<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5824" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5824?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-28T06:34:56-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4889">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/50/5824/SNBU2018_222.pdf</src>
      <authentication>c193d5c46a928c4d380abf0db68c56f4</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="62301">
                  <text>Eixo III - Ensino
FRBRIZANDO AS COLEÇÕES A PARTIR DO NÚMERO DE CHAMADA: UMA
APROXIMAÇÃO POSSÍVEL
FRBRIZATION OF COLLECTIONS FROM THE CALL NUMBER: A POSSIBLE APPROACH

Resumo: A partir do final do séc. XX a International Federation of Library Associations and
Institutions promoveu estudos e debates relacionados à aplicabilidade das novas tecnologias de
informação e comunicação incorporadas pela área. Dentre os estudos que culminaram em diretrizes
para processos, produtos e instrumentos documentários destaca-se o modelo conceitual Functional
Requirements for Bibliographic Records (FRBR). O número de chamada exerce papel relevante
nas bibliotecas, visto que a ordenação de documentos se configura como proposta de leitura da
coleção, estabelece, para fins de acesso, o elo entre o registro do documento na base de dados e o
local que o documento ocupa na coleção, e ainda contribui para a gestão no tocante aos usos do
espaço. O presente artigo tem por objetivo analisar a construção do número do livro associando-o
aos atributos das entidades do grupo 1 do modelo conceitual FRBR. Para a fundamentação teórica
discute os trabalhos de Barden (1937), Lenhus (1978), Satija (1990), Ortega, Silva e Santos (2016),
Cutter (1908, 1962), Moreno e Márdero Arellano (2005), Moreno (2006), Silveira (2007) e FRBR
(1998, 2008). Como metodologia realiza pesquisa de cunho exploratório com finalidade explicitar
como a disposição espacial da coleção a partir do número de chamada apresenta aos usuários uma
aproximação da estrutura preconizada pelo FRBR. Conclui apontando a atualidade do número de
chamada, não apenas enquanto modelo operacionalizável para a ordenação de documentos, mas
como construção elaborada a partir de princípios genéricos que permitem alto grau de correlação
com entidades e atributos do modelo conceitual FRBR.
Palavras-chave: Número de chamada. Número do livro. Ordenação de documentos. Modelo
conceitual FRBR. Gestão de coleções.
Abstract: From the end of the 20th century the International Federation of Library Associations
and Institutions promoted studies and debates related to the applicability of the new information
and communication technologies incorporated by the area. Among the studies that culminated in
guidelines for documentary processes, products and instruments, is the conceptual model
Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR). The call number plays a relevant role
in libraries, since the shelf arrangement of documents is configured as a proposal to read the
collection, establishes, for access purposes, the link between the bibliographic record of the
document in the database and the place that the document occupies in the collection, and also
contributes to the management regarding the uses of space. The purpose of this article is to analyze
the construction of the book number associating it with the attributes of the entities of group 1 of

�the FRBR conceptual model. As the theoretical foundation, it discuss the studies of Barden (1937),
Lenhus (1978), Satija (1990), Ortega, Silva e Santos (2016), Cutter (1908, 1962), Moreno e
Márdero Arellano (2005), Moreno (2006), Silveira (2007) and FRBR (1998, 2008). As a
methodology, it performs exploratory research with the purpose of explaining how the spatial
arrangement of the collection from the call number presents to the users an approximation of the
structure recommended by FRBR. Concludes by emphasizing the relevance of the call number, not
only as operationally model for the arrangement of documents, but as construction drawn from
general principles that allow high degree of correlation with entities and attributes of FRBR
conceptual model.
Keywords: Call number. Book number. Shelf Arrangement. Conceptual model FRBR. Collection
management.
1 INTRODUÇÃO
A International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) é a instituição
de nível internacional que representa os interesses dos serviços biblioteconômicos e de seus
usuários. A partir do final do século XX a IFLA promoveu estudos e debates norteados pelos
desafios relacionados à aplicabilidade das novas tecnologias de informação e comunicação
incorporadas pela área. Os estudos produzidos desde então foram debatidos por diversos
especialistas culminando em diretrizes para processos, produtos e instrumentos documentários
destinados às bibliotecas, centros de documentação e espaços que atuam com a guarda, registro,
preservação e disponibilização de documentos. Dentre as diretrizes elaboradas destaca-se o modelo
conceitual Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) que impactou diretamente
os processos de representação realizadas no contexto digital das múltiplas tipologias e suportes
documentais, mas que não resultou em uma absorção disseminada de seus princípios na
estruturação dos catálogos.
Por sua vez, o número de chamada, enquanto produto documentário, exerce papel relevante
nas bibliotecas, visto que a ordenação de documentos se configura como proposta de leitura da
coleção, estabelece, para fins de livre acesso, o elo entre o registro do documento na base de dados
e o local que o documento ocupa na coleção, e ainda contribui para a gestão no tocante aos usos do
espaço. Este modelo resulta em modos de acesso pretendidos que poderão potencializar certos usos
pressupostos das coleções, fomentando a apropriação da informação especialmente nos contextos
em que a especificidade e a exaustividade das coleções é característica marcante.
Nesse sentido, o presente artigo tem por objetivo analisar a construção do número de
chamada enquanto um produto de mediação documentária amplamente trabalhado em bibliotecas,
que tem por função individualizar os documentos nas coleções e disponibilizar uma mensagem nas

