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                  <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
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Trabalho completo

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DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: O CASO DOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Aline Vieira do Nascimento', Ana Cristina Gomes Santo~
Mestranda em Ciência da Informação IBICT, Bibliotecária Especialista em Teoria da
Comunicação e da Imagem , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , CE.
2, Mestranda em Ciência da Informação IBICT Bibliotecária ,Especialista em Biblioteca
Universitária, Universidade Federal Rural da Amazônia , Belém , Pa.
1,

Resumo
Reflete a cerca do desenvolvimento de coleções em repositórios
institucionais, com ênfase na biblioteca universitária. Abrange as etapas de seleção,
aquisição, indexação, disseminação, descarte e direitos autorais, bem como ressalta
a importância da elaboração de uma nova política de desenvolvimento que englobe
essa nova fase do gerenciamento da informação que se apresenta a partir do
depósito de materiais digitais em repositórios. Faz algumas reflexões sobre como se
desenvolveu os acervos digitais, sua importância hoje na comunicação científica e
no contexto da biblioteca universitária como um novo suporte para a informação.
Define repositórios institucionais, temáticos e de teses e dissertações, como
surgiram e qual a sua importância para comunidade acadêmico-científica e
sociedade, e conclama as bibliotecas universitárias e o bibliotecário ao novo
contexto que ora se origina.

Palavras-Chave:
Desenvolvimento de
Universitária; Acervo Digital.

Coleções;

Repositório

Institucional;

Biblioteca

Abstract
This paper presents brief reflections about the collection development in
institutional repositories, with emphasis on the university library. It covers the stages
of selection , acquisition, indexing, dissemination, disposition and copyrights, as well
as highlights the importance of drafting a new development policy that embraces this
new phase of information management which is the deposit of materiais in digital
repositories. It makes some reflections on the evolution of the digital collections, its
importance in scientific communication today and in the context of the university
library as a new medium for information. Defines institutional repositories, thematic
and theses and dissertations, and what emerged as its importance for academicscientific community and society, and urges the university libraries and librarians to
the new context that sometimes arises.

Keywords:
Collection Development; Institutional Repository; University Library; Digital
Collection .

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1 Introdução
Biblioteca Universitária tradicionalmente mantenedora de coleções impressas
passa por transformações para atender aos enormes desafios da era da tecnologia
da informação, agregando os espaços digitais ao seu ambiente físico , apoiada nas
tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Em sua estrutura é formada por pessoas, serviços, tecnologias da informação
e comunicação, e como ambiente de produção de cultura , precisa consolidar-se
como um organismo social , vivo e atuante, por isso necessita evoluir e acompanhar
as transformações de sua comunidade, para isto, é fundamental o processo de
formação e desenvolvimento de coleções (DC).
A Biblioteca Universitária vive hoje o dilema do compartilhamento dos
recursos informacionais, o limite para o uso das coleções e o próprio limite do
conhecimento recuperável e as TICs que apresentam inusitados caminhos que
permitem a "construção de espaços para colaboração, interação e participação
comunitária", essencial para o DC, dentre outros serviços conforme apontam Puerta ;
Amaral e Gracioso (2010 , p.3).
Neste artigo apresentamos as implicações inerentes ao processo de DC
digitais em Bibliotecas Universitárias, as características intrínsecas dos repositórios
institucionais (RI) objetivando sua contribuição para o desenvolvimento de acervos
em ambientes informacionais integrados à comunidade acadêmica, com a
divulgação e a comunicação cientifica e o acesso a comunidade em geral
contribuindo assim, como parte do retorno dos investimentos públicos.
Apesar de tantas mudanças, as bibliotecas, principalmente as universitárias
continuam , e devem continuar, a exercer seu papel preponderante de participação
do processo educativo da sociedade em seus diferentes níveis e no espaço físico da
biblioteca antes ocupado por estudantes e pesquisadores à procura de informação
em livros e noutros materiais informacionais, vem sendo adaptado para o uso de
redes sem fio , computadores portáteis, material digital, entre outros.

