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                  <text>Eixo I

Inovação e Criação

MAPEAMENTO E MENSURAÇÃO DE COMPETÊNCIA NA BIBLIOTECA
CT/UFRJ
MAPPING AND MEASUREMENT OF COMPETENCE AT CT/UFRJ LIBRARY

Resumo: Este estudo, focado nos bibliotecários, aborda a competência informacional sob a
ótica dos profissionais envolvidos na realização das atividades de biblioteca no âmbito
universitário. Realiza uma revisão bibliográfica, de estudos relacionados ao conceito de
competência, suas origem e discussões em diferentes áreas do conhecimento. Comenta as
mudanças no cenário social e profissional global, e mais especificamente para o bibliotecário,
que ocorreram com o advento das novas tecnologias. Investiga quanto à autoavaliação dos
bibliotecários sobre algumas habilidades específicas necessárias para o atendimento eficaz aos
usuários no ambiente universitário, domínio de línguas e de interação com as novas
tecnologias. Comenta sobre a necessidade de qualificação e capacitação admitida pelos
profissionais envolvidos. Conclui que deve haver uma maior preocupação na
qualificação/capacitação dos profissionais da informação, os bibliotecários, que devem ser os
facilitadores, coadjuvantes do processo ensino-aprendizadem, desempenhar suas funções
bibliotecárias de forma eficaz, e utilizar as novas tecnologias no processo de comunicação
científica.
Palavras-chave: Competência informacional. Bibliotecas universitárias. Gestão de
competência.
Abstract: The study focuses exclusively on librarians and treats information competence
from the standpoint of professionals involved in the execution of activities in university
libraries. In the study, a bibliographical search is carried out on studies related to the concept
of competence, its origins, and a discussion is presented on various areas of the aforesaid
competence. Commentaries are provided on changes in social and professional global
scenarios, with an emphasis on the needs of librarians in view of the introduction of new
technologies. The study investigates the auto assessment of the aforesaid librarians from the
standpoint of specific capacities which are necessary for an effective response to users in a
university environment, and the absorption of new technologies. The study presents
comments on the necessity of the professional qualification and preparation of the
aforementioned professional. The study concludes that there should be more concern in such
qualification and preparation of information professionals, the librarians who need to be
facilitators, supporting actors in the learning process of the user, as well as carrying out
library functions in an effective manner and utilizing new technologies in the scientific
communication process.
895

�Keywords: Information competence. University libraries. Competence management.
Introdução
O conceito de competência permeia diversas áreas profissionais. O termo surgiu no
meio empresarial, no início dos anos 1970, para designar o profissional que exercia sua
função de forma eficiente, com resultados eficazes. Sob diferentes focos para áreas como, por
exemplo, sociologia, administração e educação, de forma geral, o conceito tende a definir uma
série de requisitos que mantém o profissional atento para sua formação e o desenvolvimento
de habilidades, alinhadas a demanda dos mercados emergentes.
No campo da biblioteconomia, o conceito de competência passou a ser discutido,
também desde o início dos anos 1970, com o surgimento do termo Information literacy, e
mais ampla e intensamente, partir dos anos 2000.
Competência informacional segundo Brucce (1999, p.33 apud VITORINO, 2007, p.
-atividade, a
competência informacional, em Biblioteconomia, requer do bibliotecário, como profissional, a
busca do aprendizado contínuo, assim como a melhoria contínua da comunicação e do
relacionamento interpessoal, para o aperfeiçoamento de suas qualificações e habilidades, com
o objetivo de exercer suas funções de forma eficiente e eficaz.
Com o surgimento das novas tecnologias, ocorreram mudanças mundiais e o ambiente
de trabalho alcançou rapidamente o patamar cibernético. Surgiu assim uma sociedade
impregnada de informações, globalmente conectada e extraordinariamente competitiva,
obrigando a capacitação e qualificação profissional para todas as atividades em geral.
Este movimento profissional também impôs ao bibliotecário a busca pelo
conhecimento e melhoria contínua incorporando o uso da tecnologia, o caráter pedagógico,
educador, pesquisador e inovador.
No âmbito da Universidade, o profissional bibliotecário tem seu papel educador,
atuante do processo ensino-aprendizagem. Deve articular entendimentos com docentes,
alunos, administradores, outros bibliotecários e profissionais para estabelecer redes de
comunicação e promover melhorias de desempenho informacional.
Neste contexto, o presente trabalho, de natureza qualitativa, aborda a competência
informacional sob a ótica dos profissionais envolvidos na realização da rotina da biblioteca
universitária. A motivação para a realização desta pesquisa partiu da observação da carência
de um profissional bibliotecário especializado que fosse responsável pelo planejamento,
896

