<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5730" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5730?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-28T06:34:36-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4795">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/47/5730/SNBU2006_323.pdf</src>
      <authentication>80033168863ecea8c5fac4dd024d4754</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="61472">
                  <text>TECNOLOGIAS COMO FACILITADORAS AO USO DE CONHECIMENTO NA
BIBLIOTECA DO UNIPÊ
Marcos Paulo Farias Rodrigues1
Emeide Nóbrega Duarte²
UFPB / CCSA / DBD  Campus I - Cidade Universitária, João Pessoa, PB

RESUMO
Apresenta resultado de pesquisa na área de tecnologia da informação, consoante
as recomendações dos enfoques teóricos que abordam as organizações da era do
conhecimento. Considera a biblioteca universitária uma organização que reúne
informações e conhecimentos, disponibilizados por meio de tecnologias que
possibilitam acesso, uso e geração de novos conhecimentos. Para se caracterizar
como tal, enfatiza-se que essas organizações devem gerenciar a dimensão
tecnologia, na tentativa de captar, armazenar, gerar e compartilhar o
conhecimento, democratizando-o. Objetiva-se analisar a adoção de tecnologias de
informação que facilitam o uso do conhecimento na Biblioteca do Centro
Universitário de João Pessoa (UNIPE). Metodologicamente, a pesquisa é
delineada como estudo de campo, de nível exploratório-descritivo, de natureza
qualitativa. Adota-se como sujeitos, os bibliotecários responsáveis pelos setores,
profissionais considerados detentores do conhecimento tácito organizacional. A
coleta de dados se deu por observação não participante, cujas anotações foram
validadas pelos informantes. Os resultados indicam que a biblioteca adota
ferramentas tecnológicas como internet, o uso de redes e workflow para promover
a comunicação. Evidencia-se a necessidade de maior (re)conhecimento das
ferramentas indicadas para sua adoção no ambiente estudado. Diante da
viabilidade de uso das ferramentas mapeadas apresenta-se um modelo acessível,
considerando os recursos da instituição como um sistema integrado.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Tecnologia da Informação.

INTRODUÇÃO

Ao aplicar o modelo de organização do conhecimento apresentado por Angeloni
(2002) que propõe a adoção de três dimensões: Infra-estrutura, Pessoas e
Tecnologia e as variáveis que compõem cada uma das dimensões no
desempenho dos serviços da Biblioteca Central da UFPB e Biblioteca Central do
1

Bacharel em Biblioteconomia / UFPB e Ex-Bolsista CNPQ/UFPB  mpfdrodrigues@hotmail.com
² Dr.ª em Administração pela UFPB, Professora do Departamento de Biblioteconomia e
Documentação/UFPB  emeide@hotmail.com

�Centro Universitário de Ensino da Paraíba - UNIPÊ, os resultados referentes a
dimensão tecnologia foram surpreendentes. As organizações estudadas usam
algumas tecnologias (Redes e GED), mas não têm conhecimento que as aplicam.
A dimensão Tecnologia, foco desse estudo, segundo Angeloni (2002) funciona
como suporte para a criação, disseminação e armazenamento do conhecimento,
sendo constituída das seguintes tecnologias básicas: Redes (Intranet, Extranet e
Internet), Data Warehousing, Groupware, Workflow, GED/EED.

Os profissionais atuantes na organização como sujeitos da pesquisa, informaram
que entre as ferramentas tecnológicas adotadas, destacam-se o uso de redes,
propiciadas pela internet e intranet no sentido de facilitar a comunicação. Tendo
em vista que outras ferramentas como GED/EED, data warehouse, groupware e
workflow, não foram citadas pelos sujeitos como aplicação no ambiente da
organização, embora tenha-se constatado in loco o uso de algumas delas,
surgem então as questões: quais ferramentas tecnológicas estão realmente sendo
adotadas na Biblioteca do UNIPÊ, no desempenho das atividades? E quais as
ferramentas que poderão ser adotadas para facilitar a socialização de
conhecimento?

