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                  <text>Eixo III- Ensino
A AVALIAÇÃO DE CURSOS DE GRADUAÇÃO DE UNIVERSIDADES FEDERAIS:
UM ENFOQUE NAS AVALIAÇÕES EXTERNAS IN LOCO DO INEP (2016-2017)
THE EVALUATION OF GRADUATION COURSES OF FEDERAL UNIVERSITIES: A
APPROACH TO THE INEP EXTERNAL EVALUATIONS (2016-2017)

Resumo: A avaliação institucional, considerada de grande relevância para o ensino superior,
se torna estratégica para a gestão pois possibilita a tomada de decisão, a partir de resultados
apontados nas avaliações, na direção da qualidade acadêmica. Os Núcleos de Avaliação da
Unidade atuam como órgãos compromissados com as questões de avaliação envolvendo a
comunidade acadêmica num processo contínuo de avaliação interna. Na perspectiva da
autoavalição, adotou-se como ponto de partida, as proposições sinalizadas em avaliações
externas desenvolvendo uma análise que contemple singularidades da unidade acadêmica a
fim de contribuir com o planejamento da gestão de curto, médio e longo prazo. Dos pareceres
externos, buscou-se analisar indícios de cada dimensão que evidenciassem a justificativa dos
conceitos de cada item avaliado. Essa análise investigativa pretende conjugar elementos
internos e externos para fins de planejamento estratégico. Estudos específicos foram
concebidos a fim de avaliar os indícios que possibilitem a realização de uma autoavaliação da
unidade acadêmica, principalmente no que se refere à dimensão de Infraestrutura, na qual a
biblioteca está inserida.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Avaliação. Curso de graduação. Universidade
federal.
Abstract: The institutional evaluation, considered of great relevance for higher education,
becomes strategic for the management because it makes possible the decision making, from
the results indicated in the evaluations, towards the academic quality. The Unit de Avaliation
Centers as agencies committed to the evaluation issues involving the academic community as
a whole in a continuous process of internal evaluation. From the perspective of selfevaluation, we adopted as a starting point the propositions signaled in external evaluations by
developing an analysis that contemplates the singularities of the academic unit in order to
contribute to the planning of the short, medium and long term management. From the external
opinions, we sought to analyze evidence of each dimension that showed the justification of
the concepts of each evaluated item. This investigative analysis intends to combine internal
and external elements for strategic planning purposes. Specific studies were designed in order

�to evaluate the evidence that allows a self-evaluation of the academic unit, especially
regarding the Infrastructure dimension, in which the library is inserted.
Keywords: Academic library. Evaluation. Graduate courses. Federal university.
1 INTRODUÇÃO
As Instituições de Educação Superior (IES) são avaliadas periodicamente no
desempenho de suas atividades, meio e fim, através de suas unidades acadêmicas. A avaliação
institucional, considerada de grande relevância para o ensino superior, se torna estratégica
para a gestão pois possibilita a tomada de decisão, a partir dos resultados apontados nas
avaliações, na direção da qualidade acadêmica. A cultura da autoavaliação, muito incentivada
nos setores acadêmicos, vem sendo adotada no sentido de antecipar as ações em prol da
excelência, através do conhecimento e análise da realidade interna e externa da instituição.
(EYNG, 2004)
Os

Núcleos de Avaliação da Unidade, chamados NAU, atuam

como

órgãos

compromissados com as questões de avaliação envolvendo a comunidade acadêmica como
um todo

alunos, professores e técnicos administrativos num processo contínuo de avaliação

interna. Contemplando peculiaridades e especificidades, tendo como referência as dimensões
do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). (BRASIL, 2004).
Nesse sentido, o trabalho dos NAUs, na perspectiva da autoavalição, pode adotar
como ponto de partida, as proposições sinalizadas em avaliações externas desenvolvendo
assim uma análise que contemple singularidades da unidade acadêmica a fim de contribuir
com o planejamento da gestão de curto, médio e longo prazo.
A partir disso, o diagnóstico da unidade acadêmica como um todo, tendo como
pressuposto os indicadores estabelecidos pelos pareceres no Instrumento de Avaliação de
Cursos de Graduação do Ministério da Educação (MEC), para os cursos de graduação em
Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e Relações Públicas, no período de 2016 a 2017,
será o ponto de partida desse estudo.
A partir do levantamento dos pareceres externos do MEC, buscou-se analisar indícios
de cada dimensão que evidenciassem a justificativa dos conceitos de cada item avaliado.
Nesse sentido, uma investigação qualitativa foi constituída tendo por diretriz as
potencialidades e fragilidades para fatores que competem à unidade acadêmica (internos) e
aos que não se tem controle imediato (externos). Essa análise investigativa pretende conjugar
elementos internos e externos para fins de planejamento estratégico.

