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                  <text>Eixo I - Inovação e Criação
O USO DAS BIBLIOTECAS VIRTUAIS E DIGITAIS: O PERFIL DO
CONHECIMENTO E PREPARO DOS FUTUROS PROFISSIONAIS
BIBLIOTECÁRIOS
THE USE OF VIRTUAL AND DIGITAL LIBRARIES: THE PROFILE OF THE
KNOWLEDGE AND SKILLS OF THE FUTURE PROFESSIONAL LIBRARIANS

Resumo: Descreve o uso de bibliotecas digitais, suas diferenças e semelhanças, além de
tentar saber se a graduação em biblioteconomia acessa e usa essas ferramentas em seu
cotidiano. Tendo como objetivo geral mostrar um perfil qualificado dos alunos de
biblioteconomia e como eles operarão neste novo conceito de bibliotecas digitais e tendo
como objetivo específico estabelecer um novo quadro conceitual sobre o estado atual da
formação desses novos profissionais. A ferramenta de coleta foi um questionário on-line,
aplicado aos alunos de graduação de Biblioteconomia mediante grupos do Facebook, de 15 a
18 de novembro de 2017, obtendo 103 respostas. O método de pesquisa foi quantitativo e
qualitativo demonstrado por tabelas, gráficos e quadros. Conclui-se que a maioria dos
graduandos de Biblioteconomia já as conhecia e usava estas ferramentas, no entanto, eles não
possuíam o domínio nem se sentiam totalmente aptas a usá-las em seu cotidiano
informacional e para seus usuários. Portanto, demonstra-se que há necessidade de disciplinas
mais específicas para uma melhor formação, que os capacitem de forma satisfatória, além de
prática e teoria.
Palavras-chave: Uso de bibliotecas virtuais e digitais. Ambiente informacional. Graduandos
em Biblioteconomia.
Abstract: Describes the use of digital libraries, their differences and traditions, and tries to
know if a undergraduates in librarian science accesses and uses the tools in their daily lives.
Having as a general objective showing a qualified profile of the library science
undergraduates and how they will operate on this new concept of digital libraries, and having
as a specific objective establishing a new conceptual chart on the current state of the ongoing
library science graduation. The collection tool was an online questionnaire, applied to
undergraduate students of Librarianship through Facebook groups, from 15th to 18th
November 2017, obtaining 103 responses. The research method was quantitative and
qualitative demonstrated by tables and graphs. Concludes that most of the undergraduates of
633

�Library science already knew them and used these tools, however, they did not have the
domain nor did they feel fully apt to use them in their informational daily life and for their
users. Therefore, it is shown that there is a need for more specific disciplines for better
training, which is to measure satisfactorily, in addition to practice and theory.
Keywords: Digital libraries. Usage of digital libraries. Information environment. Library
science undergraduates.
1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas são organizações que sempre estão em constante evolução, se
adaptando às novas tecnologias e quebrando barreiras de novos paradigmas. Como isso a
evolução das bibliotecas tradicionais até as digitais e virtuais não foi diferente, com a
evolução da tecnologia e a produção de informação cada vez mais assídua, a biblioteca mais
uma vez teve que se adaptar e mudar durante esse processo, passando aos poucos a existir
nesses dois novos mundos.
A evolução da biblioteca tradicional até a que conhecemos atualmente se dividiu em
vários momentos, passando pelas bibliotecas tradicionais, modernas, eletrônicas até chegar as
virtuais e digitais, assim, evidenciando a constante construção da biblioteca na sua busca de
estar sempre suprindo a necessidade de informações de uma sociedade de acordo com as
novas realidades.
Contudo, todas essas evoluções de nada valem se os profissionais que atuam nesse
ambiente também não crescem junto, sendo necessário que todas essas mudanças também
ocorram na formação desses bibliotecários, conhecendo os novos mercados, demandas e
sabendo lidar com novos quadros de realidades. Mas será que esses futuros profissionais têm
um real domínio das novas demandas de mercados que podem encontrar pela frente durante
sua atuação como um bibliotecário? O mercado exige a inserção do bibliotecário nas novas
tecnologias, e para que isso aconteça os cursos da área da Biblioteconomia devem estar
preparados para a demanda do mercado profissional exigindo a reformulação e atualização
das grades curriculares oferecidas.
Evidenciando tal questionamento, esta pesquisa exploratória tem como objetivo geral
apresentar um perfil qualificado dos futuros profissionais que irão atuar neste novo mercado
de bibliotecas virtuais e digital e como específico, estabelecer um quadro conceitual no qual
se encontra a formação dos futuros profissionais da informação.
O método de pesquisa de forma qualitativa e quantitativa se deu mediante um
questionário digital expondo uma análise estatística através de quadros, tabelas e gráficos. A
634

