<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5970" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5970?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-12T19:31:16-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5034">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5970/SNBU2012_109.pdf</src>
      <authentication>a3e929a804510853a75144938c9f85b8</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="63608">
                  <text>Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o BIBLIOTECÁRIO COMO ARQUITETO DE INFORMAÇÃO
Bárbara Uehara
Bibliotecária, BIREME/OPAS/OMS, São Paulo, SP

Resumo
A constante evolução da Internet permitiu a manifestação de muitos desafios
e oportunidades para a Biblioteconomia e o bibliotecário de modo geral. Muitos
desses desafios se apresentam aos profissionais bibliotecários quanto às
habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual ,
principalmente com relação às novas áreas de atuação como a Arquitetura de
Informação (AI) . Desta forma , esta pesquisa tem por objetivos apresentar os
conceitos de Arquitetura de Informação e usabilidade e de que forma estes conceitos
auxiliam na organização de websites ; investigar como se dá a inserção do
bibliotecário nesse mercado e a importância da sua atuação. Para alcançar esses
objetivos, foi realizado um levantamento bibliográfico, dos últimos dez anos (20002010) em literatura técnico-científica da área de Biblioteconomia, Arquitetura de
Informação e Ciência da Informação. Este levantamento possibilitou apresentar os
principais conceitos de AI e como o bibliotecário pode se engajar nessa área .
Também verificou-se que a sua contribuição na AI gira em torno do conhecimento de
princípios de seleção, acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e
classificação aplicados em ambientes Web. Em paralelo a este artigo está em
andamento pesquisa qualitativa com profissionais que atuam na área de Arquitetura
de Informação no Brasil como Trabalho de Conclusão de Curso. Esta análise
posterior permitirá levantamento do perfil desse profissional e lançará luzes para os
bibliotecários que desejarem atuar nesse nicho do mercado.

Palavras-Chave:
Arquitetura de Informação; Bibliotecário; Websites; Arquiteto de Informação;
Internet.

Abstract
The continuous evolution of the Internet in the past recent years has allowed
the expression of both challenges and opportunities to Librarianship and librarians in
general. Many of those challenges faced by the librarians are related to the demand
of specific skills and characteristics by the current job market, especially when it
comes to new areas, such as Information Architecture (IA) , which is the main object
of this study. Thus, this research aims to introduce notions of Information Architecture
and Usability and how these concepts may help organize websites; investigate how
librarians are being included in this market and how important their achievements
are. In order to achieve these objectives, a literature review on scientific and
technical literature in Librarianship, Information Architecture, and Information Science

1273

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

from the past ten years (2000-2010) has been performed . This survey made it
possible to present the main conceptions of Architecture Information and show how
librarians may start working in this area . In addition to the literature review, a
qualitative research was by interviewing expert professionals in the area of
Information Architecture in Brazil. This analysis made it easier to profile these
professionals, which helps showing to librarians interested in working in this area the
requirements they are supposed to fulfill. It has also been possible to realize that their
contribution to AI is based on knowing the principies of selection , access to
information, knowledge searching, cataloging and classification that are applied in
Web environments.

Keywords:
Information Architecture; Librarian ; Websites, Information Architect; Internet.
1 Introdução
A contínua evolução da Internet tem permitido o surgimento de muitos
desafios e oportunidades para a Biblioteconomia e a Ciência da Informação de modo
geral. A crescente quantidade de informação, conteúdos, sites e portais que são
desenvolvidos dia-a-dia são alguns desses desafios que fizeram com que a área de
Biblioteconomia não se restringisse aos materiais impressos, mas ampliasse suas
atividades e capacidades além dos acervos físicos.
Sendo a Internet um espaço mutável, dinâmico e democrático, é grande a
busca por soluções que permitam uma melhor organização de páginas Web e,
justamente por apresentar essas características, é possível perceber que muitos
websites sofrem de uma série de problemas crônicos. Entre esses problemas estão
a obsolência , má organização da informação, estruturas ruins, o que resultam em
uma série de espaços informacionais abandonados após o seu lançamento ou a sua
finalização, além de acarretar em uma enorme quantidade de sites desatualizados,
provocando a perda de tempo do usuário e frustração na busca. A evolução da Web,
e a própria Web 2.0 com seu cunho colaborativo, ampliaram a participação e a
interferência dos usuários na Internet, muitas vezes causando um caos
informacional.
Profissionais das mais diversas áreas têm dedicado tempo e esforços no
aprimoramento de websites com o intuito de melhorar o acesso e as informações
destes espaços digitais, pois há a preocupação de que as mensagens transmitidas
sejam compreendidas pelo receptor.
Da mesma forma, os bibliotecários têm por objetivo prover o fácil e rápido
acesso à informação de forma criteriosa e qualitativa, sendo assim, torna-se
crescente a demanda de conhecimentos sobre Usabilidade e Arquitetura de
Informação (AI) para acesso e recuperação de informação na Web .
Muitos desafios se apresentam a estes profissionais no que diz respeito às
habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual,
principalmente ao se depararem com gaps em que eles poderão se inserir. Além
desse excesso informacional, o bibliotecário precisa se preparar para demandas
menos convencionais envolvendo a organização e a manutenção de websites.
Sendo assim, essa pesquisa visa conceituar a Arquitetura de Informação,
suas principais definições e características. Além de delinear como se dá a inserção

1274

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

e atuação do bibliotecário na organização da informação em websites, ao identificar:
Os principais conceitos de Arquitetura de Informação, Usabilidade e suas
particularidades; Mapear o papel do bibliotecário na disponibilização de conteúdos
em Web sites, concernente às novas demandas de usabilidade e Arquitetura de
Informação; Realizar um diagnóstico que identifique as fortalezas e as debilidades
da inserção do bibliotecário neste novo nicho de mercado; Estudar as competências
requeridas ao profissional da informação para atuar na organização da informação
disponível na Internet.
A seguir serão mencionados de que forma atuam os arquitetos de informação,
como o seu trabalho pode contribuir para uma melhor organização da informação
disponível na Internet e principalmente como os profissionais bibliotecários poderão
atuar nesse nicho de mercado.

