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                  <text>UM ENCONTRO DE ENCANTOS ENTRE OS PROFISSIONAIS DA INFORMAÇÃO.

Maria Aparecida Pardini
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Instituto de Biociências – UNESP – Rio Claro – SP
Av. 24-A n. 1515, Bela Vista – Caixa Postal 199
CEP 13506-900 – Rio Claro – SP - Brasil
e-mail: mpardini@rc.unesp.br
Maria Irani Coito
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Ciências Farmacêuticas
UNESP/ Araraquara – São Paulo / Brasil
Rodovia Araraquara/Jaú – Km 1
CEP. 14801-902 – Araraquara – SP - Brasil
irani@fcfar.unesp.br

Eixo temático: O Impacto das Tecnologias Eletrônicas e sua Mediação
Sub-tema : A educação continuada dos profissionais da informação.

Resumo:
Mostra a riqueza de conteúdos que o profissional da informação pode explorar e
quantas possibilidades de melhorias ela pode alcançar através do seu potencial.
Leva o profissional a momentos mágicos através de atividade interativa, momento de
relaxamento e conscientização da importância da administração participativa, para
melhorar o ambiente de trabalho. Resgata a importância da capacidade, coragem e
criatividade na vida dos profissionais que desejam melhorar a sua qualidade de vida
e enfrentar com competência o crescente desafio que o mundo informacional nos
apresenta a cada dia.
Palavras-chave : Sucesso
interpessoal; Profissionalismo.

profissional;

Capacidade

verbal;

Comunicação

Estar presente na vida das pessoas, sem invadi-las!
Pensando em compartilhar bons momentos, podemos, de forma geral,
transmitir um pouco do que vivemos durante o curso de aperfeiçoamento
“brincaprende” onde a cada encontro, nos víamos em determinada etapa da infância
resgatando a lembrança tão boa e merecida de ser revivida e vivenciada, até para

�entendermos e sabermos a lidar com as reações das crianças, que são muitas
vezes, a nossa maior força.. Muitos momentos gostosos não precisariam ter deixado
de acontecer, se tivéssemos nos permitido ou se tivessem nos dado a possibilidades
de explorar um pouco do nosso lado criança nas diferentes fases da vida. Logo no
primeiro encontro, onde vivíamos “se brincadeira tem hora, que tal agora”,
trabalhamos com bexigas, resgatando um pouco da pureza que só encontramos na
infância.

Com a missão que “o brincar de João bobo” nos passou e assim por diante,
no decorrer dos 15 encontros de encantos, onde um grupo de 30 pessoas (sendo o
mais diversificado possível): desde professores, seja da pré-escola até a faculdade,
ecólogos, músicos, psicólogos, pedagogos, 1 (um) bibliotecário e 1 técnico em
biblioteconomia, percebemos o quanto somos inacabados, almejando sempre algo
mais. Dizem que o ser humano vive e luta para se completar. Assim como nas
relações familiares, sociais e de trabalho, criamos vínculos que nos completam como
se fossem abraços que nos unem! Somos tão carentes ludicamente e nem nos
damos conta disso!

A diferença é que quando somos crianças, não nos importa que nos vejam e
mostramos que queremos ser vistos, mesmo se estamos enfrentamos o período de
troca de dentes. Você já se imaginou, adulto, sem dente, sorrindo para alguém?
Incomoda, não é? Intimida até! A criança não, ela é ela, é autêntica, canta, dança,
sorri, quer externar-se. Nós, adultos, ao sermos verdadeiros, muitas vezes somos
taxados de ridículos, sabemos que dizem que queremos nos aparecer e isso nos
inibe ou traz revolta, o que não é bom para nenhum dos lados. Quem não consegue
ser, também não consegue permitir, nem respeitar que o outro seja. Quando não nos
esbarramos em nossos próprios limites, alguém nos barra!

