Queremos conhecer se a biblioteca segue as recomendações da
IFLA/UNESCO para Bibliotecas Públicas, visando à disponibilização de
serviços, acervo e suportes para pessoas em situação de deficiência visual.
O universo da pesquisa constituiu-se de 4 (quatro) bibliotecários, dos
quais 1(um) é o gestor e sujeito do nosso estudo.
Optou-se por utilizar enquanto técnica de abordagem, a entrevista semiestruturada aberta e o questionário.

4 Análise dos dados
Para preservar o anonimato dos entrevistados estes foram identificados
apenas pela consoante 'B' e números. Este cuidado ajuda o processo de
interpretação e análise dos dados.

1297

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

Inicialmente, para ancorar a formulação dos objetivos norteadores do
estudo, buscou-se conhecer quais os serviços oferecidos pela Biblioteca
Juarez da Gama Batista.
De acordo com a entrevista realizada com B1 , obtivemos os seguintes
resultados:
"O processo de aquisição é feito unicamente por meio de doações e,
o acervo em Braille também é composto por obras doadas, contudo
há um canal "doador" específico, a Secretaria de Cultura e este
acervo não é passivo de empréstimo domiciliar. A Biblioteca não
oferece o serviço de transcrição de obras impressas em tinta para o
Braille e atualmente estão funcionando os setores de referência,
empréstimo, processos técnicos e Internet. A missão institucional da
Biblioteca , ainda encontra-se em construção e o processo de
formação e desenvolvimento de coleções inexiste."

Diante da representação sobre os serviços e produtos oferecidos pela
biblioteca JGB, percebe-se que as doações feitas pela Secretaria de Cultura
que abastecem o acervo em Braille, endossam o que discutimos no referencial
teórico a respeito do alto valor das obras transcritas para o sistema Braille.
Logo, inexistindo doações feitas por pessoas físicas ou outros
Órgãos/Instituições, impedindo que estas obras sejam emprestadas,
possivelmente visando sua conservação.
O fato da biblioteca não oferecer o serviço de transcrição é um ponto
negativo quanto à oferta de serviços informacionais aos deficientes visuais,
pois sem esse serviço os usuários que utilizam o Braille como forma de leitura,
ficam totalmente dependentes das únicas obras que foram doadas ao acervo
da biblioteca JGB e, ainda ficam impossibilitados de terem acesso aos
conteúdos das obras em tinta que existem no acervo.
O fato da Missão da biblioteca JGB não estar concluída, foi algo que
chamou atenção durante a análise dos dados, pois se trata de um documento
que norteia os serviços e os processos de uma biblioteca, embora exista um
roteiro de atividades que são seguidos na biblioteca .
Uma grande surpresa é a inexistência de uma definição no processo de
formação e desenvolvimento de coleções, uma vez que visa à atualização e
ampliação do acervo como ainda sua conservação. Acreditamos que esse
aspecto apresenta uma urgência eminente , merecendo uma atenção especial
por parte da Biblioteca.
Ao perguntarmos sobre o acervo Braille da biblioteca JGB, B1 informa
que:
"Não existe o empréstimo das obras , pois os poucos exemplares da
coleção foram doados e não há profissionais qualificados para o
Setor de Braille."

A IFLA/UNESCO recomenda que serviços e materiais devam estar à
disposição para todas as pessoas, mesmo aquelas que não possam utilizar os
serviços e materiais convencionais, inclusive os deficientes.
Ao perguntarmos quais serviços são oferecidos pela biblioteca JGB
obtivemos as seguintes respostas:

1298

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

"Não existem serviços direcionados a esse público específico.
Não existe nem registro de usuários deficientes visuais que
utilizem esse acervo" (B1)
"Existe a consulta ao acervo Braille" (B2)
"O usuário tem o acervo disponibilizado para consulta" (B4)

