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                  <text>O PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO COMO PARCEIRO NA FORMAÇÃO
ACADÊMICA
MORALES, Celia Silva Cruz
Bibliotecária Especialista em Gerenciamento de
Unidades de Informação, Divisão Técnica de
Biblioteca e Documentação UNESP - Campus
de Bauru
e-mail: morales@bauru.unesp.br
OLIVEIRA, Maith Martins
Bibliotecária, Divisão Técnica de Biblioteca e
Documentação - UNESP Campus de Bauru
e-mail: maith@bauru.unesp.br
ZANIBONI, Maria Marlene
Bibliotecária Especialista em Usos estratégicos
de tecnologia da informação, Divisão Técnica de
Biblioteca e Documentação
e-mail: zaniboni@bauru.unesp.br

RESUMO
A participação dos bibliotecários em palestras e orientações sobre o uso dos recursos tecnológicos
e orientações para recuperação de informações necessárias aos alunos de graduação e pósgraduação tem sido cada dia mais necessária. Atualmente os profissionais da Divisão Técnica de
Biblioteca e Documentação da UNESP Campus de Bauru, são convidados pelos docentes a
ministrar palestras e prestar serviço de orientação nas salas de aulas ou mesmo no espaço da
Biblioteca, que além de explicitar as técnicas e ferramentas para uso das Bases de Dados, orienta
os acadêmicos a recuperar informações relevantes para o desenvolvimento de seus trabalhos e/ou
projetos. Considerando que nos dias de hoje, com a explosão da informação, existe muito lixo que
pode ser recuperado, pois estão disponíveis na Internet e qualquer pessoa pode ter acesso, é
necessário que os profissionais da área da Informação, principalmente os bibliotecários, realizem o
trabalho de conscientização da comunidade acadêmica, oferecendo aos mesmos orientações e
informações que os possibilitem filtrar a imensa gama de informações disponíveis. Neste contexto
a Biblioteca da UNESP de Bauru tem efetuado parcerias com os docentes das faculdades do
Campus, principalmente os que ministram disciplinas de Metodologia da Pesquisa Científica,
pretendendo colaborar com a formação acadêmica.

Palavras-chave: Bibliotecários de referência; Bibliotecários de universidades; Recuperação da
Informação; Serviços de informação – educação de usuários.

�INTRODUÇÃO
A globalização e a era da informação têm proporcionado à sociedade mudanças
significativas na sua forma de pensar e agir. As transformações são constantes e
afetam os valores já implementados pela sociedade.
Muitas são as inovações tecnológicas e comportamentais inseridas a partir do
século XXI no contexto do trabalho. A explosão da informação e a disponibilidade
de instrumentos tecnológicos têm provocado mudanças na relação do indivíduo
com o seu trabalho e conseqüentemente com o seu ambiente organizacional.
Segundo De Masi (apud SILVA, 2002, p.78), "Existem alguns valores emergentes,
nesta nova sociedade, que merecem ser levados em consideração quando
tratamos de formação e educação profissional. Sendo um deles a intelectualidade;
outro a criatividade; e a estética".
Houve, portanto uma mudança de conceito na formação profissional, atualmente
exigem-se profissionais mais criativos. A fase do mecanicismo foi ultrapassada.
Os profissionais precisam desenvolver diversas habilidades para atrair e manter
seu público.
Atualmente o conhecimento vem se tornando o grande diferencial para instituições
que buscam sua excelência e o profissional da informação tem papel fundamental.
Segundo Gontow (2004 apud FARIA, 2005) alguns desafios de serviços na gestão
do conhecimento são destacados: o alto volume de informações que estão sendo
criadas, armazenadas e distribuídas; a incrível velocidade com que o conteúdo do
conhecimento está mudando; a necessidade das instituições serem pró-ativas na
criação e a reutilização do conhecimento. Neste contexto o profissional da

