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                  <text>INICIATIVAS DE ACESSO ABERTO NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE
CAMPINAS NO CONTEXTO DA INFORMAÇÃO E DAS BIBLIOTECAS
INITIATIVES OF OPEN ACCESS IN THE UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS IN
THE CONTEXT OF INFORMATION AND LIBRARIES

Resumo: Este artigo tem como objetivo descrever brevemente o suposto início do Acesso
Aberto promovido na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) no âmbito da
informação e das bibliotecas, relatando fatos históricos como o surgimento das bases de dados
desenvolvidas pelas bibliotecas do sistema, bem como se deu a construção da Biblioteca
Digital da UNICAMP e sua mudança para outra plataforma, o Repositório Institucional. Em
continuidade a esses eventos, apresenta também um relato sobre o Portal de Periódicos
Eletrônicos Científicos (PPEC), que conta com a implantação de 30 títulos oriundos e
editados na própria Universidade, da computação em nuvens iniciada há pouco tempo na
universidade, além da definição de políticas para o desenvolvimento, preservação digital e
acesso aberto a toda comunidade científica.
Palavras-chave: Acesso aberto Políticas. Repositório institucional. Portal de periódicos
eletrônicos. Bases de dados. Computação em nuvem. Sistema de Bibliotecas.
Abstract: This article aims to briefly describe the supposed Open Access promoted at the
State University of Campinas (UNICAMP) in the field of information and libraries, reporting
historical facts such as the emergence of databases developed by the libraries of the system, as
well as the construction of the Digital Library of UNICAMP and its change to another
platform, the Institutional Repository. In continuity with these events, it also presents an
account about the Portal of Electronic Scientific Periodicals (PPEC), which counts on the
implantation of 30 titles originated and edited in the own University, of the cloud computing
initiated recently in the university, besides the definition policies for development, digital
preservation and open access to the entire scientific community.
Keywords: Open access - Policies. Institutional repository. Portal of electronic journals. Data
base. Cloud computing. System of Libraries.

575

�INTRODUÇÃO
Desde o surgimento do movimento do acesso aberto em 2002, mais precisamente do
Budapest Open Access Initiative (BOAI), assinado na capital húngara em 14 de fevereiro de
2002, a fim de prover uma política de acesso aberto às nações em relação à disponibilização
de documentos científicos para o domínio público, muita coisa se transformou no que diz
respeito ao acesso à produção científica mundial.
A Iniciativa de Budapeste, juntamente com a Convenção de Berlim e a Declaração de
Bethesda, ambas de 2003, fez com que o movimento do acesso aberto à informação científica
ganhasse destaques e, apesar dos benefícios evocados por esses movimentos, grandes desafios
surgiram para as instituições de pesquisa, universidades, editores, unidades de informação,
bibliotecários e outros profissionais que participam do ciclo informacional da comunicação
científica.
O Brasil também marcou presença no referido movimento a partir de ações do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), que publicou, em 2005,
a Declaração do Movimento Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica.
Além disso, há registro de outros movimentos em âmbito nacional, como a Declaração de
Salvador (2005), a Carta de São Paulo (2006) e, por último, a Declaração de Florianópolis
(2006).
Um dos grandes propulsores do movimento pelo acesso aberto foi justamente o alto
custo das assinaturas dos principais periódicos científicos estrangeiros pelas editoras,
represando, de certa forma, a produção do conhecimento e causando, a partir daí, a chamada
crise dos periódicos científicos.
Decorridos 13 anos após a criação da primeira iniciativa de acesso aberto, a demanda
por serviços que sigam os princípios do open access é crescente, o que, de certo modo, faz
com que a disponibilização da produção científica das instituições de pesquisa, bem como a
disponibilização de publicações seriadas em formato aberto, exerçam impactos na
dinamização das pesquisas científicas.
Novos indicadores, novas formas de acesso, novas formas de editorar e publicar um
artigo tiveram reflexões na produção científica mundial, divergindo do acesso fechado e
popularmente restrito a uma comunidade limitada de pesquisadores, que difundiam suas
pesquisas e trabalhos em bases de dados tradicionais, as quais, por sua vez, eram produtoras,
quase que exclusivas, dos indicadores utilizados na avaliação da ciência.
576

