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Ao Comitê Técnico-científico do XIV SNBU (Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias).
- TÍTULO: TABELA DE CLASSIFICAÇÃO DE ASSUNTOS NA ÁREA DE ARTE

- AUTORIA: Rosina Bahia Alice Carvalho dos Santos. Bibliotecária-Chefe
- INSTITUIÇÃO: Biblioteca Margarida Costa Pinto (especializada em Arte),
pertencente à Fundação Museu Carlos Costa Pinto
- ENDEREÇO: Av. Sete de Setembro, nº 2490  Vitória. 40.080-001 Salvador 
Bahia  Brasil
- E-mail: mccp@museucostapinto.com.br
- EIXO TEMÁTICO: Bibliotecas Especiais (Arte)

FORMA: Comunicação oral
Palavras-chave: Classificação; Arte; Biblioteca especializada; Museu

TABELA DE CLASSIFICAÇÃO DE ASSUNTOS NA ÁREA DE ARTE
A Tabela de Classificação de Assuntos na Área de Arte foi criada para
atender às necessidades de se classificar e arquivar o acervo de livros e folhetos
da Biblioteca Margarida Costa Pinto (BMCP), especializada em Arte, mais
especificamente Artes Decorativas, Museus, Museologia, Bahia, Folclore e
Artistas Plásticos, pertencente ao Museu Carlos Costa Pinto, que passou a
denominar-se

Biblioteca

Margarida Costa Pinto, em 1993, como justa

homenagem à instituidora do Museu.
Seu acervo é constituído de dois segmentos distintos: o primeiro, formado
pela antiga coleção bibliográfica do Casal Carlos e Margarida Costa Pinto e o
segundo, pela coleção atualizada, especializada em Arte, que é o acervo alvo que
se pretende atingir com a tabela ora apresentada.
Desse

segundo

acervo,

fazem

parte:

livros,

folhetos,

periódicos,

fotografias, postais, discos, CDs, CD-Roms, slides, fitas de vídeo, DVDs,

�2

recortes de jornais e revistas e catálogos de exposições de artistas, para os quais
foram utilizados, desde a implantação da Biblioteca, em 1974, sistemas próprios
para o seu tratamento técnico, bem como outros especialmente criados, visando
o processamento técnico dos diversos suportes de informação, como é o caso
de: a) indexação de catálogos de exposições de artistas: sistema desdobrado,
publicado em 1992; b) indexação de recortes de jornais e c) indexação de
materiais especiais: slides, fotografias, postais, discos, CDs, CD-Roms, DVDs
e fitas de vídeo.
O seu acervo de livros e folhetos, por ser muito especializado, não estava,
satisfatoriamente, contemplado pelas tabelas de classificação de assuntos já
existentes, que não permitiam o afunilamento, ou especificidade de busca dos
assuntos detalhados e minuciosos do acervo, como numa tabela própria, criada
para tal fim; além disso, seria inevitável a dispersão dos assuntos e,
consequentemente

dos

documentos,

já

previamente

arranjados

num

encadeamento seqüencial lógico de interdependência dos seus temas, de acordo
quer com a sua correlação, quer com o interesse dos usuários, já habituados com
o mesmo.

Assim, surgiu a idéia da criação de uma tabela de classificação
personalizada, que cobrisse todos os assuntos do seu acervo, com previsão para
novas inserções, sem alterar a ordem lógica seqüencial na qual os documentos
estavam arranjados, trazendo, ainda, como vantagens iniciais, a possibilidade de
se poder usar a nomenclatura técnica já utilizada pelo Setor de Documentação do
Museu Carlos Costa Pinto e a da sua Biblioteca (vocabulário controlado), além da
universalização da linguagem numérica.

Apesar da responsabilidade e da dimensão do desafio, significou a
concretização de uma antiga aspiração  a criação de uma tabela própria,
especializada em Arte. Por se reconhecer o alto gabarito e a competência dos
organismos internacionais e comissões que se ocupam com a elaboração das
tabelas de classificação, esta Tabela da Área de Arte, despretensiosamente,

�3

apresenta-se como uma simples ferramenta de trabalho para as Bibliotecas de
Arte.
Em meados de março de 1995, após renovadas tentativas de utilização da
Classificação Decimal Universal (CDU), decidiu-se pela retomada do projeto
inicial da elaboração de uma tabela de classificação específica para o acervo em
questão, concretizando-se a realização de um instrumento técnico de trabalho
biblioteconômico.
Tornou-se, assim, uma tabela personalizada de classificação, que serve
como subsídio, ou instrumento técnico de trabalho, podendo ser adotada por
Centros de Documentação e Bibliotecas que possuam acervos semelhantes e/ou
correlatos.

