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                  <text>Eixo III - Ensino
RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: O CASO DO REPOSITÓRIO DIGITAL
INFORMACIONAL
AND ITS FUNCTIONALITIES OF INFORMATION LITERACY AND INFORMATION
COMPETENCE

da
Resumo:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a partir do estudo de suas características,
funcionalidades, formatos e tipologia. Verifica o quantitativo de downloads e acessos como indicativo de

usabilidade, além das licenças de uso adotadas para identificar o nível de abertura desses recursos e a demonstração
das aplicações dos recursos educacionais no letramento e/ou competência informacional. Propõe a reflexão do
papel do bibliotecário na função educativa e na disseminação dos processos de apropriação da informação e
aprendizagem dos seus usuários no uso dos Recursos Educacionais Abertos (REA), assim como a
ampliação do uso dos REA pelas universidades federais, fortalecendo a importância da implementação das
licenças Creative Commons, de forma mais alinhada aos objetivos da educação aberta, cuja proposta é a de que todos
devem ter a liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir ferramentas educativas, sem restrições, ampliando
assim o conhecimento e estimulando a criatividade e a inovação.

Palavras-chave: Competência informacional. Licença Creative Commons. Letramento informacional.
Recursos Educacionais Abertos. Repositório digital.
Abstract:
Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS), based on the study of its characteristics,
indicative of usability as well as the adopted using licenses to identify the disclosure level of those
educational function and dissemination of
learning on using the REA, as well as the expansion of the use of the Open Education Resources
(Recursos Educacionais Abertos
use reinforces
improve and redistribute educational tools, unrestrictedly, increasing knowledge and stimulating
creativity and innovation.

�Keywords: Information competence. Creative Commons license. Information literacy. Open Educational
Resources. Digital Repository.
1 INTRODUÇÃO

Um dos efeitos da sociedade da informação e da comunicação foi uma expressiva mudança
no paradigma da produção e disseminação do conhecimento. Absolutamente tudo o que surge no
mundo necessita ser registrado, processado, transmitido e armazenado em ambiente digital. Silva
(2016) ressalta ainda que, com o advento tecnológico, as relações sociais nas esferas econômicas,
políticas e culturais assumiram novas configurações que proporcionaram mudanças de mercados e
padrões de consumo.
É nesse sentido que a Educação Aberta, movimento emergente idealizado nesse novo
processo de construção do conhecimento, busca, no uso de recursos abertos e práticas
colaborativas alternativas, acesso à informação e incentivo ao seu compartilhamento na promoção
do empoderamento das pessoas, viabilizado por meio de configurações de ensino-aprendizado:
recursos, instituições e sistemas; práticas abertas

compartilhamento e transparência; e novos

ambientes educacionais (AMIEL, 2012). Esse processo consiste em uma estrutura que envolve
informação, comunicação aberta e capacidade de habilitar as pessoas na aquisição de
conhecimento.
Dentro deste contexto, o presente artigo tem como objetivo fazer um estudo de caso dos Recursos
Educacionais Abertos existentes no repositório institucional Lume, da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul, através de uma pesquisa básica descritiva. O objetivo é o de analisar suas características e
funcionalidades, investigando uma aproximação com o conceito de letramento informacional, pautado na
mediação da informação e do conhecimento. Para tanto, foram levantadas duas questões norteadoras:

O estudo está organizado da seguinte forma: a seção 2 retoma a literatura relacionada à
Educação Aberta, recursos educacionais, letramento informacional, competência informacional e o
repositório institucional Lume da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A seção 3 apresenta
a metodologia utilizada na pesquisa. A seção 4 descreve os resultados levantados e a análise dos
dados. Por fim, a pesquisa apresenta suas considerações finais e sugestões para novos estudos.

