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                  <text>POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES PARA OS CURSOS DE
GRADUAÇÃO: A PROPOSTA DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS MATEMÁTICAS E
DE COMPUTAÇÃO DA USP
Gláucia Maria Saia Cristianini
Mestre, Diretora da Biblioteca do ICMC/USP
– Instituto de Ciências Matemáticas e de
Computação - Av. do Trabalhador SãoCarlense, 400 – São Carlos
13566-590 - Brasil
glaucia@icmc.usp.br
Juliana de Souza Moraes
Mestre, Supervisora de Seção da Biblioteca
do ICMC/USP - Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação - Av. do
Trabalhador São-Carlense, 400 – São Carlos
13566-590 - Brasil
jumoraes@icmc.usp.br
Resumo: Para participar de forma atuante na produção do conhecimento, a
biblioteca universitária precisa disponibilizar para a sua comunidade acadêmica
um acervo que atenda as necessidades informacionais de seus usuários.
Considerando o valor orçamentário destinado a biblioteca para a compra de
material bibliográfico, foi necessária a definição de uma política que atendesse de
maneira mais justa e efetiva o uso desse recurso. Em um trabalho conjunto com a
Comissão de Biblioteca e Comissão de Graduação, iniciou-se no ano 2000, o
processo de adequação do acervo da biblioteca para os cursos de graduação da
área de Ciências da Computação. A partir da sugestão de docentes, também
avaliadores do MEC para os cursos de graduação em diversas Universidades
Brasileiras, foi inicializado um programa de conscientização junto aos docentes do
departamento para atualização dos programas das disciplinas e em seguida
identificado o núcleo básico de cada disciplina. A biblioteca levantou, no acervo
local, a coleção que atendia este núcleo e elaborou uma planilha para reunir todas
as informações necessárias, como quantidade de exemplares, edições, entre
outros. A partir dos dados gerados e atualizados nessa planilha é que são
encaminhadas as indicações para a aquisição de material bibliográfico. Com a
facilidade de recuperação do material de forma rápida, esse procedimento
possibilitou a realização do primeiro pregão para aquisição de livros não somente
da USP, mas também o primeiro pregão de livros realizado no Estado de São
Paulo. Este trabalhou gerou interesse de um grupo de docentes que estão
envidando esforços, junto com um aluno de iniciação científica, para a criação de
um banco de dados que possibilite o fornecimento e atualização dos dados de
forma mais interativa com a biblioteca e o banco de dados bibliográficos da USP.
Palavras-Chave: Desenvolvimento de coleções. Coleção para graduação.
Aquisição.

�1 Contextualização
Muitas são as técnicas para se identificar a demanda para aquisição de
material bibliográfico em uma biblioteca universitária. Em trabalho recente Oliveira
(2004) enumera propostas que vão desde a consulta direta aos docentes dos
diversos departamentos da universidade, o uso de recursos de tecnologia da
informação até procedimentos sofisticados de inferência.
Klaes (1991) ressalta a importância da coleta e do uso de dados e
estatísticas como parâmetro para a implantação de um sistema de informação
gerencial direcionado para o desenvolvimento de coleções.
Independentemente

do

critério

ou

técnica

escolhida

para

o

desenvolvimento da coleção é primordial considerar o papel da biblioteca na
universidade, que deve atender a necessidade de informações para o ensino,
pesquisa e extensão. A política de aquisição deve prover a comunidade
acadêmica das informações demandadas pelo tripé acima citado.
A política se refere, segundo Figueiredo (1985), ao conjunto de diretrizes e
normas que visa estabelecer ações, delinear estratégias gerais, determinar
instrumentos e delimitar critérios para facilitar a tomada de decisão na
composição e desenvolvimento de coleções em consonância com os objetivos da
instituição e os usuários do sistema.
De acordo com Andrade e Vergueiro (1996) é necessário estipular as
diretrizes de atuação e sistematizar as atividades de aquisição com registro
detalhado de cada passo a ser seguido. As diretrizes devem prever: os
responsáveis; os procedimentos de organização; os principais fornecedores;
informações precisas para obtenção de cada item; identificar a organização da
atividade de compra; criar instrumentos de acompanhamento e controle de
material adquirido.
Todas as ações previstas para uma política mais adequada devem
considerar critérios e atender necessidades. Todo procedimento deve ser

