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                  <text>MUDANÇAS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS A PARTIR DA
INCLUSÃO DIGITAL
Eliana Maria Garcia∗
Silvia Maria Zinsly ∗∗
Márcia Regina Migliorato Saad ∗∗∗
RESUMO
A mudança social atinge todos os setores da sociedade (empresas, escolas,
órgãos públicos, comércios, instituições governamentais, não governamentais, e
comunidades de bairro). A inclusão digital nas escolas da rede pública ainda não
é uma realidade. Objetivando a socialização das tecnologias disponíveis e
cumprindo a política básica da instituição ao compromisso com a comunidade
vizinha, a biblioteca da ESALQ/USP convidou os alunos de uma escola pública
para a utilização e compartilhamento de seus micros conectados à Internet com a
finalidade de orientação e elaboração de pesquisas. O projeto denominado “Adote
uma escola” tem como finalidade conscientizar os estudantes sobre a importância
das modernas tecnologias de informação para o conhecimento. A informática é a
nova linguagem da humanidade agora aplicada diretamente à educação, como
um novo modelo pedagógico capaz de superar a crise em que se encontra o
sistema de ensino, e trazendo as soluções para problemas que para muitos
parecem pertinentes ao ato de ensinar. Assim, torna-se necessário apreender a
prática levada a efeito pelas redes de ensino e o modo como seus agentes a
interpretam, na medida em que um paradigma não se constitui a revelia daqueles
que vivenciam a questão no seu cotidiano.
Palavras-chave: Inclusão Digital. Transferência de Informação. Escola Pública.
Ensino. Informática na Educação.

∗
Bibliotecária Chefe – Seção de Referência
Universidade de São Paulo / Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Divisão de Biblioteca e Documentação
Av. Pádua Dias, 11 – Caixa Postal 09 – Piracicaba – SP – Brasil
E-mail: emgarcia@esalq.usp.br

∗∗

Bibliotecária – Seção de Referência
Universidade de São Paulo / Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Divisão de Biblioteca e Documentação
Av. Pádua Dias, 11 – Caixa Postal 09 – Piracicaba – SP – Brasil
E-mail: smzinsly@esalq.usp.br
∗∗∗

Diretora
Universidade de São Paulo / Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Divisão de Biblioteca e Documentação
Av. Pádua Dias, 11 – Caixa Postal 09 – Piracicaba – SP – Brasil
E-mail: mrmsaad@esalq.usp.br

1

�1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca tem como missão formar cidadãos para a sociedade e ser
reconhecida como tal. Para tanto os organismos sociais, escolas e bibliotecas
devem assumir um papel responsável na criação deste processo, facilitando a
todos o acesso à informação. Não tem como formar cidadãos sem capacitá-los e
ou inseri-los no mundo globalizado e informatizado.
É neste contexto que o profissional da informação tem um papel
fundamental, formando o indivíduo na sociedade por meio da leitura, da escrita e
da tecnologia (BARROS, 2005).
A mudança social atinge todos os setores da sociedade: empresas, órgãos
públicos, comércios, organizações governamentais, não governamentais e
comunidades de bairro, com ou sem eficácia (BARROS, 2005).
A sociedade hoje em dia é comandada cada vez mais pela informação e
pelo acesso a esta mesma informação. A incidência destas informações
tecnológicas sobre o saber deve ser considerável, ela é ou será afetada em suas
principais funções: a pesquisa e a transmissão do conhecimento, isto é fazer valer
de estratégias bem arrojadas para agregar conhecimento para que haja inovação,
competição no mercado e eficiência nos serviços e produtos oferecidos.
O bibliotecário ou profissional da informação tem competência que
ultrapassa os conhecimentos da ciência, mostrando-se assim um agente
multiplicador ou de intervenção social, na democratização da informação, no qual
o cidadão tem direito ao à informação, antes restrita apenas ao um grupo seleto
de pesquisadores das universidades no país.
Para o enriquecimento cultural e intelectual não basta apenas a leitura e a
escrita, mas a oportunidade de acesso à informação que está totalmente
globalizada. Isto faz com que não só os educadores, mas principalmente o
bibliotecário

tem

consciência

de

sua

responsabilidade

social

enquanto

fornecedores de informação.
A informação e o incentivo ao uso da biblioteca são transmitidos de forma
superficial nas bibliotecas públicas e escolares, pouco contribuindo para a
formação das crianças e dos jovens. Essas bibliotecas têm várias deficiências tais
como: acervo desatualizado, equipes não treinadas e principalmente pouco

