<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5912" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5912?output=omeka-xml" accessDate="2026-10-17T01:45:47-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4976">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5912/SNBU2012_051.pdf</src>
      <authentication>30c16a88dcb1b3ffb70a1f4a2c125550</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="63086">
                  <text>~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

ANÁLISE DAS JUSTIFICATIVAS DOS AUTORES DE TESES
E DISSERTAÇÕES DEFENDIDAS NA UFRGS PARA NÃO
DISPONIBILIZÁ-LAS NO REPOSITÓRIO LUME 1
Marilia Batista Hirt 1, Caterina Groposo Pavão 2, Sônia Elisa Caregnato 3
1

2

Bacharel em Biblioteconomia

Mestre em Comunicação e Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre , RS
3

Doutora em Ciências da Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre , RS

Resumo
Analisa os motivos pelos quais algumas teses e dissertações produzidas no âmbito
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) não estão disponíveis no
Lume, denominação atribuída ao Repositório Digital da UFRGS. Por meio de
pesquisa exploratória, levanta a contribuição de cada Programa de Pós-Graduação
para o incremento da comunidade de teses e dissertações do Lume, entre os anos
de 2001 e 2009 . Identifica as teses e dissertações não disponibilizadas e as
motivações dos autores para não permitir que o sejam. Pesquisa a publicação dos
resultados das teses e dissertações que não estão no Lume, em outros meios de
comunicação científica, assim como pedidos ou concessões de patentes registradas
no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) . Dentre as justificativas
apresentadas pelos autores para não depositar a tese e/ou a dissertação no Lume,
identifica as três principais: a intenção de publicação dos resultados , o propósito de
patenteamento das descobertas e o caráter confidencial dos trabalhos. Constata que
40,74% dos autores que declararam a intenção de publicação efetivamente
publicaram os resultados de seus trabalhos. Entre os autores com o propósito de
patentear suas descobertas, apenas 22,73% registraram o pedido de patente no
INPI. Conclui que as políticas e mandatos nacionais e institucionais de depósito de
teses e dissertações contribuem fortemente para aumentar a divulgação desses
trabalhos e para o povoamento dos repositórios institucionais.

Palavras-chave:
Comunicação científica . Repositórios institucionais. Teses e dissertações.

Abstract
This work analyzes the reasons why some theses and dissertations produced at
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) are not available in Lume,
denomination for the UFRGS Digital Repository. Through exploratory research, it
raises the contribution of each Post-Graduation Program to increase the Lume's
community of dissertations and theses, between the years 2001 and 2009. It

1

Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Biblioteconomia da primeira autora, orientado pelas
duas seguintes (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011).

414

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

identifies the theses and dissertations that were not made available and the authors'
motivations for not allowing it. Searches were carried out to locate alternative types
of publication of the results of dissertations and theses that are not in Lume, as well
as requests for or grants of patents registered with the Instituto Nacional da
Propriedade Intelectual (INPI) . Reasons given by the authors for the unavailability of
their thesis andlor dissertation in Lume, were grouped as follows : intention of
publishing the results, patenting of discoveries and confidentiality of the works. It
finds out that 40.74% of authors who have declared the intention of publishing
effectively published the results of their works. Among the authors with the purpose
of patenting their discoveries, just 22.73% reported the patent application at the INPI.
It concludes that national and institutional policies and mandates of theses and
dissertations' deposit contribute greatly to increase the dissemination of works and
settlement of institutional repositories.

Keywords :
Scientific communication . Institutional repositories. Oissertations and theses.

1 Introdução
Entre as atribuições das bibliotecas estão a reunlao , a preservação e a
divulgação da produção intelectual das instituições às quais são vinculadas. Com o
desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação é crescente o
número de bibliotecas, principalmente de instituições de ensino superior, que
cumprem essa função por meio de repositórios digitais. Sendo assim , o estudo
desses repositórios tem sido relevante na Biblioteconomia .
O depósito de teses e dissertações (TIO) em repositórios digitais de
universidades representa uma oportunidade para aumentar a visibilidade dos
autores e de suas respectivas instituições. Apesar disso, verifica-se que algumas
teses e dissertações não são disponibilizadas no Lume, Repositório Digital da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) .
Assim, uma questão de pesquisa se coloca : Quais são os motivos pelos quais
algumas teses e dissertações geradas no âmbito da UFRGS não são depositadas
no Lume?
O objetivo geral deste trabalho é analisar os motivos pelos quais algumas
teses e dissertações produzidas no âmbito da UFRGS não estão disponíveis no
Lume.
Os objetivos específicos deste trabalho são os seguintes:
a) levantar a contribuição de cada PPG da UFRGS para o incremento da
comunidade de teses e dissertações do Lume, entre os anos de 2001 e
2009;
b) verificar as motivações para não depositar TIO no Lume ;
c) verificar a publicação dos resultados das teses e dissertações que não
estão no Lume, em outros meios de comunicação científica .
O período de estudo escolhido foi de 2001 a 2009, porque em 2001 foi
lançada a Biblioteca de Teses e Dissertações (BOTO/UFRGS) , a partir da qual se
iniciou o Lume. Como um dos objetivos do estudo é verificar se os resultados das
teses e dissertações que não estão disponíveis no Lume foram publicados em

415

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

outros tipos de documentos, foi preciso desconsiderar os dois últimos anos (2010 e
2011), período em que a publicação pode estar sendo providenciada, mas ainda não
foi efetivada.