�Ao que tudo indica, o acesso aberto chegou para se estabelecer de uma vez por todas,
constituindo uma conquista que editores acadêmicos e bibliotecários buscavam há muito
tempo. Entretanto, profissionais da informação devem ser cuidadosos ao disponibilizar, em
acesso aberto, resultados ou dados de pesquisas. Por mais interessante e importante que seja a
divulgação das pesquisas e de seus dados em meio eletrônico, tal ação deve ser precedida pelo
desenvolvimento de políticas institucionais cuidadosamente elaboradas, a fim de garantir
direitos das partes envolvidas e também assegurar a qualidade e confiabilidade dos conteúdos
e dados, além da preservação dos mesmos.
O acesso aberto é, definitivamente, uma grande oportunidade para a democratização do
acesso ao conhecimento. No entanto, sua administração exige grande habilidade por parte dos
profissionais envolvidos.
AS BIBLIOTECAS DA UNICAMP
A missão do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU) é prover informação, por
meio de produtos e serviços de excelência para as atividades de ensino, pesquisa e extensão,
garantido um ambiente de respeito à diversidade e à socialização.
A Coordenadoria do sistema é responsável pela implementação das políticas de
desenvolvimento e pela coordenação das atividades de interesse conjunto das bibliotecas da
universidade, sendo constituído pelo coordenador, coordenador associado, assistente técnico,
diretores técnicos de serviços e grupos técnicos.
Atualmente, a UNICAMP conta com 28 bibliotecas seccionais, e uma Central, que
têm como finalidade principal atender às necessidades dos professores, pesquisadores e
estudantes da UNICAMP, devendo assegurar a difusão de informações culturais e científicas
e o desenvolvimento das políticas do Sistema.
As Comissões das Bibliotecas são responsáveis pela aplicação dos recursos financeiros
alocados para materiais bibliográficos, pela apreciação do plano anual de atividades, pelo
estudo e proposição de política de desenvolvimento da biblioteca, sendo constituída por
docentes e discentes do instituto ou da faculdade. (UNIVERSIDADE..., 2004).
A trajetória do SBU tem sido pautada na melhoria contínua dos serviços e produtos
oferecidos a sua comunidade, fazendo uso permanente das tecnologias de informação e
comunicação, a fim de possibilitar a integração das rotinas de trabalho, a qualificação dos

577

�produtos e serviços de informação e, principalmente, assegurar o acesso e uso de seus acervos
e das informações científicas geradas pela Universidade.
Nesse sentido, vale destacar que a UNICAMP foi pioneira no Brasil ao disponibilizar,
em 2010, todo seu acervo de teses e dissertações em formato eletrônico e aberto, o que
representou enorme benefício para usuários internos e externos da Universidade, e também
para a própria UNICAMP, que, anualmente, registra números crescentes de acesso a sua
produção.
USO DOS COMPUTADORES E O MOVIMENTO DE ACESSO ABERTO NA
UNICAMP
De acordo com o Projeto EDUCOM, as entidades responsáveis pelas primeiras
investigações sobre o uso de computadores na educação brasileira foram a Universidade
Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Estadual de Campinas - UNICAMP e Federal do Rio
Grande do Sul - UFRGS.
Em 1975, um grupo de pesquisadores da UNICAMP, coordenado pelo Prof.
Ubiratan D'Ambrósio, do Instituto de Matemática, Estatística e Computação
Científica, escreveu o documento Introdução de Computadores nas Escolas de 2º
Grau , financiado pelo Acordo MEC-BIRD, mediante convênio com o Programa de
Reformulação do Ensino (PREMEN/MEC), atualmente extinto.
Em julho daquele mesmo ano e do ano seguinte, a UNICAMP receberia as visitas de
Seymour Papert e Marvin Minsky para ações de cooperação técnica. Em fevereiromarço de 1976, um grupo de pesquisadores da UNICAMP visitou o MEDIA-Lab do
MIT/USA, cujo retorno permitiu a criação de um grupo interdisciplinar envolvendo
especialistas das áreas de Computação, Linguística e Psicologia Educacional, dando
origem às primeiras investigações sobre o uso de computadores na educação,
utilizando a linguagem Logo. Iniciava-se, naquela oportunidade, uma profícua
cooperação técnica internacional com os renomados cientistas Papert e Minsky,
criadores de uma nova perspectiva em inteligência artificial, e que até hoje vem
refletindo na qualidade dos trabalhos desenvolvidos na UNICAMP.
A partir de 1977 o projeto passou a envolver crianças, sob a coordenação de dois
mestrandos em computação. No início de 1983 foi instituído o Núcleo
Interdisciplinar de Informática Aplicada à Educação - NIED/UNICAMP, já com
apoio do MEC, tendo o Projeto Logo como o referencial maior de sua pesquisa
durante vários anos. (MORAES, 1997, p.3).