�implementação, administração e gestão de uma biblioteca setorial. Esta biblioteca setorial,
seria implementada como produto de desenvolvimento de um Projeto de Pesquisa, aprovado
por um importante órgão de fomento e se tornaria parte integrante da Biblioteca Central do
Centro de Tecnologia (BC/CT) de uma Instituição Federal de Ensino Superior no Rio de
Janeiro (IFES), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e atenderia às necessidades
informacionais específicas de uma área do conhecimento: a área das Engenharias.
Após uma pesquisa bibliográfica para melhor entendimento do conceito competência
informacional e a visão de autores sobre o assunto, foi realizada uma coleta de dados, através
de questionário semiaberto com o objetivo de investigar a visão do profissional bibliotecário
com relação à competência informacional e sua importância no fazer bibliotecário no contexto
universitário. Os dados coletados foram analisados e discutidos.
Revisão de literatura
Podemos entender o conceito de competência informacional, de forma geral nas áreas
profissionais, como o conjunto de habilidades que os profissionais tem em reconhecer quando
a informação é necessária, e a destreza em localizar, avaliar e usar esta informação. Este
conjunto de ações realizado de modo rápido e eficiente denota um perfil profissional que é
buscado por indivíduos e empresas, e é bastante discutido desde a origem do conceito, em
várias áreas do conhecimento.
O conceito de competência muito discutido em várias áreas, teve sua origem datada
antes mesmo de se ter a consciência que seria tão ampla e profundamente utilizado nas
disciplinas e áreas do conhecimento. Loiola (2013) procura levantar a origem do termo em
seu texto e afirma que a origem data da idade média, conjugado à linguagem jurídica e
ara tratar certos
Discutido no Brasil primeiramente na área de administração, a partir dos anos 1970, e
posteriormente em educação, sociologia, biblioteconomia e outras áreas, o termo apareceu
sucedido por vários adjuntos adnominais: competência gerencial, competência comunicativa,
competência sociológica, competência informacional, etc. De cerne individualista, geralmente
aponta um modelo comportamental ideal para o profissional eficaz que realiza atividades de
forma eficiente.
A administração é a área em que o termo competência foi vinculado ao exercício
profissional de forma eficaz e há muito é exaustivamente discutido. A competência é
897

�diferenciada da qualificação e por isso não é aprendida nas escolas, e a diferenciação do termo
qualificação para o termo competência é muito importante. Segundo Barbosa (2015, p. 40),
qualificação significa preparar uma pessoa para assumir um posto de trabalho, a competência,
ao contrário, destaca em primeiro lugar o sujeito do processo de trabalho, convergindo a
atenção sobre os indivíduos e suas qualidades e não mais sobre o posto (função).
Na educação, o conceito de competência surgiu e foi discutido com o objetivo de
repensar novas práticas no ambiente escolar. Tornou-se novo objeto de debate da educação, e
alicerce da educação profissional em escolas técnicas.
O novo paradigma a orientar a educação profissional é de que o currículo é um meio
de desenvolver competências e aprender a aprender, com crescente grau de
autonomia intelectual e profissional (ZARIFIAN, 2003, p.30).

