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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
EMPREENDEDORISMO, AGENDA 2030 E ADVOCACY: REFLEXÕES SOBRE A
PRÁTICA COLABORATIVA ENTRE OS BIBLIOTECÁRIOS
ENTREPRENEURSHIP, AGENDA 2030 AND ADVOCACY: REFLECTIONS ON
COLLABORATIVE PRACTICE AMONG LIBRARIANS

Resumo: O trabalho visa promover uma reflexão sobre valores da Biblioteconomia e o novo
desafio do bibliotecário em assumir o papel de empreendedor, promotor das ações de
extensão e advocacy e agente ativo em ações para a implementação dos objetivos de
desenvolvimento sustentável. A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico, a
revisão de políticas e manuais da International Federation of Library Associations and
Institutions, American Library Association e da Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários e Cientistas da Informação e Instituições e o apontamento de ações realizadas
nacionalmente para advocacy e desenvolvimento da Agenda 2030. Por fim, observa-se que
além de ações, tanto no âmbito da biblioteca universitária, como fora dela, cada vez mais
verifica-se a necessidade de práticas profissionais colaborativas voltadas para a valorização do
profissional, como o empreendedorismo, o engajamento em políticas públicas das pautas
mundiais para aplicação na biblioteca, a participação no movimento associativo da categoria e
o advocacy.
Palavras-chave: Biblioteca
práticas colaborativas.

empreendedorismo. Biblioteca

advocacy. Biblioteca

Abstract: This paper aims to promote a reflection on the values of librarianship and
actions promoter and active agent in actions for the sustainable development objectives
implementation. First, a literature review, as well as, a review of policies and manuals of the
International Federation of Library Associations and Institutions, the American Library
Association and the Brazilian Federation of Associations of Librarians and Information
Scientists and Institutions were made. Second, we present the national actions carried out for
actions,
both within and outside the university library, there is an increasing need for collaborative
professional practices aimed at valuing the professional, such as entrepreneurship, the

�engagement in public policies of the global guidelines for application in the library,
participation in the category associative movement, and advocacy.
Keywords: Library - entrepreneurship. Library - advocacy. Library - collaborative practices.
1 Introdução
Atualmente, diversas Instituições de Ensino Superior (IES) estão enfrentando
mudanças que impactam diretamente em suas atividades acadêmicas e que exigem ações de
engajamento em prol de suas comunidades. No âmbito educacional, têm-se as Tecnologias de
Informação e Comunicação (TICs) como propulsoras dessas mudanças. As TICs trazem um
impacto na relação de ensino-aprendizagem e na prestação de serviços e produtos pelos
profissionais que atuam nesse contexto.
Por trazer as TICs em seu escopo de atuação, a biblioteca universitária apresenta-se
como um dos constituintes acadêmicos mais adequados para a prestação de serviços recentes
(gestão de dados de pesquisa, desenvolvimento de habilidades digitais, dentre outros) visto
que possui o conhecimento adequado para oferecê-lo. No entanto, para alcançar a efetiva
atuação nesse novo cenário, verifica-se a necessidade de formação e capacitação continuada
do bibliotecário para que os conhecimentos, habilidades e atitudes o contemplem.
A respeito da gestão organizacional acerca da informação, pode-se dizer que essa
funciona de maneira complexa atendendo a uma variedade de solicitações. Os profissionais,
por sua vez, necessitam de uma formação e capacitação constantes para que os
conhecimentos, habilidades e atitudes estejam em função de sistemas de informação,
operação, divulgação e avaliação da informação, por exemplo.
A atuação da biblioteca universitária, cujos serviços e produtos até então inexistentes
apresentam potencial para serem oferecidas por ela, exige uma ação coordenada junto àqueles
que dispõem de representatividade acadêmica para tomar decisões para que, como
constituinte acadêmico, seja essencial no apoio à realização das atividades de ensino, pesquisa
e extensão.
Segundo a American Library Association (ALA) (AMERICAN LIBRARY
ASSOCIATION, 2004), a Biblioteconomia moderna baseia-se em um conjunto de valores que
definem e orientam as práticas profissionais, que refletem o desenvolvimento exponencial
alcançado pela profissão diante das demandas da sociedade da informação contemporânea.
Essas declarações compõem um conjunto de políticas que devem nortear as ações dos
bibliotecários em todo o mundo. Nesse sentido, destaca-se o conjunto de valores apresentados

