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OBRAS RARAS DO ACERVO INEP NA UFRJ: BLOG COMO
FERRAMENTA DE DISSEMINAÇÃO DA COLEÇÃO
Camila da Silva Teixeira 1, Sueli Palma Borges Paranho~, Maria
Adelaide Pinto Queiror
1Bibliotecária, Especialista em Administração e Sistemas de Informação, UFRJ, Rio de
Janeiro, RJ
2Bibliotecária , UFRJ, Rio de Janeiro, RJ
3Bibliotecária , UFRJ, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Este artigo pretende mostrar o uso do blog como recurso estratégico da
Coleção INEP na Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, numa proposta de disseminação do seu
acervo raro e especial. A nossa abordagem explora a ferramenta blog e apresenta a
sua estrutura , ao longo do texto, como um espaço de acesso à informação
especializada e de integração. Descreve passo a passo a construção de sua
arquitetura , especificamente da página Obras Raras, auxiliado pelo wireframe ,
permitindo a inserção de imagens digitalizadas e hiperlinks para sites de interesse e
o novo design possibilita a interatividade com o usuário.
Palavras-Chave:
INEP; Blog; Arquitetura da Informação; Wireframe; Livro Raro.

Abstract
This article purports to demonstrate the usage of the blog as a strategic
resource of the INEP Collection at the Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências
Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as a proposition of
dissemination of its rare and special collection . Our approach exploits the blog tool
and presents its structure, along the article, as a space of access to specialized
information, as well as of integration . It describes, step by step, the construction of
the blog's architecture, specially of the page Rare Books, assisted by the wireframe,
allowing the inclusion of scanned images ans of hyperlinks to sites of interest and the
new design allows for the interactivity with the user.
Keywords:
INEP, Blog, Information Architecture , Usability, Wireframe, Rare Book.
1 Introdução
A coleção de obras raras e especiais da Biblioteca do Centro de Filosofia e

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Ciências Humanas (BT. CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é
originária da antiga Biblioteca do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais do
Instituto de Estudos Pedagógicos (CBPE/INEP), doada para a UFRJ em 1977.
Em face à relevância deste acervo no contexto acadêmico, a equipe vem se
esforçando no sentido de aumentar sua visibilidade, inserindo as obras na Base
Minerva 1 da UFRJ e utilizando a ferramenta blog que oferece maior flexibilidade para
a inserção das obras raras e/ou especiais identificadas nesta emblemática coleção.
Neste contexto, denominamos flexibilidade a possibilidade de se poder ilustrar a
página inserindo imagens dos livros com detalhes de raridade (ex-libris 2 ,
assinaturas, dedicatórias, etc.)
O blog criado em 2010, surge da necessidade de uma ferramenta que
"falasse" a língua do estudante universitário, com informações disponibilizadas na
íntegra e que permitisse ao nosso usuário expor seu ponto de vista . A priori , as
páginas do blog surgiram com um conteúdo mais generalizado, apresentando os
setores da biblioteca e os serviços por eles disponibilizados. Esta ideia ficou
alinhada com a nossa realidade, pois fisicamente o acervo da biblioteca, encontra-se
distribuído em três prédios no campus da Praia Vermelha (Urca, RJ) : Periódicos, BT.
Central e Espaço Anísio Teixeira onde está localizada a Coleção INEP. De modo
estratégico, a equipe responsável por esta coleção, viu na ferramenta blog, a
oportunidade de apresentar aos estudantes de graduação e pós-graduação da
universidade, além de pesquisadores na área de educação, o trabalho desenvolvido
com o acervo de obras raras e/ou especiais, difundindo assim suas atividades com a
coleção e dialogar com nossos pesquisadores.
A página Obras Raras já estava criada no blog, tornando-se necessário a sua
reformulação para dar destaque ao acervo e mostrar-se atrativa ao nosso público
alvo. Mas como viabilizar este projeto?
Pensando na organização e navegação do conteúdo, baseadas em um
design de acesso intuitivo, fomos buscar a solução na arquitetura da informação.

