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                  <text>O PROCESSO DE ESCOLHA DE SOFTWARES NAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DE SÃO LUÍS-MA
Cenidalva Miranda de Sousa Teixeira
Departamento de Biblioteconomia
Universidade Federal do Maranhão
Campus do Bacanga - São Luís - 65001-100 - MA - Brasil
ceni@ufma.br
Joseane Cantanhede
Departamento de Biblioteconomia
Universidade Federal do Maranhão
Campus do Bacanga - São Luís - 65001-100 - MA - Brasil
joseanecant@yahoo.com.br

RESUMO
Os procedimentos utilizados durante a escolha dos sistemas automatizados para
gerenciamento de bibliotecas são bastante complexos. Nesta pesquisa, aborda-se
um estudo sobre o uso desses procedimentos nas Unidades Informacionais
Universitárias em São Luís-MA. A amostra estudada compôs-se de sete
bibliotecas, em que a implantação dessa tecnologia foi proporcionada pela
facilidade de acesso à microinformática, tanto em termos de hardwares quanto de
softwares, acelerando o desenvolvimento dos sistemas computadorizados de
gerenciamento de bibliotecas. Foi utilizado como instrumento metodológico um
levantamento documental sobre o assunto abordado, aplicação de questionário e
análise dos dados encontrados durante o desenvolvimento da pesquisa. Mostramse os aspectos determinantes de escolha dos sistemas além de conhecer a
política de gerenciamento da informação nas unidades pesquisadas.
Palavras-chave: Gerenciamento de bibliotecas. Software para bibliotecas.
Biblioteca universitária  São Luís.
1 INTRODUÇÃO
A consolidação das novas tecnologias da informação desde a década
de oitenta, período em que ocorreu o boom do parque computacional em todo
mundo, bem como os avanços da informática e das telecomunicações, tem
beneficiado profundamente o campo da documentação e serviços de informação
nos mais diversos segmentos da sociedade. No âmbito da produção intelectual,

�preservação e compartilhamento do saber humano, as bibliotecas modificaram
categoricamente a forma de se organizar e administrar todas as atividades de
processamento, recuperação e disseminação de suas informações.

Com o fluxo cada vez maior de informação, as bibliotecas adotaram
sistemas

de

gerenciamento

de

suas

atividades

operacionalizadas

por

computadores baseadas nas perspectivas inovadoras dessa área, bem como a
facilidade de acesso à microinformática, tanto em termos de hardware quanto
software acelerando o desenvolvimento dos sistemas informatizados de
gerenciamento das unidades de informação em geral. Sendo assim, existe uma
necessidade muito grande de conhecer os estágios de automação em bibliotecas
e observar as estruturas das organizações a fim de aplicar de maneira eficiente às
novas tecnologias disponíveis no mercado.

A

complexidade

de

entendimento

sobre

todos

os

elementos

necessários na implantação de um sistema coloca em evidência às reais
necessidades de uma biblioteca, na medida em que as tomadas de decisões
devem ser analisadas sistematicamente obedecendo a situações específicas.
Mediante este contexto, o presente trabalho elegeu a biblioteca universitária como
campo de estudo com o objetivo de estudar os procedimentos metodológicos
utilizados na escolha de sistemas automatizados nas bibliotecas universitárias de
São Luís-MA.

2 REVISÃO DE LITERATURA

As últimas décadas do século XX caracterizaram-se pela introdução
das novas tecnologias de informação dando início ao que os estudiosos
denominaram de Revolução Tecnológica, cujos processos de produção, os
serviços, a informação e, a própria ciência e tecnologia, tendem a ser
revolucionado pelas mudanças em curso (ARCHER, 1990).

