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��IV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTBCONOIflA B DOCUWTAÇÃO

Integração e desenvolvimento das bibliotecas na vida nacional
por
Maria Orlando de Andrade Bezerra Seixas

Fortaleza
1963

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-gentilmente por:

�IV CONGRESSO BRASILEIRO IE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
UNIVERSIMDE DO' CEARA
7 a 14 de julho de 1963

TEMA II

-

BIBLIOTECAS PÚBLICAS, IKPANTO-JTJVENlS, AMBULANTES E ESCOIAEES

INTEGUAÇÃO• E DESENVOLVIMENTO DÔ.S BIBLIOTECAS NA VIM NACIONAL

por

»

MARIA ORLANDO DE ANIRADE BEZ^ERRA SEIXAS

(COMUNICAÇÃO OFICIAL)

CDU

^ +

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027(81)

Biljliotecária da JEaouliia^ d&amp; ,Me&lt;ii&lt;xÍjaa--4Ía/-4Izürírersidsuie ào Reoif©

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�te:a II - bidliot::cás püblic^íS, etfa,&gt;-To-juvsnís, Mmwxns s
JSCOIjAIIES

Integração o dc-sonvolvin&amp;nto das Bibliotecas na vida ne.cional

por

liaria Orlando de Andrade Bezerra Seixas

Sinopse

!♦ Sisteiíias regio ais de BibJÃotcicas iúblicas e Municipais.

2, Papel da Biblioteca no Plano Nacional de Educação.

3. O Instituto Nacional do Livro e o prograiiia nacional para o desonvol
vimento dos serviços das bibliotecas públicas.

A» O SESC, o SESI e suas bibliotecas anbulantes.

Comunicação oficial

Associação Perna bucana de Bibliotecários

Recife

1963

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�teí:a II " bibliot;:cas pübliCí.s, iítfa., to-juvenís, ai-buláíites e
23C0LARES

Integração e clcscnvolvinento das Bibliotecas na vida nacional

por

Maria Orlai^do de Andrade Bezerra SeixaS

Sinopse

1. Sistei'ias regio ais de Bibliotücas Publicas e Municipais.

2. Papel da Biblioteca no Plano Nacional de Educação.

3. O Instituto nacional do Livro e o prograim nacional para o desenvol
vinento dos serviços das bibliotecas públicas.

U» O SESC, o SESI e suas bibliotecas anbulantes.

Coiounicacão oficial

Associação Perna bucana de Bibliotecários

Recife

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�1» Sistemas regionais de Bibliotecas rilblicas e ílunicipais

1,1, Bibliotecas gilblicas
As bibliotecas públicas brasiloirps não obedeceraii a um planejaraento geral, o que motivou a diversidade de aspectos e de siste-Lias estruturais com
que se apresentam,
A mais ii^iportante por ser depositária legal de todas as publicagões
do País, a Biblioteca Nacional inaugurou-se em 29 de outubro de 1910,
A mis antiga, a da Bahia, siargiu da centenária biMioteca dos Jesuitas, pelos pagos de 1557, em seu priiiiitivo edifício do Colégio. A 13 de maio
de 1881, a "casa da livraria" tornou-se então "Livraria Pública da Bahia", gi:aças ao Conde dos Arcos.
A do Rio de Janeiro, instalada em IQIO, reuniu inicialmente livros
do Conde da Barca o coleções da CaSa do Infantado de Lisboa,
Pernambuco teve a sua Biblioteca criada pela Lei P'rovincial n!^ 293»
de 5 de maio de 1852, instalada om agosto do mesmo ano, na Sala qi^e servia

para

aiolas de dosenlio no Liceu Pern3pi-'ncano, localizado no antigo Hospital do Paraizo# Daí saiu para funcionar no Colégio das Artes, em março de 1860, no Convento
do Carmo e em 1875 para a Praça da República, onde permaneceu ate 1930, quando
passou ao prédio que hoje ocupa, construído primitivaraente para servir de Cadeia
(2ê do Recife), e Câmara Municipal, Presentemente possui cerca de 80,000 volumes
na sua maior pgrte, raridades, A grande coleção sobre a guerra Holandesa é quase
toda constituída de primeiras edições, A sua Camoneana o das mais ticas do Brasil,
Nos Estados existem Bibliotecas Públicas. Algumas antiquadas, oui
tras com requisitos modernos, pois foram instaladas mais recentemente, O certo
é que nem todas contam com a devida compreensão dos Podlres l^úblicos, Falta-lhes
assistc-ncia material pp.ra

