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                  <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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o UNIVERSO DO CONHECIMENTO NAS ÁREAS DE
VITICULTURA E ENOLOGIA: SUAS REPRESENTAÇÕES JUNTO AO
CNPq, CDD E CDU*.
Rejane Chaves Batista 1, Rosângela Silva de Carvalho2
1

Bibliotecária, Especialista em "Gestão de Pessoas", Instituto Federal de Educação do Sertão
Pernambucano, Petrolina - PE.

2 Bibliotecária, Especialista em "Organização do Conhecimento para a Recuperação da
Informação", Instituto Federal de Educação do Sertão Pernambucano, Petrolina - PE.

*Trabalho originado na monografia para o programa de especialização em "Organização do
Conhecimento para Recuperação da Informação", da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO).

Resumo

o estudo aborda as áreas do conhecimento de viticultura e enologia, que são
ofertadas como um dos cursos superiores no Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão - PE), campus zona rural. O
trabalho aponta a importância destas no sertão do São Francisco pernambucano.
Trata a teoria do conceito e a teoria da classificação como base para a organização
do conhecimento das áreas estudadas. Mostra a representação dessas áreas nos
instrumentos de classificação mais utilizados no Brasil : CDD, CDU e TAC do CNPq.
Conclui apresentando resultados das análises dessas áreas e suas representações
nos instrumentos de classificação.
Palavras-Chave:
Organização do conhecimento ; Viticultura ; Enologia ; Teoria da classificação;
Teoria do conceito.

Abstract
The study approaches areas of knowledge of viticulture and enology, that are
offered as degree courses at the Federal Institute of Education, Science and
Technology of Sertão Pernambucano (IF Sertão - PE), rural campus. The work
highlights the importance of these fields in the San Francisco Pernambucano region .
It discusses the theory of concept and theory of classification as a basis for
knowledge organization of the areas studied . It shows the representation of these
areas in the classification instruments commonly used in Brazil : DDC , UCD and
CNPq . It concludes by presenting results of analysis of these areas and their
representations in the classification instruments.

Keywords:
Knowledge Organization ; Viticulture; Enology; Classification theory; Concept
theory.

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1 Introdução
Shiyali Ramamrita Ranganathan, importante e conhecido bibliotecário indiano,
muito bem explicou o ato de conhecer, como um movimento que nunca tem fim,
formando um ciclo, de modo dinâmico e infinito. Apontava, também, que os
esquemas de classificação deveriam seguir estas mudanças, evoluindo na mesma
progressão. Tal fato se constitui uma difícil tarefa devido à "explosão do
conhecimento" , um verdadeiro "boom" que teve seu auge com a revolução
tecnológica . Saracevic (1996) escreveu sobre o assunto em seu artigo "Ciência da
Informação: origem, evolução e relações", e discorre falando sobre Vannevar Bush
(cientista do MIT), que definiu alguns problemas críticos como "a tarefa massiva de
tornar mais acessível um acervo crescente de conhecimento". Identificou, ainda, o
problema da explosão informacional, que consistia em um crescimento exponencial
de informação, especialmente nos campos da ciência e tecnologia .
Isso se comprova com as afirmações feitas por "Luiz Milanesi em O que é
biblioteca, "antes esgota-se o pesquisador do que o assunto pesquisado" .. ." (SMIT,
1986). Vivemos nessa era, a era da informação e do conhecimento, que surgem com
uma velocidade muito acelerada.
Diante disso, um ponto importante que merece ser observado é a
representação e a organização do conhecimento , visando à recuperação de
informações para os mais específicos fins e utilização. É um assunto complexo
diante de tantos avanços das áreas do conhecimento no nosso mundo, uma tarefa
nada fácil a prática de organizar diante desse ciclo ininterrupto da construção e
reconstrução do conhecimento.
Neste trabalho, o nosso objetivo é buscar as áreas do conhecimento de
Viticultura e Enologia junto aos instrumentos de classificação, ou seja , as principais
tabelas de classificação do conhecimento usadas no Brasil: a Classificação Decimal
de Dewey (CDD), a Classificação Decimal Universal (CDU) e a Tabela de Áreas do
Conhecimento (TA C) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPQ) . Essas áreas são de suma importância para o semiárido
nordestino, mais precisamente para o sertão pernambucano e o sertão do São
Francisco, onde o rio São Francisco desempenha um importante papel na vida
socioeconômica das pessoas e daquela região .
O Instituto Federal de Educação do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE)
abriga várias áreas do conhecimento que se reflete em seus cursos. Entre estes,
situamos o curso de Viticultura e Enologia, oferecido no campus zona rural , que está
localizado no perímetro rural da cidade de Petrolina - PE. Encontra-se a 25 km do
centro urbano deste município, cercado pela imensa vegetação típica do local , a
caatinga , no semiárido nordestino. O IF Sertão zona rural possui uma ampla área de
campo, em um estilo escola-fazenda, possibilitando interações práticas com os
cursos que oferece. Estes possuem uma característica coerente com o contexto
social , econômico e ambiental da região. O campus contém vários ambientes
fundamentais para a relação ensino-aprendizagem, verdadeiros "laboratórios vivos",
como as áreas de plantação de grandes culturas, principalmente fruteiras , pocilga ,
apriscos, apiário, aviário, bovinocultura, escola do vinho, entre outros (INSTITUTO .. .,
[2011 D.
Dessa forma , como resultado , teremos a representatividade das áreas citadas
refletida nos instrumentos de classificação, visando fins de organização do
conhecimento para as suas mais diversas utilizações.