�Esse trabalho está organizado em duas partes: a primeira constrói um panorama
comum das avaliações externas do MEC a fim de identificar a média dos conceitos por
dimensão e diagnosticar especificidades e recorrências a partir dos argumentos apresentados
pelos avaliadores. Em um segundo momento, após o levantamento das instâncias competentes
a que se referem os itens analisados, estudos específicos foram concebidos a fim de avaliar os
indícios que possibilitem a realização de uma autoavaliação da unidade acadêmica,
principalmente no que se refere à dimensão de Infraestrutura, na qual a biblioteca está
inserida.
Espera-se que esse estudo possa contribuir no processo de autoconhecimento da
unidade acadêmica através dos diagnósticos evidenciados a partir dos dados obtidos em
avaliações externas do MEC, e se possa estimular o processo avaliativo a fim de fomentar o
planejamento e o aprimoramento da cultura de avaliação institucional.
2 PANORAMA DO PROCESSO DE AUTOAVALIAÇÃO A PARTIR DAS
AVALIAÇÕES EXTERNAS IN LOCO DO INEP (2016-2017)
Entre os anos de 2016 e 2017 a unidade acadêmica recebeu quatro avaliações externas
in loco do INEP: Museologia (março de 2016), Relações Públicas (março de 2016),
Biblioteconomia (outubro de 2016) e Arquivologia (setembro de 2017). Os avaliadores
externos utilizam como referência o Instrumento de Avaliação Cursos Graduação
presencial e a distância (BRASIL, 2016a), documento que contempla a Dimensão 1
(Organização Didático-pedagógica), Dimensão 2 (Corpo Docente e Tutorial) e Dimensão
3 (Infraestrutura), além do campo Requisitos Legais e Normativos.
O Instrumento de Avaliação Cursos Graduação presencial e a distância é um
documento que subsidia os atos autorizativos dos cursos (BRASIL, 2016a). Os avaliadores
obtêm acesso a dados que são inseridos exclusivamente em meio eletrônico, no sistema eMEC, preenchidos pelos coordenadores de curso. As informações incorporadas ao sistema, ao
serem verificadas in loco, podem obter o conceito de 1 a 5, em ordem de excelência,
conforme os critérios de análise dos indicadores demonstrados no Quadro 1:
Quadro 1 - Critérios de análise dos indicares da dimensão
1
2

�3
4
5
Fonte: BRASIL, 2016a, p.1

Cada indicador apresenta um objeto de análise e o conceito do curso é calculado com
base na média aritmética ponderada dos conceitos das dimensões. Os Requisitos Legais e
Normativos são itens de natureza regulatória e, por esse motivo, não fazem parte do cálculo
do conceito da avaliação. Nesses campos os avaliadores registram se há ou não o
cumprimento do dispositivo legal e normativo indicado. Em caso negativo o Ministério da
Educação, ao ter conhecimento da informação, tomará decisões cabíveis.
Dos cursos de graduação avaliados in loco, 50% foram considerados muito bom e
50% excelente (Gráfico 1). A média entre as avaliações é de 4,5, de um máximo de 5,
resultado que evidencia a qualidade do trabalho realizado por todas as instâncias da unidade
acadêmica.
Gráfico 1 - Conceito final das avaliações externas in loco

Fonte: Das autoras, 2017.

A Dimensão 1, intitulada Organização Didático-pedagógica, é composta por 27
campos, deles doze não se aplicam aos cursos de graduação da unidade acadêmica (Quadro
2). Em nenhum dos campos referentes a essa dimensão todos os cursos avaliados receberam
nota 5, porém, não existiu nenhum campo em que pelo menos um dos cursos avaliados não
tenha obtido o conceito máximo. Esse dado evidencia a possibilidade dos cursos trocarem
experiências de como atenderam aos critérios exigidos de cada campo.