-^ar o seu patrimonio que aumenta avassaladora -

mente. Pela ordem cronológica inauguraram-se as seguintes bibliotecas estaduais:
Maranhão, 1829: Sergipe, 1851? Paraná, 1852; Santa Catarina, 1855; Ceará, 1867;
Pará e Rio Grande do Sul, 18711 Ariiazonas, 1873; Espírito S^nto, 1885; muitas outras no século XX, Ainda hoje e reduzido o número das que permitem o empréstimo
a domicílio. A do Estado da Guanabara, mais atualizada» possui um Setor de Bi bliotecas Públicas Populares instaladas em oito bairros da Cidade do Rio de Janel,
ro.
Verifica-se, por conseguinte, a necessidade de transformar o maior
número possível das antigas Bibliotecas em centros para servir, para dar sem favor nem liiiiitações, como instrur.iento destinado à promoção de todas e quaisquer
atividades dos leitores, MôColvin, secretário honorário da Library Association,
já fazia sentir em 194-3: "A Biblioteca Pública não pode ser considerada parto
fundamental da maquinaria educacional, mas em lugar disso deve deve desenvolverse como organização independente suplementar, destinada a auxiliar, não somente
a educação, porem qualquer tima. fase do pensamento e ação, nos quais os livros

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sejam do valor" (1). Um âos nanifestos da UIÍESCO (2) constituiu

a prii.ioira de-

claração internacional sobro a responsabilidade o as possibilidac^es da Biblioteca. Nsste docmento, descrevendo a potencialidade da Biblioteca, proclanou

a

crença de ser a nosBia "a força viva para e educação popular e para o desenvolvinonto do entendimento internacional e desse nodo, para a prov-ioção da paz",
A Biblioteca i\iblica cor.io instituição oficial ten que ser estabelecida e riiantida sob a clarividente autoridade da Lei 3 custeada pelas verbas pú
blicas; aborta en tomos eqUc.cionais para todos os nenbros úa conunidade,

sen

discriminar, profissão, credo, classe ou raça. Para tanto doverc' contar con uim
equipe ben treinada e orçaiiento adeqiiado. "Universidade do i-ovo", ela cooperará
na social deinocratização da Cultura.

1,2. Bibliotecas Municipais
As Bibliotecas Municipais brasileiras seguiraia, a grosso nodo, as
laesmas dirotriaes das estadua,is,
A princípio, localizadas na faixa litorânea, erabora alguns nunicípios do Interior hajaxi tai-abem reivindicado a fujidação de bibliotecas. Entre
estes: Vassouras (Rio de Janeiro), en 1872; Nazaré (Bahia), en 1Öü3j Bon Sucesso (Minas Gerais), eni 1905. Evidentenente, a história das bibliotecas nunicipais
brasileiras assinala duas etapas da sue. exisf^^ncia; Una antes, outra depois da
criação do Instituto Hacional do Livro. A segunda fase denonstra crescente o rá
pido aunento era nuLuero, de pequenos depósitos do livros localizados nos nais va
riados recantos do ii.ienso território nacional, que pertencen a conunas sen Eieios
nen condições para a plasticidade do seu uso,
São Paulo nodernizou a sua Biblioteca Municipal. Outras Capitais
acoiiapanha:i^j&gt;-lho os passos. Rociíe, tanbón cuidou dos j^robleiiiae de educação o
falta de bibliotecas. Souza Barros, diretor do Estatística, Propaganda e Turisr^io
da l^efeitura, a 16 de seterAro de ISIA, encaninhou uri projeto do criação do bibliotecas distritais e do uma biblioteca ambulante "que pudesse servir de,início
aos ar^T'abaldes não beneficiados". Dos esforços dispendidos no sentido de dotar
o Recife de urra rede de bibliotecas, sòriionte alguns anos nais tarde, con a adríinistração Pelópidas Silveira, fem possível atingir tal objetixro. Césio Rogueira
Costa, timoneiro deste enpreendirAento, rianteve o plano inicial de Souza Barros
e sustentou-o ato realiza-lo corApletanento. Para efetivação do projeto, Liuito
contribuiran aS pesquisas do Prof. Rone Piibeiro cobi un levantamento baseado em
dados estatísticos sobre leituras ocorrentes nos áreas que serveivi à população
menos abastada da cidade. Assin, vieram as bibliotecas popvilares de Encruzilhada, Santo Amaro, Ce.sa Amarela, Afogados, sortidas de livros destinados às pessoas pobres, de rcciu:sos lir^utados, tanto intelectual cono econômicamente.

