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CONTROLE DE AUTORIDADE DE ASSUNTOS NOS CAMPOS 1XX:
RELATO DE EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA FABICO/UFRGS.
Inês Maria De Gasperin 1, Ismael Maynard Berninf
1Bibliotecária Especialista, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul , Porto Alegre , RS
2Técnico e Graduando em Biblioteconomia, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

Resumo
Apresenta um relato de experiência da Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fabico/UFRGS sobre
o controle de autoridade de assunto nos campos 150, 151 , 195, 196, 197 e 198 do
formato Machine Readable Cataloging - MARC21. Traz um breve histórico da
Biblioteca, ressaltando a sua estrutura administrativa e o sistema de automação
utilizado. Destaca a necessidade de estabelecimento de padrões para a correta
alimentação do Catálogo de Autoridades de assunto no Sistema de Bibliotecas da
Universidade, bem como a manutenção de catálogos cooperativos eficientes.
Apresenta a metodologia desenvolvida para atender as especificidades da Biblioteca
e os resultados alcançados.

Palavras-Chave:
Controle de autoridade; Indexação (Biblioteconomia); Descritores; Cabeçalhos de
assunto.

Abstract
Presents an experience report from the Library of the Faculdade de Biblioteconomia
e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fabico / UFRGS on
authority control of subject fields 150, 151, 195, 196, 197 and 198 format Machine
Readable Cataloging - MARC21 . Presents a brief history of the Library, stressing its
administrative structure and automation system used . Stresses the need to establish
standards for the correct feeding of the subject Catalog of Authorities in the
University Library System as well as maintaining efficient cooperative catalogs.
Presents the methodology developed to meet the specifics of the Library and the
results achieved .

Keywords:
Authority control ; Indexing (Librarianship); Descriptors; Subject headings.

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1 Introdução

Vivencia-se atualmente uma situação complexa nos meios de tratamento e
recuperação da informação, tendo em vista que a maior parte desta informação é
produzida em formato digital e se encontra disponível na internet.
A inexistência de padrões bibliotecários para o tratamento e recuperação da
informação publicada na internet gera uma "sobrecarga informacional" aos usuários,
os quais recuperam grande quantidade de documentos irrelevantes em suas
pesquisas. Motores de busca como o Google e Yahoo utilizam softwares, chamados
"spiders", para o rastreamento de conteúdo em websites e documentos, descartando
qualquer tipo de tratamento humano em seus processos de indexação.
Neste sentido, "a rede das redes", como é designada a internet, satisfaz a
contento as exigências do mundo moderno por buscas rápidas e de cunho
superficial. No ambiente acadêmico, por sua vez, o processo de revocação através
de programas de computador não é recomendado, pois as demandas informacionais
permanecem urgentes, mas adquirem caráter específico e científico.
Torna-se, assim, incompatível a concepção de um sistema automatizado em
bibliotecas universitárias sem a indexação humana, realizada por bibliotecário que
se utilize de padrões e formatos vigentes de padronização das entradas de assunto .
A metodologia utilizada neste trabalho é empírica , ou seja, elaborada a partir
da experiência de trabalho. Destinada a atender às necessidades especificas dessa
Biblioteca.
Sendo assim, este relato de experiência pretende demonstrar a importância
do controle de autoridades na consistência do Catálogo de Autoridades do Sistema
Automatizado de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SABi/UFRGS).

1.1 Sistema de Bibliotecas da UFRGS

o início do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (SBUFRGS) remonta à criação da Biblioteca Central da Universidade (BC), em
dezembro de 1971, como esclarece Schreiner (1980, p. 113):
De acordo com as Normas Básicas , a Biblioteca Central e as bibliotecas das
unidades da UFRGS passam a formar o Sistema da Biblioteca Central
[atualmente, SBUFRGS), sendo uma de suas funções a coordenação das
bibliotecas setoriais
atividades técnicas
e administrativas das
especializadas, tendo em vista a racionalização e padronização de métodos
e sistemas e a centralização dos acervos no Campus da UFRGS.