�A média dos conceitos da Dimensão 1 - Organização Didático-pedagógica é de 4,5
de um máximo de 5 (Gráfico 2). A partir do resumo final das avaliações dessa dimensão é
possível identificar potencialidades e fragilidades identificadas pelos avaliadores - e que elas,
inclusive, referem-se ao mesmo tema em cursos distintos. Ao verificar detalhadamente as
justificativas dos avaliadores, por item, percebe-se que a não localização de algum dado
apresentado in loco no PPC é uma das observações mais indicadas (ressalta-se, ainda, a
evidência de informações a serem inseridas no sistema e-MEC e não constantes no PPC).
Gráfico 2 - Conceito final da Dimensão 1 - Organização Didático-pedagógica

Fonte: Das autoras, 2017.

A Dimensão 2, denominada Corpo Docente e Tutorial, é composta por 20 campos,
deles nove não se aplicam aos cursos de graduação vinculados à unidade acadêmica. Em seis
itens da Dimensão 2, todos os cursos avaliados receberam nota 5, dado que evidencia que o
corpo docente é considerado uma das fortes potencialidades das referidas formações. Os itens
que recebem conceito máximo em todos as graduações avaliadas foram: 2.3 Experiência de
magistério superior e de gestão acadêmica do(a) coordenador(a); 2.4 Regime de trabalho
do(a) coordenador(a) do curso; 2.6 Titulação do corpo docente do curso; 2.7 Titulação
do corpo docente do curso - percentual de doutores; 2.8 Regime de trabalho do corpo
docente do curso; e 2.9 Experiência profissional em sua área de atuação docente.
A média dos conceitos da Dimensão 2 - Corpo docente e tutorial é de 4,7 de um
máximo de 5 (Gráfico 3). Sobre essa dimensão, ao analisar os conceitos obtidos por todos os
cursos avaliados, dois dados se destacam. O primeiro, que se localiza na Dimensão 2, é o
único item que nenhum dos cursos avaliados recebeu conceito 5: 2.1 Atuação do Núcleo

�Docente Estruturante

-

se que o NDE implantado teve sua norma de funcionamento estabelecido em 2012, pela
Instituição e atende de maneira suficiente
Gráfico 3 - Conceito final da Dimensão 2 - Corpo docente e tutorial

Fonte: Das autoras, 2017.

O segundo dado que se destaca é o preenchimento de conceito por parte dos
avaliadores em dois tópicos da Dimensão 2, em itens que não se aplicam nos cursos de
graduação da unidade acadêmica por serem cursos presenciais.
A identificação desse equívoco destaca a importância de uma revisão do documento
final disponibilizado pelo INEP em conjunto com o Instrumento de Avaliação dos Cursos de
Graduação presencial e a distância (BRASIL, 2016a), documento que permite observar de
forma mais evidenciada os itens que não se aplicam nos cursos de graduação da unidade
acadêmica.
A Dimensão 3, denominada Infraestrutura, é composta por 23 campos, dos quais doze
não se aplicam aos cursos de graduação vinculados à unidade acadêmica. Em somente um
item desta dimensão todos os cursos avaliados receberam nota 5, trata-se do item Periódicos
especializados. Essa nota se deve em função da disponibilização, para a comunidade
acadêmica, do acesso ao conteúdo do Portal de Periódicos da Capes.
Nos demais itens os conceitos ficaram entre 4 e 3,6, mantendo uma média de 4,1, na
Dimensão 3, conforme o gráfico abaixo:

�Fonte: Das autoras, 2017.

O preenchimento errôneo, por parte de uma dupla de avaliadores, do item, 3.3 Sala de
Professores, foi identificado pois não se aplica para instituições de ensino superior que
possuem gabinetes de trabalho para 100% dos docentes do curso.
A menor nota (conceito final 3,6) aponta problemas de acessibilidade, necessidade de
equipamentos em maior quantidade e laboratórios especializados mais amplos para atender o
número de discentes, com a qualidade desejada.
A maior nota (conceito final 5,0) exalta a recorrência de recursos permanentes como
aparelhos de ar-condicionado, datashow, computadores com conexão à Internet, a existência
de laboratórios especializados e os serviços da biblioteca.
Analisando os resultados das avaliações in loco, no período de 2016-2017, pode-se
ressaltar alguns aspectos, em relação à Dimensão 3 - Infraestrutura
As fontes utilizadas para comprovar essa dimensão são: o Projeto Pedagógico do
Curso (PPC), as Diretrizes Curriculares Nacionais, o Formulário Eletrônico preenchido pela
IES no e-MEC e a documentação comprobatória.
Os ambientes analisados nessa dimensão são os gabinetes de trabalho para professores,
espaço de trabalho para a Coordenação dos Cursos e para serviços acadêmicos, as salas de

