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                  <text>MUDANÇA DE SOFTWARE EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA:
RELATO DE EXPERIÊNCIA

Roberth de Oliveira Corgosinho
Analista trainee
e-mail: bobh@uniformg.edu.br
Virginia Alves Vaz
Bibliotecária/especialista
e-mail: vxbiblio@uniformg.edu.br
Centro Universitário de Formiga – UNIFOR-MG
Av. Dr. Arnaldo de Senna, 328 – Água Vermelha
35570-000 – Formiga – MG - Brasil
www.uniformg.edu.br
uniformg@uniformg.edu.br

RESUMO:
Relato de experiência do processo de implantação e adaptação do sistema GNUTECA em
uma biblioteca universitária. O GNUTECA é distribuído sob licença CC-GNU GPL (Creative
Commons General Public License – Licença Geral Pública – da Free Software Foundation).
Apresenta as condições de trabalho da Biblioteca Ângela Vaz Leão, do Centro Universitário
de Formiga (UNIFOR-MG), seus recursos e o motivo pelo qual se buscou uma solução
baseada em software livre no processo de reinformatização. Descreve o processo de
implantação, desde a instalação do sistema até a migração da base de dados e o início das
atividades. Demonstra o que foi necessário corrigir e as adaptações realizadas para que o
sistema se adequasse ao cenário onde ele seria introduzido, tais como: a criação de um
módulo para impressão de etiquetas de lombada com código de barras, desenvolvimento de
um módulo para realização do inventário, a disponibilização de relatórios diversos para
extração de informações (como o relatório padrão MEC), a correção dos módulos de
empréstimo/devolução e do módulo de reservas. Conclui expondo os resultados alcançados
e os benefícios que a utilização de um sistema baseado em software livre oferece,
mostrando que a aplicação deste tipo de sistema se torna viável principalmente no tocante à
relação custo x benefício.

�PALAVRAS-CHAVE: Automação de bibliotecas; GNUTECA; Software livre; Software
para bibliotecas.
1 INTRODUÇÃO

A mudança de software em uma unidade de informação é tarefa complexa, que
envolve muito estudo e planejamento, além de profundo conhecimento e
compreensão da organização da qual faz parte. Cada caso é único, pois as
instituições têm características próprias que diversificam as necessidades e
perspectivas de suas bibliotecas. Mas a observação de outras organizações e a troca
de experiências, podem ajudar na tomada de decisão, diante das várias opções de
softwares para automação existentes no mercado nacional.

Para Côrte et al (2002, p.11) as “experiências profissionais podem e devem ser
compartilhadas, uma vez que possibilitam a compreensão de um fato, mesmo sem
ter sido vivenciado” e inspirados por esta afirmação, decidimos relatar nossa
experiência de troca de software na Biblioteca Central Ângela Vaz Leão, do Centro
Universitário de Formiga-UNIFOR-MG. Nosso intuito é encorajar a utilização de
software livre pela comunidade bibliotecária.

A Biblioteca Central Ângela Vaz Leão está subordinada à Pró-Reitoria de Apoio
Acadêmico, Pesquisa e Pós-Graduação e atende toda a comunidade acadêmica graduação, pós-graduação, ensino fundamental e médio e também pessoas da
comunidade externa. No final de 2005 seu acervo contava com 39.717 livros, 8.519
exemplares de periódicos, além de fitas de vídeo, CD-Rom, DVD, mapas, atlas e
cartas geográficas.

Durante mais de vinte anos o UNIFOR-MG ofereceu somente oito cursos de
licenciatura e o bacharelado em Biblioteconomia. Em 1997 dois novos cursos foram
implantados e a partir daí iniciou-se um considerável crescimento da instituição, que
hoje conta com 25 cursos de graduação e 20 de pós-graduação em nível de
especialização.

�Disposto a oferecer sempre qualidade na prestação de serviços, o UNIFOR-MG
procurou acompanhar as evoluções tecnológicas, e informatizou a biblioteca em
meados da década de 80. Acompanhando o cenário bibliotecário do país, que
apontava para a participação em redes de cooperação, em 1986 a biblioteca
associou-se à Rede Bibliodata, coordenada pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Esta
Rede foi uma experiência pioneira no Brasil, de catalogação cooperativa e por muitos
anos atendeu às expectativas do serviço técnico na biblioteca.