O conceito foi debatido na sociologia, baseando-se nas capacidades individuais dos
pois o contexto e a realidade social também são fontes de saberes e conhecimentos e virtudes

ilidades permitindo a
A importância da competência é apontada por Campello (2003, p.67) contextualizando
com a informação, no ambiente da competência informacional, a sociedade da informação,
tecnologias, teorias educacionais e o bibliotecário (compreendido como um agende educador).
Observando que o tema é ampla e intensamente discutido partir dos anos 2000, até os
dias atuais, não é intenção esgotar todas as diferentes definições e compreensões do termo
para cada campo do conhecimento, e sim levantar um breve olhar sobre o tema em algumas
áreas a atrelá-lo a discussão no campo biblioteconômico.
Na biblioteconomia, o conceito de competência passou a ser discutido, também desde
o início dos anos 1970, com o surgimento do termo Information literacy. Vitorino (2009, p.
131) ao realizar uma busca em bases de dados afirma:
É importante destacar que, desde seu surgimento, o uso do termo information
literacy tem sido alvo de intensas discussões, já que historicamente se entende
literacy apenas em um nível básico de aquisição de habilidades, mais
especificamente, de leitura e de escrita. Por isso, termos como library skills
(habilidades em biblioteca), library use (uso de bibliotecas) ou bibliographic
instructions (instruções bibliográficas) foram muitas vezes utilizados como
sinônimos de information literacy.

898

�Information literacy pode ser entendido como competência informacional. Literacy,
segundo Lyman (1979 apud DUDZIAK 2003, p.24), pode ser definido como a
de compreender matérias, ler criticamente, usar materiais complexos e aprender por si
Com o surgimento de novas e crescentes ofertas de informações, a chamada explosão
informacional, a informação passou a ser considerada insumo essencial para a sociedade, e a
expressão competência informacional ganhou vulto.
de informação, capacidade
informacional entendida por De Souza e Farias (2011, p.4). As autoras indicam ainda o
bibliotecário de referência como peça primordial no tratamento das questões informacionais já

Gonçalves (2013, p.2) fala sobre a necessidade do profissional desenvolver a
ades e atitudes mais específicas exigidas em sua
para a necessidade que ele se gradue tendo como referência um perfil de profissional ideal,
-se em relação ao uso de
Zarifian (2001, p.67) em sua obra Objetivo competência: por uma nova lógica define
competência profissional como:
Uma combinação de conhecimentos, de saber-fazer, de experiências e
comportamentos que se exerce em um contexto preciso. Ela é constatada quando de
sua atualização em situação profissional, a partir da qual é passível de validação.
Compete então à empresa identificá-la, avaliá-la, validá-la e fazê-la evoluir.

Para ele, a competência vem do próprio individuo, é o tomar iniciativa e assumir
responsabilidades diante das situações profissionais com as quais se depara, ou seja, o
arcabouço intelectual que vai definir as ações diante das situações.
De forma geral, o conceito interdisciplinar tende a definir uma série de condições
que impulsiona o profissional para atualização da sua formação e para o desenvolvimento de
qualidades, coordenadas a demanda dos mercados emergentes. Para o profissional da
informação, o bibliotecário, competência informacional requer a busca da educação
continuada com o objetivo da atualização no exercício profissional, melhoria contínua da
899

�comunicação e do relacionamento interpessoal. Este conjunto de ações de pró-atividade
impacta diretamente na qualidade do trabalho, aperfeiçoando-o de forma eficiente e eficaz.
Vitorino (2007, p.60), pressupondo que o bibliotecário seja competente
-

informacional, questio

remete imediatamente a reflexão sobre o perfil atuante do bibliotecário, seu perfil educador e
as razões de suas atividades.
Com o surgimento das novas tecnologias, surgiu assim um sociedade da informação,
globalmente conectada e extremamente competitiva, obrigando a capacitação e qualificação
profissional para todas as atividades em geral.
A mudança comportamental em busca da competência impeliu ao bibliotecário a
perseguição do conhecimento e da melhoria contínua inserindo no labor o uso da tecnologia, o
caráter pedagógico, educador, pesquisador, inovador.
aprendiz de sua própria competência, incutindo-lhe autoconfiança para continuar o
aprendizado, transformando(DUDZIAK, 2003, p.33).

