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                  <text>REDES DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: UM ESTUDO DE CASO NA
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA
EDUCATION OF NETWORKS OF UNIVERSITY LIBRARIES: A CASE STUDY IN
THE FEDERAL RURAL UNIVERSITY OF AMAZONIA)

Resumo: As bibliotecas procuram, cada vez mais, novas formas de disponibilizar o seu
acervo e dinamizar os serviços e produtos, buscando trabalhar de maneira cooperativa com
outras unidades de informação. O presente trabalho tem como objetivo mostrar o processo de
formação da Rede de Bibliotecas da Universidade Federal Rural da Amazônia, visando
melhorar os processos de gestão e acesso a informação. Foi realizado um estudo de caso na
instituição, por meio da descrição dos encontros de bibliotecários. A coleta de dados foi
realizada através do registro documental dos materiais gerados nestas reuniões. Considera-se
pontos importantes para a fundamentação teórica, os conceitos de rede, cooperativas de
bibliotecas, os fatores de sucesso e fracasso e cita-se alguns exemplos de consócios, sistemas
e redes de bibliotecas no Brasil. Entende-se com este estudo que as bibliotecas universitárias,
necessitam trabalhar de forma integrada como é o caso da instituição em questão, objeto deste
estudo. No que se refere aos resultados foi possível observar também que a formação das
redes permitiu o compartilhamento da informação em escala maior alcançando assim a
comunidade interna e externa e o estudo de caso demonstrou a importância do trabalho
participativo, sendo as tomadas de decisões igualmente democráticas.
Palavras-chave: Redes de bibliotecas. Trabalho cooperativo. Bibliotecas universitárias.
Abstract: Libraries increasingly seek new ways of making their collections available and
invigorating services and products, seeking to work cooperatively with other information
units. The present work aims to show the process of formation of the Libraries Network of the
Federal Rural University of Amazonia, aiming to improve the processes of management and
access to information. A case study was carried out at the institution, through the description
of the librarian meetings. The data collection was done through the documentary record of the
materials generated in these meetings. It is considered important points for the theoretical
foundation, network concepts, library cooperatives, success and failure factors, and some
935

�examples of partnerships, systems and networks of libraries in Brazil. It is understood with
this study that the university libraries, need to work in an integrated way as is the case of the
institution in question, object of this study. Regarding the results, it was also possible to
observe that the formation of networks allowed the sharing of information on a larger scale,
thus reaching the internal and external community, and the case study demonstrated the
importance of participatory work, and decision making is equally democratic.
Keywords: Library networks. Cooperative work. University libraries.

1 INTRODUÇÃO

As redes de bibliotecas proporcionam o compartilhamento de informações,
desenvolvimento de padrões comuns entre as unidades participantes, intercâmbio entre
bibliotecas e dentre outros serviços informacionais que visam atender de modo eficiente às
necessidades de informação da comunidade de usuários na qual está inserida. Isso foi possível
também com a evolução das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), as quais
ajudam a oferecer serviços de informação de qualidade, pois trouxeram com elas novas
ferramentas para a melhoria nos serviços dos sistemas de biblioteca. Com a complexidade do
ambiente informacional as unidades de informação em rede, passaram a ser orientadas quanto
aos novos cenários tecnológicos (CARVALHO, 2016).
As Bibliotecas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) estão sendo
integradas a rede de bibliotecas universitárias, em busca de vantagens para instituição e seus
pesquisadores, com a oferta de serviços e produtos que contribuem para o ensino, pesquisa e
extensão. Para alcançar tal finalidade, foram planejados encontros de bibliotecários de todos
os campi da UFRA, que através do trabalho de estudo em grupos se planejava o
funcionamento desta rede, bem como, previa problemas como: custos, registros duplicados,
falta de pessoal qualificado, entre outros.
Para discussão do assunto, este trabalho se estruturou com a revisão de literatura sobre
o tema redes de bibliotecas, os fatores de sucessos e fracasso mostrados pelos autores. Foram
destacados, igualmente, alguns casos brasileiros de formação de redes de bibliotecas para
ilustrar os benefícios do trabalho cooperativo. Na metodologia foi feito um estudo de caso
sobre a experiência do processo de criação da Rede de Bibliotecas da UFRA
(REDETECA/UFRA), identificando os principais objetivos e a metodologia para formação da
rede. O método foi qualitativo e a pesquisa documental, com materiais resultantes dos
936

