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                  <text>O BIBLIOTECÁRIO PRÁTICO REFLEXIVO NO DESENVOLVIMENTO DAS
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DOS USUÁRIOS HÍBRIDOS.
Sarah Lorenzon Ferreira
Universidade de São Paulo
Escola Politécnica
Av. Prof. Luciano Gualberto, trav.3, n.380
Cidade Universitária. São Paulo, SP  Brasil
sarah.ferreira@poli.usp.br
RESUMO

O artigo visa tecer algumas reflexões sobre quais os novos serviços que estão se
desenvolvendo, ou precisam ser desenvolvidos nas bibliotecas acadêmicas que
oferecem cursos de Educação a Distância (EAD). A pesquisa é bibliográfica e
deu-se pela leitura de textos para acompanhar estas mudanças e pontuar os
serviços virtuais aos novos usuários e profissionais que fazem parte desta nova
modalidade de novas relações humanas e relações com o conhecimento. O
bibliotecário deverá ser o gerenciador do mundo virtual/digital, trabalhando em
equipes multidisciplinares, manipulando, disseminando e utilizando as novas
tecnologias da informação para redefinir tarefas antigas. Deverá ser a interface do
professor nos diversos cursos a serem aplicados e um grande parceiro no
desenvolvimento de projetos de ensino a distância. Pois, qualquer que seja a
forma adotada na disseminação e tratamento da informação, o bibliotecário estará
presente em sua organização. A biblioteca não pode ser vista como um
instrumento estático por se tratar de uma instituição dinâmica; diante disso, a
pesquisa visa pontuar, em um primeiro momento, como o bibliotecário prático
reflexivo está atuando como mediador da informação, e quais as competências e
habilidades requeridas aos usuários híbridos.
Palavras-chave: Educação a distância. Serviços da Biblioteca. Bibliotecário
prático reflexivo. Usuários híbridos.

1 INTRODUÇÃO

A Educação a Distância (EAD) revigorou-se nessa última década em
função, principalmente, do surgimento das novas tecnologias de comunicação
mediada por computador em rede, mais precisamente, com a popularização da
Internet. É uma modalidade que permite ampliar a oferta de educação,
complementando-a na sua forma tradicional dada nas salas de aula, permitindo
aos

estudantes

conciliarem

suas

obrigações

profissionais,

familiares

e

�educacionais, possibilitando idealmente estudar onde, quando e como for
possível, uma vez realizada através da mediação de meios e tecnologias
apropriadas.

A EAD se destina a atender uma grande demanda de aprendizagem de um
público que por razões variadas não pode assistir às aulas presenciais. De acordo
com Rama apud Marques (2003, p.4),
A única possibilidade de ampliar na América Latina e no Caribe, a
cobertura da educação superior é a partir do desenvolvimento da
educação virtual. As limitações de investimentos públicos
restringem o acesso ao ensino superior, assim como as restrições
financeiras das próprias famílias, as dificuldades impostas pelo
trabalho e as distâncias físicas.

No curso à distância o aluno tem como principal e fundamental
necessidade a aprendizagem, enquanto que o professor exerce o papel de
coordenador do processo, buscando propiciar a integração dos alunos e
planejando / desenvolvendo atividades que facilitem o aprendizado.

Existem outros papéis no contexto de EAD, dos quais podemos citar o
administrador (que visa o perfeito funcionamento do curso); o monitor (que tem a
função de "filtrar" dentre as mensagens recebidas, aquelas de natureza restrita ao
tema do curso ou disciplina e as de natureza mais técnica, tais como instalar /
utilizar / configurar um software) e o suporte (administrativo - desempenhado pela
secretaria do curso; e técnico  que se preocupa com a gerência de recursos).

De acordo com Souto (2002, p.14) "o EAD com qualidade é resultado de
diversos fatores, dentre os quais, o acesso à informação complementar

que

desempenha um papel significativo". É justamente baseado nesse fator que
devemos defender a interação entre Biblioteca, Bibliotecário e Ensino a Distância.
Em um curso presencial o aluno necessita do contato com o professor, com a
secretaria e com a biblioteca.

