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                  <text>A CONSTRUÇÃO DE REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
THE CONSTRUCTION OF INSTITUTIONAL REPOSITORIES IN
UNIVERSITY LIBRARIES

Resumo: Reflete sobre a construção de repositórios institucionais de bibliotecas
universitárias, por meio das experiências relatadas na literatura da Ciência da Informação
observando os processos de construção de repositórios institucionais e reflete sobre o
processo de construção de quatro repositórios analisados. Fundamentado na literatura da
Ciência da Informação de autores que versam sobre as experiências na construção de
repositórios. Foram relacionadas quatro experiências de construção de repositórios
institucionais de universidades federais presentes em cinco artigos publicados que nos permite
conhecer as práticas utilizadas nesse processo de implementação, onde destacam-se o
envolvimento de autores e gestores no processo de construção do repositório; necessidade de
padronização de autores para o repositório; política de repositório; apoio do centro e
processamento de dados; espaço piloto para testar o repositório; observação de experiências já
concretizadas. Outrossim, entre os repositórios observados, três deles tem como uma
necessidade o envolvimento de autores e gestores no processo de construção do repositório.
Conclui-se que basear-se nas experiências relatadas, diminui os riscos de erros e melhora o
desempenho nas atividades desenvolvidas na construção de Repositórios Institucionais.
Palavras-chave: Repositório Institucional Experiência. Bibliotecas Universitárias
Repositório. Repositórios Institucionais Processos de construção.
Abstract: It reflects on the construction of institutional repositories of university libraries,
through the experiences reported in the literature of Information Science observing the
processes of construction of institutional repositories and reflects on the process of
construction of four analyzed repositories. Based on the literature of the Information Sciences
of authors who talk about the experiences in the construction of repositories. We have related
four experiences of building institutional repositories of federal universities present in five
published articles, one of which shows the evolution of the repository, which allows us to
know the practices used in this implementation process, in which the authors and managers
are involved in the process of building the repository; need to standardize authors for the
repository; repository policy; center support and data processing; pilot space to test the
repository; In addition, among the observed repositories, three of them have as a necessity the
991

�involvement of authors and managers in the process of building the repository. It is concluded
that based on the experiences reported, reduces the risk of errors and improves performance in
the activities developed in the construction of Institutional Repositories.
Keywords: Institutional repository-experience. University Libraries-Repository. Institutional
repositories-construction processes.
1 INTRODUÇÃO
O aumento do fluxo informacional e o avanço tecnológico influenciaram a criação de
novos canais de gestão e disseminação da informação, como os Repositórios Institucionais
(RI). Vários estudos identificam motivações das instituições de ensino superior para o
estabelecimento de RI, dentre as quais: o desejo de garantir a preservação em longo prazo dos
conteúdos produzidos pelos membros da instituição, melhorar a acessibilidade e potencial
impacto de pesquisa desse conteúdo, oferecer um lugar onde professores e alunos possam
compartilhar seu trabalho e fornecer um caminho seguro para que membros da instituição
respondam à crise da comunicação acadêmica/científica (CHAN, 2004; GIBBONS, 2004
apud RIEH et al., 2008).
A motivação de uma instituição para estabelecer um RI também pode surgir de um
desejo de manter o controle sobre sua própria produção intelectual, potencialmente derivando
benefícios econômicos (BRANIN, 2005 apud RIEH et al., 2008).
Nessa perspectiva, muitas universidades públicas federais se motivaram para a
construção de seus repositórios visando o armazenamento, a preservação e recuperação da
produção científica institucional, permitindo melhorar a divulgação das pesquisas e de seus
pesquisadores.
Na criação de repositórios institucionais é importante que seus criadores busquem
experiências dos repositórios já implementados, pois serve para maximizar o tempo durante o
desempenho das ações da equipe envolvida.
Desta forma, este trabalho busca refletir sobre a construção de repositórios
institucionais de bibliotecas universitárias, por meio das experiências relatadas na literatura da
Ciência da Informação. Para alcançar esse objetivo, optou-se por analisar trabalhos que
indicam os processos de construção de repositórios institucionais, bem como refletir o
processo de construção dos repositórios selecionados para a pesquisa.