�encontros, que reuniram os bibliotecários da instituição. Portanto, serão descritos os
resultados obtidos nesse processo para a criação da REDETECA/UFRA e a importância desta
para a comunidade acadêmica.
2 REVISÃO DE LITERATURA
Um dos
entende-se por rede de bibliotecas quando mais de uma unidade de informação, mesmo
afastadas entre si, estão interligadas com objetivos semelhantes, as quais trocam ideias e
informações, visando sempre melhorias nos serviços prestados aos usuários. Conforme a
American Library Association (1983, p. 82 apud CARVALHO, 2016, p. 177) tem-se uma
rede de bibliotecas quando:
Duas ou mais bibliotecas e/ou outras organizações aderem a um padrão comum de
troca de informações, por intermédio de ferramentas de comunicação, com algum
propósito funcional. Uma rede normalmente consiste de um arranjo formal, no qual,
materiais, informações e serviços, fornecidos por uma variedade de tipos de
bibliotecas e/ou organizações são colocados à disposição de todos os usuários
potenciais.

No fragmento citado, vemos a importância de as bibliotecas participantes das redes
terem um mesmo padrão de linguagem entre elas, ou seja, uma linguagem comum, justamente

Brown
interligação de bibliotecas independentes que usam ou constroem uma base de dados comum
[...] vendem serviços ou produtos ou têm membros em muitos estados ou regiões, e desejam
formar pro
Cunha e Cavalcanti (2008, p. 309) consideram como rede bibliotecária:
um grupo de bibliotecas, criado formal ou informalmente, que tem por objetivo
realizar atividades cooperativas com o objetivo de mostrar o conteúdo de um grande
número de bibliotecas ou de um grande número de publicações, principalmente por
meio do acesso a bases de dados catalográficos, com emprego de interfaces de
catálogos em linha de acesso público.

Ou seja, tratam-se da junção de aspectos de redes de bibliotecas, redes bibliográficas e
redes de informação, isto é, trata-se da reunião de todas estas sob essa referida denominação.
937

�A Code of Federal Regulations chama de redes de bibliotecas, o consórcio destas,
conceituando-a como:
Qualquer associação de cooperação local, regional, ou nacional de bibliotecas que
provê uma coordenação sistemática e eficaz dos recursos de bibliotecas escolares,
públicas, acadêmicas, especializadas e centros de informação, para melhorar os
serviços aos usuários prestados por estas bibliotecas (ESTADOS UNIDOS, 2011, p.
134).

Sintetizando os conceitos, se pode dizer que as redes de bibliotecas são organizações
sem fins lucrativos que disponibilizam serviços de automação, processamento técnico,
serviços administrativos e compra de material bibliográfico e de consumo para um grupo de
bibliotecas integrantes.
2.1 Fatores de sucesso e fracasso do trabalho em rede
Para a garantia do sucesso do trabalho em rede alguns fatores são necessários, tais
como: compartilhamento de dados, padrões comuns de linguagem de comunicação,
intercâmbio entre unidades de informação, catalogação cooperativa, redução de custos, acesso
compartilhado a conteúdos eletrônicos (revistas e bases de dados), serviços de informação e
referência virtual, acesso a catálogos virtuais e a Centro de Recursos de Aprendizagem,
educação continuada para bibliotecários entre outros (CARVALHO, 2016).
Entre os fatores mais estudados no sucesso das redes de bibliotecas estão o trabalho
cooperativo, o qual Aragon (2017, p. 41) destaca alguns benefícios:
(...) as redes de cooperação entre bibliotecas podem ser vistas como um recurso para
a busca da condição competitiva de baixo custo com maior acesso à informação e ao
conhecimento. Elas também abrem espaço para um conjunto de benefícios como:
aumento de barganha na aquisição de recursos informacionais; maior capacidade de
aprendizado; maiores possibilidades de inovação; redução de custos com o
desenvolvimento de ações conjuntas e otimização do serviço técnico.