�estantes para os usuários. Para tanto, centra-se na análise dos elementos constituintes do número do
livro, associando-os aos atributos das entidades do grupo 1 do modelo conceitual FRBR.
Como metodologia, realiza-se uma pesquisa de cunho exploratório que tem por finalidade
explicitar como a disposição espacial da coleção a partir do número de chamada traz para os
usuários uma aproximação da estrutura preconizada pelo FRBR. Oportunizada pelo levantamento
histórico conceitual do número de chamada em revisão de literatura a partir dos trabalhos de
Barden (1937), Lenhus (1978), Satija (1990) e Ortega, Silva e Santos (2016). Destaca-se neste
conjunto a abordagem de Cutter (1908, 1962) como proposta voltada à operacionalização do
modelo especialmente no que diz respeito à elaboração do número do livro e, nele, a conversão de
sobrenomes de autores em notações alfanuméricas. Para o estudo dos FRBR esta proposta se
baseia no relatório final do modelo conceitual (IFLA, 1998) e sua tradução em português publicado
em 2008, assim como nos trabalhos de Moreno e Márdero Arellano (2005), Moreno (2006),
Silveira (2007) e na Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação (2009).
2 O NÚMERO DE CHAMADA
Dentre os processos de organização da informação realizados no âmbito de bibliotecas, a
ordenação de documentos compreende uma série de atividades que associadas resultam na
sposição será orientada
pelos objetivos que se busque alcançar e, por isso, deve estar atenta às especificidades da coleção,
dos usuários que se espera atender e da instituição a que está relacionada. Consoante o objetivo
determinado, certas características dos documentos, ou a eles atribuídas, servirão de base à
proposição de arranjos e constituirão o método que orientará sua estruturação.
A análise efetuada por Ortega, Silva e Santos (2016) aponta que a ordenação de
documentos pode ser realizada com base em três diferentes métodos: alfabético, cronológico e
sistemático. Cabe ressaltar que um método é definido pela característica do documento ou a ele
atribuída que será adotada como elemento principal na composição do arranjo, ou seja, por um
critério primário que constituirá o pilar do acesso aos documentos.
No método alfabético, arranjos são elaborados com base em características dos documentos
passíveis de alfabetação e que permitem ordená-los numa sequência linear A-Z a partir da palavra
definida conforme o critério primário, como ocorre, por exemplo, com a autoria ou o título do
documento. O método cronológico se funda pela escolha de características que viabilizam a
formação de uma sequência temporal linear para os objetos ordenados, como o ano de publicação
do documento ou a sua ordem de entrada na coleção. Por sua vez, o método sistemático se instaura

