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                  <text>O PROJETO INVESTIGATIVO E A FLUÊNCIA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO (INFORMATION LITERACY): UMA
QUESTÃO DE EDUCAÇÃO NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Profa. Dra. Regina Célia Baptista Belluzzo
Universidade do Sagrado Coração, Bauru-SP-Brasil
rbelluzzo@travelnet.com.br
Profa. MS Glória Georges Feres
Universidade Estadual Paulista, Bauru-SP-Brasil
ggeorgesferes@yahoo.com.br
RESUMO: As bibliotecas universitárias precisam acompanhar a evolução da
sociedade da informação, principalmente em suas características de: aceleração
da inovação científica e tecnológica; a rapidez dos fluxos de informação em uma
nova dimensão de espaço e tempo e o aumento de riscos na maioria dos
fenômenos, da complexidade, da não-linearidade e da circularidade. A ciência e a
tecnologia devem ser percebidas atualmente como áreas de grande impacto na
inovação e no desenvolvimento social. Neste cenário, o pensamento da
relevância da biblioteca universitária reside na sua contribuição à geração de
conhecimento científico e tecnológico no ambiente acadêmico, o que requer o
reconhecimento da importância de programas envolvendo a competência em
informação (information literacy) que contempla habilidades de acesso e uso da
informação e da sua transformação no conhecimento novo, oferecendo a fluência
necessária aos pesquisadores para a construção e o desenvolvimento de projetos
investigativos. Uma síntese teórico-conceitual é apresentada envolvendo esta
competência e sua eficácia na elaboração e no trajeto da pesquisa e da
comunicação científica apoiadas no uso de redes de computadores e na web,
concluindo com diretrizes para a inovação de paradigmas relacionados ao
processo de aprendizagem na sociedade contemporânea, marcada por uma
maior complexidade na busca e localização da informação, uma constante
inovação na tecnologia de apoio e a necessidade de educação contínua como
garantia do aprendizado ao longo da vida.
Palavras-chave: Competência em informação (Information literacy). Projeto
Investigativo. Produção do Conhecimento.

�INTRODUÇÃO
A sociedade contemporânea requer uma nova leitura do mundo em
que vivemos. Afasta-se, radicalmente, da Sociedade Industrial para se constituir
na Sociedade da Informação, onde se associam à informação características de:
aceleração da inovação científica e tecnológica; a rapidez dos fluxos de
informação em uma nova dimensão de espaço e tempo e o aumento de riscos na
maioria dos fenômenos, da complexidade, da não-linearidade e da circularidade.
Desse modo, inúmeras transformações sociais, ocorridas nas últimas décadas,
têm influenciado um cenário onde informação, conhecimento e aprender a
aprender se destacam.
Em meio a esse contexto, as bibliotecas universitárias, enquanto
organizações sociais, enfrentam o desafio de se transformarem e de serem
capazes de buscar a mudança necessária para acompanhar as inovações,
considerando-se que precisam estar preparadas para oferecer produtos e
serviços aos usuários, onde modelos e condutas de gestão tradicionais devem
dar lugar às novas funções, missão e objetivos, considerando-se o ambiente
acadêmico competitivo e turbulento onde se inserem, em decorrência do advento
da globalização e da emergência da era digital.
Criadas pelo desejo de organizar e controlar o conhecimento, as
bibliotecas têm como missão prover o acesso democrático a toda e qualquer
informação e direcionar o seu uso para a construção do conhecimento, sendo que
enquanto bibliotecas de instituições educacionais de nível superior, devem estar
alinhadas a uma nova concepção – de learning organization (SENGE, 1999),
considerando-se que a educação é elemento chave nesse cenário de mudanças,
contribuindo para suprir as necessidades humanas na construção de uma
sociedade baseada na informação e no conhecimento.
A produção do conhecimento depende do acesso e uso da informação
na busca de soluções ao confrontar, o que poderia ser feito com o que é,
dependendo de um caminho crítico e voltado à experimentação – a atividade
científica – que se apóia na ciência e na tecnologia, principais realizações do
mundo atual. Esta é uma questão mencionada na Conferência Mundial sobre a
Ciência, onde se declarou que “sem instituições adequadas de Educação