2 Revisão de Literatura
Desenvolvimento de coleções é um assunto bastante abordado na literatura
das bibliotecas, porém literatura sobre o desenvolvimento de coleções em meio
eletrônico ainda é um assunto de trajetória emergente .
Fontes de informações relativas à repositório digital vem crescendo a medida
em que o assunto se torna mais relevante, encontram-se neste meio, relatos e
estudo de casos de instituições que possuem repositórios, muitos destes
desenvolvido em países estrangeiros, como Lynch (2003) , Hunter e Day (2002) e
Crow (2005) que desenvolveram pesquisas do uso dos repositórios em instituições e
do desenvolvimento de coleções em repositórios. Outros realizados no Brasil como
Leite (2009), Weitzel (2002) que também tratam da implantação de repositórios, bem
como da sua importância para a comunicação e informação científica .
Gerenciar coleções é um trabalho que requer um conjunto de parcerias,
principalmente nas bibliotecas universitárias, que passa pela administração da
instituição, pelo usuário que irá utilizar aquela bibliografia até chegar ao seu objetivo,
que é disponibilizar a informação, evitando assim que haja um abarrotamento no
acervo. Para isto se faz necessário uma política de desenvolvimento de coleções.

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Para Vergueiro (1989 , p. 4) esta abordagem é entendida como composto por vários
componentes: "o uso, conhecimento e biblioteconomia". Klaes (1991 , p.48) para
contextualizar o papel da biblioteca universitária como "difusora do conhecimento".
Atualmente as bibliotecas universitárias vêm atualizando seu acervo com
materiais digitais, isso implica que num período não muito distante, as bibliotecas
universitárias terão também como caráter serem bibliotecas digitais universitárias, o
acervo digital segundo Weitzel (2002 p. 65) "possuem duas características que lhes
são fundamentais: a grande capacidade de armazenamento e a facilidade de
manipulação de dados". Para garantir a aplicabilidade e disseminação desse tipo de
acervo, bem como tornar acessível à comunidade as pesquisas científicas
desenvolvidas foram criados os repositórios institucionais que de acordo com Leite
(2010, p. 25)
A adoção e o uso efetivo das funcionalidades de um repositório institucional podem
resultar em uma série de benefícios que são percebidos por diferentes segmentos
dos públicos aos quais é destinado (pesquisadores , administradores acadêmicos,
bibliotecários, chefes de departamentos, a universidade como um todo, á comunidade
científica, entre outros) .

A adesão aos repositórios institucionais em universidades traz ao mesmo
tempo a releitura do desenvolvimento de coleções e a necessidade do
gerenciamento do acervo digital. Um novo olhar que as bibliotecas universitárias
terão como responsabilidade neste momento.

3 Materiais e Métodos

o método utilizado neste trabalho será o dedutivo com a análise de
referências, partindo de leis e teorias que baseiam e conduzem o desenvolvimento
de coleções em bibliotecas e a criação de repositórios institucionais, bem como o
depósito de documentos digitais nesse ambiente.
Após a análise das referências será apresentado um conjunto de observações
a cerca da aquisição, seleção, manutenção e descarte de materiais digitais a serem
inseridos nos repositórios institucionais, bem como o atual papel das bibliotecas
universitárias.
4 Desenvolvimento de coleções nas bibliotecas universitárias

o desenvolvimento de coleções é um processo de planejamento e de tomada
de decisão. É uma das funções básicas da gestão de unidades de informação.
Desenvolver coleções está relacionado com a sistematização e criação de
mecanismos que vão ser estabelecidos para a seleção, aquisição, avaliação e
desbastamento de materiais.
Os fatores que interferem no desenvolvimento de coleções são influenciados
por ações e eventos que acontecem dentro e de fora de uma unidade de
informação, entre outros podemos citar: a estrutura , a organização da unidade,
produção e distribuição de materiais, existência de outras unidades de informação
próximas, comunidade e contexto local, programas e projetos, profissionais
envolvidos no processo e novas tecnologias da informação.
O desenvolvimento de coleções constitui-se em um processo de mediação