2 Revisão de Literatura
A partir do crescente número de paginas que são criadas, modificadas e
extintas a cada dia na Web, requer-se cada vez mais habilidades e características
multidisciplinares dos profissionais que trabalham diretamente com a Internet. O
mesmo ocorre com os bibliotecários que têm como responsabilidade prover
informação rápida, precisa e com qualidade ao público que atende.
No intuito de minimizar esse caos na Internet, diversas metodologias e
ferramentas estão sendo desenvolvidas para melhorar o acesso à informação e
alcançar, dentro do possível, padrões e modelos standards de sucesso na web .
Voltando aos primórdios, assim como houve uma passagem da cultura oral para a
escrita (LEVY, 1999, p.113), poderá haver também uma passagem da cultura escrita
para a digital/virtual. Para Milanesi (2002, p.77) esse fenômeno foi indicado como a
"transferência do real para o virtual", pois a "virtualidade" diminui os limites de tempo
e espaço, "ampliando as potencialidades humanas", (BAPTISTA; MUELLER, 2004,
p.58) barreiras de comunicação e transmissão de informação antes existentes, com
o avanço da Internet se modificaram, o que gera mudanças também no mercado e
no perfil dos profissionais.
Sendo assim, muitos estudos são feitos com o intuito de tentar organizar os
conteúdos de websites e portais de forma a melhorar a organização dos mesmos e
fazer com que a informação seja transmitida e absorvida em sua totalidade.
Portanto, nesta pesquisa considera-se como objeto de estudo, websites e
portais da Internet. Por website, site ou portal entende-se "uma coleção estruturada
de páginas Web, representando uma entidade (empresa , organização, grupo) ou
alguém (pessoa)", cujo acesso necessita de um explorador, também chamado de
navegador ou browser, conforme Carvalho, Simões e Silva (2005, p.21).
Sendo assim , analisaremos a seguir de que forma os conceitos e
características da Arquitetura de Informação podem colaborar com a organização da
informação na Internet.
A Arquitetura de Informação, "é uma nova disciplina, cunhada por Richard
Saul Wurman em 1976, em resposta a ansiedade do homem moderno frente ao
excesso de informação do nosso mundo contemporâneo". (FERREIRA e REIS ,
2008)
Porém não há uma única definição que resuma e englobe os principais
conceitos de Arquitetura de Informação, sendo assim , Morville e Rosenfeld (2006 ,
p.13) apresentam algumas definições sobre AI :

1275

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1. O design estrutural de ambientes de informação compartilhada. 2.
A combinação de organização, rotulagem, pesquisa e sistemas de
navegação em sites e intranets. 3. A arte e a ciência de dar forma a
produtos de informação e experiências para apoiar a usabilidade e
encontrabilidade. 4. Uma disciplina emergente e uma comunidade de
prática focada em trazer princípios do design e da arquitetura com o
cenário digital. (MORVILLE; ROSENFELD 2006, p.13)

Como pode-se observar, é uma nova disciplina, que engloba princípios da
usabilidade, design e arquitetura inseridos em ambientes Web, visando uma boa
organização, navegação, e pesquisa em websites.
Ferreira e Reis (2008, p.286) acrescentam que a função da AI é "tratar a
informação para torná-Ia clara" possuindo também o poder de "transformar as ideias
e conceitos do planejamento estratégico na organização da informação, na estrutura
sobre a qual todas as demais partes do design de um website - projeto gráfico,
redação, programação, etc. - irão apoiar-se".
Uma página bem arquitetada resulta em uma home page com boa
performance, organizada e com boa navegação. Segundo Nielsen e Loranger (2007,
p.129) os principais problemas dos usuários são: dificuldades ao "Pesquisar",
problemas causados por uma "Arquitetura de Informação" ruim , "Legibilidade",
"Conteúdo", etc. Isso significa que envolvem dificuldades com os objetivos básicos
do usuário ao utilizar um website: localizar, ler e entender as informações
disponibilizadas, como apontam Nielsen e Loranger (2007, p.130). Sendo a AI
quando mal estruturada uma das principais causas de dificuldades na interação dos
usuários, é necessário que se dê importância ao trabalho do arquiteto de
informação.
A AI visa antever as necessidades de informação do usuário e ao mesmo
tempo, deve cumprir o seu papel de forma objetiva e discreta, facilitando a
localização da informação.
Assim como um iceberg, deve ser a AI, ela deve estar presente no site,
embora não necessariamente precise ser observada pelo usuário. Conforme
defende Morville e Rosenfeld (2006 , p.432), os arquitetos de informação podem
utilizar a invisibilidade de seu trabalho como uma vantagem , pois por baixo da
interface de websites, há uma estrutura subjacente e semântica muito bem
trabalhada . Aqueles profissionais que sabem construir estruturas de baixo para cima ,
com o uso de wireframes e outros mecanismos de planejamento de interface, terão
uma grande vantagem sobre outros.
Qualquer que seja a sua aplicação, a AI busca diminuir a dispersão de
informação, pois para Siqueira (2005, p.69) a AI possui três enfoques com relação
ao tratamento da informação, são eles: Estruturar; Disponibilizar e Conectar fontes
de informação. Porque, segundo ele, também cabe à AI "planejar esse fluxo,
implementá-lo e maximizar seus resultados" . Desta maneira, para que possa haver
uma boa AI , será necessário empregar esses três enfoques citados, nos elementos:
Contexto, Usuários e Conteúdo . É a harmonia entre esses três elementos que
garantirá uma interface bem arquitetada, veja Figura 1:

1276

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Objetivo, do negócio,

IDocumento/tipos de dados, objetos

i
tarefas, necessildades~
comportamento de busca de
informação, experiência

Figura 1 - Os três círculos da Arquitetura de Informação
Fonte: Morville e Rosenfeld (2006, p.38, tradução nossa)

Segundo Morville e Rosenfeld (2006, p.38), ao equilibrar esses três
elementos, o arquiteto leva em consideração:
a) Contexto: os objetivos de negócio, financiamento , política e cultura envolvida,
tecnologia empregada , recursos e restrições do projeto. Buscar compreender o
negócio, onde ele está hoje e onde quer chegar. Além disso, o contexto muitas vezes
envolve conhecimento tácito, por isso é necessário extraí-lo e organizá-lo de
maneira estratégica;
b)Usuários: conhecer o público alvo, as tarefas, necessidades, antever o
comportamento de busca de informação e experiência do usuário que irá utilizar o
site ;
c)Conteúdo: tipos de documentos, metadados, propriedade do conteúdo, volume,
estrutura e dinamismo.
Ao aplicar a AI na organização de websites, Espantoso (2006, p.135),
complementa que:
a Arquitetura de Informação envolve a elaboração de sistemas de
navegação e organização da informação para auxiliar usuários na
busca e gerenciamento de suas necessidades de informação. Ela
pode ser caracterizada, também, como a estruturação e organização
de conteúdos (texto, gráficos, plug-ins, etc.) de um sítio em
categorias definidas e auxiliadas por um sistema de navegação
intuitivo e confiável.

Uma maneira de minimizar os problemas decorrentes do caos na Internet
seria por aplicar conceitos de usabilidade e AI nos projetos empregados na Internet
que visassem à qualidade de websites e portais. Porém , segundo Carvalho, Simões
e Silva (2005, p. 20) "um problema atual é que ainda não existe nenhuma norma
internacional de qualidade especificamente destinada à avaliação de um site." Na
maioria dos casos isso faz com que não haja, por parte dos desenvolvedores de
sites, a preocupação com o fácil acesso à informação.

1277

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Fases de um projeto Web de Arquitetura de Informação
Os projetos de AI são compostos por cinco fases , conforme pesquisado por Ferreira
e Reis (2008, p.287), sendo :
a) Fase de pesquisa: Momento em que são pesquisadas e analisadas as
informações sobre os usuários, suas necessidades e o seu ambiente, visando definir
o escopo e os requisitos do projeto;
b) Fase de concepção: Esta fase é criativa, na qual se concebe a visão macro da
solução, pois visa conceber a solução do problema de design por meio da
inventividade do projetista ;
c) Fase de Especificação: Fase em que a visão macro da solução é detalhada em
documentos e diagramas que explicam como construir o website ;
d) Fase de Implementação: Fase em que o website é construído conforme
especificado. Nessa fase atuam fortemente os demais profissionais envolvidos com
o projeto do website (designer gráfico, redator, programador, etc.) sob o
acompanhamento do arquiteto de informação;
e) Fase de Avaliação: Nesta fase o resultado do projeto é avaliado em função dos
seus objetivos iniciais para se registrarem os acertos e erros. A existência dessa fase
em projetos de websites vem do fato de que "os designers frequentemente terminam
seu envolvimento com o projeto antes que os problemas apareçam e os contratantes
normalmente não retornam ao designe r original para reparar o trabalho", afirma
Friedman (2003 , p. 514 apud Ferreira e Reis, 2008, p.287). Isto pode ser
considerado uma falha, pois é após a implementação do projeto, com a utilização do
portal pelos usuários que as necessidades de reparos são notadas.
Sistemas da Arquitetura de Informação
Para que as etapas apresentadas anteriormente caminhem bem, Morville e
Rosenfeld (2006, p.25) afirmam que os arquitetos de informação precisam
demonstrar as interligações entre as pessoas e conteúdos que
sustentam as redes de conhecimento e explicar como esses
conceitos podem ser aplicados para transformar websites estáticos
em sistemas adaptativos complexos.

Para que isso aconteça Rosenfeld e Morville (2002 apud REIS, 2006) acrescentam
que a Arquitetura de Informação de um website se divide em quatro grandes
sistemas interdependentes de organização:
a) Sistema de Organização (Organization System): Prevê o agrupamento e a
categorização do conteúdo informacional;
b) Sistema de Navegação (Navigation System): Disponibiliza as maneiras de
navegar, de se mover pelo espaço informacional e hipertextual;

1278

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111 ~

Trabalho completo

c) Sistema de Rotulação (Labeling System): Estabelece as formas de
representação e apresentação da informação, definindo símbolos para cada
elemento informativo;
d) Sistemas de Busca (Search System): Determina as perguntas que o usuário
pode fazer e o conjunto de respostas que irá obter.
Esses quatro sistemas englobam todos os aspectos organizacionais de websites .
Tal abrangência é importante porque na Internet há uma enorme quantidade de
variáveis que dificultam a organização da informação, por exemplo : ambiguidade,
heterogeneidade, diferentes linguagens entre usuários e clientes, excessiva
preocupação com a estética, etc. Para lidar com essas características, Reis (2006)
sugere a aplicação de diferentes esquemas de organização, para diferentes
finalidades , conforme apresentado na Figura 2:
Esquemas de Organização da Informação
Alfabeto

Indlada PN" orMd., CClnjunto, di InforTNÇJo. pdbk:o

lI'Iul(Qdlvw'~o.
Eroo:~l3os.