Com o surgimento da questão e o interesse de desenvolver a pesquisa mais
aprofundada, optamos em escolher como campo de estágio para conclusão do
Curso

de

Biblioteconomia,

a

Biblioteca

do

UNIPÊ,

o

que

possibilitou

concomitantemente o desenvolvimento da pesquisa. Além dos motivos de ordem
científica e institucional que justificam a escolha pelo tema, pessoalmente
interessa-nos conhecer as práticas do uso de tecnologias que podem propiciar a
socialização do conhecimento no ambiente dessa unidade de informação.

Considerando a problematização exposta, assim como os motivos que
desencadearam este estudo, definimos como objetivo, analisar a adoção de

�tecnologias de informação que facilitam o uso de conhecimento na biblioteca do
UNIPÊ.

TECNOLOGIAS QUE PROMOVEM O CONHECIMENTO NAS ORGANIZAÇÕES

Se fôssemos resgatar a evolução da humanidade desde a pré-história, certamente
encontraríamos nesse percurso a presença de um elemento que, para alguns, é
motivo de fascinação, e, para outros, de rejeição, de fobia. Estamos nos referindo
à tecnologia, sem entrar no mérito da expressão mais adequada para defini-la. O
que importa salientar é que a tecnologia não está isolada das questões sociais e
culturais que permeiam o mundo atual.

Para Angeloni (2000) a Tecnologia da Informação ou simplesmente TI é definida
como recursos de hardware e software que apóiam a tomada de decisão e o
gerenciamento de informações e conhecimentos, considerando os indivíduos que
participam desses processos. Ratificado por Rezende (2000 apud BEAL, 2005), a
TI está fundamentada nos componentes hardware e seus dispositivos e
periféricos, software e seus recursos, sistemas de telecomunicações e gestão de
dados e informações.

Surgiram novos conceitos com o avanço da tecnologia, em relação à Ciência da
Informação (CI), termos como inteligência ou imaginação artificial, monitoramento
tecnológico,

ciberespaço,

realidade

virtual,

hipertexto,

hiperfilme,

portais

eletrônicos, infometria, webmetria, bibliotecas digitais e acesso em linha,
(BUFREM, 2004). Cada nome citado refere-se a um avanço tecnológico,
ampliando o vocabulário da TI.

As TIs contribuíram fundamentalmente para a alavancagem dos processos de
conversão do conhecimento, como socialização, externalização, combinação e
internalização

(ANGELONI,

2002).

Conseqüentemente

softwares

foram

desenvolvidos para suprir e acelerar as rotinas de trabalho nas organizações,

�buscando resultados ou respostas que antes demoravam horas ou dias para obtêlas. Segundo Costa e Gouvinhas (2005), o mapeamento dos processos é um
alicerce para todo e qualquer trabalho de gestão do conhecimento, pois a empresa
precisa conhecer como ela mesma funciona, ou seja, como são realizadas suas
operações, seus negócios e suas atividades.
A aplicação de TI tem sido feita com o intuito de facilitar a manipulação e uso das
informações e do conhecimento nas organizações, possibilitando o cruzamento de
dados e informações relevantes para a tomada de decisões. Assim, aquelas tidas
como ferramentas importantes no processo de gestão do conhecimento, devem
ser reconhecidas e implantadas nas organizações do conhecimento.
Dada a recente ascensão do uso do conhecimento nas organizações, pesquisas
têm surgido, cujos resultados apontam modelos alternativos para a construção de
uma organização do conhecimento. Angeloni (2002) define as organizações do
conhecimento como aquelas voltadas para a criação, o armazenamento e
compartilhamento do conhecimento, por meio de um processo catalisador cíclico a
partir de três dimensões.
No Modelo proposto pela autora, a primeira dimensão em formato de átomo está
relacionada à Infra-estrutura Organizacional, referindo-se à construção de um
ambiente favorável ao objetivo da organização do conhecimento. A segunda
Dimensão refere-se às Pessoas que, nas organizações do conhecimento, são
profissionais qualificados, como afirmam Sveiby (1998), Stewart (1998) e
Davenport e Prusak (1998), estando relacionada a características necessárias às
atividades do conhecimento. A terceira dimensão diz respeito à Tecnologia,
funcionando como um suporte para a criação, disseminação e armazenamento do
conhecimento. O foco de análise desta pesquisa é constituída das seguintes
tecnologias básicas:

�Tecnologia

Redes

Data
Warehouse

Workflow

GED /EED

Groupware

Figura 1  Dimensão Tecnologia do modelo de organização da era do conhecimento
Fonte: Angeloni (2002)

Estas ferramentas são sugeridas não só por Angeloni (2002) mas outros
autores que complementam a abordagem aos quais recorremos para subsidiar
este estudo, procurando seguir a Figura 1, em forma de átomo e suas variáveis,
com conceitos, fundamentos, vantagens de uso e outras informações pertinentes
conforme segue:
a) Redes de Computador - as redes criam uma infra-estrutura potencial para o
intercâmbio de informações e conhecimentos, possibilitando, segundo Pereira
(2002), conectar dois ou mais sistemas, permitindo compartilhar conhecimentos à
distância, alterar as práticas de comunicação e a maneira de como a informação e
o conhecimento fluem dentro da organização, níveis de qualidade e prestação de
serviços superiores. Em decorrência ao livre fluxo de informações, aumentam a
interação e o aprendizado das pessoas, contribuindo para novos conhecimentos,
favorecendo a criação de mercados virtuais de conhecimento, por meio das
ferramentas intranet, Internet, extranet e demais tecnologias de redes.
- Intranet - entre as vantagens que a Intranet oferece destacam-se: possibilita
maior aproveitamento da inteligência da organização, pois permite aos usuários
criar, acessar e distribuir informações facilmente; contribui com as novas
tecnologias possibilitando a externalização do conhecimento tornando explícito, o
conhecimento tácito. (LIMA; SICSÚ; CABRAL, 2004).
- Internet - vem servindo como base para diversos programas e ambientes que
propiciam a captação, o armazenamento e principalmente a difusão dos

�conhecimentos, impondo novas formas de organização que incluem desde os
relacionamentos mais próximos com fornecedores e clientes até a integração
virtual da empresa com outras entidades.
- Extranet - redes que conectam alguns dos recursos Intranet de uma empresa
com outras organizações e indivíduos. (PEREIRA, 2002). Dentre as vantagens
destacamos a agilização da transmissão de dados, descentralização de
atividades, transferência de competências, organização a combinação de
conhecimento, passando segurança aos envolvidos que formam a rede.
b) Data Warehouse - um grande armazém de dados onde estão os dados dos
mais diversos sistemas que podem ser interligados e requisitados pelos usuários
da organização de forma flexível, contendo um conjunto de programas que
extraem dados do ambiente ou dados operacionais da empresa, formado por uma
grande quantidade de dados que mantêm os sistemas atualizados. (CADDAH
NETO, 2005).

c) Workflow - significa fluxo de trabalho, conhecida genericamente como uma
tecnologia para trabalho em grupo, é uma ferramenta que possibilita um trabalho
integrado, cooperativo e ativo. (DUARTE; SZOSTAK, 2000). Considerando que os
sistemas de Workflow são projetados para automatizar processos, nesse sentido,
podem e devem ser aplicados como ativo diferencial na conversão do
conhecimento tácito em explícito, proporcionando automação de processos e
facilitando o fluxo de trabalho.
d) Groupware - nome dado ao uso das tecnologias de informação como suporte
ao trabalho em grupo, tais como reuniões e trabalhos de equipes a distância
(TORRES, 1995 apud PEREIRA, 2002). A utilização de sistemas de Workflow e
Groupware possibilita a redução considerável do uso de papel, por meio do
gerenciamento de documentos eletrônicos, ou mesmo de processos usualmente
manuais realizados de forma eletrônica. Ao Identificar os processos da
organização, os mesmos podem ser estruturados passando a serem realizados

�por meio eletrônico através de aplicações integradas aos sistemas legados que
agilizam e facilitam o processo. (LIMA; SICSÚ; CABRAL, 2004).
e) GED/EED - significa gestão eletrônica de documentos ou edição eletrônica dos
documentos que reagrupam informações, facilitando seu arquivamento, acesso,
consulta e difusão, tanto em nível interno como externo. As tecnologias de GED
estão sólidas, isso devido à evolução nos hardware e software, facilitando assim a
aplicação da GED em qualquer organização (ANDRADE, 2005). A GED promove
a automação do ciclo de vida dos documentos, provendo um repositório comum, o
qual possibilita capturar, armazenar e indexar documentos de qualquer
formato/suporte físico (texto, imagens, páginas html, documentos escaneados,
formatos multimídia).