Atualmente, o Sistema está composto de uma Biblioteca Central , 29
bibliotecas setoriais especializadas, uma biblioteca de ensino fundamental e médio e
uma biblioteca depositária da documentação da Organização das Nações Unidas
(ONU).
A automação do SBUFRGS teve início através do Formato CALCO
(Catalogação Legível em Computador) que por sua vez foi baseado no Formato

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MARCII, da Library of Congress, adaptado no Brasil por Alice Príncipe Barbosa 1.
Nesta fase inicial de 1975 a 1982, apenas algumas bibliotecas participaram do
processo .
Em 1988, o Centro de Processamento de Dados (CPD) da UFRGS iniciou o
estudo do Formato IBICT, com o objetivo de implantar a automação em todas as
bibliotecas do Sistema. Assim , em 1989 foi implantado o Sistema Automatizado de
Bibliotecas (SABi) que foi utilizado até 1999.
A abrangência deste sistema é apresentada de forma clara pelo Plano de
Desenvolvimento Institucional 201 0-2014 2 (2011, p. 1, 2), da Biblioteca Central:
Além de sua função principal como catálogo on-line do acervo, o SABi teve
importante papel na preservação e disseminação da produção intelectual da
UFRGS, sendo responsável pela ampliação do registro desta produção para
outros tipos de documentos além de teses e dissertações. Dessa forma , a
UFRGS conta com um sistema que não apenas arrola sua produção
intelectual, como dá acesso aos documentos na íntegra.

Em 2000, houve a migração do Sistema para o software Automated Library
Expandable Program - ALEPH, utilizado até hoje.
No que se refere aos descritores, é importante destacar que até 2000 o
software anterior disponibilizava apenas um campo para assunto, onde
obrigatoriamente eram registradas todas as categorias de assunto: nome pessoal,
entidade, nome geográfico, evento e título uniforme. A partir de 2000, o novo
software possibilitou a utilização de novos campos para esses assuntos específicos,
auxiliando com isso a qualificação do trabalho do bibliotecário indexador.
Os descritores utilizados até então migraram para o novo sistema , formando o
Catálogo de Autoridades do campo 150 (Assunto tópico). A adequação desses
descritores para os novos campos vem sendo feita pelas bibliotecas e pela
Comissão de Automação (ComAut), responsável pelo gerenciamento do Sistema,
obedecendo a critérios próprios de prioridades.

1.2 Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação
A Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, que faz parte
do SBUFRGS, iniciou suas atividades em 29 de setembro de 1959, na então Escola
de Biblioteconomia e Documentação, junto a Faculdade de Ciências Econômicas.
Em 1966 foi conferida a autonomia à Escola de Biblioteconomia, desvinculando-se
administrativamente da Faculdade de Ciências Econômicas.
A partir de então, a Biblioteca passou a contar com o recebimento de recursos
específicos e espaço físico apropriado, ainda nas dependências da Faculdade de
Ciência Econômicas. O período seguinte na trajetória da Biblioteca da Fabico é
sucintamente apresentado por Pinto (1984, p. 105):
Com a fusão dos Cursos de Biblioteconomia e Jornalismo, em 1970, pela
reforma universitária, a Biblioteca passa a ser denominada Biblioteca da
BARBOSA, Alice Príncipe. Projeto CALCO: catalogação cooperativa automatizada. Rio de Janeiro:
IBBD, 1973. 130p.
2 Documento não publicado , de uso interno do SBUFRGS.
1

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Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação e em 1972 muda-se para o
novo prédio que abrigaria a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação
[... ].

Ainda em 1972, passa a integrar o SBUFRGS, adquirindo novo papel na
comunidade acadêmica . Da Biblioteca da então Faculdade de Filosofia, veio o
acervo do Curso de Jornalismo, e da Faculdade de Ciências Econômicas o acervo
do Curso de Biblioteconomia.
Ao longo destes mais de 40 anos de existência acadêmica, a Biblioteca
passou a atender também aos novos cursos criados (Arquivologia e Museologia) e a
inclusão de novas ênfases (Relações Públicas e Publicidade e Propaganda) no
curso de Comunicação Social , bem como o Programa de Pós-Graduação em
Comunicação (PPGCom).
Atualmente, a Biblioteca se encontra em fase de planejamento para
ampliação de seu espaço físico , o que possibilitará o crescimento do acervo e
melhoria no atendimento aos seus usuários.