2 Revisão de literatura
A evolução da humanidade caminha junto com o desenvolvimento da ciência.
Esta , por sua vez, avança rapidamente e traz inúmeros benefícios a todos. Porém , a
pesquisa científica só pode ser transformada em conhecimento se os seus
resultados forem divulgados e utilizados para a criação de novas soluções ou como
subsídios para novas pesquisas e, consequentemente, novos avanços. Portanto, a
comunicação da ciência é tão importante quanto a própria ciência (MEADOWS,
1999), sendo, ambas, fundamentais para a evolução da humanidade.
É por meio da comunicação científica que os pesquisadores recebem o
crédito pelos seus trabalhos e estabelecem a prioridade de suas descobertas. A
comunicação científica também contribui para a medição dos resultados das
pesquisas financiadas por verbas públicas (STUMPF, 2000). De fato, os
pesquisadores precisam uns dos outros para concretizar seus projetos. A interação
entre eles é o que chamamos de comunicação científica, que estabelece diversas
convenções e os caracteriza como integrantes de comunidades científicas. O
comportamento dos cientistas com relação aos hábitos de pesquisa e de
comunicação dos resultados varia de acordo com as comunidades científicas às
quais pertencem .
Para que essa comunicação seja efetivada são utilizados os canais de
comunicação científica , que podem ser formais ou informais. Meadows (2000, p. 26)
afirma que a distinção entre a comunicação formal e a informal "[. ..] é bem menos
clara no ambiente computacional". Para ele, "A antiga distinção entre comunicação
formal e informal parece agora ser menos importante [... l". (MEADOWS, 2000 , p.
26).
De fato, a diferença entre canais formais e informais de comunicação está
cada vez mais tênue, mas pode-se afirmar que, entre os canais informais de
comunicação, circula grande parte da chamada literatura cinzenta (LC) .
Almeida (2000) conceitua a LC ,
[... ] como o conjunto de documentos, independentemente de sua tipologia e
suporte, ou formato , impresso ou eletrônico, emitidos por centros
universitários de pesquisa, empresas , indústrias, sociedades acadêmicas,
públicas e privadas, sem intenção de ser publicados e que são de vital
importância na transferência do conhecimento. (ALMEIDA, 2000, p. 35-37).

Como exemplo de LC, podem ser citadas as teses e dissertações. Moreira
(2005, p. 60) observa que "[...] documentos tradicionalmente cinzentos como as
teses e dissertações vêm se tornando cada vez mais visíveis graças aos esforços de
criação de bibliotecas digitais de teses e dissertações e aos serviços de alerta com
oferecimento de texto completo [ ... De fato , antes da disponibilização de teses e
dissertações por meio de bibliotecas/repositórios digitais, em geral, esses trabalhos
ficavam restritos ao público frequentador da biblioteca física em que estavam
depositados. As informações ali contidas eventualmente eram transferidas para
livros e/ou periódicos. Os dados bíbliográficos podiam ser publicados pelas
bibliotecas ou pelos programas de pós-graduação produtores, entretanto, é inegável

r.

416

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

que a disponibilização de teses e dissertações em bibliotecas/repositórios digitais
contribui para um aumento significativo da visibilidade desses trabalhos.
Quanto à confiabilidade da LC , Carvalho (2002, p. 47) salienta que é um
engano acreditar que esse tipo de literatura, por não ser produzida comercialmente,
mereça menos confiança. A autora afirma que vários documentos de LC passam por
processos de revisão mais rigorosos do que os exigidos por periódicos científicos e
técnicos. Funaro e Noronha (2006, p. 219) concordam que documentos produzidos
sem a finalidade de ser publicados também são confiáveis. Relatórios técnicocientíficos produzidos por pesquisadores podem ter grande valor para o
desenvolvimento das diversas áreas do conhecimento. Teses e dissertações
passam por avaliação de mestres e/ou de doutores, antes de ser aprovadas e
divulgadas. Informações que servem de base para importantes decisões de
instituições públicas ou privadas devem ser precisas e atualizadas.
Diversas são as definições para monografias, dissertações e teses existentes
na literatura. Encontram-se, até mesmo, certas divergências. Comumente, usa-se o
termo monografia para designar trabalhos apresentados ao final de cursos de
graduação, o termo dissertação para os cursos de mestrado e o termo tese para os
cursos de doutorado. Esses três tipos de trabalho são caracterizados pela ordem
ascendente em relação à originalidade , à profundidade e à extensão.
Independentemente da nomenclatura , os trabalhos de conclusão dos cursos
de pós-graduação são muito importantes para a sociedade e, em especial, para o
meio acadêmico. As teses e as dissertações têm funções relacionadas aos seus
autores e aos Programas de Pós-Graduação em que são produzidas.
Quanto aos seus autores, segundo Lopes e Romancini (2006, p. 139), as
teses e dissertações ''[. .. ] correspondem a um momento de aprendizado do
pesquisador [e sua elaboração] é uma etapa no longo processo de treinamento para
a realização de atividades científicas, em particular, para o desenvolvimento de
pesquisas". Esse processo leva à obtenção do título de doutor ou de mestre, que
qualifica o pesquisador a ''[. ..] disputar postos acadêmicos melhor situados no
sistema universitário, bem como se integrar a grupos e equipes de investigação,
realizando tarefas mais elaboradas". (LOPES; ROMANCINI , 2006, p. 139).
Quanto aos Programas de Pós-Graduação nos quais as teses e dissertações
são produzidas, esses têm interesse na divulgação dos trabalhos. Por meio dessa
divulgação, aumentam a sua visibilidade e justificam a sua existência perante
instituição e a sociedade . A Capes realiza o acompanhamento anual e a avaliação
trienal dos Programas de Pós-Graduação. Os critérios da avaliação trienal 2 são
estabelecidos pelas áreas do conhecimento, que pontuam quesitos como "Corpo
discente, teses e dissertações", no qual se avalia a produção vinculada a esses
trabalhos. Sabe-se que a avaliação da Capes pode definir a continuidade ou não de
um curso de pós-graduação, bem como a visibilidade e a confiabilidade de uma
Instituição de Ensino Superior. Portanto, é de grande interesse dos Programas de
Pós-Graduação ter uma boa avaliação por parte da Capes, o que pode atrair novos
alunos-pesquisadores determinados a fazer bons trabalhos.
Uma forma de divulgação das teses e dissertações, bem como de outros
trabalhos científicos, é o uso de repositórios digitais. Com eles o tempo e o espaço
já não são mais empecilhos para que as pessoas possam consultar trabalhos de boa
qualidade, realizados no País e no exterior.
2

Disponíveis em: &lt;http://www.capes.gov.br/avaliacao/criterios-de-avaliacao&gt;. Acesso em: se!. 2011.