�informação pode inserir-se como ativo e agente criativo, capacitando sua
competência informacional para as estratégias da instituição em que atua.
Percebe-se a valorização de habilidades como criatividade, autonomia, ou seja, a
técnica é considerada importante, entretanto, exigem-se outras habilidades de
natureza intrínseca, o profissional deste século tem desenvolvido a capacidade de
trabalhar com profissionais de diversas áreas e neste sentido as parcerias são
fundamentais no novo processo de relações de trabalho.
A atuação dos profissionais que trabalham em Bibliotecas e Centros de
Informação não poderia ser diferente dos demais profissionais do século XXI. Esta
realidade faz com que os profissionais da área da Informação, principalmente os
bibliotecários, valorizem as relações com profissionais de outras áreas, buscando
parcerias, para implementar melhorias na sua área de atuação.
EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS
Há bastante tempo os profissionais que atuam nas bibliotecas, especialmente nas
universitárias, têm contribuído no processo de formação profissional dos alunos.
Os bibliotecários, agindo como mediadores entre informação e usuários, oferecem
a eles instruções para pesquisar de maneira mais eficiente, complementando o
ensino tradicional.
A “educação de usuários” surgiu após o aparecimento do “serviço de referência”
(reference service), na década de 50. Com a início do mesmo, ampliaram-se,
portanto, os serviços educativos da biblioteca, uma vez que se dá ênfase aos
serviços de “educação de usuários”, que é o conjunto de atividades planejadas,
desenvolvidas com o intuito de orientar o usuário a utilizar os serviços e produtos
da biblioteca (CAMPELO, 2003 p. 2).

�Entretanto, com os novos suportes informacionais da era eletrônica como bases
de dados e periódicos on-line, catálogos para acesso eletrônico, teses e
dissertações disponíveis eletronicamente na íntegra, e-books, entre outros, tem-se
exigido uma postura diferenciada dos profissionais da informação e a atuação do
profissional bibliotecário tem sido considerada fundamental neste contexto de
mediador da informação e no processo de educação de futuros profissionais.
Face aos múltiplos desafios do futuro, a educação surge como um
trunfo indispensável à humanidade na construção de ideais da
paz, da liberdade e da justiça social. Ainda segundo Delors só a
educação conduzirá a um desenvolvimento humano mais
harmonioso, mais autêntico, de modo a fazer recuar a pobreza, a
exclusão social, as incompreensões, as opressões, as guerras...
(DELORS apud SILVA, 2002, p. 78)

Com base nesta visão, pensar no papel educador do profissional bibliotecário,
como agente de transformação, dá uma dimensão bastante ampla do seu
compromisso para com a sociedade, ele deixa de ser apenas mediador da
informação e transforma-se em agente no processo educacional.
Sob a ótica da sociedade da informação, pelo menos um aspecto da postura
tradicional se transformou. Antigamente o profissional esperava que o usuário o
procurasse. Hoje, exige-se uma postura pró-ativa deste profissional, com sua
participação efetiva no processo de aprendizagem, sendo que a iniciativa deve
partir dele.
De acordo com Campello (2003, p. 32) não é suficiente para atender a crescente
demanda de aprendizagem sugerida para a escola na sociedade da informação, a
simples disponibilização de materiais na biblioteca e o nível limitado de auxílio ao
usuário.
O foco da biblioteca tem de se deslocar dos recursos para o aluno, a fim de criar a
comunidade da aprendizagem (AASL apud CAMPELLO, 2003, p. 32).

�Considera-se, portanto, fundamental a participação do bibliotecário neste processo
de aprendizagem e construção do conhecimento, pois embora os formatos de
disponibilização da informação tenham mudado, a capacidade para lidar com a
variedade de formatos ainda é de competência do bibliotecário.