�Através das novas tecnologias de informação produzidas pela evolução
das tecnologias de telecomunicações, surge uma nova conjuntura mundial
baseada no capitalismo informacional gerado pelo mercado global, onde a
produtividade

depende

de

novas

tecnologias

de

geração

de

novos

conhecimentos, de processamento da informação e da comunicação de símbolos
(CASTELLS, 1999, p. 35). A informação e o conhecimento constituem elementos
chaves para garantir e potencializar o desenvolvimento do processo na produção
de bens e serviços, almejando um nível maior e mais complexo no desempenho
da qualidade dos recursos informacionais disponíveis no mercado.

Com o crescimento contínuo das áreas do conhecimento e o advento
de novas tecnologias, torna-se inevitável a adoção da automação nos processos
de uma biblioteca, objetivando a recuperação da informação bem como sua
disseminação de forma rápida e precisa. A característica mais marcante desse
processo é, sem dúvida, o peso que adquire o conhecimento tanto para se
perceber o esgotamento de antigos paradigmas, quanto entender os desafios
impostos pela nova conjuntura informacional implicando na geração de idéias
adequadas às exigências do movimento de transformação social.

Segundo Rowley (1994, p. 3) a introdução dos computadores nas
bibliotecas resultou em padronização, aumento da eficiência, cooperação e
melhores serviços. Diante dessa afirmativa, é importante salientar que o uso de
tecnologias de informação é o meio para otimização de processos e não o fim.
Para tanto, o armazenamento, recuperação e transmissão de informações deve-se
ao estabelecimento de uma sistemática comprometida com a democratização do
acesso à informação.

É inevitável ignorar a realidade e benefícios que as inovações
tecnológicas predispõem a organização dos serviços das bibliotecas; porém, a
adoção de sistemas de gerenciamento automatizando de forma eficiente uma
biblioteca não é tarefa fácil. A diversidade de sistemas, suas peculiaridades e,

�principalmente,

a

agilização

dos

serviços

dificulta

esse

trabalho

no

acompanhamento desse novo cenário a ser dado no tratamento da informação.

Com a instalação desse novo cenário, provocado pelo desenvolvimento
tecnológico, dinamicidade da ciência e qualificação dos usuários ao interagirem
com os aparatos informacionais, tem pressionado as unidades de informação a
integrarem modernas tecnologias da informação para otimização dos seus
serviços. A maioria das bibliotecas universitárias possui sistemas informatizados, a
extensão dessa informatização pode variar entre as bibliotecas dependendo da
disponibilidade de recursos e outros fatores peculiares à instituição que está
inserida. Costa (1994, p. 327) alerta que:
As bibliotecas contemporâneas convivem com sérios conflitos
organizacionais, orçamentos reduzido e pessoal insuficiente para o
desempenho de suas funções atuais e tem enfrentado os desafios
oriundos das transformações socioculturais, incorporando o novo papel
que lhes cabe na transferência de conhecimentos e informações.

A modernização das bibliotecas está diretamente relacionada ao
processo de automação vivenciado pela instituição, na medida que, um sistema
informatizado dinamiza todas as etapas do ciclo documental. As atividades de
gerenciamento de bibliotecas envolvem intrinsecamente o controle do acervo.
Esses sistemas suportam a seleção, aquisição, etiquetagem, catalogação,
controle gerencial e de circulação do acervo das bibliotecas. Porém, existem
outras funções que atuam fundamentalmente como fontes de informação
disseminando dados sobre o estado do acervo, a biblioteca universitária deve
voltar sua atenção para o processo de disseminação da informação como um
ponto focal do espaço de gerenciamento de informação. (AROUCK; MACIEL,
1994, p. 302).
As primeiras iniciativas em desenvolver sistemas de gerenciamento de
bibliotecas somente foram possíveis devido a participação das bibliotecas
interessadas em otimizar seus serviços levadas pela economia que os trabalhos
cooperativos proporcionam. Os sistemas informatizados podem apresentar um