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2 Revisão de Literatura

o conhecimento produzido em vanas esferas da sociedade, no mundo,
passou a crescer significativamente. Morin (2008) nos diz que "o conhecimento
progride não tanto por sofisticação, formalização e abstração , mas, principalmente ,
pela capacidade de contextualizar e englobar" . Prosseguindo, Morin (2008) ainda
nos fala que o conhecimento é constituído de tradução e reconstrução, partindo dos
sinais, signos, símbolos, formando representações, idéias, teorias e discursos.
Constitui-se em um processo circular, que passa por separações e ligações, análises
e sínteses. Isso demonstra e reflete a tentativa de organizar o conhecimento, inserilo no seu contexto e situá-lo no seu conjunto.
Assim, percebemos o quanto é importante o estudo da organização e
representação do conhecimento, pois trata da sua sistematização, visando a
recuperação da informação, tendo em vista que toda produção científica necessita
de um tratamento para ser representada . As linguagens de documentação são
usadas para auxiliar no tratamento dos documentos que fazem parte dos sistemas
de recuperação da informação, por meio de alguns instrumentos, como por exemplo,
os esquemas de classificação, listas de cabeçalhos de assuntos, sistemas de
indexação, tesauros, entre outros.
Já houve quem ousasse e dissesse que o "conhecimento é classificação"
(LANGRIDGE , 1977, p. 11). A história da classificação do conhecimento partiu do
modelo estabelecido por Aristóteles, e prevaleceu por aproximadamente dois mil
anos (300 aC a 1600). Ele dividiu a ciência em três partes: teórica, prática e
produtiva .
O filósofo grego Porfírio, no século IV, apresentou uma classificação
dicotômica do conhecimento, conhecida como árvore de Porfírio . Outros
classificadores, como Bacon (século XVII) e Bliss (século XIX), envidaram esforços
para substituir o sistema aristotélico . As classificações eram agrupadas de acordo
com características subjetivas, como por exemplo a divisão que Bacon fez, onde
dependia do modo como a mente conduzisse os fenômenos, ou seja, pela memória
e pela razão . Já no século XX, as classificações tiveram como característica o
empirismo, a teoria não era muito considerada. Houve muitos estudos científicos
desenvolvidos por Dewey, Cutter, Brown , Bliss e a Library of Congress dos Estados
Unidos. Destes se destacou a Classificação Decimal de Dewey (CDD), baseada na
classificação de Bacon, que inovou com a utilização de números decimais para a
notação de assuntos.
O matemático e bibliotecário indiano Shiyali Ramamrita Ranganathan foi um
nome de grande destaque junto à teoria da classificação. W. C. Berwick Sayers foi
seu orientador e o influenciou, "calcado na teoria da classificação com base na
lógica aristotélica, partiu para uma revolução no delineamento de esquemas de
classificação" (NAVES , 2006, p. 38). Ele estudou a teoria e a natureza do
conhecimento em vários assuntos. Ao questionar sobre como os assuntos são
formados, obteve como resposta que estes se dão por cinco caminhos: dissecação,
laminação, desnudação, reunião/agregação e superposição. Dedicou-se bastante às
pesquisas na área de classificação, criou um novo esquema de classificação ,
utilizando a análise em facetas, originando e influenciando as classificações
modernas. Ele sentiu esta necessidade ao estudar a Classificação Decimal de
Dewey, pois percebia um grande problema de adequação dos assuntos em relação
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às estruturas classificatórias. Foi um pesquisador pioneiro em busca de solucionar
este problema. Ranganathan apresenta também a "Espiral do Desenvolvimento de
Assuntos", onde se percebe o registro do conhecimento e a sua produção. O
movimento em espiral representa a dinâmica dos assuntos com as possíveis e
constantes mudanças no universo do conhecimento e de assuntos. Campos (2001,
p. 43) nos diz que "dessa forma a garantia literária e a dinâmica do conhecimento
andam juntas, e são esses fatores que determinam a relação do documento com o
conhecimento e influenciam a elaboração de esquemas classificatórios para a área
da documentação". Desta forma , torna-se perceptível a estreita relação do
conhecimento com os esquemas de classificação.

