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                  <text>Eixo III - Ensino
PERCEPÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS QUANTO A DOCUMENTOS INSTITUCIONAIS E
CAPACITAÇÕES EM INDEXAÇÃO
PERCEPTION OF LIBRARIANS ON INDEXING INSTITUTIONAL DOCUMENTS AND
TRAINING

Resumo: Este artigo apresenta os resultados da avaliação realizada pelo Grupo de Estudos em
Indexação quanto à percepção dos bibliotecários do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul sobre a pertinência e a aplicabilidade de documentos institucionais e
capacitações no desempenho de suas atividades. Inclui referencial teórico sobre políticas e
documentos de indexação, capacitação de bibliotecários, além de uma breve descrição do Grupo de
Estudos em Indexação. Apresenta e analisa as respostas do questionário enviado aos bibliotecários.
Conclui que os documentos foram pertinentes para orientar e qualificar o processo de indexação
nas bibliotecas. Conclui, também, que a realização de capacitações periódicas é fundamental para
que os bibliotecários possam conhecer e aplicar esses documentos e para esclarecer dúvidas sobre a
atividade de indexação. A partir desses resultados, o Grupo de Estudos em Indexação irá direcionar
suas próximas atividades com relação à política e aos manuais de indexação e realizar novas
capacitações para os bibliotecários do seu sistema de bibliotecas.
Palavras-chave: Indexação. Grupo de estudos. Documentos de indexação. Capacitação de
bibliotecários.
Abstract: This article presents the results of the evaluation carried out by a group called Grupo de
Estudos em Indexação regarding the perception of librarians of the Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul on the pertinence and applicability of institutional
documents and trainings in the performance of their activities. It includes theoretical reference on
policies and documents of indexation, qualification of librarians, besides a brief description of the
group. It presents and analyzes the answers of the questionnaire sent to the librarians. It concludes
that the documents were relevant to guiding and qualifying the indexing process in libraries. It also
concludes that periodic training is essential so that librarians can know and apply these documents
and clarify doubts about the indexing activity. Based on these results, the group will direct its next

�activities in relation to policies and indexing manuals and will carry out new training for the its
library system.
Keywords: Indexing. Study group. Indexing documents. Librarian training.
1 INTRODUÇÃO
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com sede em Porto Alegre, é uma
instituição centenária, reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência no ensino e na
pesquisa. Ministra cursos em todas as áreas do conhecimento e em todos os níveis, desde o Ensino
Fundamental até a Pós-Graduação.
O Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBUFRGS) é composto por uma Biblioteca Central e
por 30 bibliotecas setoriais especializadas, contando com 131 bibliotecários. A função primordial
do SBUFRGS é prover infraestrutura bibliográfica, documentária e informacional para apoiar as
atividades da Universidade, centrando seus objetivos nas necessidades informacionais do
indivíduo, membro da comunidade universitária, constituída de alunos de graduação, pósgraduação, ensino fundamental, ensino médio; docentes e servidores técnico-administrativos. Além
disso, presta serviços de acesso à informação, à leitura e a outros recursos disponíveis que são
instrumentos de transformação da sociedade não vinculada à Universidade.
As bibliotecas do SBUFRGS estão vinculadas administrativamente às Unidades de Ensino,
possuem acervo próprio e oferecem serviços independentes, porém atuam de forma cooperativa no
que se refere às políticas gerais para o desenvolvimento de coleções, automação dos serviços,
catalogação, indexação e outros. O processamento técnico é descentralizado, contudo obedece às
políticas do SBUFRGS.
A quantidade de informação gerenciada nas bibliotecas universitárias exige políticas que
orientem os processos de trabalho. Em sistemas descentralizados, tais dispositivos têm um papel
fundamental, principalmente no tratamento técnico da informação, pois, além de orientar e
padronizar as atividades, evita que as inconsistências se multipliquem. Assim, o processo de
indexação deve ser consolidado através de diretrizes para a representação temática de documentos,
promovendo maior consistência nos catálogos automatizados e consequentemente qualificando a
recuperação da informação.
Para a elaboração de diretrizes específicas de indexação no SBUFRGS, foi criado em 2005
o Grupo de Estudos em Indexação (GEI) que, desde então, estuda e desenvolve políticas e manuais
para uniformizar as entradas de assuntos no catálogo de autoridades do Sistema de Automação de
Bibliotecas (SABi).