2 Revisão de Literatura
Desde os primórdios da humanidade os indivíduos se preocupam
com o registro e a transmissão de informações. Os seres humanos
mais primitivos recorreram às pinturas rupestres como forma de
registrar seu cotidiano. Na Antiguidade, diante do conhecimento
existente (consideravelmente em menor quantidade, se comparado
com a atualidade) , um único filósofo podia ser o veiculo para seu
registro e disseminação a partir de palestras e debates. Nesse
período, surgiram as primeiras bibliotecas. (SOUTO, 2008, p. 2).
A Base Minerva é o sistema de documentação bibliográfica da UFRJ que abrange o acervo das
bibliotecas , centros de documentação, entre outras unidades de informação. (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, 2012) .

1

2 Ex libris "é um indicativo de posse bibliográfica , artisticamente. Confeccionada ou não , estampado
ou impresso em papel e que se cola na contracapa de cada [ .. .]" (BIBLIOTECA PUBLICA DO PARÁ,
[200- ?)) .

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Ao pensar em reformular a pagina de Obras Raras, dois conceitos se
tornaram imprescindíveis: 810g e Arquitetura da Informação. A princípio, para projetar
as mudanças, precisávamos conhecer a ferramenta que iriamos utilizar - sua
história, limitações e possibilidades de uso. Já o segundo, foi o recurso utilizado para
definirmos o layout do conteúdo, padronizar os hiperlinks e assim garantir uma
navegação satisfatória para o nosso usuário.
Com o crescimento da Internet e adesão cada vez maior de usuários, esta se
mostrou o ambiente ideal para disseminação do trabalho desenvolvido com o acervo
de obras raras elou especiais da Coleção INEP. Mas como surgiu este fenômeno?
Castells (1999, p.44) em seu livro "A sociedade em rede" faz um relato
detalhado do surgimento da Internet, desde a criação da APARNET até o surgimento
do protocolo TCP/lp 3 :

[...1 a Internet originou-se de um esquema ousado, imaginado na
década de 1960 pelos guerreiros tecnológicos da Agencia de
Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos
Estados Unidos (a mítica DARPA) para impedir a tomada ou
destruição do sistema norte-americano de comunicações pelos
soviéticos, em caso de guerra nuclear. [... 1 O resultado foi uma
arquitetura de rede que, como queriam seus inventores, não pode
ser controlada partir de nenhum centro e é composta por milhares de
redes de computadores autônomos com inúmeras maneiras de
conexão, contornando barreiras eletrônicas.
Os autores Rosini e Palmisano (2012, p. 107, grifo dos autores) citam que
O nome Infernet vem de internefworking (ligação entre redes) .
Embora seja geralmente pensada como uma rede, a Internet é na
verdade o conjunto de todas as redes e gateways que usam os
protocolos TCPIIP. Ela é o conjunto dos de meios físicos (linhas
digitais de alta capacidade, computadores, roteadores) e programas
(protocolo TCP/IP) usadas para o transporte da informação. A Web
(WWW) é apenas um dos diversos serviços disponíveis através da
Internet.
O'Brien (2010 , p. 169) argumenta que a Internet é um fenômeno
revolucionário em computação e telecomunicações. Segundo o autor, esta se tornou
a maior e mais importante rede de redes e está evoluindo para a supervia de
informações de amanhã . Sua expansão é uma constante, onde milhares de redes
comerciais, educacionais e de pesquisa agora conectam entre si milhões de
sistemas e usuários de computadores em mais de 200 países.
Cabe ressaltar que
Surgida no início dos anos 90, a World Wide Web, ou simplesmente
Web, é hoje tão popular e ubíqua, que, não raro , no imaginário dos
usuários, confunde-se com a própria e balzaquiana Internet - a infra3 Protocolo de comunicação usado por todos os tipos de redes . Em 1978, Vinton Cerf, Jon Postei e
Stephen Cohen dividiram o protocolo em duas partes: servidor-a-servidor (TCP) e protocolo interredes(IP) , que tornou-se padrão de comunicação entre computadores nos EUA em 1980.
(CASTELLS , 1999, p. 84) .

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estrutura de redes, servidores e canais de comunicação que lhe dá
sustentação. [... ] o projeto da Web, ao implantar de forma magistral o
conceito de hipertexto imaginado por Ted Nelson &amp; Douglas
Engelbart (1962), buscava oferecer interfaces mais amigáveis e
intuitivas para a organização e o acesso ao crescente repositório de
documentos que se tornava a Internet. (SOUZA; ALVARENGA,
2004, p. 132).