E

para completsr o plano dessas bibliotecas, na sue. interdependencia, surgiram a
Biblioteca da Discoteca l^blica Municipal, especialij^ada em assuntos de música
e arte eíi geral, que funciona ao lado da própria Discoteca, a Biblioteca do Tea
tro Santà Isabel, dedicada à arte cênica, e assimtos afins, con um nostruário do

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objetos relacionados con a vida do referido teatro, o Posto de SmprestiiTio, que
consisto nunia estante colocada à esquinai de ponto central da Cidade na Avenida Gua.rarapes, com a pomanência de m bibliotecário, e a prineira Biblioteca
-Anbulante na paisagen da Capitc-l pemanbucana (3).
Ainda na Cidade do Recife - o Movimento de Cultura Popular, ainda pelo ideal de servir a ueic. região subdesenvolvida, estabeleceu-se em eqxiipes fornadr.s de jovens estudante^ que voluntariamente realizcjn pesquisas e desenvolvem atividades em horários diferentes, reunindo-se semanalmente para dis
cutir a possibilidade de novas iniciativas e prestar contas dos trabalhos etocutados» Prelirainarmonte, o MC? organizou em sua sede, no tradicional SÍMo da
Trindade, mis. biblioteca, de acervo selecionado por técnicos, destinada a aten
der os membros de suc;s equipes. Atualmente, posstii dior.s bibliotecas populr.res
integrantes do projeto "Meios inforiiiais de educação", Êste projeto tem por finalidade aproveitar os meios de comtinicação para educação, possibilitando atra
v6s do debate, desenvolver o espírito crítico, toma.r consciência dos problerr.s
locais e nacionaisí motivar e incentivar a organização da coLiunidade, O HlIE
empreende sua tc.refa educativa, no momento, em duas Praças de Cultura, nos
bairros de Torro e Iputinga, Cada Praça de Cultura conta com um Posto de Em-»
prestino de Livros, bem como Clubes que motivam a leitura na comunidade. A mó
dia de empréstimos tem sido elevada para fase inicial, levando em conta o número do livros que, devido a dificuldades financeiras 6 aproximadamente 350&lt;
No período de ferias a freqüência auraenta consideravelmente, chegando a âOO
leitores por mês,
O clube de Leitura funciona regularmente, usando para motivação
jojraais e registas. Os participantes do grupo discutem bastante e procuram che
gar eles mesmos a conclusões que permitem ação do grupo na área on que se encon
tram, A precariedade ma.terial destas Praças impede o funcionamento de uma biblioteca de âmbito maior,

2» Papel da Biblioteca no Plano Nacional de Educação
CuTiiprindo o dispositivo do n^t, 169 da Constituição Federal, relativo a reserva de verbas orçaiaentárias mínimas para as despesas com a manutenção e desenvolvimento do Ensino, a Lei de Diretrizes e B^iSes da Educação Na
cional estabeleceu em seu artigo 92, que a União aplique na consecução dc.queles objetivos, o mínimo de \2% de sua receita de impostos e, ao longo dos parágrafos do mesmo artigo fixou;
a) a constituição do Fundo Nacional de Ensino Primário, do Fundo Nj.cional de Ensino Médio e do Fundo Nacional de Ensino Superior, com nove
décimos dos recursos federais destiru?.dos à educação e distribuidos em
três Parcelas iguais;
b) o encargo ao Conselho Fedcal de Educação para elaborar o Plano de Edu
caçao referente a cada Fundo, executável em prazo determinado:
^ O-brlgaçao solidaria dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios

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no cunprlniento das verbas Kininas previstas pelo citado artigo da
Constituição Federal no âiabito de seus orçailontos,
ííantendo igualdade para três graus de ensino, na distribuição
dos recursos federais, condicionando a aplicação das verbas através de planos instituidos, e confiando a elaboração dos nesinos a ui-i Conselho Federal
de Ensino constituido por vinte e quatro neubros nomeados polo Presidente da
Repilblica dentre pessoas de notável sabor c experiência eni riatcria de educação, por -seis anos. O referido Conscllio foi instalf^do a 12 de fevereiro

do

1962, dando início a sua relevante tarefa, con o Plano Haoional de Educação»
Significativa nudança para o po-üs da Aiiií^rica Latina, con

a

maior proporção de analfabetos adultos e do crianças fora da escola. líuito
acertadas as medidas que tronaran a alfabetisação, ponto do partida para

o

desenvolviiaonto sócio ccônordco nacional.
Observando que qviatro lailhões de crianças brasileiras

entre

sete e doze anos de idade ostavan ausentes da escola, o Conselho Nacional da
Educação fixou o prago de 1963 a 1970, para alcançar un tipo do educação capaz de solucionar tão grave problem, Alen disso, traçou u'a neta a fin do
nelhorar o ensino médio e superior, o deu ênfase especial ao ensino técnico*
A Biblioteca que atua cono organisno ligado a Universidsuies,
Escolas, Museus, Institutos Culturais, está incluida neste Plano»
'

O Qrcaçiento Federal de 1963 dotou o Serviço Nacional de Biblio-

tecas a que se refere o Decreto n2 51.223, de 22 de agosto de 1961, cxaa

as

seguintes verbas;
2Q,02

Subconsignação 3 »1.22 - Para instalação o uc:: ;iivolvxi.icnto do bi
'dèsonvolisrixaaàto. dè -ttibli.otec&amp;.s universitárias

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50»000.000,00

Subconsignação 3.1.07 - Para criação

e

instalação de bibliotecas escolares infanís, fijcas e anbulantes, en convênios
con territórios e Estados

125.000»000,00

Subconsignação 3.1.12 - Para anpliacão
e instalação de bibliotecas er.i estabeleciirientos de ensino nédio e bibliotecas anbulantes

125.JOOO»OOOrOO'

Subconsignação 3.1.19 - Para auxílio a
Bibliotecas Publicas o do Entidades Privadas, especificadas pelo orçanento segundo a relação

191.200.000,00

Plano de aplicação dos recursos aciiia referidos;
1« Para desenvol^inento de Bibliotecas Universitárias
e Bibliotecas Científicas existentes no País;
1.1. Universidade Brasília. Biblioteca Central

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1,2« 1-íanutenção do Sistcmído Aquisição Planificada
para conplenontsção das coleções de periódicos
científicos existentes no ?aís e aquisição de
periódicos estrangeiros de grande interesse para a Ciência e Tecnologia e que aind^ não podeia
ser localizados nas coleções das Bibliotecas
Universitárias e Científicas Brasileiras a ser
administrado pelo Instituto Brasileiro do Bibliografia e Docurientação do Conselho Nacional
de Pesquisas, através do Catálogo Coletivo Nacional de Periódicos

20,000.000/00

1,3» Aquisição de oquipanento necessário a reprodução de* docimentos e coniplementação de catálogos
pelos Centros Bibliográficos e Bibliotecas Centrais das diversas Universide^des do País

10.000,000,00

1,4-, Bolsas do estudos o roanutenção de cursos especiais para o aperfeiçoanento de bibliotecários
de entidades universitárias
1,5, Auxílio à organização

5»000,000,00

novas Bibliotecas Uni-

versitárias, principaTnnáto por neio de assistência técnica e para aquisição de coleções básicas do Pteferência