2

�comprometidas com programas de incentivo e orientação para o uso das
bibliotecas.
Por outro lado, as bibliotecas universitárias apresentam um outro cenário,
uma vez que estando associadas à pesquisa e ao ensino, recebem muito mais
investimentos públicos em infra-estrutura, acervo e pessoal especializado, pois
trabalham com a elite da educação no país, responsável pela geração do
conhecimento científico.
De acordo com Tomaél, Alcará e Di Chiara (2005) as pessoas estão
inseridas na sociedade por meio das relações que desenvolvem durante toda a
sua vida, em seguida na escola, na comunidade em que vivem e no trabalho. A
sociedade ultrapassou o âmbito acadêmico ganhando espaço em outras esferas,
movimento este chegando à Internet, aglutinando pessoas com objetivos
específicos ou apenas pelo prazer ou uma rede de relacionamentos, possibilitado
por um software social que com uma interface amigável integra recursos além dos
da tecnologia da informação.
Atualmente o Governo Federal vem buscando ampliar na prática o projeto
de inclusão digital para os cidadãos de baixa renda, idosos, deficientes entre
outros financiando mais de 19 mil recursos tecnológicos através do Projeto
“Cidadão Conectado”.
2 INCLUSÃO DIGITAL
A alfabetização digital e a formação básica são decisivas para que a
sociedade passe a adquirir capacidade de gerar inovações, e para que ocorra
essa inclusão digital nas escolas públicas, é preciso que essas mesmas escolas
sejam investidas de computadores, infra-estrutura, softwares e recursos
financeiros, fazendo para tal até parcerias de empresas privadas com o poder
público.
A inclusão digital não deve ser vista como a universalização do acesso ao
computador conectado à internet, mas sim como o domínio deste equipamento
para manuseá-lo com autonomia.

3

�A inclusão digital na educação não consiste em somente instalar
computadores nas escolas, é preciso fundamentalmente capacitar o professor
para essa nova atividade, e que ele insira essa ferramenta digital em suas aulas.
A informática é a nova linguagem da humanidade, agora aplicada à
educação como um novo modelo pedagógico capaz de superar a crise em que se
encontra o sistema de ensino, e trazendo as soluções para problemas que para
muitos parecem pertinentes ao ato de ensinar.
Segundo Buzato citado por Silva et al. (2005) adota-se o termo “letramento
digital” por entender que não se trata de ensinar a codificar ou decodificar a
escrita, ou mesmo usar teclados, interfaces gráficas ou programas de
computadores, mas inserir em práticas sociais na qual a escrita mediada por
computador ou outro dispositivo eletrônico tenha um papel significativo, ou seja,
dar capacidade e habilidade para filtrar e avaliar as informações recuperadas.
A entrada dos computadores na educação será sem dúvida propulsora de
uma nova relação entre os professores e alunos, ou seja, a chegada desta nova
tecnologia sugere ao professor um novo estilo de comportamento em sala de aula
(OLIVEIRA, 1997).
Acredita-se que com a utilização deste novo recurso, o aluno encontrará
novos espaços na prática na resolução de seus problemas, bem como na
construção de suas atividades. Uma pessoa alfabetizada em informação é aquela
capaz de identificar a necessidade de informação, organizá-la e aplicá-la na
prática.
A informática educativa pode ser vista de algumas formas, como mais um
recurso disponível para ilustrar as aulas, como um elemento complementar aos
exercícios tradicionais dos livros didáticos, ou ainda como um elemento
importante na preparação dos alunos no mercado de trabalho, cabendo à escola
o ato de ensinar os alunos a utilizar o computador (MORAES, 2002).
Esta proposta de utilização da informática entende-se como uma
ferramenta importante que com a mediação do professor, o aluno trace seu
próprio caminho sugerindo novas possibilidades para a realização de seus
trabalhos.