�professores, as salas de aula, o acesso aos alunos a equipamentos de informática, laboratórios
didáticos especializados.
Em outra parte, estão mencionadas a avaliação da bibliografia básica, bibliografia
complementar e periódicos especializados, incluídos nessa dimensão de Infraestrutura, que se
refere na maior parte aos espaços de uso comum da comunidade acadêmica. A biblioteca
aparece nessa dimensão totalmente desvinculada do projeto pedagógico dos cursos, apesar de
solicitar informações sobre a bibliografia das disciplinas. Nessa perspectiva a bibliografia
básica, complementar e os periódicos estariam claramente deslocados uma vez que se
constituem em insumos para o desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão, e não
propriamente à infraestrutura (ambiente disponibilizado para estudo e pesquisa).
Os conceitos atribuídos a essa dimensão também são apresentados em uma escala de 1
a 5, sendo 1, o conceito mais baixo e 5, o mais alto, plenamente satisfatório.
Os avaliadores que conferiram a menor nota para a Dimensão 3 (conceito final 3,6)
apontaram problemas de acessibilidade, necessidade de equipamentos em maior quantidade e
laboratórios especializados mais amplos para atender o ingresso de discentes (30 vagas/ano)
ainda que se tenha verificado uma certa limitação nos aspectos da acessibilidade. [...] os
laboratórios ainda precisam ser consolidados com mais equipamentos e espaços físicos mais
(BRASIL, 2016c, fl.12). Em contrapartida, os avaliadores que conferiram a maior
nota para a Dimensão 3 (conceito final 5,0) exaltaram a recorrência de recursos permanentes
(ar-condicionado, datashow, computadores com conexão à Internet), a existência de
laboratórios especializados, os serviços da biblioteca e o Plano de Ação da Universidade para
prevenção e a proteção contra incêndios:
Os gabinetes, espaço da coordenação e salas de aula estão equipadas atendem de
modo excelente, os requisitos de dimensão, limpeza, iluminação, acústica,
conexão à Internet. [...] conta com quatro Laboratórios específicos para o
desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão. A biblioteca adota
desde 2010, um instrumento denominado Bibliograd, para gestão do acervo de
livros, relativo aos planos de ensino da graduação e utilizam a plataforma
ALEPH. [...]. (BRASIL, 2016b, fl.13. Grifo nosso)

Merece destaque os seguintes pontos levantados pelo grupo de avaliadores em relação
à infraestrutura:
Bibliografia básica
3.6

�BIBLIOGRAFIA BÁSICA
Conceito 5: Quando o acervo da bibliografia básica, com no mínimo três títulos por unidade curricular,
está disponível na proporção média de um exemplar para menos de 5 vagas anuais
pretendidas/autorizadas, de cada uma das unidades curriculares, de todos os cursos que efetivamente
utilizam o acervo, além de estar informatizado e tombado junto ao patrimônio da IES.

(BRASIL, 2017, fl. 5)
No curso de Biblioteconomia a justificativa para conceito 5, destaca que:
O Acervo da bibliografia básica, tem mais de três títulos por unidade curricular, está
disponível na proporção média de um exemplar para menos de 5 vagas anuais
autorizadas, de cada uma das unidades curriculares, de todos os cursos que
efetivamente utilizam o acervo, além de estar informatizado e tombado junto ao
patrimônio da IES. O Sistema de Biblioteca [...] desenvolveu e adota desde 2010,
um instrumento denominado Bibliograd, para gestão do acervo de a livros,
relativo aos planos de ensino da graduação, na aquisição de acervo em
consonância com as demandas de avaliações de curso de graduação e MEC.
Utilizam a plataforma ALEPH denominada nas bibliotecas da Instituição de SABi.
(BRASIL, 2016b, fl. 9. Grifo nosso)

