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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
PATRIMÔNIO BIBLIOGRÁFICO E DOCUMENTAL: O PAPEL DA BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
BIBLIOGRAPHICAL AND DOCUMENTARY HERITAGE: THE ROLE OF UNIVERSITY
LIBRARIES

Resumo: As bibliotecas universitárias são guardiãs e promotoras de uma expressão do
patrimônio cultural, o patrimônio bibliográfico e documental. Os profissionais precisam
resgatar o caráter humanista na formação para identificar e preservar o patrimônio
bibliográfico e documental e atuar numa área que é inerente à competência do bibliotecário. O
próprio conceito de patrimônio bibliográfico ainda não é específico mesmo pelos autores que
estudam o patrimônio bibliográfico, geralmente associado ao patrimônio documental. A
literatura que trata do assunto é relativamente recente. Normalmente quando o assunto é
abordado está pautado nas coleções raras ou valiosas, porém a questão deve ser analisada de
forma mais ampla. O tema requer para estabelecer uma base teórica que permita uma política
em latu sensu, partindo dos conceitos tradicionais e reconhecendo a função social desse
patrimônio, e criando princípios e metodologia nas bibliotecas universitárias.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Brasil. Patrimônio bibliográfico. Patrimônio
documental.
Abstract: University libraries are guardians and promoters of an expression of cultural
heritage, bibliographical and documentary heritage. Professionals need to rescue the humanist
character in the formation to identify and preserve the bibliographic and documentary heritage
and to act in an area that is inherent to the librarian's competence. The concept of
bibliographic heritage is not yet specific even by authors who study the bibliographic
heritage, usually associated with documentary heritage. The literature on the subject is
relatively recent. Usually when the subject is addressed it is based on rare or valuable
collections, but the question should be analyzed more broadly. The theme requires to establish
a theoretical basis that allows a policy in latu sensu, starting from the traditional concepts and
recognizing the social function of this patrimony, and creating principles and methodology in
the university libraries.
Keywords: University library. Brazil. Bibliographical heritage. Documentary heritage.

�1 Introdução
Este trabalho se propõe a abordar o patrimônio bibliográfico e documental a partir dos
conceitos extraídos na literatura e da problemática encontrada na prática profissional, com
enfoque em bibliotecas universitárias.
Para Moralejo Álvarez (1998, p.228) a explicação para as bibliotecas universitárias
espanholas adiarem a atenção aos seus patrimônios bibliográficos deve-se provavelmente à
priorização da aquisição de bibliografia acadêmica atualizada, dos serviços ou do simples
funcionamento cotidiano, aliada a uma permanente escassez de recursos materiais e humanos.
Quase uma década depois, Osório Antas de Barros e Villén Rueda (2007, p.313) recuperaram
a mesma justificativa para tratar da situação do patrimônio bibliográfico nas bibliotecas
universitárias da Iberoamérica, já considerando a importância e o impacto das novas
tecnologias de comunicação e informação no registro e divulgação dos acervos. E em 2018,
como se pode descrever a situação do patrimônio bibliográfico nas bibliotecas universitárias
no Brasil?
Há indícios de uma atenção crescente - ainda que incipiente

na literatura, nas

pesquisas acadêmicas e na atuação profissional que pode ser traduzida pelo estudo de Sousa,
Azevedo e Loureiro (2017): a afirmação de bibliotecas como lugares de memória deve-se
conjuntamente ao seu caráter de instituição cultural e ao valor das coleções patrimoniais que
abrigam. Esses acervos constituem o patrimônio e representam a memória científica das
instituições universitárias, por isso requerem esforços para seu conhecimento e preservação,
resultando na valorização das memórias institucionais.
Historicamente, uma cronologia de leis e programas voltados à proteção e preservação
do patrimônio bibliográfico e documental, enquanto expressões do patrimônio cultural, pode
ser traçada a partir da Conferencia de Haia de 1954, passando pela destruição da Biblioteca de
Sarajevo em 1992, durante a Guerra da Bósnia, que motivou o Programa Memória do Mundo,
e chegando à Recomendação da UNESCO de 2015. (BEFFA et al., 2016; BEFFA;
NAPOLEONE, 2017).
Três fatores principais contribuíram para que o documento de arquivo e o documento
bibliográfico fossem enquadrados no âmbito do patrimônio, conforme a análise de Pereira
(2011, p.152-158):
o surgimento das ciências sociais entre os séculos XIX e XX, saberes decorrentes de
uma nova ordem de valores como a sociologia, a antropologia, a história, a