�Superior em C&amp;T e em pesquisa, com uma massa crítica de cientistas
experientes, nenhum país pode ter assegurado um desenvolvimento real
(UNESCO, 2000).
Para Bazzo (2001) a ciência e a tecnologia se baseiam em valores do
cotidiano de cada época, colocando em questão a maioria das convicções e o
conhecimento de mundo das pessoas. É a aplicação sistemática de alguns
valores humanos, tais como a diligência, a dúvida, a curiosidade, a abertura para
novas idéias, a imaginação, a disciplina e a perseverança, que precisam ser
despertados em todos os seres humanos. Portanto, não são apenas os chamados
“pesquisadores”, inseridos nas lides de pesquisa e em ambiente acadêmicos que
devem respeitá-los e entendê-los. É preciso que todas as pessoas sejam
conscientizadas do amplo universo que a ciência e a tecnologia incorporam e sua
relação direta com o grau de importância para o avanço do conhecimento, bemestar, risco e oportunidades sociais.
Todo ser humano, enquanto pessoa e cidadão, merece aprender a ler
e entender, para ser elemento participante nas decisões de ordem política e social
que influenciarão seu futuro e de outras gerações. Para tanto, assessorado pela
mediação da educação formalizada, deve investir na construção de um
conhecimento crítico e consistente, voltado ao seu próprio aprimoramento e ao
bem estar da coletividade.
Em face dessas circunstâncias, retornando ao tema da educação
superior e das bibliotecas universitárias, um dos maiores problemas residem na
forma de pensar o processo educativo e a ausência de interação com o macroambiente institucional, intentando adequar de forma superficial as novas
tendências de aprender a aprender e do aprendizado ao longo da vida. Há
necessidade de um trabalho multidisciplinar e integrado entre todos os atores que
atuam nesse contexto, para que se possam elaborar e desenvolver programas
que possibilitem a incorporação de atividades voltadas às necessidades de
informação, a partir das quais se constroem os processos de desenvolvimento de
habilidades específicas para a geração de ambientes de aprendizagem individuais
e coletivos, necessários à investigação e geração de novos conhecimentos. Neste
aspecto é que se pode ressaltar a relevância da biblioteca universitária e sua

�contribuição à geração de conhecimento científico e tecnológico no ambiente
acadêmico, o que requer, em decorrência, o reconhecimento da importância de
programas envolvendo a competência em informação ou information literacy que
contemplem habilidades de acesso e uso da informação e da sua transformação
no conhecimento novo, oferecendo a fluência necessária aos pesquisadores para
a construção e desenvolvimento de projetos investigativos.
Considerando-se que as situações educadoras são caracterizadas pela
interligação de fatores intrínsecos e extrínsecos para a existência de ação
transformadora das pessoas na sociedade, torna-se evidente que não há
possibilidade de se analisar o desempenho dos usuários para a interação com os
serviços de informação, ou com outras instituições congêneres, como um fato
isolado na vida do ser humano, pois embora apresente um perfil específico
diferenciado, ele traz consigo dados, informações e influências de outros tipos de
atividades, ao mesmo tempo em que atua sobre os mesmos. Nesse processo de
trocas recíprocas é que a educação de usuários em serviços de informação tem
sua razão de ser, devendo ser encarada como um processo de mudança em
direção ao crescimento pessoal, propiciando conseqüentemente a construção do
conhecimento para a inovação e desenvolvimento social. Em síntese, a educação
de usuários não deve visar a uma simples transmissão de informações e de
conhecimento. Além de preparar as pessoas para interagir com a informação,
devem transcender à dimensão mais profunda de formar atitudes desejáveis.
Desse modo, reafirma-se aqui o conceito de educação de usuários de bibliotecas,
como sendo “o processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos
adequados em relação ao uso da biblioteca e desenvolve habilidades de
interação permanente com os sistemas de informação” (BELLUZZO, 1989, p. 37).
Deve existir um novo olhar sobre a educação de usuários,
especialmente em bibliotecas universitárias, envolvendo questões de gestão, na
atualidade, relacionando-se à compreensão de que cada pessoa tem de aprender
a mobilizar para a sua vida a sua subjetividade, a sua identidade pessoal, ou seja,
o seu valor de sujeito. Entretanto, a competência acha-se situada na esfera de um
comportamento harmônico que não permite à pessoa ser competente só e
isolada. Os meios mobilizáveis pelas pessoas destinados à aquisição de suas