992

�Para esta pesquisa, limitamos a literatura relevante de trabalhos publicados sobre a
construção de repositórios institucionais em universidades federais, caracterizada como uma
pesquisa bibliográfica.
A

partir

do

levantamento

bibliográfico,

identificou-se

quatro

repositórios

institucionais, dos quais foram analisadas as experiências de sua construção, por meio dos
relatos publicados dos processos de implementação de repositórios, a saber: Repositorium, da
Universidade do Minho, em Portugal (RODRIGUES, 2010; RODRIGUES et al., 2004);
Universidade do Rio Grande Sul (CORRÊA et al., 2012); Universidade Federal do Recôncavo
da Bahia (UFRB) (SANTOS; SILVA, 2014);

Universidade Federal da Bahia (ROSA;

MEIRELLES; PALACIOS, 2011).
Em suma, foi observado nos relatos as práticas mais utilizadas pelos gestores da
informação na construção de repositórios institucionais em bibliotecas universitárias,
possibilitando visualizar possíveis vantagens e desvantagens na construção dos mesmos.
Este artigo está estruturado em seis capítulos O primeiro apresenta a introdução na
qual constam os objetivos, geral e específicos, e a metodologia de pesquisa para elaboração
desta pesquisa. No segundo capítulo é realizada a revisão da literatura, sendo apresentados
conceitos sobre repositório institucional e as fases para a construção desses repositórios, além
da indicação de software para criação de repositórios.
No terceiro capítulo são discutidos os resultados e no quarto capítulo a discussão.
Finalizando com as considerações finais alusivas a esta pesquisa e, por último, as referências
que fundamentaram este trabalho.
2 REVISÃO DE LITERATURA
Nesta seção são apresentados conceitos sobre repositório institucional e as fases para
sua construção, bem como os softwares utilizado como infraestrutura tecnológica de
gerenciamento dos repositórios.
2.1 Repositório institucional: conceitos

desenvolvidas para reunir, organizar e tornar mais acessível a produção científica dos

993

�Segundo Costa e Leite (2009, p.166), os repositórios digitais são classificados em três
tipos: disciplinares ou temáticos, teses e dissertações e institucionais, os quais são descritos a
seguir:
a) repositórios disciplinares ou temáticos: voltados às comunidades científicas específicas.
Tratam, portanto, da produção intelectual de áreas do conhecimento em particular;
b) repositórios de teses e dissertações (Electronic Theses and Dissertation

ETDs):

repositórios que lidam exclusivamente com teses e dissertações. Muitas vezes a coleta das
ETDs é centralizada por um agregador;
c) repositórios institucionais: dedicados à produção intelectual de uma instituição,
especialmente universidades e institutos de pesquisa.
Para Marcondes e Sayão (2009, p
como elementos de uma rede ou infraestrutura informacional de um país ou de um domínio
institucional destinados a garantir a guarda, preservação a longo prazo e, fundamentalmente, o
livre acesso à prod
Ware (2004 apud DODEBEI, 2009) relata que os RIs surgiram durante o segundo
semestre de 2002, a partir da criação do software Dspace. Ressalta-se que este software foi
criado pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT) como uma forma das instituições
Os RIs são identificados pela realização de uma avaliação das necessidades locais, que
são recomendadas como o primeiro passo a ser realizado nos processos de definição do RI
para a instituição, a fim de esta possa decidir quais serviços o RI oferecerá
(BARTON;WATERS, 2004-2005). Os diversos fatores a serem considerados no curso de
uma avaliação de necessidades incluem características de conteúdo, necessidades dos usuários
e recursos humanos e tecnológicos disponíveis (RIEGER, 2007).
A partir da compreensão do que são os repositórios, na próxima seção serão abordadas
as etapas para criação de repositórios institucionais.
2.2 Construção de repositório institucional
Leite et al. (2012) classificam em três etapas a construção de repositórios
institucionais: planejamento, implantação e funcionamento.