�arqueologia, para os quais os documentos, tornando-se elementos de registro e
adquirindo valor cientifico, ocupam um importante papel;
o surgimento das ciências documentais, posteriormente chamadas ciências da
linguagens e processos de comunicação próprios e aperfeiçoados, e contribuindo
diretamente para a investigação cientifica;
a ocorrência de dois conflitos armados mundiais no século XX, a partir do qual surge a
consciência do valor de patrimônio dos documentos e a necessidade de preserva-los,
diante da destruição produzidas pelas guerras.
2 Metodologia
Em relação à metodologia, trata-se de um estudo exploratório com enfoque
qualitativo, baseando-se na pesquisa bibliográfica e na reflexão sobre o tema a partir da
experiência profissional e participação em eventos nacionais e internacionais da área.
A literatura estudada foi levantada e selecionada a partir do recorte de estudos sobre
patrimônio bibliográfico e documental, com enfoque para patrimônio bibliográfico. Para a
pesquisa foram utilizados os termos específicos em português e inglês (patrimônio
bibliográfico, patrimônio documental, bibliographical heritage, documentary heritage) em
bancos de dados nacionais e internacionais. De uma forma geral, a literatura é recente, tendo
sido a maior parte dos artigos localizados publicados no século 21.
3 Literatura sobre patrimônio bibliográfico
Devido à importância e repercussão do Programa Memória do Mundo (Memory of the
World - MoW), da UNESCO, para a preservação do patrimônio documental, parte dos
trabalhos localizados versam sobre relatos de projetos e coleções incluídas no Programa. A
título exemplificativo, segue breve apresentação de alguns textos:
Blanco (2002) e Vannini (2004) apresentam o trabalho do Comitê Regional do Programa
Memória do Mundo para América Latina e Caribe e as principais coleções latinoamericanas inclusas no Programa;
Palomino Londoño (2004) trata da experiência da Biblioteca Pública Piloto de Medellin
para a América Latina;

�Sinay (2004) trata das bibliotecas chilenas durante a ditadura e o processo de recuperação
de arquivos de direitos humanos;
Fernández de Zamora (2009) traz uma discussão do Programa e relata uma experiência
mexicana voltada para o patrimônio bibliográfico, e (2013) traça um panorama histórico
do Programa;
Zaimovic e Stancic (2013) analisam a participação da Bósnia e Herzegovina e Croácia no
Programa;
Outro eixo da literatura volta-se para os estudos sobre patrimônio bibliográfico, sejam
conceituais, sejam voltados para sua identificação, preservação e gestão nas instituições:
Moralejo Álvares (1998) inicia a análise do patrimônio bibliográfico em universidades
espanholas, e (2002-2003) discute o patrimônio bibliográfico e documental na região de
Aragón;
Osório Antas de Barros e Villén Rueda (2007) discutem o papel das novas tecnologias na
valorização da memória escrita constituída pelas bibliotecas universitárias espanholas;
Pedraza Gracia (2010) analisa a responsabilidade social e jurídica diante do patrimônio
bibliográfico, e em (2014) faz reflexões sobre bibliotecas históricas ou patrimoniais como
novo paradigma de serviços de informação;
Palma Peña (2011) discute os conceitos de patrimônio bibliográfico e documental e faz
uma análise em relação aos direitos culturais, e (2013) analisa os conceitos e legislação
relativos ao patrimônio cultural e ao patrimônio bibliográfico e documental;
Varella-Orol (2014) analisa a legislação e práticas de bibliotecas espanholas em relação ao
patrimônio bibliográfico;
Jaramillo e Marín-Agudelo (2014) analisam o patrimônio bibliográfico em bibliotecas
públicas da Colômbia;
Rodrigo (2015) retrata a questão do patrimônio bibliográfico nas bibliotecas públicas da
Catalunha.
Os autores espanhóis e mexicanos consultados destacam-se pelo nível de reflexão a
respeito do patrimônio bibliográfico, da função social deste patrimônio, o papel das
bibliotecas e bibliotecários e a educação patrimonial.