�Desde a sua criação até o final de 2017, o GEI elaborou e implementou, no SBUFRGS, o
Padrão para Entrada de Nomes Geográficos como Assunto, a Política de Indexação e o Manual de
Rotinas e Procedimentos de Indexação, e ministrou quatro capacitações relativas a esses
documentos.
Este artigo tem por objetivo apresentar os resultados de uma avaliação realizada pelo GEI
quanto à percepção dos bibliotecários do SBUFRGS sobre a pertinência e a aplicabilidade desses
documentos e capacitações no desempenho de suas atividades.
2 REVISÃO DE LITERATURA
A seguir são tratados tópicos relativos ao GEI, às políticas e documentos institucionais de
indexação e à capacitação de bibliotecários.
2.1 Grupo de Estudos em Indexação (GEI)
O GEI é formado por bibliotecários que atuam nas bibliotecas setoriais do SBUFRGS e que
se reúnem, semanalmente, para tratar de assuntos relativos à indexação. Seu principal objetivo é
orientar o trabalho dos bibliotecários através da elaboração de diretrizes de indexação que
minimizem as inconsistências nas entradas de assuntos dos catálogos de autoridade, refletidas no
catálogo bibliográfico. Com isso, procura otimizar a prática de indexação e, consequentemente,
qualificar a recuperação da informação.
Dentro desse contexto, o GEI vem acompanhando, desde 2005, o trabalho de indexação
desenvolvido nas bibliotecas do SBUFRGS. Como primeira etapa desse processo, foi elaborado,
em 2007, o Padrão para Entrada de Nomes Geográficos como Assunto. Nesse mesmo ano foi
realizada uma capacitação para os bibliotecários no uso do Padrão, a qual teve a participação de 40
bibliotecários, num total de sete horas. Em 2009, foi lançada a segunda edição do Padrão, revista e
atualizada, e novamente realizada uma capacitação com duração de seis horas e a presença de 48
bibliotecários.
Após a conclusão dessa etapa, o GEI deu início aos estudos para a elaboração de uma
política e de um manual de procedimentos de indexação para o SBUFRGS. Em 2014 foi
apresentada a versão preliminar da Política de Indexação e do Manual de Rotinas e Procedimentos
de Indexação para apreciação e aprovação dos colegas do SBUFRGS. Essa capacitação teve a
participação de 59 bibliotecários, num total de sete horas. Na ocasião, a Política de Indexação foi
aprovada integralmente e o Manual aprovado parcialmente, pois não houve consenso quanto a
algumas de suas regras. Após sua revisão, o Manual foi novamente apresentado em 2015, em uma
capacitação de quatro horas, na qual estiveram presentes 57 bibliotecários.

�Além da elaboração de documentos e da realização de capacitações, o GEI também estuda e
atende demandas provenientes das bibliotecas do SBUFRGS, como correção de descritores,
criação de remissivas para nomes geográficos, e dúvidas gerais quanto à formação de descritores.

2.2 Políticas e documentos institucionais de indexação
O processo de indexação é uma atividade complexa que requer uniformização de
procedimentos através de políticas, manuais e padrões. O objetivo específico do estabelecimento
de diretrizes para o processo de indexação, é a uniformização nos procedimentos de análise
conceitual, identificação de conceitos e tradução.
O primeiro resultado das atividades do GEI foi a elaboração do documento Padrão para
Entrada de Nomes Geográficos como Assunto, que se tornou ferramenta de trabalho obrigatória
para os indexadores do SBUFRGS, substituindo a Norma do IBGE176 que era, até então, o único
documento utilizado para padronização das entradas de nomes geográficos.
De acordo com um levantamento realizado pelo GEI em 2016:
[...] quanto à eficácia da aplicabilidade do Padrão, foi constatada uma significativa redução
nos erros dos descritores geográficos após sua implantação. Observou-se também uma
maior consistência na padronização das entradas, qualificando, assim, a recuperação da
informação. (GASPERIN et al., 2016, p. 7)

Após a implantação da segunda edição do Padrão, o GEI deu início aos estudos para a
elaboração da política e do manual de indexação para o SBUFRGS. Para tal, foram utilizados tanto
o conhecimento explícito quanto o conhecimento tácito dos indexadores, considerando que ambos
são complementares e interpenetrantes, contínuos e separáveis (TAKEUCHI; NONAKA, 2008).
No que se refere ao conhecimento explícito, foram realizados levantamentos bibliográficos
da literatura especializada na área de indexação e análise dos descritores existentes no SABi. Já o
conhecimento tácito foi identificado através da troca de experiências entre os integrantes do GEI e
também através de reuniões técnicas com os indexadores do SBUFRGS. A interação entre o
conhecimento explícito e o conhecimento tácito serviu como subsídio para a tomada de decisões no
processo de elaboração da política e do manual de indexação. Segundo Leite e Costa (2007, p. 4):
A partir da interação entre conhecimento científico explícito o conhecimento científico
registrado, a literatura científica e o conhecimento científico tácito aquilo que os
pesquisadores sabem, aprenderam e é comunicado por meios impessoais, e não
estruturados , torna-se viável a criação de um novo conhecimento científico .

