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                  <text>Eixo I Inovação e Criação
USO DE MÍDIAS SOCIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: RELATO DE
EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
USE OF SOCIAL MEDIA IN UNIVERSITY LIBRARIES: EXPERIENCE REPORT OF THE
CENTRAL LIBRARY FROM THE UNIVERSITY OF BRASILIA

Resumo: O uso de mídias sociais tem se tornado cada vez mais uma necessidade para que
bibliotecas possam efetivar a promoção e o uso de seus produtos e serviços de informação. O
presente artigo tem como objetivo relatar a experiência em comunicação com mídias sociais
da Biblioteca Central da Universidade de Brasília. A biblioteca sempre teve uma forte
presença nas mídias sociais, contudo viu-se a necessidade da criação de uma comissão de
comunicação em mídias sociais, além da parceria com a secretaria de comunicação da
universidade para a realização de reuniões, workshops e capacitação. As mídias sociais usadas
na biblioteca são descritas, com especial atenção para a página oficial no Facebook, bem
como os exemplos das ações realizadas. Estatísticas e ações de acessibilidade são exploradas
e detalhadas. Constatou-se aumento de acesso e engajamento dos usuários por meio das
mídias sociais após a criação da comissão, além de uma alavancada na gestão de suas
comunicações e gestão nos perfis oficiais da Biblioteca Central nessas mídias.
Palavras-chave: Marketing. Mídias sociais. Acessibilidade. Bibliotecas universitárias.
Abstract: Use of social media has become an increasing necessity for libraries in order to
effectively promote and use their information products and services. This paper aims to report
on the experience in communication with social media from the Central Library of the
University of Brasília. The library has always had a strong presence in social media.
However, it felt the need to create a communication committee in social media and strike a
meetings, workshops, and training. The social media profiles used by the library are described
in this paper, with special attention to the official Facebook page, as well as some examples of
the actions taken. Statistics and accessibility actions were explored and thoroughly detailed.
After the creation of the commission, there has been a noticeable increase in users' access and
engagement through social media, as well as an improvement in the management of their
communications and in the handling of the official profiles of the Central Library in these
media.
761

�Keywords: Marketing. Social media. Accessibility. Academic libraries.
1 Introdução
As mídias sociais e a tecnologia agregada fizeram com que muitas instituições,
empresas, bibliotecas e demais órgãos utilizem estes meios de comunicação para alcançar
seus usuários/clientes. Muitas bibliotecas já estão ativas no uso de mídias sociais, a gestão
entra como fator crucial para o sucesso e o engajamento dos usuários nas ações das
bibliotecas, principalmente nas bibliotecas universitárias, foco deste artigo.
O artigo tem como objetivo relatar a experiência da Biblioteca Central da
Universidade de Brasília (BCE/UnB) no uso das mídias sociais, sendo assim uma pesquisa
descritiva. Foi criada uma comissão, composta por bibliotecários e um profissional da área de
design gráfico, além da parceria com a secretaria de comunicação da universidade que
capacitou a equipe por meio da realização de reuniões e workshops presenciais. Exemplos das
ações realizadas pela BCE nas mídias sociais são citados, demonstrando que a capacitação da
equipe foi fundamental para a melhoria da gestão e do uso das mídias no processo de
promoção dos produtos e serviços. São apresentadas estatísticas que comprovam o aumento
no número de usuários das mídias, consequentemente um aumento das interações entre a BCE
e seus seguidores no ambiente digital.
2 Mídias sociais
O uso de mídias sociais tem se tornado cada vez mais uma necessidade para que
bibliotecas possam efetivar a promoção e o uso de seus produtos e serviços de informação. Na
era dos smartphones, onde os dados são armazenados rapidamente e a comunicação é feita de
forma instantânea, torna-se imprescindível que empresas e organizações estejam conectadas
com seus consumidores e usuários. A comunicação é o condutor para que as organizações se
mantenham ativas e alcancem seus objetivos, mesmo que não tenham como foco o lucro,
como é o caso de bibliotecas.
As mídias sociais fazem parte da era Web 2.0, na qual usuários possuem total
consolidaram como alternativas aos meios de comunicação tradicionais (TV, rádio, revistas,
jornais, etc.) e seu público, e vêm oferecendo a possibilidade de dar um toque mais humano a
Fagundes (2016, p. 7):
762

�As mídias sociais contribuem tanto para as empresas (vendas) quanto para os
usuários (compras), proporcionando uma satisfatória amplitude de pesquisas. Além
disso, apresenta-se com uma característica contemporânea, que é a criação de laços
de proximidade através das redes sociais, transformando o típico mercado digital
para uma relação bilateral, possibilitando o diálogo entre vendedor e comprador,
mesmo através dos canais eletrônicos e automatizados, quebrando, portanto, a
sensação de ausência da negociação.