&amp;: DlClOro.Irlos.
rCI1ll'Q
IndlUdo~.
[xiltil

~:,~:~~~~ c:)(~~~~~
rf:9t"M cL.vM p.'Irll InCkIIr
I~,hc"do QU(III'odo

noVC6

l ens.

o OWáno ""be

4:xat\lfno.:lll.o:" o qut' ot6 procurando.

Ust3S T~\efônK:as

mostrar a ordêm aOl'\oOlogIC:.I de i-Vi1\tos.

Ex: UvrM Ik': HIStON. GulitS de TV. ArqUIVl:! !je ItOOcm
luÇolllz.:.çlIo

~~~~=~~=;SIU~~~natClmI3
S&lt;eQO-lnda
Olganaa It.ells por Oft...."IlIdt' grandaa. lJ1d1c.ado pata

coiIf-trlr \I.1of' ou PHlI ..

II'If~lo.

Ex; Lbôta dlt pn."ÇOli. Top

In~

~~Ull to

Olvide a tnfOlmaç.Jo l:fT1 dlftl...nlt.-s tiO(I'.,. dlfeu.-nttS modtlOs

EsllUCUId~ d t:

ou cmtrtntH ptrgl.rlta. I Jet't-m rupotI(IiClas

Orgi'ln lzôloç:lio

f-::

da I lIfonnaçAo

P~ln.::ls

Amarelas. 1!:(lItorlas do JOIllill

~n'M!r~do

T-"~'a

O'Waniu • fnIom1&lt;tÇ"o
~

'OOj'olfltn d .. IÇOu. lJM.Oo multo

Rarõ1mf:f11.t.

b: Menu olplkatlvO$ VAlIJows

~:~."s!n~~~~~M~~~al),=S.

P\l bllco "1'1"0

• na f,utJJt.tJyJdfdt liut'l'laOl. NIo possui rt9f'1!IS
OOIas de ('(lffIO flckllr novos llt1ls.

udll»Ubllco-&amp;lvo.

Indado quando

t;1TI

( r.,nsac::IOr~.

'5Ott.,.,.;Jre

utri(l/tQo

SOZt100 lia

WEb.

AlI1bflJUol

I)

usuJrio n30 sabt:

v:&amp;t1Iminte o que esta proc!SatlCSO.

(Ed~i:ll.

!JI1bot.

lndlado QI,Io)ndo se deseja çustomllar

I)

f4)rll»t .... )

cont~ódo

PiU71

eX;LOJasde~to

u p'r.if nr ill
~~Q,r.H~ ~\ill Q \lS~I h;t\..",.a1'lO rlQYO

al9G f~.I~.
I:X:Desk1011

N OI"I'n;)lrnent~

tlmn"

cte um (OOlp!UUlÓOf"

ITM,If{Q

wwaclo

11m

a OflJinlzaç.ltl.

Hlbrido
Ri;f,)1Wi .1 ou IT\fIII eJllllEm:,1 Ar\tenoret.. Norm.Wn."te auu
tOf'otu~f)ótC)\6u~.

Figura 2 - Representação de esquemas de organização da informação
Fonte: (REIS, 2006)

Além disso, um bom projeto Web deve sempre levar em consideração o seu público
(o
usuário)
e
seus
interesses.
Starec
esclarece
que:
alvo
ao estudar o perfil e as necessidades de seus usuários, bem como a
disponibilidade de mecanismos de busca, o mediador pode criar
condições para uma comunicação efetiva da informação, utilizandose dos instrumentos de planejamento, análise e avaliação de
necessidades de informação disponíveis na literatura sobre estudos
de usuários. (S TA REC, 2005, p.43)

Estas ações permitirão buscar melhores resultados na mediação da informação o
que resultará em conhecer melhor o usuário deixando-os mais satisfeitos.
Além disso, o arquiteto de informação leva em conta convenções da Web com
respeito a usabilidade, navegabilidade, acessibilidade e localizabilidade, pois quando
bem empregados facilitam a transmissão da informação (KRUG , 2006).

1279

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o Arquiteto de Informação
A atividade de organizar sites e portais pressupõe uma sene de
conhecimentos e o domínio de ferramentas que serão úteis no planejamento do fluxo
de informação de websites projetados.
Projetos de websites requerem além de um designer, analistas e
programadores, um profissional qualificado exercendo o papel de Arquiteto de
Informação. A presença deste profissional na equipe garantirá a navegabilidade do
portal, que ele seja bem estruturado, que cresça de maneira organizada, planejada e
que a sua manutenção ocorra sem demais problemas. Segundo Franco (2007, p.2),
"é dever do arquiteto de informação ser a ponte entre o que está sendo
estrategicamente desejado pela empresa/cliente e o que será desenvolvido pela
equipe alocada para tal projeto." Além disso, o autor salienta que é o arquiteto de
informação que garantirá que o conteúdo seja bem organizado, apresentado de
maneira simples e de acordo com o projeto específico.
Este profissional ocupa uma posição estratégica entre as equipes envolvidas
no projeto, muitas vezes agindo como gerente do projeto e traduzindo as demandas
solicitadas pelo cliente até os profissionais envolvidos. Conforme comenta Milanesi
(2002 , p. 80) o atual mercado profissional "oferece oportunidades para os
estrategistas da informação". Este tipo de trabalho envolve conhecimento
multidisciplinar e exige que o arquiteto de informação tenha um embasamento das
áreas de design , programação e gestão de conteúdo, conforme comentam Franco
(2007) e Santos (2006?) .
Para atender estas demandas informacionais, atualmente "têm ocorrido
grandes mudanças no mercado de trabalho, resultando no surgimento de novas
formas de atuação profissional" (SILVA; SILVA; FRANKENSTEIN, 2009, P.41).
Reafirmando essa ideia, Baptista e Mueller (2004, p. 57) acrescentam que estas
novas formas de atuação também requerem habilidades e competências desses
profissionais, exigindo que sejam capazes de utilizar processos e instrumentos
tecnológicos e se envolvam em automação informacional. Pois a crescente
quantidade de informação e a complexidade das tecnologias emergentes, "gera a
necessidade de mudar e ampliar as habilidades essenciais do profissional em
questão" (VERGUEIRO; MIRANDA, 2007, p.44), mas além dessas habilidades e
competências, o mercado também apresenta outros títulos e nomes para os
profissionais da informação. O título de Arquiteto de Informação pode gravitar entre
outros termos correlatos. Por ser uma área multidisciplinar, os profissionais que
começaram como arquitetos de informação podem se deslocar em direção a nichos
especializados que correspondem às necessidades da empresa em que atuam .