�quando da seleção de características estruturadas em um conjunto de classes e subclasses que
oportuniza a intercalação de documentos dentro de agrupamentos norteados por esta mesma
estrutura e consolidada em arranjo de livre acesso aos usuários.
Os instrumentos mais frequentemente empregados pelo método sistemático são os sistemas
de classificação bibliográfica como a Classificação Decimal de Dewey (CDD) e a Classificação
Decimal Universal (CDU), mas cabe pontuar que é possível empregar instrumentos distintos,
elaborados em contextos particulares, que podem, inclusive, se valer de estruturas hierárquicas
mais simples. Em todo caso, apesar da diversidade das estruturas hierárquicas passíveis de uso, a
classificação bibliográfica constitui-se como matéria básica do método sistemático.
O emprego deste método implica na materialização de sistemas de localização relativa nos
quais os arranjos são elaborados de modo a permitir frequentes alterações no posicionamento dos
documentos concomitantemente à incorporação de novos itens e sem alteração da estrutura
concretizada (MANN, 1962). Nestes sistemas, os agrupamentos de documentos são formados a
partir de certas características de interesse e dentro destes grupamentos estabelecem-se novos
critérios que determinarão o modo como os documentos serão organizados internamente. Assim,
mesmo com a chegada de novos itens o usuário pode percorrer livremente a coleção, haja vista a
manutenção da inteligibilidade da ordem dada.
O método sistemático permite a associação de características variadas tanto para fins de
agrupamento quanto para viabilizar a individualização de cada documento dentro do grupo que lhe
foi atribuído. Neste sentido, dentro da tradição anglo-americana de elaboração de modelos de
ordenação de documentos para o contexto de bibliotecas, o número de chamada (call number)
ocupa lugar de destaque na instrumentalização de sistemas de localização relativa tendo sido
elaborado por autores cuja inserção institucional se fazia prioritariamente nos college americanos.
A formulação em torno do número de chamada em sistemas de localização relativa teve
seus primeiros elementos colocados por Dewey, ainda em 1876, e foi sistematizada por
Ranganathan (1967) quase 60 anos depois, numa fórmula que estabelecia a ligação entre três
elementos: o número de coleção (collection number), o número de classe (class number) e o
número do livro (book number). Esta junção, embora explicitada pela primeira vez por este autor,
não pode ser atribuída a ele exclusivamente. Seus elementos, mesmo sem concatenação linear,
estavam presentes em propostas apresentadas por bibliotecários como Cutter, Jacob Schwartz,
Dewey, Brown e Bliss, que afirmavam ser necessário adicionar à notação extraída do esquema
classificatório elementos que auxiliassem na identificação de cada documento no conjunto da
coleção.

�Deste modo, o número de chamada se estrutura tendo por base os agrupamentos
viabilizados pelos sistemas de classificação bibliográfica e, se a partir do número de classe é
possível aproximar documentos com características em comum (assunto, tipologia documental,
procedência da literatura, etc.), dentro delas faz-se necessário singularizar cada documento a partir
de características secundárias, por meio do número do livro. O número de coleção, anteposto ao
número de classe, dá ainda a garantia de que parcelas da coleção sejam mantidas em separado da
coleção principal, quando de interesse (SATIJA, 1990).
Para fins de elaboração do número do livro, a ordenação alfabética dentro das classes
conseguiu significativo destaque especialmente pelo uso das tabelas de Cutter e de Cutter-Sanborn
elaboradas na virada do século XIX para o XX. Outro ponto que merece destaque é o fato de que
na década de 1930, paralelamente ao desenvolvimento dos estudos de Ranganathan, despontaram,
alguns trabalhos que tinham em vista a instrumentalização do número de chamada para a prática
profissional. Tais trabalhos voltavam-se fundamentalmente para a descrição e prescrição quanto à
utilização do número de chamada conformado em uma combinação preferencial entre o número
de classe, mormente extraído da CDD, e o número do livro baseado no arranjo alfabético
estruturado a partir das tabelas de Cutter, usualmente a tabela Cutter-Sanborn. Este é o caso dos
livros de Margaret Mann (1930) e Bertha Barden (1937), publicados pela ALA na década de 1930,
e, posteriormente, na década de 1970, o livro de Donald Lehnus (1978). Embora apresentem
minúcias ou instruções particulares sobre as possibilidades de elaboração do número de livro, todos
estes autores indicam o uso da tabela Cutter-Sanborn e seguem uma lógica de elaboração da
notação bastante aproximada daquela prescrita pelas tabelas Cutter.
Desta maneira, mesmo considerando a inexistência de um modelo único e universalmente
aceito, opta-se pelo exame exclusivo das orientações que acompanham as tabelas Cutter-Sanborn.
Cabe ressaltar a penetrabilidade desta proposta de composição do número do livro, ainda hoje
frequentemente empregado em contexto de bibliotecas e, também, sua centralidade na elaboração
do número de chamada enquanto modelo anglo-americano dedicado a dar acesso livre às coleções.
3 O MODELO CONCEITUAL FRBR : Grupo 1
O estudo para o desenvolvimento da criação dos FRBR deu-se a partir do objetivo de
reestruturar os registros bibliográficos, de maneira a refletir a forma como ocorre a busca pela
informação, tendo em vista a diversidade de usuários, tipologias documentais, suportes e formatos.
A apresentação do relatório final em 1998 oferece a compreensão de que os

�FRBR são um modelo conceitual do tipo entidade-relacionamento (ER) porque
representam e descrevem simplificadamente o universo bibliográfico em nível teórico,
servindo como base para implementação de sistemas ou bases de dados bibliográficas
(SILVEIRA, 2007, p. 58).