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entre materiais de informação e usuanos. Não se trata de um simples processo
técnico ou momento determinante da construção de coleções. Reflete a execução
do papel social atribuído ao bibliotecário que possui a "responsabilidade de gerenciar
coleções" para e com o público (VERGUEIRO, 1989, pA) .
Entre os princípios da Biblioteca Universitária podemos destacar o elo que ela
faz como ponte de acesso para o conhecimento através de sua coleção documental
e dos serviços que ela oferece que deve atender a comunidade acadêmica dentro
do tripé base da academia : ensino, pesquisa e extensão . A Biblioteca Universitária
em todo seu processo histórico vivenciou, entre tantos outros problemas e pontos de
estrangulamento de gestão em seus processos o dilema da seleção de materiais,
isso quando envolvia apenas materiais convencionais: livros e periódicos impressos,
CO e OVO. Hoje na era da sociedade da informação e do conhecimento esse dilema
se expande para o acervo digital e tecnológico.
A Biblioteca Universitária como organização complexa e sob perspectiva
sistêmica, não pode ser caracterizada como uma "organização independente" uma
vez que está subordinada como subsistema maior da Universidade no qual seu
propósito deve ser estabelecido (KLAES , 1991, p. 15-16). Neste sentido a biblioteca
deve manter-se em constante interação com seu laço mantenedor seguindo o
processo cíclico de relação com o ambiente, ou seja, participando ativamente das
mudanças que estão ocorrendo no ambiente interno e externo, dando mais atenção
ao interno, participando dos programas e projetos nos quais a instituição está
empenhada em lograr resultados.
Sendo assim , as coleções das bibliotecas universitárias devem refletir e se
desenvolver de acordo com as necessidades institucionais, baseada não somente
em critérios de custo-benefício, mas também "nas políticas de seleção, aquisição,
avaliação e descarte" levando sempre em consideração o campo de conhecimento
no qual ocorre a seleção, nas características peculiares da clientela que será
atendida e no ambiente onde o serviço de informação vai ser desenvolvido,
Vergueiro (1997, p.102). Tarefa que não é fácil de ser realizada uma vez que os
recursos disponíveis são sempre muito limitados o que força a tomada de decisão
mais para o custo-benefício, neste momento se faz importante a experiência e/ou
atuação do bibliotecário na seleção do material informacional em buscar alternativas
que garantam a satisfação do usuário com o material adquirido, fazendo uso de uma
política de desenvolvimento de coleção que inclua um volume de materiais
relevantes e que darão apoio aos cursos de graduação e pós-graduação e as
demais atividades e serviços de extensão que a instituição oferece à sua
comunidade .
Outro fator muito discutido neste contexto são os estudos bibliométricos de
uso de coleções que tem como principal função apoiar os profissionais para a
tomada de decisão e que merece ser discutido mais profundamente nas bibliotecas
universitárias e os resultados devem ser levado a sério, no entanto este não será
aqui discutido.
4.1 Coleções digitais
As tecnologias da informação e sua adoção nas bibliotecas universitárias com
certeza tem sido um ponto de integração do cliente e o uso da informação, por que
queiramos ou não admitir os novos "instrumentos" da informação disponibilizados

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nas bibliotecas universitárias e nas demais unidades informacionais contribuíram
para a sua divulgação e uso, mas também contribuíram para o aumento de outras
questões a serem inseridas no contexto da seleção e desenvolvimento de coleções
o qual destacamos os documentos eletrônicos. Como enfatiza Weitzel (2002, p.65)
As questões discutidas pela sociedade em torno de sua relação com o
documento eletrônico facilitam a compreensão da importância do processo
de desenvolvimento de coleções para a organização de bibliotecas
analógicas e digitais [ .. .] Não há precedente na história da humanidade de
um formato de registro da informação que ofereça tantos recursos de edição
e recuperação de dados em questão de segundos e, o que é mais
importante, sem a necessidade de deslocar-se fisicamente para obtê-los .

