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                  <text>Eixo II - Pesquisa e Extensão
SOBRE AUTORIDADES E IDENTIFICADORES ÚNICOS
ABOUT AUTHORITIES AND UNIQUE IDENTIFIERS

Resumo: Este artigo discute sobre o controle de autoridades e a utilização de identificadores
únicos como fontes de informação para o estabelecimento de pontos de acesso e como
recursos a serem incluídos nos catálogos visando proporcionar outras opções de consulta aos
usuários. Trata-se de pesquisa exploratória qualitativa realizada por meio de levantamento
bibliográfico coletado no período de 2002 a 2018 sobre controle de autoridades, com análise
de sítios dos identificadores únicos. Para este estudo foram selecionados os identificadores
ORCID, ResearcherID, Plataforma Lattes, que reúnem informações de autores do tipo pessoa
que atuam na área acadêmica, e o VIAF, que possui registro de autores de amplitude
internacional, não somente da área acadêmica. Foram identificados os tipos de dados
presentes nas plataformas selecionadas e realizada análise dos dados existentes utilizando
como exemplo um autor pessoa vinculado a uma universidade pública brasileira. O texto
conclui que os dados presentes nos identificadores únicos contribuem com o detalhamento do
catálogo de autoridades, proporcionando diminuição de ambiguidades dos nomes, além de
serem fontes para auxiliar na seleção de registros para o acervo. Incluir os identificadores nas
autoridades permite aos usuários a realização de buscas expandidas, conferindo as produções
bibliográficas dos autores que estão cadastradas no catálogo da instituição de ensino e os
demais textos que não fazem parte da coleção.
Palavras-chave: Controle de autoridades. Plataforma Lattes. ORCID. ResearcherID. VIAF.
Abstract: This paper discusses authority control and the use of unique identifiers as sources
of information to help the establishment of access points and as including resources in the
catalog aiming to offer to patrons other options of research. It is an exploratory qualitative
research, developed by bibliographic selection of a period from 2002 to 2018, discussing
authority control, and analyzing websites of unique identifiers. To this paper were selected the
identifiers ORCID, ResearcherID, Lattes Platform, tools with person authority data, especially
the ones who work at the academic area, and the VIAF, which has records of authors from an
international amplitude, not restricted to the authors who are attached to universities or
researcher centers. To illustrate the research was collected the data of an academic author,
present in all the selected sources and in the library catalog of the university. This author
works in a Brazilian public university. The paper concludes that the unique identifiers
contribute with the detailing in the authority catalog, reducing the names ambiguity, besides
be a source to help in the selection of records to the collection. The inclusion of identifiers in

�authorities allow patrons to do expanded researches, checking the bibliographic productions
of authors who are registered in the library catalog and in others texts that are not part of the
collection.
Keywords: Authority control. Lattes Platform. ORCID. ResearcherID. VIAF.
1 INTRODUÇÃO
Os dados de autoridades são elementos fundamentais na descrição de registros
bibliográficos. Ao investir esforços na elaboração de catálogos de autoridades, a biblioteca
proporciona a seus usuários e demais instituições elementos que permitem a identificação de
autores, entidades, nomes de eventos, títulos uniformes, termos tópicos e demais cabeçalhos,
dirimindo dúvidas ou ambiguidades. Ao centralizar a descrição sob um único termo autorizado,
garante-se a reunião de todos os recursos de informação, facilitando a descoberta e utilização
dos itens daquele autor ou assunto presentes na coleção da biblioteca.
A web contribui com diversas fontes para busca de dados sobre autoridades. Alguns
sítios, muitos dos quais estruturados com padrões da web semântica, apresentam dados
detalhados sobre as autoridades, funcionando como fontes de informação para o
estabelecimento do cabeçalho a ser adotado. Assim, dados diversos como produções (livros,
capítulos, artigos de periódicos, apresentações em eventos, etc.), afiliações e áreas de interesse,
podem ser identificados nestes sítios. Além de auxiliarem no estabelecimento da autoridade,
estas fontes podem ajudar na identificação e seleção de novos recursos informacionais,
acarretando em enriquecimento do catálogo e oferta aos usuários.
Este artigo elenca algumas das fontes para obtenção de informações sobre autoridades
do tipo pessoa em nível internacional [ORCID, ResearcherID e VIAF (The Virtual
International Authority File)] e nacional (Plataforma Lattes), a fim de proporcionar subsídios
para estabelecimento de descrição e localização de dados complementares. Estas ferramentas,
além de proporcionarem elementos que contribuem com o estabelecimento de nomes de
autoridades do tipo pessoa, provem identificadores únicos, que possibilitam a criação de
vínculos no catálogo, oferecendo outras possibilidades de pesquisas.
2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Este artigo foi desenvolvido a partir de levantamento bibliográfico realizado para
identificar textos que discorrem sobre o catálogo de autoridades e identificadores únicos, com
recorte temporal de 2002 a 2018. A literatura coletada discorre sobre a importância do
controle de autoridade pelas bibliotecas e a presença de ferramentas e vocabulários que