MAROUN, Maria Célia dos Santos; NEVES, Maria de Lourdes Therezinha Pacheco. Nomes geográficos: normas
para indexação. Rio de Janeiro: IBGE, 1996.

�O resultado final desses estudos tornou possível o registro sistematizado de todo esse
conhecimento na Política de Indexação e no Manual de Rotinas e Procedimentos de Indexação.
Conforme Fujita (2016, p. 61):
Essas diretrizes precisam ser orientadas por princípios advindos de uma política de
indexação elaborada por consenso entre profissionais atuantes no sistema. Além disso, a
mesma deve ser de conhecimento do indexador e estar ao seu alcance para consulta em
forma de manuais de rotinas e procedimentos.

O processo de elaboração e a implementação desses documentos comprovaram a
necessidade do diálogo e da negociação entre todos os bibliotecários, tendo em vista a estrutura
descentralizada do SBUFRGS.
Porém, para manter sua eficácia, esses documentos necessitam ser constantemente
avaliados e atualizados. Conforme

vedove (2015, p. 51):

[...] a implementação de uma política de indexação pressupõe uma constante avaliação,
visto que suas diretrizes estão diretamente relacionadas a um conjunto de fatores que são,
por natureza, suscetíveis de alterações, por razões relativas à atualização do acervo,
possíveis mudanças das áreas de interesse da unidade de informação, perfis dos usuários,
linguagens de indexação, dentre outros.

A aplicação da Política, juntamente com o Manual de Rotinas e Procedimentos de
Indexação, contribuiu para que o bibliotecário indexador adotasse melhores práticas em seu
trabalho. Posteriormente, será realizado um estudo avaliativo sobre a eficácia desses documentos
na redução das inconsistências nas entradas de assunto no SABi.
2.3 Capacitação de bibliotecários
Para o bom desenvolvimento de seu trabalho, o bibliotecário responsável pelas atividades
de indexação deve manter-se constantemente atualizado, participando de capacitações dentro de
sua área de atuação. Segundo Fujita (2012, p. 187):
Esse contexto do indexador pode ser entendido por dois elementos que são importantes
durante a formação do seu conhecimento prévio profissional e que o distingue de outro
leitor: a formação e o ambiente profissional. A formação profissional inicial, continuada e
de capacitação em serviço proverá ao indexador conhecimentos específicos sobre
tratamento da informação. O ambiente do sistema de informação proverá ao indexador
conhecimentos específicos sobre a cultura organizacional, política de indexação expressa
em um manual de indexação, linguagem de indexação e o objetivo de atendimento das
demandas de sua comunidade usuária.

Além de manter-se atualizado, outras competências são esperadas do bibliotecário
indexador, como ter capacidade de concentração, de análise e síntese, ter habilidades de

�comunicação para negociação e trabalho em equipe. É também fundamental que o indexador
conheça e aplique as políticas da instituição. Nesse sentido, a instituição tem a responsabilidade de
disseminar essas informações através da promoção de capacitações.
[...] o grande

A partir

investimento do sistema de informação deve ser feito no indexador por meio de treinamento
Porém, é necessário que seja realizada uma
avaliação para verificar se uma determinada capacitação cumpre com seus objetivos.
No SBUFRGS, as capacitações de indexação são oferecidas pelo GEI. Desde 2007, foram
oferecidas quatro capacitações, sendo duas sobre o Padrão para Entrada de Nomes Geográficos,
uma para a apresentação da Política e do Manual de Rotinas e Procedimentos de Indexação e uma
de revisão desse Manual. Após cada uma dessas capacitações, foi preenchido um formulário de
avaliação pelos participantes. No entanto, o GEI percebeu a necessidade de realizar uma avaliação
mais específica com relação a essas capacitações, visando melhor atender às demandas dos
bibliotecários.
3 METODOLOGIA
A seguir será descrito o tipo de pesquisa realizada, o instrumento de coleta de dados, a
população pesquisada e a forma de análise dos dados.
3.1 Tipo de pesquisa
A pesquisa foi do tipo descritiva, realizada através de um levantamento. Com relação ao
levantamento, esclarece Gil (2002, p. 50):
As pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações
a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida,
mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados
coletados.