�competências não se traduzem apenas aos saberes constantes de sua
individualidade (saber-saber, saber-fazer e saber-ser). Acham-se também fora
das próprias pessoas, localizados nos diferentes ambientes onde se inserem
socialmente.
A performance técnica e a autonomia dos usuários às bibliotecas,
disponibilizados pelo mundo real ou virtual, não constituem uma investigação
científica. Os conhecimentos são ilimitados, mas, certamente, não existe a
possibilidade de acessá-los na totalidade, uma vez que esses conhecimentos têm
valor apenas quando contextualizados, ou seja, inserem-se em uma relação que
os estrutura e dá sentido. Desse modo, se a pessoa não tiver um projeto
investigativo, de que lhe adiantará poder acessar a todas as informações? Além
disso, muitas vezes, entre o projeto e a pessoa, é preciso existir uma mediação,
na maioria das vezes, humana, isto porque quanto mais informação houver e
mais numerosas forem as mensagens e mais complexas, mais mediação será
necessária. No entanto, a principal característica das TIC parece ser criar uma
expectativa da ilusão de uma comunicação direta, enquanto que nos esquecemos
da necessidade de revalorizar as interfaces envolvidas nesse novo processo de
acesso e uso da informação para a construção de conhecimento (WOLTON,
2004).
Por que precisamos de instrumentos para acessar e usar a informação
com sentido e significado e, a partir daí, estarmos criando o conhecimento novo?
Segundo Belluzzo (2006), enquanto seres humanos temos algumas capacidades
que, se por um lado nos permitem fazer o que fazemos, por outro também
implicam em limites para essas mesmas coisas que realizamos. É importante
conhecer algumas dessas características, que afetam nossa forma de perceber e
de nos relacionar com o mundo, o que por sua vez afetam as alternativas à nossa
disposição e as escolhas que fazemos. Que capacidades seriam essas e quais os
seus limites?
Para Belluzzo (2006) pode-se dizer que temos a capacidade de
prestar atenção e perceber, mas nem por isso sempre estamos direcionando
nossa atenção para o que é mais importante ou relevante a um propósito.

�Outra capacidade que dispomos é de pensar, mas nem sempre
conseguimos pensar da melhor forma em uma determinada situação. Temos
inúmeras facilidades para processar as imagens, mas vivemos em um mundo em
que grande parte da informação e do conhecimento é representada na forma
lingüística, e nem sempre conseguimos converter essa forma de uma maneira
aplicável. Pensando, também definimos nossas crenças, entretanto, nem sempre
elas são fiéis à realidade.
Temos, ainda, a capacidade de definir objetivos e estratégias para
atingí-los, porém, muitas vezes o fazemos sem a necessária precisão ou
harmonia. E, como a vida em sociedade nunca é totalmente previsível, às vezes é
preciso que tenhamos flexibilidade e que nos adaptemos às mudanças ou
transições.
Resumindo, sentimos emoções que nos impelem para direções que
até mesmo não queremos e que podem trazer conseqüências indesejáveis.
Nesse contexto é que se insere a necessidade de “aprender a aprender”, um
conceito que cada dia nos parece mais familiar e que se acha diretamente
relacionado com as questões de autonomia das pessoas para tomar decisões a
respeito do que se deve Ser, Conhecer e Fazer na Sociedade da Informação, o
que implica no desenvolvimento de novas competências (BELLUZZO, 2006).
Por outro lado, com apoio nas afirmações de Rios (2001) e retornando
à concepção de Perrenoud (2000), pode-se dizer que as competências são
capacidades que se apóiam em conhecimentos, sendo fundamental que as
pessoas considerem a situação que envolve o seu desenvolvimento, à medida
que é preciso mobilizar saberes e a organização de novas capacidades, em
virtude do processo que se desenvolve social, técnica e politicamente.
Por sua vez, de acordo com Durand (2000) existem três dimensões em
relação às competências:
•

Conhecimento, compreendendo a uma série de informações assimiladas e
estruturadas pelas pessoas, que lhes permite entender o mundo, ou seja, o
saber acumulado ao longo da vida, derivado da informação que, por sua vez,
deriva de um conjunto de dados que são séries de fatos ou eventos isolados;
considere-se que a informação são dados que, percebidos pela pessoa, têm