Porém, o crescimento da instituição, o surgimento de novas tecnologias e o aumento
da demanda por informações e novos serviços, fizeram com que a biblioteca
buscasse alternativas para racionalizar os serviços, minimizar custos e agilizar a
recuperação da informação. Naquele momento eram utilizados quatro softwares
diferentes para o gerenciamento dos serviços na biblioteca: um para a circulação de
material (empréstimo e devolução), outro para o registro (tombo), o Micro-Isis para a
indexação e recuperação da informação e ainda o da catalogação cooperativa. Isso
tornava o serviço repetitivo, moroso, caro e não possibilitava uma eficiente
recuperação da informação.

Consciente de que o processo de transmissão do conhecimento é considerado um
dos principais fatores para a melhoria da qualidade do ensino, influenciando
diretamente na formação de profissionais e no desenvolvimento da pesquisa, a
equipe da biblioteca iniciou, em 2003, a procura por uma solução que agilizasse os
processos técnicos e proporcionasse melhoria no atendimento às necessidades dos
usuários. Novas ferramentas tecnológicas se faziam imprescindíveis e urgentes na
Biblioteca Ângela Vaz Leão.

2 PORQUE SOFTWARE LIVRE

Em 1984 começou o movimento pelo software livre, com a criação, por Richard
Stallman, do Projeto GNU. A sigla é uma brincadeira que vem de “GNU is Not Unix”

�(GNU não é Unix), para que as pessoas não confundissem o novo sistema com um
anterior, o Unix, que também era um sistema aberto.

O propósito de Stallman era desenvolver programas que não tivessem proprietários,
onde os usuários tivessem liberdade de modificar os programas e ajustá-los às suas
necessidades, com a liberdade também de compartilhar softwares. O movimento
nasceu com esse objetivo filosófico: ajudar as pessoas, visando à liberdade. Ele
questiona o sistema proprietário que, ao impedir que as pessoas compartilhem seus
programas, age de forma anti-social.

O GNU acabou se ajustando com outro sistema – Linux, gerando o GNU/Linux, que
está difundido por todo o mundo, conhecido apenas como Linux.

O termo “software livre” (free software) não deve ser confundido com “software
grátis”, pois a questão não é o preço, mas a liberdade. É claro que sempre haverá
economia para quem aderir ao movimento, mas o importante é que o usuário pessoa
física, empresa privada ou órgão do Governo, tenha liberdade sobre os programas.

Um software é livre quando:
1- o usuário tem liberdade para executar o programa com qualquer propósito;
2- o usuário tem liberdade de estudar o programa e de modificá-lo, adaptando-o às
suas necessidades - para isso o usuário tem acesso ao código fonte;
3- o usuário tem liberdade para redistribuir cópias, seja gratuitamente ou cobrando
por isso;
4- o usuário tem liberdade para distribuir versões modificadas, melhoradas, do
programa de modo que a comunidade possa se beneficiar com as melhorias.

A liberdade proposta é radical. O usuário tem liberdade para fazer modificações
particulares porque há autorização para isso. Não importa se o usuário comprou o
programa ou pegou cópia de um amigo, se é software livre o usuário sempre terá
liberdade de copiar, modificar e passar para os outros, só não podendo colocar no

�programa códigos que fechem seu acesso. Qualquer coisa somada ou combinada
com um programa livre deve ser tal que a versão total também continue livre.

A opção do UNIFOR-MG pelo software livre se baseou principalmente em dois
argumentos: a redução de custos e a possibilidade de modificar o sistema para
adaptação ao contexto em que ele seria inserido. A redução de custos acontece por
não haver encargos na aquisição do software, na implantação e no treinamento. As
adaptações realizadas também influenciaram na redução de custos, uma vez que ao
utilizar um sistema livre temos acesso ao seu código fonte, o que torna possível
realizar adaptações sem a interferência de terceiros.
3 PRIMEIROS PASSOS

A equipe da biblioteca buscou através de pesquisa na literatura, em visitas técnicas
a outras bibliotecas e participação em eventos da área, conhecer os softwares
existentes no mercado e os critérios a serem observados para aquisição e
implantação de um sistema de automação

em unidades de informação. O

documento elaborado ao final deste estudo apresentou quatro opções de softwares
disponíveis no mercado nacional, que se adequavam ao perfil da biblioteca do
UNIFOR-MG.

