<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5489" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5489?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-28T06:34:14-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4556">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/50/5489/SNBU2018_076.pdf</src>
      <authentication>115ebde4802d6e75c61ea4962a85a832</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="59305">
                  <text>ESTRATÉGIAS PARA INCREMENTAR A DISPONIBILIZAÇÃO DE
ARTIGOS DE PERIÓDICOS EM REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
STRATEGIES FOR INCREASING THE PROVISION OF JOURNAL ARTICLES IN
INSTITUTIONAL REPOSITORIES

Resumo: Este trabalho aborda as estratégias adotadas para incrementar a disponibilização de
artigos de periódicos em repositórios institucionais, enfocando as ações realizadas pela equipe
do Lume, repositório digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul para tal.
Apresenta uma breve abordagem sobre o papel dos repositórios institucionais na reformulação
e melhoria do processo de comunicação científica. Menciona, sucintamente, os desafios
enfrentados no povoamento dos repositórios, decorrentes das restrições impostas pela Lei de
Direitos Autorais vigente, e acerca do uso das licenças Creative Commons no que tange a
artigos de periódicos, bem como os recursos disponíveis para acesso às políticas das editoras e
às permissões concedidas para armazenamento e acesso aos artigos em repositórios
institucionais. Conclui que as iniciativas implementadas para o povoamento contínuo da
subcomunidade de artigos de periódicos no Lume têm se mostrado bastante eficazes, como
mostra o crescimento de depósitos, em mais de 14 mil artigos, entre 2010 e 2017, contribuindo
para proporcionar mais visibilidade à produção científica da UFRGS e para maximizar o seu
uso.
Palavras-chave: Repositórios institucionais. Artigos de periódicos. Acesso aberto.
Comunicação científica. Produção científica.
Abstract: This work addresses the strategies adopted in Lume (digital repository of Federal
University of Rio Grande do Sul - UFRGS) to increase the provision of journal articles in
institutional repositories. It briefly presents how institutional repositories contribute to the
improvement of the scientific communication process. It summarizes the challenges faced in
repositories population, due to the restrictions imposed by the current copyright law; the use
of Creative Commons license related to the journal articles; as well as the available resources
to find the publishing policies and authorizations for deposit and access of journal articles in
institutional repositories. It concludes that the adopted strategies to ongoing populating of
nity in Lume have been effective, leading to a growth of more than
979

�14 thousand items, between 2010 and 2017, allowing more visibility to scientific production
of UFRGS and maximizing its use.
Keywords: Institutional repositories. Journal articles. Open access. Scientific communication.
Scientific production.
1 Introdução
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através do Sistema de
Bibliotecas (SBUFRGS), vem trabalhando sistematicamente na coleta e registro da produção
intelectual (PI) do seu corpo docente e técnico-administrativo, ao longo de 28 anos, quando
foi implantada a automação nas 31 bibliotecas. Dentre os objetivos desta iniciativa destacamse o controle bibliográfico institucional e a divulgação da PI.
Em 2001, foi implementada a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS.
Com os avanços das tecnologias da informação e comunicação, o interesse e a necessidade de
ampliar a disponibilização e o acesso a outros tipos de publicações foi criado, em 2008, o
Lume, repositório institucional. Importante salientar que o Lume foi concebido como mais
uma ferramenta para ampliar a visibilidade e o acesso ao conteúdo da produção intelectual
institucional, com todas as vantagens proporcionadas pelos repositórios institucionais (RI),
uma vez que este trabalho já era realizado por meio do SABi, Sistema de Automação de
Bibliotecas.
Os repositórios surgiram na década de 1990, quando as revistas científicas eram o
principal meio de divulgação da produção científica de pesquisadores e universidades. Eles
podem, portanto, ser considerados como uma alternativa ou complemento à comunicação
científica tradicional, que se encontrava um pouco restrita e elitista devido aos altos custos de
publicação e aquisição por parte das bibliotecas e pesquisadores. (MARQUES; MAIO, 2007)
Em 2001, o Movimento pelo Acesso Aberto propôs duas estratégias para tornar as
publicações científicas acessíveis publicamente, via internet, sem qualquer custo e de forma
irrestrita, denominadas Via Verde e Via Dourada. A Via Verde é a do autoarquivamento,
consiste na disponibilização realizada pelos próprios autores de artigos científicos já
publicados ou aceitos para publicação, a partir da autorização expressa pelos editores. A Via
Dourada consiste na disponibilização de artigos publicados nos periódicos científicos
eletrônicos, cujo acesso aberto a seus conteúdos é garantido pelos próprios editores, no
momento da publicação.
980