�relevância

e

propósito

e

causam

impacto

em

seu

julgamento

ou

comportamento.
•

Habilidade, relacionada ao saber como fazer algo ou à capacidade de aplicar
e fazer uso inteligente e produtivo do conhecimento adquirido, ou seja, de
instaurar informações e utilizá-las em uma ação, com vistas a atingir um
propósito específico; considere-se que as habilidades podem ser classificadas
em

intelectuais

organização

e

(abrangendo
reorganização

essencialmente
de

informações)

processos
e

como

mentais

de

motoras

ou

manipulativas (pressupondo uma coordenação neuromuscular).
•

Atitude, como terceira dimensão da competência, diz respeito aos aspectos
sociais e afetivos relacionados aos estados complexos do ser humano e que
afetam o comportamento em relação a pessoas, coisas e eventos,
determinando a escolha de um curso de ação.
Em síntese, existem inúmeras questões a serem debatidas ainda sobre

a competência, assim, para efeito de melhor compreensão a respeito, coloca-se a
competência como sendo um composto de duas dimensões distintas: a primeira,
um domínio de saberes e habilidades de diversas naturezas que permite a
intervenção prática na realidade, e a segunda, uma visão crítica do alcance das
ações e o compromisso com as necessidades mais concretas que emergem e
caracterizam o atual contexto social.
É importante destacar a existência de competências de natureza vária,
porém, voltando nossa atenção, a seguir, para aquela que se insere incisivamente
na área de informação: a competência em informação (information literacy).
2.1 Competência em Informação (Information Literacy)
Em decorrência da evolução tecnológica e de seus profundos impactos
na sociedade, as bibliotecas e serviços de informação tiveram alterações
acentuadas nas formas e métodos de trabalho dos seus profissionais e no
comportamento dos usuários surgindo em decorrência a necessidade de
desenvolvimento da chamada “competência em informação”. Pretende-se, refletir,
à luz dos cenários atuais e das transformações em curso, especificamente acerca
do perfil da competência em informação, necessário para atender aos desafios

�que se fazem presentes ante a multidiversidade cultural e a complexidade atual
de acesso e uso da informação encontrada em suportes de natureza vária.
Nesse particular, encontramos eco em Fatzer (1987), ao descrever os
diferentes níveis de compreensão dos usuários da informação como sendo, em
síntese: nível de orientação básica (aquele que não consegue sequer encontrar
um livro em uma estante de biblioteca e precisa de ajuda para tanto); nível de
orientação intermediária (aquele que consegue encontrar livros em catálogos e
nas estantes e mediante o uso de guias); nível de orientação avançada (aquele
que pode seguir uma estratégia de busca sistemática para localizar e avaliar a
informação mais relevante sobre um determinado tema – usuário competente); e,
orientação mais que avançada (aqueles que conhecem os mecanismos de
comunicação e publicação e são capazes de generalizar e de modificar a sua
estratégia de busca para responder a uma variedade de necessidades de
informação – o usuário expert). Rudolph et al. (1996) também deram ênfase a tais
questões, ao afirmar que ser um usuário competente nas bibliotecas,
historicamente, significava: de início, solicitar ao bibliotecário que lhe oferecesse
os documentos para atender às suas necessidades de informação; mais tarde,
saber como estava organizado o catálogo e como localizar as obras nas estantes;
na atualidade, este significado inclui a compreensão de um conjunto de elementos
acerca dos meios e formatos em que se acessa a informação. Desse modo,
Rudolph et al (1996) consideram que são competentes apenas aqueles que
conseguem acessar a informação e sua contextualização para a geração do
conhecimento.
Por sua vez, acredita-se também que ainda não seja um ponto pacífico
nos meios bibliotecários que o acesso à informação toma, progressivamente, o
lugar de sua posse. As habilidades dos bibliotecários, a maioria das vezes, ainda
se acham centradas no documento e não no acesso propriamente dito. Essa
situação se agrava pela diversidade de fontes informacionais com as quais esses
profissionais precisam estar interagindo, como por exemplo, as imagens e os
arquivos sonoros das bibliotecas virtuais, digitais e eletrônicas.
Chowdhury; Chowdhury (2001) apresentam uma discussão geral sobre
o tema de “Acesso à informação e interfaces do usuário”, ressaltando que o maior

�objetivo de uma biblioteca virtual deve ser o de prover e facilitar o acesso à
informação