Podemos verificar que o resultado dessa questão revela que a Biblioteca
JGB segue, parcialmente, o que a IFLA/UNESCO recomenda a respeito da
oferta de acervo que ofereça suporte para o acesso às informações por
pessoas deficientes visuais, mesmo sendo esse o único serviço destinado aos
usuários com esse tipo de deficiência .
Com a existência do serviço, procurou-se saber se a equipe que atua na
biblioteca possui alguma preparação específica para atender os usuários com
deficiência visual, onde foi unânime as respostas afirmando que não existe
nenhum tipo de capacitação voltada para essa temática . Assim , percebemos
uma contradição nas práticas da biblioteca, pois afirma possuir serviço
específico para pessoas deficientes visuais, contudo não dispõe de nenhum
profissional habilitado para atuar junto ao serviço.
Na questão sobre transcrição de materiais impressos em tinta para
suportes que possibilitem sua utilização por deficientes visuais, obtivemos um
percentual de 100% dos respondentes afirmando a inexistência de tal prática
na Biblioteca JGB.
Quando se produz as transcrições de materiais impressos em tinta para
suportes que os deficientes possam fazer uso, se está seguindo o que a
IFLA/UNESCO propõe, quando se trata de disponibilizar materiais para todos,
sem distinção.
Ao questionarmos a respeito da existência de uma Política de aquisição
de coleções que contemplem os usuários com deficiência visual , 75%
afirmaram não existir, e 25% não souberam responder. O resultado desta
questão já tinha sido contemplado ao se ter tomado conhecimento da
inexistência de uma política de formação e desenvolvimento de coleções,
Com um planejamento e a criação de uma Política de aquisição, pode-se
adquirir suportes que atendam as necessidades de todos os usuários, sem
distinção e discriminação.
Ao se perguntar sobre a divulgação do acervo Braille, mais uma vez
75% disseram não haver divulgação do setor Braille para a comunidade onde a
biblioteca JGB está inserida e 25% não souberam opinar.
A semelhança nos resultados das duas últimas questões pode ser
explicado pelo fato de que no universo entrevistado, nem todas os
bibliotecários desenvolvem as mesmas atribuições, existindo assim a
possibilidade de que algumas informações não sejam de conhecimento de toda
a equipe por completo, assim sendo de domínio maior por uma parcela do que
de outra ,
Para que os serviços sejam utilizados pela comunidade, ela precisa
saber que esses serviços existem e que estão disponiveis para uso, dessa
forma é necessário que se faça divulgação em diversas formas.
No questionamento sobre como a biblioteca JGB se adapta as
necessidades de informação dos usuários com deficiência visual através do

1299

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

acervo Braille, 100% dos entrevistados responderam que ela faz isso apenas
através do acervo Braille.
Existem outros meios para que a biblioteca se adapte as necessidades
informacionais, como os softwares leitores de tela, livros em áudio entre outros,
que foram abordados no referencial teórico desse trabalho.
Ao perguntar se a biblioteca JGB segue as recomendações da
IFLA/UNESCO para bibliotecas públicas, 100% afirmaram que sim .
Todas as bibliotecas públicas devem ter o manifesto da IFLA/UNESCO
como um norte para desenvolver serviços que atendam a comunidade onde ela
está inserida, contribuindo com o desenvolvimento de todos.
Embora, afirmem que seguem as recomendações propostas pela
IFLA/UNESCO, percebemos nas respostas dos entrevistados e análise dos
gráficos das questões discutidas anteriormente, que os itens abaixo
[... ]
9. Assegurar o acesso dos cidadãos a todos os tipos de informação
da comunidade local;
11 . Facilitar o desenvolvimento da capacidade de utilizar a
informação e a informática;
[.. .]

Não são atendidos pela Biblioteca JGB, pois não existem serviços,
recursos , ferramentas, profissional qualificado entre outros, que disponibilizem
a informação de maneira acessível e igualitária à todos que dela precisem .
Sabendo da importância das tecnologias, que tem avançado no sentido
de atender as necessidades específicas das pessoas com deficiência visual ,
perguntamos se os bibliotecários entrevistados conheciam o termo
"Tecnologias Assistivas". Todos informaram desconhecer a expressão . Diante
do fato , foi feita uma pequena explicação sobre conceitos, objetivos e tipos de
tecnologias assistivas.
Após explicação obtivemos as seguintes respostas:
"Não conhecia o termo e não pensei que o termo estivesse voltado
para deficientes visuais"(B4)
"Eu conhecia , mas por essa terminologia não. Conhecia por
acessibilidade ."(B5)
"Estou desatualizada"(B3)

Pereira (2010) em pesquisa realizada em bibliotecas na cidade de João
Pessoa constatou que
o termo Tecnologia Assistiva ainda é um estranho ao vocabulário dos
bibliotecários, pois após a sua explicação, um número elevado de
entrevistados mudaram sua resposta quanto a existência desse tipo
de recurso em seus locais de trabalho.