�O número crescente de publicações disponíveis em acesso aberto na internet aumentou
as possibilidades de difusão e acesso à produção científica das universidades. A ampla
visibilidade proporcionada por esta exposição impulsiona a competitividade entre as
instituições, também de certa forma incentivada pelos rankings nacionais e internacionais das
universidades, que se utilizam de uma série de indicadores, dentre os quais a produção
científica institucional e a visibilidade da instituição na web.
O ritmo acelerado da produção de conhecimento preocupa as instituições e agências de
fomento. A ampla difusão evita gastos desnecessários com pesquisas repetitivas e possibilita
o uso dos resultados para acelerar os avanços da ciência. As universidades, institutos e centros
de pesquisa estão cada vez mais preocupados com isto e, em consequência, têm se
comprometido a implementar mecanismos para facilitar o acesso ao que está sendo
desenvolvido pelos seus pesquisadores.
Neste cenário, os RI desempenham um importante papel na reformulação e melhoria
do processo de comunicação científica, sobretudo ao incluírem também, artigos de periódicos
que, tradicionalmente, têm como finalidade primordial a divulgação dos resultados de
pesquisa para a comunidade científica e para a sociedade em geral.
Este trabalho apresenta as estratégias utilizadas para incrementar a disponibilização de
artigos de periódicos no Lume, com foco na metodologia adotada para povoamento desta
subcomunidade, que integra a comunidade Produção Científica. Está estruturado da seguinte
forma: a seção 2 aborda aspectos teóricos sobre comunicação científica; a seção 3 acerca de
direitos autorais e licenças de uso; a seção 4 trata sobre os artigos de periódicos no Lume e a
seção 5 traz as conclusões.
2 Comunicação científica
A grande quantidade de produção de conhecimento dentro das universidades faz com
que seja necessário, além da sua disseminação e uso, a sua preservação. De acordo com Leite
e Costa (2006) a comunicação científica demanda mecanismos que garantam a realização
efetiva de todos os processos relacionados com a produção até o uso do conhecimento
científico.
A rapidez com que a mudança científica e tecnológica é produzida atualmente tem
feito com que muitos dos resultados dos estudos publicados em canais formais de
comunicação estejam obsoletos quando são publicados. Em 2000, Campello assegurava que
981