�2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS
É impossível falar de um espaço de construção de aprendizagem desprezando a influência das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no ensino e na apreensão de conteúdos. Para Borges
(2003 apud COSTA, 2012) aprender significa criar representações do mundo através da assimilação de
experiências. Surge a necessidade de procurar novos modelos e estratégias de ensino e aprendizagem,
capazes de responder as exigências de uma nova geração que emerge em cíclica evolução e mudança, onde
cada ciclo dá origem a novas estratégias e ferramentas de aprendizagem. É nesse contexto que surgem os
Recursos Educacionais Abertos (REA), apresentados

como uma das principais vias de

desenvolvimento dos espaços acadêmicos e científicos contemporâneos.
Os REA foram abordados em 2002, pela Organização das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura (UNESCO), no primeiro Fórum Global sobre Softwares Didáticos Abertos,

Outros marcos relevantes são: a Declaração da Cidade do Cabo para Educação Aberta
(2007); a Declaração de Dacar (2009) e, mais recentemente, a Declaração REA de Paris (2012), na qual
a UNESCO recomenda aos Estados Membros, dentre outras proposições, o reforço na sensibilização para a
utilização dos REA.
A promoção da utilização dos REA com vista a ampliar o acesso à instrução em todos os
níveis, tanto à educação formal como não-formal, numa perspectiva de aprendizagem ao
longo da vida, contribuindo, assim, para a inclusão social, a equidade entre os gêneros,
bem como para o ensino com necessidades específicas. O aumento da qualidade e da
eficiência dos resultados do ensino e do aprendizado, através de uso mais amplo dos REA
(UNESCO, 2012).

No Brasil, os marcos históricos estão ligados ao desenvolvimento de políticas públicas de fomento à
integração de novas mídias, acesso aberto, licenças, direito autoral e capacitação. Almeida, Silva e Franco
(2012) destacam a assinatura pelo Brasil da Declaração Internacional do Governo Aberto, de 2011; a
legislação local que dá preferência ao uso de software livre na administração pública, em vigor em maio de
2012, e a proposta de reforma da Lei de Direito Autoral (Lei nº 9610/98). O consenso na esfera pública é o
de que governos, instituições federais educacionais e organizações não governamentais financiem pesquisas
e ofereçam suporte à produção de REA.

Segundo Hylen (2006), REA são materiais voltados para educação em formato digital, com
acesso livre para a comunidade acadêmica, com permissão de cópia, impressão, adaptação,
reutilização e compartilhamento.
Johnstone (2005) define os recursos educacionais abertos de acordo com sua função no
processo de ensino-aprendizagem: a) recursos de aprendizagem (módulos de conteúdos, objetos de

�aprendizagem, ferramentas de avaliação, comunidades de aprendizagem); b) recursos para apoiar
professores (ferramentas e materiais que ajudam a criar, adaptar e reutilizar REA, e outras
ferramentas de suporte); e c) recursos para garantia da qualidade (qualidade da educação e
qualidade das práticas educacionais).
Logo, REA são plataformas digitais de aprendizagem, com acesso público, que apoiam a
REA e que, segundo Wiley (2014), significam: reter, reutilizar, revisar, remixar e redistribuir.
Parâmetros normalmente indicados por meio do uso de licenças Creative Commons.
Conforme Johnstone (2005), os REA possuem funções socioeconômicas, proporcionando o
compartilhamento de recursos educacionais, intensificando a colaboração acadêmica (e,
consequentemente, o desenvolvimento econômico), e possibilitando a diferentes países o acesso a
informações, dados científicos e ao conhecimento difundido por seus pares em busca de soluções,
novas técnicas e lições aprendidas sem fronteiras geográficas.
2.2 LETRAMENTO OU COMPETÊNCIA INFORMACIONAL: APLICAÇÕES DOS

CONCEITOS
É possível afirmar que estamos diante do surgimento de uma nova configuração de ensino e
aprendizado, assim como de um mercado de trabalho; onde pesquisar, avaliar e trabalhar significa
aprender, construir saberes e trocar experiências.
Na era digital, as funções humanas modificam-se, pois as tecnologias intelectuais, de
acordo com Lévy (2010), proporcionam a abertura para maiores possibilidades, novos contextos e
adaptação para melhorar a prestação de serviços.
Letramento é um conceito pertencente ao campo de estudos da educação e está diretamente
relacionado à noção de alfabetização.
(...) a alfabetização corresponde ao processo de aquisição de um código e das habilidades
de utilizá-lo para ler e escrever; por sua vez, letramento refere-se ao domínio efetivo e
competente da escrita no cotidiano para atingir diferentes objetivos. Ao transportarmos
ambos os conceitos para o universo da informação é possível enxergá-los no interior de
um continuum em que a alfabetização informacional corresponderia à primeira etapa de
um processo, envolvendo os conhecimentos básicos sobre o uso das fontes de informação
e da tecnol
JÚNIOR; ACHILLES, 2015, p. 32).