Com as mídias sociais, o usuário tem a possibilidade de ser um crítico imediato de
uma publicação e pode até mesmo disseminar as informações para uma rede de contatos sem
que haja nenhum tipo de permissão por parte de quem publica. Portanto, os profissionais que
atuam na área de comunicação das organizações devem criar formas de atrair o público-alvo
utilizando as mídias sociais de forma criativa e atrativa, sem esquecer, contudo, que é
necessário manter níveis mínimos de boa conduta e regras de uso, assim como ocorre no
ambiente físico.
3 Mídias sociais e bibliotecas universitárias
As mídias sociais, também denominadas redes sociais que utilizam as novas

Brasil, a primeira rede que se popularizou foi o Orkut no ano de 2004. Criada em parceria
com a empresa Google, o Orkut permaneceu ativo por dez anos chegando a quase 30 milhões
de usuários (WIKIPEDIA, 2018). Ao longo do tempo, outras redes importantes surgiram,
destacando-se: Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin, Youtube, Pinterest, Whatsapp e
Snapchat (CUSTÓDIO, 2017). Considerando que o uso das mídias sociais é uma realidade
que promove a comunicação e a conexão entre pessoas e organizações, é fato que bibliotecas
enquanto espaços de promoção e uso da informação sob diferentes meios devem tornar
indissociável o marketing com relação às mídias sociais. Salgado e Pacios (2016) nomeiam
esta interação de social media marketing, no qual toda a promoção e divulgação dos serviços
da biblioteca é feita por meio das redes sociais. Os autores analisam o social media marketing
especificamente em bibliotecas universitárias:
É pois neste contexto que a web social assume um papel de relevo no âmbito da era
digital, dando origem ao termo social media marketing, isto é, toda a divulgação e
promoção realizada através dos social media. O que no caso das bibliotecas
académicas corresponderá à divulgação dos serviços, atividades, recursos, notícias e
respetiva marca, através da web social (SALGADO; PACIOS, 2016, p. 16).

O contexto universitário é propício para o sucesso do uso das mídias sociais, já que
seu público é formado em grande parte por pessoas jovens que cresceram envoltas na era das
763

�denominadas tecnologias de informação. Além disso, Calil Júnior (2013, p. 1056) faz a
seguinte análise sobre a biblioteca universitária:
Neste contexto, alguns dos atores do mundo acadêmico estão entre aqueles que mais
circulam no ciberespaço, que vem se tornando um dos mais importantes, se não o
principal, lócus de produção, circulação e disseminação da informação. E, ao
acompanhar essa ocupação do ciberespaço por parte desses atores, é possível
afirmar que entre as bibliotecas brasileiras, as universitárias vêm se destacando no
uso das ferramentas colaborativas.

Estudo realizado na Biblioteca da Universidade de Liverpool por Chatten e Rouhley
(2017) confirma que o uso das mídias sociais é uma necessidade para o sucesso da
comunicação efetiva com os usuários. Para isso é necessário a formação de equipes
multidisciplinares dentro da instituição que fiquem responsáveis por planejar e gerenciar os
conteúdos postados nas diferentes plataformas que são utilizadas pela biblioteca (Facebook,
Twitter e Instagram). Os autores também recomendam conhecer e saber diferenciar as
diferentes redes, já que cada uma possui objetivos e atributos específicos.
4 Mídias sociais, bibliotecas universitárias e acessibilidade
As bibliotecas universitárias, apresentam destaque no uso das mídias sociais, o que de
certa maneira, é impulsionado pelo fato de possuírem ambientes multidisciplinares formados
por públicos diversos e que possuem como característica principal a universalização do
acesso à informação. Ademais, não se pode relegar o dever social, especialmente com relação
à inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência.
No Decreto n°. 5296 de 2004 que trata das normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, o
termo acessibilidade é definido como:
condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos
espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de
transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por
pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida (BRASIL, 2004).