�As bibliotecas, de certa forma, sempre colaboraram com a educação
continuada facilitando o acesso às diferentes fontes de informação, onde os
profissionais que ali

atuam confrontam-se

com novas

perspectivas de

atendimento às necessidades de seus usuários. Além de atender usuários in loco,
passa-se a atender, também através do teletrabalho (realizado a distância). Como
se diz, não é de hoje que estes profissionais atuam a distância, pois, durante
muitos anos atividades como atendimento por telefone ou por correio já eram
prestados.

Muitos dos recursos que seriam úteis aos usuários de ensino à distância já
foram desenvolvidos ou estão em fase de desenvolvimento. Estes serviços
incluem acesso aos catálogos on line, acesso a bases de dados bibliográficos e
referenciais. E, obviamente existem serviços para serem expandidos para atender
às necessidades do ensino a distância. Os estudantes off-campus necessitam
tanto de orientações quanto de informações adicionais como qualquer aluno oncampus. Blattman e Dutra (1999, p.2) valorizam a função da biblioteca e do
bibliotecário no processo de ensino/aprendizagem e falam que:
Pode-se dizer que as bibliotecas preenchem as lacunas existentes
no ensino tradicional e a vida real, onde são apreendidas lições
fundamentais, nestes ambientes ocorre a possibilidade do
aprendizado social-interativo. Nota-se que os bibliotecários
auxiliam os educadores a localizarem as informações que são
necessárias desde publicações até listas de organizações
importantes, portanto, o bibliotecário desempenha um papel
coadjuvante no processo de ensino / aprendizagem.

No contexto contemporâneo da sociedade da informação, várias iniciativas
de modernização das instituições se anunciam para dar conta das mudanças e
dos impactos usados pelo uso intensivo das tecnologias, particularmente as da
informação e da comunicação.

As universidades e bibliotecas que chegarem a adotar, em tempo hábil, as
estratégias mais apropriadas para o ingresso nesse novo cenário, mais
rapidamente desenvolverão suas competências para responder às expectativas

�das novas formas de gerenciar o conhecimento e de modernizar os processos
educacionais para atender a qualidade e a quantidade demandada.

Os cursos de educação a distância vêm se expandindo desde 1999 pelas
instituições públicas e privadas. Sabemos que as novas tecnologias são
fundamentais para o exercício dessa atividade, assim como também acreditamos
na importância da participação do bibliotecário colaborando e oferecendo suporte
às atividades de pesquisas dos usuários off-campus.

A tecnologia da informática surge como grande auxílio ao bibliotecário em
suas atividades, mas exige mudanças na função e no papel do profissional da
informação. (SANTOS, 2001, p.4). Cada vez mais, o profissional da informação,
tem maiores oportunidades de ser um multiplicador de suas funções tendo em
vista as várias direções que podem ser seguidas, quando nos referirmos a
tratamento e disseminação da informação.

Por se tratar de uma instituição dinâmica, cuja matéria prima - a informação
- também é de natureza dinâmica, a biblioteca não pode ser vista como um
instrumento estático. Por isso, há a necessidade de um bibliotecário, seja no
ambiente tradicional ou digital, atuando como mediador da informação (buscas
personalizadas, seleção de links e disponibilização de conteúdo) ou facilitador
para a sua localização (treinamento, tutoriais).

Assim, o artigo tem como finalidade apontar quais novos serviços estão se
desenvolvendo, ou precisam ser desenvolvidos para fazer parte desta nova
modalidade de novas relações humanas e novas relações com o conhecimento.
Pois, se o objetivo é investir em educação virtual, teremos que acompanhar estas
mudanças e começar a oferecer serviços virtuais aos novos usuários.

2 O BIBLIOTECÁRIO PRÁTICO REFLEXIVO

�Podemos definir o Bibliotecário prático reflexivo como sendo o profissional
que consegue reconhecer que o processo de aprender é constante, não termina
com seu curso de formação, pois a reflexão permite que o profissional reformule
sua prática, sempre em busca de uma melhor qualidade informacional.

Segundo John Dewey apud Zeichner (1993), para que a ação reflexiva seja
possível

são

necessárias

três

atitudes:

1.

abertura

de

espírito;

2.

responsabilidade; 3. sinceridade. Adaptando estas atitudes ao profissional
bibliotecário podemos dizer da seguinte forma:

1.