A economia de tempo e recursos são os benefícios mais citados pelos autores no
trabalho cooperativo em rede. Um exemplo disso é a catalogação cooperativa de materiais
como aponta Balby (1995, p. 30):
Uma biblioteca jamais deveria catalogar novamente um material que já foi
catalogado por outra biblioteca, para cada material que chega à mesa do catalogador,
é necessário saber antes se alguém, em algum lugar do país ou do mundo já o
catalogou; se o material já tiver sido catalogado, todos os esforços devem ser
enviados para se ter acesso a essa informação e aproveitá-la.

938

�Portanto, a catalogação cooperativa permite otimizar o tempo do bibliotecário para
desempenhar outros papéis, além do trabalho de catalogador. Pois, existem outras atribuições
que este profissional precisa desenvolver dentro das bibliotecas.
Quanto aos fatores de fracasso nas redes de bibliotecas estão: falta de planejamento,
individualismo, competição entre instituições acadêmicas, recursos orçamentários, falta de
pessoal, ausência de apoio da administração superior, falta de linguagem padronizada entre a
rede, não formalização da rede, o descumprimento pela rede das obrigações colocadas pelo
grupo, gerando diminuição no ritmo de trabalho e desmotivação; e o efeito camaradagem por
parte da rede aos participantes que descumprem suas obrigações (BROWN, 1998;
CARVALHO, 2016).
Sendo assim, fazendo um comparativo entre os pontos de sucesso e fracasso, observase que há mais benefícios, que malefícios na criação de rede de bibliotecas, mesmo assim
quase todos são passíveis de ser revertidos, uma vez que são de ordem organizativa e
comportamental.
2.2 Alguns casos brasileiros de formação de redes de bibliotecas
A formação de rede de bibliotecas objetiva interligarem as instituições entre si construindo uma
base dos dados em comum, a fim de promover a utilização de seus serviços e produtos de forma
cooperativada. No Brasil muitas bibliotecas integram a rede CALCO.
A integração das bibliotecas por meio da rede CALCO contribuiu para o crescimento da base de
dados central reunindo registros bibliográficos de diferentes bibliotecas formando-se um
catálogo cooperativado do qual todas podem usufruir. O projeto CALCO foi proposto por
Barbosa (1978) e tem por objetivos:
Elaborar um catálogo que arrole a maior parte da produção bibliográfica atual
servindo de instrumento para a pesquisa nos pontos mais distantes do país;
Obter bibliografias especializadas;
Fazer a permuta de informações no Brasil e fora do país;
Obter catálogos coletivos especializados;
Padronizar normas de catalogação e cabeçalhos de assuntos;
Acelerar a duplicação de fichas; e
Economizar tempo e mão-de-obra para bibliotecas que possuem as mesmas obras.
(BARBOSA, 1978, p. 223).
939

�O CALCO passou por algumas modificações e no ano de1980 passou a ser operacional já sob a
denominação de rede Bibliodata/CALCO que é uma rede cooperativa de bibliotecas brasileiras,
coordenada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). As bibliotecas participantes possuem seus
acervos compartilhados. Isso proporciona a catalogação cooperativa e o compartilhamento de
produtos e serviços, desfrutam também dos benefícios na divulgação dos acervos de suas
instituições e redução dos custos.
O sistema de biblioteca da Universidade de São Paulo (SIBI\UPS) é outro exemplo de trabalho
cooperativo entre unidades de informação no ambiente universitário. Criado na década de 1980,
desde o início preocupava-se com a melhoria de qualidade nos serviços e produtos
pode-se dizer que o Sistema de
Bibliotecas da USP apresentou um progressivo incremento de ações relacionadas com o
CARVALHO, 2011, p. 141).
Outro destaque é o consorcio do Conselho de reitores das Universidades Estaduais de São Paulo
(CRUESP), as quais fazem parte: a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual
de São Paulo (UNESP) e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), esta é uma de
rede de informação bibliográfica (Cruesp-Bibliotecas), que iniciou suas atividades em 1999
como grupo de estudos que objetivava a integração dos sistemas das entidades participantes,
trabalha de modo compartilhado disponibilizando seu catálogo em uma única plataforma que
possibilita a consulta simultaneamente (ARAÚJO, 2012). Destaca-se de mais interessante nesta
rede o serviço que disponibiliza e-books cuja coleção contempla diferentes ramos do ensino e
pesquisa das instituições envolvidas.
A rede de biblioteca e centro de informação em arte (REDARTE), localizada no Estado do Rio
de Janeiro, iniciou o seu trabalho de colaboração no final de 1995. Dela faz parte, ao todo, 34
unidades de informação participantes tanto do poder público, privado e de economia mista,
além de sócios colaboradores da rede. No que se refere às finalidades da REDARTE pode-se
destacar as seguintes: promover ao público o acesso à informação sobre arte; informar aos
usuários quais instituições que integram a rede; oferecer serviços e produtos sobre arte;
promover a troca de experiências profissionais entre as instituições integrantes da rede, entre
outras (OLIVEIRA; CIANCONI, 2013).
As Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro (CBIES/RJ) é
outro caso de compartilhamento entre unidades de informação. O trabalho cooperativo iniciou
com a bibliotecária Maria José Gomes Monteiro Vianna a qual participou de um evento de
940