5,000,000,00

2, Para o desenvolvinento de Serviços Regionais de
Bibliotecas. nos terr-ios do regulamento aprovado
pelo Decreto ns 51,224-, de agosto de 1961, na
aplicação da verba destinada a essa finalidade
pí^lo F\mdo Nacional do Ensino Priniário;
2.1, Para aquisição de livros e composição de Bibliotecas Escolares infantis, que serão doadas pelo
ílinistério da Educação e Cultura, devidamente organizadas, a Escolas e Municípios que desejarem
aceitar orientação técnica do Serviço Regional de

,

Bibliotecas

50,000,000,00

2.2, Para organização e manutenção de Serviços Regionais de Bibliotecas, mediante convênio entre o
líinisterio da Educação e Cultura e Estados, Itoicípiosjou Entidades interessadas' om cooperar no
desenvolvimento desses trabalhos

20,000,000,00

2.3, Para aq\iisição de equipamento necessário ao per-

^

feito funcionamento de Bibliotecas Ambulantes:ônibus devidamente equipados; tocadiscos, máquinas
de projeçãoj etc,

50,0001000,00

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�Bôltjas de estudo c manutenção de cursos ospo-'
ciais pare. aporfGÍçoa:.ionto do pessoal para bibliotecas infantis g escolares

5.000,000,00

3» Pai'a desonvolvinento de Serviços Regionais de
Bibliotecas, nos têrijios do ílegulciionto aprovado pelo Decreto n2 51.224, de 22 do agosto de
1961, na aplicação da verba destinada a essa
finalidade polo Fundo Nacional de 3nsino;
3.1. Para aquisição de li-'/ros e coraposicão do Bibliotecas de Es'babelecisiiento do ensino aedio, que
serão- doadas polo Ministério da Educação o Cultura, deyidanente preparadas, a üscolas o Municípios quo dosejaron aceitar a orientação técnica do ui-&gt;i Serviço Regional do Bibliotecas

/^O.000,000,00

A aplicação das verbas mencionadas addxia denonstra que se intensificam ofotivai-iente os recursos técnicos da. Biblioteca brasileira. Os podores Pilblicos estão atentos às necessidades primordiais do ensino prirmrio,
modio o secundário, ííão haverá mis justificativa^para ICscolas sen Biblioteca, onde os livros, ate entãõ-í' constituian privilegio para alunos ricos, que
os adquiriam particulanaonto e onde gponas a ação do Instituto Nacional

de

Estudos Pedagogicos fazia-se sentir na distribuição de publicações pelos sons
Centros Regionais.
Em Pernambuco, por exemplo, o Centro Regional de Pesquisas EdúoekçáaÊaig do Recife, sob a direção do Prof, Gilberto Freyre, muito vem contribuindo não somente para o aperfeiçoamento do magistério, como na difusão do
livro em bibliotecas de cjcolas o colégios do nordeste, Ma antiga mansão de
B6li-.iiro Gouveia, em Apipucos, encontra-so uma das molhoreä hemerotocas especializadas em Educação o Ciências Sociais, complementada por um excelente
acc-rvo de livros já agora a serviço da Escola Prii-iária-'Experinontal

do

C.R,P.S,R.
A Secretaria da Educação e Cultura do mesm-o Estado rjantem uin Departajr.onto do Extensão Cultural e Artística, que promovo Cursos de Biblioteconomia ministrados pela Prof a,, liaria Letícia de Andrade Lima, a qvial orienta a criação de Bibliotecas Escolares Prii;iárias dinâmicas "onde a criança vá
às estantes, dê opiniões, colaboro".

(4-)

3 • O Instituto Nacional do Livro o o progrania nacional par^ o desenvolvimento
dos Serviços das Bibliotecas Publicas
O Instituto Nacional do Livro, vorgão subordinado ao ííinisterio da
Educação e Cultura, tem como finalidade promover, aujciliar, desenvolver e ori
ontar o funcionamento das Bibliotecas Brasileiras, Desde o começo da sua exis
tencia, registra todas aquelas que preenchem os requisitos exigidos em fórrau-

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las oficiais, para boneficic'-las com livros quo edita o fichas iiaprossaS pelo
SIC, I'ronovG Cursos do Bibliotoconoinia o publica livros que julga do Importân
cia (ontro estos, guias do bibliotecas nacionais). Cono resultado do tais oi.i»
proondinontos, as bibliotecas forain adotando novas técnicas, perdendo o cara%
ter estático do século passa.do.