Segundo o relatório (IFLA, 1998), os FRBR têm como finalidade aprimorar o
desenvolvimento e apresentação dos registros bibliográficos no que concerne à estruturação dos
dados e, por decorrência, do próprio catálogo. Além disso, foram criados para estabelecer
conceitos sobre as tipologias documentais descritas em bases de dados e simplificar os catálogos
automatizados aos olhos dos usuários.
O modelo entidade-relacionamento é constituído por três elementos. São eles: as entidades,
Entidade
caráter unitário e auto-contido; algo que tem existência independente ou separada; uma abstração,
Atributos
entidade incluindo não só as características físicas, mas também aspectos que podem ser
caracterizados como informação identificadora (por exemplo, informações que aparecem na folha
Relacionamentos
associações entre os atributos das entidades.
Os FRBR são compostos por dez entidades que se dividem em três grupos. São eles:
GRUPO 1 - obra, expressão, manifestação e item. Esse grupo será aprofundado adiante, visto que o
presente artigo tem por objetivo identificar atributos inerentes às entidades que o compõem.
GRUPO 2 - pessoa e entidade coletiva. GRUPO 3 - conceito, objeto, evento e lugar.
A obra é a primeira entidade apresentada nos FRBR e tem por definição ser abstrata e
reconhecida através das realizações individuais ou expressões da obra que só existem na comunhão
de conteúdo entre e dentre as diversas expressões da obra (IFLA, 1998, p. 17). Segundo Moreno e
-75) exem
como o conteúdo conceitual que subjaz a todas suas versões linguísticas, tanto a original como a
tradução japonesa e ainda que não fale japonês e não seja, portanto, responsável pelo texto japonês.
A expressão para IFLA é (1998, p. 19, tradução nossa)
uma realização intelectual ou artística de uma obra sob a forma de notação alfa-numérica,
musical ou coreográfica, som, imagem, objeto, movimento, etc, ou qualquer combinação
de tais formas. Uma expressão é a forma intelectual ou artística específica que assume uma
obra a cada vez em que é realizada.

�a entidade expressão de uma
obra é a realização intelectual ou artística específica que assume uma obra ao ser realizada,
excluindoA expressão de uma obra é materializada por meio de outra entidade, a manifestação. Esta
entidade compreende qualquer objeto abordado como documento. A manifestação representa todos
os objetos físicos que carregam as mesmas características, no que diz respeito ao conteúdo
, uma coleção de obras, uma obra
A quarta e última entidade do grupo 1 é o item
meio digital,
porque é a exemplificação da manifestação. Há casos em que um item pode ser composto por mais
de um objeto físico.
Dentre as entidades do grupo 1, apenas as duas últimas refletem a forma física, uma vez que
se referem aos elementos concretos do documento, diferentes das duas primeiras que se definem
pelo conteúdo intelectual ou artístico do documento. Através dos atributos podemos estabelecer
distinções entre uma obra e outra, e entre uma obra e sua expressão e/ou manifestação.
O modelo FRBR apresenta atributos para cada uma de seus entidades, mas para efeito deste
trabalho apenas aqueles que se refletem na estrutura do número do livro serão explicitados. Para a
entidade obra serão apresentados título da obra e forma da obra. Na entidade expressão serão
comentados a forma da expressão e a língua da expressão. Já os atributos examinados da entidade
manifestação são: indicação de responsabilidade, indicação de edição, data de publicação. E, por
fim, o atributo identificador do item na entidade item
O
biografia, etc (IFLA, 2008, p. 50-51).
meio pelo qual se realiza a obra, por exemplo por meio de uma
aquela em que se expressa a obra (IFLA, 2008, p. 54).
ue aparece na manifestação para denominar
um ou mais indivíduos ou grupos responsáveis pela criação ou realização do conteúdo intelectual
é uma palavra ou frase que
aparece na manifestação e
-63).