�isto tem privilegiado o surgimento de novas formas de difusão do conhecimento científico,
principalmente graças aos meios de comunicação eletrônicos.
A mercantilização da informação pelas grandes editoras, para as quais os
pesquisadores entregam gratuitamente os resultados do seu trabalho, financiado com verbas
públicas das universidades ou das agências de fomento, para que retornem às universidades,
disponíveis a preços bastante elevados, levou ao surgimento do movimento em favor do
acesso aberto à informação. (SARMENTO et al., 2005)
Com a divulgação, as produções podem ser avaliadas por importantes indicadores que
considerem a quantidade e a qualidade da informação que o pesquisador comunica. No caso
dos pesquisadores acadêmicos, uma maneira de avaliar a produtividade é medindo a
quantidade de artigos de periódicos que publicam e uma forma de avaliar a qualidade da
produção científica consiste em determinar o grau de interesse que os outros têm pela
pesquisa. Esta última, mediante o número de citações que um trabalho recebe. A importância
de uma publicação é determinada por ser altamente citada durante um longo período de
tempo. Para que isto ocorra, devem estar associadas algumas características, como a
novidade da pesquisa, inserida em um campo em constante mudança, a absorção de conceitos
mais ou menos rápida e desenvolvimentos importantes. Podemos adicionar a tendência de
aumento nas citações de publicações em acesso aberto, livre de quaisquer restrições de acesso
e uso.
Os periódicos científicos, considerados canais formais de comunicação, têm sido o
principal meio utilizado pelos autores para a divulgação dos resultados parciais ou finais de
pesquisa. Esta preferência está relacionada ao prestígio que, historicamente, este tipo de
publicação proporciona à comunidade científica e a escolha desta opção depende, em grande
parte, da visibilidade alcançada a partir da publicação de um artigo em periódico.
Segundo Biojone (2001),
O periódico científico pode ser visto, portanto, como o canal formal utilizado no
processo de comunicação científica e os artigos científicos, neles inseridos, como a
forma definitiva de publicação dos resultados de pesquisa, que serão lidos e citados
pela comunidade científica. Para que esse processo de citação ocorra, os
pesquisadores procuram divulgar seus trabalhos em periódicos específicos de sua
área e também naqueles que gozam de prestígio internacional. Esses periódicos são
os que publicam artigos considerados de alta qualidade, realizados por
pesquisadores altamente qualificados, além de serem veículos que, normalmente, já
existem há um período de tempo determinado, que publica com pontualidade e de
peer review
dos
por pesquisadores de renome, citados frequentemente no meio acadêmico.
(BIOJONE, 2001, p.16)

982

�3 Direitos autorais e licenças de uso
O direito autoral constitui-se numa evidente dificuldade no processo de povoamento
dos RI.
A legislação que rege o direito autoral no país, Lei nº 9.610, de 19.02.1998, é clara
quanto ao direito exclusivo do autor de utilizar, usufruir e dispor da obra literária, artística ou
científica e depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
quaisquer modalidades. Desde 2007, passou a ser discutida a reforma da Lei de Direitos
Autorais, muito defasada em relação aos avanços proporcionados pelas novas tecnologias da
informação e comunicação. Uma vez aprovada, a reforma possivelmente trará benefícios para
a criação e povoamento dos RI.
A Lei do Direito Autoral vigente caracteriza-se por dois tipos de direitos: os direitos
morais, que não são transferidos nem expiram, e os direitos patrimoniais, designados direitos
de exploração ou econômicos, que podem ser transferidos e têm uma validade de 70 anos
após a morte do autor.
No caso específico dos artigos de periódicos, objeto deste trabalho, os direitos autorais
representam, sem dúvida, um dos grandes desafios a serem vencidos para o povoamento dos
repositórios.
Os periódicos não publicados em acesso aberto, normalmente, detêm os direitos
patrimoniais dos artigos, ou seja, o autor transfere a exclusividade de publicação para o
periódico. Por esta razão é necessário que os gestores de RI se utilizem dos serviços que
reúnem e difundem as políticas das editoras e as permissões concedidas para armazenamento
e acesso aos artigos por meio dos repositórios digitais, para que as instituições não o façam
indevidamente, contrariando a legislação. Neste sentido, são disponibilizados alguns serviços,
tais como: Diadorim, que inclui revistas brasileiras; SHERPA/RoMEO, que inclui revistas
européias, canadenses, norte americanas e australianas; Dulcinea, para revistas espanholas, e
Blimunda, para as portuguesas. Além destes, há os serviços destinados aos autores para
publicação de artigos em acesso aberto como, por exemplo, SciELO; BioMed Central (BMC),
Public Library of Science (PLOS) e PubMed Central (PMC).
Os RI contribuem muito no sentido de zelar pelos direitos autorais, uma vez que, ao
proporcionarem ampla visibilidade à publicação de um autor, diminuem as chances do
mesmo ter seus direitos lesados.