�devidamente justificado, deve constar os responsáveis, passar por um processo
legal de validação e, finalmente, estar devidamente documentado.
A partir de 2002 mais um importante critério passou a fazer parte da
política de aquisição nas bibliotecas universitárias brasileiras, os critérios exigidos
pelo Ministério da Educação – MEC para avaliação das IES – Instituições de
Ensino Superior. Os atuais procedimentos de avaliação estão pautados na LDB Lei de Diretrizes e Bases (BRASIL,1996) que arrola como atribuições da União
“autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar os cursos das
instituições de educação superior e os estabelecimentos do Sistema Federal de
Ensino Superior”.
Barcelos e Gomes (2004) discorrem sobre a evolução da forma de
avaliação das IES pelo MEC desde 1995, estabelecendo critérios e padrões para
o funcionamento destas. Após 1996 o credenciamento das instituições passou a
ser temporário e, desde então, todos os atos de credenciamento institucional
passaram a fixar o prazo de validade da credencial. A partir do ano de 2002, foi
institucionalizada a visita da Comissão de Avaliadores incumbidos de verificar no
local as condições da Instituição, avaliando os cursos e autorizando ou não a
criação ou continuidade destes.
As mesmas autoras evidenciam o peso da participação da biblioteca (40%
do total) na avaliação final do curso, o que exige que as mesmas disponham de
acervo adequado, tanto qualitativo quanto quantitativamente. E, para isso,
enfatizam também a necessidade de uma política de formação e desenvolvimento
de acervo.

Os indicadores que constituem a análise da biblioteca pelo MEC são: o
espaço físico, o acervo e o serviço. Dentro da categoria “acervo”, o critério de
avaliação para o item livros considera: Insuficiente – quando não atendem aos
programas das disciplinas, não há quantidade suficiente (um volume para mais de
20 alunos matriculados no curso, para cada disciplina) e não são atualizados;
Regular - quando atendem parcialmente aos programas das disciplinas, a

�quantidade é razoável (um volume para 10 até 20 alunos matriculados no curso,
para cada disciplina) e são parcialmente atualizados; Ótimo - quando atendem
aos programas das disciplinas, há quantidade suficiente (um volume para menos
de 10 alunos matriculados no curso, para cada disciplina) e são atualizados
(DIRETORIA, 2002).
Em uma decisão da Comissão da Biblioteca do Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação - ICMC, composta pela direção da biblioteca, um
representante de cada departamento da unidade e um representante discente,
deliberou-se o direcionamento da verba recebida pela biblioteca, por meio do
Departamento Técnico do SIBi – Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, para
os cursos de graduação e determinou-se como meta principal a adequação do
acervo ao critério ótimo da avaliação sugerido pelo MEC.
A necessidade de uma política de aquisição, expansão e atualização, que
atenda a proposta pedagógica do curso, também é pontuada pelo MEC
(DIRETORIA, 2002) e considera para tanto os seguintes critérios: Insuficiente –
quando não existe uma política definida de aquisição, expansão e atualização do
acervo; Regular – quando existe uma política de aquisição, expansão e
atualização do acervo, considerando a proposta pedagógica do curso, mas não é
aplicada nem operacionalizada regularmente; Ótima - quando existe documento
com critérios definidos para políticas de aquisição de acervo (livros, periódicos,
multimeios, etc.) e compra realizada nos últimos 3 anos, considerando a proposta
pedagógica do curso e as prioridades para a bibliografia básica e complementar e
dos indicadores para tomada de decisão.
Para um melhor acompanhamento da aquisição e também controle do
orçamento recebido foi necessário a elaboração de um sistema de informações
para gerenciar todos os dados da aquisição.
Um sistema de informação gerencial representa um conjunto de
dados organizados de forma sistemática, que permite ao gerente
da biblioteca universitária obter insumos para subsidiar suas
informações com vistas ao processo decisório (KLAES, 1991,
p.221).

