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                  <text>O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UTFPR:
a primeira Universidade Tecnológica Federal do Brasil
CARUSO, Anna Terezinha Ribeiro¹
GUILHEM, Cristina Benedeti²
MATSUMOTO, Luiza Aquemi³
TAVARES, Helena4
TORINO, Lígia Patrícia5

Resumo
A UTFPR, primeira Universidade Tecnológica do país, apresenta sua experiência
na implantação da Rede Pergamum, visando abranger as bibliotecas dos 7 campi
que compõem o Sistema de Bibliotecas UTFPR. Estudo e análise foram
realizados no sentido de optar por uma base de dados que permitisse o
compartilhamento de informações, de forma a reproduzir a representação
temática e descritiva do acervo e sua operacionalização em rede. O presente
trabalho descreve as principais etapas deste processo, a escolha do software, as
dificuldades e soluções encontradas, a evolução dos trabalhos, a receptividade
dos assistentes, bibliotecários e dirigentes da instituição, bem como, o impacto na
comunidade interna.

1 Introdução
Os avanços tecnológicos associados às novas necessidades dos usuários
impulsionaram a busca pelo processo de modernização das estruturas e funções
das bibliotecas em geral e em particular da Universidade Tecnológica Federal do
Paraná.
Este trabalho mostra a experiência do Sistema de Bibliotecas da UTFPR, na
implantação de um sistema automatizado para gerenciamento das suas
atividades, com o objetivo de integrar as informações do acervo das bibliotecas
que compõem o Sistema, em uma base única, agilizando a prestação de serviços
oferecidos à comunidade universitária.
____________________________
Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR – Av. Sete de Setembro, 3165, Rebouças. Curitiba -PRBrasil. CEP: 80230-901
¹ caruso@cefetpr.br
² cristina@cp.cefetpr.br
³ lakemi@cefetpr.br
4
helena@cp.cefetpr.br
5
ltorino@cm.cefetpr.br

�2. A UTFPR
O projeto de transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do
Paraná (CEFET-PR) em Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR),
foi sancionado no dia 7 de outubro de 2005. A nova lei foi publicada no Diário
Oficial da União no dia 10 de outubro. (Lei nº - 11.184, de 7 de outubro de 2005 )
A primeira Universidade Tecnológica do Brasil acumula quase um século da
“promoção daquilo que é mais precioso da sociedade: a educação e o bem formar
de gerações de jovens” (INOVAÇÃO, 2005 p. 2). A instituição teve início em 1909
com a criação da Escola de Aprendizes Artífices, transformou-se em Liceu
Industrial do Paraná em 1937, em 1959 passou a Escola Técnica Federal do
Paraná, em 1978 em Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná e em
2005 foi transformada em Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
Em 1990, o Programa de expansão e melhoria do Ensino Técnico fez com que o
CEFET-PR se expandisse para o interior do Estado do Paraná. Agora com sete
Campi distribuídos na cidade de Curitiba, Campo Mourão, Cornélio Procópio,
Medianeira, Pato branco, Dois Vizinhos e Ponta Grossa. Centralizados em regime
de Sistema, cada um dos Campi oferece desde Curso Técnico até Pósgraduação.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 (LDBE) não só
originou a idéia da transformação do CEFET-PR em Universidade Tecnológica,
como também estimulou a formação do seu perfil universitário. A partir de 1998, o
foco foi direcionado do ensino de nível técnico para a graduação, incentivando o
avanço da pós-graduação e de atividades comunitárias. Esse posicionamento
começou a sedimentar três áreas tipicamente universitárias: o ensino, a pesquisa
e a extensão.
Para promover a expansão do ensino superior, a UTFPR investiu mais no projeto
pedagógico dos cursos, na formação docente e em infra-estrutura, com a
implementação das bibliotecas e de laboratórios e a adequação das instalações
para o acesso a portadores de deficiência física.