Seguindo as etapas do processo dentro do universo da informação, pesquisou-se na

�consiste em um conjunto integrado de habilidades, conhecimentos e valores ligados ao acesso, a
organização, ao uso e a apresentação da informação na resolução de problemas, com a utilização
E, prosseguindo na busca da diferenciação das etapas do processo de desenvolvimento de
habilidades em informação, entre competência e letramento, de acordo com Miranda (2004 apud
COELHO, 2012, p. 325), competência em informação é:
[...] uma competência que perpassa processos de negócio, processos gerenciais e processos
técnicos diversos, bem como diferentes partes de uma mesma organização ou atividade.
Seria desejável que as competências informacionais fizessem parte do rol de competências
dos mais variados profissionais, atividades e organizações. [...] A Competência em
Informação é vista como um dos requisitos do perfil profissional que necessita de
informação em seu trabalho, não importando o tipo de atividade. (MIRANDA, 2004)

Seguindo essa abordagem, no campo dos estudos da Biblioteconomia, o processo de
desenvolvimento de habilidades em informação pode ser dividido em etapas, não necessariamente
sequenciais e não exclusivas, mas que dependem de contexto informacional, usuários, conteúdos e
objetivos almejados. Tais etapas estão expressas na Figura 1 a seguir.
Figura 1: Etapas do processo de desenvolvimento de habilidades em informação

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

A alfabetização consiste na decodificação para situações em que há o uso efetivo da
linguagem nas práticas de interação em um contexto específico. Refere-se à compreensão básica do
código, no caso, os conceitos relacionados à informação e aos seus suportes, bem como a noção da
organização desses serviços e produtos.
Por outro lado, o letramento informacional consiste na busca de informação para a
aquisição do conhecimento, visando a sua aplicação prática - a capacidade de selecionar, buscar e
avaliar as informações com a finalidade de organizá-las e usá-las eticamente para a produção de
novos conhecimentos. Para isso, ao longo desse processo, os indivíduos precisarão desenvolver
competências e habilidades para lidar com o universo informacional, tornando-se capazes de

�selecionar os métodos mais apropriados de pesquisa para acessar a informação necessária, além de
planejar estratégias de busca de informação e recuperar dados em sistemas de informação.
Já a competência informacional está vinculada ao nivelamento de conhecimentos, visando
tornar o profissional habilitado diante de um determinado contexto organizacional, suprindo assim
as deficiências do ensino escolar. A competência informacional está voltada à tomada de decisão e
à resolução de problemas.
O indivíduo que tenha a competência em letramento informacional razoavelmente
desenvolvida terá condições básicas para determinar, com alguma eficácia, a extensão das
informações necessárias, acessá-las e avaliá-las, relacionar a informação selecionada com os
conhecimentos prévios, empregá-la para acompanhar um objetivo específico, e compreender os
aspectos econômicos, legais e sociais do contexto do uso da informação para, desta forma, ser
capaz de usá-la ética e legalmente (ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH
LIBRARY, 2000).
2.3 LUME
Lume é o nome dado ao repositório institucional da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, criado em 2010. Seu nome possui como significado a manifestação de conhecimento, saber,
luz. Tem o objetivo de reunir, preservar e garantir acesso confiável aos documentos acadêmicos,
científicos, artísticos e administrativos gerados naquela universidade.
Como características técnicas, segundo informações do sítio eletrônico, o Lume utiliza:
DSpace, sistema com interface Web que permite o auto-arquivamento de documentos e a
sua marcação com metadados. Os metadados utilizados para descrição dos documentos
digitais seguem o padrão Dublin Core qualificado, que visa descrever objetos digitais, tais
como, vídeos, sons, imagens, textos e sites na web. Aplicações de Dublin Core utilizam o
formato XML e o RDF (Resource Description Framework). Adota o sistema CNRI/Handle
que é usado para designar identificadores permanentes para cada documento arquivado no
repositório. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, 2017)