A educação não é um processo de adaptação do indivíduo à
sociedade. Adaptar é acomodar e não transformar. O homem
deve integrar-se e não se acomodar. Adaptado ele não se
transforma, inibe-se. O processo de educação que estimula o
velho à transformação é aquele que desenvolve o ímpeto
ontológico de criar. (GRÜNEWALD, 2004, p. 33)

�Feliz aquele que brinca e brinca por aqueles que não conseguem brincar nem
brindar a sua própria felicidade!

“Não basta dar passos que devem, um dia, conduzir ao objetivo: cada passo em si mesmo,
deve ser um objetivo, ao mesmo tempo em que nos levas adiante”. Goethe

Pensando em tudo isso, com as idéias respaldadas em convicções, seguem
alguns acrósticos construídos de palavras fortes, como: coração, coragem e
criatividade, as quais assimilamos e memorizamos, no decorrer da vida e desejamos
ardentemente que faça parte da convicção dos nossos colegas bibliotecários:

Construa um futuro melhor.
Ordene suas idéias.
Realize os seus sonhos.
Amadureça com serenidade.
Tenha fascinaCão pela vida e atinja a
TransformaçÂo com serenidade,
AmOr, respeito e humildade.
Confie, colabore, compartilhe!
Organize-se para agir com originalidade.
Reconheça suas falhas e reorganize-se.
Aprenda com os erros ou fracassos e tenha
Grandiosidade na alma,
Encantamento pela profissão,
Motivação e emoção!
Comunicação clara e franca.
Respeito a si e aos outros.
Iniciativa no trabalho.
Amor pelo que faz.
Transparência nos objetivos.
Integração com a equipe.
Valorização das idéias.
Intuição e insight devem ser considerados.
Determinação em atingir as metas.
Atuar com persistência,
Dedicação, descontração, dignidade e
Encorajamento para enfrentar os desafios.

�Para confirmar o quanto tudo o que vem do coração é gratificante,
fortalecedor e construtivo, mencionamos abaixo um trecho escrito recentemente por
um famoso cronista brasileiro quando observava pela televisão, durante a
reportagem da copa do mundo, os comentários e observações entre Fátima
Bernardes e William Bonner:
UM OLHAR DE TERNURA
Sabem qual foi o lance mais bonito da Copa?Qual? Já sei, aquele gol
do Argentino de fora da área...Nada disso: tem sido o olhar de ternura
do William Bonner para a mulher nas despedidas do Jornal Nacional.
Levo logo uma vaia. Ninguém me compreendeu. Até de piegas me
chamaram, em gozação. [...] Calo-me, então, a ponto de os demais
depois até repararem. [...] Já sei o que os incomodou: a palavra
ternura. O mundo anda precisado de ternura e as pessoas têm medo
de demonstrar sentimentos. Mas isso é uma bobagem.Ternura
ninguém manifesta sem sentir. É necessário que venha de dentro.É o
mais leal dos sentimentos. Ternura não se manifesta: sente-se.Um
marido distante quilômetros e um tempão longe da mulher que ama,
vê-la na madrugada e no frio a trabalhar com afinco, mesmo sendo
discreto e polido como o Bonner, [...] "Vê lá se vai pegar uma gripe.
Amanhã venha mais agasalhada." D'outra feita,havia uma festa dos
brasileiros entrando pela madrugada no Hotel e ela encerrava a sua
reportagem do lado de fora. Discreto como sempre, ele quase
perguntou: "Você vai à festa?(Ou vai dormir, deve ter pensado e
calou?) "Nada de festa, ouviu Madame?" Também esta frase não
pronunciou.
Mas
sentiu
o
ciuminho
e
o
transmitiu
subjetivamente.Posso pensar que nós cronistas vemos coisas que os
demais não percebem e até desdenham e por vezes eu sei que
vivemos nos demais as emoções que estão a pulular dentro de nós.
Pode ser.Há tanta artificialidade na televisão que aquilo poderia ser
combinado. E concluo: poderia ser, porém não é! O rapaz não é ator.
Quando a casa deles foi invadida por bandidos, todos ameaçados, ele
foi valente defensor da família. Arriscou a vida. Do lado de lá
(Alemanha) a Fátima é ainda mais encabulada, e parece uma menina
a disfarçar ao receber uma cantada. Mesmo do marido.Ora, conclui o
velho cronista: receber diante de 60 ou 70 milhões de brasileiros uma
declaração de amor através do olhar terno e saudoso do marido é a
glória para qualquer uma.Sinal de merecimento. Fico com a minha
conclusão: os meus amigos de boteco deram-me um fora errado.
Piegas uma ova: poeta.Salve o olhar de ternura de um homem por
sua mulher, a saudade verdadeira e o cuidado com ela. É sinal de
esperança, de amor e de vida. (ARTUR DA TÁVOLA)