Figura 3: A Espiral do Desenvolvimento de Assunto
Fonte: Ranganathan (1967) .

Sobre a acomodação do conhecimento nas tabelas de classificação, Silva
(2007) diz que "a flexibilidade na organização do conhecimento é importante,
sobretudo quando se trata de documentos de natureza científica em que as áreas se
expandem rapidamente e necessitam de novas acomodações nas tabelas de
classificações".
É importante saber que cada classificação atende a objetivos específicos. Um
mesmo objeto ou idéia poderá ser classificado de diversas maneiras, e isso irá
depender das necessidades que se pretendem satisfazer e dos propósitos a que
estão relacionados. Langridge (1977, p. 17) nos diz que "não existe, portanto,
nenhuma razão em julgar qualquer classificação como sendo certa ou errada".

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3 Materiais e Métodos
As áreas escolhidas para análise foram Viticultura e Enologia . Foram levadas
em consideração por serem assuntos pertinentes aos cursos superiores do IF
Sertão, especificamente do campus zona rural. São também áreas do conhecimento
muito cogitadas na região do Submédio do Vale do São Francisco e alavancam boa
parte da produção econômica local. São atividades que são exploradas em grande
escala e, em decorrência disto, surgem demandas por conhecimentos e buscas por
técnicas adequadas, visando uma melhor produtividade .
A princípio, buscaremos conceituar as áreas em questão, pois esta tarefa nos
ajudará a analisar como estão organizadas e representadas nos instrumentos de
classificação (tabela do CNPq, CDD e CDU).
Foram consultados dicionários e enciclopédias renomadas, como também a
literatura científica dos temas propostos. Os quadros a seguir nos darão uma melhor
visão e compreensão.
VERBETE

DEFINiÇÃO

Viticultura

Cultura das vinhas. Vinicultura.

Enologia

Estudo do que toca aos vinhos.

Vinicultura

Fabricação de vinho. Viticultura .

Vitivinicultura

Cultura das vinhas e fabricação de vinho.

..

. .

Quadro 1: Definição de verbetes de dlclonano
Fonte: Ferreira (2009).

VERBETE

DEFINiÇÃO

Viticultura

Cultura da videira com a finalidade de produzir
frutos destinados ao consumo como fruta fresca, à
produção de passas ou ao processamento, com vistas

à elaboração de sucos, vinhos e seus derivados, além
de doces, geléias, etc.
Enologia

Do grego oinos, vinho e fogos , tratado. Arte e
conjunto de ciências respeitantes ao vinho, quer sob o
ponto de vista da preparação, quer dos elementos que
o compõem, bem como de sua conservação, de seus
defeitos e doenças.

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Vinicultura

Atividades que se referem à fabricação de vinho.
Viticultura

Vitivinicultura

Conjunto de atividades que se referem à cultura
de videiras e à fabricação de vinho. Viticultura.

,
.
. .
Quadro 2: Definição de verbetes da Enclclopedla Agrícola Brasileira
Fonte: ENCICLOPÉDIA. .. (1995) .