�Considerando os recursos disponíveis, a necessidade de estabelecer
diretrizes para a política de aquisição, de acordo com a exigência do MEC, optouse por identificar o núcleo básico da coleção e garantir o mínimo necessário para
que o curso de graduação em Ciências da Computação do ICMC atingisse o nível
máximo na pontuação do MEC.
2 Método e procedimentos
A Biblioteca do ICMC foi inaugurada em 12 de setembro de 1974, com o
nome de "Prof. Achille Bassi"; atualmente reúne um acervo de mais 34.000
volumes de livros, mais de 800 títulos de periódicos, possui um total superior a
100.000 publicações em Matemática, Estatística, Computação e áreas correlatas.
Atende uma comunidade com mais de 8.000 alunos das quatro unidades
do campus USP de São Carlos, sendo, aproximadamente, 4.000 da graduação,
4.000 de pós-graduação e mais de 400 docentes e pesquisadores.
Os cursos de graduação oferecidos pelo ICMC são: Bacharelado em
Matemática, Licenciatura em Matemática, Bacharelado em Matemática Aplicada e
Computação Científica, Bacharelado em Ciências da Computação e Bacharelado
em Informática, além de um curso interunidades de Engenharia da Computação.
Considerando a evolução da área de Computação, a rapidez com que as
informações se tornam obsoletas, considerando também, como abordado por
Cristianini e Mores (1998), o arsenal de publicações sobre todas as áreas que são
englobadas pela Ciência da Computação e que trazem consigo cada vez mais
novos

assuntos

abordados,

novas

tecnologias

desenvolvidas,

novas

terminologias; conseqüências da abrangência vultuosa desta ciência em
contrapartida à especificidade de suas subáreas e técnicas, é imprescindível um
acompanhamento mais freqüente de programas e disciplinas relacionadas a essa
área do conhecimento.

�A consideração acima é que serviu como principal argumento para a
decisão da seleção dos cursos para dar início à política local de aquisição de
livros e adequação do acervo na área.
Assim, em um trabalho conjunto com a Comissão de Graduação da
unidade, no ano 2000, foram levantadas todas as disciplinas, dos cursos de
graduação, vinculadas ao departamento de Ciências da Computação, reunida a
bibliografia básica de cada disciplina e organizadas em uma planilha, a fim de
identificar

quantidades

existentes,

referências

completas,

duplicidades

e

necessidades de compra. Na época, a orientação sugerida para quantidade de
livros era de um volume para cada grupo de 15 alunos.
Nesta planilha foram incluídos os números de exemplares de cada título,
com suas respectivas edições e anos disponíveis na biblioteca. Como
exemplificado abaixo.
Livros-textos

FARRER, H. Algoritmos estruturados.

Código

Nº

Nº

disciplina

exemplares

disponíveis -

para

necessários

Edição/ano

compra

10

2 – 1.ed./1986

10

SCE-811

3.ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999.

exemplares

Indicação

5 – 2.ed./1989

ISBN - 8521611803.

Elaborada esta planilha foi gerada a demanda real de títulos para a
graduação a partir da indicação para a compra dos mesmos. O controle seguia na
planilha até que fosse zerada a indicação de compra.
Com as novas orientações previstas pelo MEC a partir de 2002 a Comissão
de Biblioteca, em conjunto com a chefia do departamento de Ciências da
Computação, solicitou a atualização dos programas de todas as disciplinas para
os cursos de Ciências da Computação, Informática e Engenharia da Computação,
ministrados pelos docentes da unidade, e suas respectivas bibliografias. Essa
política de atualização do programa passou a vigorar de forma regular no
departamento, de modo a ser revista com mais freqüência pelos docentes.