2 Revisão de Literatura
Burke (2003, p. 11, destaque do autor) afirma que "segundo alguns
sociólogos vivemos hoje numa 'sociedade do conhecimento' ou 'sociedade da
informação' [... l", independente de se optar por uma dessas nomenclaturas é fato
que para ambas a informação consiste numa espécie de arcabouço, sendo cada vez
mais solicitada com precisão e instantaneidade. Esta realidade se faz mais tangível,
principalmente no ambiente acadêmico onde sua busca é a fonte de toda pesquisa.
Mesmo em uma época dominada pela utilização de novos suportes e
ferramentas , onde todo usuário é utilizador, produtor e tratador de sua informação,
não podemos perder de vista a importância da indexação e do controle de assuntos
realizado por um profissional bibliotecário. Além disso, é preciso considerar o
advento da chamada "indexação social" como uma grande aliada por todo
bibliotecário indexador. Esta indexação, realizada pelo próprio leitor da obra, pode
trazer inúmeros subsídios para uma indexação biblioteconômica mais eficiente e
eficaz. Segundo Hassan-Montero 3 (2006 apud GUEDES; DIAS, 2010 , p. 48, 49 ,
tradução do autor), essa nova ferramenta é:
[... ] um novo modelo de indexação , em que são os próprios usuários ou
consumidores dos recursos os que levam a cabo sua descrição [ ...] A
descrição de cada recurso se obteria por agregação, ou seja , um mesmo
recurso seria indexado por inúmeros usuários, dando como resultado uma
descrição intersubjetiva e, portanto mais fiel que a realizada pelo autor do
recurso .

Entretanto, para a manutenção do controle de autoridades e,
consequentemente do controle na indexação de uma biblioteca universitária, faz-se
necessária a observância dos princípios de concepção de análise de assunto
3

HASSAN-MONTERO, Y. Indización Social y Recuperación de Información. No Solo Usabilidad
Journal, Granada, n. 5, novo 2006. Disponível em :
&lt;http://www.nosolousabilidad.com/articulos/indizacion_social.htm&gt;. Acesso em : 17 jun. 2012.

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propostos por Boccato e Fujita (2011 , p. 208) que são : "[ ... ] orientada pelo conteúdo
e orientada pela demanda.", isto é, em um processo de indexação deve-se
representar tanto o os termos explícitos na obra, como conjecturar sobre os termos
necessários para atender tanto ao público alvo como ao potencial.
Considerando-se que cada descritor atribuído numa indexação de assuntos é
um ponto de acesso àquela obra, somado a assertiva de Strehl (2011 , p.103) em
que esclarece o conceito em relação aos pontos de acesso como sendo
[... ] indispensável para que avaliemos qualquer sistema de recuperação de
informação, pois dependemos da qualidade dos pontos de acesso para
maximizar, tanto a identificação dos itens úteis (revocação), quanto a
omissão dos itens inúteis (precisão) .
ponto de acesso que cumpre essa função é representado por um termo
que identifica inequivocamente um conceito e, no contexto de um sistema
específico, deve ser expresso vocabularmente de modo coerente.

°

Este raciocínio conduz a um ponto crucial que é a qualidade de um sistema
recuperação da informação de uma biblioteca universitária, passando pelo controle
de autoridades. Na Biblioteconomia e na Ciência da Informação é por definir controle
de autoridade como sendo "[... ] o processo de unificar, mediante a utilização de uma
forma padronizada , os pontos de acesso dos catálogos automatizados e mostrar
também as relações entre os distintos pontos de acesso." (HERRERO, 1999, p. 11,
tradução nossa).
controle de autoridade destina-se a desempenhar inúmeras funções, uma
delas é a de permitir ao bibliotecário indexador fazer a desambiguação dos
descritores semelhantes ou análogos, mas que pertencem a áreas do conhecimento
completamente opostas, por meio de qualificadores, como por exemplo : Indexação
(Biblioteconomia) e Indexação (Economia). Herrero ainda apresenta algumas outras
finalidades :

°

Sua finalidade é facilitar a identificação e a recuperação dos documentos
armazenados [em bases de dados, bancos de dados, repositórios
institucionais ou catálogos coletivos] , evitando as confusões que podem
ocorrer aos homônimos, sinônimos , ou à variedade de nomes pelos quais
se pode denominar uma pessoa , uma entidade, uma obra, um assunto ou
conceito . (HERRERO , 1999, p. 11, tradução nossa).