�na Seção B do Manual de Política da ALA (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 2017),
a saber: acesso, confidencialidade e privacidade, democracia, diversidade, educação e
aprendizagem ao longo da vida, liberdade intelectual, preservação, bem público,
profissionalismo, serviço e responsabilidade social. Convêm enfatizar que os valores
apresentados já foram discutidos, cuidadosamente articulados e debatidos no âmbito dos
Conselhos, compostos por profissionais renomados da nossa área, da ALA. Todavia, o
trabalho se torna importante à medida em que vislumbra realizar uma aproximação entre 1)
valores de acesso, privacidade, bem público, profissionalismo e responsabilidade social, 2)
empreendedorismo, 3) Agenda 2030 e 4) prática do bibliotecário no Brasil. Entendemos que
é necessária uma contribuição à área advinda do diálogo entre os 4 aspectos ressaltados.
1.1 Objetivos do trabalho
Este trabalho visa promover uma reflexão sobre alguns dos valores da
Biblioteconomia descritos no Manual de Política da ALA (AMERICAN LIBRARY
ASSOCIATION, 2017), e o novo desafio do bibliotecário em assumir o papel de
empreendedor e promotor das ações de advocacy em favor das Bibliotecas em suas diferentes
tipologias e nomenclaturas, em especial no contexto das Bibliotecas em Instituições de Ensino
Superior (IES).
A intenção, também, é apontar que a conscientização e autovalorização do
bibliotecário contribuem na proposição e execução de programas de cooperação entre
profissionais da área e de áreas multidisciplinares, assim como fortalecem as entidades de
classe, que sempre apoiam novas iniciativas.
Inicialmente, propõe-se uma aproximação entre valores apresentados no Manual de
Política da ALA (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 2017) e os conceitos de
empreendedorismo, que podem motivar o profissional na idealização e realização de ações
práticas de advocacy, promovendo acesso à informação e ao conhecimento visando o bem
público.
1.2 Metodologia
Os procedimentos metodológicos adotados na execução deste trabalho seguiram as
indicações de Hernández Sampieri, Fernández Collado e Baptista Lucio (2006) para a
composição de um estudo exploratório. O estudo aborda o tema advocacy na Biblioteconomia

�e também correlaciona os valores declarados por entidades e associações representativas da
profissão com a literatura existente.
1.3 Corpus
Nosso corpus é composto por pesquisas em bases de dados nacionais e publicações,
orientações, políticas e manuais disponíveis nos sites da International Federation of Library
Associations and Institutions (IFLA), ALA e da Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários e Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB), entidades representativas
que tem entre suas ações abordagens sobre advocacy, empreendedorismo e empoderamento.
2 Os valores da Biblioteconomia
A Biblioteconomia é alicerçada em valores fundamentais que orientam sua prática. A
ALA enfatiza os seguintes valores em seu Manual de Política da ALA (AMERICAN
LIBRARY ASSOCIATION, 2017): acesso, confidencialidade e privacidade, democracia,
diversidade, educação e aprendizagem ao longo da vida, liberdade intelectual, preservação,
bem público, profissionalismo, serviço e responsabilidade social. No âmbito deste trabalho,
optou-se por fazer um recorte e tratou-se especificamente dos seguintes: acesso, privacidade,
bem público, profissionalismo e responsabilidade social.
Quanto ao acesso, a ALA (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 2017, p.14)
fornecidos direta ou indiretamente pela biblioteca, independentemente da tecnologia, formato
ou métodos de entrega, devem ser acessíveis, igualmente e de forma equitativa a todos os
O acesso à informação também foi estabelecido dentre os Objetivos de
ação das Nações Unidas
(ORGANIZAÇÃO

DAS

NAÇÕES

UNIDAS,

2016)

e

transposto

para

a

área

biblioteconômica nos documentos106 elaborados pela International Federation of Library
Associations

and

Institutions

(INTERNATIONAL

FEDERATION

OF

LIBRARY

ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS, 2015, 2016). As ações do bibliotecário na
Os documentos abordam como as bibliotecas podem contribuir para a Agenda 2030 das Nações Unidas, para
que tais objetivos se tornem ações efetivas.

