<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5444" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5444?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-28T07:59:30-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4511">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/47/5444/SNBU2006_222.pdf</src>
      <authentication>8165e442ecbebabc7ad86f447b13d6d2</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="58900">
                  <text>1

O AMBIENTE DE PESQUISAS VIRTUAIS NA BIBLIOTECA ACADÊMICA: DA
IMPLANTAÇÃO À CONSOLIDAÇÃO, UM LONGO PERCURSO.
Iara Celly Gomes da Silva1
Magnólia de Carvalho Andrade2
Maria de Lourdes Teixeira3
Resumo:
O ambiente da pesquisa acadêmica nas bibliotecas universitárias se apresenta
em constante evolução. Nesta perspectiva, as construções de novos espaços se
fazem necessários na promoção e acesso à informação, via vários tipos de
suportes. Atualmente, antigos paradigmas são sobrepostos com uma velocidade
luz. Neste artigo, apresenta-se a implantação, manutenção e consolidação do
Setor de Pesquisas Virtuais em uma biblioteca universitária, com vistas à
democratização do acesso à informação eletrônica, como também à criação de
uma rede de comunicação rápida, eficaz, tendo como foco central as novas
Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Assim, enfoca-se a construção
do espaço físico do Setor de Pesquisas Virtuais, através da criação de normas,
produtos, serviços e divulgação desse novo recurso. A consolidação deste espaço
encontra-se em pleno desenvolvimento, via aquisição de produtos específicos,
consorciamentos junto às redes especializadas, geração de novos produtos e,
principalmente, a presença direta de um profissional bibliotecário intervindo e
mediando o processo da busca e do acesso às informações com segurança e
confiabilidade das fontes. Conseqüentemente, essas ações estão trazendo
benefícios à comunidade atendida.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Pesquisas Virtuais. Informação em meio
eletrônico. Internet.

1

INTRODUÇÃO

(A

BIBLIOTECA

UNIVERSITÁRIA

E

AS

NOVAS

TECNOLOGIAS)
A chamada era da informação está trazendo diversos desafios para os
profissionais da informação, no tocante ao processo de busca e recuperação da
informação científica. Com isso, torna-se evidente a necessidade de que esses
1

Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Bibliotecária responsável pelo
Setor de Pesquisas Virtuais da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
R. Prefeita Eliane Barros, 2000 – Tirol – 59014-540 – Natal / RN – Brasil. farn@farn.br; iaracelly@farn.br.
2
Licenciada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Bibliotecária responsável pelo
Setor de Periódicos da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte. R. Prefeita
Eliane Barros, 2000 – Tirol – 59014-540 – Natal / RN – Brasil. farn@farn.br; magnólia@farn.br.
3
Especialista em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação. Bibliotecária Coordenadora da Faculdade
Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte. R. Prefeita Eliane Barros, 2000 – Tirol – 59014540 – Natal / RN – Brasil. farn@farn.br; lourdes@farn.br.

�2
profissionais redimensionem e ofereçam melhores serviços de informação a fim
de se adequar e acompanhar as constantes mudanças informacionais,
satisfazendo assim, a sua clientela.
Especificamente

nas

Bibliotecas

Universitárias,

as

transformações

decorrentes das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) têm
modificado / alterado as formas de acesso aos conteúdos acadêmicos. Além dos
materiais impressos, outros recursos informacionais via meios eletrônicos, em
alguns casos, disponibilizam informações de forma mais ágil e atualizada.
Desta forma, as bibliotecas universitárias vêm utilizando cada vez mais os
recursos informacionais via web, considerando que esta tem se apresentado
como uma ferramenta mediadora entre o usuário e a informação, processo este
que independe de tempo e espaço, esta relação que antes era de difícil acesso,
consolida-se a largos passos, reafirmando que vive-se em uma sociedade de
(espaço de fluxos e sociedade em redes), onde:
As redes globais de intecãmbios instrumentais conectam e
desconectam indivíduos, grupos, regiões e até países, de acordo
com sua pertinênciana na realização dos objetivos processados
em rede, em fluxo contínuo de decisões estratégicas. [...] Nossas
sociedades estão cada vez mais estruturadas em uma
posição bipolar entre a Rede e o Ser (CASTELLS, 1999, p. 23,
grifo do autor)