-

compreendido

como

a

conectividade com uma

rede

de

computadores e uma avaliação dos conteúdos acessados, conhecimentos das
tecnologias envolvidas, habilidades e conhecimentos específicos dessas áreas
por parte dos usuários, além do uso adequado da informação acessada.
Diante desse cenário exposto, em face da mudança do físico para o
virtual e da importância crescente das interações baseadas no digital, é
necessário refletir sobre quais as competências que importam desenvolver neste
século XXI, tanto para os profissionais da informação, como para os usuários dos
serviços de informação ou congêneres, e que contribuem para a construção de
conhecimento. Se, de um lado, as facilidades informacionais puderam ser
ampliadas, pode-se dizer que a complexidade na condução das buscas aumentou
de forma inconteste para o acesso e uso da informação e sua aplicabilidade à
produção

do

conhecimento,

requerendo

o

desenvolvimento

de

novas

capacidades, apontadas por muitos como a “alfabetização do Século XXI”.
Os profissionais que atuam nas bibliotecas universitárias, não devem
esquecer que no mundo atual o que prevalece é o conhecimento e as
competências que decorrem da renovação da educação e do uso de métodos
voltados para a descoberta e a investigação. O que se deseja é um processo
renovado que esteja apoiado no questionamento como guia da descoberta de
novos caminhos que representem uma nova atividade – a metodologia
investigativa.
Por outro lado, com a evolução da Internet e sua utilização em larga
escala, permitindo a existência de verdadeiras “auto-estradas de informação”,
com certeza está havendo a remoção de inúmeras barreiras no acesso e uso da
informação, passo inicial dos projetos de investigação na universidade, permitindo
que

as

pessoas

acessem

diretamente

aos

documentos

eletrônicos,

independentemente de sua localização e sem intermediações. Entretanto, há um
paradoxo inserido nesse particular, em especial no contexto brasileiro – muitas
outras barreiras estão emergindo em contrapartida, devido ao custo econômicofinanceiro dessa tecnologia e também do despreparo das pessoas em face da
maior complexidade em relação aos processos de utilização adequada das fontes

�eletrônicas e ao aumento exponencial de informação que, muitas vezes, não tem
a qualidade necessária, exigindo uma maior reflexão crítica sobre sua pertinência,
relevância e confiabilidade.
Deve-se ressaltar que um dos objetivos da educação superior é o de
prover e facilitar o acesso à informação - compreendido como a conectividade
com uma rede de computadores em ambiência eletrônica, digital e virtual e uma
avaliação dos conteúdos acessados, conhecimentos das tecnologias envolvidas,
habilidades e conhecimentos específicos dessas áreas por parte dos usuários,
além do uso adequado da informação acessada (FERES, 2005). Assim sendo,
considera-se como os maiores fatores de influência ao acesso e uso da
informação: a tecnologia, conteúdo e necessidades dos usuários, sob o enfoque
de dois modelos básicos: browsing (apoiado na metodologia da superficialidade)
que é baseado no saber e na intuição e busca em profundidade (apoiada em
metodologia científica) fundamentada nos métodos de investigação pelo
questionamento, de hipóteses ou pressupostos como respostas provisórias, da
comprovação do que se afirma e da experimentação dos fatos (MARTINS, 2001).
Isso requer o desenvolvimento de habilidades específicas, delineadas em
seqüência.
2.2 Habilidades de acesso e uso da informação e as redes
Reiterando que esse novo contexto informacional e tecnológico
apresenta mais complexidade e exige novas habilidades de acesso e uso da
informação, reportamo-nos à concepção de uma sociedade em rede que,
segundo Castells (2003), é um conjunto de nós interconectados, sendo uma
formação humana muito antiga que ganhou vida nova em nosso tempo,
transformando-se em redes energizadas pela Internet. Ainda, para esse autor, as
redes têm vantagens extraordinárias como ferramentas de organização, em razão
de sua flexibilidade e adaptabilidade inerentes, características essenciais de
sobrevivência e prosperidade em ambientes de rápidas mudanças. Em
decorrência, surgiram novas formas de gestão, de tomada de decisão coordenada
e execução descentralizada, de expressão individualizada e comunicação global,
horizontal, fornecendo uma forma organizacional superior à ação humana.