�bibliotecários nos Estados Unidos no ano de 1998. Na oportunidade ela conheceu o trabalho dos
consócios entre bibliotecas e procurou apoio no Brasil com a Universidade Veiga de Almeida
(UVA), para implantar esta ideia. Foram feitos encontros do CBIES/RJ com a finalidade de
implantar o sistema integrado de maneira eficiente e organizado. Convém citar algumas razões
que fizeram as bibliotecas tornarem-se membros do (CBIES/RJ), tais como: aperfeiçoamento
profissional, ampliação do acervo, comutação de artigos de revistas científicas, entre outras
(ARAGON, 2017).
Destacou-se nesta pesquisa, apenas cinco exemplos de consócios, sistemas e redes de
bibliotecas no Brasil (Bibliodata/CALCO, SIBI\UPS, REDARTE, CRUESP, CBIES/RJ), mas
além destes, existem no país várias outras experiências, bem-sucedidas, de trabalho em rede.
Por isso tudo, a formação de redes é primordial para às instituições que primam por qualidade e

(SOUZA; ORTEGA, 2014, p. 5).
3 METODOLOGIA
Inicialmente, foi feita uma pesquisa bibliográfica sobre a conceituação de rede de
bibliotecas, os benefícios que o trabalho cooperativo entre bibliotecas proporciona e também
sobre alguns casos brasileiros relevantes de formação de rede de bibliotecas. O intuito foi
compreender teoricamente a temática abordada. Segundo Marconi e Lakatos (2003, p. 183)
afia já tornada pública em relação ao tema de
estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias,
A pesquisa se caracteriza como um estudo de caso, pois mostra o processo de criação
da rede de bibliotecas da UFRA (REDETECA). Fonseca (2002 apud GERHARDT;
estudo de uma entidade bem definida como um programa, uma instituição, um sistema
educativo, u
O método utilizado foi o qualitativo, pois se realizou uma análise sobre a formação da rede de
mas, sim, com o aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização,
941

�Como ação do planejamento da Biblioteca central da UFRA estava a criação da Rede de
Bibliotecas. Para organizar as atividades foi criada uma comissão interna que estabeleceu uma
agenda de encontros de todos os Bibliotecários de todos os campi da UFRA, para isso elaborou
uma metodologia inicial para dar andamento a ação. Como definição inicial, a comissão
estabeleceu que o sistema seria criado de forma participativa, sendo realizados encontros para
efetivar tal ação.
Os Encontros para a criação da REDETECA foram realizados da seguinte forma:
1º Encontro:
Apresentação de sistemas de bibliotecas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e
Universidade do Estado do Pará (UEPA);
Criação de grupos de trabalho;
Definição do tipo de sistema de bibliotecas.
2º Encontro:
Formação de grupos de trabalho;
Pesquisa sobre a estrutura de organograma para as bibliotecas;
Desenho para proposta de organograma;
Apresentação das propostas;
Exposição e escolha da estrutura mais adequada para o sistema;
Organograma do sistema.
3º Encontro:
Definiram-se as divisões do organograma proposto no 2º encontro;
Organizaram-se as seções das divisões do organograma;
Definiram-se as competências dos setores da Rede de Bibliotecas da UFRA.
4º Encontro:
Definiram-se cargos necessários e quantitativo de pessoal para atuar em cada divisão e
suas seções;
Elaborou-se a proposta de regimento da Rede de Bibliotecas da UFRA;
Abertura e acompanhamento do processo para aprovação do Regimento.