Segue alguns dos títulos que já existem designados por Morville e Rosenfeld (2006 ,
p.36) : Designer de Thesaurus; Especialista em Metadados; Gerente de Conteúdo ;
Estrategista de Arquitetura de Informação; Gerente de Arquitetura de Informação;
Editor de Conteúdo e Pesquisa ; Especialista em Experiência do Usuário. Porém ,
"não serão mudanças de rótulos que farão o profissional bibliotecário competitivo,
mas, sim as habilidades e as competências por ele desenvolvidas na constante
busca do desempenho de suas funções" (BLATTMANN ; FRAGOSO, 2003, p.79) .
Mais importante que as denominações são as funções e as habilidades que o
profissional desenvolve à medida que adquire novas competências, devendo alterar
o seu perfil passivo para pró-ativo.
Visão de futuro , foco estratégico , criatividade e características de liderança se

1280

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

tornam cada vez mais importantes a esses profissionais, conforme afirmam Baptista
e Mueller, (2004 , p.58) Vergueiro e Miranda (2007, p.44) . Essas qualidades
apresentam-se como um diferencial dos profissionais da informação requeridos no
mercado.
Quanto às habilidades desejáveis para os bibliotecários que desejam atuar
como arquitetos de informação, Blattmann et aI. (2000, p.5) lista que é desejável que
estes profissionais sejam pessoas dinâmicas, de boa comunicação e com visão de
futuro . Além disso, que busquem se informar sobre o uso de tecnologias emergentes
em seu ambiente de trabalho. Para os autores, para que se possa construir boas
profissional
deverá:
páginas
Web,
o
obter embasamento e conhecer a utilização de critérios de
usabilidade para páginas web, conhecimento dos princípios da
arquitetura Web, elementos de design gráfico, gerenciamento de
projetos centrados no usuário em ambiente de rede, e, conhecer as
implicações de ser um provedor de informações na Web.
(BLATTMANN et aI. , 2000, p.2)

Complementando a atuação do arquiteto de informação, entende-se que o
bibliotecário possa ser inserido nessas atividades, desde que se aproprie dos
conhecimentos dos princípios de arquitetura Web, necessários ao desenvolvimento
dessas atividades, conforme listados por Blattmann et aI. (2000 , p.6) :
é imprescindível que conheça as ferramentas de trabalho em rede de
computadores, ou seja, domine os recursos da Internet, desde os
browsers de navegação, transferência de arquivos (FTP), acesso
remoto (Telnet), correio eletrônico (e-mai/) , listas de discussões,
publicações eletrônicas, mecanismos de busca, diretórios de
pesquisa, e saiba utilizar editores para criação de documentos
hipermídia. Igualmente conheça e utilize os recursos para
digitalização de documentos, tais como: scanners, câmeras digitais,
vídeos digitais, entre outros.

Para atender as diversas demandas do mercado, a biblioteconomia "deixou
de ensinar unicamente as tradicionais formas de organização de acervos e passou a
responder por ações de gerência da informação". Alterou a identidade da área, ao
criar competências que o profissional bibliotecário "pudesse se abrir para novas
categorias de atuação profissional" (MILANESI, 2002, p. 79) .
Um desafio verificado pelo referencial teórico desta pesquisa são as
diferenças existentes entre os suportes utilizados na Biblioteconomia e no ambiente
da Web . Conforme mostra a Figura 3:

1281

�Arquitetura da informação : usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Diferenças entre Livros e Websites
Conceitos de AI

Liv ros

Websites

Componentes

Capa, t ít ulo, au t or, cap ít ulos, seções,
páginas, números de página do
sumário, índ ice

Página principal, barra de navegação,
links, páginas de co nteúdo, sitemap,
índice de sít io, pesqu isa

Dimensões

Páginas bidim ensionais ap resentados
em uma ordem linear e sequencial

Espaço de informação
mult idimensional co m navegação
hi pertextual

Li mites

Tangível e f init o com um claro início e
f im

Bastant e int angíveis com fronteiras
difusas entre ou t ros sites

Figura 3 - Diferenças entre livros e websites
Fonte: Rosenfeld e Morville (2006, p.16, tradução nossa)

Percebe-se, portanto, as particularidades do trabalho de AI, a partir das
diferenças entre os documentos de suporte físico , entre livros e websites. Também é
importante diferenciar as características de organização de uma biblioteca
convencional e de um website , conforme mostra a Figura 4:
Diferenças entre as Bibliotecas Convencionais e Websites
Conceit os de AI

Bibliotecas

Websites

Finali dade

Proporcio nar o acesso a um co njunt o
bem definido de co nteúdo p ub licado
forma lmen t e

Fornecer acesso aos co nteúdos,
vender produ tos, perm item
t ransações, fac ilitar a co laboração, etc

Het erogene idade

Diversas coleções com livros, revistas,
músicas, softwares, bases de dados e
arq uivos

Diversas co leções com livros, revist as,
músicas, softwares, bases de dados e
arqu ivos

Ce ntra lização

Operações alt amen t e centra li zad a,
mu it as vezes dentro de um ou alguns
ed ifícios

Em geral, as operações são mu ito
descen trali zadas, com su bsites
mant idos de forma indepe ndente

Figura 4 - Diferenças entre bibliotecas e websites
Fonte: Rosenfeld e Morville (2006, p.17, tradução nossa)

Como observado , as diferenças vão desde a finalidade , a variedade de