�custo razoável e eficiente proporcionando a introdução de serviços antes
inexistentes na unidade de informação.
A biblioteca pode determinar seus próprios requisitos funcionais para
implementação de tecnologias, bem como a performance das principais funções a
serem utilizadas. Côrte (1999, p. 242) enfatiza que a modernização das
bibliotecas está diretamente ligada à automação de rotinas e serviços, com o
intuito de implantar uma infra-estrutura de comunicação pelo usuário. Assim, ao
informatizar uma biblioteca é importante identificar sua cultura e objetivos;
conhecer as características essenciais dessa unidade; sua abrangência temática e
processamento técnico dos itens existentes e desejáveis desse acervo.
O cenário indica que as bibliotecas e arquivos quiserem oferecer melhor
serviço aos usuários e cumprir sua missão, necessário se torna
acompanhar passo a passo o desenvolvimento da sociedade [...] adaptar
as tecnologias às necessidades e quantidades de informação de que
dispõem, e utilizar um sistema informatizado que privilegie todas as
etapas do ciclo documental, onde a escolha recai sobre uma ferramenta
que contemple os recursos hoje disponíveis, sem se tornar obsoleta a
médio e longo prazo (CÔRTE, 2002, p. 25).

3 PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA

Com base nos objetivos propostos a pesquisa é de natureza
exploratória e descritiva e foi desenvolvida com a adoção dos seguintes
procedimentos

técnicos:

pesquisa

bibliográfica

visando

estabelecer

a

fundamentação teórica da temática e pesquisa de campo, com amostragem de 7
(sete) bibliotecas universitárias na cidade de São Luís, que compreende
aproximadamente

90% do Universo. O instrumento de coleta de dados foi o

questionário com questões abertas e fechadas. Inicialmente fez-se uma prétestagem, com vistas à validação dos dados coletados, em seguida foi aplicado na
amostragem como um todo. Durante a aplicação do questionário foi possível expor
e esclarecer os objetivos da pesquisa, obtendo assim o índice de 100% (cem por
cento) de retorno.

�Para o processo de análise, foram selecionadas algumas questões
consideradas mais representativas para o estudo. Os dados coletados através da
aplicação dos questionários foram organizados e apresentados sob a forma de
tabela.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Das unidades informacionais pesquisadas 6 (85,7%) totalmente
automatizadas, enquanto que somente (1) biblioteca pertencente a uma instituição
de cunho federal encontra-se ainda em fase de implantação (revisão das
informações alimentadas na base de dados). O principal motivo dessa unidade
fazer parte da amostragem, diz respeito ao propósito desta pesquisa: estudar os
procedimentos utilizados durante a escolha do sistema automatizado para o
gerenciamento da biblioteca. Nessa instituição esta etapa foi totalmente concluída,
validando assim, nosso estudo.

Quanto ao número de funcionários lotados nas bibliotecas, verificou-se
que 3 (três) instituições possuem de 5 a 10 colaboradores que correspondem a
42,8% do universo pesquisado, e os outros 57,2% informaram ter mais de 10
funcionários, caracterizando uma complexidade de gerenciamento dos recursos
humanos.

Bertucci (1998, p. 22) compreende que ao distribuir responsabilidades
entre pessoas qualificadas, para que realizem diferentes etapas do trabalho
requerido por uma biblioteca, é uma forma de contribuir para que o ensino de boa
qualidade e pesquisa significativa sejam realizados. Sendo assim, ao optar-se por
um sistema de gerenciamento de biblioteca é imprescindível envolver todos os
funcionários na nova filosofia de trabalho, onde o sistema será o instrumento que
aliado com o conhecimento da equipe garantirá sucesso nas transações do ciclo
informacional desta instituição.

�Verificou-se ainda, a formação acadêmica dos gerentes das bibliotecas
universitárias ludovicenses, todos são bacharéis em Biblioteconomia. Destes, em
sua maioria, possuem especializações, com destaques nas áreas de Metodologia
do Ensino Superior; Ciências da Informação e Administração de Bibliotecas.