�pesquisa foi efetuada com alunos e ex-alunos do curso de Biblioteconomia em universidades
de várias regiões do Brasil.
Portanto, foi possível estabelecer um perfil do uso das bibliotecas digitais e virtuais
dos alunos de Biblioteconomia do Brasil de acordo à formação do conhecimento através da
graduação desses futuros profissionais bibliotecários, bem como os dos profissionais
bibliotecários.
2 BIBLIOTECAS SOB INFLUÊNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS: UNIDADES
DIGITAIS E VIRTUAIS
Em uma nova era da globalização, as novas tecnologias da informação e comunicação
surgem cada vez mais e sempre com novas atualizações, juntamente a produção das
informações cresce de forma exacerbada e às vezes maçante, se tornando uma avalanche de
novos conhecimentos e de acesso fácil e rápido. Contudo estas mudanças nessa nova era
também desencadeou novas formas de pesquisar informações pelos usuários, onde os mesmos
procuram ter acesso ao que precisam de forma fácil, simples e prática e para acompanhar essa
nova forma de pesquisa e conseguir acompanhar o fluxo crescente de novas informações da
atualidade. As bibliotecas digitais e virtuais foram surgindo, sendo elas uma maneira de
evolução das bibliotecas tradicionais, o que segundo Wagner et al. (2007, p. 6) f
esse processo, as bibliotecas tradicionais, para melhor atender aos usuários, sentiram a
necessidade de acompanhar tais transformações, utilizando o ambiente digital, para oferecer
a como essa evolução
ocorreu, evidenciando que:
A evolução das bibliotecas foi determinada pelas tecnologias vigentes em cada
época. Em um primeiro momento tem-se a biblioteca tradicional com seu acervo
impresso e espaço físico bem delimitado. Depois, a biblioteca passa a utilizar os
computadores para os serviços de catalogação, indexação e organização do acervo.
dimensão: deixa de ser somente um espaço físico e ganha um novo espaço.
(WAGNER et al. 2007 p. 6)

As bibliotecas digitais e virtuais surgem com novos suportes, para suprir as funções
que uma biblioteca tradicional deve exercer e ampliando a forma de acesso às informações e
suas atualizações e viabilizando de forma eficiente o armazenamento e compartilhamento do
conhecimento.
Apesar da semelhança entre a biblioteca digital e a virtual, existem diferenças em seus
ambientes que é possível comparar com os conceitos de TAMMARO e SALARELLI (2008 p.
321), sendo eles:
635

�A biblioteca virtual mesmo não tendo todo o seu acervo direcionado a materiais digitais,
ela pode não existir fisicamente;
A biblioteca digital tem como divergência o fato de precisar existir fisicamente e de ter o
seu acervo constituído apenas por matérias no formato digital;
A biblioteca digital não é meramente equivalente a uma coleção digitalizada com
ferramentas de gestão da informação, trata-se, também, de uma série de atividades que
integram coleções, serviços e pessoas em suporte de completo ciclo de criação,
disseminação, uso e preservação de dados, informação e conhecimento.
Mas para compreender de forma precisa as divergências entre elas, é preciso ter um
domínio dos conceitos de cada uma, para entender o porquê da necessidade de cada uma e a
existência das duas atualmente.
2.1 BIBLIOTECA DIGITAL
O conceito de biblioteca digital que conhecemos atualmente surgiu na década de 90,
porém, para alguns autores a ideia de uma biblioteca digital surgiu no período dos anos 40,
com o surgimento da ideia do MEMEX (Memory Extension85), que foi idealizado por
Vannevar Bush no qual, segundo Procópio, tal ferramenta já agregava a biblioteca o conceito
conteúdo informacional interligada, que claramente Bush considerava ser a biblioteca
universal do futuro [e o que é hoje para nós a World Wide Web²

(PROCÓPIO, 2004, p. 11).