�disponibilizam dados de autoridades do tipo pessoa na web, a fim de verificar as formas
adotadas em outras instituições ou identificar demais elementos que permitam sua descrição,
como formas não adotadas do nome, produções realizadas, datas extremas etc. Dentre os
sítios localizados destacam-se dois grupos de fontes: as que apresentam as produções e áreas
de atuação de um autor e as que apresentam dados sobre um nome. Estas fontes se
complementam e propiciam aos bibliotecários informações que favorecem a elaboração de
catálogo de autoridade rico em dados, dirimindo dúvidas em relação a ambiguidades, além de
permitir a reunião de diversas produções. Aos usuários são proporcionadas outras fontes para
que possam aprofundar seu conhecimento sobre determinado autor.
Trata-se, portanto, de pesquisa qualitativa, de natureza descritiva exploratória, que visa
identificar as fontes mais utilizadas por bibliotecas universitárias, contribuindo com a
elaboração de catálogos de autoridades, principalmente de autores com atuação no meio
acadêmico. A seleção das fontes foi realizada no âmbito nacional e internacional. No Brasil
foi selecionada a Plataforma Lattes, que reúne a produção dos autores acadêmicos que atuam
no país. Dentre as fontes internacionais foram selecionados para esta pesquisa o ORCID, o
ResearcherID e o VIAF. A escolha das fontes foi resultado da utilização da maioria no
ambiente acadêmico. O VIAF foi selecionado por ser um consórcio internacional que conta
com a participação de agências nacionais catalogadoras de diversos países, inclusive do
Brasil, que disponibilizou seus dados a partir de agosto de 2017.
3 CONTROLE DE AUTORIDADES
De acordo com Maxwell (2002) ao estabelecer formas para descrever autoridades, os
pontos de acesso aos registros são fixados de forma única e convencional. Isto facilita ao
usuário a identificação de todos os recursos de um autor ou sobre um assunto que estão
presentes no catálogo, contribuindo para que o resultado da pesquisa apresente todas as opções
existentes na biblioteca, uma vez que os registros bibliográficos são passíveis de identificação
por estarem relacionados com uma única forma descritiva da autoridade. Assim,
independentemente de como uma autoridade é grafada na fonte primária, ao adotar uma forma
autorizada para descreve-la, as possibilidades de recuperação são ampliadas, principalmente se
a descrição desta autoridade reunir todas as formas não adotadas que podem ser utilizadas para
representar o termo.
[A elaboração do catálogo de autoridade] tem por objetivo evitar
ambiguidades, sinônimos ou diversidades de nomes pelos quais as
pessoas, entidades, obras, temáticas ou conceitos possam ser
denominados. Esses catálogos desenvolvidos por serviços de

�informação auxiliam no intercâmbio de informações, sendo benéficos
na redução dos custos globais para a manutenção e elaboração das
bases de dados bibliográficas e de autoridade (SALGADO, 2015, p.
20-21).

De acordo com Chan (2007, p. 166 apud ASSUMPÇÃO; SANTOS, 2012, p. 4), o
controle de autoridades possui três principais propósitos:
(a)
garantir que todas as obras escritas por um determinado autor,
ou relacionadas a uma mesma entidade coletiva, sejam recuperados
com o mesmo ponto de acesso (ou sob o mesmo cabeçalho); (b)
garantir que um determinado ponto de acesso conduza somente às
obras de um autor específico ou relacionadas a uma entidade coletiva
específica; e (c) poupar o tempo e esforço de ter que estabelecer o
cabeçalho cada vez que uma obra de um mesmo autor ou relacionada
à mesma entidade coletiva é catalogada.