Os gerentes das unidades informacionais pesquisadas compreendem
que a atuação do profissional da informação depende da interação com as
ferramentas tecnológicas que proporcionam o desenvolvimento de inúmeras
atividades com características biblioteconômicas bem como gerenciamento dessa
unidade. A complexidade desse cenário adverte que o bibliotecário deve atualizarse sempre no processo da educação continuada, a fim de focalizar estratégias de
ações favoráveis ao bom desempenho da instituição no alcance de seus objetivos.

O comentário acerca desse posicionamento respalda-se na opinião de
Guimarães (2000, p. 54) sobre o perfil desse profissional da informação na era do
conhecimento:
[...] intérprete de cenários da informação, vendedor de serviços de
informação, empacotador da informação, administrador da informação,
provedor e facilitador da transferência da informação, tomador de
decisões, ponte informacional, processador da informação e tantas
outras, que refletem concepções de gerência, de agregação de valor, de
geração de um novo produto e de organização e socialização do
conhecimento.

As ações desenvolvidas durante a seleção e aquisição de um software
que garanta a interligação das funções de uma biblioteca acontecem no âmbito da
modernização dessa unidade cujo principal objetivo é otimização na prestação de
serviços à comunidade usuária.

Procurou-se identificar como as bibliotecas universitárias ludovicenses
compreendem a política de gerenciamento automatizado em sua unidade, os
dados encontrados estão representados na Tabela 1. Há um certo entendimento
que sua eficácia depende da própria filosofia de trabalho da instituição a qual está
inserida. A literatura aponta, que o sucesso na escolha de um software apropriado

�para o uso na biblioteca é sempre levado em consideração a missão e cultura
filosófica da instituição e seus programas de trabalho em geral.

Tabela 1  Política de gerenciamento automatizado nas bibliotecas das IES
pesquisadas
TIPO DE POLITICA DE GERENCIAMENTO
Equipar a biblioteca de ferramentas tecnológicas

Nº DE RESPOSTAS
Nº
%
-

Aumentar a integridade dos dados, reduzindo erros e gastos

-

-

Melhoria na plataforma tecnológica existente, visando a
integração e disseminação de dados, informação e
conhecimento

3

42,8

Além do item citado acima, representa introduzir uma nova
filosofia de trabalho perante os valores informacionais
existentes

4

57,2

Total

7

100

A área da produção de software para automação de bibliotecas no
mercado nacional encontra-se amadurecida na medida que, estão disponíveis de
forma bastante clara e com índices de qualidade elevados para toda e qualquer
instituição seja privada ou pública.

As

bibliotecas

universitárias

ludovicenses

estão

buscando

modernização, otimização e dinamização de suas atividades a partir da aquisição
de sistemas diferenciados de acordo com a perspectiva de cada instituição.
Indagados sobre a caracterização desse sistema, os resultados apontam que as
escolhas privilegiaram a situação custo/benefício de cada unidade, onde 3 (três)
instituições optaram por pacote de aplicativo pronto para utilização, com todas as
funções em perfeita operação, testado e aprovado pelo nível de exigência das
mesmas. O software Sophia Biblioteca, da empresa brasileira Primasoft Comércio
de Informática Ltda é utilizado por duas bibliotecas; o outro software customizado
é o Giz Biblio, da empresa AIX Sistemas. Ambos foram desenvolvidos para o

�gerenciamento de bibliotecas no intuito de otimizar e maximizar seus produtos e
serviços.
As demais bibliotecas, mais precisamente duas, encomendaram o
desenvolvimento do sistema de gerenciamento para a empresa especialista
maranhense ACS Software Ltda. Essa parceria foi realizada primeiramente com
uma IES local, depois de anos de fidelidade de trabalho a essa instituição,
aceitaram elaborar esse sistema à outras de mesmo cunho educacional. Porém,
poucos são os aspectos diferenciáveis: a estrutura geral é praticamente a mesma.
As outras unidades universitárias com base na sua potencialidade institucional,
desenvolveram em ambiente próprio o seu sistema de gerenciamento da
biblioteca com participação dos bibliotecários e analista de sistemas e outros afins
lotados nessa IES.