Na graduação em M

A Comissão

Avaliadora verificou que o acervo atende de forma suficiente as demandas do curso. Os
alunos ouvidos não relataram nenhuma dificuldade de acesso aos livros quando
necessitaram.
Já o curso de Relações Públicas obteve conceito 4, considerando que:
Muitas obras do acervo são compartilhadas entre os 3 cursos da área de
Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas),
tornando o número de exemplares, em alguns casos, insuficiente para atender toda a
demanda, se for utilizada simultaneamente. Por outro lado, os alunos têm acesso
pelo sistema a obras das outras bibliotecas setoriais da IES e podem reserva-la e
emprestá-la, ampliando desta forma o acervo a que tem acesso. Segundo reunião
com alunos, e visita realizado por esta comissão de avaliação, a Biblioteca [...] é
muito pequena não possui salas para estudos em grupo bem como salas para
reprodução de materiais audiovisuais. (BRASIL, 2016d, fl. 10)

3.7

No curso de A

O

acervo da bibliografia complementar do Curso possui, pelo menos, cinco títulos por unidade

�curricular, com dois exemplares, ou mais, de cada título, alguns com acesso virtual.
(BRASIL, 2017, fl. 5).
No curso de Biblioteconomia o conceito 5 foi justificado em função de O acervo do
curso em relação a bibliografia complementar possui, pelo menos, cinco títulos por unidade
curricular, com dois exemplares de cada título ou com acesso virtual.
Já no curso de Museologia, o conceito 1 foi atribuído à bibliografia complementar com
a seguinte justificativa: Não foi disponibilizado para a comissão de avaliação informações e
dados que nos permitissem aferir a bibliografia complementar.
Na graduação em Relações P

As indicações de

bibliografia complementar das disciplinas aproveitam de forma muito satisfatória o rico
acervo da biblioteca em títulos da área de Comunicação Social.
Periódicos especializados

3.8

Conceito 5: Quando há assinatura com acesso de periódicos especializados, indexados e correntes, sob a
forma impressa ou virtual, maior ou igual a 20 títulos distribuídos entre as principais áreas do curso, a
maioria deles com acervo atualizado em relação aos últimos 3 anos.

No curso de Arquivologia a justificativa para conceito 5: A biblioteca [...] oferece
computadores ligados à rede internet e rede wi-fi. Os periódicos da área de Ciência da
Informação no país e vários no exterior são de livre e gratuito acesso.
No curso de Biblioteconomia o conceito 5

Disponibiliza títulos

de periódicos especializados da área, indexados e correntes, e sob a forma virtual, por meio da
rede Internet maior ou igual a 20 títulos distribuídos entre as principais áreas do curso.
(BRASIL, 2016b, fl. 9).
No curso de Museologia, que obteve o conceito 5

A IES

tem acesso ao portal de periódicos da CAPES e o curso de bacharelado em Museologia ainda
recebe as principais publicações na área em papel.
Na graduação em Relações Públicas, a justificativa para conceito 5, destaca que Além
dos periódicos impressos, que puderam ser verificados in loco por esta comissão, a biblioteca
ainda conta com a assinatura de diversos periódicos virtuais.

-11).

Nessa dimensão o curso de Museologia obteve conceito 5 nos itens que se referem a
salas de aula, acesso dos alunos a equipamentos de informática e periódicos especializados. O
curso de Relações Públicas obteve conceito 5 no item salas de professores, bibliografia