O cenário em que estão inseridas as instituições de ensino particular brasileiras,
apresenta uma condição peculiar, com perspectivas pouco otimistas, acompanhando
a situação social e econômica do país. Também naquele momento, a situação
financeira da instituição não permitia o investimento necessário a curto e médio
prazo, para a aquisição de um software proprietário.

A solução surgiu quando um aluno, concluinte do Curso de Ciência da Computação,
realizou seu TCC-Trabalho de Conclusão de Curso, sobre o Gnuteca – um sistema
livre de gestão de acervos. Este aluno, que é também funcionário do UNIFOR-MG,
direcionou sua pesquisa e desenvolveu seu trabalho focalizado na biblioteca central.

�O Gnuteca é um sistema para automação de todos os processos de uma biblioteca,
independente do tamanho de seu acervo ou da quantidade de usuários. Foi
desenvolvido com critérios definidos e validados por um grupo de bibliotecários e
tendo como base de testes uma biblioteca real, no Centro Universitário Univates, em
Lajeado-RS, onde está em produção desde fevereiro de 2002. Sua linha de
desenvolvimento pretende tornar o sistema abrangente e genérico, possibilitando ao
programa moldar-se às realidades de diferentes bibliotecas. Atualmente o Gnuteca é
mantido pela SOLIS-Cooperativa de Soluções Livres.

Depois de muitos questionamentos, troca de informações e de apresentações de
resultados parciais, o Gnuteca foi implantado para um período de testes e avaliação.
Não sem alguma resistência por parte da equipe da biblioteca, que não acreditou em
um software livre que mostrava a necessidade de muito trabalho de desenvolvimento
para suprir as carências de serviços e processos existentes. Causava apreensão e
insegurança a constatação de que para se obter sucesso com este sistema, deveria
haver a dedicação integral de funcionários do Departamento de Informática, o que
traria custos elevados para a implantação do sistema.
4 IMPLANTANDO O GNUTECA

O Gnuteca foi implantado com o processo natural de instalação do sistema, seguido
da migração da base de dados da Rede Bibliodata, que se encontrava no formato
MARC. Essa migração da base teve o auxílio da Fundação Getúlio Vargas e da
UNIVATES, nas pessoas do Vice-coordenador da Rede Bibliodata Edwin Hubner e
de João Alex Fritsch da UNIVATES. A partir da implantação foi realizada a instalação
do módulo de empréstimo e devolução nos terminais do balcão de empréstimo. O
módulo de catalogação não necessitou de instalações adicionais, uma vez que ele é
um sistema Web e pode ser acessado através de qualquer navegador.

�Colocado em funcionamento com os equipamentos já existentes na biblioteca,
testou-se primeiro o módulo empréstimo e devolução, por trinta dias. Este módulo foi
aprovado rapidamente, pois oferecia maior controle na circulação de materiais do
que o software utilizado anteriormente.

O Gnuteca foi testado durante cinco meses no processo de catalogação de livros,
quando ocorreu a adaptação da planilha de entrada de dados, adequando-a às reais
necessidades da biblioteca. Nessa etapa, viu-se a necessidade de realizar várias
modificações no sistema, principalmente na parte de catalogação, buscando a
adequação aos processos da biblioteca. Houve também a necessidade de
desenvolver relatórios diversos para a extração de informações, uma vez que só era
possível realizar cinco tipos de pesquisas com demonstração apenas em vídeo (não
impresso): pesquisa simples e pesquisa multicampo, apresentadas no formato
MARC e na forma detalhada e a opção percorrer índices.

A equipe da biblioteca recebeu treinamento oferecido pelo Departamento de
Informática e elaborou os manuais de procedimentos para operações no Sistema
Gnuteca. Após um ano de uso efetivo, foi colocado em funcionamento a reserva de
material.

Após o período de testes iniciou-se o processo de atualização dos equipamentos de
informática,

trocando-se

as

duas

máquinas

existentes

no

balcão

de

empréstimo/devolução, acrescentando-se uma outra exclusiva para a devolução.
Foram adquiridos dois leitores de código de barras de mão e dois teclados numéricos
USB utilizados na digitação das senhas dos usuários. Disponibilizaram-se três
máquinas dedicadas para a consulta ao acervo e o servidor existente foi substituído
por outro com maior capacidade de armazenamento, processamento e memória.