41 7

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Pavão (2010 , p. 13) explica que "Um repositório é um banco de dados no qual
ficam organizados e armazenados os objetos digitais e seus metadados, a fim de
facilitar sua consulta e acesso". Para a autora, os termos "institucional" e "temático"
associados a eles caracterizam os repositórios que reúnem a produção científica de
uma instituição e de uma área, respectivamente.
O sucesso na implantação e na manutenção de um repositório institucional
passa pela formação de uma equipe multidisciplinar, incluindo representantes dos
usuários, e os bibliotecários têm uma importante participação nesses processos.
(TOMAÉL; SILVA, 2007).
Sem os repositórios institucionais, a produção intelectual da instituição fica
dispersa em páginas pessoais ou mantidas pelos departamentos. Sendo assim , eles
são uma excelente solução para a reunião, a preservação e a disseminação da
informação científica .
A existência e a operacionalização dos repositórios institucionais devem-se,
em parte, à Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAI) e ao
Movimento de Acesso Livre.
A Iniciativa dos Arquivos Abertos (OAI) foi instituída em 1999, na Convenção
de Santa Fé. Segundo Triska e Café (2001), nessa convenção foram definidos os
princípios básicos da iniciativa . Os autores destacam três desses princípios: o
autoarquivamento, a revisão pela comunidade e a interoperabilidade.
O Movimento de Acesso Livre ou de Acesso Aberto teve como marco inicial o
encontro Budapest Open Access Initiative, ocorrido em dezembro de 2001 . Segundo
Lara (2006) , acesso livre é a
Disponibilização livre na Internet de literatura de caráter acadêmico ou
científico (em particular os artigos de revistas científicas) , permitindo a
qualquer utilizador ler, baixar arquivos, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar,
indexar, fazer Iinks ou referenciar o texto integral dos documentos. A única
restrição sobre a reprodução e distribuição é o direito de ser reconhecido e
citado, cabendo aos autores o controle sobre a integridade dos trabalhos.
(LARA, 2006, p. 389).

Inicialmente, acreditava-se que, ao disponibilizar um trabalho em acesso
aberto, o autor poderia ser prejudicado em seus direitos autorais. Na realidade, o
que ocorre é o inverso. Weitzel (2006, p. 66) destaca que ''[ ... 1os repositórios digitais
zelam pelos direitos autorais e que, quanto mais visível estiver o trabalho de um
autor, menos chance existe de ele ter seus direitos lesados".
A Universidade de Manchester, no Reino Unido, iniciou, em 2007, o projeto de
criação do seu repositório institucional. Nesse projeto, foram listados os benefícios
para os autores efetuarem o depósito de suas publicações em repositórios digitais,
os quais são resumidos a seguir:
a) aumento da visibilidade dos resultados das pesquisas;
b) facilidade para o gerenciamento da produção científica;
c) armazenamento permanente de trabalhos acadêmicos;
d) facilidade para a localização e a citação de trabalhos;
e) facilidade no acesso a materiais anteriormente disponíveis apenas em meio
impresso, por exemplo, teses e dissertações;
f) fornecimento de um indicador do impacto dos trabalhos;
g) divulgação rápida das pesquisas, o que auxilia no estabelecimento de
prioridades nas descobertas;

418

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

h) atendimento às agências de fomento , no que diz respeito à divulgação dos
trabalhos.
(THE UNIVERSITY OF MANCHESTER, 2007).
A participação da comunidade é fundamental para o sucesso de um
repositório institucional. Os membros da comunidade podem participar como
autores, usuários e divulgadores do repositório . Para Tomaél e Silva (2007, p. 6), "O
conteúdo de um repositório institucional reflete ou demonstra o conhecimento, a
pesquisa e o interesse de uma organização".
Segundo Leite (2009), estudos demonstram que a política de depósito
obrigatório é um fator que maximiza o uso do repositório , mas ''[. .. ] é essencial que a
comunidade 'compre' a ideia do repositório institucional e passe a incorporar os
pressupostos do acesso aberto [...]".
No Brasil , com relação às teses e dissertações, existe a obrigatoriedade de
depósito prevista na Portaria nO 13/2006 (Capes), de 15/02/2006. A partir de março
de 2006, todas as instituições com cursos em nível de pós-graduação tiveram que
tomar as providências necessárias para que as teses e dissertações de seus alunos
fossem depositadas em sítio da internet, próprio ou indicado pela Capes.
O Repositório Digital da UFRGS é o Lume. Nele são depositados documentos
gerados na Universidade pelo seu corpo docente e técnico e outros documentos de
interesse da instituição, entre eles, as teses e as dissertações. É composto por
documentos digitais que podem conter texto, imagem , vídeo e áudio.
O Lume, que entrou em operação em janeiro de 2008, foi criado a partir da
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD/UFRGS), a qual foi iniciada no ano
de 2001 . Foi desenvolvido em parceria entre a Biblioteca Central e o Centro de
Processamento de Dados da UFRGS (CPD/UFRGS).
Além da Portaria nO 13/2006 (Capes), de 15/02/2006, de âmbito nacional, a
Resolução nO 129/2005, da Câmara de Pós-Graduação da UFRGS, de 12/07/2005,
foi importante para o povoamento do Lume. Essa resolução determina que o
certificado de conclusão de curso de pós-graduação será emitido somente após a
entrega da tese ou dissertação, na Biblioteca Setorial determinada pelo PPG,
acompanhada do Termo de Autorização para Disponibilidade de Tese ou
Dissertação na Biblioteca Digital da UFRGS.
A UFRGS já efetuava a divulgação das teses e dissertações na sua BDTD.
Entretanto, como a disponibilização dos trabalhos, até 2005, não era obrigatória, o
acervo, até essa data, não contava com muitos dos trabalhos defendidos. A partir da
publicação da Resolução nO 129/2005, da Câmara de Pós-Graduação da UFRGS, e
da Portaria nO 13/2006 (Capes), verificou-se o aumento de depósitos na
BDTD/UFRGS e, consequentemente, no Lume, como será analisado
posteriormente , neste trabalho.
O Lume adota o padrão Dublin Core, que permite uma descrição
adequadamente detalhada de objetos digitais, pois utiliza 15 elementos básicos, que
podem ser refinados por meio de qualificadores. Também utiliza o protocolo de
coleta de metadados OAI-PMH , que garante a interoperabilidade com outros
repositórios digitais. Isso permite a transferência praticamente universal de dados
entre repositórios. (PAVÃO, 2008) . Também foi graças à interoperabilidade que, "[. .. ]
a partir de janeiro de 2009, os metadados do Lume passaram a ser coletados pelo
Google." (PAVÃO , 2010, p. 62). Isso permitiu um aumento no número de acessos e
de downloads dos documentos disponíveis no Lume e incrementou também sua
visibilidade e impacto.