�promoção do acesso à informação devem estar norteadas pelos princípios da igualdade e
equidade entre todos. Ademais, como agente empreendedor, o bibliotecário deve promover
ações inclusivas, que efetivamente atendam as pessoas com qualquer tipo de necessidade, seja
física, intelectual ou socioeconômica. É possível afirmar que, na perspectiva apresentada, a
Biblioteconomia é uma atividade essencialmente social, uma profissão de mediação e de
contato.
O bibliotecário, por sua vez, precisa fazer parcerias e, assim, contar com a colaboração
de outros profissionais. Para alcançar tal objetivo, é importante lembrar a afirmação de
Bezerra (2015) sobre o fato de que todas as pessoas possuem habilidades únicas e são capazes
de realizarem as atividades com maestria. O autor propõe uma distinção: um primeiro grupo
passa a vida toda sem descobrir suas habilidades; um segundo grupo conhece suas aptidões,
mas desconhecem ou são incapazes de se beneficiar delas e um terceiro grupo identifica e cria
ações para transformar vidas. A este último grupo, chamamos de empreendedores. Logo, além
de ser bibliotecário, é necessário ser empreendedor.
Torna-se possível, que através do empreendedorismo, o bibliotecário adquira e
construa mais conhecimento por meio do compartilhamento de informações com outros
profissionais da área ou fora dela, criando uma rede multidisciplinar e, consequentemente,
conquistando novos espaços de atuação. Além disso, ele precisa se adequar frente às
demandas, cada vez mais crescentes e inéditas, e, também, ao que concerne aos problemas
relativos à informação. Dessa forma, é necessária a adoção de visão e atitude empreendedora.
Na perspectiva de Jesus e Machado (2009), o empreendedorismo tem sido abordado
como o ato de fazer algo novo, diferente, de mudar a situação atual e buscar, de forma
incessante, novas oportunidades de negócio, tendo como foco a inovação e a criação de valor.
Atitudes empreendedoras são impulsionadas por uma grande necessidade de auto realização,
coragem

para

assumir

riscos

e

autoconfiança.

Vivenciando

oportunidades

de

empreendedorismo, o bibliotecário atingirá a valorização e a realização profissional que
implicam necessariamente em atualização constante.
Outra fonte de referência para subsidiar as discussões sobre empreendedorismo é a
obra organizada por Spudeit (2016) que reúne os aspectos teóricos e exemplos práticos de
modelos de negócio em Biblioteconomia e Ciência da Informação. O livro oferece aos
profissionais condições para avaliar oportunidades e criar novos negócios ligados à gestão da
informação para atender demandas mercadológicas e sociais.

�Em 2018 será realizado em Campo Grande (MS), o 3º Fórum de Inovação e
Empreendedorismo

na

Biblioteconomia

(FIEB)

que

reúne

os

bibliotecários

empreendedores do país para compartilhar as novas experiências e práticas que contribuem
também para a valorização profissional.
Pode-se afirmar, também, que novas atitudes alteram antigos padrões mentais e
motivam mudanças, estabelecendo novos comportamentos que levem à ação. Dessa forma, é
essencial que os bibliotecários busquem-nas, compartilhem seus serviços e recursos,
colaborando para suprirem as necessidades de informação da sociedade. A prática do
bibliotecário deve garantir a privacidade do usuário especialmente durante o desenvolvimento
e implantação de produtos e serviços da biblioteca. Os recursos devem ser planejados levando
em consideração também a acessibilidade, sustentabilidade e permanência dos dados em
sistema e bases de dados criadas para gestão e disseminação da informação.
Neste sentido, surge um novo perfil profissional, que de acordo com Semeler, Pinto e
e conservação de dados, advocacy, promoção, marketing,
conscientização, coordenação de ações em unidades informacionais nas instituições,
em o dever de se tornar um programador e se responsabilizar em
estruturar sistemas complexos para softwares ou base de dados, mas deve interessar-se em
aprender sobre as linguagens e lógica de programação e sobre os fundamentos das
ferramentas de recuperação e gestão de dados.

profissional mais requisitado e competente para cuidar, repartir, proteger e tornar disponível o
- e educador-, o bibliotecário pode ser considerado um
agente que promove a cidadania a partir de ações educativas e informativas para que os
indivíduos possam participar do processo de criação e transformação de uma sociedade.
Assim, além de assumir o papel de curador, o bibliotecário deve empenhar-se em organizar,
tratar e divulgar, com responsabilidade social, todo tipo de informação e conhecimento.
Nesse contexto, o valor democrático da Biblioteconomia pressupõe que as bibliotecas
devem oferecer suporte público e acesso gratuito a informações para todas as pessoas da
comunidade (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 2017). Além disso, o conceito de
https://www.fieb.net.br/