Com base nessa definição e tendo claras suas finalidades, pode-se
acrescentar mais alguns conceitos a este artigo. Todos estes conceitos (como
descritores, controle de autoridade e qualificadores) são lugar comum para o
bibliotecário, porém mais familiares aos profissionais voltados à indexação em
bibliotecas, exclusivos responsáveis pela criação e manutenção dos índices de
assunto. Portanto, é importante estabelecer um conceito mais claro de indexação,
que nos é apresentado por Silva (1972 , p.18): "a indexação está longe de ser mero
procedimento mecânico. Muito pelo contrário : requer familiaridade com o assunto
indexado, análise e escrutínio dos documentos, em suma, antecedentes de
competência e capacidade profissional específica."
Sendo assim, entende-se que estas atividades, tanto de indexação como de
controle de autoridade, devem ser levadas a efeito por um profissional qualificado e

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experiente . Estas têm como propósito quatro funções, ainda segundo Silva (1972, p.
19):
a)
b)
c)
d)

poupar tempo;
evitar desperdício de dinheiro e de material ;
prevenir a perpetração de erros ; e
remediar o desapontamento de resultados negativos e a irritação
produzida pela ineficiência e pelo superficialismo.

De certa forma , essas funções estão em consonância com as chamadas Leis
da Biblioteconomia, ou Cinco Leis de Ranganathan 4 . Pode-se afirmar, então, que as
atividades e sua consequente eficiência estão intimamente ligadas aos índices de
revocação e precisão. Lancaster (1993, p. 305) define precisão e revocação de uma
forma muito objetiva :
a) Precisão: a extensão com que os itens recuperados durante uma busca
numa base de dados são considerados relevantes ou pertinentes.
b) Revocação: a extensão com que todos os itens numa base de dados são
considerados relevantes ou pertinentes são recuperados durante uma
busca nessa base de dados.

Para que estes índices de precisão e revocação sejam plenamente
alcançados e que representem fielmente a política de indexação vigente em uma
biblioteca universitária, é necessária que exista uma consistência na indexação que
segundo Gil Leiva , Rubi e Fujita é:
[... ] um elemento característico tanto do processo quanto do resultado do
tratamento temático da informação. Ela se caracteriza pelo grau de
semelhança na representação da informação documentária de um
documento por meio de termos de indexação selecionados por um ou vários
indexadores, resultando em um índice de consistência. (2008, p. 234)

Por tanto é indispensável à realização sistemática do controle de autoridades,
para que se identifique e corrija possíveis inconsistências nos descritores,
potencializando as probabilidades de recuperação da informação pelos usuários,
foco de todo este trabalho.
Esta sucinta revisão de literatura tem como objetivo primordial trazer para
discussão alguns termos e conceitos, bem como suas definições, para com isso
ratificar a importância da indexação e do controle de autoridade em um sistema de
informação.
Com as mudanças nos sistemas de informação e a ressemantização que
ocorre ao longo do tempo, torna-se necessária a realização periódica de
atualizações e correções dos descritores. Com este controle é possível alcançar
índices de revocação e precisão satisfatórios que atendam às necessidades dos
usuários.

3 Materiais e Métodos

4

Disponível online , conforme referência .

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Inicialmente é importante ressaltar que a metodologia desenvolvida e aplicada
neste trabalho é empírica , isto é, elaborada a partir da experiência de trabalho, e
destinada a atender às necessidades especificas da Biblioteca. Esta metodologia foi
baseada em critérios, padrões e manuais vigentes para todo o SBUFRGS.
Para nomes pessoais, entidades, eventos e títulos uniformes, foram
observadas as regras do Anglo-American Catalog Rules (AACR2) . Para entrada de
nomes geográficos, foi utilizado o documento Nomes Geográficos como Assunto:
padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (SABi/UFRGS) , elaborado pelo Grupo de Estudo em Indexação
(GEI), formado por bibliotecários da Universidade.
Também foram consultados catálogos de bibliotecas nacionais (Biblioteca
Nacional, Universidade de São Paulo, etc.) e internacionais (Library of Congress,
British Library, Rede de Bibliotecas Universitárias da Espanha, etc.) .
Como primeiro passo para a execução deste trabalho, foram emitidas listas,
uma para cada um dos campos de autoridade do formato MARC21 então utilizados
pelo SBUFRGS, devidamente vinculados à Biblioteca da Fabico, perfazendo um
total de 9889 descritores.
São elas:
a)
b)
c)
d)
e)
f)

