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                  <text>Eixo III - Ensino
MAPEAMENTO DO ENSINO DO CÓDIGO DE CATALOGAÇÃO RDA NAS
GRADUAÇÕES BRASILEIRAS DE BIBLIOTECONOMIA: UMA ANÁLISE DOS
CURSOS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS
MAPPING OF THE TEACHING OF THE CATALOG CODE RDA OF THE BRAZILIAN
LIBRARIANSHIP GRADUATIONS: AN ANALYSIS OF THE COURSES OF THE FEDERAL
UNIVERSITIES

Resumo: identificaram-se os fundamentos para o ensino do código de catalogação Resource
Description and Access (RDA) nas graduações brasileiras de Biblioteconomia de instituições
federais. A questão que norteou esta pesquisa foi: quais são os fundamentos utilizados para ensinar
o código de catalogação RDA nas graduações brasileiras de Biblioteconomia de instituições
federais? A partir dessa problemática, estabeleceram-se os seguintes objetivos: a) levantar os
projetos políticos pedagógicos (PPP) e planos de ensino das graduações brasileiras de
Biblioteconomia de instituições federais de ensino superior; b) identificar os termos que nomeiam
conteúdos que fundamentam o ensino do o código de catalogação RDA e c) identificar as
referências de obras que fundamentam o ensino do código de catalogação RDA. Com uma
abordagem quanti-qualitativa, fez-se uma análise documental dos projetos políticos pedagógicos e
planos de ensino dos cursos Biblioteconomia das universidades federais brasileiras. Constatou-se
que a média de carga horária investida no ensino de representação descritiva é de 145,6, sendo a
UFES (180h), a UFG (192h), a UFRN (180h), a UFRS (180h) e a UFSCar (180h) com maior carga
horária. Contudo, a UFG, a UFMA, a UFMG e a UFSCar foram as instituições que apresentaram
mais fundamento para o ensino do código RDA.
Palavras-chave: Resource Description and Access (RDA). Código de catalogação. Representação
Descritiva. Biblioteconomia.
Abstract: We identified the fundamentals for the teaching of the cataloging rules Resource
Description and Access (RDA) in the Brazilian graduations of librarianship of Brazilian federal
institutions. The question, which guided this research, was: what are the fundamentals used to
teach the RDA cataloging rules in Brazilian undergraduate degrees in librarianship? From this
problematic, the following objectives were established: a) to raise pedagogical political projects
(PPP) and plans of education of the Brazilian graduations of librarianship of federal institutions; b)
identify the terms that name content that supports the teaching of the RDA cataloging rules and c)
identify the references of works that support the teaching of the RDA cataloging rules. With a
quantitative-qualitative approach, a documentary analysis of the PPPs and teaching plans of the
librarianship courses of the federal institutions of Brazil was done. It was found that the average

�time spent teaching descriptive representation was 145.6, with UFES (180h), UFG (192h), UFRN
(180h), UFRS (180h) and UFScar (180h) ) with higher working hours. However, UFG, UFMA,
UFMG and UFSCar were the institutions that provided the most foundation for teaching the RDA
rules.
Keywords: Resource Description
Representation. Librarianship.

and

Access

(RDA).

Cataloging

rules.

Descriptive

1 INTRODUÇÃO
Os últimos anos têm sido generosos com a catalogação, que tem sofrido significativos
avanços. Historicamente, a catalogação descritiva tem se adaptado às transformações sociais e
tecnológicas. Principalmente, na era contemporânea. Com o advento da internet, mais um desafio
foi lançado e a catalogação tem buscado enfrenta-lo. Exemplo disso é a criação de princípios
internacionais de catalogação, que possibilitou uma internacionalização dos códigos; o
estabelecimento de formatos de metadados que proporcionaram uma cooperação entre
catalogadores; a formulação de modelos conceituais que servem para embasar novos códigos e a
criação de um novo código de catalogação, mais atento aos tipos de recursos e conteúdos
informacionais.
Esse código é o Resource Description and Access (RDA). Publicado, em 2010, o RDA visa
substituir o Código de Catalogação Anglo-americano -2ª edição (AACR2), pois apresenta uma
linguagem desatualizada e incompatível com a descrição de recursos na Web. O RDA possui uma
linguagem mais flexível e alinhada à demanda atual, visto que, foi criado com base nos pontos
fortes do AACR2, nos princípios internacionais de catalogação e nos modelos conceituais
Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) e Functional Requirements for
Authority Data (FRAD). Este código tem compatibilidade com o formato MARC 21 e aspira
futuras soluções para a catalogação em rede. Nesta perspectiva, acredita-se que o ensino do RDA
seja essencial às graduações de Biblioteconomia, visto que a adesão a ele parece benéfica.
Contudo, considera-se que seja indispensável a abordagem histórica conceitual da catalogação que
influenciou o desenvolvimento do código. Sendo assim, este trabalho questiona: quais são os
fundamentos da catalogação utilizados para embasar o ensino do código RDA nas graduações
brasileiras de Biblioteconomia?
A partir dessa questão, esta pesquisa tem como objetivo: identificar os fundamentos da
catalogação necessários para ensinar o código RDA nas graduações brasileiras de Biblioteconomia.
Especificamente, os objetivos são: a) levantar os projetos políticos pedagógicos (PPP) e planos de
ensino das graduações brasileiras de Biblioteconomia de instituições federais; b) identificar os