Essa metodologia foi utilizada por ser a mais adequada para atender ao objetivo do
trabalho.
3.2 Instrumento de coleta de dados
Foi elaborado um questionário,

contendo nove

questões, sendo oito estruturadas (fechadas) e uma não estruturada (aberta). Esse questionário foi
enviado por e-mail, em outubro de 2017, para todos os bibliotecários do SBUFRGS. Para garantir a

�privacidade dos respondentes, as respostas foram anônimas. No capítulo quatro deste artigo, as
questões são analisadas individualmente.
3.3 População
A população dessa pesquisa foram os 131 bibliotecários do SBUFRGS. Os sete integrantes
do GEI não foram contabilizados na pesquisa, perfazendo, então, uma população de 124
bibliotecários. Desses, 81 responderam ao questionário.
3.4 Análise dos dados
Os resultados obtidos com as questões estruturadas foram tabulados e apresentados em
forma de gráficos, sendo realizada uma breve apreciação dos dados, através da abordagem
quantitativa. Quanto à questão não estruturada, as respostas foram classificadas em três categorias
temáticas para, então, serem analisadas.
4 RESULTADOS
A seguir, são apresentados os resultados da pesquisa referentes a cada uma das questões
respondidas pelos bibliotecários.
4.1 Há quanto tempo está no cargo de Bibliotecário da UFRGS?
O primeiro item do questionário é referente ao tempo no cargo de Bibliotecário da UFRGS.
A maioria das respostas (27) foi "mais de 10 anos", seguida da opção "de 8 a 10 anos" (17). Em
terceiro lugar, aparece a opção "menos de 2 anos", com 16 respostas, conforme gráfico abaixo:
Gráfico 1 - Tempo no cargo

Fonte: Elaborado pelo GEI.

�4.2 Você faz indexação de documentos no SBUFRGS?
Dos 81 bibliotecários que responderam ao questionário, 61 fazem indexação.
4.3 Quais documentos elaborados pelo GEI costuma utilizar?
Essa questão era de múltipla escolha, podendo cada bibliotecário marcar um ou mais
documentos. Houve pouca diferença no número de respostas para cada opção: 35 bibliotecários
utilizam o Manual de Rotinas e Procedimentos, 35 utilizam a Política de Indexação, 32 utilizam o
Padrão para Entrada de Nomes Geográficos e 29 não utilizam nenhum documento. Para uma
melhor visualização:
Gráfico 2 - Uso dos documentos

Fonte: Elaborado pelo GEI.

4.4 Se você respondeu "nenhum", por qual motivo não utiliza os documentos elaborados pelo
GEI?
Essa questão foi respondida apenas pelos 29 bibliotecários que responderam
questão anterior. Foram dadas quatro opções de resposta: desconheço os documentos, considero
desnecessários, são de difícil compreensão, não atendem as minhas necessidades. Havia ainda a
possibilidade do bibliotecário responder "outros" e, nesse caso, escrever a sua resposta. Dentre as
opções, nove bibliotecários escolheram a opção "desconheço os documentos". No entanto, 13
bibliotecários escolheram a opção "outros", e relataram o fato de não indexarem como sendo o
principal motivo de não utilizarem os documentos. A opção "são de difícil compreensão" não foi
escolhida por nenhum respondente.

�Gráfico 3 - Motivo de não utilização dos documentos

Fonte: Elaborado pelo GEI.

4.5 Avalie a importância desses documentos para o desempenho de suas atividades
Para essa questão, foi utilizada a Escala de Likert, onde 1 corresponde a "pouco importante"
e 5 corresponde a "muito importante". A maioria dos respondentes (36) considera muito importante
os documentos, conforme gráfico abaixo:
Gráfico 4 - Importância dos documentos

Fonte: Elaborado pelo GEI.

�4.6 De quais capacitações do GEI você participou?
Essa questão era de múltipla escolha, podendo cada bibliotecário marcar uma ou mais
capacitações. Quarenta respondentes

, sendo que desses, 16

ingressaram no SBUFRGS após a última capacitação. As respostas para cada opção estão
representadas abaixo:
Gráfico 5 - Participação nas capacitações

Fonte: Elaborado pelo GEI.