�3.1 O conceito do patrimônio bibliográfico e documental na literatura
Primeiramente, a respeito do conceito de patrimônio bibliográfico, observa-se a sua
utilização na literatura frequentemente associado ao patrimônio documental:
Queda fuera de toda duda que constituyen el patrimonio bibliográfico las piezas del
fondo antíguo, los manuscritos antigos, todos ellos piezas únicas y fuentes
históricas, literárias, o jurídicas; los incunables e impresos antigos, obras raras e
incluso únicas por las características de la imprenta manual, com ilustraciones,
miniaturas, dibujos, grabados, mapas; los propios suportes, pergaminho, vitela,
papeles de procedencia diversa, las encuadernaciones, etc. Pero la consideración de
patrimônio se extiende a otras obras: manuscritos modernos, autógrafos, originales
literários, ediciones príncipes, ediciones de bibliófilo, fac-símiles, encuadernaciones
artísticas, obras de tirada mui limitada, literatura gris, publicaciones de carácter
efímero, las generadas por la propia universidad, y otras que pueden llegar a ser
raras y cuya conservación es importante. (MORALEJO ÁLVAREZ, 1998, p.228)
[...] consideramos que constituyen el patrimonio bibliográfico y documental
turolense:
- los documentos, manuscritos y impresos, ejecutados em Teruel, se encuentren em
Teruel o no.
- la producción manuscrita e impresa de los turolenses sobre cualquier matéria.
- los documentos manuscritos e impresos que traten de Teruel bajo cualquier
aspecto.
- los fondos documentales y bibliográficos que em algón momento han formado
parte de coleciones turolenses.
- todos los fondos documentales y bibliográficos que actualmente se hallan en
coleciones de Teruel. (MORALEJO ALVARES, 2002, p.30)
[...] el patrimonio bibliográfico y documental pude pensarse como: aquéllas
expresiones artísticas, históricas, culturales, folklóricas, educativas, intelectuales,
científicas, entre otras, que han sido producidas para ser testigo fiel del desarollo de
las sociedades; que a su vez, han sido objetivadas en manuscritos, impresos, médios
audiovisuales, documentos electrónicos, etc, cuya finalidade es almacenar,
transmitir, preservar, conservar, comunicar y difundir la suma de conocimentos.
(PALMA PEÑA, 2011, p.294)
El patrimonio bibliográfico, como parte integrante del patrimonio documental, está
conformado

por

um

tipo

de

documento

con

características

propias,

fundamentalmente determinado pos su información de carácter bibliográfico, lo que
significa que es produto de un proceso de edición, reproducido en escala y con fines
de distribución o comercializació; además, creado por voluntad e intencionalidad del
autor, em cualquier época; este tipo de patrimonio, historicamente ha sido

�conservado y organizado por las bibliotecas. (JARAMILLO; MARÍN-AGUDELO,
2014, p.428)
El patrimonio documental es uma c o n s t r u c c i ó n s o c i o - c u l t u r a l , p u e s
e s t á asociada a la percepción del paso del t i e m p o y d e l a n e c e s i d a d
d e r e t e n e r l o materialmente a través de documentos q u e f i j a n y
registran

acontecimientos

del

pasado

que

necesitan

ser

r e c o r d a d o s por la significación social que disponen. Son precisamente en estas
construcciones s o c i o c u l t u r a l e s e n l a s q u e s e b a s a n y sustenta y se
construye y se reconstruye la Memoria Colectiva y con ella la identidad cultural. Es
en todo este escenario donde intervienen las Ciencias de la Información dándole
tratamiento a mencionadas construcciones socioculturales en forma de documentos.
Son las Ciencias de la Información las que buscan el camino, los medios, las
mejores prácticas para tratar, preservar y difundir dichas construcciones. (DORADO
SANTANA; HERNÁNDEZ GALÁN, 2015, p.33)

Fugindo à ocorrência do binômio bibliográfico e documental, destaca-se a definição de
Jaramillo e Marin-Agudelo, voltando-se especificamente para o patrimônio bibliográfico:
Siendo el libro la máxima expresión del patrimonio bibliográfico, el interés de éste
no sólo radica em su sentido textual, sino también en los aspectos relativos a la
creación, procedencia y usos que la comunidade hace de ellos, ya que han
acompañado en su desarrollo a las sociedades e impulsado la conformación de las
identidades nacionales, convirtiéndose en fieles testemonios de la memoria histórica
y colectiva. (JARAMILLO; MARÍN-AGUDELO, 2014, p.428)