estoques informacionais até a forma de operação das bibliotecas em contraste com
websites.
Neste cenário, outro desafio a ser encarado refere-se à formação desses
profissionais, pois segundo pesquisa realizada por Silva; Silva e Frankenstein (2009 ,
p.74) atualmente no Brasil existem apenas três cursos de especialização em AI ,
porém nenhum deles é reconhecido pelo Min istério da Educação, o que faz com que
os profissionais que desejam atuar nessa área sejam estudiosos diligentes, com
facilidade de aprend izado (autodidata) para se manterem atualizados quanto às
novas demandas e ferramentas da área.
Este pensamento é confirmado por Ferreira e Reis (2008 , p.289) ao comentar
que em estudo apresentado que "a maioria dos profissionais mencionou que
desenvolveu seus conhecimentos de AI de forma autodidata", o que justifica o
interesse e empenho desses profissionais pelo tema e "aponta uma carência de
cursos no Brasil, o que pode acarretar uma má formação dos profissionais".
Para Baptista e Mueller (2004, p.65) frente a esse desafio, somente uma
educação continuada poderá suprir as exigências de habilidades e competências

1282

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

específicas

Trabalho completo

exigidas

pelo

mercado.

Além

disso,

elas

discorrem

que

o bibliotecário, objetivando ser um profissional da informação exigido
pelo mercado, {. ..] precisa ser capaz de interagir com o mundo do
trabalho atual, com uma especialização e qualificação adequadas,
uma integração organizacional, uma capacidade de trabalhar em
equipe, com atitudes comporlamentais, somando a formação com a
educação continuada e o aprendizado autônomo. (BAPTISTA;
MUELLER, 2004, P67)
Uma das maneiras de obter êxito nesse aspecto é manter-se atualizado em
relação às tendências do mercado, participando de eventos, cursos, etc e
principalmente ser um profissional curioso, empreendedor e autossuficiente.
Entende-se, portanto que o bibliotecário que deseja ingressar nessa área de
atuação, deverá se preparar para o desafio do autoaprendizado e possuir uma boa
dose determinação. Sendo as tecnologias Web um ponto central da vida do homem
contemporâneo, o profissional bibliotecário precisa adaptar-se à utilização desses
novos recursos. Espantoso (1999/2000 , p.139) afirma sobre o bibliotecário que "sua
contribuição na AI gravita em torno do conhecimento de princípios de seleção,
acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e classificação"
aplicados em ambientes Web, e não necessariamente que ele se transforme em um
designer gráfico, programador ou analista de computação. Mas sim que ele utilize
seus conhecimentos na organização de ambientes Web .

3 Materiais e Métodos
Este trabalho foi desenvolvido dentro do Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação Científica - PIBIC da Fundação Escola de Sociologia e Política de São
Paulo do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Para a concretização
dos objetivos propostos, esta pesquisa procura conhecer e analisar Arquitetura de
Informação, usabilidade e suas características, além de conhecer de que forma a
aplicação desses princípios de gestão da informação exercem impacto na
organização de websites. Foi realizado por meio de levantamento bibliográfico dos
últimos dez anos (2000-2010) em literatura técnico-científica da área de
Biblioteconomia, Ciência da Informação e Arquitetura de Informação. Nas estratégias
de busca foram utilizados os termos: Arquitetura de Informação, Bibliotecário,
Websites, Arquiteto de Informação, Internet. Esses termos foram buscados no
catálogo on-line da biblioteca da FESPSP, na base de dados SciELO e no Google
Acadêmico.
Também foi realizada uma pesquisa de campo do tipo qualitativa, com o
objetivo de coletar informações de profissionais que atuam na área de Arquitetura de
Informação, no intuito de colher dados significativos sobre a atuação desse
profissional e suas competências básicas. O método qualitativo favoreceu o
mapeamento de valores, características, particularidades específicas e sociais do
grupo analisado.
Além disso, a pesquisa qualitativa foi realizada por meio de questionário
estruturado, ou seja, padronizado em que as perguntas foram apresentadas a todas
as pessoas exatamente com as mesmas palavras e na mesma ordem , de modo a

1283

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

assegurar que todos os entrevistados respondam às mesmas perguntas, sendo as
respostas mais facilmente comparáveis (GOLDENBERG, 2005, p.35) .
Para uma primeira identificação dos profissionais, foram feitos contatos com
especialistas da área (a exemplo dos docentes da FESPSP) que indicaram
profissionais que atendiam aos critérios estabelecidos. Também foram realizadas
buscas nas redes sociais e comunidades virtuais de AI. O formulário on-line
(Apêndice A) enviado aos profissionais selecionados foi respondido por apenas três
Arquitetos de Informação, por ser esta uma nova área de formação . Desta forma ,
este número restrito de participantes está atrelado ao fato de não possuírem
organismos profissionais que os representem, o acesso a esses especialistas é
restrito. Os questionários foram respondidos entre os dias 05 e 20 de novembro de
2010.