4 RESULTADOS
942

�Nos seus 65 anos de existência, os quais começaram com a Escola de Agronomia da Amazônia
(EAA), depois Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e atualmente sendo a
Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), ela é considerada referência no ensino em
Ciências Agrárias tanto no âmbito regional, no norte do país, como em âmbito nacional
(SANTOS; BARROS, 2017).
Este foi um estudo de caso, tendo com objeto as atividades realizadas na UFRA e também
relatar como foi à experiência do processo de formação da rede de bibliotecas da UFRA
denominada REDETECA/UFRA.
Em relação às bibliotecas da UFRA convêm citar que a universidade possui seis unidades de
informação localizadas em pontos diferentes, tanto na capital (Belém), como nos campi fora de
sede nos municípios de Capitão Poço, Capanema, Parauapebas, Paragominas e Tomé-Açu.
Para a formação da rede foram realizados encontros com todos bibliotecários com a finalidade
de planejar o processo para a criação do sistema. Todas as reuniões foram desenvolvidas, no
auditório da Biblioteca da UFRA Belém.
É de fundamental importância citar os objetivos desses encontros:
Discutir a construção do sistema de bibliotecas da UFRA (Belém e campi fora de
sede);
Criar condições para um funcionamento sistêmico e integrado da gestão dos seus
acervos e das atividades desenvolvidas;
Contribuir para o alcance da missão institucional de apoio ao ensino, pesquisa e
extensão.
O primeiro encontro de bibliotecários da UFRA foi realizado no dia 29 de abril de 2016, tendo
-se
conhecer alguns exemplos de sistemas de bibliotecas universitárias e a importância do trabalho
em rede nas universidades.
Para a primeira atividade foi convidado o Pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento
Institucional para fazer uma apresentação do ambiente institucional para que todos tivessem
conhecimento da estrutura na qual o sistema seria inserido, uma vez que havia bibliotecários
novos no quadro funcional da UFRA.
Foram convidadas também as bibliotecárias das instituições: Universidade do Estado do Pará
(UEPA) e Universidade Federal do Pará (UFPA), as quais relataram suas experiências com seus

943

�sistemas, destacando suas experiências nas bibliotecas onde atuam e respondendo às indagações
a seguir propostas pela comissão organizadora:
Qual a metodologia utilizada na criação do Sistema da instituição?
Como foi criado o Sistema de Bibliotecas da instituição?
Quais documentos nortearam a criação do Sistema (leis, portarias etc)?
Qual o tipo de Sistema de Bibliotecas da Instituição (centralizado ou descentralizado
etc)?
Em seguida dividiram-se os grupos de trabalho entre os bibliotecários da UFRA, tendo como
objetivo determinar um modelo de sistema de biblioteca para a universidade. Neste sentido,
ficou definido que o sistema seria do tipo:
Misto, isto é, alguns serviços serão descentralizados e outros centralizados;
Estaria vinculada a Reitoria;
Teria um órgão colegiado consultivo, composto por representantes discentes,
docentes e bibliotecários.
Ao final do primeiro encontro, algumas recomendações foram direcionadas para os grupos:
troca de ideias e informações por meio de e-mail e redes sociais e pesquisas sobre uma estrutura
de sistemas de bibliotecas, tais como: composição do sistema, divisão dos setores, relação entre
as bibliotecas, ou seja, a estrutura de um organograma para a construção do modelo para às
bibliotecas da UFRA. A fotografia 1 mostra a reunião dos bibliotecários presentes.
Fotografia 1 Primeiro Encontro de Bibliotecários da UFRA