Os impactos da inserção dos meios eletrônicos nessas unidades de
informação são verificados / constatados no dia-a-dia, tanto dos bibliotecários,
quanto de usuários das bibliotecas acadêmicas, sobretudo no que concerne à
identificação de informações relevantes em meio à gama de “lixo eletrônico”
acessível na rede.
Neste sentido, os arquivos abertos (open archives) constituem-se em
importantes repositórios informacionais, promovendo não só o acesso, mas a
democratização do conhecimento em âmbito acadêmico, porque “dispõe de uma
estrutura de mediação entre as instituições científicas e os usuários, de forma
mais ‘democrática’ e com custos relativamente baixos”. (VIDOTTI; OLIVEIRA;
SOUZA, 2006); além da disponibilização de inúmeros arquivos com informações
da produção acadêmica informal (a chamada literatura cinzenta), eles possuem

�3
em sua plataforma uma arquitetura confiável, segura com grande utilização e
aceitação no meio informacional.
2 AS NOVAS TECNOLOGIAS E A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
No cenário mundial, com a globalização e a emergência das tecnologias
de informação, verifica-se uma nova ordem voltada para as mudanças do ponto
de vista científico, tecnológico, econômico, social, cultural, etc.
Desde a chamada era pós-industrial, a partir da década de 1950, essas
transformações se intensificaram, afetaram e continuarão afetando todos os
setores da vida dos indivíduos.
É fato indiscutível que o clichê “informação é poder” é cada vez mais
atual. Desde meados do século passado, a informação tem se apresentado como
um recurso primordial do desenvolvimento humano. Na atualidade, ela
corresponde à representação da posse da terra no feudalismo e da detenção dos
meios de produção e do capital na época industrial.
Em substituição ao conceito de “sociedade pós-industrial”, a expressão
“sociedade da informação” relaciona-se com:
[...] as transformações técnicas, organizacionais e administrativas
que têm como ‘fator-chave’ não mais os insumos baratos de
energia – como na sociedade industrial – mas os insumos
baratos de informação propiciados pelos avanços tecnológicos na
microeletrônica e telecomunicações. (WERTHEIN, 2000, p.71).

Trata-se de uma sociedade que está se construindo, ainda não se pode
conceituá-la plenamente, visto que, se está se vivendo nesse contexto, o que
torna mais difícil o distanciamento necessário para a sua completa compreensão.
Antes mesmo dessa expressão “sociedade da informação” ser utilizada,
ainda no século XVIII, anterior à era industrial, o homem tentava se inserir no
contexto informacional através do acesso ao saber. A Enciclopédia elaborada por
Diderot e D’Alembert nessa época representa o início da sistematização do
conhecimento, com a finalidade de se obter domínio sobre o mesmo.
(CARVALHO; KANISKI, 2000, p.35).

�4
É devido a essa necessidade que o homem teve de controlar o
saber/conhecimento/explosão

informacional

que

atualmente

constatam-se

impactos socioculturais e econômicos.
No aspecto econômico, provocou-se a expansão do setor terciário,
responsável pela produção e geração de serviços e, socioculturalmente,
contribuiu para aumentar a disparidade entre os indivíduos das diversas camadas
da sociedade ou, numa perspectiva contrária, permitiu a superação de tais
desigualdades.
Encontra-se, assim, uma contradição: “[...] a informação pode tanto ser
fator de dominação quanto de emancipação.”(CARVALHO; KANISKI, 2000, p.36).
Nesse contexto, a biblioteca (leia-se: “unidades de informação”) tem um
papel primordial no sentido de promover a democratização do acesso à
informação. Como um meio educativo, esse espaço deverá propiciar o
desenvolvimento social, na medida em que possibilita que as necessidades
informacionais dos indivíduos sejam supridas.