Vale a pena sentir que a felicidade mora no nosso peito e que o
pensamento nos leva a lugares mágicos, encantadores, nos fazem voar e ao mesmo
tempo cair na realidade. Assim como dissemos da brincadeira do João bobo, o fato
dele ir de um lado para o outro, não significa que ele não sabe pra onde ir e sim, que

�ele pode ir, porque os pés permanecem fixos no chão, ponto central de sua
determinação. Vamos pensar em uma música, que nos levam, a pensar na
felicidade. Ela foi gravada originalmente em 1947, e posteriormente cantada por
Caetano Veloso em 1974:

Felicidade foi embora
E a saudade do meu peito inda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque eu sei que a falsidade não vigora
A minha casa fica lá detrás do mundo
Onde eu vou em um segundo
Quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa
Quando começa a pensar
(Lupicínio Rodrigues – Felicidade)

Os bibliotecários podem explorar uma riqueza de informações.
Olhem a quantidade de bases de dados que estão disponíveis para todos que
fazem parte de uma universidade, sejam, docentes, alunos, bibliotecários, enfim,
pesquisadores. São muitas as informações que nos chegam, sejam científicas ou
não. Precisamos administrar isso, trabalhamos em Rede, o que nos proporciona a
troca rápida de informações.

A boa interação nos traz crescimento pessoal e

profissional!
Trabalhamos com profissionais capacitados, mas também com futuros
profissionais com a cabeça cheia de idéias, dúvidas, necessidades e curiosidades
científicas. São eles os futuros profissionais talvez de uma grande empresa. O que
distingue um usuário do outro são seus próprios interesses em aprimoramento,
descoberta e crescimento pessoal e profissional. É importante falarmos de maneira
fácil de entender. Sem interação entre usuário e bibliotecário não há firmeza na
comunicação.
Precisamos ser autênticos, transmitir a informação com tranqüilidade e
segurança, mesmo que tenhamos de dizer que vamos aprender juntos, mais essa
etapa. Não saber, não é vergonhoso, o pior de tudo isso é descobrir que não sabe e

�continuar agindo como se soubesse, sem correr atrás de procurar aprender. Quando
conhecemos os limites, as limitações, as necessidades e os interesses dos usuários,
podemos crescer juntos e alcançarmos os resultados, inclusive, superando as
expectativas.
Através de atividade interativa podemos chegar a lugares mágicos.
Que bom seria se conseguíssemos estar em sintonia com o conhecimento e
fazer do nosso trabalho um ato de dedicação e crescimento mútuo.

Precisamos

saber o momento de recuar e o momento de avançar. O momento de aprender e o
momento de ensinar.
Conseguimos criar laços de confiabilidade quando mostramos estar dispostos
a caminhar até chegarmos aos lugares necessários. A administração participativa
melhora o nosso ambiente de trabalho e as nossas relações com o meio no qual
atuamos.
Sabemos que o sucesso profissional depende também da nossa capacidade
verbal.

Na comunicação interpessoal deve haver profissionalismo e respeito.