�termos que nomeiam conteúdos que fundamentam o ensino do o código de catalogação RDA; c)
identificar as referências de obras que fundamentam o ensino do código de catalogação RDA.
2 PERCURSO HISTÓRICO DA CATALOGAÇÃO

A palavra catalogação, para Mey (1995, p. 8), vem do grego, com a junção dos termos: kata
ou

e logos

. Sendo assim,

catalogação significa uma organização de mensagens lógicas para que estas estejam de acordo com
algo. Para Alves e Santos, a catalogação
nasceu da necessidade de estabelecimento de regras para a construção dos catálogos,
porém, foi sendo desenvolvida e aprimorada, tornando-se não só uma técnica para a
construção de catálogos, mas, principalmente, uma disciplina científica com teorias e
métodos próprios para o processamento e tratamento descritivo da informação. (ALVES;
SANTOS, 2013, p. 24).

Nota-se que a catalogação deixou de ser só uma prática profissional para ser uma área de
estudo científico. Isso garante constantes atualizações e reflexões dos seus modelos teóricos e
práticos de estabelecimento de regras e visões catalográficas. Mey e Silveira afirmam que
catalogação é:
O estudo, preparação e organização de mensagens, com base em registros do
conhecimento, reais ou ciberespaciais, existentes ou passíveis de inclusão em um ou vários
acervos, de forma a permitir a interseção entre as mensagens contidas nestes registros do
conhecimento e as mensagens internas dos usuários. (MEY; SILVEIRA, 2009, p. 7).

As mensagens são criadas com o objetivo de serem comunicadas. Para que isso ocorra de
forma satisfatória, a catalogação deve cumprir algumas funções. Para Mey e Silveira (2009) essas
funções são: integridade, clareza, precisão, lógica e consistência. Essas características garantem um
melhor processo comunicativo entre usuário e acervo.
A catalogação tem suas origens há séculos atrás. A biblioteca mais antiga de que se tem
conhecimento atualmente, data do terceiro milênio antes de Cristo, e era localizada em Ebla (atual
Síria). Sua descoberta ocorreu entre 1974 e 1976, por Paolo Matthiae. A biblioteca possuía entre
15.000 e 17.000 tábuas de argila, segundo diferentes autores, que correspondiam a cerca de quatro
mil documentos, em escrita cuneiforme, organizados em estantes de acordo com seu conteúdo
temático. Apresentava, também, tábulas com resumos dos documentos. (MEY; SILVEIRA, 2009).

�Calímaco (310 a.C.-235 a.C.) foi um poeta, bibliotecário, gramático e mitógrafo grego. Ele
trabalhou na Biblioteca de Alexandria, onde compilou o Pinakes, um dos primeiros instrumentos
de organização bibliográfica que se tem notícia. (CAMPELLO, 2006).
Quadro 1

Divisões do Pinakes

Fonte: elaborado pelo o autor, 2018.

Como pode ser observado no Quadro 1, O Pinkaes era, dividido por áreas de conhecimento,
que os gregos consideravam como classes principais. Em cada uma dessas divisões os autores eram
arranjados em ordem alfabética e sobre cada uma, havia uma breve nota biográfica e uma análise
daquele trabalho. (CAMPELLO, 2006).
Em 1598, o professor e diplomata inglês Sir Thomas Bodley criou um código minucioso de
catalogação. Entre as normas, indicava o arranjo sistemático, com um índice alfabético organizado
pelo sobrenome dos autores, e incluía as entradas analíticas. Na França, em 1627, Gabriel Naudé
escreveu um livro intitulado ´Conselhos para formar uma biblioteca`. Ele recomendava um
catálogo dividido em duas seções: uma por autores e outra por assuntos. Já em 1697, Frédéric
Rostgaard publicou suas normas sobre organização do catálogo. Mais tarde, em 1839, surge o
Código de Panizzi, conhecido por suas 91 regras. Em 1850, Charles C. Jewett cria um código com
base no código de Panizzi. No mesmo ano, 1850, surgiu na Alemanha o código de Munique.
Criado por cientistas e filósofos, esse foi um código com grande influência nos países de língua
alemã. Já em 1876, Melvil Dewey também estabeleceu regras simplificadas de catalogação, mas
seu renome se deve à classificação decimal. Ainda em 1876, Charles Ammi Cutter publicou suas
Reg