Complementando a tabela principal, foram criados elementos básicos para
o seu uso: a) duas tabelas auxiliares - uma de adicionais e outra para divisão de
forma  e b) um índice alfabético de assuntos, que os remete para os números
específicos no corpo da tabela, facilitando o seu manuseio, contando com o
auxílio de remissivas. São utilizadas, ainda, as tabelas auxiliares da CDU para:
área geográfica, período, povos e língua.

A notação das tabelas auxiliares (adicionais e de forma) é colocada após o
número de classificação, com seus respectivos símbolos: na de adicionais, o
número é precedido de hífen; na de forma, usa-se o parêntesis. Para a aplicação
das outras tabelas auxiliares citadas, são utilizadas as indicações da CDU,
seguindo-se, também, o seu uso e a sua notação. Assim como na CDU, também
é usada a relação entre dois e até três assuntos, com o recurso dos dois pontos.

Como vantagens, destacam-se: a) Auxiliar no endereçamento, ou seja,
número de chamada, que orienta o arquivamento e a localização do documento
no

momento

da

sua

busca.

b)

Identificadora

de

termos

específicos,

estabelecendo, conseqüentemente, um vocabulário controlado, bem como na
orientação

da

seqüência

e

interdependência

dos

assuntos,

no

seu

�4

encadeamento, facilitando a pesquisa; c) Permite o afunilamento dos assuntos,
facilitando uma classificação mais exata; d) Evita a dispersão dos assuntos, e
documentos, previamente arranjados; e) Facilidade de uso, pela universalização
da linguagem numérica; f) Farta utilização de notas explicativas e remissivas.
Na BMCP, para a recuperação da informação, propriamente dita, são
utilizados descritores, a partir do seu vocabulário controlado específico, articulado
com o vocabulário da tabela. Assim, pôde-se, com facilidade, modernizar e
agilizar a recuperação das informações num acervo que teve o seu arranjo
estruturado nos moldes tradicionais, com a vantagem da não dispersão dos seus
assuntos e temas correlatos, o que é muito útil para os pesquisadores e usuários
de um modo geral.
Do sumário da tabela, além da APRESENTAÇÃO, constam os itens: 1.
PRELIMINARES; 2. INTRODUÇÃO; 3. PLANO DA OBRA; 4. TABELAS
AUXILIARES; 4.1 TABELA AUXILIAR DE FORMA; 4.2 TABELA AUXILIAR DE
ADICIONAIS; 5. TABELA DE CLASSIFICAÇÃO e 6. ÍNDICE.
Não é uma classificação estanque; alguns tópicos já foram previstos e
novos assuntos poderão ser acrescentados à atual estrutura, nas classes vagas.
Algumas condições prévias favoreceram a sua elaboração: 1) conhecimento do
acervo; 2) estudo da disciplina Historiada Arte no Curso de Biblioteconomia; 3)
participação nos cursos de Arte promovidos pelo Museu Carlos Costa Pinto; 4)
análise dos documentos para atribuição de descritores; 5) interesse da
bibliotecária pela disciplina Classificação; 6) leitura de temas específicos, ligados
aos assuntos dos documentos analisados.

A avaliação da tabela é contínua, gerada pelo seu uso no dia a dia,
proporcionando aferição da satisfação na classificação afunilada dos assuntos e
a realização de correções e ajustes necessários.
As remissivas e notas explicativas são bastante utilizadas, quer no corpo
da tabela propriamente dita, quer no índice alfabético, facilitando o seu manuseio.