3 AMBIENTES VIRTUAIS NO CONTEXTO DAS BIBLIOTECAS
O aumento do fluxo informacional que a humanidade vem vivenciando
tem trazido alguns problemas para as bibliotecas, pois este aumento dificulta
ainda mais os serviços de sistematizar e transformar os conhecimentos em
produtos que satisfaçam as necessidades informacionais de seus usuários, sejam
elas reais ou potenciais.
Para tentar sanar esse problema, as bibliotecas estão buscando soluções
nos recursos das tecnologias de informação e comunicação.
O uso das redes eletrônicas pode contribuir muito para o desenvolvimento
da comunidade acadêmica; atualmente isto já é uma realidade presente em
grande parte das Instituições de Ensino Superior no Brasil e no mundo. As bases
de dados informacionais e revistas em meio eletrônico disponíveis através do
acesso remoto (Internet) ou local (disquetes, CD-ROMs e intranets) funcionam
como importante complemento ou principal fonte de pesquisa científica.

�5
A Internet representa um enorme avanço para o acesso e o processamento
da informação devido ao seu dinamismo. Consolidada a partir da década de 90, a
grande rede de computadores conecta indivíduos, instituições acadêmicas,
organizações comerciais e governamentais no mundo inteiro.
No final da década de 60, nos Estados Unidos, ela foi criada para atender
necessidades relacionadas a objetivos militares (A INTERNET, 2000, p.133);
desde a década de 80 se volta para demandas educacionais, comerciais e de
pesquisa. Atualmente, através de fontes de informação online , oferecidas na
rede, pode-se encontrar praticamente tudo a respeito de qualquer assunto. Com
isso, a World Wide Web (WWW) configura-se como uma ferramenta
indispensável para a realização bem sucedida de pesquisas, além de representar
um dos maiores exemplos de veiculação democrática de informações. Segundo
Silva (2003), “A ‘democratização’ gerada, já que a princípio qualquer pessoa pode
disponibilizar e acessar informação de qualquer lugar do mundo, vem
transformando a utilização da Internet em uma necessidade.”
Esse caráter de liberdade de expressão conferido eletronicamente
apresenta aspectos positivos, dentre outras coisas contribui para que o sistema
educacional funcione de maneira não repressiva. Entretanto, há um preço a se
pagar por isso: nem tudo o que está disponível na rede se constitui em fontes
relevantes ou merecedoras de credibilidade. Desse modo, utilizar a Internet na
busca de informações requer alguns cuidados.
Estudantes, especialistas, profissionais, enfim, usuários da Internet
precisam de orientações para explorar os recursos oferecidos, além de
necessitarem analisar a informação que se apresenta através da rede. Essa
análise deve ser feita a partir de critérios de qualidade, fidedignidade,
confiabilidade e atualidade das informações prestadas.
Tomaél et al (2001) definiram dez critérios de qualidade para a avaliação
de fontes de informação disponíveis na Internet: informações de identificação da
pessoa ou entidade responsável pelo conteúdo do site; consistência das
informações prestadas; confiabilidade das informações, analisando-se o critério
de autoridade do mantenedor do site; adequação da linguagem e do conteúdo da
fonte; links que complementam as informações prestadas; facilidade de uso; lay-

�6
out da fonte, observando-se os tipos de mídia utilizadas; restrições intelectuais ou
financeiras; oferecimento de suporte ao usuário e outras observações percebidas,
que possibilitem maior exploração das informações disponíveis.
É preciso ressaltar que esses critérios podem sofrer transformações, assim
como a própria rede, para que seja possível acompanhar o rápido avanço que
esse tipo de tecnologia sofre com o passar do tempo. Daí, faz-se necessário que
os usuários desses recursos e os profissionais bibliotecários estejam atentos a
essas mudanças, para não comprometerem a segurança da informação obtida
através desse meio eletrônico.

4 METODOLOGIA
A metodologia desse estudo baseou-se na análise dos dados estatísticos
existentes em relatórios do setor, como também, no resultado apresentado em
pesquisa de usuário realizada anualmente; configurando-se como um estudo de
caso.
Este tipo de pesquisa “tem por finalidade tentar conhecer e explicar os
fenômenos que ocorrem nas suas mais diferentes manifestações e a maneira
como se processam os seus aspectos estruturais e funcionais [...]” (OLIVEIRA,
1998, p. 118.). Na verdade, permite fornecer explicações, através de
conhecimentos teóricos e práticos, de questões que dizem respeito ao caso em
estudo, ajudando a tirar conclusões de suas investigações, esclarecendo dúvidas
e aprofundando estudos que auxiliarão na descoberta de respostas para
possíveis problemas existentes no caso.