�diferenciar de qualquer outro na mesma coleção ou instituição (IFLA, 2008, p. 68).
4 A CONSTRUÇÃO E A DECOMPOSIÇÃO DO NÚMERO DE CHAMADA À LUZ DO
MODELO CONCEITUAL FRBR
A elaboração do número de chamada se dá pela associação necessária do número de classe
com o número do livro, sendo o número de coleção elemento de uso facultativo e que, para efeito
desta análise, não será empregado. Os exemplos que seguem foram elaborados a partir da obra de
Machado de Assis, cuja escolha se justifica pela riqueza da fortuna crítica a ela associada. Deste
modo, o número de classe será atribuído a partir da 22a edição da CDD e, por se tratar de obra de
literatura portuguesa do Brasil, escrita no século XIX, faz-se pertinente, para fins deste estudo,
atribuir a notação B869.3. O número do livro, por sua vez, é composto pela notação de autor
extraída da tabela Cutter-Sanborn (1962) e pela marca da obra, recurso que permite individualizar
as diversas obras de um mesmo autor a partir de seu título, as traduções, as críticas, comentários e
dicionários sobre a obra em questão, e, também, as diversas edições e exemplares de uma mesma
obra. Esta estrutura permite, então, que todo item tenha um número de chamada próprio que o
individualiza dentro da coleção (ORTEGA; SILVA; SANTOS, 2016).
Na sequência, seguindo as orientações dadas na tabela Cutter-Sanborn (1962), excetuandose a separação dos livros a partir de seu tamanho e as obras a que se atribui a classe de biografias, a
composição do número do livro será explicitada.
QUADRO 1 - Exemplos de Número de chamada
Nº

Exemplos selecionados

Número de
chamada

01

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Ática, 1985.

B869.3
A848d

02

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro: a novel. Tradução Helen Caldwell.
Berkeley, Los Angeles: University of California Press, 1966.

B869.3
A848d.Ic

03

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro: a novel. Tradução Helen Caldwell. 2nd.
edition. Berkeley, Los Angeles: University of California Press, 1971.

B869.3
A848d.Ic
1971

04

CALDWELL, Helen. The Brazilian Othello of Machado de Assis: a study of
Dom Casmurro. Berkeley, Los Angeles: University of California Press, 1960.

B869.3
A848d.Yc

05

MACHADO, Ubiratã. Dicionário de Machado de Assis. Rio de Janeiro:
Academia Brasileira de Letras, 2008.

B869.3
A848.Zm

Fonte: os autores (2018).

�O número do livro para os exemplos acima terá como elemento base a notação de autor
atribuída conforme prescrito na tabela Cutter-Sanborn para o sobrenome Assis, Machado: A848.
Esta escolha justifica-se pelo pressuposto de que é de interesse agrupar toda a obra de Machado de
Assis e a fortuna crítica a ela associada em um mesmo espaço.
Na sequência, será elaborada a marca da obra que deriva da primeira letra significativa do
título original da obra a ser ordenada: no exemplo 01 a letra d remete à inicial da palavra Dom,
primeira letra presente no título. No caso das traduções ou obras críticas é recomendado que se use
estejam espacialmente agrupadas junto à obra original. A tabela ainda indica, para o caso das
qual o texto foi traduzido e da inicial do sobrenome do tradutor responsável (CUTTER, 1962). Nos
casos 02 e 03 emprega-se a notação .Ic pois trata-se de tradução para o idioma inglês, realizada por
Helen Caldwell. Ainda em relação ao terceiro exemplo, no caso de várias edições de uma mesma
obra, representam-se as diversas edições pela indicação do número da edição ou da data de
publicação das edições subsequentes à primeira existente na coleção. O exemplo em questão opta
pela indicação da edição por meio da colocação da data de publicação (1971) que permite, então,
que se distinga as duas edições e, ainda, que a edição de 1966 esteja anteposta na estante à de 1971.
Já para o exemplo 04, relativo a uma crítica sobre Dom Casmurro, é recomendado que se
original e, em seguida, registre-se a inicial do sobrenome do crítico em letra minúscula (.Yc

c

pois no exemplo a crítica é Helen Caldwell). Portanto, embora não seja a obra Dom Casmurro, mas
com ela estabeleça uma clara relação associativa, a marca da obra se faz para o título da obra em
que se baseia a crítica e não título da própria crítica.
Consoante a mesma lógica, o exemplo 05 explicita as orientações da tabela Cutter-Sanborn
(1962) para os dicionários relativos a uma obra ou ao conjunto de obras de um determinado autor.
Neste caso, trata-se de dicionário relativo à obra completa de Machado de Assis, daí a ausência da
notação indicativa de um título específico, sendo a notação de autor já seguida pela indicação da
renome do autor do dicionário.
Segundo as instruções, tem-se uma notação que se refletirá espacialmente em uma
sequência linear da obra original, seguida de imediato de suas traduções e ainda das obras críticas e
dos dicionários escritos sobre ela. Desta maneira, o conjunto da obra de um autor pode ser
agrupado de modo rigoroso fazendo com que cada uma de suas obras seja acompanhada de suas
traduções e de sua fortuna crítica, sendo ainda seguida pelas publicações críticas e pelos
dicionários que se referem à obra como um todo. Como último elemento, em todos estes casos,