É imprescindível que os bibliotecários, estejam sempre atualizados com
os novos temas da área, para que desenvolvam melhor o seu papel enquanto
profissional mediador entre a informação e o usuário.
Diante dos fatos analisados, acreditamos que para atender as
necessidades informacionais dos deficientes visuais, é necessário que a
biblioteca pública disponibilize todos os recursos que ajudem na aquisição de

1300

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

novos conhecimentos, tornando o deficiente visual parte integrante da
sociedade.
Assim, entedemos que apenas o acervo em Braille existente na
Biblioteca JGB, não contempla a existência de recursos que facilitem o uso da
biblioteca pelos deficientes, principalmente pelo fato de que dentre os quatro
serviços ofertados, eles apenas tem acesso parcial ao uso do acervo, pois não
há a possibilidade de empréstimo.
A inexistência de outros recursos que possibilitem a transcrição, que
podemos entender como a possibilidade de fazer cópias do material, ou a
oferta de equipamentos que permitam fazer uso dos computadores, também
comprometem a biblioteca quanto às possibilidades de seu uso por pessoas
com deficiência visual.

5 Considerações Finais
A deficiência visual pode ser uma barreira em um primeiro momento e
em alguns casos até de difícil aceitação tanto por parte da pessoa deficiente
como das pessoas com quem ele convive, contudo, a valorização do ser tem
que ser superior à valorização da deficiência onde essa deve ser encarada
como um desafio e não como um ponto final no processo educacional,
intelectual, como também na perspectiva de vida do indivíduo.
O uso das bibliotecas por pessoas com deficiência visual vem ajudando
a promover mudanças não apenas na constituição de seus acervos, mas
também no comportamento e na consciência dos profissionais que nela atuam .
Percebe-se uma maior necessidade de interação da biblioteca com esses
usuários, nas bibliotecas públicas, pois essas são de indispensável importância
tanto no processo de aprendizagem como opção pública e gratuita de acesso
a informação, cultura e lazer pelas pessoas com deficiência visual.
Antes de qualquer ação efetiva na oferta de serviços à pessoa com
deficiência visual nas bibliotecas públicas universitárias ou não, se fez
necessário compreender em que cenário da sociedade esses se encontram ,
como também saber escolher que tipos de recursos que os usuários
possivelmente estejam aptos a utilizarem e ainda os funcionários que irão
atendê-los, evitando dessa forma investimentos desnecessários e a subutilização de equipamentos e recursos públicos, possibilitando às pessoas com
deficiência serem atendidas nessas bibliotecas de forma digna, sem distinção
entre deficientes ou não, sem discriminação e com a possibilidade de terem
suas necessidades informacionais atendidas.
Em resposta ao objetivo principal desse trabalho, observou-se que o
processo de inclusão no ambiente da biblioteca JGB, é pouco favorável para as
pessoas com deficiência visual , especificamente na inexistência de um serviço
voltado à esses usuários. Outro fator observado é a ineficiência da biblioteca
no atendimento aos usuários deficientes visuais, no que tange a inexistência de
ferramentas e equipamentos adequados, ou seja , suportes que facilitem tanto o
uso da biblioteca como o acesso a informação.
A existência do acervo em Braille se apresenta positivamente, porém, a
inexistência de uma política de formação e desenvolvimento de coleções que
contemplem sua manutenção e ampliação , é um fator que compromete a