�3 O Sistema de Bibliotecas da UTFPR - SBU
Tem como missão promover o acesso, a recuperação e a transferência da
informação atualizada para toda a sua comunidade, contribuindo para a formação
profissional do cidadão e, dessa forma, colaborar com o desenvolvimento
científico, tecnológico e cultural do País. Atua subordinada ao Departamento de
Apoio ao Ensino DEAPO, e tem como objetivos contribuir para a complementação
do ensino e o desenvolvimento de pesquisas necessárias ao programa
educacional;

criar

uma

infra-estrutura

de

informações

que

propicie

o

aprimoramento técnico e intelectual dos seus usuários; aprimorar e agilizar as
condições técnicas de pesquisa bibliográfica na área tecnológica para alunos,
professores e funcionários; proporcionar efetiva utilização de seu acervo
bibliográfico
O SBU é composto por 7 bibliotecas e 1 setorial de pós-graduação dispersas
geograficamente nos sete campi no Estado do Paraná, especializadas em
Tecnologia.
A coordenação do Sistema, está sediada na Biblioteca Central “Prof. Rosário
Farâni Mansur Guérios”, em Curitiba e traça a política a ser desenvolvida pelo
sistema.
Serviços oferecidos pelas bibliotecas do Sistema UTFPR
Consulta ao acervo local
Empréstimo domiciliar
Consulta ao Sistema Pergamum
Consulta ao Portal da Capes
Acesso à internet
COMUT - Programa de Comutação bibliográfica
Normalização de trabalhos acadêmicos
Levantamento bibliográfico
Treinamento para Usuários
Realização de exposições
Empréstimo entre bibliotecas do Sistema UTFPR

�Serviço de Referência
Videoteca
Catalogação na publicação
Visitas orientadas
Disseminação seletiva da informação

4 Sistema Integrado de Bibliotecas Pergamum na UTFPR
Este Sistema, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná –
PUC-PR, contempla as principais funções de uma biblioteca, funcionando de
forma integrada da aquisição ao empréstimo, tornando-se um software de gestão
de bibliotecas. Permite a consulta on-line do acervo, bem como a renovação do
documento emprestado ou sua reserva.
Possui uma rede de usuários que engloba 146 instituições em todo o Brasil.
a maioria das bibliotecas lidam tanto com o gerenciamento de seus
serviços quanto com a recuperação de informações. As aplicações mais
recentes de informática em bibliotecas e serviços consideram essas
duas áreas como um campo integrado (ROWLEY, 1994).

A cada dia a necessidade de interligar as bibliotecas dos Campi da UTFPR, para
um trabalho em rede, padronizado, buscando maior relevância na comunidade
acadêmica.
Diante de mudança de paradigmas e no sentido de emprestar maior
relevância ao papel da biblioteca, necessário se faz formular políticas
que visem à cooperação para tornar o acesso cada vez mais aberto e
levado aos locais mais longínquos, tendo como base o uso de novas
tecnologias sob comando de componentes humanos [...] usar novas
tecnologias de informática não para apenas automatizar atividades
bibliotecárias, dentro de quatro paredes, mas fazendo uso delas para o
aumento de acesso à informação [...]. (DRABENSTOTT, 1997)

A Diretoria de Ensino enviou uma bibliotecária de cada Unidade para fazer uma
visita à Universidade Federal de Santa Catarina e avaliar o software Pergamum
por ela utilizado. Apesar do sistema já ser conhecido pela equipe, achou-se por
bem ouvir a opinião de outra instituição com as mesmas características da
UTFPR, ou seja, uma Autarquia Federal.

�a escolha de um software é tarefa cooperativa, integrada e participativa
entre esses profissionais, e constitui um dos grandes desafios para as
bibliotecas e unidades de documentação e informação bibliográfica. O
avanço tecnológico associado às exigências atuais dos usuários
direcionam para seleção e aquisição de software e hardware com
características funcionalmente mais diversificadas, ou seja,
possibilidades de interligar todas funções de uma biblioteca. (CÔRTE,
2000)