4.7 Se você respondeu "nenhum", por qual motivo não participou das capacitações?
Dos 40 bibliotecários que não participaram de nenhuma capacitação, 16 foi por terem
ingressado na UFRGS nos últimos dois anos e 18 responderam que outro colega representou a
biblioteca na capacitação.
4.8 Avalie a importância dessas capacitações para o desempenho de suas atividades
Para essa questão, novamente foi utilizada a Escala de Likert, onde 1 corresponde a "pouco
importante" e 5 corresponde a "muito importante". A maioria dos respondentes (41) considera
muito importante as capacitações. Trinta bibliotecários escolheram a opção "3" ou "4", e apenas
dez escolheram as opções "1" ou "2". Para uma melhor visualização, as respostas estão
representadas a seguir:

�Gráfico 6 - Importância das capacitações

Fonte: Elaborado pelo GEI.

4.9 Deixe aqui suas observações, críticas ou sugestões referentes aos documentos e às
capacitações elaborados pelo GEI
Essa questão era aberta e opcional, sendo que 25 bibliotecários optaram por respondê-la. As
respostas ficaram distribuídas entre três categorias: sobre o GEI, importância de capacitações e
documentos para indexação.
5 DISCUSSÃO
A partir da análise das respostas do questionário, foi possível avaliar, através da percepção
dos bibliotecários do SBUFRGS, a pertinência e a aplicabilidade dos documentos e das
capacitações em indexação desenvolvidos pelo GEI.
Quanto ao tempo no cargo de Bibliotecário no SBUFRGS, foi observado que uma
quantidade significativa de bibliotecários (16) ingressou após a realização das capacitações. Pelo
fato de não terem participado das capacitações, é possível que esses bibliotecários não tenham
conhecimento dos documentos do GEI.
Quanto ao uso dos documentos, 29 bibliotecários não os utilizam, sendo que desses, 13
relataram não fazer indexação. É possível perceber que 16, apesar de indexarem, não costumam
utilizá-los. Isso sugere a necessidade de conscientização dos bibliotecários quanto ao uso da
Política e dos manuais. Ainda com relação aos 29 que não utilizam os documentos, oito os
desconhecem, o que demonstra a importância de uma maior divulgação desses para o SBUFRGS.
Dos demais bibliotecários (21) que os conhecem, porém não os utilizam, nenhum justificou a não

�utilização por considerá-los de difícil compreensão, ou seja, não há dificuldade quanto ao
entendimento das instruções neles contidas. Esse fato reforça a necessidade de conscientização dos
bibliotecários quanto à importância do uso da Política e dos manuais.

menor de importância, 17 estão no SBUFRGS há mais de oito anos. É possível que isso ocorra
devido à resistência a mudanças, já que a implantação do Padrão, da Política e do Manual de
Indexação, acarretou alterações nos procedimentos de indexação nas bibliotecas. É importante
ressaltar que antes da implantação desses documentos, não havia nenhuma diretriz de indexação
que fosse comum a todo SBUFRGS.
Com relação às capacitações, 40 bibliotecários não participaram de nenhuma. Desses, 16
ingressaram na UFRGS nos últimos dois anos, ou seja, após a última capacitação ter sido realizada.
Dezoito bibliotecários responderam que outro colega representou a biblioteca na capacitação. Isso
ocorreu porque nem sempre é possível toda a equipe de uma biblioteca ausentar-se de seu local de
trabalho.
Quanto à importância das capacitações, 41 bibliotecários responderam que as consideram
ingressaram no SBUFRGS nos últimos dois anos, e,
mesmo não tendo realizado nenhuma das capacitações, reconhecem sua relevância. Isso demonstra
a necessidade do GEI realizar novas capacitações, tanto para os bibliotecários recém-ingressos,
quanto para os bibliotecários com mais tempo no cargo.
Na questão onde os bibliotecários podiam deixar suas observações, críticas ou sugestões, as
respostas ficaram distribuídas em três categorias: documentos para indexação elaborados pelo GEI,
importância das capacitações e sobre o trabalho do GEI.
Com relação aos documentos elaborados pelo GEI, os respondentes relataram a importância
do uso desses documentos durante o processo de indexação e também em outras atividades de
trabalho nas bibliotecas. Alguns respondentes demonstraram dúvidas sobre as inconsistências
encontradas nos descritores do SABi, pois ingressaram há pouco tempo na UFRGS e desconhecem
o histórico do catálogo bibliográfico e dos documentos elaborados pelo GEI. Houve sugestões
quanto à atualização dos documentos do GEI e quanto à necessidade de uma maior comunicação
entre os bibliotecários do SBUFRGS.
No que diz respeito às capacitações, foi ressaltada a sua importância e a necessidade de
serem realizadas com mais frequência.