Para Sabino (apud SANTOS; ALVES, 2009, p.2) a primeira geração da Web
se caracterizou "pela preocupação com sua própria construção, com o acesso aos
recursos informacionais e com a questão comercializável por meio dos sites".
Porém, com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação a
Web evoluiu e nela nasceram novos tipos de ambientes informacionais, mais
interativos e colaborativos para a troca , a criação, a geração e o armazenamento de
informações. Blattmann e Silva (2007 apud SANTOS; ALVES, 2009, p. 2-3)
esclarecem que essa nova concepção vem sendo denominada de Web 2.0 ou ainda
Web Social, segundo eles
"Se antes a web era estruturada por meio de sites que colocavam
todo o conteúdo on-line, de maneira estática, sem oferecer a
possibilidade de interação aos internautas, agora é possível criar
uma conexão por meio das comunidades de usuários com interesses
em comum, resultado do uso da plataforma mais aberta e dinâmica."

A web vem passando por uma evolução desde sua a criação: do início
marcado pelos primeiros serviços via rede: FTP (File Transfer Protocol) , ao
desenvolvimento do correio eletrônico; para posterior criação da World Wide Web:
marcada pelo desenvolvimento das bases de dados, ferramentas de busca e Web
sites, período denominado como Web 1.0; e a criação de novas ferramentas
tecnológicas e o surgimento de novos ambientes colaborativos, como os blogs,
passando a ser denominada de Web 2.0 (SANTOS ; ALVES, 2009, p. 5).
É importante destacar que
a expressão Web 2.0 foi utilizada pela primeira vez por Tim O'Reilly,
com o objetivo de dar nome a um evento em São Francisco (EUA),
sobre serviços online. Em seguida, o nome passou a ser utilizado
para descrever os websites que tinham como aspectos principais a
colaboração e a participação coletiva, o dinamismo e a interação, em
contraste com os sites 1.0 (estáticos, com conteúdo produzido
unicamente pelos construtores do site (ALVES, 2011, p.96-97).

Todavia , com o surgimento da web 2.0
Houve uma democratização e evolução de instrumentos e
funcionalidades que resultaram em interatividade e participação dos
usuários da internet. Tornou-se dispensável a utilização de
profissionais especializados para a publicação de conteúdo digital na
grande rede mundial. Desde então, pessoas comuns, com
conhecimentos básicos de informática, tiveram seu espaço no mundo
digital, podendo expressar seus pensamentos, conhecimentos e

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oplnloes livremente e gratuitamente. Os internautas ganharam o
poder de criar e modificar conteúdo na web, produzindo novos
ambientes hipertextuais. Com as novas tecnologias, ocorreu a
redução dos custos de produção e distribuição, resultando na
apropriação dos conteúdos de mídia digital por todos os tipos de
pessoas. (ALVES, 2011 , p. 97).

Pedro (2010, p. 94-95) cita como exemplos de ferramentas da Web 2.0:
810gs; Ferramentas de criação de redes sociais on-line (permitem a comunicação
entre amigos e familiares) ; Ferramentas de partilha de conteúdo ; Wikis (uma página
ou conjunto de páginas Web que podem ser facilmente editadas por qualquer
pessoa que a elas tenha acesso); Social tagging (prática de atribuir tags ou
palavras-chave pessoais a recursos digitais; Podcasts (ficheiros de áudio ou vídeo
gravados em qualquer formato digital e distribuídos on-line num formato RSS); RSS
feeds (listas atualizadas de conteúdos Web); Licenças Creative Commons (licenças
gratuitas que permitem a um autor publicar conteúdos na Web especificando as
condições de utilização desses conteúdos.
Lemos (2008, p. 6 apud ALVES, 2011 , p. 97) escreveu que "especialistas da
área avaliam que nessa 'nova onda' das tecnologias: a Web é a plataforma ; o que
vale é o conteúdo (que é texto, vídeo, áudio, perfis) - é o direito de opinar; a
comunidade produz junto; a experiência do usuário é o que importa; o usuário tem o
poder - que é dissipado entre muitos usuários". Destacando assim o novo perfil da
Web, que deixa o seu passado estático dos anos 1980 e passa a ser interativa.
Deste modo a Web, através da ferramenta blog, mostrou-se o ambiente ideal
para divulgação do nosso acervo, uma vez que permite o acesso de inúmeros
usuários, simultaneamente, as informações postadas.
O termo blog, segundo Gomes (2005, p. 311) é originário de weblog e foi
utilizado pela primeira vez em 1997,
[... ] weblog é uma página na Web que se pressupõe ser actualizada
com grande frequência através da colocação de mensagens - que se
designam "posts" - constituídas por imagens e/ou textos
normalmente de pequenas dimensões (muitas vezes incluindo links
para sites de interesse e/ou comentários e pensamentos pessoais do
autor) e apresentadas de forma cronológica, sendo as mensagens
mais recentes normalmente apresentadas em primeiro lugar. A
estrutura natural de um blog segue, portanto uma linha cronológica
ascendente.