O bibliotecário se vê a frente de usuários cada vez mais exigentes à procura de
informações e um verdadeiro arsenal tecnológico o qual é obrigado a dominar para exercer o
seu papel de especialista no processo de filtragem de material de relevância informacional:

Metodologia
A metodologia escolhida para realização da pesquisa foi de elaboração de questionário
semiaberto devido à natureza do tema e o tempo escasso de coleta dados. Outros fatores que
influenciaram, além da otimização de recursos, foi o perfil dos entrevistados, e o alcance dos
resultados. A questão principal foi definida pra ser respondida livremente para entender a
percepção do profissional sobre o tema. Foram examinadas as percepções de habilidades e o
conhecimento dos bibliotecários sobre si mesmos para lidar com as questões de organização,

Gaskell (2002, p.68), o objetivo deste trabalho é observar a visão de competência
informacional por parte dos bibliotecários da BC/CT.
O primeiro ponto de partida é o pressuposto de que o mundo social não é um dado
natural, sem problemas: ele é ativamente construído por pessoas em suas vidas
cotidianas, mas não sob condições que elas mesmas estabeleceram. Assume-se que

900

�essas construções constituem a realidade essencial das pessoas, seu mundo vivencial
(GASKELL, 2002, p.65).

Algumas reflexões precisaram ser feitas antes de se optar pelo questionário. Ele oferece
algumas vantagens sobre as entrevistas pessoais como, por exemplo, as respostas por escrito
para questões que podem ser embaraçosas não são percebidos pelos inquiridos, como o caso
da entrevista pessoal, nem estão sujeitas a distorções e interpretações ambíguas. O tempo de
resposta geralmente é mais curto, o que possibilita o tratamento mais rápido dos dados
coletados, quase que automatizando o processo de análise de dados.

A facilidade de

operacionalização, e a vantagem de menor custo foram fatores decisivos, além dos
referenciados acima para a tomada de decisão a favor do questionário.
A amostragem para a coleta de dados garante a eficiência da pesquisa por conta do
critério da representatividade, afirma Gaskell (2002). A amostragem da população total da
biblioteca foi definida após o levantamento do perfil sócio-demográfico dos profissionais da
informação da biblioteca. O n amostral foi representado pelo número de nove questionados do
total dos profissionais, escolhidos por método aleatório, todos graduados, que desempenham
tarefas inerentes aos profissionais da informação, de setores variados da biblioteca, sem serem
identificados para preservação das identidades.
As questões foram elaboradas levando-se em conta a idade, gênero, tempo de
desempenho das tarefas e se foi sentido, pelo questionado, alguma dificuldade no seu
desempenho ao longo das suas atividades principalmente com o surgimento da demanda
específica. Foi indagado também se foi sentido, por parte do questionado, algum impacto no
acolhimento da demanda informacional, no uso das tecnologias, no acesso a bases de dados,
assim como uso do apoio de um instrumento de organização do conhecimento, ou ainda se em
algum momento do cumprimento das atividades, houve a sensação de necessidade de
aperfeiçoamento para um resultado eficaz.

Dentre os bibliotecários questionados, 44% estão a mais de 20 anos na Unidade de
Informação (UI), 56% estão a menos de 20 anos. A mesma porcentagem cronológica é
apresentada para o tempo de função na UI. Uma pequena parcela, 11%, não possuem domínio
de outro idioma, 89% possuem este domínio, e entre estes, 44% dominam mais de uma
língua. Apesar de 78% dos bibliotecários questionados assumirem que já tiveram dificuldades
de realizar suas tarefas, e de 22% alegarem que estas dificuldades afetaram no produto/serviço
final que é oferecido pela biblioteca aos usuários, apenas 44% procuraram algum curso de
901