�existindo mais de um item, é possível também individualizá-los por meio da indicação de um
número correspondente ao do item: 2 para o segundo, 3 para o terceiro e assim sucessivamente.
Analisados a partir dos atributos das quatro entidades do grupo 1 do modelo conceitual
FRBR, os números do livro dos cinco exemplos abarcam diferentes atributos presentes em cada
item, é representado pelo
próprio número de chamada e, portanto é único para cada item da coleção. Nesta estrutura, no
obra.
No segundo exemplo, por se tratar de uma tradução para a língua inglesa, os atributos
respectivamente das entidades obra, expressão e manifestação, foram mobilizados (d.Ic). O
mesmo ocorre com o te
expressão da
mesma obra do segundo exemplo.
O quarto e quinto exemplos representam novas obras e os atributos identificados remetem
às entidades obra e manifestação

Percebe-se com isso que o número do livro elaborado para os exemplos apresenta
elementos correspondentes aos que são conferidos às entidades obra, expressão e manifestação e
que a ordem de apresentação destes elementos segue a sequência dos atributos presentes nessas
entidades respectivamente.
A fim de atender à necessidade dos usuários, o catálogo estruturado com base nos FRBR
pode estabelecer relações entre os atributos das entidades. A seguir, com base no trabalho de
Moreno (2006), simula-se em ordem alfabética o resultado de uma busca feita pela entidade obra
em catálogo FRBRizado com os cinco exemplos levantados para discussão.
Autor: Assis, Machado de
Obra: Dom Casmurro
Forma: texto Inglês
Edição:
Título: Dom Casmurro : a novel

�Indicação de responsabilidade: by Machado de Assis ; translated and with an
introduction by Helen Caldwell.
Imprenta: Los Angeles: University of California Press, 1966
Descrição física: xxi, 269 p. ; 21 cm
Edição: 2nd
Título: Dom Casmurro : a novel
Indicação de responsabilidade: by Machado de Assis ; translated and with an
introduction by Helen Caldwell
Imprenta: Los Angeles: University of California Press, 1971
Descrição física: 269 p. ; 21 cm
Forma: texto Português
Edição:
Título: Dom Casmurro
Indicação de responsabilidade: Machado de Assis
Imprenta: São Paulo: Ática, 1985
Descrição física: 152p.
Autor: Caldwell, Helen
Obra: The Brazilian Othello of Machado de Assis: a study of Dom Casmurro
Forma: texto Inglês
Edição:
Título: The Brazilian Othello of Machado de Assis: a study of Dom Casmurro
Indicação de responsabilidade: Helen Caldwell
Imprenta: Berkeley, Los Angeles: University of California Press, 1960
Descrição física: vii, 194 p. ; 23 cm.
Autor: Machado, Ubiratã
Obra: Dicionário de Machado de Assis
Forma: texto Português
Edição:
Título: Dicionário de Machado de Assis
Indicação de responsabilidade: Ubiratã Machado ; [apresentação de Cícero
Sandroni]
Imprenta: Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2008
Descrição física: 375 p. : il., (algumas color.) ; 28 cm

Como é possível observar, num catálogo FRBRizado, os exemplos 01, 02 e 03 seriam
apresentados conjuntamente, de modo similar ao que é possibilitado espacialmente pelo número do
livro enquanto elemento constituinte do número de chamada. Expressa-se, portanto, tanto para o
processo de catalogação quanto para o de ordenação, proximidade entre uma obra e suas
expressões. De modo distinto as obras 4 e 5, que poderiam ser associadas no catálogo às demais
por meio de seu assunto, são espacialmente aproximadas pelo número de classe e, em função do
número do livro são aproximadas das demais obras de Machado de Assis e à respeito de sua obra.
Nestes dois últimos exemplos, a autoria não é elemento primário dentro da composição do número
do livro e ocupa posição flutuante a depender da disposição que se espera atribuir à coleção, já que
o autor referenciado pela notação de autor é Machado de Assis, e não os responsáveis pela crítica e
pelo dicionário.