Os primeiros blogs foram desenvolvidos por pessoas com
[... ] conhecimentos informáticos suficientes para gerarem paginas
WWW uma vez que não existiam ainda disponíveis serviços
automáticos de criação, gestão e alojamento de blogs com as
características que hoje lhes conhecemos. Para alguns, Tim BernersLee, o inventor da World Wide Web e criador do primeiro website é
também considerado o criador do primeiro weblog . (GOMES, 2005,
p. 312) .

Sampaio (2011, p.245-246) cita que o blog foi concebido, inicialmente, para

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ser um diário digital, nele as pessoas poderiam tornar público - de forma cronológica
- pensamentos, ideias e intimidades, vindo a ser popular em 1999 com o software
Blogger, criado pelo o norte-americano Evan Williams. Lembrando, que o programa
era uma alternativa na publicação de textos online, pois além de dispensar o
conhecimento especializado em informática, se destacava pela facilidade de edição
e atualização dos textos em rede e pela gratuidade, bastando que o usuário
possuísse um computador com acesso à internet.
Na sua evolução, encontramos o blogue-agenda (registra pensamentos,
ideias, atividades, apontamentos de livros) e o blogue-mural (expõe artigos de
opinião, noticias, imagens ou qualquer acontecimento importante), este, inicialmente,
considerado uma ferramenta de trabalho para jornalistas e indivíduos produzirem
relatos de suas atividades. (SOUSA, et aI. , 2007 , p. 89) . Porém ,
o conceito de blog tem vindo a expandir-se, sendo a sua definição
cada vez menos consensual em resultado da diversidade de formas,
objetivos e contextos de criação bem como da diversidade e distinta
natureza dos seus criadores . Dos blogs pessoais, adoptando a
formula do "diário electrónico" aos blogs visando a difusão da
informação com intuitos comerciais, de tudo se pode encontrar na
web . Do autor individual que conosco partilha a sua intimidade ou os
seus interesses, a autoria institucional formalmente assumida,
passando pelos blogs criados e mantidos por grupos de pessoas,
existe todo um leque de possibilidades de autoria." (GOMES, 2005,
p. 312) .

Recuero (2003 apud PEREIRA, 2009, p. 46 ) propõe uma classificação para
os blogs, deixando claro que as categorias são mutáveis e passam por revisões de
tempos em tempos: weblogs diários - faz referência a vida do autor, seu dia-a-dia;
weblogs de publicações - apresentam a visão do autor sobre algum assunto
específico ; weblogs literários - são utilizados para a publicação de historias de
ficção; weblog clipping - colagens de outros sites/blogs considerados interessantes;
weblogs mistos - não há predominancia de um conteúdo específico, pode misturar a
vida do autor, dicas culturais, comentários variados, etc.
O uso desta ferramenta na gestão de conteúdo, neste caso a coleção de
obras raras e/ou especiais da BT. CFCH da UFRJ, é mais uma das possiblidades do
blog, aproveitando sua facilidade e a rapidez para disseminar informações - em
detrimento da construção de um site tradicional. Atuando assim, como um facilitador
do "acesso à informação e aos serviços prestados pelas Bibliotecas [ ... l, podendo
até, potencializar a intervenção do utilizador no desenvolvimento e gestão de
conteúdos e novos serviços" (SOUSA, et aI. , 2007, p. 102). A publicação de notícias
ou novidades bibliográficas e a utilização para pesquisa no catálogo associado a
comentários das obras consultadas são outras aplicações possíveis na biblioteca,
embora , ainda persista seu uso como diário digital.
Assim como na Internet, no blog o hipertexto é uma tecnologia usada para
apresentação em multimídias, o termo foi

[...1 criado

e usado pela primeira vez na década de 60 por Theodor
Nelson. Os suportes em papel, diz ele, têm limitações no que toca à
sua organ ização e apresentação das u idéias. Por outro lado, com o

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computador pode-se construir novos tipos de leitura onde o leitor irá
encontrar aquilo que lhe interessa [... ]. Propõe então uma forma de
organização de textos e imagens que opere de forma mais próxima
ao pensamento: "o pensamento opera de forma não-linear, na
maioria da vezes de forma caótica, como um turbilhão". É neste
contexto que ele usa pela primeira vez o termo "hyper-text" (depois
"hypertext", sem o hífem) para definir essa forma flexível e não-linear
(nonsequential) de apresentar o material relativo a um assunto: um
conjunto de textos e imagens interconectados a outros documentos e
que permitiriam inúmeros percursos e leituras. (LARA FILHO, 2003).