�capacitação. Dentre essas dificuldades, o acesso a bases de dados nos atendimentos as
questões de usuários, e o processo de desenvolvimento de coleções e utilização de recursos
tecnológicos estão relacionados como impeditivos de bom desempenho. Com relação aos
recursos tecnológicos, 33% perceberam algum impacto das novas tecnologias na realização da
sua rotina bibliotecária.
Como já era de se esperar, cada profissional questionado que mencionasse a real
necessidade, poderia fazê-lo, comentando o tipo do treinamento que acha conveniente
relacionado a tarefa que executa. Os resultados obtidos mostram que 89% dos bibliotecários
sentem necessidade de um treinamento para desempenhar suas tarefas mais facilmente.
Gerenciamento de unidades de informação, bases de dados, sistema de automação, estão
citados como pontos fortes para aplicação de treinamento profissional.
Ao relacionar o desempenho de atividades e a necessidade de treinamento, pôde-se
perceber que a idade e tempo de serviço não influenciam no primeiro, uma vez que 100% dos
entrevistados sentiram a necessidade de um treinamento periódico. O que chama a atenção,
nesta relação, é o fato da idade dos entrevistados variar de 30 a 63 anos e possuírem de 2 a 38
anos de exercício profissional. Ou seja, a necessidade de treinamento foi percebida por todos
os profissionais questionados, independente da idade, do tempo de serviço (experiência
profissional) e do desempenho na função. Atualização dos conhecimentos e das práticas
bibliotecômicas configuram necessidade de 100% dos bibliotecários questionados.
Por fim, ao se questionar sobre a adoção de política que ofereça com frequência
treinamento direcionado para os profissionais da biblioteca, e que tipo de treinamento e em
quê frequência, todos os bibliotecários questionados acham necessária esta ação, nos mais
variados cursos/treinamentos/capacitações para melhor desempenho das práticas, e sugerem
que se realize pelo menos de forma anual.

902

�Bibliotecários

Gráfico 1 - Auto avaliação dos Bibliotecários da BC/CT quanto as habilidades portadas.

Auto avaliação de habilidades portadas

Legenda:
a) 78% se sentem preparados para desenvolver novos métodos ou
procedimentos para facilitar e otimizar as tarefas dentro da biblioteca;
b) 67% sabem reconhecer as existentes ou sabem pesquisar novas fontes de
informação;
c) 67% se sentem capazes de promover treinamento didático - pedagógico
aos usuários no uso das diversas fontes de informação;
d) 67% interagem com outros profissionais da área, discentes, docentes e
pesquisadores para a melhoria da comunicação científica;
e) 67% realizam pesquisa e avaliação de coleções bibliográficas;
f) 56% utilizar as diversas fontes de informação, empregando dados reais
relativos as necessidades dos usuários
g) 56% podem desenvolver novos produtos ou novos serviços à comunidade
atendida pela biblioteca;
h) 56% utilizam técnicas de marketing para os produtos e serviços
disponibilizados pela biblioteca;
i) 56% consideram ter habilidades de utilizar tecnologias de informação;
j) 56% processam informação com instrumentos de organização do
conhecimento;
k) 44% sabem formular políticas de aquisição;
l) 44% se sentem preparados para formular políticas econômico-financeiro
da biblioteca.
Fonte: Autora, 2017.

Discussâo
As respostas descontextualizadas e vagas refletem a lacuna de conhecimento dos
profissionais bibliotecários inquiridos sobre a questão. As respostas mais completas por terem
rabalhar no

903

�p
questões na unidade de informação foram:
Habilidade/capacidade para utilizar o conhecimento/informação de maneira
correta ou inovando de alguma forma, a fim de alcançar um determinado
objetivo .
É quando o profissional da informação está capacitado para transmitir ao seu
usuário o que ele precisa para realizar suas pesquisas .
Estas respostas representam 22% do total dos bibliotecários da BC/CT que tem um
bom entendimento do conceito competência informacional, conforme levantamento
biográfico sobre o tema. De forma geral as respostas se complementam, porém de forma
individual o entendimento de que um profissional qualificado e capacitado, bem preparado
para atender, no desempenho de suas funções, a demanda informacional dos usuários,
principalmente no âmbito universitário, onde a comunicação científica está em constante
desenvolvimento e evolução, com eficácia e eficiência, está muito aquém para uma UI de alto
valor como a BC/CT da UFRJ.
O dinamismo do conhecimento impulsiona os profissionais envolvidos na rotina e
gestão bibliotecárias a uma conscientização no sentido de aprimorar a qualificação
profissional com o objetivo de alcançar a qualidade total na biblioteca, em termos de serviços,
produtos e no atendimento aos usuários sejam eles reais ou potenciais; administração correta
dos equipamentos em face do advento das novas tecnologias inseridas na rotina bibliotecária;
gerenciamento responsável, sua adaptabilidade e necessidade de treinamento constante.
Considerações finais
Com o presente estudo, foi identificado que o treinamento profissional é uma
necessidade para eles que encontraram, em algum momento do exercício de suas tarefas,
alguma dificuldade.
É importante evidenciar que os bibliotecários especificaram treinamento relacionado
tanto com as tarefas que exercem, quanto de maneira geral, além de sugerirem trocas de
experiências entre profissionais da biblioteconomia. Pode-se concluir daí que há a consciência
por parte dos profissionais que a biblioteca é um organismo e por isso não pode ser concebida
pelas partes e sim pelo todo. Além disso, conclui-se que o fluxo de informação para
construção do conhecimento do coletivo é insuficiente.
904