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A escolha do ambiente onde se realizou a pesquisa, a caracteriza quanto ao
delineamento, como estudo de campo, que corresponde à coleta direta de
informação no local que acontecem os fenômenos. Quanto à natureza caracterizase como pesquisa de abordagem qualitativa. Objetivou descrever as variáveis que
identificaram as práticas de uso do conhecimento da Biblioteca em estudo,
conforme

as

dimensões

do

Modelo

de

Organização

do

Conhecimento

apresentado por Angeloni (2002), especificamente referente à dimensão
tecnologia, caracterizando a pesquisa como descritiva. Pesquisa descritiva
segundo Gil (1999, p. 44) ... salientam-se aquelas que têm por objetivo estudar as
características de um grupo [...] ou fenômeno ou o estabelecimento de relações
entre variáveis.
Sujeitos de pesquisa e Instrumento de coleta de dados
Definiram-se como sujeitos, os bibliotecários responsáveis pelos setores, que
apresentaram os serviços e foram responsáveis pela assistência ao estagiário

�durante todas as fases do estágio supervisionado, devidamente apresentados pela
dirigente da biblioteca, por ocasião da visita aos setores.
Foi adotada a técnica da observação simples ou observação não-participante.
Segundo GIL (1999) por observação simples entende-se aquela em que o
pesquisador, permanecendo alheio à comunidade, grupo ou situação que
pretende estudar, observa de maneira espontânea os fatos que aí ocorrem. Para
certificar

a

credibilidade

das

observações

solicitamos

aos

profissionais

responsáveis por cada setor analisado que conferissem os dados anotados em
diário de campo, para validá-los.
Definição da análise dos dados
Na análise qualitativa foram feitas citações diretas das frases que constataram
indicadores que caracterizam as práticas de GC, identificadas com a aplicação da
observação. Os dados coletados foram apresentados em forma de quadros,
registrando-se as categorias e seus respectivos indicadores.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Para possibilitar o levantamento dos dados por ocasião das visitas aos setores
previstos no estágio supervisionado, elaboramos um quadro contendo as variáveis
necessárias para atender aos objetivos da pesquisa, além das práticas realizadas
em cumprimento ao programa do estágio seguindo a estrutura organizacional da
Biblioteca.

Registramos as anotações em conformidade com os setores existentes em real
funcionamento, identificando uma estrutura informal paralela. Os mesmos
procedimentos foram feitos nos devidos setores da organização: Setor de
Aquisição, Setor Técnico; Setor de Periódicos e Produção Científica; Setor de
Referência; Setor de Empréstimo; Setor de Consulta / Pesquisa Local / Videoteca;
Núcleo de Estudo do Docente e Discente.

�Comparando a proposta de uso de ferramentas tecnológicas apresentadas por
Angeloni (2002) e os resultados de pesquisa que precederam e originaram a
pesquisa em pauta, em que esta Biblioteca fazia uso apenas de ferramentas para
colocar a organização em rede, as observações realizadas foram surpreendentes
e apresentaram uma realidade na qual outras ferramentas são adotadas mas não
foram informadas na primeira aproximação. Ao condensar os dados coletados,
setor por setor, durante a realização do estágio supervisionado e com a validação
dos profissionais responsáveis por cada um deles, foi possível visualizar o
seguinte panorama:

Proposta

do

modelo Ferramentas

mapeado  variáveis

adotadas Ferramentas sugeridas

por setor e serviços

por setor e serviços

Redes  Internet

SIM

SIM

Workflow

SIM

SIM

Data warehouse*

NÃO

SIM

Groupware

NÃO

SIM

GED/EED

NÃO

SIM

Quadro 1 - Uso de ferramentas tecnológicas e sugestões para sua adoção na Biblioteca
Universitária
* Dependendo das condições financeiras da instituição.