983

�Há, ainda, as licenças Creative Commons (CC), que permitem socializar o
conhecimento sem tirar o direito do autor. São reconhecidas pelo marco jurídico do Direito
Autoral que regula o uso, impedindo a alteração e a comercialização do original. Respeitadas
as condições da licença utilizada na publicação, as pessoas que fazem uso da mesma ou a
redistribuem estão protegidas de quaisquer preocupações acerca de violação de direitos
autorais.
4 Artigos de periódicos no Lume
Os artigos de periódicos passaram a ser disponibilizados no Lume a partir de abril de
2010 e estão classificados como uma subcomunidade, dentro da comunidade Produção
Científica. Inclui artigos publicados em periódicos nacionais e estrangeiros de autoria e/ou
coautoria de docentes ou técnicos administrativos da UFRGS, organizados pelas grandes áreas
do conhecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq).
A estratégia adotada, inicialmente, com a finalidade de povoar esta subcomunidade
consistiu em enviar correspondência, por e-mail, a 557 editores de periódicos da coleção
SciELO e a 68 editores de periódicos editados na UFRGS solicitando autorização para
disponibilizar os artigos que eram produção intelectual da Universidade no Lume. Na época,
verificou-se certa resistência, por parte dos editores, em manifestar esta permissão, porém
com o passar do tempo e evidenciando-se os benefícios e visibilidade alcançada pelos
repositórios institucionais, esta barreira foi sendo vencida. Também, a utilização das licenças
CC agilizou a verificação das permissões de uso atribuída aos periódicos científicos
disponíveis no SciELO.
A partir da autorização dos editores e da verificação das licenças CC iniciou-se o
processo de identificação dos artigos disponíveis no SciELO e registrados como Produção
Intelectual (PI) na base SABi. A estratégia de busca utilizada, na base de dados virtual Artigos
de periódicos, pretendia identificar os artigos de periódico que são PI da UFRGS, que
possuíam link para o SciELO e que ainda não continham link para o Lume. A estratégia de
busca foi construída da seguinte maneira: (wpi=prod and wur=scielo) not wur=nrb. O Quadro
1 descreve os detalhes da busca realizada.

984

�Quadro 1 - Índices de busca para recuperação de artigos de periódicos na base SABi, com link para o
SciELO e sem link para o Lume
Índice de busca
Função
wpi
Recupera palavras do campo Produção intelectual, preenchido automaticamente pelo
- Classificação por áreas
de conhecimento do CNPq e 909 - Produção intelectual da instituição.
wur
Recupera palavras do campo 856 Localização eletrônica, neste caso específico, que
contenha na url de acesso ao documento eletrôni
que não
descartar aqueles registros bibliográficos nos quais já
foi incluído o endereço eletrônico do Lume.
Fonte: Formato SABi, baseado no Formato MARC 21, adotado pelo SBUFRGS para registro bibliográfico

O resultado da busca gerou um arquivo .txt, com os registros em formato de referência
bibliográfica, onde era possível identificar o número de sistema para abrir o registro no
catálogo das bibliotecas, disponível na web, acessar o link do SciELO, salvar o arquivo em
Portable Document Format - PDF, a fim de que o texto seja visualizado exatamente como
publicado na forma impressa ou mesmo eletrônica, e incluir outro campo 856 - Localização
eletrônica para acesso no Lume. O referido campo faz parte do formato adotado para
descrição bibliográfica do acervo do Sistema de Bibliotecas da UFRGS, definido com base no
Formato MARC 21, e implementado no sistema Aleph 500, utilizado para automação das
rotinas e serviços das bibliotecas.
Além da inclusão do link para o Lume, foram acrescentados, nos registros
bibliográficos, o título do artigo, o resumo e as palavras-chave atribuídas pelo autor nos
demais idiomas disponíveis na publicação, exceto aquelas em português pois, neste caso, o
bibliotecário responsável pela descrição temática o faz mediante o uso de vocabulário
controlado adotado pela biblioteca, conforme a área do conhecimento. Quando o artigo está
publicado também em outro idioma, o link foi incluído numa outra ocorrência do campo 856,
disponibilizando ao usuário todas as versões do documento. Estas versões são identificadas
para facilitar o acesso do usuário da seguinte forma: Texto completo, para aqueles que estão
em português, Texto completo (espanhol), Texto completo (inglês), entre outras. Esta
iniciativa representa uma das ações que visam à internacionalização do Lume, ampliando as
possibilidades de acesso ao seu conteúdo por pesquisadores de outros países.
A metodologia mostrou-se bastante satisfatória para incrementar o povoamento da
subcomunidade Artigos de Periódicos. Assim sendo, a estratégia de busca vem sendo
reproduzida com uma frequência trimestral, a fim de manter o Lume atualizado com os artigos
em acesso aberto, tanto da coleção SciELO como dos periódicos editados pela UFRGS. A
Figura 1 mostra o crescimento anual desta subcomunidade.