Já passamos da fase em que o medo que as bibliotecas de papel
desaparecessem, muitos foram os fatores que nos mostraram que esses
alardes do século passado, "foram passageiros", como dizia Vergueiro (1997,
p. 95) então devemos acreditar agora que as bibliotecas virtuais serão a única
disponível aos habitantes do século XXI? Como ele previu não passou de
exageros.
A informação digital é a consequência dos avanços das tecnologias de
informação e comunicação que contribuiu para a evolução também dos
suportes de informação, que transforma a seleção, o armazenamento, a
recuperação e o acesso. Como consequência dessa evolução surge às
chamadas "bibliotecas sem paredes" (BENíCIO; SILVA, 2005, p.5),
transformando , portanto a biblioteca, em muitos casos , em bibliotecas hibrida
que tem como característica manter sua coleção tradicional de papel e
também inclui novos componentes digitais como os chamados e-books.
A discussão agora é como selecionar os e-books, e como já anunciava
Vergueiro (1997 , p.102) o elemento complicador dessa análise são os "outros
custos que devem ser incluídos tais como : aquisição e manutenção de
equipamentos, redes de acesso, etc."
Mas esse é só um dos pontos a ser avaliado, outro que tornou-se
imprescindível de avaliação, é a crescente tendência de nossos usuários para o uso
do acesso a documentos eletrônico o que pode causar transtornos aos orçamentos,
por não ser possível adquirir tudo o que é demandado a todo tempo, essa demanda
fora de hora interfere na política de seleção e orçamento disponível que muitas
vezes pela pressão da demanda os gestores são forçados passar a frente listas que
chegaram posteriormente.
O documento digital possui características que indiscutivelmente facilitam o
acesso, tem uso simultâneo de vários usuários a mesma obra , o poder de
condensação de vários materiais em um único ambiente ou no mesmo dispositivo, o
método de busca é mais rápido e eficaz, características fortes que tem peso alto na
tomada de decisão dentro da política de aquisição etc. Em contrapartida tem
como desvantagens ou inconveniência uma leitura lenta e cansativa .
Se considerarmos o poder de compra das bibliotecas universitárias a
nível nacional e público, logo de inicio percebemos os orçamentos apertados
e uma demanda crescente de novas aquisições, seguindo o programa do

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Reuni que estimula a criação de novos cursos e/ou ampliação de novas
turmas, mas os orçamentos são pouco acrescidos tornando praticamente
inviável atender a demanda apresentada , para dar conta de parte desse
problema surgem os consórcios institucionais que estão amenizando a
situação apresentando alguma opção de saída para um dos grandes
problemas do desenvolvimento de coleções surge então a compra
compartilhada por varias unidades informacionais que permite baratear e
adquirir mais itens que serão utilizados por um grupo maior de clientes
interessados minimizando parte dos problemas financeiros.
Drabenstott e Burnan (1997 apud BENíCIO; SILVA, 2005, p.5) já
salientava que o "gerenciamento simultâneo dos vanos formatos
informacionais", será o grande problema do gerenciamento da informação e
podemos dizer que isso também se aplica ao desenvolvimento de coleções na
biblioteca nesta perspectiva digital.
Ainda surge outro problema para as bibliotecas universitárias, o livro é
tombado como patrimônio institucional e há uma grande discussão quanto ao
papel que a biblioteca passa a ter em relação ao e-book como intermediária e
não proprietária dos livros eletrônicos, discussão onde Earp e Komis (2005,
p.156) mencionam como "um problema das bibliotecas" que passa a ver sua
missão como mantenedoras do patrimônio cultural caso aceitasse apenas o
papel de intermediária, e não de proprietária dos livros. Uma vez que são
feitas assinaturas de pacotes que disponibilizam uma senha, eles levantam a
"hipótese de falência dos editores/fornecedores de e-books" ou se deixarem
de fornecer o serviço eles nos deixam uma pergunta como ficaria o acesso
aquela obra? Perguntas como essa ainda continuam sem resposta
satisfatória.
Como salientou (CUNHA, 2010, p.9)
Apesar de tudo ainda é cedo pra prever os efeitos desta mudança sobre a
capacidade da biblioteca universitária para atender as necessidades de
informação de sua clientela , a estabilidade de alguns novos métodos de
acesso e as implicações para o futuro da pesquisa acadêmica. As
bibliotecas , cada vez mais, estão ampliando suas coleções locais com
documentos originais e únicos e, quando possível, digitalizando-os para
prover de forma imediata , o acesso em linha ao texto completo aumentando
sua visibilidade e utilização.

Cunha (2010, p.10) acrescenta uma preocupação que Connawal (2008)
tinha ao dizer que o acesso ao texto completo e não a descoberta das fontes era
"uma questão transcendental para o estudioso". Cunha conclui que em função
dessas questões é "crescente a importância dos repositórios institucionais e as
bibliotecas digitais de teses e dissertações". Tema que será explanado nas próximas
seções.