419

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Na interface do usuano, as principais características do Lume são: a
organização em comunidades, as diversas formas de busca, as estatísticas e a
possibilidade de acompanhamento do crescimento das coleções.
Segundo o Registry of Open Access Repositories (ROAR)3, as classificações
do Lume são as seguintes, em 07/04/2012 :
a) no Brasil:
- 80 lugar entre os 114 repositórios cadastrados e
- 20 lugar entre os 53 repositórios institucionais cadastrados.
b) no mundo:
- 236 0 lugar entre os 2.730 repositórios cadastrados e
- 1330 lugar entre os 1.731 repositórios institucionais cadastrados.

3 Materiais e métodos
A técnica de pesquisa escolhida para este estudo foi a da documentação
direta . Os dados foram obtidos por meio de pesquisa de campo do tipo exploratória .
Para a realização deste estudo foram adotados os seguintes procedimentos:
a) foi obtido um relatório com a quantidade de teses e dissertações
defendidas entre 2001 e 2009, registradas no Sistema de Automação de
Bibliotecas da UFRGS (SABi) e a quantidade destas depositadas no Lume,
discriminadas por curso e por ano;
b) com base no relatório, foi verificada qual a contribuição dos diversos PPGs
para o Lume;
c) foi escolhido um curso de cada área para a realização do estudo, com base
nos seguintes critérios: menor percentual de contribuição para o Lume e
quantidade significativa de teses e dissertações defendidas;
d) foi obtido um relatório com os dados bibliográficos das teses e dissertações
dos programas escolhidos, registradas no SABi e que não foram
depositadas no Lume;
e) foram analisados os Termos de Autorização para Disponibilidade de Tese,
Dissertação, Trabalho de Conclusão de Mestrado ou de Especialização no
Lume - Repositório Digital da UFRGS, que acompanham o documento
digital , e verificadas quais as justificativas dos autores para não
disponibilizar as teses e dissertações no Lume;
f) as teses e dissertações foram classificadas em três grupos: TID
autorizadas para disponibilização futura , TID não autorizadas para
disponibilização e TIO não enviadas ao CPD/UFRGS;
g) para as TIO autorizadas para disponibilização futura e as TID não
autorizadas para disponibilização, cuja justificativa foi a publicação, foi
verificado se os dados obtidos foram realmente publicados, através de
busca na Base de Dados do Currículo Lattes;
h) para as TIO autorizadas para disponibilização futura e as TID não
autorizadas para disponibilização, cuja justificativa foi o registro de patente,

3

Diretório internacional desenvolvido pela equipe do software EPrints, na Universidade de
Southampton, do Reino Unido. Fornece dados técnicos breves a respeito dos repositórios nele
registrados e seu objetivo é promover o desenvolvimento do acesso aberto, fornecendo informações
atualizadas sobre o crescimento e a situação de repositórios do mundo inteiro. Disponível em:
&lt;http://roar.eprints.org/&gt;. Acesso em: 07 abr. 2012.