Pretendemos abordar somente os termos: Viticultura e Enologia. Entretanto,
algumas destas definições nos remeteram a outros termos como: Vinicultura e
Vitivinicultura , que estão coloridos de azul. Constatamos que estes são importantes
para o nosso trabalho , pois estão estreitamente relacionados às áreas de Viticultura
e Enologia e, desta forma , os incluímos nas definições acima, com o intuito de que
estas possam nos ajudar nas buscas nos instrumentos de classificação, como
também nas análises da representação do conhecimento das áreas a serem
trabalhadas.
Consultamos, também, a literatura científica das áreas abordadas. Sobre
Viticultura e Enologia, Giovaninni e Manfroi (2009) nos descrevem como sendo
áreas do conhecimento totalmente interligadas e dependentes entre si :
Um grande vinho somente pode ser elaborado a partir de uvas de
alta qualidade e com a aplicação dos melhores conhecimentos
enológicos disponíveis. Com uva de qualidade inadequada o
enólogo não tem como fazer um grande vinho, por mais
conhecimento e tecnologia que tenha à sua disposição. Do mesmo
modo, a melhor uva possível não gerará um grande vinho se o
enólogo não tiver o conhecimento e os equipamentos adequados
para obter desta fruta todo o seu potencial.

De posse dos dados acima , com as possíveis definições extraídas de
dicionários, enciclopédias e literatura científica , podemos buscar a conceituação dos
termos em análise. Dahlberg (1978) nos mostra que com a ajuda das linguagens
naturais podemos formular enunciados a respeito de conceitos. uÉ em base a tais
enunciados que elaboramos conceitos relativos aos diversos objetos. Cada
enunciado verdadeiro representa um elemento do conceito". Aplicaremos aqui o
modelo de formulação dos enunciados citado por Dahlberg , neste artigo
mencionado, em relação aos nossos assuntos pesquisados.
Sobre Viticultura podemos formular os seguintes enunciados:
a) Cultura das vinhas;
b) Cultura da videira ;
c) Tem como finalidade a produção de frutos (uvas) destinados ao consumo,
produção de produtos alimentícios (doces, geléias, etc.) e bebidas (vinhos, sucos,
etc.).
Sobre Enologia:
a) Estudo do vinho;
b) Arte e ciência do vinho;

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c) Inclui a preparação, conservação, defeitos e doenças do vinho.
3.1 DADOS DO CNPq
Constitui-se como finalidade da Tabela de Áreas do Conhecimento (TAC) do
CNPq a organização do universo de ciência e tecnologia do país, visando a gestão e
avaliação em níveis hierárquicos de agregação.
Ao situarmos as nossas áreas de trabalho em relação à TAC do CNPq
(BRASIL, 2011), obtivemos os seguintes resultados:
a) VITICULTURA

Não foi localizado na TAC do CNPq o termo "viticultura".
b) ENOLOGIA
Não foi localizado na TAC do CNPq o termo "enologia". Entretanto,
encontramos áreas que de alguma forma se relacionam com a área de enologia ,
conforme veremos abaixo.

5.07.02 .00-9 Tecnologia de alimentos
5.07 .02 .03-3 Tecnologia das bebidas
Achamos coerente expor essa representação devido à enologia ter como uma
de suas definições a "preparação, conservação, defeitos e doenças do vinho", ou
seja, a tecnologia das bebidas, conforme situamos a partir do conceito.
3.2 DADOS DA CDD
A Classificação Decimal de Dewey é um dos sistemas mais utilizados e
conhecidos do mundo. Melvil Dewey foi o seu idealizador e criador, que se inspirou
em estudos de filósofos e outros classificadores.
Para buscarmos as representações das áreas abaixo na tabela da CDD
(DEWEY, 2003) , obtivemos todas estas a partir da classe mais geral, a "600
Tecnologia".
a) VITICULTURA

Foi interessante observarmos a estrutura da cadeia abaixo, onde
encontramos a faceta "634.8 Uvas" subordinada a "634 Pomar, frutas e silvicultura".
Podemos também , desta forma, relacioná-Ia com a área de Fruticultura. Entretanto,
há uma observação importante, onde ao mesmo tempo em que está representada a
faceta "634.8 Uvas", aqui também se pede para classificar a área de "Viticultura".
Consultamos o índice da CDD, na expectativa de localizarmos esta área sob outro
enfoque, mas não foi encontrado nenhum outro ponto de acesso para a área em
questão. De acordo com as definições e enunciados que obtivemos das
conceituações, a nota "Classifique aqui viticultura" possui uma estreita relação com a
cultura e produção de uvas.

