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                  <text>PRÁTICAS DE INCLUSÃO DIGITAL: PROFISSIONAIS DA INFORMAÇÃO DO
SERVIÇO DE REFERÊNCIA NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DA PARAÍBA

Izabel França de Lima1
Mirian de Albuquerque Aquino2

RESUMO

A pesquisa analisa as práticas de inclusão digital dos profissionais da informação
que atuam no Serviço de Referência da Biblioteca Central da Universidade
Federal Paraíba  BC/UFPB. Na atualidade, as tecnologias da informação e
comunicação (TICs) têm contribuído para delinear um novo perfil do serviço de
referência nas bibliotecas universitárias, o qual vem sendo assinalado pela
presença de novos recursos eletrônicos, gerando inúmeros questionamentos
acerca da importância desse serviço e do desempenho do profissional. A
pesquisa baseia-se em um Estudo de Caso do tipo qualitativo em que se adota a
técnica da história de vida. O instrumento de coleta de dados utilizado na
pesquisa foi a entrevista semi-estruturada e os sujeitos participantes da pesquisa
foram constituídos por cinco (5) profissionais com formação em Biblioteconomia,
que atuam no Seção de Referência da BC/UFPB. Os resultados demonstraram
que as práticas digitais do Serviço de Referência, limitam-se a orientação no uso
do OPAC (On line Public Access Catalogues), embora alguns desses
profissionais terem participado de Curso de Capacitação no uso das TICs.
Concluímos que, as atividades do serviço de referência da BC/UFPB ainda não
estão integradas ao contexto das TICs, vez que as práticas profissionais estão
inadequadamente incluídas no contexto digital.
Palavras-chave: Serviço de referência. Bibliotecas universitárias. Inclusão digital.
Profissionais da informação.

1

Aluna do Curso de Especialização em Gestão de Unidades de Informação da UFPB. E-mail:
belbib@ig.com.br
2
Profª Drª. Do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da UFPB. E-mail
miriabu@uol.com.br
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Endereço: UFPB  Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Departamento de Biblioteconomia,
Cidade Universitária, Campus I, João Pessoa, Paraíba - 58052-900

�2

1 INTRODUÇÃO

As sociedades de todo o mundo estão acelerando o processo para se
tornarem sociedade da informação e aderirem aos avanços das TIC´s - TIC´s,
incluindo seus produtos e serviços. Essas tecnologias desempenham inúmeras
tarefas que envolvem o processamento e a transmissão eletrônica de informação.
Nessa perspectiva de os indivíduos se adequarem ao mundo tecnológico, as
unidades de informação assumem um papel relevante que prioriza o domínio de
competências e novas habilidades. Os indivíduos desprovidos de elevada
qualificação para criar e processar a informação e o conhecimento que essa
sociedade valoriza, ficarão excluídos, agravando a desigualdade social.

O Brasil está experimentando a explosão das TIC´s e as mutações no
fazer cotidiano que estão propiciando novas formas de conhecer, pensar e agir
sobre a informação. Entretanto, uma grande parte da população ainda não tem
acesso a esse mundo tecnológico em virtude do elevado custo da aquisição e
manutenção de computadores e falta de uma política de informação mais ampla
constatando-se assim, que a nova cultura digital ainda não é real para todos.
Paradoxalmente, quem não sabe manusear um microcomputador está à margem
da sociedade da informação e do conhecimento, pois a execução da maioria das
atividades cotidianas do mundo contemporâneo exige que recorramos à
informática e meios interativos sofisticados e altamente complexos.

Hoje, a digitalização das atividades profissionais provoca a exclusão digital.
Por isso, fala-se tanto em inclusão digital, aludindo à expansão de conhecimentos
disponibilizados de forma abrangente pelas TICs que permitem aos indivíduos,
em qualquer área de conhecimento, interagirem com o mundo informacional. É
importante que os profissionais que conhecem-pensam-agem informação
(AQUINO, 2004), apropriem-se dessa cultura para melhor desempenhar as suas
atividades profissionais, adequando-se as exigências do novo mundo do trabalho.