Cutter não elaborou apenas um código de

catalogação, mas uma declaração de princípios. Cutter criou, ainda, um esquema de classificação e
uma representativa de sobrenomes. Ele determinou os objetivos do catálogo e ditou a visão do
catalogador, que influenciam sobremaneira a Declaração dos Princípios Internacionais de
Catalogação (2009). Na virada do século XX, havia códigos nacionais de catalogação na

�Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Países Baixos, Itália, Suíça, Vaticano e países
escandinavos. (MEY, SILVEIRA, 2009).
A Library of Congress (LC) começou a venda de fichas impressas em 1901. Isso resultou
numa padronização da catalogação, visto que quem comprava as fichas da LC, estava seguindo as
regras que ela usava para elaborar as fichas. A partir deste contexto, a American Library
Association (ALA) nomeou uma comissão para estudar as regras adotadas pela LC em colaboração
com a Library Association da Inglaterra. A partir do estudo, a ALA publica, em 1908, a primeira
edição do seu código, utilizando regras de Panizzi, Cutter, Jewett e a LC: Cataloging rules: author
and titles entries. O AACR teve suas origens com esse código da ALA. Identificado como Código
da ALA, teve uma 2ª edição preliminar, em 1941, e a definitiva, em 1949. Objeto de críticas e
estudos por algum tempo, após a Conferência de Paris (1961), surge, como 1ª edição, o AngloAmerican Cataloguing Rules

AACR, em 1967. (MEY, SILVEIRA, 2009).

Ainda na década de 60, o Machine Readable Cataloging (MARC) se desenvolveu
juntamente aos computadores para facilitar a transferência de dados bibliográficos entre sistemas
de computadores. Em 1971, a International Federation of Library Associations and Institutions
(IFLA) publica a primeira International Standard Bibliographic Description (ISBD). Mais tarde, a
IFLA contribuiu também para catalogação, com a criação dos modelos conceituais: em 1998, com
o Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR); em 2009, com o Functional
Requirements for Authority Data (FRAD) e; em 2010, com o Functional Requirements for Subject
Authority Data (FRSAD).
Em meio a essas várias transformações surge, em 2002, a segunda edição do Código de
Catalogação Anglo-Americano. Contudo, a segunda edição do AACR não conseguiu lidar
adequadamente com as alterações sociais e tecnológicas dos meios informacionais. Por isso, o
Joint Steering Committee (JSC) buscou uma nova atualização do AACR. Foi tamanha a mudança
que se considerou que havia um novo código, o Resource Description and Access (RDA), cuja
primeira edição foi publicada em 2010. Como afirma Oliver, o RDA é um código de
catalogação que substitui as Anglo-American cataloguing rules, 2nd edition (AACR2)
[Código de catalogação anglo-americano, 2ª edição]. Apensar de manter uma forte
relação com as AACR2, a RDA delas difere em muito, devido a ser baseada numa
estrutura teórica, ter sido projetada para o ambiente digital e seu escopo ser mais
abrangente do que o das AACR2. (OLIVER, 2011, p. 1).

Além do AACR2, o RDA se baseia, principalmente: na a) Declaração dos Princípios
Internacionais de Catalogação; no b) FRBR e no c) FRAD.
Em 1961, na França, houve a primeira Conferência Internacional sobre Princípios de
Catalogação. Dessa conferência surgiu a Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação,