O SESC, o SESI o silas bibliotocrs

4,1 SESC
Existem Centros do SESC ou iJucloos Municipais que dispoera do sala de
leitura G deposito para livros, com uq tipo ideal de biblioteca para caducar,
instruir, infernar o orientar aos leitores adultos, na oscolha e no conhecimento das literaturas, das ciências e das técnicas, contribuindo assin para a
elevação do nível cultural dos conerciários. No intuito do atender aos filhos
dos seus clientes, o SESC oferece às cric.nças oportunidade de ler, colocando
eni salas especiais, pequenas bibliotecas infantis. Pelo soxi Regulamonto e-lhes
facultado o eiiipréstir.io de livros. Adquiren livros conforne a preferencia

dos

leitores, apos auscultá~los sob a. forria do inquéritos. Entre as suas atividades constam CoMssões de Biblioteca, Clubes e Gronios, Exposições, Torneios
para grupos de freqüentadores, Conferências ou palestras, grupos de encadernação era reiiniões periódicas. A Biblioteca Arabvilante faz parte dos benefícios
que presta à inonsa classe, que passa o dia inteiro prosa aos seus afaaeros.
As Caixas-Estantos são de facll transportoj nianojo sinplos e aparência agradavol, O Orientador Social visita os estabolecrüiontos, toiia informções e divulga ao r.iáxino o conteúdo das Caixcis-Estantos, escolhendo para dopositá-las,
local onde haja encontrado mior interesse pelas nosr.ias, o con pessoa habilitada ao seu funcionajaento,

A,2 SESI
O SESI foi criado polo !Oecroto-Lei ns 9.4-03, de 25 de junho de 1946, o
qual conferiu à Confederação Nacionc.l das Indústrias poderes para organizar o
dirigir ura Serviço Social destinado a prestar assistência aos trabalhadores
da industria. A Biblioteca faz parto da Divisão do Educação Frmdanen'tal que a
delineou em tres setores: Bibliotecas Circulantes, Caixas-Estantos, Carro-Bioliotoco,, Todos funcioncja on conexão con a Comissão do Seleção de Livros, As
Bibliotecas Circulantes pomiton cor.isulta o eraprostino do livros aos trabalha-»
dores. As Caixas-Estantos sáo localizadas em áreas de concentração de industriarios, O Carro-Bibliotoca sorvo para ir ao encontro do operário no proprio
arabiente do seu traba,lho^ Pcrcorrondo Fabrlca,s, e ainda tende a chegar ato Sin
dicatos, Clubes de Trabalhadores, Associações Profissionais:,^ Círculos de Oporá
rios, Centros Sociais, Educativos, o de Aprendizado do SESI,
O assistente educacional o o educador social íianton contacto con entidades interessadas, conpetindo a anbos a escolha, do oncarrega.do que se respònsabilizaapela.s Caixas-Esto-ntos o

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C?.lend:^rios dGtorriiin?.in o rodíaio que- devo ser cimprido, o quo
prove ,r. voltr. dos livros c. sedo d?, bibliotocc., c. fin dc sorcn substituídos •
Vcrifica-se pelos dsdos expostos a cor.iplexidade que envolve o pr.
norrjiir. bibliotecário do 3r:?.sil.
As Bibliotecr.s inicir.rcxi"S0 cono arquivos de pr.piros, constituin
do propriedc.de privr.dr. de poderosos reis: depois fizerrxi pr.rte de nuseus,
dos quais surgircai os primeiros cr.tálogos; concentrarrjra-se no período me
dieval nos nosteiros, sendo utilizados apenas por nonges e sacerdotes,
No síículo XVII aparecerara bibliotecas públicas incentivadas polo sentimento religioso de algxins missionários. Hoje em dia, mostres o alunos,
ricos ou pobroB, intelectuais ou pessoas do pouca instrução, froqüentrxi
as bibliotecas públicas (a esta altura con ura campo de ação tão vasto
quão difícil de dominar).
Sobre a biblioteca já dizia Victor Hugo: ''Êste edifício o colossal^ íJão sei qur.l o est.ntístico que calc^llou que, sobrepondo uns

aos

outros todos os volumes surgidos depois dr. ir.iprensa de Gutenborg, enplIharícjnos o espaço entre a torra e c. lua". (