�Foram registrados e identificados novos títulos, novas edições e anos, e,
então, configurada a demanda de acordo com a nova orientação do MEC para a
quantidade de exemplares: um volume para até 10 alunos inscritos no curso, por
disciplina. A partir daí, gerou-se nova planilha com os dados e iniciou-se um
processo para atender a nova previsão de compras.
Importante registrar que na unidade não existe uma política orientada para
a atualização do acervo bibliográfico, ou seja, não há uma previsão orçamentária
destinada à compra de material bibliográfico. O valor obtido para compra de livros
é repassado pelo Departamento Técnico do SIBi que aloca parte de seu
orçamento para atualização do acervo das bibliotecas. Ficou instituído, por
deliberação da Comissão de Biblioteca do ICMC, que o valor recebido pelo SIBi
ficaria destinado a compra de material bibliográfico para a graduação e orientou a
comunidade que procedesse a aquisição de material necessário para pesquisa
com recursos obtidos das reservas técnicas dos projetos financiados para a
instituição.
Assim que a verba do SIBi chega à unidade, o Setor Financeiro,
juntamente com a direção da biblioteca, procede a divisão do valor entre os
departamentos. A fração destinada a cada departamento foi definida pela
Comissão de Biblioteca da unidade e teve como embasamento o número de
alunos atendidos pelas disciplinas dos diversos departamentos.
3 Resultados
A partir da planilha gerada com os dados necessários para a compra, são
retirados os títulos que possuem demanda para a aquisição, gerada uma nova
planilha com as referências e essa planilha segue para cotação junto às livrarias.
Após o recebimento das cotações é elaborada nova planilha com todos os
valores obtidos e respectivas livrarias ou distribuidores. São identificados e
assinalados os menores preços e a partir dessa previsão é levantada a
quantidade possível para a aquisição de cada título, definida a partir da verba
disponível e prioridade para aquisição. Essa prioridade de aquisição é verificada

�em função de edições mais recentes, ainda não atendidas pelo acervo e títulos
novos, incluídos nos programas.
Essa planilha é encaminhada para a Seção de Compras que providencia
os trâmites legais para a licitação e aquisição do material solicitado. No momento
que foi gerada a planilha com dados completos e valores identificados, os
procedimentos para a aquisição foram simplificados e, quando da nova exigência
para a Administração Pública de licitação por pregão (BRASIL, 2002) o processo
ficou mais ágil e propiciou a realização do primeiro pregão, na modalidade, dentro
do Estado de São Paulo, em 13 de agosto de 20041.
Esse processo de controle de aquisição despertou o interesse de um
docente em otimizar os passos de entrada e saída de dados, controle e
cadastramento do material bibliográfico e solicitou apoio de outro pesquisador
que, em conjunto com um aluno de iniciação científica, iniciou os estudos para
automatizar o processo. A proposta tem o acompanhamento dos bibliotecários
responsáveis pela aquisição e prevê a geração automática da demanda, sempre
que necessário, a emissão de relatórios diversos e ainda a exportação da
referência dos livros e dos seus dados de aquisição para o banco de dados
bibliográficos da biblioteca no momento da catalogação.

4 Considerações finais
A realização deste trabalho possibilitou o estabelecimento de uma política
para o desenvolvimento de coleções que atende os cursos de graduação da área
Ciências da Computação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação.
As diretrizes que permearam essa política garantiram os princípios básicos
do desenvolvimento de coleções apresentados na literatura, foram estabelecidas
ações, delineadas estratégias e delimitados os critérios que facilitam a tomada de
decisão para aquisição de material bibliográfico. O procedimento adotado não só

1

http://www.cadastro.pregao.sp.gov.br/ua024000.nsf/0/DDC51173EDBC42C403256E99006A1390?OpenDoc
ument&amp;view=Pregoes-SecOrg&amp;gh=1