994

�Outra classificação é dada por Leite (2009) que relaciona em três etapas para a
construção de repositórios institucionais: planejamento, implementação do RI e participação
da comunidade, detalhadas a seguir:
a) Planejamento
Custos, Constituição da equipe e competências necessárias, Levantamento dos
principais atores, seus interesses e papéis
planejamento de serviços e Avaliação das necessidades da comunidade;
b) Implementação do repositório institucional
Escolha do software, Metadados, Diretrizes e procedimentos para criação de
comunidades/ Coleções, Fluxo de submissão, pós-submissão e depósito de
Documentos, Políticas de funcionamento (Diretrizes gerais para elaboração,
Propriedade intelectual, Direitos autorais e licenciamento de conteúdos) e
Condução de um projeto-piloto;
c) Assegurando a participação da comunidade
Marketing e povoamento do repositório, Política de depósito obrigatório: diretrizes
para a criação e Avaliação e indicadores de desempenho do repositório institucional
Na etapa de planejamento são estimados os custos necessários para a criação do RI,
bem como o estabelecimento da equipe e suas competências, com indicação dos atores
A etapa seguinte, de implementação do RI, tem-se a escolha do software, dos
metadados a serem utilizados, das diretrizes para a criação de comunidades/coleções (cada RI
estrutura seus conteúdos da melhor maneira e de acordo com suas necessidades), fluxo de
submissão, pós-submissão e depósito de Documentos, políticas de funcionamento e condução
de um projeto-piloto.
Por último, para a participação da comunidade com o marketing e povoamento do
repositório, a política de depósito obrigatório com as diretrizes para a criação, avaliação e
indicadores de desempenho do repositório institucional.
Rieh et al. (2008) realizaram investigação nos Estados Unidos envolvendo vários
cargos, funcionais como: diretores de biblioteca, diretores de bibliotecas auxiliares associadas,
arquivistas ou diretores de arquivos, chefes ou diretores em bibliotecas e pesquisadores
associados. O resultado da pesquisa revelou que os diretores e bibliotecários das bibliotecas
estão em grande parte assumindo a liderança em termos de planejamento, implementação e
manutenção de RIs e esses indivíduos avaliam a importância de uma grande variedade de
995

�benefícios previstos nos RIs, bem como apontam algumas etapas importantes que devem ser
seguidas.
A pesquisa de Rieh et al. (2008) abordou uma série de questões importantes associadas
aos Ris, como:
as posições das pessoas envolvidas, o orçamento, os sistemas técnicos, as atividades
de investigação realizadas antes do estabelecimento de RIs, decisões sobre quais
tipos de documentos digitais incluir no RI, contribuintes, beneficiários, métodos de
avaliação e políticas que precisam ser considerados ou decididos durante o processo

Consideraram relevantes cinco questões. A primeira se refere às motivações e
propósitos a que servirá o RI, seguidos da seleção do sistema que será utilizado, depois as
políticas que serão observadas, que serviços serão oferecidos aos contribuintes e usuários
finais e, por fim, os desafios e barreiras à sustentabilidade (RIEH et al., 2008)
Como se observa, a literatura aponta que para o funcionamento do repositório não só
nas instituições de língua portuguesa como na inglesa é necessário levar em consideração não
só questões motivacionais, políticas de funcionamento, beneficiários e métodos de avaliação,
mas também como fator preponderante está o sistema que será utilizado e a escolha de um
software adequado, o que será abordado na próxima seção.
2.3 Softwares para a criação de repositórios
Sayão e Marcondes (2009) listam os softwares gerenciadores de RIs mais usados e/ou
mais conhecidos no país, são eles: DSpace, Eprints, Greeenstone, Nou-Rau e Fedora.
Para Rosa, Meirelles e Palacios (2011), o DSpace é o software mais utilizado na
construção de repositórios institucionais e suas principais caraterísticas são: software livre;
software
aberto; desenvolvido intencionalmente pa
armazenamento, preservação e disseminação de registros; permite a organização de dados de
comunidades/coleções.
Gibbons (2004 apud RIEH et al., 2008) indica que ao decidir sobre um sistema de RI,
as instituições devem levar muitos fatores diferentes em consideração, tais como: o quanto é
difícil usar a interface, se o sistema pode aceitar o formato do arquivo desejado, se é
compatível com a infraestrutura e competências tecnológicas e de pessoal da instituição.
996