�3

Nas bibliotecas universitárias as TIC´s têm colaborado para delinear um
novo contorno do serviço de referência, o qual tem sido marcado pela presença
de recursos eletrônicos altamente complexos, gerando questionamentos acerca
da importância do uso das tecnologias nessa atividade e a necessidade de
qualificação do profissional que nele atua. Nesse contexto, o profissional que
conhece-pensa-age sobre a informação desloca-se do paradigma do acervo para
o paradigma da informação, onde todos devem estar incluídos, usando os meios
digitais. Assim, propomos analisar as práticas de inclusão digital para identificar
se os profissionais da informação estão incluídos digitalmente e se essa inclusão
ajuda a dinamizar os serviços de referência.

Esta pesquisa focaliza os profissionais da informação que atuam na Seção
de Referência da Biblioteca Central da UFPB  BC/UFPB, uma vez que tais
profissionais agem como intermediários entre o usuário e os recursos
informacionais disponíveis. A escolha do fenômeno está ligada ao fato de
fazermos parte do quadro funcional da UFPB e conhecermos o serviço de
referência da BC. Observamos que este serviço limita-se à orientação do OPAC
(On-line Public Access Catalogues), caracterizando que o pleno uso das TICs
ainda não é uma realidade.

Metodologicamente, recorremos ao estudo de caso do tipo qualitativo,
discursivo, em que se adota a história de vida como uma técnica de análise para
identificar as práticas dos profissionais da informação que atuam na Seção de
Referência da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba  BC/UFPB.
O referencial teórico e as reflexões deles decorrentes estão apoiados em autores
como Lemos (2000), Castells (1999) e Aquino (2004).

�4

2 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO

Na sociedade do terceiro milênio em que a informação e o conhecimento
são estratégicos para a economia e os negócios, cada vez mais se confirma que
informação é poder. Ao olharmos para tempos idos da história humana,
percebemos que a informação sempre foi restrita aos escolhidos; apenas uma
fração ínfima da população tinha acesso a ela. Como exemplo, recordemos os
guardiões da informação  os monges cristãos - a quem foi atribuída a guarda e a
manutenção da informação na Idade Média. Nessa relação, a Igreja Católica não
permitia o livre acesso às bibliotecas sob a sua guarda, pois o poder pastoral
entendia que o acesso à informação poderia levar a população a descobrir
segredos que ameaçaria os interesses terrenos, como relata Umberto Eco, em O
nome da rosa, o conhecido best-seller.

O advento da sociedade da informação é o fundamento de novas formas
de organização e de produção em escola mundial, redefinindo a inserção dos
países na sociedade informacional e no sistema econômico (TAKAHASHI, 2000,
p, 5). Todas as sociedades são dinamizadas pelas trocas de informações, mas o
que caracteriza essa atual sociedade é o desenvolvimento de redes de
informações, aspecto que levou Castells (1999) chamá-la de sociedade
informacional. Uma sociedade da informação é uma sociedade na qual a
informação é utilizada intensivamente como elemento da vida econômica, social,
cultural e política ( MOORE, 1999, p. 97). Nessa sociedade apenas tem acesso
aos meios tecnológicos os indivíduos que conseguiram sobressair-se nos
negócios

ou

no

mundo

da

produção, enquanto

outros

são

afetados

diferentemente pelo novo paradigma, em função das condições de acesso à
informação e, da base de conhecimentos e, sobretudo, da capacidade de
aprender e inovar (TAKAHASHI, 2000, p.5).

Essa observação é compartilhada por Castells (1999) quando diz que a
sociedade atual é informacional e global porque estando novas condições

�5

históricas, a produtividade é gerada e a concorrência é realizada em uma rede
global de interação e a revolução da tecnologia da informação fornece a base
material indispensável para essa nova economia. Nessa visão, as novas
TIC´sagem sobre

os

domínios da

atividade

humana

e

possibilitam o

estabelecimento de conexões infinitas entre diferentes domínios, assim como
entre os elementos e agentes de tais atividades (CASTELLS, 1999, p. 88).