�complementar, periódicos especializados, qualidade e serviços dos laboratórios didáticos
especializados. O curso de Biblioteconomia obteve conceito 5 para toda a dimensão de
Infraestrutura. Para o curso de Arquivologia o conceito 5 foi destinado a salas de professores,
bibliografia básica, bibliografia complementar e periódicos especializados.
O conceito 4 foi atribuído aos itens que se referem a gabinetes de trabalho para
professores em tempo integral, espaço de trabalho para a coordenação do curso e para os
serviços acadêmicos e sala de professores no curso de Museologia. No curso de Relações
Públicas esse conceito foi atribuído aos gabinetes de trabalho para professores em tempo
integral, espaço de trabalho para a coordenação do curso e para os serviços acadêmicos, sala
de aula, bibliografia básica e a quantidade de laboratórios didáticos especializados.
No curso de Museologia, o conceito 3 foi atribuído aos itens bibliografia básica, à
quantidade, à qualidade e aos serviços dos laboratórios didáticos especializados.
No curso de Relações Públicas o conceito 3 foi atribuído somente a um item: Acesso
dos alunos a equipamentos de informática. No curso de Arquivologia somente no item
Laboratórios didáticos especializados: serviços.
O conceito 2, foi atribuído, somente ao curso de Arquivologia, nos itens gabinetes de
trabalho para professores em tempo integral e espaço de trabalho para a coordenação do curso
e para os serviços acadêmicos.
Finalmente o conceito 1, foi atribuído somente a um quesito, no curso de Museologia,
no que se refere à bibliografia complementar, item que foi questionado pela Coordenação do
Curso, em forma de diligência ao MEC, por ter sido apresentado à Comissão de Avaliação, o
relatório de itens da Bibliografia Complementar e que, por algum motivo, não foi analisado.
Os quatro cursos avaliados na dimensão de Infraestrutura, ficaram com nota média em
torno de 4,35.
A partir desse panorama pode-se fazer recomendações para as instâncias competentes
na área de Infraestrutura, a fim de que se consiga minimizar ou dirimir as causas dos
conceitos atribuídos, que não foram considerados satisfatórios pela Comissão de Avaliação do
MEC.
Além das três dimensões apontadas, os avaliadores conferem, nas visitas in loco,
informações referentes ao conjunto Requisitos Legais e Normativos. Estas totalizam 17
categorias, das quais 12 devem ser contempladas pelas graduações vinculadas à Unidade

�Acadêmica (Quadro 2). De acordo com o Instrumento de Avaliação Cursos Graduação
presencial e a distância (BRASIL, 2016a) os dispositivos legais são essencialmente
regulatórios, cabendo às universidades cumprirem a norma indicada. Por serem exigências
não são conceituadas, e sim conferidas. Entre as 17 categorias contempladas pelas graduações
da Unidade Acadêmica, duas foram indicadas com NÃO por uma dupla de avaliadores. Nas
demais, todas as categorias receberem 100% de indicação.
A primeira categoria que recebeu uma sinalização NÃO foi o item 5 Proteção dos
Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Os avaliadores indicaram a
seg
não foi apresentada nenhuma iniciativa específica para a Proteção dos Direitos da Pessoa
outras três
avaliações foi sinalizado o Núcleo de Inclusão e Acessibilidade da Universidade, como o
responsável por atender a essa normativa, o que reforça a importância de manter relações
diretas com este setor a fim de consolidar estratégias voltadas às pessoas com deficiência na
comunidade universitária.
A segunda categoria que recebeu uma sinalização NÃO foi o item 12 Condições de
acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Foi justificado pela
dupla de avaliadores:
A Comissão Avaliadora destaca que o prédio onde funciona o curso [...] carece de
uma boa estrutura para atender os deficientes ou pessoas com capacidade reduzida.
Vejamos:
piso tátil na parte interna
cadeira para obeso no prédio e em alguns auditórios não há cadeira para obeso
e espaço destinado ao cadeirante. Já no prédio onde estão localizados os
laboratórios especializados, a falta de piso tátil permanece. Nesta edificação há
banheiros para cadeirante nos diversos andares, mas não dispõe de elevador,
apenas rampa de acesso. Nos pareceu um aclive elevado, mas a Comissão
Avaliadora não dispõe de equipamento nem conhecimentos para afirmar se atende a
ABNT NBR 9050. Por fim, na biblioteca setorial não possui equipamento para
deficiente visual. (BRASIL, 2016c, fl.11. Grifo nosso)

Salienta-se que, em casos em que foi sinalizado SIM para o item 12, a comissão
avaliadora ressaltou problemas de acessibilidade:
[...] Conforme relatos de dois alunos cadeirantes, em reunião com esta comissão, o
prédio Anexo 1 do Campus [...], possui rampas muito inadequadas para a
mobilização nos espaços de aula e laboratórios. Também questionaram os
espaços da Biblioteca [...], dizendo que não se consegue ajustar suas cadeiras de
rodas às mesas de estudos, por serem muito baixas. (BRASIL, 2016d, fl.13. Grifo
nosso) [...]
Verificou-se in loco que a UFRGS oferece algumas condições para pessoas com
dificuldades de locomoção, como rampas, elevadores, estacionamento próprio. O
mesmo para as pessoas com baixa ou falta de visão: computadores na biblioteca com