420

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

foi verificado se houve solicitação de patente, através de busca na Base de
Dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ;
i) os dados relativos às T/O não enviadas ao CPD/UFRGS foram
desprezados, pois, sem o termo de autorização, não é possível saber qual
a justificativa para a não disponibilização do trabalho no Lume;
j) os dados obtidos foram agrupados em tabelas, sendo uma para cada PPG.
Salienta-se que, na análise dos trabalhos publicados, foram contados apenas
artigos, capítulos de livro e livros que constam no Currículo Lattes dos autores. Os
trabalhos publicados ou apresentados em eventos não foram incluídos nas tabelas
elaboradas para cada PPG porque as apresentações em eventos não interferem na
decisão de disponibilização dos trabalhos no Lume. As publicações em anais de
eventos foram computadas fora das tabelas, bem como as publicações que não
foram previstas pelos autores nos Termos de Autorização. Não foram considerados
os trabalhos publicados em datas anteriores às datas de defesa da tese ou da
dissertação, pois também não interferem na decisão de disponibilização dos
trabalhos no Lume.
Quanto aos trabalhos patenteados, foram informados todos os trabalhos
localizados na Base de Dados do INPI, independentemente de a patente requerida
ter sido ou não concedida. As datas de pedido de patente anteriores às datas de
defesa da tese ou da dissertação foram consideradas já que, em alguns casos, o
trabalho apresentado é a continuação de algum trabalho anteriormente iniciado e
cuja patente já havia sido requerida. Isso pode ser confirmado pelo número do
ped ido de patente que é informado no Termo de Autorização apresentado pelo autor
quando encaminha seu trabalho ao CPD/UFRGS .
Periodicamente, o CPD/UFRGS entra em contato com os autores das T/O
ainda não disponibilizadas no Lume, para consultar se esses trabalhos já podem ser
disponibilizados. Muitos dos trabalhos dos anos de 2001 a 2005 foram autorizados
para disponibilização apenas a partir 2007 . Portanto, é importante frisar que os
dados sobre a disponibilização de trabalhos no Lume referem-se ao ano de defesa
da T/O e não ao ano em que elas foram disponibilizadas no Lume.

4 Resultados
Os PPGs que apresentaram maiores percentuais de trabalhos depositados no
Lume em relação ao total de trabalhos defendidos e registrados no SABi , no período
de 2001 a 2009, foram : Microeletrônica , Design , Ensino de Física, Relações
Internacionais e Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde, todos com
100%; Psiquiatria, com 98,88% ; Nefrologia, com 98,18%; Sensoriamento Remoto,
com 96,05% ; e Ciência e Tecnologia de Alimentos , com 95 ,83% .
O percentual geral de disponibilização de teses e dissertações no Lume, no
período de 2001 a 2009, foi de 82,10% .
Os PPGs que menos contribuíram para o incremento da comunidade de teses
e dissertações do Lume, no período de 2001 a 2009, em cada grande área do
conhecimento, desprezando-se os PPGs com pouca representatividade , são
apresentados na Tabela 1.
Tabela 1 - Percentual de contribuição para o incremento da comunidade de
teses e dissertações do Lume, no período de 2001 a 2009

42 1

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Grande área

Contribuição da
grande área (%)

Contribuição do
PPG (%)

Ciências Exatas e
da Terra

85 ,18

Geociências

57 ,65

Ciências
Biológicas

69 ,33

Botânica

39 ,74

Engenharias

88,66

Engenharia de Minas,
Metalúrgica e de Materiais

81,73

Ciências da
Saúde

89 ,32

Ciências Farmacêuticas

60,94

Ciências Agrárias

78,83

Microbiologia Agrícola e do
Meio Ambiente

68,27

Ciências Sociais
Aplicadas

78 ,73

Direito

43,87

Ciências
Humanas

77 ,64

História

65 ,92

Linguística ,
Letras e Artes

83 ,15

Letras

80,32

Multidisciplinar

88 ,09

Informática na Educação

77,42

PPG

Fonte: Dados da pesquisa .

O percentual geral de contribuição desses PPGs para o Lume, no período de
2001 a 2009 , foi de 67 ,83% .

As três principais razões apresentadas pelos autores para não autorizar a
disponibilização de teses e dissertações no Lume foram : a intenção de publicar os
resultados (81 autores), o propósito de patentear as descobertas (22 autores) e a
confidencialidade dos trabalhos (17 autores) . Em pesquisa realizada no Currículo
Lattes dos autores, foi verificado que os resultados de 33 trabalhos foram publicados
em artigos, capítulos de livros ou livros, o que representa 40,74% do total de
intenções de pUblicaçã0 4 . Na Base de Dados do INPI, verificou-se que os resultados
de cinco trabalhos tiveram pedido de patente depositado, ou seja, 22,73% do total
de intenções de patenteamento.
Nas Tabelas 2 e 3, são apresentados os dados referentes a dois dos PPGs
que menos contribuíram para o incremento da comunidade de teses e dissertações
do Lume, no período de 2001 a 2009: Engenharia de Minas, Metalúrgica e de
Materiais e Direito.
Tabela 2 - Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais
2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

TID reg istradas no SABi

37

50

52

53

50

52

56

58

112

520

TID reg istradas no SASi e
disponibilizadas no Lume

23

40

33

39

36

47

48

51

108

425

Diferença (SABi-Lume)

14

10

19

14

14

5

8

7

4

95

4

Dados atualizados em 31/03/2012.

422

2009 Total

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Percentual de
disponibilização (%)

62,16 80,00 63,46 73,58 72,00 90,38 85,71

87 ,93 96,43 81,73

TIO
autorizadas
para
disponibilização futura

O

O

O

O

O

O

3

2

2

7

TIO não autorizadas para
disponibilização

O

O

O

1

O

2

O

1

O

4

TIO não enviadas
CPO/UFRGS

14

10

19

13

14

3

5

4

2

84

Justificativa: publicação

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Trabalhos publicados

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Justificativa: patente

O

O

O

O

O

1

3

1

2

7

Trabalhos patenteados

O

O

O

O

O

O

1

O

O

1

Justificativa não informada

O

O

O

O

O

1

O

O

O

1

Outras justificativas

O

O

O

1

O

O

O

2

1

4

ao

Fonte: Oados da pesquisa.