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600 Tecnologia (Ciências aplicadas)
630 Agricultura e tecnologias relacionadas
634 Pomar, frutas e silvicultura
634 .8 Uvas
Classifique aqui viticultura.
634 .82 Lesões, doenças, pestes
634 .83 Variedades e tipos
634 .88 Cultivo e colheita
b) ENOLOGIA
Não foi localizado no índice e nem nas tabelas da CDD o termo Enologia .
Constatamos que a classe "663 Tecnologia de bebidas" aborda sobre bebidas.
Ao descermos na cadeia, observamos a classe "663.2 Vinho". Há uma nota para que
seja incluído nesta o assunto "vinho de uva". A partir daí, visualizamos facetas que
tratam sobre filosofia e teoria, miscelânea, equipamentos, materiais, processos,
operações .. . tudo relacionado ao vinho. São mostrados os tipos de vinho na classe
"663 .22 Tipos de vinho de uva". Vejamos a classe melhor demonstrada abaixo.

600 Tecnologia (Ciências aplicadas)
660 Engenharia química e tecnologias relacionadas
663 Tecnologia de bebidas
663 .2 Vinho
Incluindo cidra fermentada
Classifique aqui vinho de uva
663 .200 1 Filosofia e teoria
663 .200 2 Miscelânea
663 .200 284 Aparatos e equipamentos
663 .200 3-.200 9 Subdivisões padrão
663 .201-.209 Materiais, processos, operações
663 .22 Tipos de vinho de uva
663 .222 Vinho branco
663 .223 Vinho vermelho
Incluindo rosé
663 .224 Vinho espumante
Branco e vermelho
3.3 DADOS DA CDU
A Classificação Decimal Universal teve sua origem a partir da Classificação
Decimal de Dewey, e foi administrada pela hoje extinta Federação Internacional de
Informação (FIO), que a gerenciou até 1991. Desde 1992, todos os direitos e
responsabilidades pela CDU passaram a ser do Consórcio CDU , que é formado por
instituições de informação e normalização da Bélgica , Espanha, Países Baixos,
Reino Unido e Japão, incluindo a própria FIO.
Ao situarmos nossas áreas de trabalho nesta tabela de classificação

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(BRASIL, 2007), obtivemos as seguintes demonstrações representadas:
a) VITICULTURA

Buscamos, primeiramente, as classes superiores de onde está situada a
Viticultura, para fins de melhor orientação e observação do contexto no qual está
inserida.
6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia
63 Agricultura
631/635 Administração de estabelecimentos agrícolas. Agronomia.
Horticultura.
634-1/-2 Equipamento, operações, etc. de horticultura. Danos e doenças de
plantas.
Ao localizarmos a classe 6, encontramos a notação acima demonstrada. Ao
observarmos suas divisões, encontramos a classe 634.8, como veremos abaixo.
Percebemos que há uma extensa subdivisão condizente com a definição obtida da
área de Viticultura , incluindo a cultura das vinhas, videira , a produção de seus frutos
(uvas), a classificação botânica da videira (incluindo nomes científicos) , além das
que produzem produtos alimentícios.
63

Viticultura. Videiras. Vinhedos.

63

Videiras jovens (cultivo e propagação).

4.8
4 .8.03
63
4.8.032
63
4 .8.034
63
4 .8.037
63
4 .8.04
63
4.8.042
63
4.8.044
63
4 .8.047
63
4 .8.05
63
4 .8.07
63
4 .8.076
63
4 .8.077
63
4.8.078
63
4 .8.09
63

Cultivo de videiras a céu aberto.
Cultivo de videiras em estufas.
Viveiros de videiras e sua administração.
Videiras maduras (plantação, etc.)
Cultivo a céu aberto.
Cultivo em estufa.
Vinhedos (local, disposição, esquema, etc.).
Videiras segundo as características
resistência etc. das videiras.
Produção das videiras. Colheita de uvas.
Uvas: aparência, tamanho dos cachos, etc.
Suco da uva. Produção do suco.
Uvas secas. Inclusive passas.
Cruzamentos, hibridização das videiras .
Híbridos naturais. Híbridos espontâneos.

1072

ecológicas.

Robustez,

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4.8.092
63
4.8.093
63
4.8.094
63
4.84
63

Híbridos artificiais.
Produtores diretos.
Espécie de videira para viticultura
Vitis vinifera e outras. Classificação botânica das videiras.
Ampelografia. Regiões de vinho e uvas.
Muscadinia.

4.841
63

Euvites.

63

Labruscae.