5 CONSTRUINDO O AMBIENTE NA FARN
5.1 A CONSTRUÇÃO
Até meados dos anos 2002, na estrutura física da biblioteca da FARN,
inexistia o espaço físico para acesso à pesquisas via Internet ou a outros tipos de
suportes eletrônicos da informação.

�7
Em agosto do mesmo ano, através da nova gestão da Biblioteca, ocorreu a
apresentação da proposta junto à Direção Geral da Faculdade, que, por sua vez,
deu total apoio ao projeto; vislumbrando naquele instante a necessidade de ter
um setor na Biblioteca que estivesse em consonância com as práticas adotadas
nas grandes bibliotecas que já trabalham com suporte eletrônico.
Dessa forma, iniciou-se o processo de implantação do projeto. Inicialmente,
a busca de um espaço físico adequado foi a primeira preocupação, tão logo o
local foi estabelecido, passou-se para a estruturação desse espaço, no que se
refere a equipamentos, estruturação de produtos e serviços inerentes ao setor,
estabelecimento de normas e procedimentos, desenvolvimento de produtos e
serviços que correspondessem ao objetivo proposto.
Em seguida, foi idealizada uma marca que refletisse uma real significância
da proposta, daí nasceu a logomarca, cujo slogan adotado identificaria o sentido
que se queria enfatizar perante a comunidade acadêmica, conforme figura a
seguir:

Figura 1 – Logomarca do Setor de Pesquisas Virtuais
Fonte: Biblioteca da FARN

5.2 MOVIMENTOS EVOLUTIVOS
Como estratégia de divulgação foi elaborado um folder específico,
informando o propósito do setor, as normas de utilização e os produtos, até então
desconhecidos pela maioria dos usuários, que inicialmente ficou assim estruturado:

�8
PRODUTOS

SERVIÇOS
Busca monitorada ( COMUT, bases e sites
Boletim de alerta
específicos)
Escaneamento e impressão de pesquisa
Catálogos de bases de dados em CD-ROM
acadêmica
Levantamento bibliográfico de fontes
Catálogos de sites especializados
eletrônicas
Quadro 1 – Produtos e serviços realizados na PV em 2002
Fonte: Biblioteca da FARN, 2002.

A divulgação também ocorreu de forma institucional, e nas reuniões
administrativas foi divulgado o novo setor aos professores e coordenadores de
cursos, sendo solicitado aos mesmos o apoio e divulgação junto aos alunos, para
que estes fizessem uso deste novo recurso. A divulgação ocorreu também nas
visitas dirigidas que são realizadas periodicamente, de forma que o setor pudesse
ser consolidado e tivesse participação efetiva na vida acadêmica da comunidade.

5.3 CONSOLIDAÇÃO GRADUAL
Em pesquisa de usuário realizada na Biblioteca da FARN, elaborada por
Silva; Souza (2004), dentre os resultados obtidos, constatou-se que o item
“utilização da sala de pesquisas virtuais / bases de dados” ficou em último lugar
na motivação que leva os usuários a utilizarem a Biblioteca da FARN, conforme o
gráfico abaixo:

Gráfico 1 – Motivos que levam a utilizar a Biblioteca
Fonte: Silva; Souza (2004)

�9
A partir dessa constatação, observou-se a necessidade de se enfatizar o
desenvolvimento e divulgação dos serviços oferecidos pelo setor.
A inserção de um bibliotecário, de forma direta, no Setor de Pesquisas
Virtuais foi de fundamental importância na sua consolidação, haja vista que o
mesmo pôde dar um maior direcionamento aos objetivos propostos, através de
um planejamento, execução e acompanhamento sistêmico, bem como, auxiliar
aos usuários de forma mais presencial. Neste sentido, o profissional veio facilitar
a busca em meios eletrônicos ou on-line, procurando aperfeiçoar e ampliar o uso
dos produtos e serviços do Setor.
De acordo com Martins (2006):
[...] mesmo num cenário de avanço tecnológico em meios
eletrônicos, de internet e outros suportes, a presença de
bibliotecários e de bibliotecas será fundamental para a
recuperação das informações. Pois, as pessoas não estão
preparadas para pesquisar e não dispõem de tempo para efetuálas, preferindo que profissionais gabaritados exerçam essa
função. E nessa lacuna, a presença do bibliotecário torna-se
essencial dentro da sociedade.