1301

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

eficácia e qualidade desse acervo. Mesmo com a existência do acervo em
Braille não há uma equipe ou profissional devidamente capacitado a lidar com
esse tipo de usuário.
Outro ponto grave é a inexistência de acervo ampliado ou a
disponibilidade de lupas manuais ou eletrônicas aos usuários com baixa visão,
fazendo com que esses também tenham que estar de posse de lupas próprias,
que utilizem o Braille ou que dependam de terceiros para leitura oral.
Um aspecto que chamou atenção durante a realização desse trabalho é
o fato da biblioteca não possuir registro/cadastro dos usuários deficientes
visuais. Essa ferramenta poderia ser utilizada para gerar dados que
auxiliassem na aquisição de equipamentos, oferta de cursos ou capacitações
de aprimoramento aos profissionais, em vista da demanda existente, a qual
não foi possível mensurar, contudo ela é observada pelas pessoas que atuam
na biblioteca.
A falta de conhecimento do termo "Tecnologia Assistiva " não implica na
inexistência dessa tecnologia nos ambientes, entretanto sua aplicação deve ser
feita com o devido conhecimento do profissional bibliotecário, pois este deve ter
conhecimento aguçado do perfil dos seus usuários, assim auxiliando de forma
direta na escolha dos tipos de TA's a serem aplicadas na unidade de
informação.
A falta de debate sobre essa temática durante o período acadêmico se
reflete diretamente na prática profissional, seja no tocante à acessibilidade
como em qualquer outro aspecto que diga respeito ao acesso a informação,
sendo assim necessário que o profissional tenha que adquirir esse
conhecimento fora da academia, sem que o foco temático seja debatido com
vistas específicas à Biblioteconomia, muito menos à Ciência da Informação,
dependendo do bom senso e nível de capacidade profissional para fazer as
devidas adaptações à sua realidade na atuação profissional.
Observou-se que por mais que a Biblioteca JGB conheça o manifesto da
IFLA/UNESCO para bibliotecas públicas, pouco é posto em prática , para
atender de maneira satisfatória as necessidades informacionais dos usuários
deficientes visuais.
Vistas sob a ótica que bibliotecas são organizações sociais dinâmicas e
que, independentemente de sua classificação ou tipologia, devem centrar sua
missão na sua utilidade social e na sua capacidade de contribuir efetivamente
para o crescimento de seres humanos, cabe a elas promover transformações
necessárias ao cumprimento adequado de sua missão perante a sociedade
que lhe destinaram servir. Cabe-lhes ainda o dever de denunciar e impedir que
contradições e injustiças sociais aconteçam ou se reproduzam em seu espaço
mais próximo de atuação.
Não adianta discursar a respeito de democratização de informação,
direitos civis e políticos, cidadania, infinidade de recursos tecnológicos para
usuários de bibliotecas, redes de informação, se na realidade o que vimos
acontecer são possibilidades de acesso injustas, discriminatórias e desiguais.

6 Referências

1302

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_=........_...
=::~

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

ALMEIDA, Sandra Manzano de et aI. Acessibilidade aos deficientes visuais
e auditivos às Bibliotecas da rede UNESP. 2011 .Disponível em :
&lt;http://www.sibLufrj .br/snbu/pdfs/posters//final_372.pdf&gt; . Acesso em: 6 Jun ,
2011 .
BORGES, José Antonio dos Santos. Do braille ao dosvox : diferenças nas
vidas dos cegos Brasileiros. Rio de Janeiro-RJ, UFRJ/COPPE 2009. Disponível
em : &lt;http://teses2 ,ufrj,brlTeses/COPPE_D/JoseAntonioDosSantosBorges.pdf&gt;.
Acesso em : 22 Jun. 2011 .
FERREIRA, Mary. Informação e desigualdade social: desafios para pensar o
Estado democrático a partir das bibliotecas públicas maranhenses. 1980.
Disponível em :
&lt;http://www.repositorio.ufma.br:8080/jspuilbitstream/1 /272/1 /1 nformacaoDesigualdade-Ferreira .pdf&gt; . Acesso em : 6 Jun. 2011 .
IFLA. Bibliotecas para cegos na era da informação: diretrizes de
desenvolvimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009 .
Disponível em : &lt; http://www.ifla ,org/files/libraries-for-printdisabilities/publications/86-pt.pdf&gt;. Acesso em : 7 maio 2011 .
IFLA. Manifesto da IFLA/UNESCO para bibliotecas públicas. 2006.
Disponível em : &lt; http://extralibris.org/revista/manifesto-da-iflaunesco-parabibliotecas-publicas/&gt; , Acesso em 1 maio de 2011 ,