4.842
4.842.1
63
4.842.2
63
4.842.3
63
4.842.4
63
4.842.5
63
4.842.6
63
4.842.7
63
4.842.8
63
4.85
63
4.852
63
4.853
63
4.86
63
4.862
63
4.863
63
4.864
63
4.865

Ripariae.
Rupestrae.
Cinerascentae.
Aestivalae.
Labruscoideae.
Viniferae.
Labruscoideae asiaticae.
Videiras de vindima ou de prensa de lagar. Uvas viníferas.
Videiras que produzem uvas claras.
Videiras que produzem uvas escuras. Uvas viníferas vermelhas,
roxas ou pretas.
Videiras que produzem uvas de mesa (para serem comidas
frescas, preparadas ou em conserva) e para refrescos.
Videiras que produzem uvas claras. Uvas de mesa verdes ou
brancas.
Videiras que produzem uvas escuras. Uvas de mesa vermelhas,
roxas ou pretas.
Videiras que produzem uvas para serem consumidas secas. Uvas
sem semente (para passas).
Videiras que produzem uvas para extração de suco.

b) ENOLOGIA
6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia
66 Tecnologia química. Indústrias químicas e afins
663 Microbiologia industrial. Micologia industrial. Zimotecnia , indústria da
fermentação . Indústria de bebidas. Indústria de estimulantes

Nas divisões da classe 663, localizamos a Enologia na classe abaixo:

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663.2 Vinhos. Vinicultura. Enologia.
Suas subdivisões são extensas e, dessa forma, apresentamos aqui somente
as primeiras facetas . Encontramos aqui uma coerente classificação para o estudo do
vinho, ou seja , a Enologia , enfocando a arte e ciência do vinho, a preparação, os
produtos, e até mesmo o vinho de outras frutas , exceto a própria uva.
663 .21 Vinhos em geral. Vinhos segundo a origem .
663 .22 Vinhos especiais. Vinhos de imitação.
663 .23 Substitutos do vinho.
663 .24 Produtos à base de vinho
663 .25 Vinicultura
663 .26 Uso de resíduos da fabricação do vinho. Inclusive uso de raspas,
bagaços, resíduos insolúveis, borra, lia, etc. Produtos, p. ex., aguardente de bagaço,
vinagre de bagaço.
663 .28 Estabelecimentos relacionados com a produção de vinho.
663.3 Sidra. Vinho de pêra. Vinhos de outras frutas, vinho de seivas.
663 .31 Vinho de maçã. Sidra.
663 .34 Vinho de pêra . Perada .
663 .35 Vinhos de bagas. Inclusive vinhos de groselha, vinho de morango.
663 .36 Vinhos de outras frutas . Inclusive vinhos de cereja, laranja, jabuticaba,
abacaxi, caju, jenipapo. Vinhos de frutas misturadas.
663 .37 Vinhos de seiva .

4 Resultados Parciais/Finais
A análise conceitual das áreas do conhecimento trabalhada aqui nos deu
subsídios para visualizá-Ias e identificá-Ias nas representações expostas nos
instrumentos de classificação utilizados.
No portal do CNPq , observamos que algumas áreas não obtiveram
representações diretas e expressivas, como é o caso da Viticultura, Enologia,
Horticultura e Fruticultura. Entretanto, como a área de Enologia trata do estudo dos
vinhos e, desta forma , sendo o vinho considerado uma bebida, esta área está
relacionada com a área de "Tecnologia das bebidas".
Na tabela de classificação da CDD, a Enologia não alcançou nenhuma
classificação diretamente relacionada a este termo, especificamente conforme a
grafia. De acordo com a conceituação do termo que obtivemos, a Enologia trata do
estudo e da arte do vinho, como também os aspectos relacionados à preparação,
conservação, defeitos e doenças. Dessa forma, a representação mais relacionada à
área em questão foi localizada na classe "663 Tecnologia de bebidas" e também na
"663 .2 Vinho". Já a área de Viticultura estava representada como uma nota na
classe "634.8 Uvas", da forma "classifique aqui Viticultura".
O esquema de classificação da CDU apresentou significativos arranjos de
assuntos, refletindo um maior desenvolvimento das áreas trabalhadas, originandose, todas estas, da grande área "6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia".
Ao localizarmos a classe "63 Agricultura", esta nos direcionou à "634.8
Viticultura . Videiras. Vinhedos". A partir desta, houve uma subdivisão considerável