Podemos agir com sutileza, de forma bela, serena e habilidosa. Isso não quer dizer
que não temos firmeza nas atitudes ou gostamos de atitudes melosas. Apenas pode
haver delicadeza nas interações, sem deixarmos de transmitir a mensagem
necessária.
Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas
Na leitura (A OSTRA, 2005), podemos sentir a importância de tirarmos
proveito dos momentos difíceis, extraindo aprendizado nas dificuldades e não nos
melindrando tanto com pequenas coisas, que podem nos servir de amadurecimento
e até de alicerce para uma caminhada mais fortalecida e estruturada, quando se
fizer necessário o enfrentamento de desafios.
Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância
estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão
de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância

�lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células
do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas
e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como
resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi
ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida
cicatrizada. O mesmo pode acontecer conosco. Você já se sentiu ferido
pelas palavras rudes de alguém? Então, produza uma pérola! Cubra
suas mágoas com várias camadas de AMOR. Infelizmente, são poucas
as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria
aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas
abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e,
portanto, não permitindo que cicatrizem. Assim, na prática, o que vemos
são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas
porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em
amor. “Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais
do que mil palavras”. (A OSTRA E A PÉROLA)

Vale lembrar que “Não basta dar passos que devem, um dia, conduzir ao
objetivo: cada passo em si mesmo, deve ser um objetivo, ao mesmo tempo em que
nos leva adiante”. Goethe
Partindo do propósito principal que é falar de encontro de encantos, julgamos
valer a pena recuperar dedicatórias aos bibliotecários e apresentá-las:
Mãos dadas
Não serei o bibliotecário de um mundo caduco.
Também não me deixarei encantar pela biblioteconomia do futuro.
Estou no balcão de referência e contemplo os leitores da biblioteca,
seus estudos alimentam a minha esperança.
Mas considero, perplexo, o enorme universo dos livros.
Deste mundo tão grande somos apenas parte.
A tarefa é comum, trabalharemos de mãos dadas.
Não serei o escravo de um código obsoleto e de um sistema
ultrapassado.
Não direi que a biblioteca é um hospital de almas e o livro um amigo
silencioso que não falha.
O leitor é meu objetivo.
O leitor adulto, o leitor juvenil, o leitor infantil o aluno e o professor, o
neoalfabetizado e o pesquisador científico.
Para cada leitor existe um livro e para cada livro encontrei seu leitor.
Carlos Drummond de Andrade

�Em continuidade aos encantos, oferecemos, recuperadas de arquivos da
época da faculdade, a :
Oração do bibliotecário
Senhor, tu me deste o dom da paciência e,mais do que ela, o de
ouvidor;
De silenciar e de achar justificativas para cada “típico” usuário da
informação que busca o meu auxílio.
Eu sou o elo entre a informação e a necessidade do usuário.
Eu sou o seletor dos documentos.
Eu sou o intérprete dos desejos alheios.
Faze, Senhor, que eu me policie diante da vontade de interferência na
necessidade de outrem.
Eu sou o leitor telegráfico e assíduo de tudo a que tenho acesso.
Faze, Senhor, com que eu saiba discernir entre o necessário e o
desnecessário, a fim de atender às pessoas.
Eu sou o protagonista de cenas isoladas e pesquisas exaustivas.
Faze, Senhor, com que eu possa ser assistido pelas pessoas certas.
Senhor, permite que eu me mantenha fiel ao compromisso de
informar, indistintamente, a todos que procuram por uma informação.
Permite que eu não vacile diante dos trabalhos exaustivos.
Que eu não esmoreça diante das críticas.
Que eu não duvide da capacidade de servir aos amantes da
informação.
Permite que eu seja criativa a cada novo sol, e, quando dele me
afastar, seja porque me aproximei de ti para sempre.
Amém!

Que sejamos:
“Homens soltos para rir e abraçar, para amar e receber amor; e não
para guerrear e ignorar o amor; homens que sintam vontade de
observar o planeta azul de lá de cima, de dentro de um foguete, só para
certificar-se de que realmente não há linha territoriais dividindo-o.
(RIBEIRO, 2002, p.17)

Se a revolução começa do eu, vamos então tornar os nossos usuários mais
plenos, despertos e humanos.