�5 ADEQUANDO O SISTEMA

A primeira modificação foi feita no módulo de empréstimo e devolução, alterando a
forma de cálculo do prazo de empréstimo. Adequando-se às normas da biblioteca, o
sistema passou a considerar o sábado como dia letivo, calculando a data de
devolução para o primeiro dia letivo subseqüente a domingos e feriados.

O UNIFOR-MG já possuía outros setores informatizados, então surgiu a necessidade
de integrar o Gnuteca aos Sistemas Acadêmico e de Folha de Pagamento, para
alimentar a base de dados de usuários.

Como o novo sistema não possibilitava a extração de informações, foram
desenvolvidos diversos relatórios que apóiam os processos internos: estatísticas de
circulação de material, relatório padrão MEC e outros.

Foi feita uma modificação na recuperação da informação, pelo Gnuteca,
adicionando-se diversos campos MARC que originalmente o sistema não
recuperava. Por exemplo: os seguintes campos e subcampos: 110 (Entrada principal
– Nome corporativo), 111 (Entrada principal – Nome de evento), 130 (Entrada
principal – Título uniforme), 245-b (subtítulo), 700 (Entrada secundária – Nome
pessoal), 710 (Entrada secundária – Nome corporativo), 711 (Entrada secundária –
Nome de evento), 720 (Entrada secundária – Nome não controlado), 752 (Entrada
secundária – Nome hierárquico de lugar) e 949-a (número de registro do exemplar).

Um grande passo foi o desenvolvimento da impressão de etiquetas de lombada,
contendo o número de chamada e o código de barras. Este foi um avanço
significativo para o processamento técnico na biblioteca, pois tornou possível a
incorporação de novos itens ao acervo com mais rapidez.

A pedido da equipe da Biblioteca foi desenvolvido um módulo para a realização do
inventário, que foi testado em parte do acervo, em dezembro de 2004.

�Acompanhando as evoluções tecnológicas, o módulo foi aperfeiçoado, possibilitando
a utilização de um Palmtop com leitor de código de barras, substituindo o modelo
usado anteriormente, que era composto por um computador com leitor de código de
barras de mão.

A reserva de material não funcionava na versão utilizada (1.4). Vários problemas
estavam acontecendo:
a reserva vencia e o sistema não baixava o material;
a reserva era atendida, mas o material continuava como reservado;
ao invés de reservar a obra, reservava o exemplar;
quando o usuário fazia a reserva de um material disponível, o sistema não
atribuía uma data limite, ficando o material reservado por tempo indeterminado.
quando o usuário cancelava a reserva o sistema não a cancelava, mas
considerava que ela tinha vencido.

Por todas estas falhas, podemos dizer que a funcionalidade da reserva foi
praticamente reescrita, corrigindo-se as falhas citadas acima.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tão importante quanto a presença de um profissional de informática no trabalho de
desenvolvimento e ajustes do sistema às necessidades e expectativas da biblioteca,
é a sua disposição em conhecer e entender um pouco dos padrões e normas
utilizados para a organização da informação. O diálogo entre bibliotecários e este
profissional deve ser direto e constante.

A resistência da equipe da biblioteca foi sendo quebrada aos poucos, à medida que
as modificações iam melhorando a funcionalidade do sistema. Percebeu-se também
que

havia

disposição

do

Departamento

de

Informática

desenvolvimento do Gnuteca, suprindo as carências verificadas.

em

investir

no

�O impacto causado nos processos internos e na prestação de serviços à comunidade
usuária possibilitou o desenvolvimento de novos projetos e a diversificação dos
serviços oferecidos. O resultado verificado após um ano de trabalho, de avaliação,
de testes e de alterações pode ser medido pelo desempenho profissional daqueles
que lidam diretamente com o Gnuteca no dia-a-dia. A satisfação de ter contribuído
para o sucesso de todo o processo de implantação de um software livre, fez com que
os bibliotecários assumissem nova postura profissional, vislumbrando o lado social
da profissão sem esquecer as novas possibilidades tecnológicas.

O contato direto com um software livre leva a uma reflexão sobre o fazer
bibliotecário, retomando o cunho social da profissão, que anda um pouco esquecido.
Também a própria filosofia de software livre incentiva a troca de informações, as
parcerias e a conseqüente diminuição de custos.

Apesar de todos os obstáculos, a utilização de sistemas baseados no modelo de
software livre, se torna viável desde que se tenha pessoas capacitadas para ajustar o
sistema à realidade em que ele será empregado. A relação custo X benefício
apresenta um saldo positivo, quando se verifica que não houve necessidade de
gastos adicionais com o sistema e para sua implantação. O único custo que se
contabilizou foi com salários do funcionário que desenvolveu o trabalho de conclusão
de curso sobre o Gnuteca.