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�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

da área, onde foram explanados diversos aspectos do cultivo de videiras, espécies
de videiras e suas respectivas produções, para as várias finalidades a que se
destinam.
A área de Enologia, da mesma forma que a Viticultura, está inserida na
grande área "6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia". Entretanto, ela se
direciona à classe "66 Tecnologia química. Indústrias químicas e afins", descendo a
cadeia pela classe "663 Microbiologia industrial. Micologia industrial. Zimotecnia ,
indústria da fermentação. Indústria de bebidas. Indústria de estimulantes", chegando
assim até a classe "663.2 Vinhos. Vinicultura. Enologia". Observamos que a
"Vinicultura" está na mesma classe da "Enologia", pois se referem à fabricação e ao
estudo dos vinhos. Suas subdivisões são bem extensas, abordando desde a origem
do vinho, produtos, fabricação e até mesmo tipos de vinho de outras frutas ,
diferentes da tradicional uva.
Diante desses resultados obtidos, são demonstrados os pontos de vista de
cada esquema de classificação trabalhado e também as representações das áreas
elegidas para análise e estudo.

5 Considerações Parciais/Finais
Organizar o conhecimento não consiste em uma tarefa fácil. Muitos estudos,
técnicas e teorias têm sido construídas para este fim e, nem sempre, há um êxito
total e pontual devido ao crescimento, quase que exponencial , da produção do
conhecimento.
Buscamos, mais precisamente, no IF Sertão-PE, campus zona rural , as áreas
do conhecimento que são trabalhadas em um dos seus cursos tecnólogos
superiores, a saber: Viticultura e Enologia. Estas fazem parte de um contexto
socioeconômico do sertão do São Francisco pernambucano, refletindo numa das
maiores fontes de economia da região.
Foi realizada a representação dessas áreas junto aos mais importantes
instrumentos de classificação do conhecimento utilizados no país, como a TAC do
CNPq , a CDD e a CDU, em suas versões mais atuais disponíveis, visando a
contextualização destas junto à ciência no atual momento. As definições em
dicionário, enciclopédias da área em questão, como também a teoria do conceito,
nos deram base e subsídios importantes para localizarmos as áreas e suas relações
nos esquemas de classificação. A coordenação de enunciados sobre cada área ,
como foi tratado no tópico sobre a teoria do conceito foi de extrema utilidade para
localizarmos a representação dos assuntos nas tabelas de classificação. Nesse
sentido, na visão de Andrade (2006), temos que:
Deve se ter sempre em mente que a representação consiste num
"constructo sociocultural constituído nas relações de uns homens
com outros homens". Nessa relação, segundo Wittgenstein, os
homens estabelecem jogos de linguagem que trazem em seu bojo
traços lingüísticos e não-linguísticos, como os participantes da
linguagem, os objetos, as ações humanas, o contexto.

Observamos que as áreas do conhecimento em análise estão todas
englobadas nas grandes áreas das Ciências Agrárias, Aplicadas e Tecnologias. Em

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�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
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alguns esquemas de classificação, como a TAC do CNPq e a CDD, não há uma
representatividade tão expressiva como houve na CDU , pois nem todas as áreas
estavam incluídas naqueles. Percebemos também que, mesmo existindo um
trabalho de atualização na estrutura dos instrumentos de classificação, estes não
acompanham a complexidade das ações de avanço do conhecimento.
Dessa forma, esta análise das áreas do conhecimento em estudo nos permitiu
o seu mapeamento, em termos de estrutura classificatória, e que abrange a
recuperação para as diversas formas de utilização da informação. A classificação
apresenta potencial relevante de investigação sobre organização e representação de
informação. Este trabalho é apenas um exemplo deste contexto e também uma
contribuição para o desenvolvimento do conhecimento.
6 Referências
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conhecimento: o caso das micro e pequenas empresas. In: NAVES, M. M. L.;
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1076

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1077

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              <text>O estudo aborda as áreas do conhecimento de viticultura e enologia, que são ofertadas como um dos cursos superiores no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão – PE), campus zona rural. O trabalho aponta a importância destas no sertão do São Francisco pernambucano. Trata a teoria do conceito e a teoria da classificação como base para a organização do conhecimento das áreas estudadas. Mostra a representação dessas áreas nos instrumentos de classificação mais utilizados no Brasil: CDD, CDU e TAC do CNPq. Conclui apresentando resultados das análises dessas áreas e suas representações nos instrumentos de classificação.</text>
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