�5

É uma tabela numérica, de base decimal, possuindo 10 classes de 000 a
900, com suas respectivas subdivisões, muitas delas indo até à formação de
números com nove dígitos. Exemplificam-se, abaixo, as classes principais, com
suas primeiras divisões, para que se possa ter uma visão da abrangência geral
dos assuntos que formam a tabela
PLANO DA OBRA
000  Obras de referência. Museus. Museologia
001  Dicionários
002  Enciclopédias
003  Catálogos. Guias
004  Livros. Documentos
005  Sítios arqueológicos. Arqueologia
006  Museus do mundo
007  Museologia. Ciência dos museus. Organismos
008  Antropologia
009  Vaga
100  Arte em geral
110  História da arte
120  Arte em locais específicos
130  Iconografia
140 a 190 Vagas
200  Ciências auxiliares
210  Genealogia
220  Heráldica
230  Esfragística
240  Meio circulante
250  Numismática
260 a 290  Vagas
300  Artes plásticas
310  Belas artes
320  Pintura
330  Desenho
340  Artes gráficas
350  Caricatura

�6

360  Design. Desenho industrial
370  Artesanato. Arte popular
380 Escultura
390  Arquitetura
400  Artes decorativas
410  Cerâmica
420  Metais
430  Mobiliário
440  Vidro. Cristal
450  Marfim
460  Têxteis. Arte têxtil. Fibras têxteis
470  Indumentária. Traje
480  Diversos
490  Vaga
500  Religião
510  Cristianismo. Religião católica
520  Devoção. Fé popular. Religiosidade popular
530  Festas religiosas
540  Manifestações da arte sacra
550  Artistas sacros
560  Preservação dos bens culturais sacros
570  Igrejas cristãs
580  Religiões não-cristãs. Religiões orientais. Seitas.
590  Religiões africanas. Cultos afro-brasileiros
600  Outras manifestações artísticas
610  Música
620  Teatro
630  Dança
640  Literatura
650  Cinema
660  Meios de comunicação
670  Fotografia. Retratos
680  Folclore
690  Esporte
700  Geografia
710  Geografia física

�7

720  Geografia humana
730  Geografia econômica
740  Flora e fauna
750  Geografia de locais específicos
760  Cartografia
770  Astrologia. Astronomia
780  Estatística
790  Vaga
800  História. Patrimônio histórico e cultural. Turismo. Bahia antiga
810  História universal
820  História de Portugal
830  História do Brasil
840  História da Bahia. Bahia antiga
850  Patrimônio histórico e cultural
860  Turismo
870 a 890 Vagas
900  Salvador
910  História de Salvador. Aspectos históricos
920  Povoamento de Salvador
930  Salvador e a República
940  A política em Salvador
950  Comemorações históricas especiais de Salvador
960  História de atividades específicas em Salvador
970  Imagens e panorama de Salvador.
980 e 990 Vagas

Em se tratando de uma tabela específica, é natural que algumas classes,
de mais relevância, tivessem maior detalhamento que outras, como e o caso das
abaixo indicadas que, por sua vez, têm as suas próprias subdivisões:
007  Museologia. Ciência dos Museus. Organismos
110  História da Arte
250  Numismática
330  Desenho
340 - Artes gráficas
370  Artesanato. Arte popular
380  Escultura

�8

390  Arquitetura
400  Artes decorativas
510  Cristianismo. Religião católica
520  Religião. Fé popular. Religiosidade popular
530  Festas religiosas
540 - Manifestações da Arte sacra
590 - Religiões africanas. Cultos afro-brasileiros
610 - Música
620 - Teatro
630  Dança
640  Literatura
650  Cinema
680  Folclore
810  História universal
820  História de Portugal
830  História do Brasil
840  História da Bahia. Bahia Antiga
900 - Salvador

Para que se tenha uma idéia mais aproximada da disposição do corpo da
tabela, exemplifica-se, aqui, uma de suas páginas, contendo detalhamento das
classes:
110.122.1  Gallé.
Ver também 444.2.
110.122.2  Lalique.
Ver também 421.213.2 e 444.4.
110.122.3  Tiffany.
Ver também 444.1.
110.122.4  Richards.
Ver também 444.5.
110.123  Art Déco.
110.124  Arte Moderna.
110.124.1  Fauvismo.
110.124.2  Cubismo.
110.124.3  Expressionismo.
110.124.4  Dadaísmo.