Os documentos (imagens, textos, etc.) no ambiente digital, são
interconectados através de hiperlinks para dinamizar o acesso ao conteúdo,
garantido assim esta característica não-linear de leitura e navegação na Internet.
Essa característica é a grande diferença do hipertexto com relação a
outras mídias, como livros, revista e televisão. Na Internet os
usuários estão no comando e não precisam necessariamente
consumir o conteúdo em uma sequência pré-determinada. Daí a
vocação de ser um meio orientado aos usuários. E para que as
pessoas consigam achar o conteúdo que procuram, o projeto de uma
navegação eficiente, fácil e intuitiva torna-se fundamental.
(MEMÓRIA, 2005, p. 50).

Navegação para Agner (2009 , p. 17-18), em seu sentido comum, quer dizer
movimentar-se através do espaço, já no sentindo amplo "inclui o movimento virtual
através de espaços cognitivos - que são espaços formados por dados, informações
e pelo conhecimento que daí emerge".
Segundo Sheneiderman (1998 apud AGNER, 2009, p. 19) a navegação para
busca de informações em hipertextos pode assumir as seguintes características:
navegação para busca de informação específica ; navegação para busca de
informações relacionadas; navegação com destino em aberto; navegação para
verificar a disponibilidade. Na página Obras Raras foram dadas ênfase às duas
primeiras. Para garantir que o nosso pesquisador encontre a informação desejada,
adotamos as normas e boas práticas defendidas por Nielsen (2000 apud MEMÓRIA,
2005, p. 52) - a necessidade de resposta para as três principais questões dos
usuários: Onde estou? Onde estive? Onde posso ir?
O projeto da nova página Obras Raras foi idealizado como um espaço de
acesso à informação especializada para "facilitar o debate e a interação com
pesquisadores [... ], permitindo a discussão, aceitação, questionamento e refutação
de L idéias" (cf. CHRISTOFOLETTI, 2009 apud LOPEZ, 2011 , p. 88) . A intenção era
arrolar as obras deste acervo, apresentando os critérios adotados na seleção, além
de disponibilizar as páginas de rosto e detalhes de alguns itens raros e/ou especiais,
incluir textos e sites sobre o tema, e mapear as bibliotecas na UFRJ com acervo
similar.
Baseada em uma navegação de acesso intuitivo, utilizou-se hiperlinks "textos destacados ou gráficos em documento da web que, quando clicado, abre
uma nova página da web ou seção da mesma pagina apresentado conteúdo
relacionado." (STAIR; REYNOLDS , 2011 , p. 256) - para garantir a navegação do
usuário na página e conteúdos relacionados.

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A arquitetura da informação, auxiliou então a organizar padrões de dados,
tornando mais claro o processo de arranjo do conteúdo na página Obras Raras do
blog.
Foi o arquiteto Richard Saul Wurman "que cunhou o termo arquitetura da
informação nos idos de 70 . O arquiteto da informação seria o individuo com a
missão de organizar padrões dos dados e de transformar o que é complexo e
confuso em algo mais claro" (AGNER, 2009 , P 78) . Este "deve se preparar para ser
um profissional polivalente [.. .] deve sacar muito de interação humano-computador
(lHe), de análise de tarefas, de impacto organizacional, de ergodesigner, de
sistemas, de testes com usuários, de comunicação, de pensamento crítico ... "
(AGNER, 2009 , p.83-84) .
Ficou evidente para a equipe, a preocupação com o projeto, a implementação
e a manutenção do espaço informacional digital para o acesso humano, a
navegação e o uso. Para Agner (2009, p. 97), a arquitetura de informação pode ser
compreendida como quatro sistemas interdependentes, composto por regras
próprias: organização, navegação, rotulação e busca , também evidenciados no
projeto de criação da nova página .