�Para isso, necessário se faz, obviamente, garantir o acesso a todos,
docentes, discentes e comunidade científica em geral.
O avanço das TIC na área do ensino superior e da pesquisa,
principalmente o uso da Web, permite aos usuários a obtenção ágil de
informação, além de maior controle sobre a apresentação do produto, das
expectativas do curso, dos roteiros, programação das aulas, exigências do curso,
materiais suplementares e critérios de aprovação.
Desse modo, no que diz respeito ao desenvolvimento de projetos
investigativos na universidade, deve ser entendido, atualmente, como uma
inserção de docentes, discentes e dos profissionais da informação em ambiência
virtualizada com inúmeras perspectivas. De uma forma ou de outra, é comum a
ênfase colocada no acesso remoto ao conteúdo das fontes de informação
eletrônicas ou digitais, contando-se com a possibilidade de aproveitamento da
expansão dos sistemas de armazenamento e comunicação em formato digital.
Assim, a informação em ambiência virtual possibilita o desenvolvimento de
pesquisas mais personalizadas, interativas e amigáveis, promovendo o acesso e
uso da informação multimídia e a redução de barreiras de distância física e de
tempo. Em decorrência disso, Rodrigues (1995) acredita que toda a arquitetura
dessa ambiência voltada à pesquisa virtual, pode ser vislumbrada em três
dimensões essenciais:
•

Armazenamento e acesso a volumes cada vez maiores de informação
multimídia (texto, imagem, som etc.) em suportes digitais e em diversos
formatos, paralelamente à existência de documentos em suportes tradicionais
(papel).

•

Acessibilidade aos seus potenciais clientes/usuários a qualquer hora e em
qualquer lugar e possibilidade de obtenção não apenas da informação
secundária e de referência, mas também de informação primária (conteúdo
integral dos documentos).

•

Possibilidade de pesquisa de forma transparente e de acesso às coleções
locais ou a qualquer fonte de informação existente nas redes de comunicação
onde quer que estejam integradas.

�No que diz respeito especificamente às bibliotecas universitárias, estas
devem considerar que uma mudança importante é introduzida pela presença das
redes de computadores no tocante à produção de conhecimento, uma vez que ele
não mais é construído de forma apenas indutiva ou dedutivamente, mas de modo
interativo. Destacando o potencial das redes eletrônicas, Moran et al. (2003)
apresenta como sendo possíveis usos: divulgação do conhecimento, pesquisa,
apoio

ao

ensino

e

comunicação

interpessoal.

Introduzir

computadores,

ferramentas de telecomunicações ou qualquer outro recurso tecnológico nos
programas de educação de usuários nas bibliotecas universitárias, não resulta
automaticamente na melhoria da aprendizagem. Para que haja uma maior
integração das tecnologias em rede, no desenvolvimento da competência em
informação, é necessário que os bibliotecários e usuários sintam-se confortáveis
ao utilizar as tecnologias, explorem fontes de pesquisas eletrônicas: CD-Rom,
Internet dentre outros. Ressalte-se, desse modo, que a necessidade de formação
de bibliotecários e usuários via rede, se coloca como mais um caminho possível
na tentativa de ajustar os programas de educação nas bibliotecas universitárias
ao momento atual, não invalidando práticas pedagógicas mais tradicionais.
Como

parte

importante

do

sistema

educacional,

a

biblioteca

universitária tem estado orientada cada vez mais ao processo de ensino e
aprendizagem, o qual requer vínculo com as TIC. Isso obriga a biblioteca a ser o
principal apoio acadêmico na gestão da informação e do conhecimento, tendo a
responsabilidade de disponibilizar o acesso e uso da grande quantidade de
informação produzida. Para o alcance desse propósito, deve voltar-se à Educação
de usuários, com o objetivo do desenvolvimento de competências e habilidades
informacionais necessárias ao uso de maneira eficiente de todo e qualquer tipo de
informação, promovendo e estimulando assim a aprendizagem, inovação e a
produção do conhecimento na sociedade contemporânea.
Esse programa de educação de usuários deve contemplar a
elaboração de uma estratégia de busca de acordo com interesses e demandas
informacionais. Essa estratégia favorecerá a escolha dos tipos de fontes
requeridas de acordo com os suportes documentacionais disponíveis. Além disso,
deve permitir a definição de palavras-chave e formulação de perguntas de acordo