No capítulo que trata do acesso à informação e à comunicação da lei brasileira de
inclusão da pessoa com deficiência, lei n°. 13.146 de 2015, inclui recomendações de
acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiência, tais como: a obrigatoriedade de
acessibilidade das páginas da internet, iniciativas do poder público para adotar medidas de
incentivo de produção, distribuição e comercialização de livros em formatos acessíveis, além
também de estimular a adaptação de artigos científicos, entre outras recomendações. A
mesma lei tem capítulo sobre tecnologia assistiva (BRASIL, 2015).
764

�A biblioteca faz parte do desenvolvimento acadêmico dos alunos, sendo
imprescindível dar atenção à acessibilidade e a inclusão, principalmente digital, em suas
múltiplas necessidades. Fialho e Silva (2012) num estudo sobre acessibilidade de deficientes
visuais em bibliotecas universitárias, constatam que os usuários com deficiência visual
tendem a ser mais autônomos na busca informacional desde que os instrumentos sejam
adequados, e além disso, as bibliotecas devem adequar suas unidades para atender a qualquer
importante na permanência da pessoa com deficiência no ensino superior e, por isso, devem
atuar ativamente na
5 Relato de experiência: comissão de comunicação em mídias sociais da BCE/UnB
No primeiro semestre de 2017, a direção da BCE/UnB solicitou à Secretaria de
Comunicação da UnB (Secom/UnB) apoio e orientações sobre como melhorar as práticas de
comunicação da biblioteca, tanto interna como externamente. Um estudo junto à BCE/UnB
foi realizado pela Secom/UnB. Nesse trabalho foi sugerido à direção que algumas alterações
fossem realizadas, principalmente com relação à comunicação externa da biblioteca em seus
meios de comunicação, como suas mídias sociais e site institucional.
Diante dessas sugestões, em maio de 2017 foi criada a Comissão de Comunicação em
Mídias Sociais da biblioteca (CMS/BCE), composta por sete bibliotecários, com o apoio de
um estagiário de design gráfico, sendo oficializada em julho do mesmo ano, com a publicação
de um ato oficial do Diretor da BCE/UnB.
A capacitação da Comissão foi realizada com apoio da Secom/UnB, que ofereceu dois
treinamentos para a equipe: um workshop em redes sociais, em maio de 2017; e um workshop
em produção de conteúdo, em junho de 2017. Inicialmente, foi pensado que a Comissão
poderia ser dividida em um conjunto de pessoas responsáveis pela produção de conteúdo e
outro responsável pela gestão das mídias sociais. Contudo, praticamente todos os membros da
Comissão participaram de ambos os treinamentos.
Após treinamentos e novas orientações passadas pela Secom/UnB, algumas decisões
foram tomadas a fim de otimizar e melhorar ainda mais o desempenho das mídias sociais e
site da BCE/UnB.
Em maio de 2017, quando a Comissão foi criada, a biblioteca contava com quatro
ferramentas de mídias sociais, além de seu site institucional:
Página oficial da BCE no Facebook: https://pt-br.facebook.com/unb.bce/
765

�Perfil da BCE no Twitter: https://twitter.com/bceunb
Perfil oficial da BCE no Instagram: https://www.instagram.com/bceunb/
Canal da BCE no YouTube: https://www.youtube.com/user/BCEUnB
Site institucional da BCE: www.bce.unb.br/
Destes, a página da BCE no Facebook, o perfil do Instagram e o site institucional
possuíam frequências em suas publicações.
A comunicação veiculada no site institucional da BCE, de forma geral, sempre fora
conduzida pelas equipes do Núcleo de Informática e Tecnologia (NIT), Gerenciamento da
Informação Digital (GID) e, principalmente, pelo setor de Referência (REF). Os avisos e
notícias tinham, e têm, a prática de serem publicados tanto na página oficial da BCE no
Facebook quanto no site institucional. O conteúdo principal dessas publicações foram e são:
avisos sobre o funcionamento da biblioteca e informativos sobre seus serviços oferecidos,
como treinamentos em base de dados e eventos.
A participação da BCE no Twitter e Instagram sempre ficou a cargo dos colegas que
alimentavam a página do Facebook e do site. Contudo, essas mídias não eram prioridade nas
comunicações gerais com os usuários. O Twitter não possuía uma rotina de publicação ativa,
diferente do Instagram que sempre foi mais utilizado para publicar as imagens da biblioteca e
demais interações com cunho fotográfico.
Após a criação da Comissão, decidiu-se utilizar a ferramenta TweetDeck para
agendamento das publicações no perfil da BCE no Twitter. As postagens nesta plataforma são
caracterizadas por mensagens mais instantâneas e diretas, logo, as postagens precisam ser um
pouco diferentes das demais mídias. Após o uso da ferramenta de programação de postagens e
da ressignificação das publicações feitas, percebeu-se um ganho nas interações dos seguidores
do perfil da biblioteca no Twitter.