No âmbito internacional, há a consolidação do conceito de patrimônio documental, e
de documento, a partir da Recomendação da UNESCO relativa à preservação e acesso ao
patrimônio documental, de 17/11/2015:
[...] se entenderá por documento un objeto con contenido informativo analógico o
digital y el soporte en el que se consigne. Un documento puede preservarse y es,
normalmente, un bien mueble. El contenido podrán ser signos o códigos (por
ejemplo, texto), imágenes (fijas o en movimiento) y sonidos susceptibles de ser
copiados o migrados. El soporte puede tener propiedades estéticas, culturales o
técnicas de importancia. La relación entre el contenido y el soporte puede ser desde
accesoria hasta esencial.
El patrimonio documental comprende los documentos o grupos de documentos de
valor significativo y duradero para una comunidad, una cultura, un país o para la
humanidad en general, y cuyo deterioro o pérdida supondrían un empobrecimiento
perjudicial. Es posible que el carácter significativo de este patrimonio solamente se
evidencie con el paso del tiempo. El patrimonio documental del mundo tiene una
importancia global y es responsabilidad de todos, y debería ser plenamente
preservado y protegido para todos, teniendo debidamente en cuenta y reconociendo

�los hábitos y prácticas culturales. Debería ser accesible para todos y reutilizable de
manera permanente y sin obstáculos. Es un medio para entender la historia social,
política y colectiva, así como personal, y puede contribuir a constituir la base de la
buena gobernanza y el desarrollo sostenible. Para cada Estado, su patrimonio
documental refleja su memoria e identidad y contribuye así a determinar su lugar en
la comunidad mundial.
Las instituciones encargadas de la memoria pueden ser, entre otras, archivos,
bibliotecas, museos y otras organizaciones educativas, culturales y de investigación.
(UNESCO, 2015, grifo nosso)

4 O papel do bibliotecário e das bibliotecas
Os bibliotecários são os principais responsáveis da memória documental depositada
nas bibliotecas, e deverão adquirir o compromisso de empreender diversas atividades com
enfoque educativo formal e não formal, impulsionar o acesso à informação, propugnar para o
valor da vivencia sobre o patrimônio, entre outras, com a finalidade de promover a tomada de
consciência por parte dos cidadãos. As bibliotecas são de suma importância para a
preservação do patrimônio documental e para os direitos sociais e culturais, seja pelos fins
sociais que lhe são historicamente atribuídos, seja porque constituem elementos sociais que
formam e informam através de recursos e serviços para acesso, difusão e fruição desse
patrimônio (PALMA PEÑA, 2011, p.308-309, 2014, p.45).
Diante desta responsabilidade, espera-se dos bibliotecários uma sólida formação
humanista. Contundente, Garcia (2005) discute a supressão do caráter humanista na formação
profissional do bibliotecário no México, gerando uma capacitação debilitada para a
identificação e tratamento dos acervos raros e antigos como patrimônio bibliográfico e
documental, colocando esses acervos em risco, à mercê de saques e deterioração:
México tiene un vasto patrimonio documental que actualmente se encuentra em
permanente riesgo de pérdida. Esta situación se mantendrá mientras el bibliotecario
ni siquiera conozca las características de un fondo antiguo ni mucho menos los
elementos que lo distinguen como patrimonio cultural. Esta imperdonable ausência
de conocimiento en la formación profesional ha posibilitado que en ocasiones sean
los propios bibliotecarios quienes favorecen la pérdida patrimonial y a su vez que la
los propios bibliotecarios quienes favorecen la pérdida patrimonial y a su vez que la
opinión de otras disciplinas humanísticas sobre la bibliotecología sea muy poco
favorable. No hay que olvidar que la falta de conocimiento genera ignorancia,
desidia y negligencia en la custodia de bienes patrimoniales. (GARCIA, 2005, p.
172)

�Para Carter (2004, p.34), a educação patrimonial pode ser considerada uma das novas
áreas em que o bibliotecário, identificado com as questões de memória e patrimônio históricocultural, pode atuar. Adotando uma postura diferenciada em virtude da experiência
profissional e trazendo as colocações de Garcia (2005), a educação patrimonial não deveria
ser vista como área de atuação recente ou nova, mas parte inerente do trabalho do
bibliotecário, pelo cunho humanista que faz parte de seu juramento profissional. Entretanto,
não se observa uma atuação evidente, destacada, proativa do profissional bibliotecário em
relação ao patrimônio bibliográfico e documental, e, registre-se, tem sido realizada por
profissionais de outras áreas, de forma competente, como historiadores.