Tal mecanismo surgiu a partir da necessidade de viabilizar o armazenamento e o
compartilhamento das informações produzidas. No qual a mesma necessidade que criou o
surgimento do MEMEX, é o mesmo pelo qual continuou ocorrendo a evolução da biblioteca
digital.
As bibliotecas digitais são atualmente uma unidade que permite o acesso e a
recuperação de um determinado acervo digitalizado. Sendo um ambiente formado por
documentos e serviços que podem ser acessados de forma direta ou indireta pelo meio
eletrônico ou digital. Seu conceito ainda se difere muito de autor para autor, sendo algo em
fase de maturação, mas segundo Sayão, uma biblioteca Digital é:
O conceito de biblioteca digital não é algo que desponta desvinculado da idéia
ancestral que temos de biblioteca, ao contrário, ele se desenvolve tendo como
fundamento uma analogia direta com a biblioteca tradicional e com a sua missão de
organizar coleções impressas e outros artefatos, de operar serviços e sistemas que
facilitem o acesso físico e intelectual e também o acesso de longo prazo aos seus
estoques informacionais. (SAYÃO, 2009 p. 19).

Tradução: Memória extensiva.
² Tradução: Rede mundial de computadores.

636

�A biblioteca digital se diferencia da biblioteca tradicional pelo suporte onde o seu
acervo e serviços estão disponibilizados, porém, como o próprio autor Sayão fala, seu
conceito não se distancia tanto de uma biblioteca tradicional. Já Toutain nos traz uma segunda
definição similar.
Biblioteca que tem como base informacional conteúdos em texto completo em
formatos digitais - livros, periódicos, teses, imagens, vídeos e outros que estão
armazenados e disponíveis para acesso, segundo processos padronizados, em
servidores próprios ou distribuídos e acessados via rede de computadores em outras
bibliotecas ou redes de bibliotecas da mesma natureza. (TOUTAIN, 2005 p. 16)

2.2 BIBLIOTECAS VIRTUAIS
O termo biblioteca virtual foi primeiramente utilizado por Tim Berners-Lee (criador
da internet) e ele utilizou esse termo para designar o processo de um site que direcionava o
leitor a uma coleção de documentos com textos completos na internet que agrega links a
objetos digitais e páginas na web. Para Rowley a biblioteca virtual:
[...] não implica localização física, seja para o usuário final, seja para a fonte. O
usuário pode acessar a informação a partir de qualquer ponto e a informação está em
qualquer lugar. Há um sentido de aleatoriedade, pois é irrelevante para o usuário
saber onde a informação é mantida. [...] a biblioteca virtual independe de local, é
acessada e fornecida pelas redes de comunicações, enquanto a biblioteca eletrônica
pode ser visitada fisicamente pelo usuário. A biblioteca virtual, é claro, pode ser
oferecida pela biblioteca eletrônica, mas a recíproca não é verdadeira. (ROWLEY,
2002 p.21),

Atualmente, a biblioteca virtual compreende uma unidade de informação que pode ser
totalmente nato digital, ou que ofereça todos seus serviços (e acervo), de forma online para
seus usuários, operando em tempo real e trazendo mais comodidade, em que se pode ter
acesso em qualquer tempo e lugar, sem que seja necessária a ida ao ambiente físico de uma
biblioteca. A rapidez do acesso à informação, facilitada pela consulta às bases de dados
substitui os antigos fichários, e a longa leitura do conteúdo.
3 FUTUROS PROFISSIONAIS NO ÂMBITO DOS NOVOS SUPORTES
INFORMACIONAIS
Assim como a biblioteca, o profissional da informação também deve estar em
constantes mudanças, sempre se adaptando para as novas realidades dos usuários e das novas
tecnologias que surgem a cada minuto, mas para podermos entender se os futuros
profissionais dessa área estão preparados para isso e se sua formação está suprindo,
precisamos entender qual o conceito de um profissional da informação. A Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO) traz como definição de suas funções:
637