3 Materiais e Métodos
Iniciamos por falar dos critérios adotados para identificar as obras como raras
e/ou especiais. Baseados no Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras 4
(PLANOR) identificamos como requisitos para que a obra fosse selecionada :
Impressões dos séculos XV, XVI , XVII, XVIII ; Obras editadas no Brasil até 1900;
Primeiras edições até o final do século XIX; Edições com tiragens reduzidas com
aproximadamente 300 exemplares; Edições de luxo; Edições clandestinas; Obras
esgotadas, especiais e fac-similares , personalizadas, criticas, definitivas e
diplomáticas; Obras autografadas por autores renomados; Obras de personalidades
de projeção política , científica , literária, religiosa ; Exemplares de coleções especiais
(regra geral com belas encadernações e "ex libris"); Exemplares de anotações
manuscritas de importância (incluindo dedicatórias); Obras científicas que datam do
período inicial da ascensão de cada ciência ; Edições censuradas; Obras
desaparecidas, face a contingência do tempo; Originais manuscritos de autores
renomados; Edições populares, especialmente romances e folhetos literários (cordel,
panfletos) ; Edições de artífices renomados; Edições de clássicos, assim
considerados nas historias das literaturas específicas.
Face à especificidade da coleção, foi adotado também como critério, a
importância da obra para a História da Educação no Brasil, sobretudo nos anos 30,
quando surgiu o movimento que deu início a "Escola Nova" criando o INEp 5 .
BIBLIOTECA NACIONAL. Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras . Critérios de raridade
empregados
para
a
qualificação
de
obras
raras.
Disponível
em :
&lt;http://www.bn.br/planor/documentos/criterioraridadedioraplanor.doc&gt;. Acesso em: 27.07.2011.

4

5 O INEP foi criado em 1937, quando o Ministério da Educação e Saúde Pública era dirigido por
Gustavo Capanema , que pretendia criar "um aparelhamento central destinado a inquéritos, estudos ,
pesquisas e demonstrações, sobre os problemas do ensino, nos seus diferentes aspectos" - como
consta em mensagem enviada ao legislativo federal. Nos anos 50 , o INEP foi dirig ido pelo educador
Anísio Teixeira. (MENEZES , SANTOS, 2002)

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A ide ia de reformular a página Obras Raras surgiu no ano de 2011, a partir de
um inventário do acervo raro e/ou especial da Coleção INEP. Este inventário teve
como base um catálogo preliminar feito por Paranhos 6 e totalizou 584 itens. A partir
daí identificou-se a necessidade de destacar este material tão particular, com itens
datados a partir de 1747, encadernações especiais, dedicatórias, desenhos
manuscritos e diversos outros detalhes de destaque para a história do livro
impresso.
Pensando na organização, navegação, rotulação e busca , baseado em um
design estrutural de acesso intuitivo que a nova página começou a ser elaborada .
Logo as etapas descritas por Memória (2005, p.11) - levantamento dos dados,
criação, refinamento, produção, implementação e manutenção - enquadraram-se
perfeitamente no nosso projeto.

o
Criação

o

(mplement;1çâo

Figura 1 - O processo genérico de desenvolvimento de website baseado em
avaliações de usuário
Fonte: MEMÓRIA, Felipe. Design para a internet: projetando a experiência perfeita. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005.

As etapas do projeto foram separadas em fases - Concepção, Implantação e
Monitoramento - para facilitar sua aplicação:
A) Concepção:
O primeiro passo foi entender os recursos e as limitações da ferramenta que
seria utilizada: layout, upload 7 de arquivos, utilização de tags B de conteúdo, recursos

PARANHOS , Sueli Palma Borges. Catálogo preliminar de obras raras elou especiais da
biblioteca do INEP. Rio de Janeiro: UNIRIO, 1993. 89 p.

6

7

Enviar dados ou arquivos de seu computador para outro computador. (MELO , 2010, p. 105).

8

Palavras-chaves utilizadas como marcações para recuperar um texto no blog .