�conhecida como Princípios de Paris. Essa declaração passou por atualizações, sendo sua última
edição de 2009. Assim como o AACR, o RDA se baseia nos Princípios Internacionais de
Catalogação. Como afirma Oliver (2011, p. 9) ´´a introdução à RDA dá continuidade à prática
adotada pelas AACR que era situar a norma em relação às normas e iniciativas internacionais
existentes relativas a dados bibliográficos``.
Além da Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação, o RDA baseia-se no
FRBR e no FRAD, ou seja, nos modelos conceituais. Para Oliver (2011, p. 9) ´´estes modelos
moldaram a estrutura da RDA e influenciaram a linguagem empregada nas instruções. Um certo
conhecimento dos antecedentes desses modelos poderá ajudar a explicar a natureza da RDA e
como ela difere das AACR2.`` Por causa da influência desses modelos conceituais, Oliver (2011)
afirma que o RDA vai ter um foco maior no usuário. O RDA segue os termos das tarefas dos
usuários: encontrar, identificar, selecionar e obter (FRBR); encontrar, identificar, contextualizar e
justificar (FRAD). Além disso, no RDA, os dados de autoridade serão mais minuciosos, visto que
o FRAD apresenta essa complexidade das autoridades que foi seguida pelo RDA. Provavelmente, a
principal mudança do AACR2 para o RDA seja em sua estrutura. O AACR2 trabalha com
capítulos que representa tipos de materiais. O RDA, por sua vez, trabalha com entidades, atributos
e relações, ou seja, sua proposta é permitir que se catalogue qualquer tipo de recurso
informacional, inclusive os que vão existir.
Com base nessa breve explanação, acredita-se que é necessário, como fundamentos para
melhor compreensão do RDA: a Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação, o FRBR
e o FRAD. Evidentemente, outros conteúdos são importantes para uma prática catalográfica
usando o RDA, mas seriam esses fundamentos citados os principais elementos necessários para o
ensino do código RDA.
Quadro 2

Paralelo entre os Períodos Históricos da Humanidade e da Catalogação

Fonte: (ALVES; SANTOS, 2013, p. 25).

Todo esse percurso histórico da catalogação pode ser resumido em períodos históricos.
Como mostra o Quadro 2, a Idade Contemporânea tem o maior impacto na catalogação, devido as

�transformações tecnológicas. Nota-se que o último período se adequa a proposta do RDA, um
código para o ambiente digital.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Com objetivo de responder à questão desta pesquisa, seguiu-se os seguintes procedimentos:
a) buscou-se, no sistema e-MEC165, as graduações do curso de Biblioteconomia; b) com o objetivo
de uma maior garantia nas respostas, realizou-se um recorte e solicitou-se os PPPs e planos de
ensino somente das instituições de ensino superior federal, visto que para solicitar de instituições
particulares e estaduais, seriam necessários outros procedimentos de busca que não seriam
compatíveis com o percurso desta pesquisa. Observa-se que, no Quadro 3, quatro instituições não
responderam a solicitação do PPP e dos planos de ensino do curso de Biblioteconomia. Vale
ressaltar que o pedido foi realizado pelo portal e-SIC166 do Governo Federal, que atende a Lei nº
12.527/2011, conhecida como Lei de acesso a informação. Essa lei estabelece prazos para resposta.
Após o prazo para resposta, foi feita mais uma solicitação, no entanto, as instituições apresentadas
no Quadro I continuaram sem responder satisfatoriamente. A UFBA respondeu que daria
celeridade nos procedimentos de resposta, mas até a submissão deste artigo para evento, tal
instituição não tinha enviado os documentos solicitados.
Vale ressaltar que Fundação Universidade de Brasília (UNB) respondeu que está
construindo um novo PPP do curso de Biblioteconomia. Sendo assim, a UNB, a UFBA, a UFF, a
UFPA e a UNIR não apresentaram documentos para a realização desta pesquisa. Portanto, das 21
instituições de ensino superior na esfera federal, 16 responderam os requisitos deste trabalho.
Quadro 3
Nº
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
165
166

Instituições de Ensino Superior Federal que têm curso de Biblioteconomia

INSTITUIÇÃO
UFAL Universidade Federal de Alagoas
UFAM Fundação Universidade do Amazonas
UFBA Universidade Federal da Bahia
UFC Universidade Federal do Ceará
UFCA - Universidade Federal do Cariri
UFES Universidade Federal do Espírito Santo
UFF Universidade Federal Fluminense
UFG Universidade Federal de Goiás
UFMA Fundação Universidade Federal do Maranhão
UFMG Universidade Federal de Minas Gerais
UFMT Fundação Universidade Federal de Mato Grosso
UFPA Universidade Federal do Pará
UFPE Universidade Federal de Pernambuco
UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro

http://emec.mec.gov.br/
https://esic.cgu.gov.br/sistema/principal.aspx

RESULTADO
RESPONDEU
RESPONDEU
NÃO RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU
NÃO RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU
NÃO RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU

�16
17
18
19
20
21

UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte
UFS Fundação Universidade Federal de Sergipe
UFSC Universidade Federal de Santa Catarina
UFSCar Fundação Universidade Federal de São Carlos
UNB Fundação Universidade de Brasília
UNIR Fundação Universidade Federal de Rondônia
Fonte: elaborado pelo o autor.

RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU
RESPONDEU
NÃO RESPONDEU
NÃO RESPONDEU

Após as solicitações e o recebimento dos PPPs e planos de ensino dos cursos de
Biblioteconomia, c) analisou-se as ementas e as referências de disciplinas de catalogação167, a fim
de identificar termos e obras que fundamentam o ensino do RDA nas graduações de
Biblioteconomia. A partir da revisão de literatura, acredita-se que os assuntos mais específicos que
devem ser trabalhados para o ensino do RDA são: a) a Declaração dos Princípios Internacionais de
Catalogação; b) os Requisitos Funcionais de Registros Bibliográficos (FRBR); c) os Requisitos
Funcionais de Dados de Autoridade (FRAD) e d) o código de catalogação RDA. Sendo assim,
buscou-se nas ementas e nas referências dos planos de ensino os termos que tratassem desses
assuntos.
4. RESULTADOS E ANÁLISES
A Tabela 1 apresenta as instituições que responderam esta pesquisa satisfatoriamente, ou
seja, disponibilizaram seu PPP e seus planos de ensino. A partir desse material, percebe-se que os
PPPs mais antigos são da UFC e da UFCA, do ano de 2006. Já o PPP mais recente é da UFAL, do
ano de 2017. Nota-se que a média de carga horária investida no ensino de representação descritiva
é de 145,6 horas, sendo a UFES (180h), a UFG (192h), a UFRN (180h), a UFRS (180h) e a
UFSCar (180h) as instituições com maior carga horária. Ressalva-se que todos esses cursos contam
com três disciplinas sobre catalogação nas suas grades.
Tabela 1
Nº

INSTITUIÇÃO

01

UFAL Universidade Federal de Alagoas

02

UFAM

Fundação Universidade do Amazonas

03

UFC

04

UFCA - Universidade Federal do Cariri

05

167

Instituições de Ensino Superior Federal: ano do PPP, carga horária total e quantidade de disciplinas dos cursos de Biblioteconomia.

UFES

Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Espírito Santo

06

UFG Universidade Federal de Goiás

07

UFMA Fundação Universidade Federal do Maranhão

08

UFMG Universidade Federal de Minas Gerais

Ano do
PPP

2017
2008
2006
2006
2007
2016
Sem
data
2008

Carga horária
total

Quantidade de
disciplinas

120
120

2
2

120
165
128
128
180
192

2
2
2
2
3
3

Esta pesquisa ficou atenta aos diferentes termos que as disciplinas de catalogação podem apresentar, como por
exemplo, representação descritiva.

�09

UFMT Fundação Universidade Federal de Mato Grosso

10

UFPE

11

UFRGS

12

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

UFRJ

13

UFRN

14

UFS

15

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Fundação Universidade Federal de Sergipe

UFSC

16

Universidade Federal de Pernambuco

UFSCar

Universidade Federal de Santa Catarina
Fundação Universidade Federal de São Carlos

Fonte: elaborado pelo o autor, 2018.

2011
2011
2011
2008
2007
2015
2013
2014

150
120
120
105
180
180
143
180
Média: 145,6

2
2
2
2
3
3
2
3

Como já foi mencionado, nesta pesquisa estabeleceu-se quatro fundamentos essenciais para
ensinar o código de catalogação RDA. O Quadro 4 mostra as instituições que apresentaram algum
termo que se refere aos fundamentos para ensinar RDA. Para sua produção, foram analisados os
PPPs/planos de ensino dos cursos de Biblioteconomia. Observa-se que quatro instituições (UFG,
UFMA, UFMG e UFSCar) apresentaram mais de dois tópicos, sendo a UFG, a única instituição
que apresentou os quatros fundamentos. É interessante notar que, dessas quatro universidades, a
UFMA e a UFMG não apresentaram mais de duas disciplinas para o ensino de catalogação.
Vale ressaltar que esses fundamentos são básicos para o ensino do RDA. Conhecer a
Declaração de Princípios Internacionais de Catalogação garante um melhor entendimento sobre um
código que já nasceu para ser internacional, isto porque os fundamentos da área não foram
substituídos e sim renovados com as novas tecnologias. Além disso, como já disse a Oliver, ´´um
certo conhecimento dos antecedentes desses modelos [FRBR e FRAD] poderá ajudar a explicar a
natureza da RDA e como ela difere das AACR2.`` (OLIVER, 2011, p. 9).
Quadro 4