No Lume, estão identificadas as seguintes comunidades: Acervos; Eventos UFRGS; TCCs;
Produção Científica; Teses e Dissertações; e, como objeto desse trabalho, Recursos Educacionais.
A política de funcionamento desse repositório foi construída através de diretrizes emanadas
dos diferentes setores da UFRGS, visando atender seus objetivos institucionais.
Para determinar as permissões de uso dos REA, o Lume utiliza as licenças Creative
Commons, provenientes da organização sediada em São Francisco, Califórnia, e representadas no
Brasil pelo Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS), centro de pesquisa avançada que integra a
Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Elas têm por objetivo incentivar

�o acesso à cultura, à educação e à ampla disseminação de informações públicas, permitindo criar
outras obras/trabalhos sobre elas, por meio de licenças jurídicas.
3 METODOLOGIA

Quanto ao método, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, que segundo Minayo (2001),
loca frente a frente os desejos do pesquisador e os autores envolvidos em seu horizonte de
quantitativo, por se tratar de uma pesquisa com ação exploratória e analítica.
Quanto aos procedimentos, a investigação é documental, pelo levantamento e análise da
literatura específica e exploratória devido às avaliações do repositório institucional Lume,
hospedado no site da UFRGS. Os dados foram coletados a partir das estatísticas fornecidas pelo
próprio repositório estudado.
Conceitos de letramento e competência informacional foram pautados nas obras de Weitzel,
Calil Júnior, Achilles (2015), Campello (2003), Ferreira et al. (2012), Costa (2012) e Litto (2009).
O uso de REA e suas implicações socioeconômicas foram revistos sob o ponto de vista de Sally
Johnstone (2005). Também foram identificadas, na obra de Gonsales (2016), questões referentes à
colaboração e ao compartilhamento:
[...] chamando a atenção para o momento revolucionário em que estamos vivendo, no qual
a colaboração e o compartilhamento vão ganhando força nas relações entre as pessoas, seja
no ambiente pessoal, profissional ou acadêmico. O ato de possuir algo vem perdendo
espaço para a necessidade de ter acesso a algo; a oferta de serviços customizados cresce
em relação à de produtos prontos. (GONSALES, 2016, p. 3)

A plataforma Lume foi selecionada devido à completude e centralização de serviços de
informações da universidade, constituindo-se em centro de memória institucional, ferramenta de
pesquisa e gerenciamento eletrônico de documentos.
Conforme estudo proposto dos recursos educacionais e seus requisitos, foram analisados os
formatos em que se encontram e os tipos de REA conforme classificação da própria comunidade.
Verificamos os quantitativos de downloads e acessos como indicativo de usabilidade, além das
licenças de uso adotadas para identificar o nível de abertura desses recursos e a demonstração das
aplicações dos recursos educacionais no letramento informacional e/ou competência informacional.
A coleta de dados foi realizada por meio de acesso às coleções arquivadas no tópico
Recursos Educacionais do Repositório Institucional - Lume. O parâmetro utilizado para aferir o
nível de abertura dos REA foi a análise por meio das licenças Creative Commons utilizadas em

�cada tipo de REA. A utilização via acessos e downloads tiveram os dados extraídos das estatísticas
do próprio Lume, cobrindo dados de acessos no Brasil e no exterior desde 2008.
Quanto à análise da aplicação do REA ao letramento ou à competência informacional, foi
levado em consideração o público-alvo e o nível de conhecimento prévio necessário sobre o
assunto disposto em cada item pesquisado.
4 ANÁLISE DE RESULTADOS

Na primeira análise da Comunidade REA, dentro do repositório institucional Lume,
verificamos como os recursos educacionais estão categorizados dentro das coleções, conforme
Gráfico 1.
Gráfico 1: Quantitativo de REA por Área do Conhecimento