�Disponibilizam informação em qualquer suporte; gerenciam unidades como
bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de
redes e sistemas de informação. Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos
informacionais; disseminam informação com o objetivo de facilitar o acesso e
geração do conhecimento; desenvolvem estudos e pesquisas; realizam difusão
cultural; desenvolvem ações educativas. Podem prestar serviços de assessoria e
consultoria. (CBO, 2017)

ervação da informação e
disseminar essas informações para facilitar o seu acesso, mas para isso é necessário que ela
tenha domínio de diversos suportes onde estas informações podem estar contidas, seja de
forma física, eletrônica, digital ou virtual.
Dessa forma, esses novos suportes que vem sendo trazidos exige do bibliotecário
constante atualizações de suas atividades e reformulações de suas práticas, tornando assim o
bibliotecário um profissional apto com os seus conhecimentos técnicos para tratar as
informações em qualquer suporte, assim como Santos afirma tal importância:
bibliotecas e disponibilizando informações abrigadas em sistemas distantes, de
modo quase instantâneo, foi o grande argumento utilizado para exigir do
profissional, além de um corpo de conhecimentos especializados na área do
tratamento da documentação, outros conhecimentos e habilidades para a gerência de
informações em suportes e locais diversificados. (SANTOS, 2000, p. 107).

Diante desta nova realidade desse profissional, outra pergunta surge, será que os novos
profissionais da informação estão tendo uma formação que os prepara para essa nova
realidade ou que os incentivam a estar sempre em atualização com essas novas práticas?
Indo muito mais além de apenas afirmar a importância do bibliotecário em procurar
sempre se capacitar, é saber se os futuros profissionais têm plena ciência de tal necessidade,
se eles conhecem de forma profunda os novos suportes, se dominam as ferramentas contida
neles e se fazem uso destes novos suportes como forma de obter maior conhecimento e
capacitação.
4 METODOLOGIA
Neste trabalho foi utilizado um estudo exploratório com alunos e ex alunos do curso
de graduação em Biblioteconomia. O método de pesquisa de forma qualitativa e quantitativa
se deu através de um questionário digital expondo uma análise estatística através de quadros,
tabelas e gráficos. O questionário digital de formulação própria foi divulgado nos dias 15 a 18
de novembro de 2017 em 12 grupos da rede social Facebook voltados para Biblioteconomia.
Os grupos são de alunos, turmas, universidades e grupos generalizados voltados para a área, e
638

�o objetivo dessa divulgação foi para que alunos e ex-alunos do curso de Biblioteconomia de
várias universidades brasileiras colaborassem com suas respostas como mostrado na Tabela 1.
O questionário utilizado possui 16 questões sendo uma de múltipla-escolha e uma em
que era permitido que o indivíduo respondesse com suas próprias palavras. O questionário foi
dividido em três partes para que seguisse um fluxo de ideias, como mostra o quadro 1.
5 OBJETIVO DO QUESTIONÁRIO
O questionário apresentado no quadro 1 foi elaborado para obter um perfil dos
estudantes de Biblioteconomia, para isso foi dividido em três partes, a de caracterização dos
indivíduos, considerações sobre a graduação e, conhecimento em bibliotecas virtuais e
digitais.
Na primeira divisão foi possível abordar usuários de diversas instituições,
traçar um perfil do sexo, faixa etária, ano de ingresso e conclusão do curso, período no curso,
e se o usuário possui outra formação em outro curso. Já na segunda divisão foi possível
identificar opiniões sobre os cursos de graduação em Biblioteconomia, como o conhecimento
do próprio indivíduo. Por fim, na terceira divisão foi traçado um perfil de conhecimento do
indivíduo em bibliotecas virtuais e digitais pelo seu conhecimento, domínio e aptidão nessa
plataforma como futuro bibliotecário.
Quadro 1 - Questionário aplicado aos alunos e ex-alunos de Biblioteconomia
Caracterização dos alunos
1) Qual a instituição de ensino do seu curso de graduação em biblioteconomia?
2) Sexo
3) Faixa etária
4) Ano de ingresso no curso
5) Ano de conclusão do curso (ou previsão de conclusão)
6) Período do curso em que se encontra
7) Possui outras formações de nível superior ou técnico?
Considerações sobre a graduação
8) Você considera que apenas as disciplinas obrigatórias da grade curricular do seu curso são suficientes para
capacitação de um futuro bibliotecário?
9) O que você mudaria ou acrescentaria na grade curricular do seu curso, julgando ser necessário para sua
formação profissional?