Comparando o modelo de Angeloni (2002) Organização da era do Conhecimento
apresentado na forma da Figura 1 com a Figura 2 que mostra nas partes
destacadas em vermelho escuro, o que já está sendo utilizado na organização, e,
sem preenchimento, o que ainda não foi implantado, obtivemos o seguinte
resultado.

�Tecnologia

Redes - Inte rnet

Workflow (Automação)

Figura 2  Tecnologia da Informação usada na Biblioteca do UNIPÊ
Fonte: Pesquisa direta, 2005

Observando os resultados quanto as ferramentas de Tecnologia da Informação
adotadas pela Biblioteca, nos conduzem às considerações finais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em conformidade com os objetivos propostos na pesquisa, ao analisar a adoção
de tecnologias de informação que facilitam o uso do conhecimento na Biblioteca
do UNIPÊ foi possível identificar o fluxo dos serviços que são realizados com uso
ou sem uso de tecnologias. Mapeando as tecnologias propostas no modelo
trabalhando, cabe-nos propor a adoção das ferramentas no desempenho das
atividades.

Comparando a proposta original, que é formada pelas ferramentas, a saber,
Redes, Data Warehouse, Workflow, Groupware e GED, a biblioteca adota a
intranet, no referente às redes, e a ferramenta workflow. Tendo em vista estes
resultados apresentamos um modelo  em forma de CD ROM  mais acessível,
que reflete a realidade ambiental do campo de estudo em sintonia com os
recursos humanos, físicos, financeiros e tecnológicos da instituição mantenedora.

�Redes

Tec
n
Banco de Dados

Fluxo de
Trabalho

olo

gi a

Trabalho em
Grupo

Gerenciamento
Eletrônico de Documentos

Figura 3  Proposta para adoção de ferramentas tecnológicas
Fonte Pesquisa direta, 2005

Propomos a possibilidade de aplicação em bibliotecas universitárias rumo as
organização da era do conhecimento, as seguintes ferramentas tecnológicas:
Redes - sua implantação pode favorecer trabalhos como o marketing, o serviço de
referência virtual, empréstimo, devolução, recuperação e disseminação seletiva da
informação, criação de biblioteca virtual, disponibilização de informação eletrônica,
informações gerenciais sobre a biblioteca, correio-eletrônico, serviço de alerta,
grupo de notícias ou discussões, acesso a bases de dados online, cooperação
entre bibliotecas e redes de bibliotecas. A Intranet como rede interna de
comunicação entre os setores da biblioteca possibilita os seguintes benefícios:
permite a visão sistêmica, uma vez que na Intranet está refletida a estrutura da
biblioteca, facilita a identificação de pessoas e sua alocação. A ferramenta
Extranet,

vai

permitir

biblioteca/fornecedor,

o

compartilhamento

biblioteca/cliente,

de

informações

biblioteca/biblioteca,

formando

entre
um

sistema.
Fluxo de trabalho  sua adoção vai facilitar a rotina; processo de aquisição de
documentos e processos técnicos e permiti a reunião dos fluxos passando a
constituir o manual de serviços. Os setores como Empréstimo e Referência,
precisam de um melhor treinamento nas áreas envolvidas e a implantação nos
setores que ainda não automatizaram o fluxo de trabalho, o que seria de grande

�importância para o controle e o acesso às informações quando solicitadas para
consulta.

Trabalho em Grupo  importante para aquisição de novas informações, facilita o
trabalho em grupo entre bibliotecas e/ou bibliotecários cooperantes que queiram
formar um sistema de compartilhamento em rede. Sugerimos algumas
ferramentas para o trabalho em grupo: o MIRC para o colaborador da própria
instituição e sua comunicação interna; a ferramenta Messenger para adquirir e
melhorar a comunicação externa entre gestores, colaboradores e fornecedores da
área e procurar grupos já existentes na área de biblioteconomia, administração e
tecnologia da informação. Seria também um meio de reduzir custos com ligações
e comunicação entre fornecedores, colaboradores e companheiros da área de
biblioteconomia e administração interna.
Banco de Dados  ao ser adotado na organização permite traçar o perfil dos
usuários, fazer atendimento personalizado aos clientes; auxiliar na tomada de
decisão no processo de desenvolvimento das coleções, ajudar na decisão em
priorizar o processo técnico, permitir identificar os horários de mais freqüência aos
serviços possibilitando remanejamento de pessoal (rodízio). Pode ser adotado no
setor de Periódicos e Produção Científica. O Banco de Dados pode satisfazer às
necessidades dos usuários e proporcionar agilidades na transmissão da
informação, desempenhando o trabalho de fornecer a informação certa para o
usuário certo.

Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED)  pode ser usada na
produção científica da Universidade a exemplo da organização de documentos
(artigos, teses, dissertações, relatórios técnicos), e sua preservação facilitaria
assim o manuseio e aquisição. Outra função é promover a perenidade de coleções
de obras raras. No setor de Periódicos e Produção Científica facilitaria a consulta,
no setor de multimídia seria de grande necessidade para o compartilhamento de
documentos entre os usuários e instituições. No setor Técnico e no setor de

�Aquisição traria maior controle e segurança na conservação e disseminação dos
dados produzidos.

Com base na fundamentação teórica levantada neste trabalho, e nas observações
realizadas durante a pesquisa, podemos destacar uma série de observações:

- a organização estudada é uma verdadeira base para adquirir informações e
aprimorar a aprendizagem, não só para os cursos oferecidos na própria instituição
como Administração e Ciência da Computação, mas também para outros cursos
oferecidos nas outras instituições de ensino.

- o surgimento de parcerias entre os cursos seria de grande avanço para a
organização.

- o curso de Ciência da Computação poderia aprimorar e ajudar o sistema de
tecnologia da informação da Biblioteca, assim como o de Administração,
assessorar na gestão.

Com a colaboração das áreas mencionadas, a Biblioteca poderia avançar na
implantação de Tecnologia da Informação.

Enfim, evidencia-se a necessidade de maior (re)conhecimento das ferramentas
indicadas para sua adoção no ambiente estudado, tendo a análise demonstrado
que o uso das tecnologias propostas é possível na realidade da Biblioteca Central
do Instituto Paraibano de Educação, para criação, disseminação e uso do
conhecimento organizacional.

�TECHNOLOGIES THE FACILITATES TO THE USE OF KNOWLEDGE IN THE
LIBRARY OF THE UNIPÊ
ABSTRACT

This study presents results of a research about the information technology area,
according to the recommendations of the theoretical approaches that deal with the
organizations of the knlowledge time. It considers the university library as an
organization that gathers informations and knowledge which should be available by
technologies that can enable the access, as well as the usage and generation of
new kinds of knowledge. In order to be characterized as such it is emphasized that
those organizations must manage the dimension technology attempting to collect,
store, generate and share the knowledge, causing to democratize it. It has as
objective to analyze the adoption of information technologies that can facilitate the
use of the knowledge in the Library of the University Center in João Pessoa
(UNIPE). Methodologically, the research is directed as a field study of an
exploratory and descriptive kind and qualitative approach. The subjects that were
adopted were the librarians in charge of the areas that presented the services
during the supervised probation period, professionals who are considered the keypersons in the library considered as possessors of the implicit and organizational
know-how. The instrument used to collect data constituted the non participant
observation, were validated by the informers. The results indicate that the library
studied adopts the technological tools like internet, caracterizing the use of
networks and workflow to promote the communication . It evidenced the necessity
of a major knowledge of the tools which were indicated for its utilization in the
environment studied. Facing the viability of the use of tools which were mapped we
show a more accessible proposal, considering the resources of the institution as an
integrated system.
Key-words: University Library. Information Technology
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Marcos Vinícius Mendonça. Gerenciamento Eletrônico da
Informação: ferramenta para a gerência eficiente dos processos de trabalho.
Disponível em: &lt;http://www.ndc.uff.br/textos/gei.pdf &gt;, Acesso em: 12 de jun.
2005.
ANGELONI, Maria Terezinha. Organizações do conhecimento: infra-estrutura,
pessoas e tecnologia. São Paulo: Saraiva, 2002. 215p.
BEAL, Adriana. Introdução à Gestão de Tecnologia da Informação. 5. ed dez.
2003. Disponível em &lt;http://www.vydia.com.br&gt; Acesso em 15 de jul. 2005.