4

�O ensino então não deve se render somente às novas tecnologias, mas
sim agregar valor à educação e a formação do professor e do aluno (SILVA;
RIZZO; BRANDÃO, 2002).
A utilização da internet é usada como um recurso que revoluciona o
processo de ensino-aprendizagem, no qual o aluno tem acesso às informações,
busca o conhecimento e racionaliza o tempo. Quando se fala em internet associase a um novo ambiente de interatividade e de uma nova ferramenta de ensino
(SILVA; RIZZO; BRANDÃO, 2002).
As novas tecnologias aliadas aos novos paradigmas da educação
constituem um ambiente de ensino-aprendizagem interativo e construtivo. Com
soluções não só nos problemas educacionais, mas também na qualificação no
mercado de trabalho.
Segundo Suaiden e Oliveira (2006) a escola é a mediadora da informação,
capacita os alunos a identificar e agregar valor à mesma, transformando-a em
conhecimento.
A inclusão digital ajuda a compreender e usar as ferramentas da tecnologia
da informação tão importantes para a educação e para a vida profissional do
aluno. Vendo do o ponto de vista ético, é considerada uma ação que promoverá a
“cidadania digital”, contribuindo para uma sociedade igualitária (SILVA et al.,
2005).
Segundo Caldas (1993) o uso da informática na educação dos alunos da
rede pública, proporciona a formação de uma consciência crítica em relação ao
uso da informática, favorecendo o desenvolvimento do raciocínio lógico e a
descoberta da sua própria capacidade de estudar e aprender, melhora a
qualidade de ensino através da renovação da prática pedagógica, produzindo
uma reflexão o papel de educador e ao aluno uma maior participação da
construção do próprio conhecimento.
Os cidadãos competentes no uso da informação estão em posição de
tomar atitudes mais inteligentes e socialmente responsáveis que os cidadãos
menos informados.

5

�3 PROJETO “ADOTE UMA ESCOLA”
A inclusão digital nas escolas da rede pública ainda não é uma realidade,
não é uma atividade rotineira para os alunos.
Neste trabalho registramos a preocupação de adequar a capacitação dos
alunos com uso dos recursos da informática educativa viabilizando assim a
modernização do ensino e da aprendizagem, melhorando o intercâmbio entre a
Internet e a aquisição do conhecimento.
Objetivando a socialização das tecnologias disponíveis e atendendo a
política básica da instituição ao quanto ao compromisso com a comunidade
vizinha, a Divisão de Biblioteca e Documentação da Escola Superior de
Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, convidou os alunos
de uma escola pública de Piracicaba – SP para a utilização e compartilhamento
de seus microcomputadores conectados à internet com o objetivo de orientar o
uso para elaboração de pesquisas escolares.
O projeto denominado “Adote uma Escola” tem como finalidade mostrar
aos estudantes do ensino fundamental de escolas públicas sobre a importância
das modernas tecnologias de informação para a aprendizagem, abrindo novas
oportunidades e possibilidades de conhecimento.
3.1 Metodologia do Projeto
O projeto “Adote uma Escola” foi realizado na Biblioteca Central da
ESALQ/USP e consistiu na orientação de pesquisas pelas bibliotecárias de
referência para a implantação da informática educativa aos alunos da 4ª série do
ensino fundamental da Escola Estadual de Primeiro Grau “Prof. Honorato
Faustino”.
Além do treinamento propriamente dito, foi oferecido aos alunos uma tarde
de contos de histórias. Em comum com a diretora da escola, a Biblioteca Central
disponibilizou seus computadores aos alunos por um horário de menor fluxo de
usuários, para três classes de 4ª serie do ensino fundamental.
O tema determinado pela escola foi o “Folclore e a Cultura Artística de
Piracicaba”.

6

�O mês de agosto é tradicionalmente conhecido como mês do Folclore, já
que em 22 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Folclore. Embora a
presença da arte e das manifestações populares na escola não deva ser datada,
este dia pode ser uma ocasião propícia para professores e alunos fazerem uma
releitura das práticas educativas que pouco utilizam o patrimônio cultural como
tema transversal.
A data também pode instigar professores e alunos a pesquisarem sobre
estas manifestações, visitando sites, museus virtuais, contando histórias,
passando filmes, expondo objetos, cantando e dançando.