Fundamentos de ensino do Código de Catalogação RDA nos cursos de Biblioteconomia da instituições federais do Brasil

Nº
01
02

INSTITUIÇÃO
UFAL Universidade Federal de Alagoas
UFAM

Fundação Universidade do Amazonas

03

UFC

04

UFCA - Universidade Federal do Cariri

05

UFES

Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Espírito Santo

06

UFG Universidade Federal de Goiás

07

UFMA Fundação Universidade Federal do Maranhão

08

UFMG Universidade Federal de Minas Gerais

09
10
11
12

UFMT

UFPE
UFRGS
UFRN

14

UFS

16

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

UFSC
UFSCar

Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

UFRJ

13
15

Fundação Universidade Federal de Mato Grosso

Fundação Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal de Santa Catarina
Fundação Universidade Federal de São Carlos

DPIC

FRBR

FRAD

RDA

X
X

X

X

X

X
X
X
-

X
X
X

X
X
X

X
X
X

�DPIC
FRBR
FRAD
RDA

LEGENDA
Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação
Requisitos Funcionais de Registros Bibliográficos
Requisitos Funcionais de Dados de Autoridade
RDA

Fonte: elaborado pelo o autor, 2018.

O Quadro 5 expõe as referências que os docentes utilizam para fundamentar o ensino do
código RDA. Essas referências foram extraídas dos PPPs/planos de ensino dos cursos de
Biblioteconomia de instituições federais de ensino brasileiras. Percebe-se que a Declaração de
Princípios Internacionais de Catalogação é a referência mais citada: sete instituições (UFAL, UFC,
UFG, UFMG, UFRN, UFSC e UFSCar) ao todo. Depois da Declaração, tem-se a obra da Chris
Oliver ´´Introdução à RDA: um guia básico``, referenciada por quatro instituições (UFES, UFG,
UFMA e UFRGS). Em terceiro lugar, tem-se o relatório final do FRBR, referenciado por três
instituições (UFG, UFMG e UFSCar). Nota-se que o relatório final do FRAD não aparece nas
referências. Além disso, apenas a UFMG apresenta referência do código RDA (On-line: RDA
Tookit: resource description and access).
Nota-se que, das 11 referências, cinco estão em língua inglesa. Acredita-se que há uma
carência de publicações em Língua Portuguesa para ensinar o uso do RDA. O próprio código não
tem tradução para o Português ainda. Há, contudo, versões traduzidas do inglês para o Alemão,
Chinês,
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (Fortaleza, CE,
2017), a FEBAB estabeleceu contato com a ALA para verificar as possibilidades de um trabalho
colaborativo de tradução do código RDA. (FEBAB, 2017).
Quadro 5

As referências mais citadas para fundamentar o ensino do Código de Catalogação RDA nos cursos de Biblioteconomia das instituições
federais brasileiras.

Nº
01

02

03

REFERÊNCIAS

INTERNATIONAL FEDERATION OF
LIBRARY ASSOCIATIONS AND
INSTITUTIONS. Declaração de
princípios internacionais de catalogação.
2009.
OLIVER, Chris. Introdução à RDA:
um guia básico. Brasília: Briquet de
Lemos, 2011.
INTERNATIONAL FEDERATION OF
LIBRARY ASSOCIATIONS AND

INSTITUIÇÕES
UFAL Universidade Federal de Alagoas
UFC Universidade Federal do Ceará
UFG Universidade Federal de Goiás
UFMG Universidade Federal de Minas Gerais
UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte
UFSC Universidade Federal de Santa Catarina
UFSCar Fundação Universidade Federal de São Carlos
UFES Universidade Federal do Espírito Santo
UFG Universidade Federal de Goiás
UFMA Fundação Universidade Federal do Maranhão
UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFG Universidade Federal de Goiás
UFMG Universidade Federal de Minas Gerais

�09

04

13

10

05
07
14

12

15
08

06

INSTITUTIONS. Functional
requirements for bibliographic
records: final report. München: K. G.
Saur, 1998.
ASSUMPÇÃO, Fabrício Silva;
SANTOS, Plácida Leopoldina V.A.C. A
utilização do Resource Resource
Description and Access (RDA) na
criação de registros de autoridade para
pessoas, famílias e entidades coletivas.
Encontros Bibli: revista eletrônica de
Biblioteconomia e ciência da
informação, v.18, n.37, 2013.
FUSCO, Elvis. Aplicação dos FRBR
na modelagem de catálogos
bibliográficos digitais. São Paulo:
Cultura Acadêmica, 2011.
HART, Amy. The RDA primer: a
guide for the occasional cataloger. Santa
Barbara, Calif.:
Linworth, 2010. xiii, 89 p.
HATSEK, Iuri Noimann;
HILLESHEIM, Araci I. A. Resouce
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(2. : Rio de Janeiro : 2013).
JOINT STEERING COMMITTEE.
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LEBOEUF, P. O admirável mundo novo
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MAXWELL, Robert L. Maxwell's
handbook for RDA: explaining and
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access using MARC
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Association, 2013.
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workbook: learning the basics of
Resource Description and Access. Santa
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Affect Our Retrieval.
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TILLETT, Barbara. O que é FRBR?:

UFSCar

UFSC

Fundação Universidade Federal de São Carlos

Universidade Federal de Santa Catarina

UFG Universidade Federal de Goiás

UFMG Universidade Federal de Minas Gerais

UFSC

Universidade Federal de Santa Catarina

UFG Universidade Federal de Goiás

UFSCar

Fundação Universidade Federal de São Carlos

UFMG Universidade Federal de Minas Gerais

UFMG Universidade Federal de Minas Gerais

UFMG Universidade Federal de Minas Gerais

UFSCar

Fundação Universidade Federal de São Carlos

UFG Universidade Federal de Goiás

�11

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bibliográfico. Biblioteca do Congresso,
2003.
WEBER, Mary Beth; Austin, Fay
Angela. Describing Electonic, digital,
and other media using AACR2 and
RDA. Ney York: Neal-Schuman
Publishers, 2011.

UFSC

Universidade Federal de Santa Catarina

Fonte: elaborado pelo o autor, 2018.

Atualmente, apenas uma biblioteca brasileira, a Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul, tem catalogado em RDA. Acredita-se que a principal dificuldade para a expansão
do uso do código RDA nas bibliotecas seja a sua tradução para o Português e o seu ensino nas
graduações de Biblioteconomia. Oliver (2011) apresenta algumas vantagens de adesão ao RDA,
que podem ser resumidas nos seguintes tópicos:
O RDA resulta em melhoramentos imediatos e também lança os alicerces para
melhoramentos futuros;
Com o RDA, os serviços catalográficos não devem só estar na rede, mas ser da rede;
O primeiríssimo objetivo do RDA é a receptividade às necessidades dos usuários;
O RDA inclui instruções que aumentam a precisão de pontos de acesso autorizados;
O RDA tem a capacidade de adaptação a outras comunidades além da biblioteca;
O RDA amplia os tipos de recursos para catalogação. Ou seja, o RDA conta com uma
estrutura flexível e extensível para o conteúdo e descrição técnica de todos os tipos de recursos;
O RDA é harmonizado com normas internacionais de metadados;
O RDA é harmonizado com os modelos conceituais FRBR e FRAD;
O RDA é coerente com os Princípios Internacionais de Catalogação;
O RDA faz parte do RDA Toolkit, uma ferramenta da rede que facilita o uso do RDA;
O RDA oferece ao catalogador orientação concreta para corresponder às necessidades do
usuário e registrar dados que coincidam com as tarefas específicas do usuário;
Apesar de apresentar um conjunto detalhado de instruções, o RDA também deixa espaço
para o discernimento do catalogador;
O RDA foi construído sobre os pontos fortes do AACR2;
Esse foi apenas um resumo das vantagens do RDA, de acordo com Oliver (2011).
Evidentemente, nem todas vantagens serão percebidas de imediato a implantação do código. Aos
poucos, as bibliotecas vão se adequando a esse código que veio para substituir o AACR2. Tanto
que, o JSC, que cuidava da AACR2, agora se dedica somente ao RDA.