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

Verificou-se que os REA estão categorizados por áreas do conhecimento, conforme tabela do
CNPq, para facilitar a sua localização pelos usuários. A maioria se concentra nas áreas de Ciências da Saúde
e Ciências Humanas.
Todos os 104 (cento e quatro) recursos existentes estão distribuídos em diferentes formatos,
conforme o Gráfico 2.
Gráfico 2: REA

Formatos

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

�Ao analisar os dados, percebeu-se que 41 (quarenta e um) recursos, isto é, a maioria dos
REA, encontra-se no formato de hipertextos, seguido de 29 (vinte e nove) recursos em formato de
vídeo. Ambos apresentam uma forma mais dinâmica de construção e organização do
conhecimento, aliando imagens em movimento, som e links.
Quanto aos tipos de recursos, a especificação está expressa nos próprios metadados do Lume,
conforme o Gráfico 3.
Gráfico 3

REA Tipos

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

Nota-se que o tipo Recurso Educacional, num total de 47 (quarenta e sete), consiste em um material
voltado para ministrar aulas, com indicativo do conteúdo sem muito aprofundamento, sem especificações,
ou seja, um conteúdo mais generalista. O tipo Objeto de Aprendizagem, em total de 45 (quarenta e cinco)
itens, consiste em conteúdo relevante para intensificação do aprendizado, partindo para uma especialização
do assunto. Com relação ao Material Didático, 12 (doze) são os recursos utilizados em aula e servem para
embasar os níveis de aprendizado e as avaliações.
Os REA, segundo sua forma de disponibilização e licenciamento, possuem predominância

de conteúdos voltados à educação superior. Contudo, percebe-se que a disponibilização dos REA
em um repositório digital, com serviços de informação da universidade, propõe-se a disseminar
informações para docentes, discentes, monitores e servidores técnico-administrativos, com o
objetivo, também, de fomentar o desenvolvimento de habilidades informacionais, conforme
apresentado no Gráfico 4.

�Gráfico 4

Desenvolvimento de Habilidades de Informação.

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

Na análise de dados, foi constatado que 79 (setenta e nove) recursos abertos do Lume
demandam nível de conhecimento prévio sobre o assunto, caracterizando-os como aplicáveis em
uso com o objetivo de desenvolver competência informacional. Os conteúdos com a indicação de
letramento informacional, em menor número (vinte e cinco recursos), são relativos a conteúdos
abertos indicados para ensino médio e educação à distância, contando inclusive com a faixa etária
correspondente indicada pelos autores, denotando o uso de conteúdo novo, voltado para fases
iniciais de estudo.
De acordo com o Gráfico 5, percebeu-se que, para o total de 104 (centro e quatro) recursos
disponíveis no Lume, existe um número considerável de acessos (27.494
quatrocentos e noventa e quatro) e downloads (3.780

vinte e sete mil,

três mil e setecentos e oitenta). Ressalta-se

que os acessos e downloads foram contabilizados a partir de 2008 até dezembro de 2017.
Gráfico 5: Usabilidade

Downloads x Acessos

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

Percebeu-se, ainda, a predominância de conteúdos produzidos a partir de 2013 até 2017,
com acesso e downloads procedentes do Brasil, China, Estados Unidos e Canadá. Todos os REA

�disponíveis no Lume possuem licença Creative Commons, conforme expresso no Gráfico 6. As do
tipo CC BY-NC-ND 2.5 são as predominantes.
Gráfico 6: REA Plataforma Lume

Licença Creative Commons.

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

Foram identificados, no Lume, 03 (três) tipos distintos de licenças Creative Commons.
Quadro 1: Lume - Tipo de Licença Creative Commons
TIPO DE LICENÇA

PERMISSÕES
CC-BY-SA - Permite adaptação, criação a partir do trabalho, mesmo para fins
comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito e que licenciem as novas
criações sob termos idênticos.
CC-BY-NC-SA - Permite adaptação e criação a partir do seu trabalho para
fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que
licenciem as novas criações sob termos idênticos.
CC-BY-NC-ND - Permite o download dos seus trabalhos e o
compartilhamento, desde que atribuam o devido crédito, mas sem que possam
alterá-los de nenhuma forma ou utilizá-los para fins comerciais.