�A percepção do profissional em relação às responsabilidades do desempenho de suas
funções na biblioteca, as necessidades de possuir habilidades no processo de identificação de
um problema específico e a seleção de uma linha de ação para resolvê-lo, denota a melhor
compreensão sobre o conceito competência informacional.
A visão dos bibliot
sentido de atender satisfatoriamente aos usuários e capacidade de satisfazer aos requisitos
necessários para implementação de um Centro de Informações especializado e atendimento ao
público universitário, foi levantada satisfatoriamente neste estudo. Através da autoavaliação
pode-se perceber que apesar de se declararem com algumas habilidades e capacidades de
desenvolver algum tipo de produto/serviço, 100% dos profissionais sentem a necessidade de
treinamento/capacitação, o que denota uma busca ela melhoria contínua no desempenho se
suas funções.
É muito importante essa observação na postura adotada pelo profissional para que se
faça, futuramente, uma análise dos perfis profissionais da informação e uma investigação
mais aprofundada das necessidades e tipos de treinamento desejados e necessários, na visão
do próprio profissional, com a finalidade de se propor o estabelecimento de uma política de
treinamento permanente, que objetive a qualificação do profissional e consequente melhoria
contínua da qualidade dos produtos e serviços de uma biblioteca.
Espera-se que este trabalho possa contribuir com elementos levantados para uma
avaliação constante do conjunto das habilidades reais especificas do quadro de bibliotecários
e tomada de decisão no que refere a gestão da unidade de informação. As necessidades de
aperfeiçoamento/acompanhamento, apontadas pelos bibliotecários pode subsidiar a escolha de
profissionais adequados para cada tipo de atividade dentro de uma biblioteca.
Para se alcançar o objetivo maior da biblioteca, deve haver uma maior preocupação na
qualificação dos profissionais da informação quanto ao atendimento ao usuário, rotinas
bibliotecárias e utilização de bases de dados e dos recursos tecnológicos.
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&lt;http://www.brapci.ufpr.br/brapci/index.php/article/view/0000002801/bfa9769d9f2bace8eb6
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bibliotecário: construção social da realidade. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, n.24, p.59-71, 2007.
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relacionada às tecnologias de informação: os bibliotecários na perspectiva da literatura,
reflexões Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, v.10, n.19, p.1-20, 2005. Disponível em &lt;http://www.encontrosbibli.ufsc.br/Edicao_19/1_Water.pdf&gt; . Acesso em: 26 mar. 2017.
ZARIFIAN, Philippe. Objetivo competência: por uma nova lógica. São Paulo: Atlas. 2001,
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907

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Este estudo, focado nos bibliotecários, aborda a competência informacional sob a ótica dos profissionais envolvidos na realização das atividades de biblioteca no âmbito universitário. Realiza uma revisão bibliográfica, de estudos relacionados ao conceito de competência, suas origem e discussões em diferentes áreas do conhecimento. Comenta as mudanças no cenário social e profissional global, e mais especificamente para o bibliotecário, que ocorreram com o advento das novas tecnologias. Investiga quanto à autoavaliação dos bibliotecários sobre algumas habilidades específicas necessárias para o atendimento eficaz aos usuários no ambiente universitário, domínio de línguas e de interação com as novas tecnologias. Comenta sobre a necessidade de qualificação e capacitação admitida pelos profissionais envolvidos. Conclui que deve haver uma maior preocupação na qualificação/capacitação dos profissionais da informação, os bibliotecários, que devem ser os facilitadores, coadjuvantes do processo ensino-aprendizadem, desempenhar suas funções bibliotecárias de forma eficaz, e utilizar as novas tecnologias no processo de comunicação científica.</text>
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