Observa-se um certo equilíbrio na adoção de sistema automatizado nas
bibliotecas pesquisadas, neste sentido, Rowley (1994, p. 52) esclarece que:
Em muitas situações, é mais sensato escolher um pacote que se
encontra disponível no mercado, uma vez que sai muito caro desenvolvêlo na própria instituição ou encomenda-lo a alguém, muito embora um
pacote sob medida, projetado especificamente para determinada
aplicação, provavelmente sirva melhor a todas as necessidades dessa
aplicação.

Tabela 2  Caracterização do sistema de gerenciamento automatizado existente
nas bibliotecas
SISTEMA DE GERENCIAMENTO

Nº DE RESPOSTAS
Nº
%

Um pacote fechado integrado para biblioteca

2

28,6

Um pacote semi-aberto integrado para biblioteca

-

-

Um pacote aberto integrado para biblioteca

1

14,3

Um sistema elaborado sob encomenda com base
nas necessidades da biblioteca

2

28,6

�Desenvolvido pela própria instituição

2

28,6

Total

7

100

A maioria das bibliotecas pesquisada, respondeu que a aquisição do
sistema deu-se sob a forma de compra. Torna-se sensato esclarecer que qualquer
software ao ser adquirido tem-se somente a licença de uso e não o produto em si,
ou seja, o programa-fonte é de domínio exclusivo do produtor. Nesse quesito foi
possível observar o desconhecimento de alguns profissionais bibliotecários a
respeito desse dado, na medida que toda atualização de versões é feita sob forma
de contrato de manutenção e, caso não haja renovações, a instituição
permanecerá com a versão referente ao último contrato acordado.

Ao escolher um sistema de gerenciamento de biblioteca, é interessante
que a instituição, o bibliotecário, analista de sistema e seus pares, estudem
minuciosamente essa ferramenta tecnológica no intuito de estabelecer qualidade
nos procedimentos de gestão da informação. Côrte (2002, p. 206) a esse respeito
menciona que a escolha de um software é tarefa cooperativa, integrada e
participativa entre profissionais e constitui um dos grandes desafios para as
bibliotecas, arquivos e unidades de documentação e informação bibliográfica.
Assim, questionou-se o tempo de estudo e pesquisa consumidos durante a
escolha do sistema. A equivalência encontrada está entre 1 a 2 anos.

Apenas em uma instituição o bibliotecário ficou à margem do processo
de escolha, pois a diretoria dessa IES, responsabilizou a seleção e aquisição do
software a outra IES situada no Estado do Paraná a qual mantém convênios
educacionais. As demais unidades informacionais fizeram valer a participação do
bibliotecário e o analista de sistemas.

Dentre os elementos (Tabela 8) que auxiliaram na escolha do sistema
das unidades informacionais pesquisadas, a leitura dos manuais e manuseio dos

�demonstrativos foram os mais elencados, enquanto 2 (duas) instituições utilizaram
outros elementos como: visitas em uma biblioteca que desenvolveu seu próprio
sistema além de contar com a experiência de seus pares (bibliotecários e
analistas).
Tabela 8  Elementos auxiliares/determinantes na escolha do sistema

SIM

FREQÜÊNCIA

NÃO
TOTAL

ELEMENTOS

Nº

%

Nº

%

Avaliação de catálogos comercias
específicos

1

14,3

6

85,7

100

Leitura dos manuais e manuseio
dos demonstrativos

4

57,2

3

42,8

100

Contatos com outras instituições
que utilizam o mesmo sistema

1

14,3

6

85,7

100

Outros elementos

2

28,6

5

71,4

100

Questionados a respeito da elaboração de algum projeto de
implantação do sistema, duas (14,3%) das bibliotecas pesquisadas elaboraram um
projeto e essa mesma quantidade desenvolveu somente um plano estratégico de
aquisição e aplicação do sistema, enquanto nas demais instituições três (42,8) não
houve elaboração de qualquer projeto ou plano que estruturasse melhor as ações
a serem seguidas nesse processo tão importante para a biblioteca.