Fonte: Creative Commons, 2017.

Cento e um Recursos Educacionais abertos (101), o que correspondente a 97% do universo
de REA do Lume possuem a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND, considerada a menos
permissiva, dentre os 06 (seis) tipos de licença de uso atribuídos. A partir desse levantamento para
mapear o nível de abertura dos recursos disponíveis na comunidade REA, percebe-se que as
mesmas são compatíveis com a política educacional adotada pela UFRGS, atualmente.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os REA são uma tendência que vem emergindo com o surgimento da internet e o uso das
mídias no contexto educacional. Eles estão inseridos na filosofia de abertura da informação com
base na colaboração e interatividade da cultura digital, e têm, como proposta, que todos devem ter

�a liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir ferramentas educativas, sem restrições,
ampliando assim o conhecimento e estimulando a criatividade e inovação.
Os recursos disponibilizados no REA, localizados no repositório institucional Lume, são
Materiais Didáticos, para apoio das atividades de ensino; Atividades de Ensino (planos de ensino,
apresentações etc.); e Objetos de Aprendizagem (recursos digitais em forma de módulos em
diferentes formatos, como vídeos, sítio eletrônico e animações, entre outros) que contribuem para o
letramento e competência informacional. Contudo, em sua maioria, apresentam licenças Creative
Commons CC-BY-NC-ND, impossibilitando-os para qualquer forma de alteração ou de utilização
para fins comerciais.
Nota-se que o potencial da ferramenta Lume vai desde a centralização de serviços de
informação até a disposição do conteúdo, estando estruturado de forma completa, o que possibilita
o armazenamento da memória documental e institucional, a recuperação de diversas fontes de
informação e o fomento do ensino para diferentes níveis educacionais.
A Divisão de Sistemas de Pesquisa, do Centro de Processamento de Dados, conforme
informação do próprio site da UFRGS, relata a participação de bibliotecários - lotados na
Biblioteca Central e na Biblioteca de Medicina - no desenvolvimento e manutenção desse
repositório.
Portanto, a exemplo desta ferramenta estruturada, sugere-se uma reflexão acerca do papel
do bibliotecário na função educativa e na disseminação dos processos de apropriação da
informação e aprendizagem dos seus usuários no uso dos REA. É valido pensar a que ponto o
incentivo na implementação das licenças Creative Commons, de forma mais alinhada aos objetivos
da educação aberta, é capaz de agregar valor para um profissional ou para uma organização. O
pioneirismo do repositório Lume pode ser inspirador para outras instituições na centralização dos
serviços de informação e documentação, no desenvolvimento das habilidades de informação e na
utilização de Recursos Abertos. Esta é uma questão inovadora e necessita de um debate amplo
junto à comunidade de bibliotecários.
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&lt;http://www.oerafrica.org/FTPFolder/SharedFiles/ResourceFiles/36197/33584/33564/Open%20Ed
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Analisa a comunidade de recursos educacionais do repositório digital ―Lume‖ da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a partir do estudo de suas características, funcionalidades, formatos e tipologia. Verifica o quantitativo de downloads e acessos como indicativo de usabilidade, além das licenças de uso adotadas para identificar o nível de abertura desses recursos e a demonstração das aplicações dos recursos educacionais no letramento e/ou competência informacional. Propõe a reflexão do papel do bibliotecário na função educativa e na disseminação dos processos de apropriação da informação e aprendizagem dos seus usuários no uso dos Recursos Educacionais Abertos (REA), assim como a ampliação do uso dos REA pelas universidades federais, fortalecendo a importância da implementação das licenças Creative Commons, de forma mais alinhada aos objetivos da educação aberta, cuja proposta é a de que todos devem ter a liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir ferramentas educativas, sem restrições, ampliando assim o conhecimento e estimulando a criatividade e a inovação.</text>
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