�cidadania pressupõe que as pessoas possam desfrutar dos serviços e espaços de forma
igualitária e que os princípios de universalidade sejam garantidos durante o processo de
inclusão.
O bibliotecário, enquanto gestor de serviços e produtos deve ir além da preocupação
pertinente aos aspectos espaciais dos prédios, instalações, equipamentos e recursos
tecnológicos que integram todo processo inclusivo, ou seja, deve também elaborar medidas de
acessibilidade atitudinal que abrange as relações humanas (PONTE; SILVA, 2015).
Convém ressaltar que, de acordo com Medeiros e Olinto (2016), a dificuldade na
clareza entre as funções educacionais e culturais pode afetar a atuação do bibliotecário. Esse
profissional geralmente está subordinado ao setor cultural, mas sua atuação é também afeita à
educação, seja ela formal, informal ou continuada.
Outro valor da Biblioteconomia citado no Manual de Políticas da ALA (AMERICAN
LIBRARY ASSOCIATION, 2017) está relacionado ao papel das bibliotecas que são
iedades
pertencentes à União, Estados, Distrito Federal, Municípios e suas respectivas autarquias e
108

. Desta forma, a Biblioteca - como objeto e organismo ativo na

sociedade - deve contar com a dedicação e atenção do poder público e privado. O
bibliotecário, por sua vez, deve seu maior defensor.
Garantir a existência, manutenção e criação de bibliotecas, enquanto espaço público de
acesso livre é uma tarefa de maior relevância para a área. O próprio Código de Ética do
Conselho

Federal

de

Biblioteconomia

(CFB)

(CONSELHO

FEDERAL

DE

interessar-se pelo bem público e, com tal finalidade, contribuir com seus conhecimentos,
funções, na prestação de serviços e consultorias, nos cargos em empresas públicas ou
privadas, cabe ao bibliotecário agir eticamente e estar engajado politicamente no processo de
criação, desenvolvimento e manutenção das bibliotecas.
Segundo dados de abril de 2015, disponíveis no site do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, o Brasil
possui um total de 6102 bibliotecas (públicas municipais, distritais, estaduais e federais) nos 26 estados do país
juntamente com o Distrito Federal. As proporções geográficas são: 503 na Região Norte, 1.847 na Região
Nordeste, 501 na Região Centro-Oeste, 1.958 na Região Sudeste e 1.293 na Região Sul (BRASIL, 2015)#. No
Censo Escolar da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(INEP) de 2016, as Bibliotecas são apontadas como infraestrutura presente em 67.088 (37%) das 183.376
(100%) escolas de educação básica cadastradas na rede pública e privadas (INEP, 2016). Nas Instituições de
Ensino Superior, o Censo de 2013 do INEP identifica 7.565 bibliotecas. (INEP, 2014).

�A Biblioteconomia contemporânea, mais do que nunca, deve assumir sua
responsabilidade social visando à melhoria da sociedade e propondo soluções para seus
inúmeros problemas (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 2004). O bibliotecário deve
empreender esforços para ajudar na formação dos indivíduos encorajando a troca de
experiências e de pontos de vistas, buscando soluções junto com a comunidade que
representa.
Sob esses aspectos de promoção do acesso à informação, democracia e
responsabilidade social, o bibliotecário-empreendedor deve reunir novas habilidades e
competências para exercer sua profissão com o intuito de promover relações de difusão do
conhecimento de forma igualitária e respeitando a diversidade.
3 O trabalho de advocacy
Na perspectiva das ações, pode-se considerar o advocacy como uma ferramenta na
promoção e mobilização de profissionais junto às instituições, gestores e tomadores de
decisão na formulação de planos, que podem ser convertidos em políticas públicas ou
legislações, promovendo, assim, a melhoria da qualidade de vida daqueles que serão
beneficiados por tais ações.
Segundo Hicks (2016, p. 615), ao realizar a prática do advocacy como atividade
advocacy é usualmente considerado parte das
estratégias de marketing e relações públicas, mas Hicks (2016) afirma que o objetivo do
trabalho com o advocacy é, principalmente, construir relacionamentos com organizações e
indivíduos para ajudar a defender uma causa. Na Biblioteconomia, o advocacy abrange
relacionamentos bidirecionais baseados em necessidade mútua, ou seja, serviços e usuários
das bibliotecas e outras demandas relacionadas ao cotidiano da comunidade e do bibliotecário.
A ALA (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 2006) atribui a denominação
para todos os indivíduos que defendem as bibliotecas e que acreditam e
lutam pelo acesso aberto e igualitário à informação. Esse grupo é formado por bibliotecários,
amigos da biblioteca, usuários, administradores, líderes comunitários, e demais cidadãos que
potencialmente podem contribuir para a defesa das bibliotecas. Segundo a associação, para a
construção de uma rede de advocacy para as bibliotecas, será necessário um recrutamento
contínuo de estrutura clara e comunicação regular, somente assim, é possível informar,