985

�Figura 1 - Número de artigos de periódicos incluídos no Lume, 2010-2017

Fonte: Lume, jan. 2018.

Passados oito anos e diante do acréscimo observado acima pode-se afirmar que a
estratégia adotada foi um sucesso. O fluxo contínuo de envio de arquivos, por parte das
bibliotecas, tem permitido que a coleção de artigos, de cada uma das áreas do conhecimento,
cresça de forma sistemática e sustentável, como ilustra a Figura 2.
Figura 2 - Número de artigos de periódicos no Lume, por área do conhecimento, 2010-2017

Fonte: Lume, jan. 2018.

Concomitantemente ao aumento da quantidade de artigos de periódicos, verificou-se o
crescimento das estatísticas de acessos e downloads, como ilustra a Figura 3.
986

�Figura 3 - Estatísticas de acessos e downloads de artigos de periódicos no Lume, 2010-2017

Fonte: Lume, jan. 2018.

Os acessos ao conteúdo do Lume são registrados sempre que o usuário navega pelo
repositório, mas os downloads não provêm necessariamente do acesso ao site. Em muitos
casos, acontecem por meio de provedores de serviços dedicados à coleta automática de
metadados de repositórios digitais que adotam o padrão de arquivos abertos. Porém, a maioria
dos acessos é realizada a partir de mecanismos de busca na internet como, por exemplo, o
Google. Isso explica o aumento do número de downloads ser maior que o de acessos em
alguns anos.
Os cinco países que mais efetuaram downloads foram: Brasil, China, Estados Unidos,
Alemanha e Portugal, Estes foram, também, os países que mais acessaram artigos de
periódicos, porém com uma mudança na ordem, ou seja, os Estados Unidos em segundo lugar
e a China em terceiro.
Em 2013, enfrentou-se o desafio de incluir os artigos de periódicos de PI disponíveis
no Portal de Periódicos CAPES. Foi proposta aos profissionais do SBUFRGS uma estratégia
para identificar os direitos e licença de uso manifestada pelos editores permitindo ou não e em
que condições, a disponibilização de artigos de periódicos em repositórios institucionais. A
solução encontrada foi treinar e orientar os bibliotecários responsáveis pelo registro da PI
publicada em artigos de periódicos no SABi acerca dos recursos disponíveis para identificar as
políticas estabelecidas pelas editoras dos periódicos.
Após o treinamento dos profissionais, no qual foram abordados tópicos referentes a
direitos autorais, licenças CC, sistema de cores que categorizam as políticas editoriais segundo
987