1 DRABENSTOTT,K.; BURNAN,C .M. Revisão analítica da biblioteca do fututo. Revista
Ciência da
Informação. Brasília,v.26, n.2, p.180-194, jun. 1997.
2 CONNAWAY, Lynn Silipigni. Make room for the millennials. NextSpace, v. 10, p. 18-19, 2008.
Dispon ível em : www.oclc.org/nextspaceI010/research .htm

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5 Repositórios Digitais: contextualizando
Os repositórios digitais surgiram da necessidade que a comunidade científica
teve de expandir a comunicação entre pares, comunidade acadêmica e sociedade,
tornando o acesso livre e transparente no que se refere aos investimentos em
pesquisa e retorno aos gastos do governo.
Foi na Budapest Open Access Initiative, reunião realizada pela Open Society
Institute (OSI), um encontro realizado em 2001 por pesquisadores de todo mundo e
de várias disciplinas, que os cientistas sentiram a necessidade de: 1) tomar uma
atitude em relação ao aumento exorbitante nas assinaturas dos periódicos, e a forma
como são publicados, em que os editores detêm os direitos autorais das
publicações, nem mesmo os próprios pesquisadores tem acesso à publicação; 2) ter
uma forma de dar satisfação à sociedade dos gastos do governo com as pesquisas;
3) dar acesso livre aos textos resultantes de pesquisa científica . De acordo com
Kuramoto (2012) "os participantes representavam muitos pontos de vistas e
experiências de diversas iniciativas em curso que visavam o Acesso Livre".
Nesta reunião foram recomendadas duas formas de publicar com livre
acesso, as vias verde e dourada. A primeira está relacionada a uma política
institucional onde os autores fazem o depósito compulsório nos repositórios
institucionais de toda produção científicas realizadas no âmbito de sua atuação na
instituição, a segunda relaciona-se ao acesso aberto feito pelos próprios editores
das revistas científicas, ou seja, os artigos seriam acessados sem nenhuma
restrição.
De acordo com Leite (2009 , p.17) o acesso aberto significa "permitir a livre
publicação das pesquisas científica, na internet", para cópia , download, leitura,
distribuição, impressão, capturá-los para indexação, fazer uso de links, sempre
respeitando a política de direitos autorais, como resultado impactando e aumentando
o efeito das pesquisas e consequentemente fazendo com que estas pesquisas
sejam mais citadas (Figura 1).

1

1

repositório

citação

Figura 1 - Fluxo da produção cientifica em acesso aberto baseado em Leite (2009)
Fonte: Elaboração própria

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Muitos estudiosos definem repositórios digitais, mas todos trazem em suas
definições a mesma finalidade. Leite (2009, p.21) contextualiza repositório digital no
âmbito do acesso aberto e descreve que são os "vários tipos de aplicações de
provedores de dados", estes são gerenciadores da informação científica e
constituem-se vias de acesso à comunicação científica.
Existem diversos tipos de repositórios, cada um com sua finalidade e voltados
ao ambiente que serão empregados, são eles: 1) Repositório institucional: voltado
para armazenar, divulgar, preservar, organizar o conhecimento gerado numa
instituição, seja ela uma universidade, empresa, escola, etc. Exemplo de repositório
institucional: Universidade Federal do Ceará (UFC) : www.repositorio.ufc.br; 2)
Repositório de teses e dissertações: este é especificamente voltado para
armazenamento e acesso a teses e dissertações. Outro exemplo a ser dado é a
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, também da UFC: www.teses.ufc.br.
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) :
http://bdtd .ibict.br/.
Existem outros tipos de repositórios como o repositório temático que se
destinam a armazenar produções de áreas específicas (E-Lis) e em algumas vezes
acaba se confundindo com o Repositório Institucional, que a partir deste momento
será representado por RI e será mais bem explanado no corpo do trabalho.