639

�10)De acordo com os seus conhecimentos adquiridos na graduação, você se considera apto a lidar com qualquer
tipo de suporte informacional?
11) Você acha necessário que um bibliotecário esteja sempre se atualizando e se capacitando nas novas
tecnologias e nos novos métodos de lidar com a informação?
Conhecimento em bibliotecas virtuais e digitais
12) Você conhece alguma biblioteca virtual ou digital?
13) Você costuma fazer pesquisas nessas bibliotecas?
14) Você considera ter domínio na utilização destas ferramentas?
15) Você considera apto a ser bibliotecário capaz de auxiliar o usuário e ou gerenciar bibliotecas digitais e
virtuais de acordo com os seus conhecimentos?
16) Caso a sua resposta na questão anterior tenha sido não, nos informe entre essas possíveis razões.
Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6 RESULTADOS DA PESQUISA
A pesquisa realizada com alunos e ex alunos do curso de biblioteconomia através do
questionário digital. Foi disponibilizado por um período de três dias, o objetivo era obter cem
respostas, o questionário obteve cento e três respostas. Logo após atingir esse número foi
encerrado a aplicação do mesmo.
Na tabela 1, mostrada abaixo, são indicados todos dados obtidos na caracterização dos
alunos. A maioria cursa a graduação em universidades do Nordeste, de sexo feminino, entre
18-23 anos. A maioria irá concluir o curso em 2018 e metade desses alunos estão na sua
segunda formação. No gráfico 1, destaca-se a faixa etária dos alunos da maioria é entre 18-29
anos, mostrando que os atuais alunos de biblioteconomia são jovens adultos.
Tabela 1 Respostas da caracterização dos usuários
CARACTERIZAÇÃO DOS ALUNOS
UNESP
1
UFMG
1

Instituição de ensino do curso de graduação em Biblioteconomia
FESPSP FURG
PUC
UCS
UDESC UFC
UFES
UFF
2
1
2
2
1
4
1
8
UFPA
UFPE UFRGS UFRJ
UFRN UFSC UNIFAI UNIRIO
4
22
20
2
18
1
2
6
Sexo
Masculino
19

Feminino
81
18-23
41

24-29
25

Faixa etária
30-39
20

UFG
1
USP
4

Outro
1
40-50
11

51+
6

Ano de Ingresso

640

�1976
1
2009
1

1990
1
2010
2

1991
1
2011
3

1978
1
2013
1

1995
1
2014
1

1996
1
2015
1

1-2
16

3-4
21

1996
2
2012
2

2000
1
2013
13

2003
1
2014
16

2005
1
2015
24

2006
2
2016
16

2008
1
2017
15

Ano de previsão de conclusão de curso
1999
2005
2006
2009
2
1
1
2
2016
2017
2018
2019
2
11
26
24

2010
1
2020
16

2012
1
2021
10

Período do curso em que se encontra
5-6
7-8
9
23
21
2

10
2

Formado
18

Possui outra formação de nível superior ou técnico
Sim
Não
52
51
Fonte: Dados da pesquisa (2017).

Gráfico 1

Faixa etária

Faixa etária
6%
11%
40%

19%
24%
18-23

24-29

30-39

40-50

51++

Fonte: Dados da pesquisa (2017).

Na segunda parte do questionário, o foco era sobre a graduação do indivíduo. Como
mostra a tabela 2. A grande maioria não considera que as disciplinas ofertadas na graduação
são suficientes para a capacitação de um futuro profissional bibliotecário, por consequência a
maioria ou não se considera apto a lidar com qualquer tipo de suporte informacional ou não
tem segurança para tanto. Todos eles concordam que o bibliotecário deve sempre se atualizar
nas tecnologias e nos novos métodos de lidar com a informação.

641

�Tabela 2

Respostas das considerações sobre a graduação do usuário

CONSIDERAÇÕES SOBRE A GRADUAÇÃO DO USUÁRIO
Considera que apenas as disciplinas obrigatórias da grade curricular do curso são suficientes para
capacitação de um futuro bibliotecário
Sim
Não
Talvez
88
9
6
Considera-se apto a lidar com qualquer tipo de suporte informacional
Sim
Não
Talvez
44
42
17
Acha necessário que um bibliotecário esteja sempre se atualizando e se capacitando nas novas
tecnologias e nos novos métodos de lidar com a informação
Sim
Não
Talvez
0
0
103
Fonte: Dados da pesquisa (2017).

Gráfico 2

Disciplinas da grade curricular suficientes na capacitação do aluno
As disciplinas obrigatórias da grade
curricular são suficientes na capacitação
do futuro profissional bibliotecário?
9% 6%

85%
SIM

NÃO

TALVEZ

Fonte: Dados da pesquisa (2017).