Algumas das dificuldades encontradas na definição de cabeçalhos de autoridade são as
ambiguidades, a presença de homônimos e a falta de informações sobre um autor ou entidade
coletiva. Atualmente é possível consultar fontes que trabalham na padronização de descrição de
autoridades e reúnem demais dados sobre as mesmas. Algumas destas soluções visam descrever
essencialmente autores do tipo pessoa, usualmente vinculados com o meio acadêmico, foco que
adotado nesta pesquisa.
4 IDENTIFICADORES DE AUTORIDADES
Ao publicar um texto nem sempre o autor tem autonomia para definir como seu nome
será grafado pela fonte. Existem publicações que utilizam o nome completo, enquanto outras
abreviam os prenomes ou alguns sobrenomes quando os mesmos são extensos. Este fato
acarreta em dificuldade para padronização de nomes de autoridades, gerando ambiguidades.
Outra questão a ser observada é o estabelecimento da forma do nome adotado pelo autor, que
pode se alterar durante sua vida. Isto é decorrente de alterações decorrentes de casamentos ou
divórcios, adoção de nome social, ou ainda mudanças realizadas para distinguir homônimos.
Usualmente são consultados sítios na Web que reúnem e disseminam dados sobre
autoridades. No ambiente acadêmico estes dados são fornecidos pelos próprios pesquisadores,
visando mensurar suas produções. Esta característica é observada na Plataforma Lattes, no
ResearcherID e no ORCID. Por serem elaboradas pelos próprios pesquisadores, estes dados
podem apresentar ambiguidades e carecerem de padronização. Nestas três plataformas são
apresentadas as variações com que seus nomes foram grafados nas publicações. Também
possuem dados complementares, como afiliações, áreas de interesse, projetos de pesquisas
dos quais participam ou participaram, além de relação das produções realizadas.

�Outras fontes com dados de autoridades são elaboradas por serviços de informação.
Para exemplificar este conjunto observa-se o VIAF, o ISNI (International Standard Name
Identifier) e os catálogos de autoridades de bibliotecas nacionais e de instituições de ensino.
Algumas destas fontes de informações de autoridades serão analisadas a seguir.
4.1 PLATAFORMA LATTES21
A Plataforma Lattes é uma iniciativa do CNPq (Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para reunir os currículos de pesquisadores,
grupos de pesquisas e instituições em local único. É utilizado como ferramenta para
formulação das políticas do Ministério de Ciência e Tecnologia e de outros órgãos
governamentais (CNPQ, 2018). A plataforma foi lançada em agosto de 1999.
De acordo com Estacio (2017), na plataforma é registrado o Currículo Lattes, com as
atividades desenvolvidas por profissionais de nível superior, identificando suas atuações no
mercado de trabalho ou no ambiente universitário, uma vez que o cadastro é pré-requisito para
obtenção de bolsa de estudos ou financiamentos de projetos, em decorrência dos dados
presentes serem utilizados para análise de mérito e competência de solicitações realizadas
pelos pesquisadores junto ao CNPq. Também é utilizada em processos seletivos e contribui na
mensuração da produção realizada pelos pesquisadores.
A plataforma está integrada com bases de dados de outras instituições como SciELO,
LILACS, SCOPUS, Crossref, universidades e ORCID. Os dados são abertos e podem ser
extraídos pela ferramenta Lattes Extrator. Este recurso pode ser utilizado para povoar
repositórios institucionais, coletando as produções de pesquisadores, mediante cadastro e
solicitação de acesso aos dados pela instituição interessada (CNPQ, 2018).
4.2 RESEARCHERID22
O ResearcherID é um sítio onde pesquisadores podem cadastrar um perfil de forma
gratuita, gerando um número identificador único. Nos perfis são inseridos dados gerais, com
possibilidade de construir lista de publicações com integração com o Web of Science ou
adicionando arquivos de forma manual. As produções registradas são artigos apresentados em
eventos ou publicados em revistas acadêmicas, patentes, prêmios etc. O pesquisador pode
organizar seu perfil com as suas publicações e mais duas listas adicionais, onde pode salvar e
organizar materiais de seu interesse. O pesquisador pode definir se seu perfil será público ou
21
22