Em seu retorno à Curitiba, as bibliotecárias deram parecer favorável à aquisição
do software e no ano seguinte, em junho de 2002, já com o Pergamum instalado,
foi feito o primeiro treinamento para a equipe do Sistema de Bibliotecas, com o
módulo de catalogação. Iniciou-se um mutirão para cadastramento do acervo em
cada biblioteca dos Campi da UTFPR.
Em função do número de pessoas que cadastravam o acervo em cada uma das
bibliotecas do Sistema UTFPR, Curitiba foi a primeira a iniciar o empréstimo pelo
Pergamum. Recentemente, Cornélio Procópio que também se viu na mesma
situação de Curitiba, tendo uma pane inesperada e definitiva em seu antigo
sistema, obrigou-se a dar início ao empréstimo pelo Pergamum, antes mesmo de
ter todos os equipamentos desejados para tal.
As outras bibliotecas não iniciaram o empréstimo ainda ou porque não terminaram
o cadastramento, ou porque faltam alguns equipamentos. Contudo, até o final de
2006, pelo menos três das cinco restantes, devem implantar o empréstimo pelo
sistema.
A partir do momento que o Pergamum foi implantado em cada campus da
UTFPR, começou a surgir à necessidade de padronização na catalogação, nos
parâmetros do sistema e também nos serviços. A cooperação entre bibliotecas
auxilia de forma eficiente o trabalho do bibliotecário.
somente através da mais estreita e perfeita cooperação dos órgãos de
informação e documentação será possível aos estudiosos, em geral,
acesso a toda uma gama de informações e dados relevantes que, de
outro modo, seria impossível conseguir. Uma biblioteca só pode realizar
serviços realmente eficientes adotando a política de cooperação
interbibliotecária em todas as suas formas ( FERREIRA, 1980).

A partir dessa cooperação entre as bibliotecas dos sete campi da UTFPR,
pretende-se buscar melhorias para os serviços oferecidos e ampliar a oferta de
informação fornecida aos usuários.

�5 Curitiba
As bibliotecas de Curitiba e Cornélio Procópio eram as únicas que tinham o
empréstimo automatizado. O software usado em Curitiba havia se tornado
obsoleto, pois, não sofria manutenção e nem atualização. Além disso, constantes
panes no equipamento do servidor deixavam os usuários sem poder consultar o
acervo ou realizar empréstimos. A biblioteca utilizou este software por 12 anos,
até que em 2000, uma empresa foi contratada para desenvolver outro sistema de
gerenciamento para a Unidade de Curitiba. Em 2001, este processo foi abortado
pela então Diretoria de Ensino, visto que a empresa não possuía know-how
suficiente para desenvolver a consulta do acervo via web.
A Biblioteca de Curitiba conseguiu contratar cinco pessoas: três bibliotecários e
dois administrativos com experiência em bibliotecas, para incluir o acervo
retrospectivo.
Nada pôde ser aproveitado do sistema anterior e, para facilitar o trabalho, fez-se à
importação dos registros existentes na base do Bibliodata/Calco e as devidas
correções de campos, visto que o Pergamum estava utilizando uma versão mais
atualizada do MARC. Em aproximadamente um ano e meio todo o acervo de
35000 exemplares estava cadastrado.
Durante o cadastramento, a biblioteca ainda fazia uso de seu velho sistema para
a realização de empréstimos e consulta ao acervo. Porém, antes mesmo de
terminar a inclusão das obras no Pergamum, o sistema anterior teve sua pane
definitiva e a equipe de Curitiba se viu, subitamente, à deriva. O que fazer se o
cadastramento não havia terminado? Também não se tinha a intenção de voltar
ao empréstimo manual, uma vez que não existiam mais fichas para controle. A
solução paliativa, sugerida pela chefia do DEAPO, ao qual a Biblioteca é
subordinada, foi usar o Sistema Acadêmico. Cada empréstimo era registrado
como uma ocorrência para o aluno. As maiores dificuldades eram as reservas e
as consultas, impossíveis de serem feitas através do Sistema Acadêmico. Ainda
existia o catálogo de fichas que auxiliava o usuário, este, porém, não tinha a
garantia de disponibilidade da obra. Foi um período de caos para a biblioteca,
pois, não havia como verificar se uma obra estava emprestada ou não, e nem