5.1 Avaliação e desenvolvimento de coleções em repositórios institucionais
Segundo Crow (2002, p. 4) o RI é um repositório digital pode ser "de qualquer
tipo de coleção de material digital, de propriedade, hospedado, controlado ou
disseminado por uma faculdade ou uma universidade". Neste trabalho, os RI serão
analisados sob o olhar das universidades, que contribuem de forma significativa com
a sociedade através de pesquisas desenvolvidas em seu interior.
Os repositórios são alternativas importantes de desenvolvimento de coleção,
isso porque neles e depositado grande parte da produção científica e intelectual de
uma instituição ou área . No entanto a forma de seleção desse material não é tão
diferente dos demais, porém deverá ter suas peculiaridades, visto que os recursos
informacionais em meio eletrônico também tem a sua forma de entrada e saída, ou
seja, eles também precisam ser avaliados no que tange a sua relevância para o
determinado tipo de público a ser atendido. O bibliotecário deverá levar em conta
neste momento o que é acessível e o que acessável.
Outro ponto a ser levado em consideração é que o material informacional
armazenado no repositório é de acesso livre (open archives), o que deve ser levado
em consideração a política de direitos autorais, como copyright, creative commons e
outros. Neste ponto Lynch (2003) diz que todo material informacional produzido
dentro da instituição é de posse desta instituição. Por isso a biblioteca deve estar
ciente de que essa informação será reproduzida, por estar com livre acesso, porém
isso não significa que haja negligência em relação aos direitos dos autores.
Os repositórios são mais do que um meio de armazenar documentos, são
caracterizados também como um novo suporte de guarda do conhecimento gerado,
dessa forma deve ser considerado um cuidado especial referente à avaliação,
preservação, organização, políticas de acesso e disseminação do conteúdo
selecionado.

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Quanto à seleção do que será inserido no RI , deve se levar em consideração
o público atendido e suas áreas de interesse, bem como o tipo de documento que
será armazenado . Os RI possuem a vantagem de agregar não só documentos
textuais, mas uma gama de outra tipologia documental referente à instituição o qual
está agregado, como por exemplo: folders, cartazes de eventos, material de
disciplinas, teses e dissertações, etc.
No que se refere ao desenvolvimento de coleções em RI, Hunter e Day (2005,
p.2) diz que esta pode ser feita de maneira cooperativa, "In research libraries at
least, there has been an increasing emphasis in recent years on the need for
cooperative collection development", ou seja, uma cooperação entre bibliotecas e/ou
os outros departamentos da instituição. Em determinadas áreas do conhecimento,
alguns documentos podem deixar de ser publicados e se caracterizam como
documento relevante, estes podem fazer parte de uma coleção específica de obras
raras a ser desenvolvida dentro do RI.
Uma questão que deve ser considerada na avaliação e seleção do material
que irá compor o RI são os interesses da própria instituição. Leite (2009 , p. 47) cita
dentre muitos itens necessários para o gerenciamento dos RI, "o conteúdo", e
orienta como critério de seleção a familiaridade com : 1) o material a ser divulgado no
RI ; 2) o direito de propriedade intelectual. E habilidade para: 1) saber o tipo de
material que pode ser depositado; 2) gerenciamento do material embargado e
exclusão dentro do repositório.
Outro ponto relativo à gestão do material informacional no RI é a preocupação
em manter estas informações e garantir à comunidade o acesso a esse material em
longo prazo. Isso acontece sempre que é depositado um material em textos com
links de acesso remoto e o mesmo não pode ser recuperado, o que pode ocasionar
na fragilização do repositório diante da comunidade acadêmica .
Em relação ao descarte, é importante salientar que, uma vez avaliado,
autorizado pelo autor e disponibilizado, um documento não deve ser retirado do RI, a
menos que haja avaliações constantes e constatadas ilegalidades que ocasionem na
retirada do documento e com o consentimento do autor.
Muito deve ser feito na implantação de RI nas instituições e nesse caso, nas
universidades, para que se tenha um resultado eficaz e eficiente no que tange ao
acesso à informação de qualidade e de importância para a comunidade acadêmica.
Não deixando de lado os interesses da instituição.
5.2 A biblioteca universitária e os Ris
Este item foi elaborado com a intenção de contribuir um pouco com a função
dos gestores de bibliotecas universitárias, profissionais da informação, bibliotecários
que atuam na elaboração de políticas de gestão da informação. Mais uma vez as
tecnologias de informação e comunicação (TIC) surgem para solucionar questões
que até então estavam buscando ser solucionadas. Neste caso o progresso da
divulgação científica, que por motivos já citados neste trabalho , estavam sob a
ameaça de se tornarem cada vez mais restritos a quem realmente deveria ter
acesso livre: os pesquisadores, a comunidade acadêmica e a sociedade, para esta
última como forma de estabelecer uma comunicação com o que está sendo
pesquisado pela comunidade científica.
Porém, o desenvolvimento de repositórios institucionais implica em política de