5 Patrimônio bibliográfico e documental em bibliotecas universitárias
A literatura traz vários aspectos da gestão de patrimônio bibliográfico e documental
em bibliotecas universitárias. Embora a maior parte dos textos refira-se a bibliotecas
estrangeiras, o mesmo pode ser observado ou aplicado às bibliotecas universitárias brasileiras.
Na pesquisa de Moralejo Alvarez (1998) podem ser ressaltados diversos pontos
referentes à política e gestão do patrimônio bibliográfico:
Não existia à época, de fato, uma política universitária para patrimônio bibliográfico;
Algumas bibliotecas de universidades não dedicavam atenção especial às suas coleções,
outras não tinham consciência da dimensão e da responsabilidade patrimonial que suas
coleções demandavam;
O tratamento de suas coleções estava atrasado ou incompleto devido à falta de recursos
humanos para o trabalho com a formação exigida;
Faltava material de referência adequado para o tratamento de coleções antigas e especiais
em algumas bibliotecas (hoje há muito material de qualidade disponível online);
Bibliotecas de universidades históricas em geral não se preocupavam em formar ou
enriquecer seu acervo bibliográfico antigo já volumoso, mas bibliotecas mais novas
apresentavam interesse em adquirir patrimônio bibliográfico (talvez como forma de
valorizar seus acervos);
Importância do projeto de catalogo coletivo de patrimônio bibliográfico espanhol, apesar
da baixa participação de bibliotecas universitárias;

�Uma referencia merece destacada importância e requer a máxima atenção é o patrimônio
bibliográfico futuro, que traz maior problemática que os fundos antigos porque incluem
documentos que não são importantes desde sua aparição mas possuem certas características
especiais como tiragem reduzida, circulação limitada, folhas soltas, manuscritos, originais de
autores, correspondência (MORALEJO ÁLVAREZ, 2002, p. 49).
Da mesma forma Varela-Orol (2014, p.11,13,14) chama a atenção que os critérios de
patrimonialização das bibliotecas universitárias incluem aqueles tradicionais como
antiguidade, valor e escassez de exemplares mas deixam de contemplar seu acervo local,
considerado na maior parte das vezes como o fundo emanado da própria instituição ou
resultante de depósito legal. Menciona ainda a ausência de indicação de preservação das
coleções de publicações periódicas cientificas, objeto de investimento de parte significativa
de seu orçamento e traduzem um elo entre a produção cientifica da universidade e a
comunidade científica internacional.
Tal como descrito por Osório Antas de Barros e Villén Rueda (2007, p. 302) em
relação às bibliotecas universitárias e de pesquisa europeias, as bibliotecas universitárias
brasileiras também conservam coleções de obras raras e acervos em suportes diversificados,
importantes em termos quantitativos e qualitativos, que acumulam a história do pensamento
nacional em diferentes períodos, ajudando a constituir uma memória escrita nacional.
No Brasil, uma iniciativa bastante recente é a da Universidade de São Paulo que
manifestou preocupação com seu patrimônio cultural, através de sua Carta Patrimonial,
incluindo os acervos bibliográficos.
3. Os bens culturais universitários incluem, mas não se limitam, a manifestações e
referências culturais de estudantes, professores, funcionários da Universidade, bem
como da sociedade a ela externa, como festas, lugares, paisagens e celebrações;
rotinas, práticas, modos de fazer, de criar e tradições acadêmicas; acervos de
natureza arquivística, museológica e bibliográfica; espaços, sítios e conjuntos
arquitetônicos e urbanísticos; lugares de memória e consciência e paisagens.
(UNIVERSIDADE..., 2017; CAMARGO, 2017).