campo
campo
campo
campo
campo
campo

150 Assuntos Tópicos;
151 Nomes Geográficos como Assunto ;
195 Nomes de Pessoas como Assunto;
196 Nomes de Entidades como Assunto;
197 Nomes de Eventos como Assunto e
198 Títulos Uniformes como Assunto.

Na imagem abaixo é possível visualizar um recorte de uma das listas de
descritores emitidas (campo 150 Assunto tópico) com os 10 primeiros descritores,
que exemplifica a formação desses descritores.
Catalogação - Relatório de descritores do Cato de Autoridades,
por biblioteca
E m it ido e m 05/ 11/20 1 0
B i blioteca: FBC
In c lu i os descrit o res Ass u n to (cam p o 1 50}
N rb

Descrit o r

000209286
000 2 09 1 04
000209 1 05
000677864
000 2 09621
000209623
00044 6 1 75
000553688
000233274
000 2 09795

~.l;&gt;.ê.I;H;!. :

.8 .êJª.tQI IQ
AB N T
AB N T : M ê,rÇ.9.lll,lJ
Abolição d a escr a v atura: B rasil
A ção c u lt ura l
Ação c u lt u ra l : São José dos A u se nt es ( RS )
Acervo
Ace rvo : A qui s ição : B ib lio t eca
Acervo : Aqui s ição: H ist ó r ia : B ib li oteca
Ace rvo : A v a liação : B ib lio t eca

Imagem 1 - Recorte do relatório de descritores do Cat. de Autoridades da Biblioteca.
Fonte: Biblioteca da Fabico.

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Cabe ressaltar que durante a realização destas correções ocorreu a
atualização do software ALEPH usado pelo SBUFRGS , migrando para a versão
20 .01. Nesta versão, foram excluídos do Catálogo de Autoridades os campos 195,
196, 197, e 198, e os descritores já existentes nesses campos migraram para os
campos 100, 110, 111, 130 respectivamente . O processo de migração foi
automático, sem quaisquer correções nesses descritores.
O primeiro passo realizado foi excluir das listas todos os descritores
considerados corretos. Das 9889 entradas autorizadas nos campos de assunto do
Catálogo de Autoridade, resultaram 1173 descritores considerados incorretos.
Neste trabalho, foram considerados incorretos descritores com grafia errada,
nomes incompletos, nomes próprios em campos e subcampos inadequados e
descritores pré-coordenados e/ou com mais de três subcampos. O resultado dessa
análise inicial pode ser observado no quadro abaixo:
Tabela - Relação dos campos analisados e número de descritores por lista.

Campos MARC21
Assunto tópico - 150

N° Total de Descritores

N° Total de Descritores
Incorretos

8801

1097

Nome geográfico - 151

321

32

Nome de pessoa - 195

579

12

Nome de entidade - 196

181

13

Nome de evento - 197

07

03

Titulo uniforme - 198

905

16

I

Fonte: Dos autores .

Cada um dos campos gerou uma lista. Foram corrigidos inicialmente os
descritores dos campos 151, 195, 196, 197, 198 e os campos específicos nos
registros bibliográficos a eles vinculados.
Concluída a revisão e correção dos descritores dessas listas, passou-se para
a lista do campo 150 (Assunto tópico), constituída por 1097 descritores considerados
incorretos. Os critérios foram os mesmos aplicados aos campos anteriores e mais
alguns específicos desse campo: plural e singular; descritores que contivessem
nomes geográficos, de pessoas, de entidades ou eventos; siglas; homônimos.
Os erros mais simples de grafia, digitação ou duplicidade foram corrigidos de
imediato. Os descritores que possuíam mais de três subcampos ou que tinham
necessidade de revisão quanto a sua atualização e desmembramento em novos
descritores (pós-coordenação) passaram pela análise e correção manual, na própria
lista impressa; posteriormente, foram corrigidos no Sistema.
Este processo de revisão e correção foi executado por uma Bibliotecária
indexadora e por um Bolsista concluinte do Curso de Biblioteconomia.