Na terceira e última parte do questionário o foco foi o conhecimento em bibliotecas
virtuais e digitais. A maioria conhece bibliotecas virtuais e digitais, mas não possui domínio
ao utilizá-las. Não se considera apto a gerenciar e ou auxiliar usuários, ou não se sente seguro
para tanto, como mostra nos gráficos 3 e 4. Aos que responderam que não se consideram
aptos, foi pedido para que respondessem dentre as opções listadas na tabela 3. A maioria
respondeu que não foi ensinado e ou treinado satisfatoriamente, esse resultado aponta uma
deficiência na graduação.

642

�Tabela 3

Respostas sobre o conhecimento em bibliotecas virtuais e digitais

CONHECIMENTO EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS E DIGITAIS
Você conhece alguma biblioteca virtual ou digital?
Sim
Não
10
93
Considera ter domínio na utilização destas ferramentas
Sim
Não
67
36
Considera-se apto a ser bibliotecário capaz de auxiliar o usuário e ou gerenciar bibliotecas digitais e
virtuais de acordo com os conhecimentos que possui.
Sim
Não
Talvez
41
43
19
Não se considera apto a auxiliar usuários ou gerenciar bibliotecas virtuais e digitais pelos motivos
listados
4
Não é uma parte da biblioteconomia que me interesse
3
Possuo dificuldade ao lidar com bibliotecas virtuais e digitais.
25
Não fui ensinado/treinado satisfatoriamente.
15
Não há nenhuma disciplina, grupo de extensão e ou pesquisa no meu departamento que aborde
esse assunto.
5
Outro.
Fonte: Dados da pesquisa (2017).
Gráfico 3

Conhecimento em bibliotecas virtuais e digitais

O usuário conhece bibliotecas virtuais e digitais
10%

90%

SIM

NÃO

Fonte: Dados da pesquisa (2017).
Gráfico 4

Possui domínio ao utilizar bibliotecas virtuais e digitais

Possui dominio ao utilizar bibliotecas virtuais e
ou digitais

34%
66%

SIM

NÃO

Fonte: Dados da pesquisa (2017).

643

�No quadro 1 a questão de número 9, uma pergunta não obrigatória aberta, foi dado
espaço para respostas sobre o que o aluno mudaria ou acrescentaria na grade curricular do
curso levando em conta a formação profissional. Das 103 pessoas que responderam a este
questionário, 88 responderam essa questão. Dessas respostas treze foram selecionadas, como
mostra o quadro 2, resumindo a opinião dos demais usuários. As críticas e sugestões possuem
em comum a ausência de disciplinas voltadas à tecnologia, mediação de leitura, gestão,
marketing, empreendedorismo e a flexibilização das grades curriculares.
Quadro 2

Resposta aberta para sugestão de mudanças na grade curricular do curso

Respostas da questão sobre o que mudaria ou acrescentaria na grade curricular do curso, julgando ser
necessário para a formação profissional.
Acrescentaria mais disciplinas que envolvessem tecnologia, que envolvessem preservação de
1
documentos e trabalho com arquivos.
Mediação e informática.
2
3

Uma disciplina para lidar com usuários, marketing na biblioteca.

4

Mais disciplinas voltadas a gestão, empreendedorismo e captação de recursos.

5

Aplicações mais práticas e expansão para as várias possibilidades de campo de trabalho.

6

Revisar a atuais disciplinas obrigatórias, que acabam se tornando defasada pela falta de uso atual e tornálas mais práticas a vivência profissional. Pois o que a gente vê é muito conteúdo teórico que na prática
tem 0 funcionamentos. Outro ponto seria ofertar mais disciplinas fora da esfera técnica de
biblioteconomia, visto que o curso tem um caráter multidisciplinar o que permite que o aluno "crie" seu
próprio foco acadêmico, isso já acontece em algumas universidades no Brasil. Aqui na UFPE ainda está
começando a ter essa abertura, mas o caminho é longo.
Acrescentaria disciplinas voltadas para a ciência da informação e para a tecnologia.
Psicologia, inovação, inteligência artificial.
- em