A influência da Portaria nO 13/2006 (Capes) pode ser percebida nos depósitos
dos alunos do PPGE3M . A média de disponibilização de trabalhos no Lume, entre os
anos de 2001 e 2005, foi de 70,66% , enquanto no período de 2006 a 2009 foi de
91 ,37%. O maior índice de disponibilização foi de 96,43%, no ano de 2009. De 2001
a 2009, 80% das teses, 81 % das dissertações de mestrado acadêmico e 83% das
dissertações de mestrado profissionalizante produzidas no PPGE3M foram
disponibilizadas no Lume. A Tabela 2 mostra os percentuais anuais de
disponibilização de trabalhos no Lume.
O único trabalho não autorizado para disponibilização no Lume, até 2005,
teve como justificativa o fato de ser "confidencial". Os demais trabalhos não
disponibilizados no Lume, até o referido ano, não foram enviados ao CPD/UFRGS,
portanto, não é possível identificar a justificativa da não disponibilização. A partir de
2006, houve uma redução na quantidade de trabalhos não enviados ao
CPD/UFRGS, como se verifica na Tabela 2. De 2006 a 2009, entre os sete trabalhos
autorizados para disponibilização futura e os três não autorizados para
disponibilização, sete autores alegaram a intenção de patenteamento, um autor não
apresentou justificativa e três autores apresentaram outras justificativas (dados
referentes a material de empresa privada ; dados sigilosos devido ao caráter
confidencial de algumas informações; realização de doutorado na mesma área,
sendo a tese, a continuidade da dissertação) . Nenhum autor mencionou a intenção
de publicar os resultados de seus trabalhos, entretanto, conforme busca realizada no
Currículo Lattes dos autores, os resultados de seis trabalhos foram publicados nas
seguintes formas : um resumo em anais de evento nacional, oito trabalhos completos
em eventos nacionais, seis trabalhos completos em eventos internacionais, seis
apresentações em eventos nacionais, quatro artigos de periódicos nacionais e um
artigo de periódico estrangeiro. Dos sete autores que alegaram a intenção de
patenteamento dos resultados de suas T/D, somente um (14,29%) efetivamente
patenteou sua descoberta .

423

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

De acordo com Stumpf (2000) e com Mueller (2005) , os pesquisadores das
Engenharias preferem publicar os resultados de suas pesquisas em anais de
eventos, o que foi confirmado pela presente pesquisa.
Os dados do SABi e do Lume, relacionados ao Programa de Pós-Graduação em
Direito (PPGD) da Faculdade de Direito da UFRGS são apresentados na Tabela 3.
Tabela 3 - Direito
2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

T/D registradas no SABi

16

18

13

21

38

51

31

39

26

253

T/D registradas no SABi e
disponibilizadas no Lume

O

2

1

1

24

40

11

25

7

111

Diferença (SABi-Lume)

16

16

12

20

14

11

20

14

19

142

0,00

11 ,11

7,69

T/D autorizadas para
disponibilização futura

O

O

O

O

1

1

3

2

9

16

T/D não autorizadas para
disponibilização

O

O

O

O

1

1

5

7

10

24

T/D não enviadas ao
CPD/UFRGS

16

16

12

20

12

9

12

5

O

102

Justificativa: publicação

O

O

O

O

2

2

6

8

18

36

Trabalhos publicados

O

O

O

O

O

1

4

3

8

16

Justificativa: patente

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Trabalhos patenteados

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Justificativa não informada

O

O

O

O

O

O

2

1

1

4

Outras justificativas

O

O

O

O

O

O

O

O

1

1

Percentual de
disponibilização (%)

2009 Total

4,76 63,16 78,43 35,48 64 ,10 27,92 43,87

Fonte: Dados da pesquisa.

A Portaria nO 13/2006 (Capes) pode ter influenciado os alunos do PPGD.
Entretanto, em 2007 houve um decréscimo no percentual de trabalhos
disponibilizados, seguido por um aumento, em 2008, e por um novo decréscimo em
2009. A média de disponibilização de trabalhos no Lume, entre os anos de 2001 e
2005 , foi de 26,42% , enquanto no período de 2006 a 2009 foi de 56,46%. O maior
índice de disponibilização foi de 78,43% , no ano de 2006 . De 2001 a 2009, 48% das
teses e 42% das dissertações produzidas no PPGD foram disponibilizadas no Lume.
A Tabela 3 mostra os percentuais anuais de disponibilização de trabalhos no Lume.
Todos os trabalhos não disponibilizados no Lume , até o ano de 2004, não
foram enviados ao CPD/UFRGS, portanto, não é possível identificar a justificativa da
não disponibilização. A partir de 2005, entre os trabalhos autorizados para
disponibilização futura e os não autorizados, 14 autores apresentaram como
justificativa a publicação em livro e 22, a publicação, sem especificar a forma. Dos
14 autores que anunciaram a publicação em livro, dois publicaram em periódicos
nacionais, seis publicaram em livros e seis não publicaram . Dos 22 autores que não

424

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

especificaram o tipo de publicação, um publicou em periódico nacional e em capítulo
de livro, dois publicaram em capítulo de livro, cinco publicaram em livro e 14 não
publicaram . Quatro autores não apresentaram justificativa e um alegou a
necessidade de "correções a serem feitas por sugestão da banca". Portanto, dos 36
autores que alegaram a intenção de publicar os resultados de suas TID como
justificativa para a não disponibilização imediata de seus trabalhos no Lume, 16
(44,44%) efetivamente publicaram esses resultados em artigo, capítulo de livro ou
livro. Os resultados das TID não foram publicados em eventos, de acordo com a
busca realizada no Currículo Latles dos autores.
De acordo com Stumpf (2000) , os pesquisadores em Ciências Sociais
Aplicadas preferem publicar os resultados de suas pesquisas em anais de eventos.
Segundo Mueller (2005), esses pesquisadores costumam utilizar os periódicos
nacionais e os livros. Na avaliação trienal dos cursos de pós-graduação, realizada
pela Capes, no Curso de DireitoS, a produção intelectual é valorizada nesta ordem :
livros, capítulos de livros, artigos de periódicos internacionais, artigos de periódicos
nacionais e produção técnica, representada por seminários, conferências e palestras
realizadas fora do Programa e no exterior. Na análise realizada constatou-se a
preferência dos autores pelos livros, para a publicação dos resultados de suas teses
e dissertações.
A Tabela 4 apresenta os resultados consolidados da pesquisa.
Tabela 4 - Resultados consolidados da pesquisa
G