Abertura de espírito: relaciona-se com a aceitação de que o erro é

possível; e o que se pode fazer para melhorar a qualidade de seus serviços;
2.

Responsabilidade: refere-se ao compromisso que o bibliotecário tem

com a sua função;
3.

Sinceridade: juntando-se aos componentes acima citados, o

bibliotecário reflexivo deve ser responsável pela sua própria aprendizagem.

Castro (2005) afirma que:
Na sociedade atual, o ensino e a prática da biblioteconomia têm
sido conduzidos, ao nosso ver, pelo imediatismo das relações e
pelo atendimento dos condicionantes do mundo do trabalho
incerto e mutante. Onde o processo de ensino e aprendizagem
pouco estimula a capacidade dos bibliotecários em formação a
absorverem as mudanças teóricas, técnicas e tecnológicas de
maneira crítica e consciente.

Assim, o processo de ensino e aprendizagem se efetiva através de uma
dinâmica onde os saberes e as práticas estão em fluxo contínuo de
(re)significação, ou seja, adaptam-se às necessidades presentes e futuras dos
aprendizes. Ainda, conforme Castro (2005),
A finalidade da educação escolar do bibliotecário na sociedade
atual - tecnológica e globalizada  é contribuir para que os alunos
desenvolvam habilidades e competências na operalização dos
conhecimentos científicos e tecnológicos com sabedoria.

�Isto significa a capacidade de analisá-los, confrontá-los e contextualizá-los.
Capacidade que busca formar um profissional capaz de refletir na ação, de modo
a ressignificar sua prática cotidiana.
A formação de profissionais reflexivos pressupõe a construção de
competências que lhe permitam integrar sua área específica sem
perder a visão da totalidade e, sobretudo, refletir sobre o presente
e o futuro da prática bibliotecária (CASTRO, 2002, p.190).

Sendo assim, as tecnologias quando utilizadas pelos bibliotecários, de
maneira

consciente

e

crítica,

oferecem

múltiplas

possibilidades

de

desterritorialização das suas práticas e da instituição biblioteca.
Devemos ter consciência da nossa responsabilidade, pois o
bibliotecário será o mediador entre o real e o virtual. Qualquer que
seja a forma adotada na disseminação e tratamento de
informações, o bibliotecário, obrigatoriamente estará presente em
sua organização (SANTOS, 2001, p.9).

3 O USUÁRIO HÍBRIDO

Com o advento da internet, novas perspectivas de atendimento surgiram
aos profissionais da informação que atuam em bibliotecas acadêmicas. As
bibliotecas passaram a atender, além dos usuários locais, os usuários a distância,
tornando-se, deste modo, importantes âncoras das instituições de ensino
(TIFFIN; RAJASINGHAM apud BLATTAMANN; DUTRA, 1999, p.2)

Podemos chamar de usuário híbrido o usuário de uma biblioteca híbrida.
Ruch-Feja apud Garcez e Rados (2002), diz que a biblioteca híbrida é a solução
para as necessidades informacionais dos usuários, pois seu acervo deve integrar
acesso a diferentes tecnologias, por meio de diferentes mídias e dessa forma,
fornecer apoio à qualidade da educação.

As bibliotecas acadêmicas estão se deparando com vários tipos de
usuários: os off-campus, os remotos e os presenciais. Todos têm necessidades

�de contato com as bibliotecas convencionais e seus recursos para facilitar e
concretizar suas pesquisas locais, pois o meio impresso ainda é o mais
abrangente, mais rico e seguro em relação ao meio digital. Mas, em contrapartida,
o meio digital possibilita acesso mais rápido e menor custo na obtenção da
informação. Por esse motivo, segundo Garcez e Rados (2002, p.45),
O conceito de biblioteca híbrida parece ser o mais adequado para
satisfazer as atuais necessidades informacionais de transição
pelas quais as bibliotecas convencionais vêm passando, e ela
vem conciliar os tipos de atividades desenvolvidas pelos cursos a
distância.

De acordo com a literatura que aborda a questão da educação a distância,
conclui-se que os usuários off-campus não têm conhecimento das formas de
recuperação digital, e da importância do suporte que é oferecido pelas
Bibliotecas.