http://lattes.cnpq.br/
http://www.researcherid.com/Home.action

�privado. A ferramenta oferece geração de métricas de citações (THOMSON REUTERS,
2018).
O ResearcherID busca eliminar ambiguidades em nomes de autores atuantes na área
acadêmica. No diretório, além do registro de produções, a identificação permite a
diferenciação entre pesquisadores e a identificação de potenciais colaboradores. O
ResearcherID está integrado com o ORCID, facilitando a gestão do cadastro das produções.
A plataforma é proprietária, desenvolvida pela Thomson Reuters. O identificador
único é formado por 11 a 13 caracteres e possui informações semânticas como afiliação, emails ou áreas de estudo (SERRA; SILVA; SANTARÉM SEGUNDO, 2018).
4.3 ORCID23
O ORCID foi lançado em 2012 e é uma instituição que não visa lucros. Sua missão é
criar e manter registros de pesquisadores com atuação no meio acadêmico, individualizados
por meio de identificadores únicos. Uma de suas motivações é diminuir problemas de
ambiguidades de nomes de autores, além de reunir as publicações, vinculando produções a
resultados de pesquisas. Foi criado a partir do ResearcherID, porém sem carregar dados
semânticos no identificador que vinculem o pesquisador com uma área geográfica, instituição
ou área de atuação (SERRA; SILVA; SANTARÉM SEGUNDO, 2018).
A ferramenta permite a interação com outros sistemas de identificação como o
ResearcherID e a Plataforma Lattes. Também permite a integração com revistas acadêmicas,
facilitando a submissão de textos e atualização da produção. O cadastro é criado de forma
gratuita, porém podem existir cobranças para uso institucional, quando é estabelecido o
vínculo com repositórios, revistas ou plataformas de submissão de artigos para eventos.
O identificador é formato pela URL do ORCID seguido de 16 caracteres separados por
hífen a cada grupo de quatro dígitos. O formato adotado é semelhante ao utilizado pelo ISNI e
utiliza o padrão da norma ISO 27729 (BILDER, 2012). Os dados do ORCID estão
organizados em grupos de informações como dados biográficos, educação, emprego,
produções e financiamentos.
4.4 VIAF24
O VIAF é um consórcio desenvolvido e mantido pela OCLC (Online Computar
Library Center), visando reunir os esforços de bibliotecas nacionais e demais agências
23

https://orcid.org/
http://viaf.org/

�catalogadoras na padronização de descrição de autoridades. A reunião de autoridades busca
diminuir os esforços para estabelecimento de nomes de autores pessoais e para reunir as
produções existentes (SERRA; SILVA, SANTARÉM SEGUNDO, 2017). Diferentemente das
ferramentas analisadas acima, o VIAF não atua com ênfase na área acadêmica, mas em
aspecto global, uma vez que se pretende a reunir a produção dos autores independente do país
onde foram publicados. Desta forma, consiste em um referencial para auxiliar as bibliotecas
apresentando as formas que foram estabelecidas para nomes nas bibliotecas nacionais e
demais agencias catalogadoras de relevância mundial.
No VIAF, a cooperação internacional é estabelecida a partir da
formação de registros por cluster, que identificam variações
nacionais, linguísticas e culturais na forma de descrição de
valores, a partir da agregação de elementos de autoridades que
compõem padrões de metadados (ROMANETTO; SANTOS;
ALVES, 2017, p. 580).
De acordo com Salgado (2015), os nomes presentes no VIAF contam com os seguintes
dados: 1) identificador; 2) formas adotadas de um nome em cada agência catalogadora; 3)
identificação do país que estabeleceu o termo; 4) locais onde obras vinculadas a um nome
foram publicadas; 5) links para fontes externas dos nomes; e 6) representação do registro nos
formatos MARC, XML e RDF.
5 ANÁLISES E DISCUSSÕES
Para ilustrar a utilização que pode ser feita no controle de autoridades e dos dados
presentes em fontes identificadoras disponíveis na web foi selecionado o autor acadêmico
Roger Abramino Levy, vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Foram
identificados cadastros deste autor em todas as fontes analisadas neste artigo e no catálogo da
Rede Sirius

Rede de Bibliotecas UERJ.