Como conseqüência natural da intervenção do profissional bibliotecário,
algumas ações se fizeram necessário, dentre as quais cita-se:
•

Ampliação de equipamentos;

•

Aquisição de produtos informacionais eletrônicos;

•

Criação de novos produtos e serviços;

•

Consorciamento com redes de bibliotecas.
Desta forma, a atual configuração representativa dos produtos e

serviços ampliou-se conforme quadro a seguir:
PRODUTOS

SERVIÇOS
Busca monitorada (COMUT, bases e sites
Boletim de alerta
específicos)
Catálogos de bases de dados em CD-ROM Disseminação Seletiva da Informação
Escaneamento e impressão de pesquisa
Catálogos de sites especializados
acadêmica
Levantamento bibliográfico de fontes
Clipping Acadêmico
eletrônicas
Programa de treinamento em bases de
dados e acesso a informação eletrônica
Quadro 2 – Produtos e serviços realizados na PV em 2006
Fonte: Biblioteca da FARN, 2006

�10
Considerando a atuação direta do profissional bibliotecário e a
ampliação dos produtos e serviços, observou-se a evolução do setor que pode ser
demonstrada nos dados estatísticos abaixo representados:

21%

Junho

21%

Julho
10%
25%

23%

Agosto
Setembro
Outubro

Gráfico 2 – Estatística de utilização Pesquisa Virtual – 2002
Fonte: Biblioteca da FARN, 2002.

Conforme gráfico 2 acima apresentado, verifica-se que pelo fato da
implantação do setor ter ocorrido apenas no segundo semestre letivo, a maior
utilização e solicitação dos serviços deram-se particularmente no mês de junho,
justificado pela campanha de divulgação da implantação do novo setor, e nos
meses de agosto, setembro e outubro, constatado pelo fato destes serem os
meses que os alunos concluintes intensificam a elaboração dos trabalhos de
conclusão de curso.

Fevereiro
23%

9%

Março
29%

Abril
Maio

13%
10%

16%

Junho
Agosto

Gráfico 3 – Estatística de utilização Pesquisa Virtual – 2003
Fonte: Biblioteca da FARN, 2003.

Constata-se maior índice de uso/solicitação do setor no mês de março pelo
fato de que no início do ano letivo ocorrem as visitas programadas, que apresenta
como destaque os produtos e serviços do setor aos alunos novatos,

�11

Março
Abril
7%

14%

Maio

15%
10%

Junho
Agosto

11%

10%
16%

11%

6%

Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro

Gráfico 4 – Estatística de utilização Pesquisa Virtual – 2004
Fonte: Biblioteca da FARN, 2004.

O resultado apresentado neste período demonstra uma evolução quando
aponta uma utilização sistemática em todos os meses do ano, com destaque para
o mês de março, que a exemplo do ano anterior aumenta o fluxo do setor, pois
sempre ocorrem as visitas programadas para a apresentação da biblioteca, seus
produtos e serviços, destacando assim, o setor para os alunos novatos; nos
meses de setembro, outubro e novembro são constatados altos índices pelo fato
de serem estes meses em que os alunos concluintes intensificam a elaboração
dos trabalhos de conclusão de curso.

Janeiro
Fevereiro
10%

5% 4% 5%

Março
15%

11%
9%

13%
7% 4%

8%

9%

Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro

Gráfico 5 – Estatística de utilização Pesquisa Virtual – 2005
Fonte: Biblioteca da FARN, 2005.

Nesta representação, confirmam-se os altos níveis de utilização/solicitação
no setor, nos meses de março, outubro, novembro e dezembro, pelos motivos
supracitados. Como também fica evidenciado um aumento sistemático para todos
os demais meses do período letivo.

�12

12%

Fevereiro

6%
34%

Março
Abril

30%

Maio
18%

Junho

Gráfico 6 – Estatística de utilização Pesquisa Virtual – 1° semestre 2006
Fonte: Biblioteca da FARN, 2006.