De uma forma geral, para as bibliotecas acadêmicas darem suporte ao
ensino a distância, os bibliotecários devem repensar sua missão, atentando para
as expectativas dos usuários a distância, incluindo serviços mais personalizados
que os normalmente oferecidos. Devem apoiá-los com informações em formatos
convencionais e não convencionais, documentos eletrônicos, auxílio técnico para
navegação na Web, acesso rápido, confiável e seguro às redes da Instituição,
serviços de orientação à pesquisa, entrega rápida de documentos utilizando a
transmissão eletrônica. Iniciativas como parcerias e consórcios com bibliotecas
próximas de onde se encontram os alunos off-campus são importantes.

Os bens e serviços bibliotecários devem estar no planejamento dos cursos
a distância e estarem disponíveis de maneira compatível com as necessidades
dos seus usuários, contribuindo assim com o desenvolvimento das competências
e habilidades de seus usuários híbridos e/ou totalmente a distância.
4 RECURSOS DESEJÁVEIS NAS BIBLIOTECAS PARA DAR SUPORTE AOS
USUÁRIOS HÍBRIDOS

�De acordo com Ferreira (1998), suporte é aquilo que suporta ou sustenta
alguma coisa; aquilo em que algo se firma ou assenta. Daí a importância do
suporte nos cursos a distância.

Segundo Martins (2003) o aluno do curso a distância tem no correio
eletrônico e no chat as principais ferramentas para a comunicação com o
professor, com os colegas e a secretaria. A videoconferência gradativamente está
sendo inserida neste processo de comunicação. Recursos mais tradicionais como
o telefone ou fax não podem ser descartados. O suporte entra nas brechas que a
relação a distância acaba criando, tentando cobrir todas as deficiências da
comunicação entre os documentos do curso.

Para Rusbridge apud Garcez e Rados (2002), as bibliotecas híbridas
devem propiciar uma vasta gama de interfaces, incluindo diferentes tipos e
formatos de informação para contribuir com o suporte ao ensino a distância.
Assim, pontuamos abaixo alguns serviços virtuais e presenciais desejáveis em
uma biblioteca híbrida:

•

Online Public Access Catalogue  OPAC local (telnet/web);

•

Curl Online Public Access Catalogue  COPAC  catálogo unificado
(telnet/web), isto é, participação em consórcios, pois permite que
uma comunidade acadêmica use os recursos bibliotecários de
outras instituições, locais e regionais;

•

Catálogo regional virtual unificado (Web);

•

CD-ROMs e disquetes off-line;

•

CD-ROMs de redes;

•

Serviços completos de textos;

•

Sistemas de reservas eletrônicas;

•

Grupos de dados remotos nos centros de dados comunitários;

•

Grupos de dados remotos em outras universidades;

•

Grupos de dados remotos comerciais;

•

Grupos de dados locais, por exemplo, bibliografias, coleções de
panfletos e arquivos;

�•

Documentos locais, baseados na Web, de bibliotecas e instituições;

•

Portais locais de recursos da Web;

•

Portais remotos da web de matérias/recursos;

•

Recursos remotos da Web;

•

Livros eletrônicos, locais e remotos;

•

Livros: para empréstimo, para referências e disponíveis para
empréstimos entre bibliotecas;

•

Jornais impressos;

•

Coleções especiais, mapas, slides, gravações de áudio e vídeo.

A integração destas mídias é muito importante para suprimir a
incompatibilidade existente entre as fontes de informações. Conforme menciona
Moss apud Blattmann e Dutra (1999) referente aos serviços específicos aos
usuários off-campus, estão os seguintes:

-

auxiliar educandos a distância a localizar material específico;

-

auxiliar os usuários a identificar recursos próximos à sua residência;

-

desenvolver estratégias de pesquisa com os aprendizes;

-

providenciar o auxílio do empréstimo interbibliotecário e a entrega de
documentos respeitando as leis dos direitos autorais;

-

auxiliar usuários na definição das necessidades informacionais;

-

providenciar orientação/instrução na tecnologia da informação e
telecomunicações.