5 )

&amp;! verdade, quantos volumes amontoados e espalhados pelo mvindo,
quantos aparecem cada ano, cada mos, cada dia?
Conliecimento do assunto raanifestou certo escritor, ao lembrar
que "na Escócia, em 184-0, emprega-se ur,i meio útil e oconôraico pc.ra variar a leitura nas bibliotecc.s populares, som que aumentasse o número
a receber. Assim, seis bibliotecas municipais possuiam mil e duzentós
livros, dos quais duzentos permc.nencian dur-nto seis meses em cada UTiia,
9 n o voltavem senão, após três anos àquele, erà que se encontravm primitivamente",

(

6 )

Érico Verissimo observou que a indústria dos resmos, como o
Reader's Digest e as histórias cm qu-adjrinlios derivaram da vida agitada
e absorvente dos norte-araericanos .

Mas e nos Estados Unidos que as

bibliotecas públicas vêm atingindo um grau elevado de eficiência, onde
dezoito delas possuem ma.is do um milhão do volur.ios. As Federais (à fron
to a Biblioteca do Congresso), abrigam doze milhões de volumes o centonc,s de bibliotecas especiais são r.ir.ntidas pelo comercio, indústria, o
associações diversas, Atur-liiiente, r.s suc.3 treze rail bibliotecas reúnem
um total de trezentos milhões de volumes.
Ainda nesse país dosenvolvom-se bibliotecas com diferente tipo de
mr.terial, tais como microfilmr.gem, filraos docvimentários, gravações, etc,
Conta Spiemc.n, que em Soaítle, a experiência da televisão motivando a leitura dou excelentes resultados» Ao assistir no víáeo conc^s

de

certo numero do livros, as crianççs oram convidadas a indicar por escrito o nome do personr.gem quo viam, o título do livro, o nome do autor, o
a razão da preferencia pelo trabalho. Os efeitos forai;! surpreendentes,

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Desde a segunda eniissão, a biüjiiotcca o svias sucursais assinalaram quo
todos os livros citados na resposta ao questionário liaviara sido emprestados, Na zonr. rural o interesse não foi nenor; todos os autores proferidos dosaparecerroa das estantes de trinta e oito centros e de dois car
ros-bibliotecas da ICing County Public Library (

7 ).

Convém não esquecer exemplos como oda biblioteca de Nova Delhi,
e o mais reÉcnte, da biblioteca popular piloto de Medelin, Colombia, pa
trocinada pela MESCO

( 8 ),

Nosso País, seiii abandonar as bibliotecas do alte, cultura, uiliversitárias ou especializadas, carece de pequenos núcleos que atraiam,
para iniciação da leitura aos brasileiros incluídos no grupo citado pela
ilustre escritora cearense, Raquel do 'Tueiroz, nm dos seus últimos artigos para "O Cruzeiro", como "rudos de nascença".

CONCLUS05S

1, Ha necessidade urgente de aproxiiiiar as Bibliotecas I'ublicas Brasileiras através de um encontro ou entondiraento entro os seus dirigentes, eliminan
do-se conjvinções políticas, a fim de tornar a cultura acessível a todos e facilitar a permuta das inforiiiagões.

2, A coordenação de atividades: das Bibliotecas Publicas Federais, Estaduais, Municipais e Autárquicas, deverá obedecer a um planejamento que permita a cobertura em igualdade de condições a todo o território nacional,

3» í! de primordial importância a criação de bibliotecas nas zonas urbanas o rurais, capazes de acompanhar os novos métados do alfabotização,
eq\iipc.mento áudio-visual completo.

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Bibliografia

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Pa-

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