As respostas concedidas por esses profissionais permitiram o mapeamento
de competências exigidas na área, ferramentas utilizadas atualmente por eles, etc.
A análise dos dados buscou aprofundar a investigação dos assuntos
abordados por meio das respostas concedidas e buscou-se também alcançar uma
análise exploratória a respeito da prática da AI, por meio da convergência ou
discrepância das opiniões expressas pelos arquitetos.
Muitos dos termos adotados nesta pesquisa se apresentam em inglês ao
invés de traduzidos por se mostrarem não apenas recorrentes à área de Arquitetura
de Informação, mas da Internet como um todo.

4 Resultados Finais
As respostas obtidas confirmam os conceitos apresentados por meio do
levantamento bibliográfico, pois indicam que na prática a atuação em AI exige que os
profissionais sejam autodidatas, conforme salientam Ferreira e Reis (2008, p.289) e
Baptista e Mueller (2004 , p.67) .
Foi confirmado de maneira unânime pelos arquitetos entrevistados que as
ferramentas que mais utilizam na prática de AI são o wireframe e protótipos em
papel. Esta informação está de acordo com a pesquisa realizada pelos autores Reis
(2006) e Winkler e Pimenta (2002) e exposto no capítulo 4 (Quadro 1).
Também foi possível observar pelas respostas dos arquitetos que o referencial
teórico desta pesquisa está de acordo com os autores considerados por eles como
referência na área : Morville e Rosenfeld (2007) também conhecido como o livro do
urso polar e Nielsen (2007). E para a maioria deles, o autor Steve Krug (2006)
também é um autor importante da área .

1284

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Stcve K."ug ~
JBkob Nlelsen

Hoa loranger

' -,

... ,

NÃO
ME
FAÇA

,.\',

~

Figura 5 - Livros considerados pelos arquitetos como referência na área de AI e usabilidade,
utilizados nessa pesquisa

Embora os três arquitetos tenham diferentes formações acadêmicas e atuem
em áreas distintas, suas ideias convergem e há uma uniformidade em suas
respostas. Sendo assim, podemos considerar que indiferente da área de formação,
os arquitetos de informação precisam estar atentos a determinadas temáticas, como :
inovações da área , competências e conhecimentos específicos que a AI exige . Tais
conhecimentos tornam-se mais importantes do que a área de formação acadêmica
em si.

5 Considerações Finais
Ao partir do pressuposto que as tecnologias Web sejam um ponto decisivo na
construção da Internet, é possível dizer que hoje, em um contexto de Sociedade em
Rede, existe uma demanda que pode ser suprida pelo bibliotecário ao adaptar seu
expertise na organização de ambientes Web .
Sendo a Arquitetura de Informação uma nova disciplina que permite a
combinação de organização, rotulagem , pesquisa e sistemas de navegação em
websites, é possível reconhecer sua importância e aplicabilidade em projetos Web .
Da mesma forma, tal disciplina engloba principios da usabilidade, design e
arquitetura buscando tornar os espaços informativos da Internet mais agradáveis e
fáceis de usar.
Com base no levantamento desenvolvido ao longo deste estudo, considera-se
que o bibliotecário pode atuar também como arquiteto de informação se possuir os
conhecimentos específicos para esta atividade ao se apropriar dos conceitos e
principais características da área.
Portanto, as competências de um arquiteto de informação relacionam-se ao
planejamento, armazenamento, recuperação, disseminação e acesso da informação.
Sua função é dialogar e, de forma complementar, atuar com equipes de
desenvolvimento, programação (TI) e Web designers.
Sua atuação pode concentrar-se no projeto de elaboração de websites por
meio de estudo de conteúdos, na hierarquia em que os mesmos serão apresentados
na home page, na disposição e adequação ao público a que se destina, na
preparação de taxonomias, catálogos, menus etc.
Desta forma, há possibilidades latentes para os bibliotecários atuarem como
Arquitetos de Informação. Para os que desejarem entrar nesse nicho de mercado,
será necessário conhecimento específico em AI, estar familiarizado com ferramentas
Web, recursos tecnológicos e da Internet. Além disso, será de ajuda dedicação no

1285

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

autoaprendizado e possuir uma boa dose de criatividade.

6 Referências

BAPTISTA, Sofia Galvão; MUELLER, Suzana Pinheiro Machado (org .). Profissional
da informação: o espaço de trabalho. Brasília, DF: Thesaurus, 2004 .
BLATTMANN, Úrsula et aI. Bibliotecário na posição do arquiteto da informação
em ambiente web. 2000 . Disponível em :
&lt;http://www.ced .ufsc.br/-ursula/papers/arquinfo .html&gt;. Acesso em : 5 jun . 2009.
BLATTMANN , Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (org .). O zapear a informação em
bibliotecas e na Internet. Belo Horizonte: Autêntica , 2003.
CARVALHO, Ana Amélia A. ; SIMÕES , Alcino ; SILVA, J. Paulo. Indicadores de
qualidade e de confiança de um site. 2005? Disponível em :
&lt;http://repositorium .sdum .uminho.pUbitstream/1822/7774/1 /05AnaAmelia.pdf&gt;.
Acesso em: 20 maio de 2009 .

°

ESPANTOSO, J. J. Péon . arquiteto da informação e o bibliotecário do futuro .
Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 23/24, n. 2, p. 135-146, 1999/2000.
Disponível em : &lt;http://164.41 .105.3/portalnesp/ojs2.1.1 /index.php/RBB/article/viewFile/586/584&gt;. Acesso em : 15 jun. 2009.
FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto; REIS, Guilhermo. A prática de Arquitetura de
Informação de websites no Brasil . TRANSINFORMAÇÃO, Brasília, DF, 20 .3, 27 01
2009. Disponível em : &lt;http://revistas.puccampinas.edu .br/transinfo/viewarticle.php?id=260&gt; . Acesso em: 26 jun. 2010.
FRANCO, Carlos Eduardo. O arquiteto da informação. Biblioteca Terra Forum
Consultores, 2007. Disponível em :
&lt;http://www.terraforum.com .br/biblioteca/Documents/libdoc00000212vOO 1O%20arqu
iteto%20da%20informacao%20-%20Carlos%20Franco.pdf&gt;. Acesso em : 20 abr.
2010.
KRUG , Steve. Não me faça pensar!: uma abordagem de bom senso à usabilidade
na web. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ : Alta Books, 2006 .
LEVY, Pierre . Cibercultura. São Paulo, SP : Editora 34, 1999.264 p.
MILANESI, Luís. Biblioteca. São Paulo, SP : Ateliê Editorial , 2002 .
MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis. Information Architecture for the World
Wide Web. 3 ed . USA, California : O'Reilly Media. 2006.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado (org .). Métodos para a pesquisa em Ciência
da Informação. Brasília : Thesauros, 2007.

1286

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

NIELSEN, Jakob; LORANGER, Hoa. Usabilidade na web: projetando websites com
qualidade. Rio de Janeiro, RJ : Elsevier, 2007 .
REIS, Guilhermo. Arquitetura da informação: tratando a informação de forma
estratégica . 2. ed . São Paulo: Jump, 2006 . DVD .
SANTOS, Marcelo Luis B. dos. Arquitetura e Informação. Biblioteca Terra Forum
Consultores, 2006? Disponível em :
&lt;http://www.terraforum.com .br/biblioteca/Documents/arquitetura%20e%20informa%
C3%A7%C3%A30.pdf&gt; . Acesso em : 20 abro2010.
SILVA, Patrícia Madalena da; SILVA, Sandra Regina da; FRANKENSTEIN, Victor;
CORRÊA, Andréa Silva (orient.). Competências necessárias à atuação do
profissional de arquitetura da informação. 2009. Trabalho de conclusão de curso
(bacharelado) - Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação
Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
SIQUEIRA, Marcelo Costa . Gestão estratégica da informação. Rio de Janeiro:
Brasport, 2005 .
STAREC, Claudio. et aI. Gestão estratégica da informação e inteligência
competitiva. São Paulo, SP: Saraiva, 2005 .
VERGUEIRO, Waldomiro; MIRANDA, Angélica C. D. (org .). Administração de
unidades de informação. Rio Grande, RS: FURG , 2007.

1287

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="49">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51396">
                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51397">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51398">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51399">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51400">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51401">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51402">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51403">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63600">
              <text>O bibliotecário como arquiteto de informação.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63601">
              <text>Uehara, Bárbara</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63602">
              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63603">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63604">
              <text>2012</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63606">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63607">
              <text>A constante evolução da Internet permitiu a manifestação de muitos desafios e oportunidades para a Biblioteconomia e o bibliotecário de modo geral. Muitos desses desafios se apresentam aos profissionais bibliotecários quanto às habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual, principalmente com relação às novas áreas de atuação como a Arquitetura de Informação (AI). Desta forma, esta pesquisa tem por objetivos apresentar os conceitos de Arquitetura de Informação e usabilidade e de que forma estes conceitos auxiliam na organização de websites; investigar como se dá a inserção do bibliotecário nesse mercado e a importância da sua atuação. Para alcançar esses objetivos, foi realizado um levantamento bibliográfico, dos últimos dez anos (2000- 2010) em literatura técnico-científica da área de Biblioteconomia, Arquitetura de Informação e Ciência da Informação. Este levantamento possibilitou apresentar os principais conceitos de AI e como o bibliotecário pode se engajar nessa área. Também verificou-se que a sua contribuição na AI gira em torno do conhecimento de princípios de seleção, acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e classificação aplicados em ambientes Web. Em paralelo a este artigo está em andamento pesquisa qualitativa com profissionais que atuam na área de Arquitetura de Informação no Brasil como Trabalho de Conclusão de Curso. Esta análise posterior permitirá levantamento do perfil desse profissional e lançará luzes para os bibliotecários que desejarem atuar nesse nicho do mercado.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69469">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