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4 Considerações Finais
As correções estão em processo final de execução, concomitante à redação
deste artigo. Porém, o seu término não significa a conclusão da inconsistência, pois
os critérios não contemplaram todas as incorreções. Novas listas deverão ser
emitidas e novos critérios definidos, mesmo que sem uma periodicidade préestabelecida.
Isso ocorre pelo fato do controle de autoridade ser um processo contínuo e
indispensável para a qualificação do trabalho do indexador e, principalmente, para a
qualificação da recuperação da informação, objetivo final do trabalho de indexação.
Mesmo em andamento, já é possível vislumbrar uma significativa melhora na
padronização no Catálogo de Autoridade de Assunto, e principalmente nos campos
de assunto dos registros bibliográficos.
Esta padronização fica clara comparando-se a Imagem 1 (com descritores
incorretos) e a imagem abaixo (com os descritores corrigidos) , onde estão
representados os 10 primeiros descritores das listas de 2010 e 2012
respectivamente :
Catalogação - Relatório de descritores do Cato de Autoridades,
por biblioteca
Emitido em 27/ 04/ 2012
Bibli oteca: FBC
Inclui os descritores Assunto (c ampo 150}

N.r.R.
000677864
00020962 1
000209623
000553688
000538461
000209806

Descritor
Abolição da escravatura: Bras il
Ação cultural
Ação cultural: São José dos Ausentes (RS)
Acervo: Aquisição : B ibliot eca
Acervo: Fitas de vídeo: Manuais
Acervo: Seleção: Biblioteca

000753656
000805887
000795656

Acervo bibli og ráfico: Preservação
Acervo bibli og ráfico: Reprocessamento
Acervo fonog r áfico

Imagem 2 - Recorte do novo relatório de descritores do Cato de Autoridades da Biblioteca .
Fonte: Biblioteca da Fabico.

Para alcançar este resultado foi preciso trabalhar inicialmente com o total de
9889 entradas de autoridade, incluídas aqui as listas de todos os campos. Após
análise de todas essas entradas, foram selecionadas 1173 para correção,
correspondendo ao percentual de 11 % do total dos descritores, conforme gráfico
abaixo :

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Tota l de
Descritores (9889)

Descritores
Incorretos (1173)

Gráfico - Percentual de descritores Corretos I Incorretos.
Fonte: Dos autores.

Até O momento foram corrigidas 977 entradas de autoridade e os 937
registros bibliográficos a elas vinculados. Com base nos resultados obtidos pode-se
comprovar a relevância de executar periodicamente este trabalho de consistência
dos descritores, sobre tudo em bibliotecas universitárias, onde a qualidade na
recuperação da informação é de vital importância para todas as categorias de
usuários.
No desenvolvimento deste trabalho de correção de descritores comprovou-se
a importância do planejamento das atividades no Setor de Processamento Técnico
da Biblioteca, pois a rotina no Setor não contempla atividades relativas
exclusivamente à correção de descritores. O planejamento oportunizou o
aproveitamento do tempo durante os períodos de redução do fluxo de trabalho,
fazendo com que paulatinamente, ao longo de alguns meses, o trabalho pudesse ser
executado, sem prejuízo de qualquer outra atividade de rotina da Biblioteca.

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968

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Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

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              <text>Apresenta um relato de experiência da Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fabico/UFRGS sobre o controle de autoridade de assunto nos campos 150, 151, 195, 196, 197 e 198 do formato Machine Readable Cataloging - MARC21. Traz um breve histórico da Biblioteca, ressaltando a sua estrutura administrativa e o sistema de automação utilizado. Destaca a necessidade de estabelecimento de padrões para a correta alimentação do Catálogo de Autoridades de assunto no Sistema de Bibliotecas da Universidade, bem como a manutenção de catálogos cooperativos eficientes. Apresenta a metodologia desenvolvida para atender as especificidades da Biblioteca e os resultados alcançados.</text>
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