944

�Fonte: Biblioteca Lourenço José Vieira da Silva/ UFRA Belém (2016).
O segundo encontro de bibliotecários da UFRA foi realizado no dia 30 de novembro de 2016,
sucesso na comunicação online pelos bibliotecários para pesquisa do organograma por vários
motivos profissionais, desta forma esta reunião iniciou-se com os grupos desenvolvendo a
pesquisa sobre a estrutura de organograma para as bibliotecas. Posteriormente fizeram uma
análise do material coletado e começaram a elaborar o desenho para proposta de organograma.
Na segunda parte da tarefa houve a apresentação das propostas elaboradas pelos grupos de
trabalho para os demais participantes do evento. Foi escolhido um representante de cada equipe
para defender a proposta e apresentar através de uma exposição a sugestão da estrutura mais
adequada para o sistema. Depois foi realizada a apreciação de um mural de sugestões, no qual
um membro de cada equipe exibiu um cartaz com a representação da estrutura. Logo após a
moderadora submeteu cada sugestão à opinião de todos. Fez-se a compilação e montou-se o
desenho do organograma do sistema. A fotografia 2 mostra o momento da exposição das
propostas.
Fotografia 2 Exposição das propostas da estrutura de organograma

Fonte: Biblioteca Lourenço José Tavares Vieira da Silva UFRA/Belém (2016).
O terceiro encontro de bibliotecários da UFRA ocorreu nos dias 28 e 29 de junho de
as para a os setores da rede de bibliotecas
945

�Apresentou-se inicialmente a retrospectiva do primeiro e segundo encontro, a fim
de mostrar os avanços já ocorridos no processo de formação da rede de bibliotecas da UFRA.
Na ocasião ainda foram apresentados os novos bibliotecários que passaram a integrar a equipe
da instituição.
Os questionamentos que surgiram foram os seguintes: o Repositório Institucional (RI)
deveria ser uma divisão e não uma seção da Divisão de Produtos Tecnológicos? As
Comissões devem ser temporárias ou permanentes? A editora deveria ser uma diretoria
independente da rede de bibliotecas?
Discutiu-se ainda a aprovação da proposta do organograma, construído no segundo
encontro e definidas as seções, divisões e competências de cada divisão e/ou seções.
No processo de aprovação do organograma no último dia do encontro, o pró-reitor de
ensino da UFRA esteve presente e discutiu juntamente com os bibliotecários o organograma
proposto. Foram feitas sugestões de modificação que foram realizadas no encontro seguinte.
Na fotografia 3 estão os bibliotecários e o pró-reitor de ensino no momento final do terceiro
encontro.
Fotografia 3 - Terceiro encontro de bibliotecários da UFRA

Fonte: Biblioteca Lourenço José Tavares Vieira da Silva UFRA/Belém (2017).
No quarto encontro ocorrido de 16 a 18 de agosto de 2017, os bibliotecários da UFRA
foram divididos em grupos para dar continuidade aos trabalhos do terceiro encontro. O intuito
desta reunião foi realizar modificações no organograma propostas no terceiro encontro,
definir ainda sobre cargos necessários e o quantitativo de pessoal para atuação em cada
divisão e/ou seção e redigir o regimento da rede. Definiu-se de forma conjunta, o quadro de
946

�pessoal que será lotado nas seguintes assessorias e divisões: assessoria de planejamento,
avaliação e marketing, divisão de produtos tecnológicos, divisão de desenvolvimento de
coleções, biblioteca Lourenço José Tavares Vieira da Silva e divisão de Repositório
Institucional da UFRA (RIUFRA). Ao final foi escolhido o nome da rede de bibliotecas da
UFRA. Cada participante sugeriu um nome para depois proceder a votação. Ao final o nome
escolhido foi REDETECA/UFRA. A fotografia 4 mostra os bibliotecários no quarto encontro.
Fotografia 4 - Quarto encontro de bibliotecários da UFRA

Fonte: Biblioteca Lourenço José Tavares Vieira da Silva

UFRA/Belém (2017).