�9

110.124.5  Surrealismo.
110.124.6  Construtivismo.
110.124.7  Bauhaus.
110.124.8  Arte Abstrata.
110.124.81  Abstracionismo geométrico.
Arte Concreta.
110.124.82  Abstracionismo lírico.
110.124.9  Arte Figurativa.
110.125 - Arte Pós-Moderna. Arte Contemporânea.
110.125.0  Tachismo.
110.125.1  Pop-art.
110.125.2  Happening.
110.125.3  Op-art.
110.125.4  Minimal Art.
110.125.5  Arte Conceitual.
110.125.6  Arte Tecnológica. Arte por Computador.
Arte Multimídia. Videoarte. Arte Intermídia.
Arte Eletrônica.
110.125.7  Arte Cibernética.
110.125.8  Hiperrealismo.
110.125.9  Objetos.
N  Ver também 314.124.
110.125.10  Arte Cinética.
110.125.11  Performance.
110.125.12  Instalação.
N - Ver também 314.125.
110.2  História da Arte em locais específicos.
N  Seguir a tabela geográfica. Arte em determinados locais,
com a conotação de História da Arte.
110.20  História da Arte em Portugal.
110.21  História da Arte nas Américas.
N - Utilizar a tabela geográfica.
110.21.1  Pré-história. Arqueologia.
N  Ver também 110.111.1.
110.21.11  Arte rupestre.
N  Ver também 110.111.11.

�10

110.21.2  Arte pré-Colombiana. Arte pré-hispânica.
110.21.21  Arte indígena americana.

O ÍNDICE ALFABÉTICO, que é o item 6 do Sumário, localiza-se no final da
tabela, apresentado em duas colunas, remetendo cada assunto para o seu
número específico no corpo da tabela. Apenas para ilustrar, segue, abaixo
transcrita, a primeira página do índice, que corresponde ao início da letra A:
A
Abertura dos portos (história)  832.31 /
844.13.311.1

Adivinhações  686.1.4
Administração

Abolição da escravatura  835.53

dicionário (s) de  012.1

Absolutismo  814.62

de museus  078.22

Abstracionismo  110.124.81

Aeroportos  732.33

Academismo (estilo artístico) 

Afresco  324.23

110.116.8

Água-forte (gravura)  341.511.21

Acervos

Água-tinta (gravura)  341.511.22

formação de  072
limpeza de  078.61
Acessórios
do traje  475
outros  475.9

Alemão
dicionários de  011.1
Alfaiates
revolta dos (história)  844.13.2
Amazônia (região)  754.31.21.1

Acidentes geográficos - 711

Âmbula  421.214.1.13

Ação cultural dos museus  073.3

Américo Vespúcio  840.21

Açúcar

Anéis (jóias)  421.214.2.1

cana-de-  831.41 / 844.12.111

Animação cultural nos museus  078.30

ciclo do  831.41 / 844.12.1

Anjos  545.13

crise de 1873 do  844.23.1

Anti-cultura  071

na economia da Bahia colonial 

Anti-lusitanismo

844.12.111
na economia brasileira  831.41.1
engenhos de  831.431.111 /
844.12.111.1
fabrico do  844.12.111.11
grandeza e decadência do 
831.41.2
Adam (estilo artístico)  110.116.1

na Bahia  844.21
no Brasil  833.33
Antigüidade (história da arte)  110.111
clássica (história)  812.2
Antigüidades (objetos de arte)  402
comercialização de  406
Antiquários  100.47 / 406.3
Antônio Conselheiro  844.33.1

�11

Antropologia  008

ensino da - 398

Apóstolos  545.12.13

escritórios de  398.1

Aquarela  324.63 / 331.5

estilos da - 392

Aquisição de peças de museus  078.26

de exterior  395

Armaduras  427.41

de igrejas  393.211

Armaria  427

de interiores  394

em prata  422.34
Armas  427

em locais específicos  391
luso-brasileira  391.4.31.0

de arremesso  427.5

materiais da  397

brancas  427.3

militar  393.1

fabricação artística de  427.1

de museus, bibliotecas e arquivos 

de fogo  427.2
primitivas  427.6

079/392.312.2
plantas de  390.051

Arqueologia  005

em Portugal  391.12

Arquidiocese de São Salvador da Bahia

preservação da  078.8 / 390.061

 513.411.111

projetos de  390.05

Arquitetos - 399

religiosa  393.21 / 543

Arquitetura  390

residencial  393.311

na Bahia  391.4.311
no Brasil  391.4.31
civil  393.3
dicionários de  012.3

restauração da  078.532

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Proposta de da criação de uma tabela de classificação personalizada, que cobrisse todos os assuntos do seu acervo, com previsão para novas inserções, sem alterar a ordem lógica seqüencial na qual os documentos estavam arranjados, trazendo, ainda, como vantagens iniciais, a possibilidade de se poder usar a nomenclatura técnica já utilizada pelo Setor de Documentação do Museu Carlos Costa Pinto e a da sua Biblioteca (vocabulário controlado), além da universalização da linguagem numérica.</text>
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