�a permissão de armazenamento dos artigos em RI, e a apresentação dos serviços que reúnem e
difundem as políticas das editoras, as bibliotecas começaram a verificar as permissões no
momento do registro do artigo na base SABi e, quando permitida a sua disponibilização em
RI, recuperavam o texto completo do artigo e encaminhavam para inclusão no Lume. Várias
bibliotecas também iniciaram o processo de digitalização e disponibilização dos artigos de PI
do acervo retrospectivo, propiciando maior visibilidade, não somente aos artigos novos,
publicados originalmente em meio eletrônico, bem como à imensa e valiosa coleção de artigos
de periódicos disponíveis apenas na forma impressa nos seus acervos.
5 Conclusões
Os RI têm se dedicado a tornar o acesso aberto uma realidade. Os dados de inclusão de
artigos de periódicos, no Lume, confirmam uma mudança na qual pode ser observada a
cultura de acesso menos restritivo à literatura científica. No entanto, há muito por fazer
quando se trata de acesso aberto à literatura científica para promover de forma mais eficiente e
eficaz e divulgar mais amplamente o vasto volume de informação científica produzido, com a
finalidade de desenvolvimento da ciência e progresso da humanidade.
A democratização do conhecimento faz parte do processo de desenvolvimento social e
democratizá-lo significa torná-lo disponível para todos. Apesar do aumento significativo no
acesso à informação, ainda são impostas inúmeras barreiras pelos editores comerciais, órgãos
de fomento e pelas próprias universidades e institutos de pesquisa, que privilegiam a
publicação em periódicos de acesso restrito, para os quais é atribuído maior prestígio. As
ações realizadas decorrem da necessidade do compartilhamento da produção pela comunidade
científica, com vistas à socialização do conhecimento.
As estratégias adotadas para ampliar a disponibilização de artigos de periódicos no
Lume têm se mostrado bastante eficazes e, sem dúvida, têm contribuído para proporcionar
mais visibilidade à produção científica da UFRGS, maximizando o seu uso.
Referências
BIOJONE, M. R. Forma e função dos periódicos científicos na comunicação da ciência.
2001. 107 f. Dissertação (Mestrado) Ciências da Informação e Documentação. Universidade
de São Paulo, São Paulo, 2001.

988

�CAMPELO, B. S. Pesquisas em andamento. In: FONTES de informação para
pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: UFMG, 2000. p. 49-54.
LEITE, F. C. L.; COSTA, S. M. S. Repositórios institucionais como ferramentas de gestão do
conhecimento científico no ambiente acadêmico. Perspectivas em ciência da informação,
Belo Horizonte, v. 11, n. 2, maio/ago. 2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/pci/v11n2/v11n2a05.pdf&gt;. Acesso em: 27 dez. 2017.
MARQUES, A. M. N.; MAIO, S. R. S. Repositórios institucionais. 2007. Disponível em:
&lt;https://pt.scribd.com/document/159833744/Artigo-Repositorios-Institucionais#scribd&gt;.
Acesso em: 28 dez. 2017.
SARMENTO, F. et al. Algumas considerações sobre as principais declarações que
suportam o movimento Acesso Livre. 2005. Trabalho apresentado no 9º World Congress
on Health Information and Libraries, Salvador, 2005. Disponível em:
&lt;http://hdl.handle.net/1822/4282&gt;. Acesso em: 8 jan. 2018.

989

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="50">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51405">
                <text>SNBU - Edição: 20 - Ano: 2018 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51406">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51407">
                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51408">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51409">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51410">
                <text>2018</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51411">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51412">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51413">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="59279">
              <text>Estratégias para incrementar a disponibilização de artigos de periódicos em repositórios institucionais.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="59280">
              <text>Pavão, Caterina; Costa, Janise Silva Borges da; Horowitz, Zaida; Ferreira, Manuela Klanovicz; Behr, André</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="59281">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="59282">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="59283">
              <text>2018</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="59285">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="59286">
              <text>Este trabalho aborda as estratégias adotadas para incrementar a disponibilização de artigos de periódicos em repositórios institucionais, enfocando as ações realizadas pela equipe do Lume, repositório digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul para tal. Apresenta uma breve abordagem sobre o papel dos repositórios institucionais na reformulação e melhoria do processo de comunicação científica. Menciona, sucintamente, os desafios  enfrentados no povoamento dos repositórios, decorrentes das restrições impostas pela Lei de Direitos Autorais vigente, e acerca do uso das licenças Creative Commons no que tange a artigos de periódicos, bem como os recursos disponíveis para acesso às políticas das editoras e às permissões concedidas para armazenamento e acesso aos artigos em repositórios institucionais. Conclui que as iniciativas implementadas para o povoamento contínuo da subcomunidade de artigos de periódicos no Lume têm se mostrado bastante eficazes, como mostra o crescimento de depósitos, em mais de 14 mil artigos, entre 2010 e 2017, contribuindo para proporcionar mais visibilidade à produção científica da UFRGS e para maximizar o seu uso.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68991">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