No fim da década de 90, teve início a criação por diversos países do
advento da sociedade de informação como o fundamento de novas formas de
organização e de produção em escala mundial (TAKAHASHI, 2000). Em nível de
nosso País, foi criado o programa Sociedade da Informação  SOCINFO,
pensado e discutido por cerca de 150 especialistas e pesquisadores. Esse
processo teve inicio em 1996 promovido pelo Conselho Nacional de Ciência e
Tecnologia, cujo lançamento ocorreu em 2000 como o Livro Verde, contendo as
metas de implementação. Tal livro consiste de uma súmula das possíveis
aplicações das TIC´sa sua democratização e universalização do acesso aos
meios digitais. Essa infra-estrutura tem sido materializada com as TICs,
entendida como um poderoso instrumento para rotinização e reorganização do
trabalho intelectual, disponibilizando um fantástico arsenal de ferramentas de
concepção e desenvolvimento de produtos e processos (MIRANDA, 2000).

O

desenvolvimento

dessa

sociedade

da

informação

para

gerar

conhecimento tem como um dos principais indicadores a penetrabilidade das
TICs que irrompem no cotidiano dos indivíduos, dinamizando e transformando a
sociedade como um todo. Sua natureza articula com o nível de operacionalização
do qual se imbui, produzindo recursos, produtos e serviços cada vez mais
complexos e exigindo profissionais com qualificações de alto nível, refletindo um
processo de reestruturação do processo produtivo, novos postos e perfis
profissionais. Nesse novo sistema econômico muda-se as estruturas produtivas e
o modo de produção: os empregos e as atividades profissionais são
transformadas, substituídas e até eliminadas, desafiando os profissionais de

�6

diversos níveis e funções a tirar proveito das possibilidades tecnológicas para
gerar mais e melhores produtos e serviços.

3 INCLUSÃO DIGITAL

Em relação

ao

Brasil,

as

desigualdades

sociais

atingem níveis

assustadores em relação ao restante do mundo, daí entendermos que não somos
os mais pobres do mundo, mas, ao que parece, somos os mais injustos entre nós
mesmos. As causas da exclusão tecnológica se misturam aos fatores culturais e
econômicos (EPSTEIN apud PIOLLI, 2003).

Do nosso ponto de vista, para superar os atrasos e vicissitudes, faz-se
mister fortalecer as políticas públicas de inclusão, pois não podemos deixar que
as novas gerações continuem excluídas digitalmente, porquanto ter acesso à
internet significa estar participando de uma enorme rede de informação e
serviços, evitando-se que uma gama da população brasileira continue à margem
desse processo. Para tanto, deve-se buscar a inclusão digital por meio do acesso
a educação, as TIC´s e a melhoria do poder aquisitivo da população (SILVA
FILHO, 2003). Essa inclusão, segundo Rondelli (2003) a inclusão digital não se dá
apenas com o simples acesso, mas requer a oportunidade de emprego dos
suportes técnicos digitais na vida cotidiana e no trabalho; a necessidade de
políticas públicas para inclusão; e a exploração dos potenciais dos meios digitais.

A Cúpula Mundial da Sociedade da Informação iguala a inclusão digital à
alfabetização digital, advertindo que inclusão digital é a aprendizagem necessária
ao indivíduo para circular e interagir no mundo das mídias digitais como
consumidor e como produtor de seus conteúdos e processos, mas precisa
também de computadores conectados em rede e softwares e suportes técnicos
(RONDELLI, 2003). Complementando essa idéia para Lemos e Costa, 2000, p. 2)
estar incluído digitalmente é um direito dos cidadãos e uma condição básica
para a sua existência no mundo da informação e da comunicação globais,

�7

constituindo uma obrigação para os poderes públicos já que comumente associase inclusão digital como uma forma de inclusão social (LEMOS; COSTA, 2000).

Podemos considerar que a inclusão digital é exatamente a que se refere a
indispensável difusão e popularização do uso das TIC´s pelo conjunto da
sociedade, não somente pela elite dominante (SILVEIRA, 2003). Assim, a
inclusão digital é a denominação dada, genericamente, aos esforços de fazer com
que a maior parte possível das populações das sociedades contemporâneas
cujas estruturas e funcionamento estão sendo alteradas pelas tecnologias de
informática e de comunicação, possam obter os conhecimentos necessários para
utilizar com um mínimo de proficiência os recursos de informática e de
telecomunicações existentes e dispor de acesso físico regular a esses recursos

3.1 TICs E SERVIÇOS DE REFERÊNCIA

As TIC´s favoreceram a expansão das fronteiras do serviço de referência
para além do balcão de atendimentos das bibliotecas e das suas coleções de
referência. Abriram-se novos espaços para a cooperação e o compartilhamento
de recursos. Outra inovação trazida pelas TIC´s foi a instalação do correio
eletrônico como um canal de comunicação da biblioteca com os usuários. O
surgimento das TICs contribuíram para remodelar as estrutura do serviço de
referência tradicional, pautado na biblioteca dotada de recursos impressos: livros,
folhetos, periódicos, mapas etc.