LIRA, Guilherme de Azambuja Lira. Biblioteca Nacional: desenvolvimento
do modelo brasileiro de biblioteca acessível para pessoas com deficiência
e idosos. Revista Inclusão Social, Brasília, v. 2, n. 2, p. 10-13, abr.lset. 2007.
Dispon ível em : &lt;http://revista.ibict.br/incl usao/index. php/inclusao/article/view/
93/100&gt;. Acesso em: 6 Jun. 2011 .
MIRANDA, Antonio. A missão da biblioteca pública no Brasil. 1978.
Disponível em :
http://repositorio.bce.un b.br/bitstream/1 0482/594/1/ARTI GO_ m iss %C3%A3o_
biblioteca_p%C3%BAblica_Brasil.pdf&gt; . Acesso em : 2 maio 2011 .
PEREIRA, Giulianne Monteiro, Tecnologias Assistivas: um desafio na
formação e atuação do profissional bibliotecário nas bibliotecas universitárias
de João Pessoa/PB. 2010. Disponível em :
&lt;http ://gustavonogueira .files .wordpress.com/20 10 /09/tecnologiasassistivas_textocompleto.pdf&gt;. Acesso em 20 maio 2011 .
PUPO, D.T. Cumprindo a legislação. In: PUPO, D. T. ; MELO, A. M. ; PÉRESFERRÉS, S. (org .) Acessibilidade: discurso e prática no cotidianodas
bibliotecas. 2006. p. 30-50. Disponível em :
&lt;http ://apnendenovaodessa .blogspot. com/20 11/04 d icas-para-bibliotecasacessiveis.html&gt;. Acesso em : 7 maio. 2011 .
16

1309

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_=........_...
=::~

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

SEVERINO, Antônio Joaquim, Metodologia do trabalho cientifico, 23. ed .
São Paulo: Cortez, 2007 .
SONZA, Andréa Poletlo; SANTAROSA, Lucila Maria Costi. Ambientes digitais
virtuais: acessibilidade aos deficientes visuais. 2003. Disponível em :
&lt;htlp://www.cinted .ufrgs.br/eventos/cicloartigosfev2003/andrea.pdf&gt;. Acesso
em: 7 maio 2011 .
SOUZA, Edson Rufino de. Avaliação de usabilidade do sistema Dosvox na
interação de cegos com a web. 2008. Disponível em :
&lt;htlp://www.bdtd .uerj.br/tde_busca/arquivo.php?codArquiv0=1313&gt; . Acesso
em : 6 jun . 2011 .
TORRES, Elisabeth Fátima Torres; MAZZONI , Alberto Angel ; MELLO, Anahi
Guedes de. Nem toda pessoa cega lê em Braille nem toda pessoa surda se
comunica em língua de sinais. Educação e Pesquisa , São Paulo, v.33 , n.2, p.
369-385, maio/ago. 2007 . Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ep/v33n2/a13v33n2.pdf&gt; . Acesso em : 6 jun. 2011 .

1304

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="49">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51396">
                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51397">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51398">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51399">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51400">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51401">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51402">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51403">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63609">
              <text>Recomendações de acessibilidade da IFLA/UNESCO para deficientes visuais: o caso da Biblioteca Juarez da Gama Batista.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63610">
              <text>Costa, Raquel Veloso da; Costa, César Nogueira da; Nascimento, Geysa Flávia C. de Lima</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63611">
              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63612">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63613">
              <text>2012</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63615">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63616">
              <text>O estudo tem como objetivo principal analisar os serviços oferecidos pela Biblioteca Juarez da Gama Batista aos portadores de deficiência visual, verificando se esses serviços são desenvolvidos a partir das recomendações da IFLA/UNESCO. Seu referencial teórico busca concatenar informações a respeito da Biblioteca pública universitária ou não, Acessibilidade, Deficiência Visual, inclusão e recursos para acesso á informação por invisuais. Para esse último, são elencadas as principais tecnologias assistivas utilizadas atualmente. A metodologia utilizada é a qualitativa, que tem como instrumento de pesquisa a entrevista semi-estruturada e, foi aplicada com os gestores da Biblioteca em estudo. A pesquisa constata que, o processo de inclusão no ambiente da Biblioteca Juarez da Gama Batista, é pouco favorável aos deficientes visuais, pois não existem serviços específicos para esses usuários, nem ferramentas, suportes que facilitem o acesso a informação.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69470">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