766

�Figura 1: Programação no TweetDeck do perfil oficial da BCE no Twitter

Fonte: TweetDeck do perfil oficial do Twitter da BCE/UnB, 2018

O perfil oficial da BCE no Instagram continuou sendo alimentado, em geral com
publicações diversas das feitas no Twitter e Facebook da biblioteca. Nessa mídia é possível
participar de algumas tags mundiais e nacionais promovidas por bibliotecas, além de realizar
uma interação mais próximas com outras unidades de informações e seus usuários.
Figura 2: Perfil oficial da BCE no Instagram

Fonte: Perfil oficial no Instagram da BCE/UnB, 2018

5.1 Página oficial da BCE/UnB no facebook
Quando a comissão (CMS/BCE) foi criada, a página do Facebook já contava com uma
presença significativa na rede, com mais de doze mil curtidas e um bom número de
interações, o que a configurava já como um canal de comunicação reconhecido e necessário
entre a biblioteca e seus usuários. Apesar disso, não possuía uma equipe formal que a
gerenciasse, funcionando com a colaboração dedicada de alguns servidores voluntários que
alimentavam a página, além da equipe de Referência da biblioteca, que cuidava de publicar
767

�postagens informativas da instituição, com especial atenção para notícias sobre
funcionamento da biblioteca e produtos e serviços oferecidos por este setor. Algumas
tentativas de normatização e periodicidade de publicações foram realizadas, contudo nem
sempre com êxito, já que nem todos os servidores com acesso à página realizavam postagens
com frequência fixa ou com pautas pré-estabelecidas.
Uma das primeiras recomendações da Secom/UnB foi a de reduzir o número de
servidores que possuíam autorização de postar na página. À época foi constatado que havia
mais de 10 colegas com acesso irrestrito à página, ou seja, com perfis de administradores.
Outra questão levantada pela Secom/UnB, e já suscitada pelos colegas que geriam a página
anteriormente, era a necessidade de consolidar e atualizar a Política de Moderação da página,
que estava um pouco frágil. Uma das ações realizadas diante dessas situações foi decidir e
redefinir as autorizações de acesso da página entre administradores e editores. A Política de
Moderação foi alterada e ficou bastante próxima com a política já existente na página oficial
da UnB, feita pela própria Secom/UnB, que contemplou com sucesso as necessidades da
página da BCE.
A Comissão, assim como os antigos colegas responsáveis pela página, sentiram a
necessidade de ter essa política de moderação mais específica e detalhada, para evitar
possíveis mal entendidos, como, por exemplo, possibilidades de banimento de seguidores ou
exclusão de interações ou comentários impróprios, baseados nas normas definidas na política.
Além de buscar pela saudável prática da comunicação nas mídias sociais, levou-se em
consideração o respeito à dignidade humana e aos direitos humanos com o objetivo de
alcançar a missão e os valores tanto da BCE como da própria UnB.
Outra grande questão que se colocou à época para a Comissão foi a tarefa de
padronizar os avisos e informativos gerais da biblioteca, tanto no site quanto na página oficial
do Facebook, os dois principais canais de comunicação virtual desse tipo de informação da
BCE com seus usuários. Novas artes padronizadas foram criadas e esse tipo de postagem
começou a ser publicada com uma nova identidade visual. Com a colaboração do profissional
em design gráfico, as demais imagens publicadas na página também seguiram uma identidade
nova, sempre procurando seguir o manual da marca da UnB e as orientações da Secom/UnB.
Outra grande prática agregada pela Comissão foi a de promover acessibilidade nas
publicações. Foi incorporada a hashtag #PraCegoVer em todas as postagens do site e do
Facebook da BCE.