�Rieh et al. (2008) citam pesquisas realizadas anteriormente por Piorun, Palmer e
Comes (2007) que desenvolveram um cartão de pontuação para avaliar e comparar três
produtos de software para RI (DSpace, ProQuest Digital Commons, e Open Repository).
Além de muitos dos fatores mencionados por Gibbons, este cartão de pontuação também
incorpora fatores relacionados a serviços específicos que eles gostariam de oferecer como
alimentação de dados e serviços de alerta e se a própria empresa de software, por exemplo,
oferece viabilidade econômica e referências de clientes.
A importância de considerar esses diversos fatores de seleção do sistema à luz da
comunidade acadêmica distinta de cada instituição, cultura de pesquisa e infraestrutura
tecnológica devem ser observados no momento de criação de um RI.
3 METODOLOGIA
Foi realizada uma revisão de literatura de trabalhos publicados sobre a construção de
repositórios institucionais em universidades federais, sendo selecionados quatro repositórios
institucionais, sendo um português e três brasileiros: Repositorium, da Universidade do
Minho, em Portugal (RODRIGUES et al., 2004); Universidade do Rio Grande Sul (CORRÊA
et al., 2012); Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) (SANTOS; SILVA,
2014); Universidade Federal da Bahia (ROSA; MEIRELLES; PALACIOS, 2011).
Rodrigues et al. (2004), da Universidade do Minho em Portugal, abordam o processo
mais acelerado e desenvolvido de sistemas de gerenciamento de repositórios e também grupos
de pesquisadores envolvidos com brasileiros na tentativa de produção colaborativa; Rodrigues
(2010) discorre sobre o Repositorium, já com quase sete anos de criação, onde considerou
como um repositório que já atingiu a maturidade e com uma longa experiência acumulada;
Rosa, Meirelles e Palacios (2011) mostram a Universidade Federal da Bahia como uma
instituição Brasileira que hoje é referência na área para povoamento de RI; Corrêa et al.
(2012), da Universidade do Rio Grande Sul, que reflete as inquietações e dificuldades de uma
instituição renomada e com produção científica diversificada por causa de seu campo
ampliado; Santos e Silva (2014) mostram a experiência da Universidade Federal do
Recôncavo da Bahia (UFRB).
Na análise desses repositórios se identifica os relatos mais específicos dos processos
de implementação de repositórios, discutidos no próximo capítulo.

997

�4 RESULTADOS
As experiências na construção dos repositórios institucionais selecionados
(Repositorium, da Universidade do Minho, em Portugal; RI FURG da Universidade do Rio
Grande Sul; RI-UFRB da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; RI-BAHIA da
Universidade Federal da Bahia) são analisadas com base nas informações coletadas nos
trabalhos publicados que relatam questões que devem ser seguidas para a criação de RIs como
veremos a seguir.
4.1 RepositoriUm Universidade do Minho
Do artigo produzido por Rodrigues et al. (2004) sobre este repositório, considera-se
pertinente destacar alguns pontos:
Foi escolhido o software Dspace para a construção deste R.I.;
Uma das estratégias utilizadas e que poderia ser classificado como vantagem nesse
processo de construção é a avaliação e planejamento das próximas fases. A fase de
teste é uma prática comum, segundo os autores;
A constatação a que chegaram Rodrigues et al. (2004) é a falta de consciência que
muitos autores têm do potencial desses sistemas;
A estratégia utilizada pelos autores é: realizar uma boa divulgação e promoção para
obtenção de sucesso na implementação do Repositório Institucional, por meio de
ações como: apresentações, reuniões, artigos etc. que proporcionaram a promoção
do repositório junto a instituição e do auto arquivamento das publicações, junto aos
docentes;
Citam a adoção de políticas formalmente constituídas para obrigação de depósito.
Além dessas características, ressalta-se alguns problemas que foram elencados por
Rodrigues et al. (2004, p.8):
as relacionadas com a propriedade intelectual e direitos de autor (copyright) dos
resultados da investigação e das publicações;
a adoção, promoção e envolvimento dos vários interessados, como sejam, as
próprias instituições, os produtores de investigação científica e as bibliotecas;
o controle de qualidade dos conteúdos dos repositórios e de que forma é que eles
poderão acrescentar valor à investigação como um todo e à sociedade em geral;
a forma como estes sistemas se devem enquadrar no sistema de comunicação
científica e acadêmica tradicional.

Os autores colocam como dificuldade observada durante a experiência:
998

�envolver esses atores nesse processo de construção.
4.2 RI FURG

Universidade Federal do Rio Grande

Do artigo de Corrêa et al. (2012), retirou-se a dificuldade encontrada e a solução
proposta:
dificuldade inicial da utilização de metadados de autores, devido às inconsistências
nas citações bibliográficas da Plataforma do Currículo Lattes, visto que a entrada
era conforme a escolha de cada autor. O artigo versa sobre a implantação do
catálogo de autoridades, utilizando-se o AACR2.