Percebe-se uma crescente utilização do setor pela comunidade acadêmica,
desde a sua implantação no ano de 2002, até o primeiro semestre de 2006. Os
dados mostram que no ano de 2002 a freqüência de acesso ao setor de
Pesquisas Virtuais chegou ao valor máximo de 26 solicitações no mês de
setembro, enquanto que o número máximo atingido foi de 71 acessos no mês de
março de 2006.

Essa constatação é um indicativo de que a comunidade da

FARN tomou conhecimento da existência do setor de Pesquisas Virtuais e tem
demonstrado contínuo interesse na utilização de seus serviços.
MESES
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
TOTAL

SOLICITAÇÕES
---------------3
2
2
---------------2
1
-----10

%
---------------30
20
20
---------------20
10
-----100

Quadro 3 – Estatística de solicitação de pesquisas – 2005
Fonte: Biblioteca da FARN, 2005.

�13
MESES
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
TOTAL

SOLICITAÇÕES
-----3
5
12
19
8
47

%
-----6
10
25
40
17
100

Quadro 4 – Estatística de solicitação de pesquisas – 1° semestre 2006
Fonte: Biblioteca da FARN, 2006.

Os quadros 3 e 4 refletem as ocorrências de solicitações de buscas em
bases de dados. Destacamos que desde a contratação de um profissional
bibliotecário respondendo diretamente pelo setor de Pesquisas Virtuais, observase que a quantidade de solicitações aumentou consideravelmente e, somente no
mês de maio de 2006, ocorreu um número de solicitações maior que em todo o
ano de 2005. Esse fato é decorrente da divulgação desse serviço junto aos
alunos, como também a participação direta de alguns professores em indicar o
setor na busca de pesquisas, contribuindo assim no processo de consolidação do
setor na Instituição.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após analisarmos os dados coletados via estatísticas do setor, como
também, os resultados apresentados na pesquisa de usuários, realizada
anualmente pela Biblioteca, pode-se delinear três pontos a se considerar, quais
sejam: conhecimento da existência do setor, uso do serviço e solicitação de
pesquisas acadêmicas.
Os pontos analisados estão atrelados à ação direta do usuário da unidade
de informação, portanto, além das implantações em relação ao desenvolvimento
de produtos e serviços, e da aquisição de equipamentos, o foco central para a
consolidação do setor não poderia deixar de estar centrada no usuário, razão
maior da justificação das unidades de informação. Assim, observa-se um grau
evolutivo, no que tange ao conhecimento, uso e utilização dos serviços oferecidos
pela PV, onde denota-se ainda a presença de uma cultura fundamentada no uso
do livro (suporte material da informação) em detrimento das informações
disponibilizadas eletronicamente; entretanto, vislumbra-se uma luz em direção a

�14
uma nova configuração cultural em relação ao uso e acessos destes novos
suportes informacionais.
O quadro evolutivo delineado ao longo destes três anos da implantação da
PV demonstra que se está a caminho de uma gradual consolidação, mas
sistematizada e planejada. As novas tecnologias estão aí, anunciando um novo
modelo de relações, paradigmas são quebrados a todo instante e as unidades de
informação devem estar caminhando lado a lado com as novas tecnologias. Neste
sentido, as bibliotecas universitárias, cuja missão maior é oferecer suporte ao
tripé base das universidades, deve fazer parte deste contexto de forma dinâmica
e interativa e principalmente antevendo-se as necessidades de seus usuários,
tendo como aliados a grande rede, os recursos tecnológicos, ancorados na rede
maior que sem dúvida é a rede humana.

REFERÊNCIAS
A INTERNET. In: TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade da informação no
Brasil: livro verde. Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000. p.133-140.
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada; KANISKI, Ana Lúcia. A sociedade do
conhecimento e o acesso à informação: para que e para quem? Ciência da
Informação, Brasília, v.29, n.3, p.33-39, set./dez.2000.
CASTELLS, Manuel. Prólogo: a rede e o ser. In: ______.A Sociedade em rede.
São Paulo: Paz e Terra, 1999. p. 21- 47.
CUENCA, Ângela Maria Belloni et al. Uso da Internet por usuários de Bibliotecas
Acadêmicas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
11., 2000, Florianópolis. Anais eletrônicos.... Florianópolis : UFSC, 2000.
Disponível em: &lt; http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t123.doc&gt;. Acesso em:
06 jul. 2006.
FERREIRA, Flávia; BORGES, Jussara; JAMBEIRO, Othon. Acesso à Internet na
Biblioteca Universitária: o papel do bibliotecário de referência na mediação desse
novo serviço. In: CINFORM – ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 6., 2005, Salvador. Anais eletrônicos... Salvador: UFBA, 2005.
Disponível em:
&lt;http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/F1%E1viaOthonJussara.pdf&gt;. Acesso
em: 12 maio 2006.