�como reservá-la. Além disso, a verificação de multa era manual, ou seja, o
atendente precisava calcular os dias de atraso.
No mesmo ano em que isto ocorreu, a Instituição recebeu as comissões do MEC
para avaliação e reconhecimento dos cursos de Tecnologia. A biblioteca viu-se
obrigada a suspender os empréstimos de livros, visto que não tinha como
consultar uma obra através do Sistema Acadêmico e comprovar seu empréstimo.
Houve muita reclamação por parte dos usuários e para amenizar a situação, fezse um grande número de empréstimos interbibliotecário, com outras instituições e
também com os outros campi.
Finalmente, em novembro de 2004, após a inclusão no Pergamum, de todo o
acervo de livros, iniciou o empréstimo automatizado. E já que um novo sistema
estava sendo usado, aproveitou-se para mudar algumas regras da biblioteca que,
se fossem mudadas antes da implantação do Pergamum, sofreriam maior
resistência por parte dos usuários. Uma dessas regras foi a adoção de multa no
valor de R$10,00 para o atraso nos empréstimos de final de semana, dos
exemplares de consulta local. Outra regra, propiciada pelas inúmeras opções do
Pergamum, foi impedir a reserva de exemplares disponíveis.
Apesar das novas regras, o sistema foi muito bem recebido pelos usuários,
principalmente pela facilidade em se consultar o acervo e fazer renovações pela
internet, além de haver o recebimento de avisos de devolução e débito por e-mail.
6 Campo Mourão
O Campus de Campo Mourão iniciou suas atividades em abril de 1995.
Atualmente oferece cursos nas seguintes categorias: Ensino Médio; Curso
Técnico em Informática e em Nível Superior, os Cursos de Tecnologia em
Alimentos, Tecnologia Ambiental e Tecnologia em Construção Civil; e em nível de
extensão, o curso de Formação Pedagógica e pós-graduação na área de
Gerenciamento Ambiental. Localizado na região Noroeste do Estado, num terreno
de 63.888 m² doado pela prefeitura Municipal da cidade, possui 9.241,44 m² de
área construída, sendo: salas de aula, salas de desenho, laboratórios, sala de

�apoio didático, biblioteca, ginásio de esportes com capacidade para 5000
espectadores, dentre outros.
A Biblioteca é a depositária de todo material bibliográfico existente no Campus
Campo Mourão. Atualmente, com o apoio de todo o Sistema da atual UTFPR no
que tange à biblioteca, foram realizados investimentos para a modernização de
equipamentos e atualização do acervo. Quanto aos recursos humanos, a região
não dispunha de bibliotecário graduado para atender às necessidades da
Instituição, este problema foi sanado apenas com a aprovação de uma vaga
efetiva e mediante a realização de Concurso Público em novembro de 2003. As
primeiras obras catalogadas na Biblioteca da Unidade de Campo Mourão foram
doadas pela Unidade de Curitiba, sendo aos poucos descentralizados recursos
financeiros para este fim, pela então Diretoria-Geral, e elaborados projetos
específicos. Alguns livros foram adquiridos com recursos próprios da Unidade.
Não existia nenhuma forma de arrecadação direta pelo setor. Atualmente, a
biblioteca do campus de Campo Mourão encontra-se totalmente informatizada.De
acordo com avaliação das comissões do MEC para os cursos de tecnologia, a
biblioteca obteve, em todas, o conceito A, devido à estrutura, serviços e política
de expansão do acervo. A implantação do empréstimo automatizado será uma
nova etapa que ocorrerá até a metade do segundo semestre de 2006.
7 Ponta Grossa
O Campus Ponta Grossa foi fundado sob portaria nº 1559 de 20 de outubro de
1992 e inaugurada a 20 de dezembro de 1992, tendo iniciado suas atividades em
15 de março de 1993.
Localiza-se a seis quilômetros do centro da cidade, numa região privilegiada pela
natureza nas dependências do Antigo Seminário dos Padres Redentoristas, numa
área de cento e vinte e um mil m². Atualmente, conta com aproximadamente
dezessete mil m² de área edificada. Ofereceu, até 1997, os Cursos Técnicos em
Alimentos, Eletrônica e Mecânica. Em 1998 foi implantado o Ensino Médio de
acordo com a Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional no 9394/96,
desvinculando do ensino profissionalizante e constituindo a etapa final da
educação básica, com duração mínima de 3 (três) anos e ministrado em regime