�Assim, a proposta de analisar a estruturação do número de chamada, em especial o número
do livro em Cutter, à luz do modelo conceitual FRBR, permite perceber que a articulação entre
obras e suas derivações pode ser realizada não apenas entre os registros, mas que a espacialidade
da ordenação, que se coloca como modo de leitura de certa coleção, também pode estar
conscientemente projetada sobre princípios bastante similares.
5 CONCLUSÃO
No contexto de bibliotecas, a elaboração de sistemas pressupõe a articulação entre os
vários processos que compõem a organização da informação. A análise acima, ainda que breve e
lacunar, permite abrir caminhos que apontem para uma maior compreensão das especificidades e
das zonas de interseção entre a catalogação e a ordenação de documentos. Neste sentido, ela traz à
tona a atualidade do número de chamada não apenas enquanto modelo operacionalizável para a
ordenação de documentos, mas como construção elaborada a partir de princípios genéricos que
permitem alto grau de correlação com entidades e atributos do FRBR. Considera-se, portanto, a
pertinência de pensar as escolhas dos métodos de ordenação de documentos empregados não
apenas quanto à sua disseminação em determinada comunidade, mas quanto à pertinência dos
elementos que ela incorpora para o público a que destina, a instituição em que se insere e aos
documentos com os quais opera.
O uso do número de chamada em bibliotecas tem potencial para agrupar documentos cujas
relações, num primeiro momento, não seriam obviamente lembradas e é precisamente nesta
potencialidade que ele pode ser lido enquanto um aliado na FRBRização das coleções. A
relevância de um catálogo consistente e amigável ao usuário reforça, e não diminui, o valor de uma
coleção coerentemente ordenada e, dentro dos vários modelos possíveis de realizar esta disposição,
o número de chamada incorpora elementos que parecem especialmente adequados para coleções
especializadas. Uma apreciação mais criteriosa do uso do número de chamada pode permitir,
inclusive, ofertar aos usuários modos de leitura mais propositivos e significativos para a exploração
dos conteúdos dos documentos, fomentando sua apropriação e dando relevo às ações dos
profissionais.
Cabe ressaltar que a proposta sistematizada por Cutter na virada do século XIX para o XX e
alvo desta análise não é a única existente, tampouco a única possível. É recomendável que as
instituições façam adaptações nos modelos utilizados de modo a torná-los compatíveis com as
demandas que se colocam. Todavia, alterar de modo coerente e crítico um modelo exige conhecer
seus elementos basilares e os potenciais de uso em correlação aos demais processos de organização
da informação. Pensar a pertinência dos modelos implica em fazer escolhas que poderão impactar

�diretamente os modos de acesso aos documentos e favorecer a serendipidade nas bibliotecas, neste
caso não meramente acidental, mas catalisada por ações propositadamente realizadas a fim de
instigar e munir de fontes seus usuários.

REFERÊNCIAS
BARDEN, B. R. Book numbers: a manual for students, with a basic code of rules. Chicago:
American Library Association, 1937. Disponível em:
&lt;https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=mdp.39015033787162&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
CUTTER, C. A. Explanação das marcas de autor Cutter-Sanborn: tabelas com três algarismos.
2. ed. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Oficial, 1962.
CUTTER, C. A. Explanation of the alphabetic-order marks (three-figure tables). Northampton:
Herald Job Print, 1908. Disponível em: &lt;https://archive.org/details/explanationofalp00cuttrich&gt;.
Acesso em: 18 dez. 2017.
DECLARAÇÃO dos Princípios Internacionais de Catalogação. 2009. Tradução de Lídia Alvarenga
e Márcia Milton Vianna. Disponível em: &lt;http://www.ifla.org/files/cataloguing/icp/icp_2009pt.pdf&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
DEWEY, M. Classification and subject index for cataloguing and arranging the books and
the pamphlets of a library. Hartford: Case, Lockwood &amp; Brainard Company, 1876. Disponível
em: &lt;https://archive.org/details/classificationan00dewerich&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
IFLA Study Group on the Functional Requirements for Bibliographic Records. Functional
requirements for bibliographic records: final report. Munich: Saur, 1998. (IFLA UBCIM
publications new series; vol. 19). Disponível em:
&lt;https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr/frbr.pdf&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
IFLA Study Group on the Functional Requirements for Bibliographic Records. Requisitos
funcionais para registros bibliográficos: relatório final. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal,
2008. Tradução Fernanda Maria Guedes de Campos.
LE BOEUF, P. O Admirável mundo novo do FRBR. In: REUNIÃO DA IFLA DE
ESPECIALISTAS PARA UM CÓDIGO DE CATALOGAÇÃO INTERNACIONAL, 5., 2007,
Pretória, África do Sul. Anais... Tradução de Fernanda Moreno; Revisão de Márcia Rosetto.
Disponível em:
&lt;http://www.imeicc5.com/download/portuguese/Presentations2c_BraveNewFRBRWorld(PR)_Por
t.pdf&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
LEHNUS, D. J. Notação de autor: manual para bibliotecas. Rio de Janeiro: Brasilart, 1978.
MANN, M. Introduction to cataloging and the classification of books. Chicago:
American Library Association, 1930.