5 O ENSINO A DISTÂNCIA NA ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE
DE SÃO PAULO

De acordo com Reis e Sadi (1999, p.34)
As bibliotecas da Usp já oferecem aos seus usuários produtos e
serviços informacionais automatizados, tendo desenvolvido uma
cultura organizacional no uso de tecnologias de informação que
lhes dá condições de assumir o desafio representado pelo
atendimento aos alunos dos cursos de EAD, de forma eqüitativa.

�Diante dos pontos considerados no capítulo anterior e, dentro da proposta
de uma biblioteca híbrida, a DivBibl - Divisão de Biblioteca da Escola Politécnica
possibilita através de sua homepage o acesso ao seu acervo e a outros serviços.
É possível observar que ela já se tornou uma biblioteca híbrida, por atender
atualmente várias categorias de usuários.
Assim, apresenta-se abaixo a estrutura e organização dos serviços e
informações constantes na homepage da Divisão de Biblioteca da Escola
Politécnica:

•

Link para suas oito bibliotecas, sendo uma central e sete setoriais;

•

Acesso à informação:
Conjunto de bases de dados, disponíveis para:
•

Acesso regulamentado - a partir de equipamentos
existentes nos campi da USP;

•

Acesso público - a partir de quaisquer equipamentos,
inclusive externos a USP.

Catálogos coletivos: CCN e CIN/CNEN
Dedalus Global  catálogo online que abrange o acervo da Usp
Dedalus EP  catálogo online que abrange o acervo da EP
Periódicos eletrônicos: Os recursos eletrônicos estão disponíveis
para a comunidade USP e usuários das
bibliotecas de acordo com contratos de
licença, firmados junto aos fornecedores.
Qualis: Classificação de periódicos, anais, jornais e revistas - é o
resultado do processo de classificação dos
veículos utilizados pelos programas de pósgraduação para a divulgação da produção
intelectual de seus docentes e alunos.
CenDoTec: Centro Franco-brasileiro de Documentação Técnica e
Científica - tem como objetivo estimular as

�cooperações bilaterais e regionais no âmbito
da ciência e da tecnologia.
•

Serviços
Fornecimento de cópias: Obtenção de cópias de documentos não
disponíveis

em

seu

acervo,

participando

de

convênios e consórcios com entidades nacionais e
internacionais. No Brasil são: Comut e Rebae. No
exterior são: AUP/IFLA, British Library, Istec
Empréstimos: Empréstimo local (disponível para toda a comunidade
da Epusp) e EEB (Empréstimo entre Bibliotecas permite à comunidade POLI, ter acesso a obras
existentes em acervos das Bibliotecas da USP e de
outras instituições).
Orientação aos usuários: O usuário das Bibliotecas da Epusp conta
com assistência e orientação de seus profissionais
no uso dos recursos informacionais existentes.
Pedidos de ficha catalográfica: A ficha catalográfica (catalogação na
fonte, obrigatória para efeito de depósito legal.
Pedidos de Cópias/Orçamento
Pedidos de Compra: Para solicitar a aquisição de novas obras para
o acervo da Biblioteca da área do usuário.
Fale conosco: para resolver dúvidas, questões, solicitar pesquisas
bibliográficas em bases de dados, ou obter maiores
informações sobre a Divisão de Biblioteca.
•

Participação em consórcios e redes cooperativas. Ex.: Cruesp
Bibliotecas

•

Publicações on-line:
Da

Divisão

de

Biblioteca:

Novas

aquisições;

Teses

incorporadas; Dicas para os novos alunos; Diretrizes
para a apresentação de Teses e Dissertações,
Regulamentos
publicações.

de

Consulta

e

empréstimo

de

�Da Escola Politécnica: Produção em Iniciação científica;
Publicações PCC; Revista PCS; Revista Politécnica;
Revista Produção; Boletim do NUDI.

Para a consulta ao acervo de livros, seriados, teses e dissertações,
produção docente e outros materiais é utilizado o Banco de Dados DEDALUS,
que possibilita a consulta via Web, através do software Aleph.

O acesso às bases de dados bibliográficas internacionais com texto
completo, é possibilitado pela Biblioteca Virtual do Sistema Integrado de
Bibliotecas da Usp (SibiNet), através de programas cooperativos e de
racionalização, com o estabelecimento de políticas, compartilhamento de recursos
e normalização de procedimentos, no âmbito das bibliotecas da USP.