Sua representação na biblioteca da UERJ está enxuta, constando apenas da descrição,
remissivas ver (termos não adotados), nota pública com descrição das atividades do autor e o
link para o Currículo Lattes (Figura 1). Ao pesquisar as publicações de Levy cadastradas no
catálogo da biblioteca, nove registros foram localizados, onde quatro são dissertações de
mestrado e quatro teses de doutorado onde atuou como orientador, além de seu próprio
doutorado, defendido em 1994 no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

�Figura 1: Registro de autor no catálogo da Rede Sirius

Na Plataforma Lattes Levy possui extenso cadastro, com identificação, formas como
seu nome aparece em citações bibliográficas, formação acadêmica e titulação, atuação
profissional, linhas e projetos de pesquisa, área de atuação, prêmios e títulos, produção
bibliográfica, com 149 artigos de periódicos, dois livros, 48 capítulos, 59 textos publicados
em anais de eventos, participações em bancas de trabalhos de conclusão, orientações de
mestrado e doutorado, participação e/ou organização de eventos, entre outros dados, conforme
ilustrado na Figura 2.

�Figura 2: Registro do autor na Plataforma Lattes

O autor possui cadastro no ResearcherID, sob o identificador K-3087-2014, onde
estão disponíveis dados sobre outras formas de representação de seu nome, suas áreas de
interesse, palavras-chave, instituições vinculadas (presente e passado), descrição e links para o
ORCID e Lattes, conforme Figura 3. Foram identificados neste cadastro 55 produções. A
ferramenta dispõe de geração dinâmica de gráfico com as citações ocorridas por ano.

Figura 3: Registro do autor no ResearcherID

�No ORCID este autor possui a identificação 0000-0001-6393-6031 e, além de
informações semelhantes ao ResearcherID como afiliação, link para o Lattes, palavras-chave
e outras formas de grafia de seu nome, aparecem o país, e-mail para contato e número
identificador na base SCOPUS. No ORCID sua produção conta com 114 contribuições e
distinção entre as instituições onde estudou e onde trabalha (Figura 4). No ResearcherID estes
a
relação do autor com a instituição. Observa-se que no ORCID a quantidade de formas como o
nome foi grafado é menor, com apenas uma ocorrência.

Figura 4: Registro do autor no ORCID

No VIAF o autor está representado pela Library of Congress. Provavelmente isto se
deve por ter tido vínculo com o Centro Médico da Universidade de Cornell, nos Estados
Unidos, durante sua formação acadêmica e experiência profissional. No VIAF é possível
verificar os metadados da autoridade no formato MARC (Figura 5), cluster em XML, RDF e
links no JSON. Não foram identificados registros de publicações vinculados a esta autoridade
no VIAF. Os dados dispostos no formato MARC permitem a importação da autoridade em
sistemas de automação de bibliotecas. Nas demais fontes não são visíveis as estruturas em
MARC, porém são aplicações que estão estruturadas de forma semântica, com utilização de
modelo de dados RDF, o que favorece a criação de dados interligados (linked data) em
projetos futuros.

�Figura 5: Registro do autor no VIAF

Observando os dados identificados nas fontes pesquisadas, percebe-se que os são
semelhantes, e podem ser utilizados de forma complementar. Embora existam referencias para
outras fontes (Lattes, ORCID etc.), as informações são organizadas e apresentadas de formas
diversas, o que pode proporcionar confusão no momento de pesquisar os dados. Como os
cadastros nas fontes analisadas usualmente são realizados pelos próprios pesquisadores,
observa-se variação nas produções e afiliações, dificultando uma eventual coleta e análise de
artigos publicados e trabalhos apresentados em eventos. O fato de existirem diversas fontes
acarreta em redundância nos cadastros, exigindo esforços dos autores para cadastrarem suas
produções e para bibliotecários identificarem estes dados.
No ResearcherID e no ORCID foram notadas a presença de mais de um cadastro do
mesmo autor, porém somente uma entrada com dados completos. As ferramentas deveriam
emitir algum alerta ou controlar entradas duplicadas. No VIAF observou-se a presença de
homônimos, que foram distinguidos do autor utilizado como exemplo por elementos
complementares como datas extremas e áreas de atuação.
Foram identificadas formas variantes do nome do autor em todas as fontes, com
exceção do VIAF, que abreviou um dos nomes do autor na descrição principal e utilizou o
subcampo 100|q para registrar a forma completa do nome.
No catálogo da biblioteca observou-se baixa quantidade de registros produzidos pelo
autor e foi dado destaque para sua participação como orientador. Isto, provavelmente, é fruto