Figura 1 – Alunos da escola chegando à Biblioteca Central da ESALQ/USP

7

�Figura 2 – Os alunos durante a apresentação do Projeto “Adote uma Escola”

4 CONCLUSÃO
A informação é um recurso essencial para que haja conhecimento, diálogo,
formação e atualização do indivíduo, e são essas características que serão
apropriadas para que o bibliotecário exerça a sua função social, delegando poder
a este profissional não somente na recuperação da informação e sim como
transformador deste cenário.
Incluir digitalmente é o primeiro passo para a apropriação das tecnologias
pelas populações socialmente excluídas, é insistir na comunicação mediada pelo
computador, sendo um direito das crianças menos favorecidas.
Assim torna-se necessário aprender a prática levada a efeito pelas redes
de ensino e o modo como seus agentes a interpretam, na medida em que um
paradigma não se constitui à revelia daqueles que vivenciam a questão de seu
cotidiano.
Ao contrário um dos grandes entraves da implantação da informática
educativa na quase total ausência dos professores na sua elaboração e na
implantação desta prática nas escolas.
O computador se tornou um aliado do professor, não apenas no que se
refere ao acesso à informação, enquanto que o aluno não deixa de ser um mero

8

�receptor de informações e passa a ser responsável pela aquisição de seu
conhecimento na medida em que passa a compor suas idéias a partir do
resultado de sua busca.
O programa de inclusão digital nas escolas públicas articula as informações
que permeiam a sociedade com o mundo do saber, melhorando a qualidade do
ensino e da aprendizagem que se processa nos diversos níveis da educação.
A função educativa da biblioteca universitária apresenta uma característica
proativa, realizando-se por meio de ações planejadas e uso da biblioteca e de
seus recursos. Os bibliotecários de referência são motivados a tomar novas
atitudes, a fim de participar do esforço educativo não só no processo de busca e
uso da informação, mas na capacidade de lidar com os vários formatos adotando
atitudes condizentes com o novo ambiente social, e que bibliotecários e
professores devem trabalhar em parceria para planejar, implementar e avaliar a
aprendizagem.
SOCIAL CHANGES AND TRANSFORMATIONS FROM THE
DIGITAL INCLUSION
ABSTRACT
The social change affects a great majority of society sectors, like companies,
schools, public agencies, trade, governmental and not-governmental institutions
and neighbourhood communities. The digital inclusion at public schools is not yet
a reality. With the strict aim of socializing the available technologies and fulfilling
the basic politics of the institution – which is to always look after the neighboring
community - the library of ESALQ/USP has invited students of a public school to
the utilization and sharing of its computers connected to the Internet. The main
goal was to guide and help the students in producing papers and researches
through the Internet. The project called "Adopt a school" focuses on not only
showing the students, but also making them understand the importance of modern
information technologies to the knowledge acquisition. The computer science is
considered the new language of humanity, and know it us applied directly in
education, as a new pedagogical standard. This model is able to overcome the
education system crisis, bringing up solutions to problems that seem a lot
pertinents to the act to teaching. Therefore, it is believed that is extremely
necessary to learn the theoretical and practical apects of digital inclusion to finally
turn this project into a daily reality in public schools.
Keywords: Digital Inclusion. Information Transfer. Public School. Learning.
Computer Science in Education.

9

�REFERÊNCIAS
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para a realização desse encontro?. In: SOUTO, L.F. (Org.). O profissional da
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10

�SOUZA, M.A. de; MANTOVANI, S.M. O clic a mais na construção do
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11

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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2006</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <text>A mudança social atinge todos os setores da sociedade (empresas, escolas, órgãos públicos, comércios, instituições governamentais, não governamentais, e comunidades de bairro). A inclusão digital nas escolas da rede pública ainda não é uma realidade. Objetivando a socialização das tecnologias disponíveis e cumprindo a política básica da instituição ao compromisso com a comunidade vizinha, a biblioteca da ESALQ/USP convidou os alunos de uma escola pública para a utilização e compartilhamento de seus micros conectados à Internet com a finalidade de orientação e elaboração de pesquisas. O projeto denominado “Adote uma escola” tem como finalidade conscientizar os estudantes sobre a importância das modernas tecnologias de informação para o conhecimento. A informática é a nova linguagem da humanidade agora aplicada diretamente à educação, como um novo modelo pedagógico capaz de superar a crise em que se encontra o sistema de ensino, e trazendo as soluções para problemas que para muitos parecem pertinentes ao ato de ensinar. Assim, torna-se necessário apreender a prática levada a efeito pelas redes de ensino e o modo como seus agentes a interpretam, na medida em que um paradigma não se constitui a revelia daqueles que vivenciam a questão no seu cotidiano.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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