O tempo maior de uso dos sistemas de gerenciamento das bibliotecas
pesquisadas encontram-se no intervalo de 1 a 5 anos. Apenas em 2 (duas)
bibliotecas o tempo de uso do sistema corresponde a menos de 1 ano, pois houve
a substituição do sistema antigo que conscientemente era o mesmo nessas duas
unidades. O intervalo de 5 a 10 anos/mais de 10 anos foi equilibrado pelas duas
bibliotecas que possuem o sistema elaborado na própria instituição.

�Quanto ao grau de satisfação proporcionado pelo uso do sistema
adotado, a maioria dos bibliotecários das IES pesquisadas optaram pelo nível bom
(71,4 %) e apenas uma biblioteca classificou essa satisfação no nível regular; esse
conceito deu-se principalmente pelas várias implicações ocorridas desde a
seleção/aquisição do mesmo, onde o profissional bibliotecário não participou
desse processo e questões outras.

No

intuito

de

conhecer

algumas

características

básicas

dos

produtores/fornecedores dos sistemas de gerenciamento de bibliotecas nas IES
pesquisadas constatou-se que as questões mais comungadas entre as bibliotecas
atingiram uma freqüência positiva de 71,4 - 100% da amostra pesquisada. Assim,
verifica-se a promoção de treinamento e reciclagem dos servidores da biblioteca
para compreensão das novas versões realizadas pelos produtores. Tendo sempre
um

suporte

técnico

disponível

para

qualquer

eventualidade.

Os

produtores/fornecedores quando necessário realizam testes e simulações para
melhoria do sistema, na medida que os desenvolveram para atingir todo o
processo de gerenciamento de uma biblioteca. Todas foram unânimes ao
declararem que o sistema atende aos requisitos propostos pelo MEC para
avaliação de acervos das bibliotecas universitárias.

Procurou-se também, identificar algumas características tecnológicas
do sistema existente nas bibliotecas universitárias. O item referente à execução de
back-up, bem como operações de proteção, apresentou o maior índice. Assim,
100% da amostra pesquisada preocupam-se com a segurança das informações
contidas em seus sistemas, pois além desse software de cópia/salvar os dados,
devem ser capazes de recuperar os mesmos, ou seja, retornar da cópia para a
base de dados principal. Quanto ao sistema operacional que roda o software de
gerenciamento da biblioteca, a maioria respondeu que o Microsoft Windows
apresenta melhor performance na configuração do computador como um todo.

�As demais questões equilibram-se na inexistência dos aspectos
tecnológicos e no desconhecimento dessa informação por parte do profissional
bibliotecário das IES pesquisadas.

A identificação das principais características do sistema bem como dos
produtores/fornecedores permitiu observar as experiências práticas de automação
dessas unidades de informação. Como aspectos positivos, destacam-se, em nível
geral a promoção de treinamento de uso do sistema para compreensão de novas
versões. Investir na capacitação técnica dos usuários do sistema (bibliotecários,
analistas, estagiários, colaboradores em geral) é a principal garantia de sucesso
na realização das atividades a eles atribuídas, seja na aquisição de sistema
customizado ou desenvolvido pela própria instituição. Outro aspecto diz respeito à
aprovação desse sistema na avaliação de acervos bibliográficos feita pelo MEC,
que consiste na apresentação de relatórios atualizados nos mais diversos módulos
(quantidade de livros emprestados por categoria; listagem bibliográfica por
disciplinas existentes; aquisição de itens semestral/anualmente, entre outras
informações gerenciais).