�envolver e engajar outros profissionais. É importante ressaltar que ações dessa natureza
devem incluir membros da comunidade, empresários, ex-alunos, editores de jornais e
legisladores, assim como usuários de bibliotecas e funcionários. Quanto maior e diversificada
for a rede e mais poderosos forem os seus membros, mais forte será a influência exercida.
A Canadian Associations of Public Libraries (CAPL, 2011) recomenda que um
programa de advocacy adote estratégias relacionadas às características e interesses de um
grupo para que essas possam influenciá-lo com o intuito de se envolver com o programa. No
contexto bibliotecário, o envolvimento pode ocorrer tanto de forma emocional, por meio da
evocação de memórias ou histórias (por exemplo, um testemunho de um usuário que foi
beneficiado por um produto ou serviço da biblioteca), quanto pelo engajamento da
comunidade a favor da própria biblioteca. Sobre a ideia de engajamento, é pertinente ressaltar
que esse promove a identidade de uma instituição e, simultaneamente, pode auxiliar na
criação de relacionamentos, parcerias e coalizões que defendam a causa promovida pelo
programa de advocacy. (CANADIAN ASSOCIATIONS OF PUBLIC LIBRARIES, 2011).
Ainda na perspectiva de elos a serem construídos, a busca pela cooperação de
bibliotecários de outras instituições, além das de IES, oportunizará uma ação empreendedora
cujos engajamentos, comprometimento e sentimento de valorização profissional serão o início
para uma grande mudança. Trata-se, pois, de um desafio que despertará pensamentos críticos
sobre a valorização da profissão de bibliotecário. No contexto universitário, o acesso à
informação permite aos pesquisadores conhecerem as pesquisas mais recentes em suas áreas
de especialidade de forma a realizarem melhor suas atividades e, assim, alcançarem resultados
que promovam o desenvolvimento da sociedade. As atividades de extensão bibliotecária que
possuem valor cultural, educacional e informacional transcendem a promoção do acervo e,
segundo Araújo e Francelin (2016), podem assumir as características de um processo
dialógico propiciando a realização de projetos internos e externos à instituição. Mesmo sendo
facultativo esse diálogo durante as ações de extensão, as bibliotecas no contexto acadêmico

O trabalho com o advocacy também deve ser entendido como um plano de marketing
que valoriza o exercício da profissão e atrai o empreendedor externo viabilizando as ações ou
advocacy, tanto para os serviços
como para a profissão é particularmente importante para este empreendimento, especialmente
tendo em conta as mudanças culturais que questionaram o entendimento tradicional do

�Hicks (2016) sugere que para defender efetivamente os serviços e a Biblioteconomia,
o bibliotecário precisa refletir sobre as relações que deseja com seus grupos de usuários e os
serviços que são oferecidos. Além disso, ele deve considerar o que realmente espera dos
usuários, dos serviços e como essas relações e entendimentos se cruzam. Advocacy e serviço
constituem o repertório do qual o bibliotecário deve lançar mão para construir sua identidade
e suas ações. De posse desse repertório, ele pode interagir com a comunidade e com situações
de demanda levando em conta seus insights e observando as melhores formas para projetar e
oferecer seus serviços assim como deve relacionar-se com a comunidade. Essa postura
influencia diretamente os resultados que obterá junto aos defensores da Biblioteca (HICKS,
2016).
4 Sobre advovacy
4.1 Iniciativas de advocacy
O International Advocacy Program (IAP) da IFLA promove e apoia as iniciativas das
bibliotecas em nível mundial, incentivando o planejamento e a implementação da Agenda
2030 das Nações Unidas e o Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
Como resultado do trabalho de advocacy realizado pela IFLA, pelos associados, pelos
signatários da Declaração de Lyon, parceiros e aliados na sociedade civil e Estados Membros
da ONU, o acesso à informação foi reconhecido nos ODS como um alvo sob o Objetivo 16:
Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento
sustentável, facilitar o acesso à justiça para todos e criar instituições eficazes,
responsáveis e inclusivas em todos os níveis. [...]
Assegurar o acesso público à informação e proteger as liberdades
fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e os acordos
FEDERATION
OF
LIBRARY
internacionais.
(INTERNATIONAL
ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS, 2016, p.3).