As

TIC´s estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das bibliotecas,

visando atender com rapidez e precisão as necessidades de informação dos
usuários, permitindo novos processos de análise, organização, armazenamento,
recuperação e disseminação da informação, favorecendo o armazenamento e a
manipulação simultânea em vários locais, sem limitação de tempo. (LÉVY, 1993
apud SANTOS, 2002, p. 107). Elas são instrumentos de infinitas possibilidades,
que precisam ser explorados na formação do profissional de maneira a gerar

�8

condições

de

uso

estratégico

[...]garantindo

assim

sua

condição

de

competitividade e empregabilidade (SANTOS, 2002, p. 107). Diante disso, as
bibliotecas universitárias estão se equipando com novas tecnologias de
informação e comunicação tais como as comunicações em rede, publicações
eletrônicas, hipermídia, bases de dados on-line, hipertexto, Internet e Rede
Nacional de Pesquisa.

Todas essas inovações tecnológicas exigem que o profissional de
referência

saiba

utilizá-las

no

atendimento

ao

usuário

das

bibliotecas

universitárias, sem esquecer que esse serviço consiste em uma atividade-fim
entre os diversos serviços realizados pela biblioteca, que visa atender às
necessidades informacionais dos usuários, orientado-os para recuperarem a
informação da qual necessitam. Os recursos informacionais têm como objetivo
principal o estabelecimento de condições para a troca de informações dentro e
entre grupos de indivíduos e organizações no contexto de computadores em rede,
visando a otimização dos serviços para um melhor atendimento às necessidades
informacionais apresentadas pelos usuários das bibliotecas universitárias.

É sabido que muitas das práticas do serviço de referência já estão em uso
nas bibliotecas digitais, que já disponibilizam serviços de referência virtual,
educação do usuário à distância, aplicações de agentes inteligentes construindo
perfis de usuários e recuperando informações, arquitetura da informação digital e
planejamento dos serviços e recursos das bibliotecas. Constatamos que as
alternativas para otimizar esse serviço não dependem apenas das novas
tecnologias, mas da administração que estrutura o serviço de referência, do
profissional e da educação do usuário para melhor utilizar os serviços que estão
sendo oferecidos. Enfatizamos o papel do profissional de referência, frente à
aplicação de tecnologias de informação e comunicação no seu serviço,
salientando a importância da educação continuada e a constante atualização em
serviço.

�9

4 PROCEDIMENTOS METODÓLOGICOS

A pesquisa consta de um estudo de caso do tipo qualitativo em que se
adota a técnica da história de vida. Essa opção levou-nos a supor que as histórias
pessoais e profissionais dos sujeitos [...] são processos particulares que fazem
parte de uma prática social e mais geral, igualmente dinâmica, complexa e
contraditória (HOLLIDAY, 1996, p.25). Assim sendo, pensamos a história de
cada profissional da informação das bibliotecas como algo que transporta uma
enorme riqueza acumulada de elementos que representam processos inéditos e
irrepetíveis, daí a necessidade de compreendê-las, extrair suas experiências,
interpretar seu discurso e comunicá-las. É assim que, trabalhamos com os
sujeitos de nossa pesquisa, lendo e relendo a história de vida de cada um,
interpretando e comunicando, porque entendemos que pesquisar é também
apropriar-se da experiência vivida e dar conta dela, compartilhando com os
outros o aprendido (HOLLIDAY, 1996, p.27).