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de imagem, edição de páginas e postagens, arquivamento, versão para celular e
estatísticas de uso. Após verificar se atendiam (ou não) as demandas que
imaginamos para o projeto, passamos para as seguintes etapas:
Levantamento de dados - definição dos tipos de usuários que visitariam a
página e suas necessidades, arrolando o conteúdo que seria exibido.
Agner (2009, p. 24) defende que os "usuários de documentos eletrônicos não
olham ou simplesmente leem as informações, mas interagem com elas - de modo
sem precedentes no design impresso". Logo deveríamos estar preparados para
usuários iniciantes, intermediários e avançados, garantindo que independente de
seu nível conseguiriam acessar as informações disponibilizadas.
Criação - geração das ideias que poderiam ser ou não aproveitadas para
desenvolvimento futuro .
Refinamento - aperfeiçoamento da navegação, do fluxo e do layout. Neste
ponto do projeto adotamos o wireframe
[... ] um rascunho de uma tela especifica que posiciona a informação
e a navegação, incluindo-se aí agrupamento, ordem e hierarquia do
conteúdo. É um esqueleto que organiza os elementos de interface,
sem a interferência do projeto visual. (MEMÓRIA, 2005, p. 36).

Fruto de toda a pesquisa e análise feita anteriormente e desenhado através
de um programa específico, nosso wireframe foi com foco no usuário, pensando na
sua satisfação, facilidade de uso, conteúdo, performance e valor da marca (neste
caso a UFRJ).

Fadli~
de uso

1
Design centrado

Valor
da marca

Figura 2 - Aréas-chave para a metodologia de projeto centrada nos usuários

Fonte: MEMÓRIA, Felipe. Design para a internet: projetando a experiência perfeita. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005.

Foi definido um estilo simples para redação dos textos - estes não deveriam
ser longos - priorizando o mesmo padrão estético do Blog da BT. CFCH/UFRJ . A
hierarquização do conteúdo foi realizada pensando sempre no "por que, para quem

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e em nome de quem são realizadas as ações [... ]" (Agner, 2009, p. 191). Pois caso
apresentasse algum problema futuro , a equipe tinha em mente que "um produto bem
projetado envolve muito mais do que apenas um conteúdo de qualidade. Questões
como facilidade de uso, desempenho e designer gráfico também são importantes."
(Memoria, 2006, p. 10). Logo, dificuldades na utilização da página não seriam culpa
do nosso usuário e sim de falhas no projeto, que não teria então, esgotado os
prováveis erros derivados das diversas situações de uso.
Chamadas para outros conteúdos (mostrando-os um pouco) , tamanhos prédefinidos para imagens, layout de PDFs 9 e padronização de cores para título, texto,
hiperlinks ativos e hiperlinks visitados foram adotados.
Produção - desenvolvimento de um protótipo. Uma área de teste foi criada e
nela gerada um protótipo funcional. Ele foi baseado no wireframe desenhado e
pensando na interação humano-computador citada por Agner (2009 , p.29-30):
sempre consistente; com atalhos para os mais experientes; permitindo a
retroalimentação, apresentando diálogos com início, meio e fim ; prevendo erros;
possibilitando a reversão para o estado inicial; dando ao usuário a sensação de
controle ao navegar na página; e , conhecendo bem o usuário.
Paralelamente, os arquivos em PDF foram gerados, os detalhes das obras
selecionadas foram fotografados, as imagens formatadas e tratadas. Mapearam-se
as bibliotecas da UFRJ que também davam destaque para suas coleções de obras
raras na Internet e os textos de autores renomados, levantados no intuito de
enriquecer a experiência do nosso usuário.
B) Implantação:
Desenvolvemos o conteúdo e imagens finais , inserindo na versão de teste do
blog, para posteriormente fazer o download deste material e em seguida upload para
o Blog da BT. CFCH/UFRJ . Em seguida, foi feito o lançamento da nova pagina
Obras Raras, disponibilizando-a para o uso real.
C) Manutenção:
Centrada na preocupação com a atualização da página no blog e análise das
estatísticas de acesso. Então, como medir os resultados? A solução estava na
própria ferramenta que nos permitia este controle .
Segundo Memória (2005, p. 43) alguns dos dados considerados mais
importantes são: acessos do site durante dias e meses; de onde as pessoas vieram ;
diferenças do número de visitas após redesenho . Logo após o lançamento da página
Obras Raras, percebeu-se um aumento considerável no acesso, originário
principalmente de usuário dos navegadores Internet Explore, Safári e Chrome no
Brasil, o que se justifica pela divulgação realizada no meio acadêmico através de e-

9 o formato Portable Document Format (PDF) foi criado pela Adobe Systems e tornou-se o padrão
global para captura e a revisão de informação de mídia rica de quase todos os aplicativos ou
sistemas operacionais e para o compartilhamento com quase qualquer pessoa, em qualquer lugar
(ADOBE, [200-?])