A IFLA, juntamente com as Nações Unidas, contribui para a implementação da
Agenda 2030 com o intuito de alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em
relação às bibliotecas e ao acesso à informação. É importante ressaltar que se trata de um
momento de enorme oportunidade às bibliotecas, uma vez que se tem maior visibilidade sobre
a sua importância, o seu trabalho e o seu impacto na sociedade.
Cabe aos bibliotecários atuar urgentemente para garantir que as bibliotecas façam
parte das metas e iniciativas do Plano de Desenvolvimento Nacional para os Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável. Somente assim, com a conscientização da importância da

�valorização do papel social das bibliotecas, sensibilizar-se-á a sociedade para que haja
apropriação de conhecimento, cultura e lazer.
4.2 Situação atual: foco nas ações
Em outubro de 2017, a IFLA (INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY
ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS, 2017) publicou um documento com a situação das
bibliotecas na África, Ásia e Oceania, Europa e América Latina e o Caribe. É possível
encontrar no documento as ações sugeridas para atingir as metas da Agenda 2030. Notam-se
iniciativas que trazem à discussão as inúmeras formas de compartilhamento e troca de
informações e experiências sobre a prática do advocacy nas bibliotecas.
No Brasil, as ações do Programa Internacional de Advocacy, realizado no ano de 2017,
buscam, sobretudo, conscientização. Na Reunião Regional do Estado do Pará, ocorreu um
momento em que os participantes adquiriram conhecimento da realidade local e consciência
para desenvolver e melhorar os serviços alinhados com as metas do Desenvolvimento
Sustentável, com intuito de se reconhecerem como estratégicos parceiros para os seus
municípios.
No Encontro Regional de Sergipe, com a participação de bibliotecários públicos e
secretários de Cultura dos municípios, divulgou-se a Agenda ONU 2030. Além disso, foram
destacados 1) o papel das bibliotecas no apoio às metas de desenvolvimento sustentável e 2)
motivações para que os alunos se envolvessem em atividades de advocacy.
O Encontro Regional de Minas Gerais reuniu bibliotecários, professores de Belo
Horizonte, integrantes do Programa Internacional de Advocacy, a Presidente da FEBAB. Esse
encontro permitiu uma reunião com a Secretaria do Governo do Estado para defender as
bibliotecas e sua inclusão no Plano Nacional de Desenvolvimento. Ocorreram também
reuniões em Pernambuco e em Santa Catarina sobre a Agenda da ONU 2030 e o papel das
bibliotecas.
Convém ressaltar que o grande destaque para o ano de 2017 foi a organização do 27º
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 2017 (CBBD), pela FEBAB, cujo
das Nações Unidas: como as bibliotecas
evento. A Presidente da IFLA fez a abertura oficial do evento com a apresentação: "Agenda
2030, a visão da IFLA e seu alinhamento com
tendências e integrar os profissionais da biblioteconomia brasileira. Alinhado com o Programa