Gaiarsa apud Delmanto (1997, p. 98) diz que o nosso corpo é como o
mais completo instrumento musical [...] Na sua música podem ser
encontrados todos os elementos da criação: ritmo; sonoridades ou
timbres; procedimentos expressivos; melodias; harmonias e formas;
[...] órgão é o coração, pulmão, intestino, fígado. Órgão é também
teclado musical. O que é tocar? É tocar, é sentir o outro, exercer o
tato, mas também é tocar o teclado – fazer música! Nosso corpo é o
maior parque de diversões e o maior instrumento musical do universo.
[...] comenta que a sensibilidade da pele pode ser explorada sem

�nunca se esgotar e que desta infinidade de prazeres possíveis
as pessoas não usam nem 1%.

Quando vamos a uma apresentação de orquestra, ficamos encantados com a
precisão de movimentos, com as vozes doces, suaves, aconchegantes e com o
sincronismos dos componentes. Isso é exemplo de equipe. Uma verdadeira sintonia!
Quanta concentração, treino e dedicação para chegar à apresentação harmoniosa,
sincronizada, encantadora, capaz de silenciar multidões. E naquele silêncio, ficamos
inundados de uma paz de espírito de forma bela e serena, e então, ouvimos e
falamos internamente (ficamos sozinhos com nós mesmos) buscando no mais íntimo
do nosso ser, momentos inesquecíveis. Ou melhor, ficamos em sintonia conosco.
Dizem que o “silencio, às vezes, é calar, sempre é escutar”. Graças a Deus temos a
bênção do ouvir e do falar!
Precisamos às vezes é escutar o que realmente alguns momentos nos dizem.
Somos humanos, reclamamos por tão pouco, exploramos tão pouco o nosso
potencial. Talvez nos falte o treino sobre a importância do sincronismo. Se nos
colocarmos em uma roda, onde juntos cantássemos a cantiga “escravo de jó” tendo
por objetivo a harmonia nos movimentos, com o propósito de acertarmos os passos
e nos propuséssemos a só sairmos da roda a hora em que todos alcançássemos o
sincronismo dos movimentos, sentiríamos a importância de estarmos unidos na
tarefa a cumprir. Tente fazer esse exercício e confira o resultado!
Com enorme desejo em falar do amor, carinho e dedicação que devem ter os
bibliotecários pela biblioteca em que atuam, buscamos, na Internet os termos:
encanto ou ternura por bibliotecas e encontramos apenas encantamento por livros.
Trata-se de um relato de uma animadora da biblioteca da escola onde atua e fala:
“Biblioteca da ternura e do meu encantamento! Contigo me fiz madura, deixando
passar o tempo. Se há coisa que não lamento, foi viver essa aventura!” Não dá para
saber se a autora é bibliotecária, mas vale a pena transcrever alunos trechos que
mostram a paixão e o encantamento dela pela sua atuação:
[...] transformou-se a pouco e pouco num lugar diferente onde o livro e
sua animação reinavam [...] A leitura não tem que se impor e tem que

�se gostar e estar disponível para ela [...] Assim se criarão condições
de espaço, de tempo, de liberdade de escolha, de envolvimento, de
paz, de beleza, de ritmo, de empatia, para que aconteça sem
sobressaltos. Não se trata de uma fórmula mágica: é o resultado de
trabalho diário, que quanto mais se desenvolve, mais se afirma e
consolida e ama [...] se uma palavra vale milhares de imagens e tem
música, ritmo, sentido, cor, força... é à volta dela, e com ela à volta,
que temos de dançar. (SOARES, 2006)

Constata-se demonstração de muito carinho e ternura pelos freqüentadores,
que ficou entendido ser recíproco entre a “animadora da biblioteca”

e os

participantes das atividades e dos projetos desenvolvidos na escola.
Mas temos também a questão da competência em informação, tendo seu
objetivo focado na percepção da informação. Os interesses fundamentados no
processo inteligente de decisão:

•

Interagem com docentes, discentes e colegas da profissão.