B

EMMM

CF

MAA

D

H

L

IE

Total

TIO registradas no SABi

281

151

520

256

104

253

179

569

93

2.406

TIO registradas no SABi e
disponibilizadas no Lume

162

60

425

156

71

111

118

457

72

1.632

Oiferença (SABi-Lume)

119

91

95

100

33

142

61

112

21

774

TIO autorizadas para
disponibilização futura

6

13

7

25

1

16

1

O

O

69

TIO não autorizadas para
disponibilização

74

1

4

12

1

24

1

2

O

119

TIO não enviadas ao
CPO/UFRGS

39

77

84

63

31

102

59

110

21

586

Justificativa: publicação

4

14

O

23

O

36

2

2

O

81

Trabalhos publicados

3

9

O

3

O

16

1

1

O

33

Justificativa: patente

1

O

7

14

O

O

O

O

O

22

Trabalhos patenteados

O

O

1

4

O

O

O

O

O

5

Justificativa não informada

61

O

1

1

2

4

O

O

O

69

Outras justificativas

15

O

4

2

O

1

O

O

O

22

Fonte: Oados da pesquisa.
Legenda : G: Geociências

5

Oisponível em : &lt;htlp://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacaolCA2007_Oireito.pdf&gt;.
Acesso em: dez. 2011 .

425

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

B: Botânica
EMMM: Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais
CF: Ciências Farmacêuticas
MAA: Microbiologia Agrícola e do Meio Ambiente
D: Direito
H: História
L: Letras
IE: Informática na Educação

5 Considerações finais
Neste trabalho, foram estudadas as razões pelas quais os alunos de nove
Programas de Pós-Graduação (PPGs) da UFRGS não disponibilizaram suas teses e
dissertações no Lume, no período de 2001 a 2009.
Com este trabalho foi possível verificar a influência que a Resolução nO
129/2005 , da Câmara de Pós-Graduação da UFRGS e a Portaria nO 13/2006
(Capes) exerceram sobre os alunos dos PPGs analisados. De 2001 a 2005, 47,82%
das teses e dissertações produzidas nesses Programas foram disponibilizadas no
Lume. De 2006 a 2009, esse índice passou para 86,80%. Conforme Leite (2009), os
repositórios institucionais mais povoados são aqueles cujas instituições determinam
o depósito obrigatório. Mesmo não tendo uma portaria, a força de uma lei , é
interessante para a instituição que a determinação da Capes seja seguida. Afinal , a
citada portaria é clara , quando diz que a quantidade e a qualidade das teses e
dissertações disponibilizadas são ponderadas no acompanhamento e avaliação dos
programas de pós-graduação. Portanto, a Universidade deve exigir dos alunos o
depósito de suas teses e dissertações, sempre que possível.
Destaca-se o trabalho do CPD/UFRGS que, periodicamente, faz contato com
os autores das teses e dissertações ainda não disponibilizadas no Lume , para
consultar se os trabalhos já podem ser disponibilizados. Grande parte dos trabalhos
não seria disponibilizada se não houvesse esse acompanhamento. Nessa
oportunidade, aqueles alunos que conseguiram publicar ou patentear os resultados
de seu trabalho, geralmente, autorizam o depósito e, aqueles que não conseguiram ,
solicitam a prorrogação da data.
Como sugestão de investigação, propõe-se um estudo que inclua entrevistas
com os coordenadores dos Programas de Pós-Graduação e orientadores de teses e
dissertações para pesquisar as motivações para a não disponibilização dos
trabalhos no Lume. Seria interessante analisar o quanto os docentes dos Programas
de Pós-Graduação estão conscientes e comprometidos com a conscientização dos
alunos sobre a importância de tornar públicas as pesquisas, de dar transparência ao
trabalho da Universidade e de dar retorno à sociedade de todo o investimento
realizado .
Com relação aos resultados , reconhece-se que há pouca representatividade
quanto aos hábitos de publicação dos autores. Isso porque foram pesquisadas
apenas as publicações de autores de nove Programas de Pós-Graduação da
UFRGS, de trabalhos não disponibilizados no Lume, com a justificativa de
publicação e que efetivamente publicaram .
Espera-se que este trabalho tenha servido para mostrar como as políticas e
mandatos nacionais e institucionais podem contribuir para aumentar a divulgação
das TID e para o povoamento dos repositórios institucionais. Também foi mostrada a
necessidade de ampliar-se a divulgação do Lume e de seus objetivos, assim como

426

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

sobre o movimento de acesso aberto à literatura científica no Brasil e no mundo.
Enfim, espera-se que este estudo contribua para que se conheça um pouco mais
sobre a produção intelectual da UFRGS, no âmbito da pós-graduação, que é um
segmento importante para o reconhecimento da instituição, perante a sociedade,
como um ente produtor e disseminador de conhecimento, inovação e
desenvolvimento.