Finalizado o evento, a comissão organizadora ficou com a missão de revisar a proposta
de regimento da REDETECA/UFRA, encaminhar para que todos os bibliotecários
sugestionares no documento e posteriormente será encaminhado a gestão superior da UFRA
para aprovação.
5 DISCUSSÃO
Os encontros realizados na UFRA com o intuito de formação da rede foram resultado
da percepção da importância e necessidade de sua criação. A literatura aponta vários sucessos
de redes pelo Brasil, Bibliodata/CALCO, SIBI\UPS, REDARTE, CRUESP, CBIES/RJ, entre
tam que redes de bibliotecas são mecanismos eficazes para
UFRA isto não é diferente, sendo benéfico para a instituição.
A constituição da REDETECA/UFRA já tem mostrado muitos benefícios como a
promoção do compartilhamento de dados, padrões comuns de linguagem de comunicação,
intercâmbio entre unidades de informação, catalogação cooperativa e redução de custos no
947

�processamento técnico. Isso ratifica os sucessos apresentados por Barbosa, (1978), Balby
(1995), Aragon (2017) e Carvalho (2016) em seus estudos.
Sendo assim, os conceitos apresentados nesse trabalho sobre redes, serviram como
embasamento para compreender o seu papel de unir os membros em prol de objetivos comuns
e esta união tem trazido vantagens e benefícios a todos, principalmente aos usuários dos
serviços da REDETECA/UFRA.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O trabalho permitiu compreender a atuação das bibliotecas inseridas em uma rede e/ou
sistema. Observou-se ainda no decorrer da pesquisa a experiência da UFRA na criação e
escolha de um sistema integrado das bibliotecas pertencentes à instituição, localizadas tanto
na capital (Belém), como nos campi fora de sede nos municípios de Capitão Poço, Capanema,
Parauapebas, Paragominas e Tomé-Açu, o que vem a contribuir na disseminação da
informação, em maior escala, cumprindo com uma das missões principais da biblioteca
universitária que é a de dar apoio ao ensino, pesquisa e extensão.
Nesse sentido, foi possível observar que a inserção das bibliotecas da UFRA em rede é
de fundamental importância, visto que, há uma necessidade de padronizar a linguagem de
comunicação entre as unidades de informação participantes, para dinamizar os diversos
serviços e produtos informacionais, economizando o tempo dos profissionais bibliotecários,
otimizando os recursos materiais e humanos, assim como atendendo melhor os usuários dos
serviços da biblioteca.
Constatou-se através dos encontros de bibliotecários realizados na instituição, a
importância do trabalho participativo, sendo as tomadas de decisões igualmente,
democráticas, onde todos puderam expor suas opiniões, alcançando-se, desta forma, bons
resultados como o compartilhamento das ideias dos participantes, isso resultou na
estruturação do organograma e na elaboração do regimento da REDETECA/UFRA.
Muito embora a implantação de uma rede de biblioteca seja um projeto de longo
prazo, dada sua complexidade é necessário envolvimento de todos os profissionais da
informação com os demais sistemas corporativos da gestão superior para o comprometimento
com a viabilidade e a exequibilidade do trabalho coordenado, para dar retorno em qualidade
de prestação de serviço informacional para a sociedade.

948

�REFERÊNCIAS
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&lt;http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/handle/10438/18508&gt; Acesso em: 15 dez. 2017.
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(Mestrado em Ciência da Informação) Universidade de Brasília. Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, Brasília, 2012.
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              <text>As bibliotecas procuram, cada vez mais, novas formas de disponibilizar o seu acervo e dinamizar os serviços e produtos, buscando trabalhar de maneira cooperativa com outras unidades de informação. O presente trabalho tem como objetivo mostrar o processo de formação da Rede de Bibliotecas da Universidade Federal Rural da Amazônia, visando melhorar os processos de gestão e acesso a informação. Foi realizado um estudo de caso na instituição, por meio da descrição dos encontros de bibliotecários. A coleta de dados foi realizada através do registro documental dos materiais gerados nestas reuniões. Considera-se pontos importantes para a fundamentação teórica, os conceitos de rede, cooperativas de bibliotecas, os fatores de sucesso e fracasso e cita-se alguns exemplos de consócios, sistemas e redes de bibliotecas no Brasil. Entende-se com este estudo que as bibliotecas universitárias,  necessitam trabalhar de forma integrada como é o caso da instituição em questão, objeto deste estudo. No que se refere aos resultados foi possível observar também que a formação das redes permitiu o compartilhamento da informação em escala maior alcançando assim a comunidade interna e externa e o estudo de caso demonstrou a importância do trabalho participativo, sendo as tomadas de decisões igualmente democráticas.</text>
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