�anual. A partir de 1999, passou a ofertar os Cursos Superiores de Tecnologia,
com uma nova forma de graduação plena, com o objetivo de formar profissionais
focados na inovação tecnológica.
A biblioteca do Campus da UTFPR em Ponta Grossa foi criada em 1993. Até o
segundo semestre de 2000, utilizava o mesmo espaço destinado à biblioteca do
então Seminário dos Padres Redentoristas. O acervo contava inicialmente com
obras literárias de vários gêneros, obras de referência e algumas obras técnicas
doadas pelos primeiros professores e funcionários da instituição. Com a
inauguração de um novo bloco em novembro de 2000, a Biblioteca passou a
contar com uma infra-estrutura voltada a atender às necessidades da comunidade
universitária, no que se refere ao apoio às atividades de ensino. Ocupa uma área
de 573 m2 e conta com área de estudo com capacidade para 120 pessoas, área
de estudo individual, sala de estudo em grupo, videoteca, acesso a internet e
guarda-volumes.
8 Cornélio Procópio
Instalado no centro da cidade de Cornélio Procópio, o Campus conta com cerca
de 1.807 alunos oriundos da própria cidade, de outras localidades do Paraná e de
outros estados, 111 professores e 61 técnicos administrativos. Ocupa uma área
de aproximadamente cincoenta e cinco mil m2, possuindo construções que
totalizam cerca de vinte e cinco mil m2.
Oferece os Cursos Superiores de Tecnologia, nas áreas de Eletrotécnica,
Informática e Mecânica, todos reconhecidos pelo MEC com conceito A, Cursos
Técnico de Nível Médio Integrado, nas áreas de Eletrotécnica e Mecânica que
qualificam profissionais para diversos setores da economia, atendendo à
demanda do crescimento da região. Especialização nas áreas de: Automação,
Gestão, Matemática, Engenharia de Segurança, Ensino de Línguas, Informática,
Gerontologia; Programa Especial de Formação Pedagógica; CALEM – Centro
Acadêmico de Língua Estrangeira Moderna: Inglês e Espanhol; Laboratório de
Produção de Textos; Cursos de Formação Básica.

�A biblioteca do Campus Cornélio Procópio iniciou suas atividades em 1993 e no
início da formação do acervo bibliográfico, fez parte do sistema Bibliodata/Calco
da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Devido ao aumento de consultas e
empréstimos era urgente informatizar a biblioteca para poder adequar os seus
serviços às necessidades dos usuários.
A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), unidade de fomento do Ministério
de Ciência e Tecnologia (MCT) lançou um programa de difusão de software em
1996, a biblioteca do Campus Cornélio Procópio, recebeu a proposta do Sistema
de Informação Multiacervo e, após análises, optou-se pela aquisição deste
Sistema desenvolvido pela Horizonte Tecnologia de Informática. Este software
informatiza as principais funções de uma biblioteca que são a catalogação,
indexação, consulta e empréstimo domiciliar. É um software simples, porém eficaz
para uma biblioteca de pequeno porte e seu uso neste Campus durou até o início
de 2006, sendo substituído pelo Sistema Integrado de Bibliotecas Pergamum.
Todo o acervo de livros encontra-se inserido no Sistema Pergamum, bem como
os CD-ROMS, fitas de vídeo, monografias, relatórios, dissertações, teses,
trabalho de conclusão de curso e os periódicos, faltando somente a inserção das
apostilas.
O acervo é formado por aproximadamente nove mil títulos e vinte mil exemplares.
Ocupa uma área de 572m2 distribuídos em: área do acervo de livros e periódicos,
quatro salas de estudo em grupo, área para estudo individual, microcomputadores
de acesso à internet, videoteca, balcão de empréstimo, sala de administração
ambiente de leitura coletivo e guarda-volumes.
9 Medianeira
A partir de 1990, o Campus colocou à disposição de estudantes paranaenses e
de outros estados, os cursos Técnicos em Alimentos e em Eletromecânica. Em
julho de 1996, é criado o curso de Tecnologia de Alimentos, Modalidade
Industrialização de Carnes.
Em 1998, estabeleceu o Ensino Médio, desvinculado do ensino profissionalizante.
Em 1999, implantou-se novos Cursos Superiores: Tecnologia de Alimentos,