�Internacional de Advocacy (IAP), o CBBD proporcionou situações exemplares de como o
bibliotecário comprometido pode fazer diferença na sociedade e contribuir ativamente para o
seu desenvolvimento.
importante para a área. Esse consiste em uma iniciativa da FEBAB, durante o 25º CBBD, que
aconteceu no ano de 2013, na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. O movimento
foi criado para mobilizar a sociedade e mostrar que as bibliotecas não são apenas um espaço
para guardar livros, mas espaços convidativos que, além de incentivar a leitura, oferecem uma
-se em andamento e conta com o apoio de vários órgãos e instituições da
área. O principal objetivo do movimento consiste em motivar os cidadãos para cobrarem e
esperarem por uma biblioteca de qualidade, que promova a inclusão e a formação cidadã com
inúmeras formas de conhecimento, cultura, arte e lazer. Um ano antes, em 2012, a FEBAB já
se mostrava ser referência para a área. Nesse mesmo ano, ela foi responsável pela tradução do
Manual das pessoas que advogam pela Biblioteca, lançado pela ALA (AMERICAN
LIBRARY ASSOCIATION, 2008) visando orientar defensores da Biblioteca no Brasil.
Dimário et al. (2017) relatam a experiência de criação de um grupo de bibliotecários
empenhados em fortalecer as relações e a interação entre profissionais, em uma proposta
efetiva de troca de experiências e crescimento mútuo. A partir dessa ação, foi realizado um
evento para marcar a formação de um grupo maior de profissionais que atuam na região
central do Estado de São Paulo, interessados em realizar atividades e discussões profícuas
para o desenvolvimento das bibliotecas, e centros de informação e documentação. O
encontro teve como objetivo o fortalecimento da visão da profissão e do profissional na
sociedade local, propiciando uma oportunidade para que os bibliotecários pudessem estudar
e aplicar o conceito de advocacy com o intuito de revitalizar as bibliotecas da região, por
meio de uma rede de apoio e cooperação. A proposta do evento foi de reunir profissionais
com o objetivo de lutar e crescer para a melhoria e reconhecimento da área. O evento
mobilizou os bibliotecários para uma mudança de atitude em sua comunidade, em seu local
de trabalho e, mais particularmente, em seu crescimento pessoal.
Por fim, a partir da revisão dos eventos que contaram com ações, observa-se que a
prática colaborativa entre profissionais é um meio para adequar as práticas profissionais no
cenário atual e demonstra que uma ação local, iniciada no âmbito da extensão universitária,
pode ser realizada em conjunto com profissionais de outros âmbitos bibliotecários, revelando

�que os anseios e desejos são comuns, independentemente do contexto de atuação, seja ele
universitário, escolar, público ou especializado.
5 Considerações finais
Além de ações que ressaltem a importância da biblioteca universitária, cada vez mais
verifica-se a necessidade daquelas voltadas para a valorização do profissional, como o
empreendedorismo, o engajamento em políticas públicas das pautas mundiais para aplicação
na biblioteca, a participação no movimento associativo da categoria e o advocacy.
O trabalho com o advocacy também deve ser entendido como um plano de marketing
que valoriza o exercício da profissão. Esse contribui para que os profissionais e suas
bibliotecas estejam inseridos nos esforços institucionais e sejam cumpridas as relevantes
políticas públicas e o acesso à informação. Assim, vivenciando oportunidades de
empreendedorismo, o bibliotecário atingirá a valorização e a realização profissional que
implicam necessariamente em investimento na atualização constante.
Portanto, a missão do bibliotecário é facilitar o acesso à informação, possibilitando
aprendizado ao longo da vida. Somente assim, conseguir-se-á ir além da profissão e ser agente
de transformação social para a melhoria da sociedade em que vivemos.
Referências
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&lt;http://www.ala.org/aboutala/governance/policymanual/updatedpolicymanual/tableofcontents
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&lt;http://www.ala.org/advocacy/intfreedom/statementspols/corevalues&gt;. Acesso em: 28 nov.
2017.
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AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA).
Chicago: ALA, 2006. Disponível em:
&lt;http://https://www.ala.org/ala/advocacybucket/libraryadvocateshandbook.pdf&gt;. Acesso em:
28 nov. 2017.
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA). Manual das pessoas que advogam pela
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Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições- FEBAB realizada em 2012.
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O trabalho visa promover uma reflexão sobre valores da Biblioteconomia e o novo desafio do bibliotecário em assumir o papel de empreendedor, promotor das ações de extensão e advocacy e agente ativo em ações para a implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável. A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico, a revisão de políticas e manuais da International Federation of Library Associations and Institutions, American Library Association e da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários e Cientistas da Informação e Instituições e o apontamento de ações realizadas nacionalmente para advocacy e desenvolvimento da Agenda 2030. Por fim, observa-se que além de ações, tanto no âmbito da biblioteca universitária, como fora dela, cada vez mais verifica-se a necessidade de práticas profissionais colaborativas voltadas para a valorização do profissional, como o empreendedorismo, o engajamento em políticas públicas das pautas mundiais para aplicação na biblioteca, a participação no movimento associativo da categoria e o advocacy</text>
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