Os autores relatam que as
se restringem a uma única

et al., 2012);
Eles discutem a importância do catálogo decisório para a padronização dos mesmos
e nas considerações aborda a adoção do AACR2 como instrumento a ser
considerado para a implementação do Repositório Institucional.
4.2 RI-UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Santos e Silva (2014) versam sobre a experiência de criação do repositório da UFRB,
sendo as informações mais pertinentes listadas abaixo:
O software utilizado é o Dspace;
Pode-se observar, pelo relato de Santos e Silva (2014), que a divulgação e
marketing são fatores a serem desenvolvidos para mobilizar o envolvimento dos
autores das pesquisas, no caso o corpo docente, para o autoarquivamento, como
divulgação e marketing, no sentido de sensibilizar as comunidades internas, a fim
de obter apoio, principalmente do corpo docente, quanto ao sistema de auto-

999

�4.4 Repositório Institucional da Universidade Federal da Bahia
Deste artigo de Rosa, Meirelles e Palacios (2011), tem-se as seguintes informações:
O software utilizado para criação desse repositório é o DSPACE;
A proposta foi apresentada como uma das alternativas possíveis para minimizar o
uso de cópias de livros disponibilizando a produção da Editora para acesso livre;
a necessidade de uma política sobre repositório e outras medidas para o uso de
acesso livre à produção científica;
um elemento importante, desde o momento de implantação, é o apoio do Centro de
Processamento de Dados, além de uma presença técnica contínua;
a criação de um espaço piloto para o repositório da UFBA mostrou-se importante
para testar o sistema e identificar os possíveis problemas para buscar soluções
adequadas. No caso desta Universidade, eles utilizaram o material da Editora;
os autores citam um aspecto a ser levado em conta que é a observação das
experiências já consolidadas. A UFBA utilizou a Universidade do Minho como
experiência;
outro aspecto destacado é sobre o entendimento dos pesquisadores para a
importância do repositório, fato destacado por Rosa, Meirelles e Palacios (2011,
p.138):
a comunidade científica tem que estar ciente da importância de sua participação
nesse processo, que requer adesão, entendimento do processo e suas possibilidades
e, acima de tudo, motivação, entendendo que a visibilidade, a acessibilidade e o
impacto serão as principais razões para incentivar essa comunidade.

5 DISCUSSÃO
Foram relacionadas quatro experiências de construção de repositórios institucionais de
universidades federais, permitindo conhecer as práticas utilizadas nesse processo de
implementação: RepositoriUm (Universidade do Minho); RI FURG (Universidade Federal
do Rio Grande); RI-UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e Repositório
Institucional da Universidade Federal da Bahia.
É importante observar que para o Repositorium existem dois artigos, um na época de
sua construção e outro, após sete anos de sua construção, o que nos leva a analisar essa
evolução do repositório. Além disso, outros autores citam o primeiro artigo.
1000

�Dos resultados encontrados, podemos destacar sobre a necessidade observada e a
prática concretizada nas experiências analisadas nos RIs quanto ao envolvimento dos autores
e gestores, padronização de nomes de autores, política, apoio ao processamento de dados,
repositório piloto e observação de experiências já concretizadas, conforme apresentado no
Quadro 1.
Quadro 1

Experiências dos RIs: resultado quantitativo da pesquisa

EXPERIÊNCIAS
Envolvimento de
autores e gestores
no processo de
construção do
repositório
Necessidade de
padronização de
autores para o
repositório
Política de
repositório
Apoio do centro e
processamento de
dados
Espaço piloto para
testar o repositório
Observação de
experiências já
concretizadas

REPOSITORIUM
Necessidade
observada

Fonte: Dados da pesquisa (2017).

RI-FURG

RI-UFRB
RI-BAHIA
Necessidade Necessidade
observada
observada

Prática
concretizada
Necessidade
Observada
Necessidade
Observada
Prática
concretizada
Utilização
da
experiência do
repositorium

De acordo com os resultados, em três repositórios (REPOSITORIUM, RI-UFRB e RIBAHIA) foram destacados o envolvimento dos autores e gestores como uma necessidade
observada.
Quanto à necessidade de padronização de autores, somente no RI-FURG foi
observada, devido a dificuldade inicial da utilização de Metadados de autores, uma vez que
havia inconsistências nas citações bibliográficas da Plataforma do Currículo Lattes, pois a
entrada era conforme a escolha de cada autor. Por este motivo, para este repositório
realizaram a implantação do catálogo de autoridades, utilizando-se o AACR2.
A necessidade de uma política para o repositório foi relatado para o RI-BAHIA.