�Já sobre o trabalho do GEI, a maioria dos respondentes elogiou as atividades desenvolvidas
pelo grupo. Houve algumas críticas e sugestões sobre o trabalho do grupo. Uma das sugestões foi
para que fossem elaboradas instruções para a correção de inconsistências nos descritores do SABi.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A indexação é uma das principais etapas do processo de tratamento da informação. No
entanto, a qualidade da indexação está diretamente ligada à qualificação do indexador na execução
dessa tarefa. Para um bom desempenho em suas atividades, é fundamental aos bibliotecários
conhecer e aplicar as políticas e manuais de sua instituição, e para que isso ocorra de forma
eficiente, faz-se necessário a realização periódica de capacitações.
A política e os manuais de indexação existentes no SBUFRGS foram elaborados pelo GEI,
avaliados e aprovados pelos demais bibliotecários do Sistema, com o objetivo de orientar o
processo de indexação. Para instruir os bibliotecários quanto ao uso desses documentos, o GEI
realizou capacitações referentes a cada documento elaborado.
Para avaliar a percepção dos bibliotecários sobre a política e os manuais de indexação, bem
como sobre as capacitações realizadas, o GEI aplicou um questionário a todos os bibliotecários do
SBUFRGS. A partir da análise dos resultados dessa pesquisa, ficou evidente a pertinência de
documentos para orientar e qualificar o processo de indexação nas bibliotecas, proporcionando,
assim, maior segurança aos bibliotecários na realização de suas atividades. Também foi possível
concluir que a realização de capacitações periódicas é fundamental para que os bibliotecários
possam conhecer e aplicar esses documentos com maior propriedade e, ainda, para esclarecer
dúvidas sobre a atividade de indexação.
A partir desses resultados, o GEI irá direcionar suas próximas atividades com relação à
Política e aos manuais, visando mantê-los atualizados, bem como elaborar novos documentos de
acordo com as necessidades dos bibliotecários. Além disso, o GEI irá realizar novas capacitações
para os bibliotecários do SBUFRGS, principalmente para os recém-ingressos, possibilitando, dessa
forma, a adoção de melhores práticas nas atividades de indexação.

REFERÊNCIAS
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Disponível em: &lt;http://ibersid.eu/ojs/index.php/scire/article/download/4234/3812&gt;. Acesso em: 08
dez. 2017.

�FUJITA, Mariângela Spotti Lopes; SANTOS, Luciana Beatriz Piovezan dos. Política de indexação
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Transinformação, Campinas, v. 28, n. 1, p. 59-76, jan./abr. 2016. Disponível em: &lt;
http://www.scielo.br/pdf/tinf/v28n1/0103-3786-tinf-28-01-00059.pdf&gt;. Acesso em: 17 nov. 2017.
FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. Elaboração e avaliação da política de indexação na formação
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inicial do indexador. In: LEIVA, I
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FUJITA, Mariângela Spotti Lopes; RUBI, Milena Polsinelli. O ensino de procedimentos de
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Ciência da Informação&#13;
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                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Behrmann, Magda Helena; Silva, Ana Paula Araujo Cabral da; Pureza, Edina Maria Gomes da Cunha; Oliveira, Elisa Alves de; Souza, Vanessa</text>
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              <text>Este artigo apresenta os resultados da avaliação realizada pelo Grupo de Estudos em Indexação quanto à percepção dos bibliotecários do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sobre a pertinência e a aplicabilidade de documentos institucionais e capacitações no desempenho de suas atividades. Inclui referencial teórico sobre políticas e documentos de indexação, capacitação de bibliotecários, além de uma breve descrição do Grupo de Estudos em Indexação. Apresenta e analisa as respostas do questionário enviado aos bibliotecários. Conclui que os documentos foram pertinentes para orientar e qualificar o processo de indexação nas bibliotecas. Conclui, também, que a realização de capacitações periódicas é fundamental para que os bibliotecários possam conhecer e aplicar esses documentos e para esclarecer dúvidas sobre a atividade de indexação. A partir desses resultados, o Grupo de Estudos em Indexação irá direcionar suas próximas atividades com relação à política e aos manuais de indexação e realizar novas capacitações para os bibliotecários do seu sistema de bibliotecas</text>
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