6 Referências
ALMEIDA, Maria do Rosário Guimarães. Literatura cinzenta: teoria e prática . São
Luís: Edições UFMAlSouzândrade, 2000. 174 p.
CARVALHO, Elizabet Maria Ramos de. La literatura gris y su contribución a la
sociedad dei conocimiento. Infodiversidad, Buenos Aires , v. 4, p. 45-61 , 2002.
FUNARO, Vânia Martins Bueno de Oliveira; NORONHA, Daisy Pires. Literatura
cinzenta: canais de distribuição e incidência nas bases de dados. In: POBLACIÓN ,
Dinah Aguiar; WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José Fernando Modesto da (Org.) .
Comunicação &amp; produção científica: contexto, indicadores e avaliação. São Paulo:
Angellara , 2006. p. 215-231 .
LARA, Marilda Lopes Ginez de (Org.) . Glossário: termos e conceitos da área de
comunicação e produção científica. In: POBLACIÓN , Dinah Aguiar; WITTER ,
Geraldina Porto; SILVA, José Fernando Modesto da (Org.). Comunicação &amp;
produção científica : contexto, indicadores e avaliação. São Paulo: Angellara , 2006.
p. 387-414.
LEITE, Fernando César Lima . Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação
científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília : IBICT,
2009 . 120p.
LOPES, Maria Immacolata Vassalo de; ROMANCINI , Richard . Teses e dissertações:
estudo bibliométrico na área da Comunicação. In: POBLACIÓN, Dinah Aguiar;
WITTER , Geraldina Porto; SILVA, José Fernando Modesto da (Org .). Comunicação
&amp; produção científica: contexto, indicadores e avaliação. São Paulo: Angellara, 2006.
p. 139-161 .
MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica. Brasilia : Briquet de
Lemos/Livros, 1999. 268 p.
MEADOWS, Arthur Jack. Avaliando o desenvolvimento da comunicação eletrônica.
In: MUELLER, Suzana Pinheiro Machado; PASSOS, Edilenice Jovelina Lima . (Org .).
Comunicação científica . Brasília : Departamento de Ciência da Informação da
Universidade de Brasília , 2000. (Estudos avançados em Ciência da Informação, 1).
p. 23-34.
MOREIRA, Walter. Os colégios virtuais e a nova configuração da comunicação
científica. Ciência da Informação , Brasília , v. 34, n. 1, p. 57-63, jan./abr. 2005.

427

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A publicação da ciência: áreas científicas e
seus canais preferenciais. DataGramaZero: revista de Ciência da Informação, v. 6, n.
1, p. 1-15, fev. 2005. Disponível em : http ://www.dgz.org .br/fev05/Art_02.htm . Acesso
em : 25 jul. 2011 .
PAVÃO, Caterina Groposo et aI. Repositório digital: acesso livre à informação na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15.,2008, São Paulo. São Paulo: Consórcio
CRUESP Bibliotecas, 2008. Disponível em : &lt;https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/
handle/10183/14856/000670413.pdf?sequence=1&gt; . Acesso em : 01 out. 2011 .
PAVÃO, Caterina Groposo. Contribuição dos repositórios institucionais à
comunicação científica: um estudo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
2010. 149 f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, 2010.
STUMPF , Ida Regina Chitto. A comunicação da ciência na universidade: o caso da
UFRGS. In: MUELLER, Suzana Pinheiro Machado; PASSOS , Edilenice Jovelina
Lima (Org .). Comunicação científica. Brasília : Departamento de Ciência da
Informação da Universidade de Brasília, 2000. (Estudos avançados em Ciência da
Informação, 1). p. 107-121 .
THE UNIVERSITY OF MANCHESTER. The John Rylands University Library.
Institutional Reposifory Project. 2007. Disponível em :
&lt;http://www.irproject.manchester.ac.uk/&gt; . Acesso em : novo 2011.
TOMAÉL, Maria Inês; SILVA, Terezinha Elisabeth da . Repositórios institucionais:
diretrizes para políticas de informação. In: Encontro Nacional de Pesquisa em
Ciência da Informação, 8., 2007, Salvador. Anais ... Disponível em :
&lt;http://www.ancib.org .br/media/dissertacao/GT5--142.pdf&gt;. Acesso em : 27 fev.
2011 .
TRISKA, Ricardo; CAFÉ, Lígia. Arquivos abertos: subprojeto da Biblioteca Digital
Brasileira . Ciência da Informação , Brasília, V. 30, n. 3, p. 92-96, set.ldez. 2001 .
WEITZEL, Simone da Rocha. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na
estrutura da produção científica. Em Questão, Porto Alegre , V. 12, n. 1, p. 51 -71 ,
jan./jun . 2006.

428

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="49">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51396">
                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51397">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51398">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51399">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51400">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51401">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51402">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51403">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63078">
              <text>Análise das justificativas dos autores de teses e dissertações defendidas na UFRGS para não disponibilizá-la no Repositório Lume.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63079">
              <text>Hirt, Marilla Batista; Pavão, Caterina Groposo; Caregnato, Sônia Elisa</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63080">
              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63081">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63082">
              <text>2012</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63084">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="63085">
              <text>Analisa os motivos pelos quais algumas teses e dissertações produzidas no âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) não estão disponíveis no Lume, denominação atribuída ao Repositório Digital da UFRGS. Por meio de pesquisa exploratória, levanta a contribuição de cada Programa de Pós-Graduação para o incremento da comunidade de teses e dissertações do Lume, entre os anos de 2001 e 2009. Identifica as teses e dissertações não disponibilizadas e as motivações dos autores para não permitir que o sejam. Pesquisa a publicação dos resultados das teses e dissertações que não estão no Lume, em outros meios de comunicação científica, assim como pedidos ou concessões de patentes registradas no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). Dentre as justificativas apresentadas pelos autores para não depositar a tese e/ou a dissertação no Lume, identifica as três principais: a intenção de publicação dos resultados, o propósito de patenteamento das descobertas e o caráter confidencial dos trabalhos. Constata que 40,74% dos autores que declararam a intenção de publicação efetivamente publicaram os resultados de seus trabalhos. Entre os autores com o propósito de patentear suas descobertas, apenas 22,73% registraram o pedido de patente no INPI. Conclui que as políticas e mandatos nacionais e institucionais de depósito de teses e dissertações contribuem fortemente para aumentar a divulgação desses trabalhos e para o povoamento dos repositórios institucionais. </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69411">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