�com os interesses dos usuários. Por último, deverá criar facilidades de avaliação
dos resultados obtidos para passar do processo de orientação à análise da
informação. Além disso, não deve ensinar técnicas que podem ser esquecidas
facilmente, mas deve criar um padrão de comportamento voltado ao hábito de
analisar a informação com o objetivo de selecionar aquela que possa ser
efetivamente utilizada para determinado propósito.
O desenvolvimento da competência e informação certamente trará
impactos na produção científica e o domínio dos usuários sobre o acesso e uso
da informação nas bibliotecas universitárias permitirá a conversão dessas
unidades de informação em verdadeiros laboratórios de exercício intelectual,
criando espaços de trabalho pessoal e digital, onde se conta com opções de
atualização e discussão de natureza vária e interdisciplinar, o que concorrerá para
a verdadeira ambiência que a fluência científica e tecnológica requer.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As questões relacionadas aos programas de desenvolvimento da
informação em bibliotecas universitárias, apresentam características próprias
inerentes ao ambiente acadêmicos, tais como: conjunto integrado de habilidades
(estratégia de investigação, avaliação) e de conhecimento (técnicas e de
recursos); distinta do letramento e da alfabetização digital, porém relevantes para
ambas; não é uma simples busca da informação ou o simples conhecimento de
fontes;

envolve

atitudes

pessoais

(éticas,

de

legalidade,

perseverança,

observação, percepção) requer tempo e dedicação intensivos e é uma atividade
de resolução de problemas, voltada à satisfação de necessidades dos usuários.
Isso faz com que a competência em informação se converta em assunto de
particular significado para o mundo das bibliotecas universitárias.
O desenvolvimento da Competência em Informação no ambiente
acadêmico, inclui a educação de usuários e requer, com nas afirmações de
Dupuis (1997), as seguintes habilidades:
•

Conhecimento do mundo da informação incluindo as tecnologias da
informação, junto com a certeza de que nem toda informação é encontrada em
uma só fonte.

•

Avaliação da necessidade da informação e formulação dessa necessidade.

�•

Avaliação e seleção de recursos e busca eficazes, incluindo conhecimento da
estrutura da literatura, das diferenças de vocabulários controlado e não
controlado, entre a busca seletiva e a exaustiva, entre outros.

•

Avaliação e interpretação da informação, em diferentes formatos e meios,
empregando a análise crítica.

•

Manipulação e organização da informação.

•

Comunicação acerca da localização e conteúdo da informação obtida,
incluindo práticas de citação e integração da informação nova no sistema de
conhecimento existente.
Em síntese, um programa de educação de usuários voltado para a

competência em informação deve envolver um conjunto diversificado de
capacidades, atitudes e valores objetivando o desenvolvimento da fluência
científica e tecnológica na Sociedade da Informação, não se restringindo a um
período de escolaridade e sim a uma aplicabilidade in continuum ao longo de toda
a vida.
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RUDOLPH, J. et al. The library literate.Dubuque: Kendall Hunt, 1996.
SENGE, P. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. 5.ed.
São Paulo: Best Seller, 1999.
WOLTON, D. Pensar a comunicação. Brasília: UNB, 2004.
UNESCO Science for the twenty first century. Paris, 2000.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>As bibliotecas universitárias precisam acompanhar a evolução da sociedade da informação, principalmente em suas características de: aceleração da inovação científica e tecnológica; a rapidez dos fluxos de informação em uma nova dimensão de espaço e tempo e o aumento de riscos na maioria dos fenômenos, da complexidade, da não-linearidade e da circularidade. A ciência e a tecnologia devem ser percebidas atualmente como áreas de grande impacto na inovação e no desenvolvimento social. Neste cenário, o pensamento da relevância da biblioteca universitária reside na sua contribuição à geração de conhecimento científico e tecnológico no ambiente acadêmico, o que requer o reconhecimento da importância de programas envolvendo a competência em informação (information literacy) que contempla habilidades de acesso e uso da informação e da sua transformação no conhecimento novo, oferecendo a fluência necessária aos pesquisadores para a construção e o desenvolvimento de projetos investigativos. Uma síntese teórico-conceitual é apresentada envolvendo esta competência e sua eficácia na elaboração e no trajeto da pesquisa e da comunicação científica apoiadas no uso de redes de computadores e na web, concluindo com diretrizes para a inovação de paradigmas relacionados ao processo de aprendizagem na sociedade contemporânea, marcada por uma maior complexidade na busca e localização da informação, uma constante inovação na tecnologia de apoio e a necessidade de educação contínua como garantia do aprendizado ao longo da vida.</text>
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