O aspecto negativo, e muitas vezes frustrante identificado na pesquisa,
diz respeito a documentação do sistema onde alguns gerentes das bibliotecas
pesquisadas disseram não possuir ou desconhecerem essa informação. Nos
casos em que o sistema é customizado, torna-se mais agravante na medida que o
programa  fonte é de propriedade do detentor dos direitos autorais do software, a
questão está na segurança documentada caso ocorra falência, concordata,
extinção ou mudança de ramo de atuação. Essas empresas comercializam seus
produtos por licenciamento de uso de contrato de prestação de serviços.

Outro fator observado é o desconhecimento sobre a capacidade que o
sistema tem de migrar as informações para outra base de dados. Esse processo é
considerado atividade intelectual do bibliotecário em escolher um tipo de

�conversão de dados não oneroso, além de avaliar os recursos disponíveis, o
tempo, a expectativa e o planejamento estratégico das ações a serem realizadas.

5 CONCLUSÃO

A pesquisa realizada permitiu identificar alguns pontos que são
relevantes para conhecer os procedimentos utilizados na escolha de sistemas
automatizados nas bibliotecas universitárias de São Luís.

Com base nos estudos realizados na literatura e a congruência da
análise dos dados encontrados na pesquisa, faz-se as seguintes sugestões:
a) a primeira iniciativa ao agregar tecnologia de informação no ambiente
da biblioteca, deve-se verificar a cultura, missão e objetivos da
organização; identificar as características essenciais da biblioteca
com relação a sua abrangência temática, serviços oferecidos,
demanda dos usuários;plataforma tecnológica em termos de software
e hardware além dos recursos humanos disponíveis;
b) caso a biblioteca necessite substituir um sistema automatizado por
outro é importante verificar e estudar a melhor forma de conversão
dos dados existentes;
c) exigir sempre que o produto seja instalado e testado, com o
acompanhamento dos técnicos da instituição.
Sugere-se ainda, que outras pesquisas sejam efetivadas a fim de
avaliar e conhecer as características intrínsecas (aspectos técnicos, tecnológicos,
ergonômicos e gerenciais) dos sistemas automatizados para gerenciamento
das bibliotecas das IES Ludovicenses.

REFERÊNCIAS
ARCHER, Renato. Quem tem medo da informática brasileira. Brasília:
MCT/CNPq, 1989.

�AROUCK, Osmar; MACIEL, Carlos. Fontes de informações institucionais para o
planejamento bibliotecário e acadêmico. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8, Campinas, Anais... Campinas: UNICAMP,
1994.
BERTUCCI, Liane M. O bibliógrafo na UNICAMP:especialização e tecnologia rumo
ao século XXI. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
10, Fortaleza, Anais... Fortaleza: UFC; UNIFOR, 1998.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
CÔRTE, Adelaide Ramos et al. Automação de bibliotecas e centros de
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Informática

para

biblioteca.

Brasília:

Briquet

de

�</text>
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Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O processo de escolha de softwares nas bibliotecas universitárias de São Luís-MA.</text>
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              <text>Teixeira, Cenidalva Miranda de Sousa; Castanhede, Joseane</text>
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              <text>Os procedimentos  durante a escolha dos sistemas automatizados para gerenciamento de bibliotecas são bastante complexos. Nesta pesquisa, aborda-se um estudo sobre o uso desses procedimentos em unidades informacionais universitárias em São Luís-MA. A amostra estudada compôs-se de sete bibliotecas, em que a implantação dessa tecnologia foi proporcionada pela facilidade de acesso à microinformática, tanto em termos e hardwares quanto de softwares, acelerando o desenvolvimento dos sistemas computadorizados de gerenciamento de bibliotecas. Foi utilizado como instrumento metodológico um levantamento documental sobre o assunto abordadom aplicação de questionário e análise dos dados encontrados durante o desenvolvimento da pesquisa. Mostram-se os aspectos determinantes de escolha dos sistemas, além e conhecer a política de gerenciamento da informação nas unidades pesquisadas.</text>
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