BASES DE DADOS ON-LINE
Nas bibliotecas universitárias, o bibliotecário deve atuar em parceria com os
docentes e outros profissionais da organização, com o objetivo de auxiliar na
formação dos alunos, sendo o mediador entre as necessidades dos mesmos e o
acesso às informações necessárias para o seu desempenho acadêmico.
Neste cenário as Bibliotecas/Centros de Documentação e Informação têm um
papel fundamental, pois os serviços de informação e comunicação através do uso
das novas tecnologias permitem uma maior facilidade na obtenção de dados
atualizados oferecendo assim aos usuários maior flexibilidade na busca e
manipulação de dados. Na medida em que a informação torna-se o principal
produto para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas, sua disponibilidade em
rede facilita o seu acesso. Mas é com a evolução das redes de comunicação,
principalmente com a Internet e as bases de dados, que a informação em formato
eletrônico tem sua importância ampliada.
Inicialmente as bases de dados eram armazenadas em computadores centrais e
tornavam-se acessíveis aos usuários em localizações remotas, via redes de
comunicação. Com o aumento da capacidade dos meios de armazenamento
magnéticos ou ópticos, como, por exemplo, os CD-ROMs, permitiu-se que as
bases de dados se tornassem acessíveis localmente.
As bibliotecas se beneficiaram com as novas tecnologias, pois passaram a
oferecer a seus usuários acesso à informação de forma mais rápida e precisa.

�No passado as bibliotecas pouco compartilhavam os seus acervos porque a
distância física era um dificultador, ocorria muitas vezes duplicidade de acervos.
Há pouco mais de duas décadas, com a expansão da Internet, o acesso às
informações disponíveis nas bibliotecas passou a ser remoto, o que possibilitou ao
usuário maior rapidez no acesso às informações desejadas. Com este instrumento
tecnológico à disposição, deu-se início ao processo de implementação dos Bancos
de Dados em formato eletrônico, onde as informações passaram a ficar
disponíveis para acesso on-line.
O volume crescente de informação e os vários meios de
armazenagem fizeram com que as organizações responsáveis
pelo
tratamento/armazenamento/recuperação
criassem
mecanismos para possibilitar o uso dessa grande “massa de
dados”, acoplando as tecnologias de automação e propiciando,
dessa forma, as bases de dados com acesso on-line e/ou em CDROM. A tecnologia vem subsidiando também o progresso das
redes de comunicação de dados, o que possibilita o acesso
significativo às informações disponíveis em nível mundial e atende
aos variados requisitos da comunicada usuária (ROSETTO, 1997,
p. 136).

As bibliotecas tiveram que reestruturar os seus processos de trabalho,
implementar novos serviços e capacitar suas equipes. Atualmente, com a imensa
gama de informações disponíveis e o aumento crescente do número de bases de
dados, o usuário tem a possibilidade de enriquecer suas pesquisas e discussões.
As bases de dados têm como principal objetivo fornecer informação atualizada,
eficaz e confiável, buscando atender a demanda de uma clientela específica e
cada vez mais exigente. Para atender esta comunidade de usuários, as
universidades estaduais paulistas encontraram através dos consórcios uma
solução para diminuir custos e ampliar o universo de pesquisa nas bases de
dados on-line beneficiando desta forma, um número cada vez maior de usuários.

�ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO NA UNESP DE BAURU
O auxílio do profissional bibliotecário sempre foi importante para orientar o
pesquisador na recuperação da informação de maneira rápida e precisa.
Apesar das informações estarem disponíveis para consulta por qualquer usuário,
percebe-se que eles ainda encontram dificuldade para recuperar informações de
que precisam, pois não possuem a habilidade de separar informações confiáveis
do "lixo" que fica disponível na Internet.
Visando desenvolver e aperfeiçoar os serviços oferecidos pela Divisão Técnica de
Biblioteca e Documentação da UNESP do campus de Bauru, bem como orientar o
pesquisador, a biblioteca desenvolveu uma parceria com os docentes do campus,
especialmente os que ministram disciplinas na área de Metodologia da Pesquisa
Científica, pretendendo colaborar com a formação acadêmica.
Considerando que a Instituição oferece subsídios, como assinaturas de diversas
bases de dados, periódicos on-line e treinamentos para os bibliotecários, buscouse ampliar o atendimento ao público na área de pesquisa eletrônica, numa
tentativa de abranger docentes e alunos de graduação e pós-graduação do
campus.
Atualmente um dos serviços oferecidos pela biblioteca da UNESP do campus de
Bauru para levantamento bibliográfico através das bases de dados, periódicos online e sites da Internet, ocorre com o agendamento de horário na biblioteca pelo
docente. Ao agendar o horário ele oferece informações ao bibliotecário que o
auxiliam a elaborar o conteúdo a ser apresentado aos alunos. No dia da visita o
docente acompanha seus alunos até a biblioteca, onde acontece uma
demonstração de uso das diferentes bases de dados.