A pesquisa foi realizada no Serviço de Referência da Biblioteca Central da
UFPB, por tratar-se de um ambiente familiar, de fácil acesso e que originalmente
teria a função de agregar os serviços de acesso à informação por meio das TICs.
Os sujeitos desta pesquisa serão os cincos (5) bibliotecários, que atuam nesse
Serviço de Referência. Para a coleta de dados, utilizamos a entrevista constou de
um roteiro semi-estruturado com sete questões abertas, objetivando coletar dados
para atender os objetivos propostos na pesquisa. de forma livre com a pretensão
de propiciar um momento agradável às entrevistas para discorrerem sobre a sua
vida pessoal e profissional. Iniciamos a entrevista solicitando que falassem de si,
estado civil, filhos, residência, sempre deixando-as à vontade para responder as
questões na seqüência que melhor lhe conviesse. Indagamos a respeito das
questões relacionadas à profissão, às condições de suporte tecnológicos, ao
serviço de referência, às atividades desenvolvidas na seção, aos cursos de
informática

realizados

na

instituição,

entre

outras,

intervindo

com

questionamentos apenas quando as suas falas não contemplavam as
informações relevantes para pesquisa.

�10

A interpretação das falas coletadas na entrevista consistiu no resultado de
todo um esforço prévio de organização e reconstrução das experiências para
compreender o sentido das práticas de inclusão, tomando distância delas. Esse
procedimento é fundamental para descobrirmos a lógica que conduz o processo,
quais os fatores que intervêm nele e as relações entre eles (HOLLIDAY, 1996, p.
29). As narrativas da história de vida pessoal dos sujeitos participantes profissionais da informação - foram legendadas da seguinte forma: B1, B2, B3, B4,
B5. É com esse formato que os sujeitos serão nomeados no decorrer desta
pesquisa. Para, enfim, analisar as narrativas de vida de cada um deles. Os dados
foram retirados das entrevistas.
5 PRÁTICAS DE INCLUSÃO DIGITAL DOS PROFISSIONAIS DA SEÇÃO DE
REFERÊNCIAS DA BC/UFPB

Retomando a compreensão de práticas de inclusão digital como as que
dizem respeito ao acesso e uso da informação mediado pelas TICs em unidades
de informação (especificamente), relacionados ao atendimento ao usuário.
Podemos observar em duas falas que se seguem, os posicionamentos das
entrevistadas quando questionadas sobre o acesso ao computador, para nos
referirmos apenas a um dos suportes tecnológicos que caracterizam a inclusão
digital, e se sabiam descrever a configuração de sua máquina.
B1:
Tenho sim computador em casa, mas não me ligo assim muito nessa
parte técnica do computador.
B3:
Tenho computador em casa, mas não entendo da parte técnica do
computador, não conheço a configuração uma vez que não me ligo
muito nessa parte.

Fica evidente que duas entrevistadas  B2 e B5 - não dispõem de
computador em suas residências, enquanto as demais não conhecem a parte de
hardware das máquinas. Para ressaltarmos a importância desse conhecimento
ainda não presente nas falas apresentadas, citamos Souto (2005, p. 46) quando

�11

diz que um dos grandes desafios a serem superados pelos bibliotecários é
quanto ao domínio das TIC´s, geralmente, o acesso a elas é muito restrito.

O outro componente fundamental do processo de inclusão digital configurase no acesso e uso da Internet. Podemos observar, nas falas de B1

e

B4, que

todas receberam capacitação com objetivo de proporcionar o conhecimento
necessário para fazer uso dessa ferramenta, como observamos a seguir:
B1:
Bem, eu ainda não recebi nenhum treinamento pra trabalhar aqui na
referência. O curso de uso de computador que fiz foi quando estava no
SID, quando fiz vários cursos para utilizar as bases de dados.
B4:
Nunca mais fizemos curso aqui na biblioteca, mas quando iniciou o
catalogo no computador todas nós fizemos cursos, mas ultimamente
não, e acho que não tem nada previsto. Eu já fiz mais de um curso de
informática e acho que todo mundo já fez, e se não fez foi porque não
quis, mas como aqui na referência nós não trabalhamos com
computador assim direto, então a gente esquece e estamos precisando
fazer uma atualização.

Todas as entrevistadas fizeram curso de informática básica, curso de
Internet e algumas receberam capacitação para o uso do Portal de Periódicos
CAPES.

Mas

nem

todas

têm

acesso

ao

computador

e

a

Internet.