1001

�O apoio do Centro de Processamento de Dados, assim como uma consultoria contínua
foi a necessidade observada para o RI-BAHIA. Isso se deu pelo fato da implementação de um
repositório exigir todo um aparato tecnológico, assim como sua manutenção.
A necessidade de criação de um espaço de testes piloto foi também apresentada pelo
RI-BAHIA. Neste caso, foi o material da editora.
Por último, também o RI-BAHIA demonstra a importância de observar outras
experiências.
Portanto, dos repositórios investigados, observa-se que o RI-BAHIA atende quatro dos
cinco requisitos de experiências destacados nesta pesquisa, enquanto os demais repositórios,
Repositorium, RI-FURG e RI-UFRB, atenderam apenas um dos quatro critérios.
Dessa forma, destaca-se a necessidade de maior atenção para a construção e
implantação de repositórios institucionais, a fim de se obter as vantagens desses recursos
informacionais.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Basear-se nas experiências de outrem diminui os riscos de erros durante a estruturação
de repositórios, assim como possibilita a verificação de acertos que permitem um melhor
desempenho nas atividades desenvolvidas.
Neste trabalho verificou-se os aspectos críticos para um bom desempenho (por meio
dos artigos publicados) sobre os RIs de bibliotecas universitárias federais.
Conforme levantamento realizado, os aspectos observados neste estudo foram
referentes ao:
Envolvimento de autores e gestores no processo de construção do repositório.
Observou-se que três repositórios (Repositorium; RI-UFRB; RI-BAHIA) enfatizam
essa questão. Isso mostra a importância da união de forças entre pesquisadores (autores),
gestores institucionais e bibliotecários, pois as dificuldades que surgirem poderão ser melhor
solucionadas com o apoio e participação de todos, conforme apontado na literatura
retrospectiva:
Necessidades de padronização da nomenclatura de autores para o repositório.
Uma das dificuldades encontradas é relacionada a uniformização de autores;
Política de repositório;
Apoio do centro e processamento de dados da instituição.
1002

�Para criar um repositório é preciso aparato tecnológico que possibilite o
desenvolvimento do sistema. Por isso, é preciso que haja um setor interessado em dar suporte
a equipe de bibliotecários responsáveis pelo repositório.
Espaço piloto para testar o repositório;
Antes de disponibilizado para utilização é necessário fazer testes para verificar
possíveis erros que poderão ocorrer e assim evitar problemas futuros quando estiver
disponível. Uma das soluções encontradas por um dos repositórios, foi colocar o acervo da
editora para testes.
Observação de experiências já concretizadas.
O conhecimento obtido por meio da observação da prática de outros corrobora o que já
dissemos anteriormente: a diminuição de riscos e o melhor desempenho das atividades.
Dentre os desafios que podemos apontar encontram-se a capacidade dos gestores de
RIs em conseguir conquistar o compromisso institucional para a manutenção e ou ampliação
dos serviços ofertados pelos RIs.

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Brasil: estudo de Delfos. 177f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Programa
de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Faculdade de Ciência da Informação,
Universidade de Brasília, 2010.
SANTOS, Nadja Antonia Coelho dos; SILVA, Isaelce Santos. Repositório institucional: uma
inovação tecnológica para o sistema de bibliotecas da UFRB. In:SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18 2014, 16 a 21 nov. Anais... Belo Horizonte,
2014.
1004

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              <text>Reflete sobre a construção de repositórios institucionais de bibliotecas universitárias, por meio das experiências relatadas na literatura da Ciência da Informação observando os processos de construção de repositórios institucionais e reflete sobre o processo de construção de quatro repositórios analisados. Fundamentado na literatura da Ciência da Informação de autores que versam sobre as experiências na construção derepositórios. Foram relacionadas quatro experiências de construção de repositórios institucionais de universidades federais presentes em cinco artigos publicados que nos permite conhecer as práticas utilizadas nesse processo de implementação, onde destacam-se o envolvimento de autores e gestores no processo de construção do repositório; necessidade de padronização de autores para o repositório; política de repositório; apoio do centro e processamento de dados; espaço piloto para testar o repositório; observação de experiências já concretizadas. Outrossim, entre os repositórios observados, três deles tem como uma necessidade o envolvimento de autores e gestores no processo de construção do repositório. Conclui-se que basear-se nas experiências relatadas, diminui os riscos de erros e melhora o desempenho nas atividades desenvolvidas na construção de Repositórios Institucionais.</text>
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