�esteve de acordo com os interesses da instituição e dos usuários como também
contou com a participação dos mesmos para a concretização do processo.
As atividades de aquisição são devidamente documentadas, desde a
seleção até a concretização do pregão e recebimento das obras pela biblioteca.
Existem instrumentos de acompanhamento e controle do material adquirido.
Vale ressaltar que essa política teve uma preocupação bem definida e
muito importante para a instituição que foi o investimento na formação do
profissional, o comprometimento de um recurso orçamentário para alunos de
graduação em uma instituição onde a pesquisa constitui um fator considerável na
comunidade científica, o que demonstra um diferencial na concepção dos valores
para com a comunidade.
A cooperação entre bibliotecários, professores, dirigentes da biblioteca e da
instituição continua evidenciando uma forma de trabalho mais adequado para
uma obtenção de melhores resultados para toda a instituição.
O trabalho conjunto com o Setor de Compras da unidade favoreceu os
procedimentos de aquisição, principalmente no momento que se deu início a
exigência do governo estadual para a nova forma de aquisição prevista pela
Administração Pública, a compra por meio de pregão.
O primeiro pregão realizado na instituição propiciou uma otimização dos
recursos e uma redução de aproximadamente 20% do total previsto a partir das
menores cotações obtidas inicialmente.
Todo o processo possibilitou maior rapidez na identificação da demanda,
assim como melhor adequação de valores às necessidades de compra,
otimizando recursos financeiros e bibliográficos.
A principal contribuição deste trabalho foi a elaboração de um método que
possibilitou todas as vantagens citadas; não há um produto, mas sim diretrizes
claras para uma política efetiva de desenvolvimento de coleção. Existe o projeto
de um sistema para automatizar esse processo, mas de nada valeria se não fosse

�a estrutura propiciada por um trabalho elaborado de forma coerente e centrado
nos objetivos da instituição e da biblioteca.
5 Referências
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Brasília: Briquet de Lemos,1996.
BARCELOS, M.E.A.S.; GOMES, M.L.B.M. Preparando sua biblioteca para a
avaliação do MEC. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004, Natal - RN. Anais... Natal: UFRN, 2004.
BRASIL, Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e
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p. 27833.
BRASIL, Lei n. 10.520, de 17 de dezembro de 2002. Institui, no âmbito da União,
Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do artigo 37, inciso XXI, da
Constituição Federal, modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição
de bens e serviços comuns, e da outras providências. Diário Oficial da União,
Brasília, DF, 18 de julho de 2002. Seção 1, p.1.
CRISTIANINI, G. M. S.; MORAES, J. S. Bibliotecários e Pesquisadores: a
cooperação vital na sociedade da informação. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE
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DIRETORIA DE ESTATÍSTICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR –
DAES. Manual geral de avaliação das condições de ensino. Brasília: MEC,
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KLAES, R.R. Sistema de informação gerencial para desenvolvimento de coleções.
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <text>Política de desenvolvimento de coleções para os cursos de graduação: a proposta do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP.</text>
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              <text>Cristianini, Gláucia Maria Saia; Moraes, Juliana de Souza</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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          <name>Date</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>Para participar de forma atuante na produção do conhecimento, a biblioteca universitária precisa disponibilizar para a sua comunidade acadêmica um acervo que atenda as necessidades informacionais de seus usuários. Considerando o valor orçamentário destinado a biblioteca para a compra de material bibliográfico, foi necessária a definição de uma política que atendesse de maneira mais justa e efetiva o uso desse recurso. Em um trabalho conjunto com a Comissão de Biblioteca e Comissão de Graduação, iniciou-se no ano 2000, o processo de adequação do acervo da biblioteca para os cursos de graduação da área de Ciências da Computação. A partir da sugestão de docentes, também avaliadores do MEC para os cursos de graduação em diversas Universidades Brasileiras, foi inicializado um programa de conscientização junto aos docentes do departamento para atualização dos programas das disciplinas e em seguida identificado o núcleo básico de cada disciplina. A biblioteca levantou, no acervo local, a coleção que atendia este núcleo e elaborou uma planilha para reunir todas as informações necessárias, como quantidade de exemplares, edições, entre outros. A partir dos dados gerados e atualizados nessa planilha é que são encaminhadas as indicações para a aquisição de material bibliográfico. Com a facilidade de recuperação do material de forma rápida, esse procedimento possibilitou a realização do primeiro pregão para aquisição de livros não somente da USP, mas também o primeiro pregão de livros realizado no Estado de São Paulo. Este trabalhou gerou interesse de um grupo de docentes que estão envidando esforços, junto com um aluno de iniciação científica, para a criação de um banco de dados que possibilite o fornecimento e atualização dos dados de forma mais interativa com a biblioteca e o banco de dados bibliográficos da USP.</text>
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          <name>Language</name>
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