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mails e Twitter 10 .

4 Resultados Finais
A nova página foi lançada em 14 de setembro de 2011, a partir daí notou-se
um aumento considerável no acesso ao blog.
Tabela 1 - Visualizações do 8109 por País
País
Brasil
Estados Unidos
Portugal
Argentina
Canadá
Alemanha
Reino Unido

Antes de

Depois de

14.09.2011

14.09.2011

91
4

728
16
4
2
1
1
1

O
O
O
O
O

Fonte:. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca do Centro de Filosofia
e
Ciências
Humanas.
[8109
da
biblioteca].
2010.
Disponivel
em:
&lt;http://btcfchufrjbr.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em: 20 mar. 2012.

As estratégias de divulgação adotadas - publicação em listas de discussão
especializadas, encaminhamento de e-mails para usuários cadastrados na biblioteca
e disseminação no Twitter - foram as grandes responsáveis por este aumento no
acesso. Constatamos, que o usuário ao visitar a página Obras Rara, acabava por
acessar as outras páginas do blog, aumentando assim a rede de usuários on-line da
biblioteca.
Outro ponto interessante foi o crescimento no índice de atendimento da Col.
INEP na UFRJ, que no último ano teve um aumento em torno de 25%.
Pesquisadores oriundos, principalmente pós-graduandos e de outros estados. Cabe
sinalizar também que a divulgação do acervo raro e/ou especial promoveu o restante
da coleção, obras não identificadas nos critérios de raridade também tiveram sua
procura aumentada , o que se revelou uma grata surpresa.
A Internet confirmou então, sua vocação de rede de muitos para muitos,
atingindo usuário em países onde não realizamos sequer divulgação, como Portugal
e Estados Unidos. Logo, o destaque para a coleção que idealizamos no início do
10 Twitter é uma rede de informação em tempo real que conecta os usuários a histórias, ideias,
opiniões e notícias. É composto por pequenas textos chamadas Tweets, escritos em até 140
caracteres . (TWITTER , [201-7))

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projeto foi obtido. A navegação intuitiva do usuário, sem a necessidade de inúmeros
cliques para acessar o conteúdo e uma página com design simples, porém funcional ,
também foram alcançados.

5 Considerações Finais
A arquitetura da informação, através de seu wireframe, foi a nossa maior
aliada na reformulação da página Obras Raras. Este esboço inicial norteou nosso
projeto, ajudando a definir parâmetros para a construção da nova página .
O inventário e hierarquização do conteúdo, padronização de hiperlinks,
tipificação dos usuários e mapeamento de possíveis erros na navegação, feitos a
partir de testes antes da implantação, foram definitivos para o sucesso da página e
alcance da satisfação do usuário.
A partir dos resultados levantados, percebemos que a fase de manutenção do
blog será inacabável. Por se tratar de uma ferramenta com textos curtos,
disponibilizados em ordem cronológica , permitindo a interação do usuário através de
comentários, a atualização das informações e a criação de estratégias para garantir
a visitação do conteúdo exposto deverá ser uma constante. Uma vez que este
usuário, oriundo da Internet, precisa ser sempre "reconquistado", pois é atraído por
inovações. Ele sempre acessará Obras Raras, almejando encontrar a página
atualizada.

6 Referências
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_ _o

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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Obras raras do acervo INEP na UFRJ: blog como ferramenta de disseminação da coleção.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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            <elementText elementTextId="63592">
              <text>Teixeira, Camila da Silva; Paranhos, Sueli Palma Borges; Queiroz, Maria Adelaide Pinto</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2012</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <text>Evento</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63598">
              <text>Este artigo pretende mostrar o uso do blog como recurso estratégico da Coleção INEP na Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, numa proposta de disseminação do seu acervo raro e especial. A nossa abordagem explora a ferramenta blog e apresenta a sua estrutura, ao longo do texto, como um espaço de acesso à informação especializada e de integração. Descreve passo a passo a construção de sua arquitetura, especificamente da página Obras Raras, auxiliado pelo wireframe, permitindo a inserção de imagens digitalizadas e hiperlinks para sites de interesse e o novo design possibilita a interatividade com o usuário.</text>
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          <description>A language of the resource</description>
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