•

Conseguem definir critérios.

•

Planejam estratégias de buscas.

•

Montam esquemas e organizam-se.

•

Constroem novos conceitos.

•

Identificam novas informações e novas fontes.

•

Tem coragem para vencer barreiras e superar desafios.

•

Valorização do ser humano.

A nós bibliotecários, cabe também a colocação de Dudziak (2001, p. 53)
É preciso que se estabeleçam amplas redes de comunicação e
informação profissionais, para que se fomente o diálogo, as
trocas, visando dinamizar as ações e as reações, instaurando
um clima permanente de mudança e aprendizado. (itálico do
autor).

�Informação
Biblioteca como suporte
Bibliotecário intermediário
Conhecimento
Bibliotecário mediador
Biblioteca espaço/aprendizado
Aprendizado
Bibliotecário
agente educacional

Biblioteca
aprendente

Dudziak (2003) diz que:
Como agente educacional, o bibliotecário poderá iniciar os
processos culturais de transformação da educação e da
comunidade educacional e social. A biblioteca enquanto
instituição multicultural, pluralista e aprendente é a base desta
transformação. O bibliotecário deve direcionar seu trabalho para
a mediação de aprendizado, que é definida a partir de quatro
conceitos:
– intencionalidade (que ocorre quando o bibliotecário educador direciona a interação
e o aprendizado);
– reciprocidade (quando o bibliotecário está envolvido em um processo de
aprendizado, ambos aprendem);
– significado (quando a experiência é significativa para ambos);
– transcendência (quando a experiência vai além da situação de aprendizagem, é
extrapolada para a vida do aprendiz)
Os desafios são grandes, e o aprendizado é longo, mas possível. Repensar o
papel do bibliotecário e repensar a biblioteca enquanto organização são caminhos
acertados que conduzirão à expansão da transformação da educação e da
implementação de programas educacionais voltados para a competência em
informação.

�Finalizando, fazemos uso das palavras de Ângelus Silesius “Temos dois
olhos. Com um contemplamos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem.
Com o outro contemplamos as coisas da alma, eternas, que permanecem”.
Que sejamos a lembrança que permanece!
Referências

DUDZIAK, E. A. Information literacy: princípios, filosofia e prática Ci. Inf., Brasília, v.
32, n.1, jan./abr. 2003.
______. A Information Literacy e o papel educacional das bibliotecas. 2001. 187
f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Comunicação) – Escola de
Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.
GRÜNEWALD, V.; BAYER, J. (Org.). NETI aos 20 anos: contando histórias da
gerontologia. Santa Catarina: NETI, 2004. p.33.

RIBEIRO, J. Um manifesto de prazer. In: ______ Ouvidos dourados: a arte ouvir as
histórias (...para depois contá-las...). 4. ed. São Paulo: Ave-Maria, 2002. cap. 2, p.
17.

SOARES, M. L. Bom dia biblioteca. Disponível em:
&lt;http://www.proformar.org/revista/edicao_8/biblioteca.pdf&gt;. Acesso em 03 jan. 2006.
A OSTRA e a Pérola. Disponível em:
&lt;http://www.pensamentopositivo.com.br/metaforas/ostraperola.html&gt; Acesso em: 18
nov. 2005.
TÁVOLA, A. Olhar de ternura. Disponível em:
http://www.gargantadaserpente.com/veneno/artur_tavola/66.shtml. Acesso em: 22
jul. 2006.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Mostra a riqueza de conteúdos que o profissional da informação pode explorar e quantas possibilidades de melhorias ela pode alcançar através do seu potencial. Leva o profissional a momentos mágicos através de atividade interativa, momento de relaxamento e conscientização da importância da administração participativa, para melhorar o ambiente de trabalho. Resgata a importância da capacidade, coragem e criatividade na vida dos profissionais que desejam melhorar a sua qualidade de vida e enfrentar com competência o crescente desafio que o mundo informacional nos apresenta a cada dia.</text>
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