�15
MARTINS, Robson Dias. Perfil do Bibliotecário: uma realidade brasileira.
Biblioteca On-line: revista informativa on-line, Rio de Janeiro. Disponível em:
&lt;http://biblioteca.estacio.br/artigos/004.htm&gt;. Acesso em: 06 jul. 2006.
OLIVEIRA, Sílvio Luiz de. Tratado de metodologia científica: projetos de
pesquisas, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira,
1998.
SILVA, Helena Pereira da. Inteligência competitiva na Internet: um processo
otimizado por agentes inteligentes. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 1,
p. 115-134, jan./abr. 2003. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cienciadainformacao/&gt;. Acesso em: 15 maio 2006.
SILVA, José Fernando Modesto da; MACEDO, Neusa Dias de. Internet –
Biblioteca – Comunidade Acadêmica: Conhecimentos, usos e impactos ; pesquisa
com três universidades (UNESP – UNICAMP – USP). In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais eletrônicos....
Recife: UFPE, 2002. Disponível em: &lt;http://www.ufpe.br/snbu/docs/71.a.pdf&gt;.
Acesso em: 06 jul. 2006.
SILVA, Maria de Lourdes Teixeira da; SOUZA, Ana Maria da Silva. Pesquisa de
Usuário: um instrumento em busca da qualidade no ambiente da biblioteca. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004, Natal.
Anais... Natal: BCZM, 2004. 1 CD-ROM.
TOMAÉL, Maria Inês. et al. Avaliação de fontes de informação na Internet:
critérios de qualidade. Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v.11,
n.2, p.13-35, 2001.
VIDOTTI, S. A. G.; OLIVEIRA, G. P. de; SOUZA, M. F. A iniciativa dos arquivos
abertos como alternativa a publicações científicas. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=8301&gt;. Acesso em: 17 jul. 2006.
WERTHEIN, Jorge. A sociedade da informação e seus desafios. Ciência da
Informação, Brasília, v.29, n.2, p.71-77, maio/ago. 2000.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="47">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51378">
                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51380">
                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51381">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51382">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51383">
                <text>2006</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51384">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51386">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58874">
              <text>O ambiente de pesquisas virtuais na biblioteca acadêmica: da implantação à consolidação, um longo percurso.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58875">
              <text>Silva, Iara Celly Gomes da; Andrade, Magnólia de Carvalho; Teixeira, Maria de Lourdes </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58876">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58877">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58878">
              <text>2006</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58880">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58881">
              <text>O ambiente da pesquisa acadêmica nas bibliotecas universitárias se apresenta em constante evolução. Nesta perspectiva, as construções de novos espaços se fazem necessários na promoção e acesso à informação, via vários tipos de suportes. Atualmente, antigos paradigmas são sobrepostos com uma velocidade luz. Neste artigo, apresenta-se a implantação, manutenção e consolidação do Setor de Pesquisas Virtuais em uma biblioteca universitária, com vistas à democratização do acesso à informação eletrônica, como também à criação de uma rede de comunicação rápida, eficaz, tendo como foco central as novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Assim, enfoca-se a construção do espaço físico do Setor de Pesquisas Virtuais, através da criação de normas, produtos, serviços e divulgação desse novo recurso. A consolidação deste espaço encontra-se em pleno desenvolvimento, via aquisição de produtos específicos, consorciamentos junto às redes especializadas, geração de novos produtos e, principalmente, a presença direta de um profissional bibliotecário intervindo e mediando o processo da busca e do acesso às informações com segurança e confiabilidade das fontes. Conseqüentemente, essas ações estão trazendo benefícios à comunidade atendida.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68946">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