768

�5.2 #PraCegoVer
Em julho de 2017, uma das autoras, após a participação no I Encontro Internacional de
Estudos de Usos e Usuários da Informação, propôs uma mudança nas redes sociais da BCE. A
proposta tinha o objetivo de trazer acessibilidade para pessoas com deficiência visual, por
meio da descrição das imagens elaboradas para a página do Facebook da biblioteca. O
trabalho iniciou-se com a pesquisa e a elaboração do projeto, que foi apresentado para a
direção da BCE e logo após, para a Comissão Permanente de Comunicação em Mídias
Sociais. Na ocasião, foram apresentados diversos exemplos de outras instituições, públicas e
privadas, que já estavam descrevendo suas imagens nas páginas do Facebook e outras mídias.
Os membros da Comissão receberam um material informativo, que incluía explicações sobre
o ingresso e permanência de pessoas com deficiência no ensino superior, a forma como esses
usuários interagem com a informação e como as descrições deveriam ser realizadas. Houve
uma necessidade de repensar o processo de elaboração de postagens: a imagem deveria
complementar o texto incluído na postagem, e não ser apenas uma repetição de informações.
A partir desse momento, as postagens do Facebook precisavam incluir a tag
#PraCegoVer e, logo após a descrição da imagem elaborada. Algumas instituições utilizam
outros formatos. A hashtag, no formato que foi escolhido para a BCE, foi idealizada pela
professora baiana Patrícia Braille, pioneira no uso de descrição de imagens no Facebook100.
No dia 11/07/2017, foi publicada a primeira postagem incluindo a hashtag
#PraCegoVer. A iniciativa repercutiu de forma positiva. A descrição passou a ser adotada no
site da BCE, sempre que as publicações envolvessem imagens. No dia 18/08/2017, elaborouse uma postagem com dois objetivos: anunciar que a biblioteca tinha aderido ao projeto e dar
informações básicas sobre o que é o #PraCegoVer.
Figura 3: Primeira publicação na página oficial da BCE no Facebook do #PraCegoVer

Fonte: Página oficial do Facebook da BCE/UnB, 2018.
Para saber mais: https://goo.gl/YNRUZ5

769

�As bibliotecas, ao se inserirem no contexto de mídias sociais, precisam estar atentas à
multiplicidade de usuários e as suas necessidades específicas. A descrição se faz necessária,
pois os leitores de tela utilizados por pessoas com deficiência não são capazes de reconhecer
imagens.
Ao incluir descrições de imagens em suas mídias, a BCE está reafirmando o respeito à
pessoa com deficiência visual e o compromisso com as legislações vigentes, contribuindo
para a permanência desses usuários no ensino superior e com a democratização do acesso à
informação.
6 Facebook da BCE - breve histórico
Para realizar uma análise da evolução da página oficial da BCE no Facebook, foi
realizada uma coleta de dados dentro das próprias estatísticas fornecidas pela rede social,
baseada numa abordagem metodológica mista (quantitativa e qualitativa). O recorte de tempo
escolhido para a análise foi de 30 de janeiro de 2017 a 30 de janeiro de 2018. O dados
analisados foram: aumento da quantidade e média de crescimento de seguidores, assim como
exemplos de publicações realizadas na página desde sua criação. Desta maneira, procurou-se
realizar uma análise da evolução da presença da BCE no Facebook nesse período, com foco
nas ações realizadas após a criação da Comissão.
De 30 de janeiro de 2017 a 30 de janeiro de 2018A página da BCE no Facebook saltou
de 11.490 seguidores para 13.786, conforme gráfico abaixo:
Figura 4: Total de seguidores da página oficial da BCE no Facebook

Fonte: Página oficial do Facebook da BCE/UnB, 2018.

Em 8 de julho de 2017, dois dias depois da edição do ato que criou a comissão em
mídias sociais da BCE, o número de seguidores era 12.417. Nesse mesmo período de um ano,
770

�o número de seguidores que começaram a seguir a página foi em média, maior do que o
número de seguidores que deixaram de seguir.
Figura 5: Seguidores da página oficial da BCE no Facebook

Fonte: Página oficial do Facebook da BCE/UnB, 2018

A primeira postagem na página foi feita em 01 de junho de 2011:
Figura 6: Primeira publicação na página oficial da BCE no Facebook

Fonte: Página oficial do Facebook da BCE/UnB, 2018.