�BUFREM, Leilah Santiago. Levantando significações para significantes: da gestão
do conhecimento a organização do saber. Ciência da Informação, Florianópolis,
n. esp., 1º sem. 2004.
CADDAH NETO, Elias D. A utilização do Data Warehouse na geração de
informação para tomada de decisão. Revista Brasileira de Contabilidade. Ed
CFC n.152 mar/abr 2005. p.1-35
COSTA, Paulo Eduardo de Carvalho; GOUVINHAS, Reidson Pereira. Gestão do
conhecimento: quebrando o paradigma cultural para motivar o compartilhamento
do
conhecimento
dentro
das
organizações.
Disponível
em:
&lt;http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bte/bte.nsf.pdf &gt; Acesso em: 09 de ago.
2005.
DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial.
5.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998. 237p.
DUARTE, Denio; SZOSTAK, Ronaldo. A tecnologia WAP na Gestão do
Conhecimento. In: ISKM/DM, 2000. Anais Curitiba, PUCPR/CITS, 2000. 528p.
DUARTE, Emeide Nóbrega (coord.) et al. A biblioteca universitária como
organização do conhecimento: do modelo conceitual às práticas. Relatório
Técnico. João Pessoa, Departamento de Biblioteconomia e Documentação, 2004.
Projeto de Pesquisa PIBIC/CNPq.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed. São Paulo:
Atlas, 1999. 206p.
LIMA, Mávia Ferreira; SICSÚ, Abrahan Benzaquen; CABRAL, Ana Paula.
Sistemas de Workflow e Groupware na Gestão do Conhecimento como Diferencial
Competitivo. In: INTEMPRES, 2004: Workshop Internacional sobre Inteligência
Empresarial e Gestão do Conhecimento na Empresa, 5., 2004. Recife, 2004. 1
CD-ROM.
PEREIRA, Rita de Cássia de Faria. As redes como tecnologias de apoio à gestão
do conhecimento. In: ANGELONI, Maria Terezinha. Organizações do
conhecimento: infra-estrutura, pessoas e tecnologia. São Paulo: Saraiva, 2002.
cap.10, p.156-171.
STEWART, Thomas A. Capital intelectual: a nova vantagem competitiva das
empresas. Rio de Janeiro: Campus, 1998. 280p.
SVEIBY, Karl Erik. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando
patrimônios de conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1998. 237p.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="47">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51378">
                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51380">
                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51381">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51382">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51383">
                <text>2006</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51384">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51386">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="61446">
              <text>Tecnologias como facilitadoras ao uso de conhecimento na Biblioteca do UNIPÊ.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="61447">
              <text>Rodrigues, Marcos Paulo Farias; Duarte, Emeide Nóbrega</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="61448">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="61449">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="61450">
              <text>2006</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="61452">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="61453">
              <text>Apresenta resultado de pesquisa na área de tecnologia da informação, consoante as recomendações dos enfoques teóricos que abordam as organizações da era do conhecimento. Considera a biblioteca universitária uma organização que reúne informações e conhecimentos, disponibilizados por meio de tecnologias que possibilitam acesso, uso e geração de novos conhecimentos. Para se caracterizar como tal, enfatiza-se que essas organizações devem gerenciar a dimensão tecnologia, na tentativa de captar, armazenar, gerar e compartilhar o conhecimento, democratizando-o. Objetiva-se analisar a adoção de tecnologias de informação que facilitam o uso do conhecimento na Biblioteca do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPE). Metodologicamente, a pesquisa é delineada como estudo de campo, de nível exploratório-descritivo, de natureza qualitativa. Adota-se como sujeitos, os bibliotecários responsáveis pelos setores, profissionais considerados detentores do conhecimento tácito organizacional. A coleta de dados se deu por observação não participante, cujas anotações foram validadas pelos informantes. Os resultados indicam que a biblioteca adota ferramentas tecnológicas como internet, o uso de redes e workflow para promover a comunicação. Evidencia-se a necessidade de maior (re)conhecimento das ferramentas indicadas para sua adoção no ambiente estudado. Diante da viabilidade de uso das ferramentas mapeadas apresenta-se um modelo acessível, considerando os recursos da instituição como um sistema integrado.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69230">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