�programas especiais e piso tátil na entrada do prédio anexo. (BRASIL, 2017, fl.7.
Grifo nosso)

Pode-se interpretar que, com a existência de indicações SIM para a categoria 12
Condições de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, os
avaliadores ponderam a atribuição da escolha com indicações de exemplos que expressam o
atendimento parcial do requisito legal, como em uma das avaliações na qual é identificada na
justificativa a ressalva de que projetos foram encaminhados para as adaptações necessárias
(BRASIL, 2016d).

3 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NA AVALIAÇÃO DO MEC
A avaliação da biblioteca se constitui num importante item na visita in loco dos cursos
de graduação, já que é ela que vai oferecer à comunidade acadêmica o acesso aos recursos e
serviços de informação necessários para o bom andamento dos cursos.
Para Nirlei Maria Oliveira a biblioteca universitária deve servir de apoio aos
conteúdos ministrados em cada curso oferecido pela instituição na qual está inserida, os quais
devem estar devidamente descritos nos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC). Ela deve
também oferecer suporte à investigação técnico-científica, apoiando o ensino, a pesquisa e a
extensão. (OLIVEIRA, 2010).
A análise dos planos de ensino, com base na bibliografia recomendada pelo professor,
é o instrumento utilizado pelo MEC para aferir a qualidade do acervo, juntamente com a
informação sobre a quantidade de exemplares disponíveis para os alunos.
Para isso foi desenvolvido, em nossa universidade, uma metodologia específica de
avaliação de livros mencionados nos planos de ensino de cada disciplina. Essa metodologia
denominada BiblioGrad, consiste na identificação, no catálogo online, dos registros
bibliográficos de livros, citados nos planos de ensino das disciplinas de graduação e de
verificação da disponibilidade comercial dos mesmos. A identificação é feita através do
preenchimento de um campo específico do formato bibliográfico e tem como finalidade
possibilitar a integração do catálogo online com o Sistema de Graduação para prover os meios
para avaliação dos acervos de graduação do Sistema de Bibliotecas.
A metodologia BiblioGrad tem como objetivos:
a)
b)
c)

verificar disponibilidade cada um títulos no acervo;
identificar demanda potencial por títulos específicos;
diagnosticar situação acervo de livros graduação;

�d)
subsidiar a tomada de decisão distribuição do recurso entre bibliotecas de
forma proporcional às carências de acervo identificadas;
e)
oferecer às bibliotecas um instrumento seleção livros a serem adquiridos,
visando acervo de graduação;
f)
atender de forma satisfatória avaliação do MEC. (STREHL et al., 2010,
p.106)

A disponibilidade comercial dos livros é verificada através de pesquisa exaustiva nos
catálogos das editoras e informada em outro campo específico do formato bibliográfico. À
cada biblioteca cabe atualizar as informações referentes à bibliografia das disciplinas
ministradas pelos departamentos de sua(s) unidade(s), independente do curso atendido pelas
disciplinas. É uma atividade contínua, os dados são atualizados de modo a acompanhar as
alterações na bibliografia citada nos planos de ensino semestrais das disciplinas. Ao final do
processo, é gerada uma planilha que contempla todas as informações inseridas, cruzadas com
os dados de cada disciplina (número de vagas ocupadas e número de turmas oferecidas)
conforme a classificação de cada obra no plano de ensino. A partir dela, cada biblioteca
verifica sua carência em termos de exemplares para compor a lista de aquisição de itens. Essa
mesma planilha será utilizada também para fins de avaliação do acervo da graduação, a ser
apresentado para a comissão de avaliação do curso de graduação do MEC. Em geral, essa
planilha contempla satisfatoriamente a exigência do MEC em relação à quantidade de obras e
exemplares de cada item citado na bibliografia dos planos de ensino, conforme a sua
classificação como Bibliografia Básica ou Complementar. Desta forma, as bibliotecas
conseguem responder às necessidades dos cursos e ao mesmo tempo contemplar as exigências
do MEC em relação à quantidade de exemplares das obras citadas nos planos de ensino.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A fim de propor uma análise qualitativa dos pareceres encaminhados pelo MEC no
que se refere às avaliações in loco das graduações da unidade acadêmica, cada categoria que
se aplica nos cursos será investigada e, seus dados e análises encaminhados para as instâncias
que lidam diretamente com sua execução.
Em termos de fragilidades, no que se refere à dimensão de Infraestrutura, pode-se
dizer que os itens que requerem providências no sentido de melhorias nas instalações são os
gabinetes de professores, além da emergente reforma e ampliação do espaço da biblioteca,
abrigando cabines de estudo e possibilitando oferecer condições de acessibilidade adequadas
ao usuários com deficiência.