Consequentemente, não fazem o uso que é esperado de um profissional que atua
numa unidade de informação inserida no espaço acadêmico, como é o caso da
biblioteca universitária.

Percebe-se na fala de a preocupação com atualização desses profissionais
na fala de B5, quando ela diz:
B5:
Penso que em outras bibliotecas o serviço de referência deve ser
melhor, pois aqui é muito simples, é mais um serviço de informação no
uso da biblioteca. Desde que ela foi criada o serviço de referência
continua da mesma forma. Isso é orientação de uso do catalogo no
computador e encontrar o livro no acervo. Por que à medida que as
novidades tecnológicas foram chegavam eram criadas outras sala para
essa tecnologia, foi o caso quando criaram o SID e depois o Portal
Capes.

�12

Chamando a atenção sobre o papel fundamental na orientação dos
usuários a conduzir suas pesquisas seja qual for o suporte disponível na
biblioteca, vejamos o que nos diz Burin e Hoffmann (2005):
Os profissionais de a informação habituados a utilizar modelos
tradicionais de organização bibliográfica, baseada no uso de suportes
informacionais impressos, percebem a necessidade de trabalhar com as
informações em novos formatos, a fim de garantir a satisfação de seus
usuários na busca e recuperação da informação. Existe uma
necessidade básica de treinar o profissional da informação para a
utilização de documentos em meio eletrônico, busca e recuperação da
informação digital e atendimento aos usuários da informação eletrônica,
especialmente no ambiente Web.

Os profissionais que pensam-conhece-age sobre a informação e atuam nos
serviços de referência precisam está cientes de que, independente do suporte, a
informação vai além do documento; este apenas contém dados que só após
serem lidos e interpretados de forma crítica torna-se informação.
6 O USO E A DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO MEDIADA PELAS TICs NA
SEÇÃO DE REFERÊNCIA DA BC/UFPB

Apesar de a Instituição ter proporcionado curso de informática esse
conhecimento não é aplicado no setor, mas as entrevistadas reconhecem a
importância do uso das tecnologias nos serviços da biblioteca e da importância do
bibliotecário conhecer e saber usar as Tic´s. Vejamos as falas de B3 e B4
B3:
Penso que as Tic´s são fundamentais para todas as atividades hoje em
dia.
B4:
A tecnologia ajuda muito o serviço de referência, como também a
biblioteca como um todo.

Percebemos que as entrevistadas, que atuam na Seção de Referência da
BC/UFPB, precisam conhecer e saber usar adequadamente as Tic´s. Na
concepção de Alves e Faqueti (2002) na substituem o profissional da informação,
mas são ferramentas que possibilitam o acesso remoto aos recursos (e-mail, o
chat, os softwares inteligentes) antes disponível apenas aos usuários presenciais,

�13

sendo ferramentas colaborativas que estendem os limites dos serviços
informacionais.

Os serviços de divulgação e disseminação da informação têm um papel
fundamental nas unidades de informação e independente de usar as TICs em
suas atividades profissionais, esses profissionais precisam conhecer e saber usar
o que o mundo do trabalho tem de inovações tecnológicas para sua área que
potencialmente possam dinamizar e agilizar as suas atividades de orientar os
usuários. Podemos constatar essa preocupação nas falas de B1 e B3 a seguir:
B1:
Considero essencial conhecer e saber usar as Tic´s. Sei que existem
muitas bases de dados e outras fontes de informação acessíveis por
meio das tecnologias de informação e comunicação, e considero
essencial o profissional está preparado para o uso desses recursos.
B3:
Penso que precisamos correr atrás de cursos de informática, de
pesquisa na internet, afinal estamos na era da informática e sem essa
mentalidade a gente vai ficar ruim. O mais importante é que o serviço de
referencia da BC precisar ser equipado e o pessoal receba capacitação
para usar mais as tecnologias da informação e possamos melhorar o
serviço oferecido.