�5 CONCLUSÃO
Acredita-se que essa pesquisa logrou os objetivos propostos, possibilitando assim,
responder sua questão norteadora. A partir do E-SIC do Governo Federal, conseguiu-se acesso aos
PPPs e planos de ensinos da maioria dos cursos de Biblioteconomia das instituições federais de
ensino do Brasil. Com esses documentos, foi possível identificar os termos e as referências que são
utilizados para fundamentar o ensino do código RDA nos cursos de graduação em
Biblioteconomia.
Ressalta-se, como desafios para esta empreitada científica, o acesso aos documentos.
Seguiu-se todos os parâmetros legais para o acesso, contudo, mesmo assim, algumas intuições não
responderam nos prazos. Além disso, analisar os PPPs e os planos de ensino mostrou-se
desafiador, já que as várias formas de construções desses documentos excluíam dados essenciais
para este trabalho.
No que se refere aos resultados, este estudo apresentou o retrato do ensino do RDA nas
instituições de ensino federal de Biblioteconomia no Brasil, até o momento. Constatou-se que a
média geral da carga horária é de 145,6 hora/aula, sendo que a UFG (192h/a) dedica maior tempo
ao ensino da disciplina de Catalogação, seguida da UFES (180h), UFRN (180h), UFRS (180h) e
UFSCar (180h). Em termos do conteúdo ministrado para embasar o ensino do código RDA
destaca-se a UFG que registra em seu PPC e planos de ensino os Princípios Internacionais da
Catalogação, os modelos conceituais FRBR e FRAD e o por fim o ensino do código RDA.
Enquanto que a UFMA e a UFMG registram conteúdos relacionados aos modelos conceituais
FRBR e FRAD e ao código RDA. A UFSCar registra conteúdos relacionados aos Princípios
Internacionais de Catalogação e aos modelos conceituais FRBR e FRAD e não ao código RDA.
Esta realidade mostra a importância da revisão dos projetos políticos pedagógicos dos
cursos de Biblioteconomia, no que tange as disciplinas de catalogação, para o efetivo ensino do
código RDA, o qual pode refletir diretamente na adoção desse código pelas bibliotecas brasileiras.
Além disso, considera relevante a discussão entre catalogadores, dedicados ao ensino e ao mercado
de trabalho, sobre a fundamentação e a prática das regras RDA. Acredita-se que o fortalecimento
do ensino do RDA irá influenciar no desempenho das atividades profissionais.
Recomenda-se outras pesquisas, em instituições estaduais e particulares, para identificar os
fundamentos utilizados para ensinar o código de catalogação RDA. Ademais, sugere-se uma
pesquisa com os docentes das disciplinas, pois pode ocorrer o ensino de certos conteúdos não
apresentados nos documentos utilizados para análise desta pesquisa. Vale ressaltar, no entanto, que

�tal prática seria incongruente com os registros legais para o ensino nas graduações de
Biblioteconomia.
REFERÊNCIAS
ALVES, Ranchel Cristina Vesu; SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa.
Metadados no domínio bibliográfico. Rio de Janeiro: Intertexto, 2013.
CAMPELLO, Bernadete. Introdução ao controle bibliográfico. Brasília, DF: Briquet de
Lemos/Livros, 2006.
FEBAB. Tradução do RDA! 2017. Disponível em:
&lt;https://www.facebook.com/febab.federacao/posts/733969646797625&gt;. Acesso em: 29 dez. 2017.
IFLA. Declaração de Princípios Internacionais de Catalogação. 2009. Disponível em: &lt;
http://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/icp/icp_2009-pt.pdf&gt;. Acesso em: 03 jan. 2018.
MEY, Eliane Serrão Alves. Considerações (preguiçosas) sobre a prática da catalogação. Revista
de Biblioteconomia, v. 19, n. 2, p. 127-136, jul./dez. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.inf.br/index.php/article/view/0000004655/9153932841f35c4d7fcd95fc467b05
64/&gt;. Acesso em: 3 jan. 2018.
MEY, Eliane S. A. ; SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural. Brasília, DF:
Briquet de Lemos/Livros, 2009.
OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros,
2011.

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                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>identificaram-se os fundamentos para o ensino do código de catalogação Resource Description and Access (RDA) nas graduações brasileiras de Biblioteconomia de instituições federais. A questão que norteou esta pesquisa foi: quais são os fundamentos utilizados para ensinar o código de catalogação RDA nas graduações brasileiras de Biblioteconomia de instituições federais? A partir dessa problemática, estabeleceram-se os seguintes objetivos: a) levantar os projetos políticos pedagógicos (PPP) e planos de ensino das graduações brasileiras de Biblioteconomia de instituições federais de ensino superior; b) identificar os termos que nomeiam conteúdos que fundamentam o ensino do o código de catalogação RDA e c) identificar as referências de obras que fundamentam o ensino do código de catalogação RDA. Com uma abordagem quanti-qualitativa, fez-se uma análise documental dos projetos políticos pedagógicos e planos de ensino dos cursos Biblioteconomia das universidades federais brasileiras. Constatou-se que a média de carga horária investida no ensino de representação descritiva é de 145,6, sendo a UFES (180h), a UFG (192h), a UFRN (180h), a UFRS (180h) e a UFSCar (180h) com maior carga horária. Contudo, a UFG, a UFMA, a UFMG e a UFSCar foram as instituições que apresentaram mais fundamento para o ensino do código RDA.</text>
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