É necessário um esforço conjunto da Administração Geral, dos cursos de
pós-graduação e da Biblioteca para garantir esses serviços, estabelecendo
políticas e diretrizes que norteiem a participação da biblioteca no processo de
implantação dos cursos de EAD, juntamente com professores e administradores
(REIS e SADI, 1999, p. 34).
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERENTE A ATUAÇÃO DA BIBLIOTECA
NOS PROGRAMAS DE EAD

Diante de toda a bibliografia levantada referente ao envolvimento do
Bibliotecário junto aos cursos de EAD, são nítidos os benefícios que a biblioteca
pode oferecer para essa nova modalidade de ensino e percebe-se que existe
pouco reconhecimento do papel que a Biblioteca e o Bibliotecário exercem no
apoio à qualidade da educação ou no desenvolvimento das habilidades de
aprendizagem continuada.

Para o sucesso de um projeto de Ensino à Distância, acredita-se ser
necessário

que

o

canal

de

comunicação

bibliotecário-usuário

esteja

permanentemente aberto, pois é através deste profissional da informação que o

�aluno virtual conseguirá uma assistência para aquisição de material informacional
complementar.

O bibliotecário deverá ser o gerenciador do mundo virtual/digital,
trabalhando em equipes multidisciplinares, manipulando e disseminando as novas
tecnologias da informação, utilizando as novas tecnologias para redefinir tarefas
antigas. Deverá ser a interface do professor nos diversos cursos a serem
aplicados e um grande parceiro no desenvolvimento de projetos de ensino a
distância pois, qualquer que seja a forma adotada na disseminação e tratamento
da informação, o bibliotecário estará presente em sua organização.

THE REFLEXIVE PRACTICAL LIBRARIAN IN THE DEVELOPMENT OF THE
COMPETENCE AND ABILITIES OF THE HYBRID USERS

ABSTRACT
The article aims to weave some reflections about the new services that are being
developed or they need to be developed at the academic libraries that they offer
courses of Long-Distance Education (EAD). The research is bibliographical and
was given for the reading of texts to follow these changes and to identify the virtual
services for new users and professionals who belong to this new modality of new
human relations and the relations with knowledge. The librarian must be the
virtual/digital worlds manager working to multidisciplinaries teams, manipulating,
spreading and using new informations technologies to redefine old tasks. Theyll
supposed to be the interface of the professor in the several courses thats going to
be applied and a great partner for the plans s education development to distance.
Therefore, wherever be the adopted form in the dissemination and treatment of the
information, the librarian will supposed to be in his organization. The library cannot
be seen by static instrument for dealing with a dynamic institution; ahead of this,
the research aims to shows it at a first moment, as the reflexive and practice
librarian is acting as mediating of the information, and which the competence and
abilities required to the hybrid users.
Key words: Distance Education. Library Services. Reflexive Practical Librarian.
Hybrid Users.

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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O bibliotecário prático reflexivo no desenvolvimento das competências e habilidades dos usuários híbridos.</text>
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              <text>O artigo visa tecer algumas reflexões sobre quais os novos serviços que estão se desenvolvendo, ou precisam ser desenvolvidos nas bibliotecas acadêmicas que oferecem cursos de Educação a Distância (EAD). A pesquisa é bibliográfica e deu-se pela leitura de textos para acompanhar estas mudanças e pontuar os serviços virtuais aos novos usuários e profissionais que fazem parte desta nova modalidade de novas relações humanas e relações com o conhecimento. O bibliotecário deverá ser o gerenciador do mundo virtual/digital, trabalhando em equipes multidisciplinares, manipulando, disseminando e utilizando as novas tecnologias da informação para redefinir tarefas antigas. Deverá ser a interface do professor nos diversos cursos a serem aplicados e um grande parceiro no desenvolvimento de projetos de ensino a distância. Pois, qualquer que seja a forma adotada na disseminação e tratamento da informação, o bibliotecário estará presente em sua organização. A biblioteca não pode ser vista como um instrumento estático por se tratar de uma instituição dinâmica; diante disso, a pesquisa visa pontuar, em um primeiro momento, como o bibliotecário prático reflexivo está atuando como mediador da informação, e quais as competências e habilidades requeridas aos usuários híbridos.</text>
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