6 Conclusões e perspectivas
A prática profissional bibliotecária em bibliotecas universitárias no Brasil precisa
incorporar de imediato conscientização e ações de valorização e salvaguarda do patrimônio
bibliográfico e documental.

�Ao se falar em patrimônio bibliográfico, é feita referência imediata a acervos de obras
raras, coleções ou bibliotecas históricas. Embora o patrimônio bibliográfico e documental
inclua necessariamente este tipo de material, é imprescindível ressaltar que não se restringe a
fundos raros e antigos, antes inclui os acervos locais, o patrimônio bibliográfico futuro, as
coleções periódicas, a literatura cinzenta, em suporte físico ou digital. Lembre-se que no
Brasil muitas bibliotecas universitárias funcionaram informalmente ou funcionam como
bibliotecas depositárias da Universidade, da Faculdade, da região ou localidade, da área de
conhecimento.
A identificação desses acervos e coleções é o passo inicial e essencial para sua
patrimonialização e requer a visão humanista que se espera dos bibliotecários e bibliotecas. A
discussão de critérios de identificação já encontra representantes em diversas iniciativas de
bibliotecas públicas e universitárias brasileiras, para processos de digitalização ou de acervo
raro, mas há necessidade de sistematizar princípios e metodologia referente ao patrimônio
bibliográfico e documental nas bibliotecas universitárias.
Uma ressalva é que a preservação de patrimônio se realiza em diversos níveis, ou
aspectos. No aspecto material, estão os programas de preservação, conservação, restauração, e
os projetos de digitalização, formação de bibliotecas digitais e repositórios institucionais. A
conservação física e disponibilização digital atendem à preservação material do patrimônio e
à difusão de seu acesso.
Outro nível de preservação do patrimônio bibliográfico e documental é o imaterial,
intelectual, de construção de sentido das coleções e acervos. Neste nível os documentos são
objeto de ressignificação para além da sua finalidade de estudo e pesquisa, e atingem o status
de patrimônio como expressão da história local ou institucional. O cadastramento de livros e
coleções com o detalhamento previsto na bibliografia material, a elaboração de catálogos e
exposições temáticas evidenciando o relacionamento com outras coleções de memória, a
geração de conhecimento através de linhas de pesquisa sobre o acervo bibliográfico são
exemplos de ações para recuperação ou reconstituição de identidade desses documentos e
coleções enquanto patrimônio bibliográfico e documental.
Para este processo de construção de sentido, a formação humanista do bibliotecário é
vital. Por isso requer avanços na reflexão no âmbito da educação formal e continuada, e das
práticas profissionais, sem se restringir aos aspectos tecnicistas e tecnológicos da profissão, e
resgatando para o profissional bibliotecário seu espaço como pesquisador e estudioso.

�Esta atuação deve ser prontamente articulada com outras ações, programas ou projetos
de patrimônio cultural, dentro da Universidade ou fora dela. A articulação permitirá a inserção
e o reconhecimento do patrimônio bibliográfico e documental junto às demais expressões de
patrimônio cultural.
A missão de guardiã e promotora de patrimônio bibliográfico e documental, e de
espaço privilegiado de memória, não se limitando a um papel utilitarista, precisa ser
recuperada pelas bibliotecas universitárias brasileiras, e constituir um eixo permanente de
trabalho, não apenas uma ação eventual.
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>As bibliotecas universitárias são guardiãs e promotoras de uma expressão do patrimônio cultural, o patrimônio bibliográfico e documental. Os profissionais precisam resgatar o caráter humanista na formação para identificar e preservar o patrimônio bibliográfico e documental e atuar numa área que é inerente à competência do bibliotecário. O próprio conceito de patrimônio bibliográfico ainda não é específico mesmo pelos autores que estudam o patrimônio bibliográfico, geralmente associado ao patrimônio documental. A literatura que trata do assunto é relativamente recente. Normalmente quando o assunto é abordado está pautado nas coleções raras ou valiosas, porém a questão deve ser analisada de forma mais ampla. O tema requer para estabelecer uma base teórica que permita uma política em latu sensu, partindo dos conceitos tradicionais e reconhecendo a função social desse patrimônio, e criando princípios e metodologia nas bibliotecas universitárias.</text>
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