�da impossibilidade da biblioteca em acompanhar e cadastrar a produção do corpo docente da
instituição, limitando-se a incluir os trabalhos acadêmicos que compõem a Biblioteca Digital
de Teses e Dissertações.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente artigo coletou e analisou dados de autoridades do tipo pessoa dispostos em
sítios da web que proporcionam identificadores únicos, reunindo dados sobre autores,
principalmente com atuação na área acadêmica. A pesquisa constatou que as fontes
Plataforma Lattes, ResearcherID, ORCID e VIAF reúnem dados diversos sobre as
autoridades como descrição, áreas de atuação, afiliação institucional, formação, atuação no
mercado de trabalho, linhas e projetos de pesquisa etc. Via de regra estas ferramentas
permitem conhecimento sobre as produções dos autores, auxiliando na identificação e seleção
de registros bibliográficos, o que contribui com a formação da coleção. Estas fontes podem
ser utilizadas pelas bibliotecas para embasar as pesquisas realizadas para o estabelecimento
dos pontos de acesso do catálogo de autoridades, visando enriquecer o cadastro dos autores.
Aos bibliotecários, estas bases de dados ajudam a dirimir dúvidas em relação às
formas de descrição dos autores, contribuindo com a eliminação de ambiguidades e distinção
de homônimos. É recomendado que a biblioteca inclua no seu cadastro de autoridades todas
as grafias localizadas nestas fontes externas, visando reunir os termos não autorizados no
cabeçalho principal, aferindo qualidade ao catálogo de autoridades e, consequentemente, no
resultado das pesquisas realizadas pelos usuários no catálogo online.
Uma estratégia que pode ser adotada é incluir nos registros de autoridades links para
os cadastros dos autores nestes sítios que possuem identificadores únicos, permitindo que o
usuário seja transferido à fonte externa para buscar dados adicionais sobre o autor de seu
interesse. Assim, mesmo que a biblioteca opte por não cadastrar ou não tenha condições de
incluir os registros de toda a produção de sua comunidade docente e discente, é oferecido aos
usuários no catalogo online a possibilidade de expandir a pesquisa onde estas autoridades
possuem cadastros. Desta forma, além de apresentar os registros bibliográficos vinculados aos
autores que existem no acervo, a biblioteca também provê acesso a outros cadastros,
facilitando a experiência dos usuários durante as pesquisas.
Evidentemente é possível aventar a aplicação de elementos do linked data,
enriquecendo o catálogo de forma dinâmica, uma vez que parte destes sítios possuem
estrutura no modelo de dados RDF e seguem padrões da web semântica, porém estudos sobre
estas aplicações precisam ser realizados para analisar as possibilidades de desenvolvimento.

�REFERÊNCIAS
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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Este artigo discute sobre o controle de autoridades e a utilização de identificadores únicos como fontes de informação para o estabelecimento de pontos de acesso e como recursos a serem incluídos nos catálogos visando proporcionar outras opções de consulta aos usuários. Trata-se de pesquisa exploratória qualitativa realizada por meio de levantamento bibliográfico coletado no período de 2002 a 2018 sobre controle de autoridades, com análise de sítios dos identificadores únicos. Para este estudo foram selecionados os identificadores ORCID, ResearcherID, Plataforma Lattes, que reúnem informações de autores do tipo pessoa que atuam na área acadêmica, e o VIAF, que possui registro de autores de amplitude internacional, não somente da área acadêmica. Foram identificados os tipos de dados presentes nas plataformas selecionadas e realizada análise dos dados existentes utilizando como exemplo um autor pessoa vinculado a uma universidade pública brasileira. O texto conclui que os dados presentes nos identificadores únicos contribuem com o detalhamento do catálogo de autoridades, proporcionando diminuição de ambiguidades dos nomes, além de serem fontes para auxiliar na seleção de registros para o acervo. Incluir os identificadores nas autoridades permite aos usuários a realização de buscas expandidas, conferindo as produções bibliográficas dos autores que estão cadastradas no catálogo da instituição de ensino e os demais textos que não fazem parte da coleção.</text>
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