�Modalidade

Laticínios

e

Industrialização

de

Carnes,

Tecnologia

em

Eletromecânica, Modalidade operação e Manutenção Industrial; Tecnologia
Ambiental, Modalidade Resíduos Industriais. O Programa especial de Formação
Pedagógica para o exercício do Magistério em disciplinas da educação Básica e
Profissional, bem como especialização Latu sensu, aos portadores de diploma de
grau superior.
Em 2001, teve início o Curso Superior de Tecnologia em Informática, Modalidade
Sistemas de Informação. Em 2006, houve a implantação dos Cursos Técnicos
Integrados: Técnico em Saúde Segurança no Trabalho e Técnico em Química.
Hoje, o Campus de Medianeira possui: Ensino médio, Técnico em Saúde e
Segurança no Trabalho, Técnico em Química, Cursos Superiores de Tecnologia
em Gerenciamento Ambiental, Tecnologia em Desenvolvimento de Sistemas de
Informação, Tecnologia em Laticínios, Tecnologia em Industrialização de carnes e
Tecnologia em Manutenção Eletromecânica, e também Cursos de Especialização
em Desenvolvimento de Produtos Alimentícios, Projeto e Desenvolvimento de
Sistemas baseados em objetos para ambiente internet, Automação e Controle,
Rede de Computadores, Configuração e Gerenciamento de Ativos, Engenharia de
Segurança do Trabalho e Educação Profissional Técnica de nível médio integrada
para jovens e adultos – EJA.
As atividades da biblioteca do campus Medianeira iniciaram-se em janeiro de
1990. Com o passar do tempo, a unidade de Curitiba enviou alguns títulos e
outros foram conseguidos através de doações de editoras e livrarias. Neste ano
foi feita a primeira compra de livros e mobiliário para os serviços técnicos e
administrativos da biblioteca.
Dos usuários da biblioteca, ouve-se elogios quanto à nova tecnologia de busca e
pela implantação do sistema e alimentação da base de dados feitas no próprio
Campus, sem necessidade de terceirização do serviço. A próxima etapa será o
uso do módulo de empréstimo pelo Pergamum.

�10 Pato Branco
Dia 15 de março de 1993 abriram-se as portas para receber as primeiras turmas
de

estudantes

dos

cursos

de

Eletrônica

e

de

Edificações.

Em 1994, a Unidade de Ensino de Pato Branco incorporou a FUNESP (Fundação
de Ensino Superior de Pato Branco), a pedido do Prefeito Municipal e políticos da
região ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto, ocorrendo assim, a
federalização da Faculdade de Ciências e Humanidades de Pato Branco.
Ocupa uma área total de aproximadamente cento e trinta e oito mil m2, a parte
construída é de quarenta e sete mil m2.
Em 1993, a biblioteca somou se acervo de aproximadamente dois mil livros com o
da FUNESP, que na época tinha em torno de doze mil livros. Com esta
incorporação, a biblioteca da UTFPR ficou instalada onde era a biblioteca da
FUNESP.
Devido a problemas na estrutura do prédio transferiu-se para parte do bloco atual
e, atualmente, ocupa-o no todo.

Ao passar para este novo bloco, recebeu

também novos funcionários. Hoje o acervo possui aproximadamente quinze mil
títulos e vinte e sete mil exemplares.
Engloba uma área de seiscentos e dez m² de área construída, que é distribuída
em: salas de leitura coletiva, e de estudo individual, sala de vídeo, sala de
serviços técnicos, espaço reservado para o acervo de livros, periódicos e
hemeroteca, além de expositor para as revistas mais recentes e escaninhos para
a guarda de materiais. A biblioteca também possui onze computadores
disponíveis para o acesso à internet e a intranet.
Desde junho de 2006 está disponível no site do Campus Pato Branco, o link da
Biblioteca, onde é possível obter informações sobre a estrutura, funcionamento,
serviços prestados, regulamento, aquisições, consulta no Pergamum entre outros.
11 Dois Vizinhos
Em 2003 ocorreu a incorporação da Escola Agrotécnica Federal de Rio do Sul –
SC em Unidade de Dois Vizinhos do CEFET-PR. Em 2004 houve a transformação

�da Escola Agrotécnica de Dois Vizinhos e da Unidade de Pato Branco em
Unidade Sudoeste do CEFET-PR.