�Acredita-se que os relatórios de avaliação possam ser instrumentos qualificados para
reiterar a necessidade de priorizar demandas externas à unidade acadêmica, uma vez que há
recorrências sinalizadas no pareces in loco. No que compete à unidade acadêmica, reforça-se
a necessidade de uma análise global do tema acessibilidade buscando parcerias com as
instâncias que mantenham forte articulação na Universidade para o fomento e consolidação de
uma política de inclusão e acessibilidade.
No que se refere à biblioteca, além da ampliação de espaço recomendada em algumas
avaliações, ajustes nos processos de avaliação do acervo de graduação, se fazem necessários
no sentido de afinar a metodologia de acordo com as mudanças que vem ocorrendo no
Instrumento de Avaliação do MEC, para oferecer relatórios consolidados, que possam refletir
a realidade dos acervos das bibliotecas.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior e dá outras providências. Brasília, 2004. Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.861.htm&gt;. Acesso em: 28
nov. 2017.
BRASIL. Ministério da Educação. Instrumento de Avaliação Cursos Graduação
presencial
e
a
distância.
Brasília,
2016a.
Disponível
em:
&lt;http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_cursos_graduacao/instrumentos/2
016/instrumento_2016.pdf&gt;. Acesso em: 28 nov. 2017.
_____. Relatório de Avaliação e-MEC: Arquivologia. Brasília, 2017. 7 fls.
_____. Relatório de Avaliação e-MEC: Biblioteconomia. Brasília, 2016b. 13 fls.
_____. Relatório de Avaliação e-MEC: Museologia. Brasília, 2016c. 12 fls.
_____. Relatório de Avaliação e-MEC: Relações Públicas. Brasília, 2016d. 14 fls.
EYNG, Ana Maria. A avaliação como estratégia na construção da identidade institucional.
Revista da Rede de Avaliação Institucional da Educação Superior RAIES, Campinas, v.
9, n. 3, p. 31-50, set. 2004.
OLIVEIRA, Nirlei Maria. A biblioteca das instituições de ensino superior e os padrões de
qualidade do MEC: uma análise preliminar. Perspectiva em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 7, n. 2, p. 207-221, 2002.
STREHL, Letícia et al. O método BiblioGrad para avaliação de acervos de livros de
graduação. Ciência da Informação, Brasília, v. 39, n. 3, p. 105-115, set./dez. 2010.

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Ciência da Informação&#13;
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A avaliação institucional, considerada de grande relevância para o ensino superior, se torna estratégica para a gestão pois possibilita a tomada de decisão, a partir de resultados apontados nas avaliações, na direção da qualidade acadêmica. Os Núcleos de Avaliação da Unidade atuam como órgãos compromissados com as questões de avaliação envolvendo a comunidade acadêmica num processo contínuo de avaliação interna. Na perspectiva da autoavalição, adotou-se como ponto de partida, as proposições sinalizadas em avaliações externas desenvolvendo uma análise que contemple singularidades da unidade acadêmica a fim de contribuir com o planejamento da gestão de curto, médio e longo prazo. Dos pareceres externos, buscou-se analisar indícios de cada dimensão que evidenciassem a justificativa dos conceitos de cada item avaliado. Essa análise investigativa pretende conjugar elementos internos e externos para fins de planejamento estratégico. Estudos específicos foram concebidos a fim de avaliar os indícios que possibilitem a realização de uma autoavaliação da unidade acadêmica, principalmente no que se refere à dimensão de Infraestrutura, na qual a biblioteca está inserida.</text>
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