�MORENO, F. P. Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos - FRBR: um estudo no
catálogo da Rede Bibliodata. 2006. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)Universidade de Brasília, Brasília, 2006. Disponível em:
&lt;http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/2565/1/DISSERTACAO%20FERNANDA%20MORE
NO%20-%20UnB.pdf&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
MORENO, F. P.; MÁRDERO ARELLANO, M. A. Requisitos funcionais para registros
bibliográficos - FRBR: uma apresentação. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Campinas, v. 3, n. 1, p. 20-38, jul./dez. 2005. Disponível em:
&lt;https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/2052/2182&gt;. Acesso em: 18
dez. 2017.
ORTEGA, C. D.; SILVA, C. M. A. da; SANTOS, M. N. dos. A ordenação de documentos na
atividade bibliotecária. Brasília: Briquet de Lemos, 2016.
RANGANATHAN, S. R. Prolegomena to Library Classification. 3rd. ed. New York: Asia
Publishing House, 1967.
SATIJA, M. P. Book number and call number. In: ENCYCLOPEDIA of library and information
science. New York: Marcel Dekker, 1990, v. 45, p. 18-45.
SILVA, C. M. A. da. Para uma abordagem contemporânea sobre ordenação de documentos:
propostas do século XIX e início do XX. 2016. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)
Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016.
Disponível em: &lt;http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/BUBDAMWGPB/camila_silva___disserta__o_para_uma_abordagem_contempor_nea_sobre_a__ordena_
_o_de_documentos.pdf?sequence=1&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
SILVEIRA, N. C. Análise do impacto dos requisitos funcionais para registros bibliográficos
(FRBR) nos pontos de acesso de responsabilidade pessoal. 2007. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação) Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2007.
Disponível em: &lt;http://tede.bibliotecadigital.puccampinas.edu.br:8080/jspui/bitstream/tede/806/1/NAIRA%20CHRISTOFOLETTI%20SILVEIRA.
pdf&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="50">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51405">
                <text>SNBU - Edição: 20 - Ano: 2018 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51406">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51407">
                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51408">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51409">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51410">
                <text>2018</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51411">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51412">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51413">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62293">
              <text>Frbrizando as coleções a partir do número de chamada: uma aproximação possível.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62294">
              <text>Silva, Camila M. A. da; Tolentino, Vinicius de Souza </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62295">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62296">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62297">
              <text>2018</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62299">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="62300">
              <text>A partir do final do séc. XX a International Federation of Library Associations and Institutions promoveu estudos e debates relacionados à aplicabilidade das novas tecnologias de informação e comunicação incorporadas pela área. Dentre os estudos que culminaram em diretrizes para processos, produtos e instrumentos documentários destaca-se o modelo conceitual Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR). O número de chamada exerce papel relevante nas bibliotecas, visto que a ordenação de documentos se configura como proposta de leitura da coleção, estabelece, para fins de acesso, o elo entre o registro do documento na base de dados e o local que o documento ocupa na coleção, e ainda contribui para a gestão no tocante aos usos do espaço. O presente artigo tem por objetivo analisar a construção do número do livro associando-o aos atributos das entidades do grupo 1 do modelo conceitual FRBR. Para a fundamentação teórica discute os trabalhos de Barden (1937), Lenhus (1978), Satija (1990), Ortega, Silva e Santos (2016), Cutter (1908, 1962), Moreno e Márdero Arellano (2005), Moreno (2006), Silveira (2007) e FRBR (1998, 2008). Como metodologia realiza pesquisa de cunho exploratório com finalidade explicitar como a disposição espacial da coleção a partir do número de chamada apresenta aos usuários uma aproximação da estrutura preconizada pelo FRBR. Conclui apontando a atualidade do número de chamada, não apenas enquanto modelo operacionalizável para a ordenação de documentos, mas como construção elaborada a partir de princípios genéricos que permitem alto grau de correlação com entidades e atributos do modelo conceitual FRBR.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69324">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