�Um bibliotecário comanda a demonstração, explicando como as bases funcionam
e com palavras-chave trazidas pelos próprios alunos são feitas buscas que
servem de exemplo para a utilização das mesmas, especificamente para aquela
área de pesquisa. Uma demonstração orientada e específica para cada turma.
Como o horário é agendado antecipadamente, a equipe tem tempo hábil para
desenvolver folders para cada grupo que fará a visita. São apresentados e
demonstrados os endereços mais relevantes para cada área específica dos
participantes.
Neste momento, aproveita-se também para explanar sobre o funcionamento de
serviços oferecidos pela biblioteca como o EEB – Empréstimo Entre Bibliotecas –
e o COMUT – Serviço de Comutação Bibliográfica – que podem ser utilizados pelo
público participante e que são muito úteis na elaboração de uma pesquisa
bibliográfica. Como o acesso ao material e à informação não se limita ao acervo
físico e impresso da biblioteca onde os usuários têm seu cadastro, uma vez que a
biblioteca participa de serviços cooperativos como o COMUT e o EEB, que
possibilitam que o usuário tenha acesso a materiais de outras bibliotecas através
destes serviços, torna-se necessário que eles tenham orientações a respeito dos
produtos e serviços oferecidos, para que possam utilizá-lo da melhor forma
possível.
Pretende-se ampliar os horizontes destes usuários, discorrendo inclusive sobre a
confiabilidade de certos endereços eletrônicos, tentando fazer com que estes
pesquisadores, vários deles iniciando sua vida acadêmica, que consigam julgar e
filtrar as fontes de pesquisa para que sejam fontes seguras, um verdadeiro serviço
de conscientização da comunidade acadêmica.
Considerando que atualmente as pesquisas em bases de dados são essenciais e
complementares às pesquisas em materiais impressos, e sabendo que muitas
informações inúteis e não pertinentes podem ser recuperadas junto com as úteis,

�torna-se imprescindível filtrar estas informações para chegar ao que é realmente
relevante.
Uma pesquisa americana mostrou que operados booloeanos são raramente
usados e quando são, são frequentemente usados incorretamente. (BAR-ILAN,
2005, p. 241-242) (Tradução nossa).
Portanto, é imprescindível que se desenvolva uma estratégia de busca bem
elaborada e a orientação de um profissional devidamente preparado é muito
importante nestas situações, pois possibilita que o usuário tire dúvidas de como
realizar a pesquisa.
Bar-Ilan (2005, p. 231) afirma que a World Wide Web foi criada em 1989, mas já
se transformou na maior fonte de informação, influenciando as vidas diárias das
pessoas, transações comerciais e comunicação científica, para mencionar apenas
algumas áreas (Tradução nossa).
Bar-Ilan (2005, p. 238) acrescenta que a primeira menção de instrumentos de
busca na Web aparece em 1994.
Tem sido crescente o uso da Internet no Brasil, principalmente por universitários,
que utilizam-se desta ferramenta pela facilidade de acesso, entretanto o
despreparo na elaboração da estratégia de busca, faz com que recuperem na
maioria das vezes informações não confiáveis.
Silva (2005, p. 33) considera que “O montante de informação na Internet leva a
que proponham questões sobre as habilidades necessárias para aprender a se
informar e chama a atenção de que essa aprendizagem é totalmente inexistente
no sistema de ensino”.