Porém, a dedicação de um analista é necessária para qualquer projeto de
informatização ou reinformatização em unidades de informação. Por isso, pode-se
dizer que o custo de implantação do Gnuteca no UNIFOR-MG foi zero.

Segundo Dziekaniak, “avaliar as necessidades dos usuários e se auto-avaliar são
práticas que devem sempre estar presentes na atuação de um bibliotecário engajado
com a superação e otimização de seus serviços para o crescimento evolutivo na sua
área.” Isso nos leva a afirmar que muito ainda há para ser feito no sistema Gnuteca
implantado na Biblioteca Ângela Vaz Leão.

�Dentre as implementações a serem feitas futuramente podemos citar:
a) melhorias na recuperação da informação;
b) liberação do acesso extra-campus via Internet;
c) melhor controle do cadastro de exemplares;
d) possibilidade de exibir dados em formato de referência conforme a NBR
6023/ABNT;
e) desenvolvimento de um módulo para controle de periódicos;
f) inclusão de um Vocabulário Controlado e do MARC Autoridade;
g) criação de uma Rede de Cooperação entre usuários do Gnuteca;
h) criação de mecanismo de comunicação Gnuteca/usuário;
i) impressão de recibos.

Todas estas implementações serão colocadas em prática à medida em que o
UNIFOR-MG e/ou a comunidade possibilitar recursos humanos e financeiros para
esse fim.

7 REFERÊNCIAS

COOPERATIVA de Soluções Livres-SOLIS. Cooperativa de serviços que implementa
e desenvolve soluções tecnológicas livres para os mais variados setores da
sociedade. Disponível em: &lt;http://www.solis.coop.br&gt;. Acesso em 15 fev. 2006.
CORGOSINHO, R. O. Estudo e implantação do Gnuteca: sistema para gerência
de bibliotecas. Formiga: UNIFOR-MG, 2004. Trabalho de graduação.
CÔRTE, A. R. et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos: uma
visão do cenário nacional. 2.ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis, 2002.
DZIEKANIAK, G. V. Participação do bibliotecário na criação e planejamento de
projetos de softwares: o envolvimento com a tecnologia da informação. Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.2, n.1, jul/dez.
2004. Disponível em: &lt;http://server01.bc.unicamp.br/seer/ojs/viewarticle.php?id=24&gt;. Acesso
em: 14 nov. 2005.
MARC 21: formato condensado para dados bibliográficos. Marília: UNESP, 2000. v.1.

�REDE Bibliodata. Mantém um catálogo coletivo da rede e compartilha serviços e
recursos entre as instituições participantes. Disponível em:
&lt;http://www2.fgv.br/bibliodata&gt;. Acesso em 10 fev. 2006.
UNIVATES Centro Universitário. Disponível em: &lt;http://www.univates.br&gt;. Acesso em 15
fev. 2006.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Corgosinho, Roberth de Oliveira; Vaz, Virginia Alves</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFBA</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2006</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Relato de experiência do processo de implantação e adaptação do sistema GNUTECA em uma biblioteca universitária. O GNUTECA é distribuído sob licença CC-GNU GPL (Creative Commons General Public License – Licença Geral Pública – da Free Software Foundation). Apresenta as condições de trabalho da Biblioteca Ângela Vaz Leão, do Centro Universitário de Formiga (UNIFOR-MG), seus recursos e o motivo pelo qual se buscou uma solução baseada em software livre no processo de reinformatização. Descreve o processo de implantação, desde a instalação do sistema até a migração da base de dados e o início das atividades. Demonstra o que foi necessário corrigir e as adaptações realizadas para que o sistema se adequasse ao cenário onde ele seria introduzido, tais como: a criação de um módulo para impressão de etiquetas de lombada com código de barras, desenvolvimento de um módulo para realização do inventário, a disponibilização de relatórios diversos para extração de informações (como o relatório padrão MEC), a correção dos módulos de empréstimo/devolução e do módulo de reservas. Conclui expondo os resultados alcançados e os benefícios que a utilização de um sistema baseado em software livre oferece, mostrando que a aplicação deste tipo de sistema se torna viável principalmente no tocante à relação custo x benefício.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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