Em 2005 com a criação da UTFPR passou–

se a chamar Campus Dois Vizinhos. São ofertados os cursos de agricultura e
zootecnia.
A biblioteca possui um acervo de 1719 títulos e aproximadamente 3.500
exemplares. Trabalha com projetos para criação do hábito e prazer de leitura.
12 Conclusão
O Pergamum trouxe um grande avanço ao sistema de bibliotecas da UTFPR,
pois, proporciona maior possibilidade de acesso à informação, visto que o usuário
pode utilizar o acervo de todas as bibliotecas do sistema via empréstimo
interbibliotecário, além da facilidade de recuperar informações pela internet sem
necessitar ir à biblioteca. Trouxe melhoria para a comunicação do Sistema de
bibliotecas e também a padronização de serviços. Já para os funcionários, o
sistema possibilita relatórios mais precisos, agilidade no atendimento e qualidade
nos serviços prestados.
A biblioteca do Campus Curitiba efetuou uma verificação para avaliar a
receptividade

da

comunidade

interna

(alunos,

funcionários,

professores,

assistentes de biblioteca, bibliotecários e dirigentes) através da observação, da
realização de entrevistas e do e-mails recebidos. As respostas obtidas foram as
seguintes:
Bibliotecários
•
•
•
•
•

O sistema facilitou e agilizou a execução das tarefas rotineiras.
A automação do empréstimo e da consulta possibilitou rapidez e precisão
na recuperação da informação
Houve maior interação entre bibliotecário e usuário.
As tecnologias tornaram os usuários mais independentes
O bibliotecário passou a dar treinamentos aos usuários sobre o uso dessa
nova tecnologia.

Assistentes de Biblioteca
•

A princípio, a nova tecnologia gerou ansiedade, expectativas, medo de
mudança.

�•
•
•

Com os treinamentos realizados, as mudanças foram absorvidas devagar e
com tranqüilidade.
Com a substituição do catálogo manual para o catálogo on line, o usuário
ficou mais independente.
A biblioteca consegue atender as solicitações de um número maior de
usuários de forma mais rápida.

Dirigentes
•

Possibilitou o acesso rápido de consulta ao acervo e um número maior de
informações, sem necessidade de deslocamentos.

Comunidade interna (docente e discente)
•
•
•
•

Facilitou o acesso ao sistema, via web.
Propiciou maior credibilidade e eficiência aos serviços prestados pela
biblioteca.
Agilizou o processo de disseminação da informação.
Diminuiu a barreira entre o usuário e bibliotecário, tornando-os parceiros na
busca do conhecimento.

REFERÊNCIAS
CÔRTE, Adelaide Ramos e.; ALMEIDA, Ieda Muniz de. Avaliação de softwares
para bibliotecas. São Paulo: Polis, APB, 2000. 108 p.
DRABENSTOTT, Karen M.; BURMANN, Celeste M. Revisão analítica da
biblioteca do futuro. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 2, maio/ago. 1997
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras. São Paulo:
Pioneira, 1980.118 p.
INOVAÇÃO. Curitiba: UTFPR, edição especial. Out. 2005. 15 p.
ROWLEY, J. Informática para bibliotecas. Brasília : Briquet de Lemos, 1994
307 p.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Caruso, Anna Terezinha Ribeiro; Guilhem, Cristina Benedeti; Matsumoto, Luiza Aquemi; Tavares, Helena; Torino, Lígia Patrícia</text>
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              <text>A UTFPR, primeira Universidade Tecnológica do país, apresenta sua experiência na implantação da Rede Pergamum, visando abranger as bibliotecas dos 7 campi que compõem o Sistema de Bibliotecas UTFPR. Estudo e análise foram realizados no sentido de optar por uma base de dados que permitisse o compartilhamento de informações, de forma a reproduzir a representação temática e descritiva do acervo e sua operacionalização em rede. O presente trabalho descreve as principais etapas deste processo, a escolha do software, as dificuldades e soluções encontradas, a evolução dos trabalhos, a receptividade dos assistentes, bibliotecários e dirigentes da instituição, bem como, o impacto na comunidade interna.</text>
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