Sobre essa questão Souto (2005, p. 47) argumenta o domínio das técnicas
de acesso às bases de dados é uma importante característica de qualquer
profissional da informação., por isso estes devem ser dotados de características
tais como: alta capacidade para reflexão, facilidade para compreensão do assunto
e para comunicação/interação com o usuário no sentido de identificar sai real
necessidade.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As TICs estão cada vez mais presentes nas bibliotecas e, em especial, nos
serviços de referências das bibliotecas universitárias. No contexto da unidade de
informação estudada, o uso das TIC´s ainda é muito incipiente, principalmente,
pelo desconhecimento dos profissionais que nela atuam. Nessa perspectiva,

�14

procuramos analisar como os profissionais que atuam na seção de referência da
BC/UFPB estão utilizando as TIC´s e como estão incluídos digitalmente,
procurando captar a sua concepção de tecnologias aplicadas ao serviço de
referência no âmbito das bibliotecas universitárias.

Observamos que os profissionais entrevistados entendem o que seja TIC´s
numa concepção ainda limitada, mas demonstra terem conhecimento de sua
existência e importância. Os relatos colhidos na pesquisa possibilitam considerar
que enquanto profissionais da informação, as cinco bibliotecárias que atuam na
Seção de Referência ainda não estão incluídas digitalmente. Apesar de três delas
disporem de computador com acesso a Internet em sua residência e as outras
duas terem a possibilidade de usá-la na instituição, a sua prática cotidiana não
contempla essa prática digital. Por outro lado, a limitada estrutura tecnológica da
seção, mostra a necessidade de se investir em tecnologia, pois é fundamental
para o sucesso de qualquer unidade de informação [...] assim como a capacitação
tecnológica dos profissionais que atuam nessas unidades (SOUTO, 2005, p. 46).

Com base nesta pesquisa, sugerimos que a direção da BC/UFPB, busque
estratégias para oferecer um programa de atualização profissional permanente
não apenas para os profissionais que atuam na Seção de Referência, mas para
todos os profissionais da informação deste Setor. É necessário que a BC/UFPB,
busque equipar a Seção de Referência com as TIC´s de comunicação, o que, no
nosso entendimento, tornaria o serviço de auxilio ao usuário mais dinâmico e
atenderia com mais qualidade as suas atuais necessidades de informação.

REFERÊNCIAS

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serviço de referência, em bibliotecas universitárias, sob o impacto das novas
tecnologias. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
12., 2002, Recife. Anais eletrônicos... Recife, UFPE, 2002. 1 CD-ROM.

�15

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Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2004.
BURIN Camila Koerich; HOFFMANN, Sandra Gorete. Novas tecnologias nos
services de referência em unidades de informação. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIAS DA
INFORMAÇÃO-CBBD, 21., 2005, Curitiba. Anais eletrônicos... Curitiba:
Associação Bibliotecária do Paraná/FEBAB, 2005. 1 CD-ROM.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. (A era
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SILVEIRA, Sérgio Amadeu. Exclusão digital: a miséria na era da informação.
São Paulo: Fundação Perseu Abrano, 2003. 46p
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TAKAHASHI, Tadao. Sociedade da Informação no Brasil: o livro verde. Brasília,
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A pesquisa analisa as práticas de inclusão digital dos profissionais da informação que atuam no Serviço de Referência da Biblioteca Central da Universidade Federal Paraíba  BC/UFPB. Na atualidade, as tecnologias da informação e comunicação (TICs) têm contribuído para delinear um novo perfil do serviço de referência nas bibliotecas universitárias, o qual vem sendo assinalado pela presença de novos recursos eletrônicos, gerando inúmeros questionamentos acerca da importância desse serviço e do desempenho do profissional. A pesquisa baseia-se em um Estudo de Caso do tipo qualitativo em que se adota a técnica da história de vida. O instrumento de coleta de dados utilizado na pesquisa foi a entrevista semi-estruturada e os sujeitos participantes da pesquisa foram constituídos por cinco (5) profissionais com formação em Biblioteconomia, que atuam no Seção de Referência da BC/UFPB. Os resultados demonstraram que as práticas digitais do Serviço de Referência, limitam-se a orientação no uso do OPAC (On line Public Access Catalogues), embora alguns desses profissionais terem participado de Curso de Capacitação no uso das TICs. Concluímos que, as atividades do serviço de referência da BC/UFPB ainda não estão integradas ao contexto das TICs, vez que as práticas profissionais estão inadequadamente incluídas no contexto digital.</text>
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