Neste primeiro momento, boa parte das postagens consistia em avisos sobre o
funcionamento da biblioteca e divulgação de alguns serviços, como os então recém-criados
Repositório Institucional e Biblioteca Digital de Monografias, além de alguns eventos da
771

�Universidade. Já nessa época, algumas datas comemorativas eram lembradas, como o dia do
filatelista, em postagem de 5 de março de 2013.
A partir de 2015, o olhar sobre o Facebook se intensificou. Era preciso explorar mais
essa forma de comunicação com nosso público-alvo. Estabeleceu-se que uma pessoa de cada
setor teria acesso à página e cada setor poderia fazer uma publicação semanal (ou mais).
Nesse período, alguns quadros fixos foram criados, como o #bookfacefriday:
Figura 7: Publicação do #BookFaceFriday na página oficial da BCE no Facebook

Fonte: Página oficial do Facebook da BCE/UnB, 2018.

de pessoas da equipe (com prévia autorização) com uma breve descrição a respeito delas; o
colaboradores indicavam livros para os usuários conforme seus gostos pessoais.
Em eventos como a
eventos físicos e as redes sociais, um complementando o outro.
Nesse mesmo ano, foi muito intensivo o uso dos memes, para dar um ar mais divertido
aos avisos. O resultado foi uma maior interação dos usuários:

772

�Figura 8: Publicação de memes na página oficial da BCE no Facebook

Fonte: Página oficial do Facebook da BCE/UnB, 2018

Atualmente, a página mantém os avisos, agora devidamente padronizados
esteticamente. Algumas das publicações promovidas são as dicas voltadas para o universo
acadêmico e campanhas como o Setembro Amarelo (prevenção ao suicídio), Outubro Rosa
(prevenção ao câncer de mama) e Novembro Azul (prevenção ao câncer de próstata).
7 Considerações Finais
A BCE já tinha perfis ativos nas principais mídias sociais, contudo a criação da
comissão, a parceria com a secretaria de comunicação da universidade, o planejamento das
ações a serem publicadas, e, principalmente, o feedback dos usuários fizeram com que a
visibilidade da biblioteca aumentasse perante a comunidade acadêmica, tornando as mídias
sociais adotadas um meio efetivo de divulgação dos produtos e serviços oferecidos pela
biblioteca. Constatou-se aumento de acesso, uso e engajamento dos usuários por meio das
mídias sociais e site da biblioteca, assim como a inclusão da prática de acessibilidade, por
meio da hashtag #PraCegoVer, contribuindo para uma comunicação mais cidadã e
democrática.
Diante da experiência da BCE com o uso institucional das mídias sociais e da
literatura da área que trata do assunto, é possível afirmar que as unidades de informação que
trabalham com essas mídias possuem uma grande chance de alavancar sua capacidade de
transferir conteúdo informacional de forma orgânica e ao mesmo tempo funcional, ao
proporcionar um contato rápido e ativo, além de acessível, com seus usuários.
773

�Referências
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775

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Uso de mídias sociais em bibliotecas universitárias: relato de experiência da Biblioteca Central da Universidade de Brasília.</text>
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              <text>O uso de mídias sociais tem se tornado cada vez mais uma necessidade para que bibliotecas possam efetivar a promoção e o uso de seus produtos e serviços de informação. O presente artigo tem como objetivo relatar a experiência em comunicação com mídias sociais da Biblioteca Central da Universidade de Brasília. A biblioteca sempre teve uma forte presença nas mídias sociais, contudo viu-se a necessidade da criação de uma comissão de comunicação em mídias sociais, além da parceria com a secretaria de comunicação da universidade para a realização de reuniões, workshops e capacitação. As mídias sociais usadas na biblioteca são descritas, com especial atenção para a página oficial no Facebook, bem como os exemplos das ações realizadas. Estatísticas e ações de acessibilidade são exploradas e detalhadas. Constatou-se aumento de acesso e engajamento dos usuários por meio das mídias sociais após a criação da comissão, além de uma alavancada na gestão de suas comunicações e gestão nos perfis oficiais da Biblioteca Central nessas mídias.</text>
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