7
8
9
10
11

12
13

atualmente ainda é feita manualmente.
Disciplinas voltadas para o uso da tecnologia.
Disciplinas sobre gestão da Informação e do conhecimento, bem como disciplinas sobre sistemas de
informação para controle bibliográfico (prática em laboratório de diferentes tipos de sistemas); disciplina
que apliquem conhecimentos consistentes, teóricos, técnicos e práticos sobre Repositórios digitais,
bibliotecas virtuais e digitais (planejamento, criação e avaliação); creio que professores de outras áreas
como a computação, Análise de sistemas, Engenharia de Produção e muitos outros poderiam contribuir
com o departamento de biblioteconomia para aplicar disciplinas que preparem melhor o "profissional da
Informação" para atuar em diferentes segmentos do mercado informacional, em especial, em empresa,
com o propósito também de estimular o empreendedorismo e criatividade.
Mais disciplinas que tratem sobre tecnologias e repositórios.
Acrescentaria empreendedorismo, marketing e gerenciamento de informação em redes sócias/internet.
Fonte: Dados da pesquisa (2017).

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Abordou-se nessa pesquisa o uso das bibliotecas virtuais e digitais, além de apresentar
seus conceitos, sua importância, e a partir de questionário aplicados de forma virtual
respondido pelos alunos e ex-alunos de Biblioteconomia de várias regiões do Brasil. Foi
possível avaliar como se sentem, visto que, o panorama da Ciência da Informação está cada
644

�vez mais voltado para esses aspectos tecnológicos, e percebeu-se a dificuldade de repassar
isso a usuários ao utilizar como ferramenta de trabalho, com as estatísticas negativas
resultantes.
Essa pesquisa pôde evidenciar as lacunas existentes dentro das estruturas curriculares
de Biblioteconomia. Como apontado pelos alunos a suas queixas em relação a satisfação,
compreensão e conhecimento dessas lacunas, principalmente na área de tecnologia na prática
profissional.
O perfil dos alunos de Biblioteconomia é de maioria mulheres, jovens adultos entre 18
a 29 anos, metade estando em sua segunda formação acadêmica. Também foi constatada a
dificuldade e insegurança nesses alunos na prática profissional e o domínio em ferramentas,
principalmente nas de tecnologia. Apesar de conhecerem bibliotecas virtuais e digitais,
poucos usam e não se sentem seguros em passar seu conhecimento adiante, quando
profissionais formados e gestores. O maior ponto dessa pesquisa coletada foi ao constatar que
a grande maioria está insatisfeita com a estrutura curricular de seu curso, considerando muito
tecnicista, não funcional, defasada, não preparando um futuro profissional para as exigências
do mercado de trabalho.
Apesar dessa pesquisa ter sido originalmente focada em bibliotecas virtuais e digitais,
foi possível considerar que a obsolescência das estruturas curriculares do curso de graduação
em Biblioteconomia é um problema generalizado, e atinge 20 universidades pelo país citadas
nessa pesquisa. Esse problema acarreta no despreparo do profissional que não possui uma
segurança e um conhecimento para o cotidiano profissional e nas necessidades dos usuários,
não acompanhando as novas tecnologias. Constatando esse fato cabe futuramente os
departamentos de Ciência da Informação repensarem as estruturas dos cursos que estão
fazendo e no futuro dos profissionais que estão formando.

REFERÊNCIAS
PROCÓPIO, Ednei. Construindo uma biblioteca digital. São Paulo: Edições Inteligentes,
2004.
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              <text>Descreve o uso de bibliotecas digitais, suas diferenças e semelhanças, além de tentar saber se a graduação em biblioteconomia acessa e usa essas ferramentas em seu cotidiano. Tendo como objetivo geral mostrar um perfil qualificado dos alunos de biblioteconomia e como eles operarão neste novo conceito de bibliotecas digitais e tendo como objetivo específico estabelecer um novo quadro conceitual sobre o estado atual da formação desses novos profissionais. A ferramenta de coleta foi um questionário on-line, aplicado aos alunos de graduação de Biblioteconomia mediante grupos do Facebook, de 15 a 18 de novembro de 2017, obtendo 103 respostas. O método de pesquisa foi quantitativo e qualitativo demonstrado por tabelas, gráficos e quadros. Conclui-se que a maioria dos graduandos de Biblioteconomia já as conhecia e usava estas ferramentas, no entanto, eles não possuíam o domínio nem se sentiam totalmente aptas a usá-las em seu cotidiano informacional e para seus usuários. Portanto, demonstra-se que há necessidade de disciplinas mais específicas para uma melhor formação, que os capacitem de forma satisfatória, além de prática e teoria.</text>
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