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gestão da informação, política de acesso aos documentos da instituição, política de
preservação e disseminação desse material , e cabe aos bibliotecários atuantes em
bibliotecas universitárias atentar-se ao que é necessário para o desenvolvimento de
um repositório dentro da universidade, estabelecendo novas políticas de
desenvolvimento de coleções, neste caso digital.
A Biblioteca Universitária deverá incorporar o seu papel de guardiã do
conhecimento no que se refere aos cuidados que deverá ter com o material digital
disponibilizado e entender que se torna inadiável sua participação na divulgação e
comunicação da ciência.
O uso de metadados, a indexação bem realizada , a seleção do que será
inserido, o cuidado com o tratamento do documento digital, constitui-se em um
conjunto de requisitos necessários ao fazer bibliotecário voltado ao repositório.
Para Hunter e Day (2005, p.3) a criação de um repositório implica um
"compromisso institucional para o gerenciamento contínuo de tais informações", isso
significa que a biblioteca universitária estará sempre atenta a responsabilidade de
administradora do documento digital da instituição a qual ambos, repositório e
biblioteca, fazem parte.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tentou-se tratar neste trabalho algumas considerações sobre o
desenvolvimento de coleções digitais nas bibliotecas universitárias através dos
repositórios institucionais, que surgiram sob a expectativa de tornar livre o acesso e
divulgar a pesquisa científica produzida nas instituições de pesquisa , universidades.
O desenvolvimento de coleções dentro das bibliotecas universitárias vem
sendo visto de forma a atender as necessidades dos usuários e da própria biblioteca
no que se refere às coleções impressas ou até mesmo e-books e periódicos
eletrônicos. Porém , o desenvolvimento de coleções digitais ultrapassa o paradigma
de livros e periódicos como componentes de um acervo e requer da biblioteca a
inclusão de outros componentes como: materiais didáticos de aulas, bibliografias
consultadas em aulas, fotografias , programas de TV, pesquisas realizadas, etc.
Para tanto faz-se necessário o desenvolvimento de uma política de gestão da
informação em repositórios institucionais no âmbito da biblioteca universitária,
política esta que abranja todo e qualquer documento que possua relevância para a
comunidade acadêmica e instituição.
Em tal ambiente, os repositórios institucionais, agem de forma a preservar um
produto, trabalho intelectual, da instituição mantenedora, contribuindo para uma
fundamental , embora a longo prazo, mudança na estrutura de comunicação
científica .
Muito deve ser feito, como estudo de usuários para saber o que eles querem
ver e como deve ser visto ou encontrado no repositorio, através de treinamentos e
campanhas de conscientizacao dentro da instituição, para que todos, ao longo do
tempo, tenham o habito de, alem de usar, saber o que deve ser inserido no
repositorio e contribuir para a expansão da comunicaçao e divugação do fazer
ciência .
Quanto a manter o repositório institucional, a biblioteca ou a própria instituição
devem procurar meios de sustentar o RI, visto que o depósito e algo que estara
disponivel por um longo periodo de tempo, isso porque o RI se caracteriza por

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garantir ao documento uma vida longa .
Existem muitas instituições e universidades no Brasil , que fazem uso dos
repositorios, porem ainda e necessário muitas discurssoes a cerca do fazer
repositório e de sua real funcionalidade , junto a isso muitas instituições precisam
apoiar e garantir a perpetuidade dos RI.
Se faz também necessário o entendimento da comunidade acadêmica no
sentido de ser do repositório e esta ter a consciência de sua importância para o
progresso da ciência.

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O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de coleções: perspectivas de

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Nascimento, Aline Vieira do; Santos, Ana Cristina Gomes</text>
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              <text>Reflete a cerca do desenvolvimento de coleções em repositórios institucionais, com ênfase na biblioteca universitária. Abrange as etapas de seleção, aquisição, indexação, disseminação, descarte e direitos autorais, bem como ressalta a importância da elaboração de uma nova política de desenvolvimento que englobe essa nova fase do gerenciamento da informação que se apresenta a partir do depósito de materiais digitais em repositórios. Faz algumas reflexões sobre como se desenvolveu os acervos digitais, sua importância hoje na comunicação científica e no contexto da biblioteca universitária como um novo suporte para a informação. Define repositórios institucionais, temáticos e de teses e dissertações, como surgiram e qual a sua importância para comunidade acadêmico-científica e sociedade, e conclama as bibliotecas universitárias e o bibliotecário ao novo contexto que ora se origina.</text>
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