�Segundo Lê Coadic (apud SILVA, 2005, p. 33), a Internet é um ambiente de
informação complexo para quem não tem familiaridade ou capacitação na busca e
recuperação da informação.
Considerando as afirmações de Silva, entende-se que o bibliotecário é o
profissional capaz de trabalhar junto à comunidade acadêmica em que atua e
possui as habilidades necessárias para instruir o aluno tornando-o capaz de
realizar suas buscas e se tornar “competente em informação”.
Para ser competente em informação Silva (apud DUDZICK, 2003, p. 26) diz que
uma pessoa deve ser capaz de reconhecer quando a informação é necessária e
deve ter a habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação. É um
processo de constante aprendizado e que ocorre efetivamente no ambiente das
organizações de aprendizagem e que deve ser incentivado pelos profissionais que
nela atuam.
Sendo assim, é imprescindível que a comunidade acadêmica seja bem instruída
para aproveitar da melhor maneira possível as vantagens que lhe são oferecidas,
as ferramentas de busca, as informações que às vezes estão à sua disposição e
que passam despercebidas.
CONCLUSÃO
Ao mesmo tempo que cresce o volume de informação à disposição de toda a
população ainda se percebe a necessidade de treinamento específico para melhor
aproveitar as ferramentas e mecanismos oferecidos.
Percebe-se também que docentes e bibliotecários têm conseguido trabalhar em
harmonia em prol da educação.

�É notável a importância da atuação do bibliotecário em parceria com os demais
profissionais presentes nas organizações, principalmente as de caráter educativo,
trabalhando conjuntamente no processo de formação dos futuros profissionais,
que dela emergem como novos agentes de aprendizagem e participantes da
sociedade nas diversas áreas de conhecimento.
Torna-se cada dia mais importante uma postura pró-ativa dos profissionais
bibliotecários em todo e qualquer ramo de atuação, colaborando e mostrando aos
seus usuários do que são capazes e o quanto podem colaborar para seu melhor
aproveitamento no mercado, seja ele de serviços ou produtos.
REFERÊNCIAS
BAR-ILAN, Judit. The use of web search engines in information science research.
Annual Review of Information Science and Technology, White Plains, v. 38, n. 1, p.
231-288, 22 sept. 2005. Disponível em: &lt;http://www3.interscience.wiley.com/cgibin/fulltext/111091587/HTMLSTART&gt;. Acesso em: 31 maio 2006.
CAMPELLO, Bernardete, O movimento da competência informacional: uma
perspectiva para o letramento informacional. Ciência da Informação, Brasília, v.
32, n. 3, p. 28-37, set./dez. 2003.
FARIA, Sueli et al. Competências do profissional da informação: uma reflexão a
partir da Classificação Brasileira de Ocupações. Ciência da Informação, Brasília,
v. 34, n. 2, p. 26-33, maio/ago. 2005.
ROSETTO, Márcia. Uso do Protocolo Z39.50 para recuperação de informação em
redes eletrônicas. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 2, p. 136-139,
maio/ago. 1997.
SILVA, Edna Lucia da; CUNHA, Miriam Vieira da. A formação profissional no
século XXI: desafios e dilemas. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 3, p. 7782, set/dez. 2002.
SILVA, Helena et al. Inclusão digital e educação para a competência
informacional: uma questão de ética e cidadania. Ciência da Informação,
Brasília, v. 34, n. 1, p. 28-36. 2005.

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              <text>A participação dos bibliotecários em palestras e orientações sobre o uso dos recursos tecnológicos e orientações para recuperação de informações necessárias aos alunos de graduação e pós-graduação tem sido cada dia mais necessária. Atualmente os profissionais da Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação da UNESP Campus de Bauru, são convidados pelos docentes a ministrar palestras e prestar serviço de orientação nas salas de aulas ou mesmo no espaço da Biblioteca, que além de explicitar as técnicas e ferramentas para uso das Bases de Dados, orienta os acadêmicos a recuperar informações relevantes para o desenvolvimento de seus trabalhos e/ou projetos. Considerando que nos dias de hoje, com a explosão da informação, existe muito lixo que pode ser recuperado, pois estão disponíveis na Internet e qualquer pessoa pode ter acesso, é necessário que os profissionais da área da Informação, principalmente os bibliotecários, realizem o trabalho de conscientização da comunidade acadêmica, oferecendo aos mesmos orientações e informações que os possibilitem filtrar a imensa gama de informações disponíveis. Neste contexto a Biblioteca da UNESP de Bauru tem efetuado parcerias com os docentes das faculdades do Campus, principalmente os que ministram disciplinas de Metodologia da Pesquisa Científica, pretendendo colaborar com a formação acadêmica. </text>
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