O NIED/UNICAMP fomenta atualmente vários projetos ligados à informatização da
educação e acessibilidade, tendo inclusive parceria em projetos com o envolvimento do
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.
Outro órgão importante, gestado para a implementação da informatização e automação
dos processos de trabalhos administrativos e acadêmicos da UNICAMP, é o Centro de
Computação da Universidade Estadual de Campinas (CCUEC), que, estrategicamente, é
ligado à Coordenação Geral (CGU) e ao Conselho de Tecnologia da Informação e
Comunicação da UNICAMP (CONTIC).
578

�O Centro de Computação iniciou as suas atividades em 10 de novembro de 1967, com
o nome de Centro de Processamento de Dados. Nessa época ficava instalado no prédio
onde hoje funciona o Colégio Técnico da UNICAMP (COTUCA). Ligado à
Faculdade de Engenharia da UNICAMP, ainda não existia como unidade, contava
apenas com um computador IBM 1130 e atendia basicamente às atividades de ensino,
no que se refere ao processamento de trabalhos dos alunos. Em 1969 passou também a
servir à administração, processando a folha de pagamento dos funcionários.
Em 15 de abril de 1969, com a publicação da portaria GR 31/69, o Centro de
Processamento de Dados da UNICAMP foi promovido a Centro de Computação, que
em 1971, tornou-se um órgão subordinado ao Instituto de Matemática, Estatística e
Computação Científica (IMECC).
Em 1973 o Centro de Computação passou a ser subordinado diretamente à Reitoria,
ficando assim até 1998, quando ocorreu a sua vinculação à Pró-Reitoria de
Desenvolvimento Universitário (PRDU). Em Maio de 2013 foi instituída a ViceReitoria Executiva de Administração (VREA) e o CCUEC ficou subordinado a ela,
permanecendo assim até os dias atuais. (CENTRO, 2015)76.

Desde sua criação, o CCUEC implementa e desenvolve ações de controle e expansão
do acesso aberto aos dados documentais administrativos e acadêmicos da Universidade, não
somente por meios dos instrumentos criados para o gerenciamento, mas, também, pela rede
virtual pessoal para a comunidade, ou seja, o acesso VPN.
No ano de 2001, o Instituto de Computação, em parceria com o NIED, desenvolve
uma ferramenta capaz de consolidar o ensino através do computador. Cria-se o ambiente
virtual de aprendizagem Teleduc. Essa ferramenta é disponibilizada para download
gratuitamente.
Em 2005, a UNICAMP implanta em seu campus o Portal do Ensino Aberto, que é um
sistema de apoio ao ensino-aprendizagem disponível para as disciplinas de graduação da
Universidade. Esse sistema automatiza o cadastro de disciplinas, alunos e docentes nos
ambientes Teleduc e Moodle,

que

consistem

em

AVAs

(Ambientes

Virtuais

de

Aprendizagem) capazes de disponibilizar conteúdos e atividades de comunicação entre os
participantes.
No SBU, o processo de catalogação cooperativa do seu acervo com outras
universidades brasileiras ocorreu no final da década de 80. A rede cooperativa gerenciada pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, denominada Bibliodata CALCO,
derivado do acrônimo Catalogação Legível por Computadores, teve início na década de 80,
quando ocorreu a adesão da UNICAMP à rede.
O principal benefício da rede consistia em inserir uma obra no catálogo bibliográfico
on-line, não duplicando esforços catalográficos.

76

Disponível em: &lt;http://www.ccuec.unicamp.br/ccuec/Historico&gt; . Acesso em: 22 dez. 2015.

579

�Rapidamente o catálogo bibliográfico da UNICAMP, denominado Acervus77, superou
as expectativas, alcançando notável dimensão devido ao grande número de obras implantadas
e que abastecia outras universidades brasileiras que faziam parte da rede por meio da
catalogação cooperativa. Aos poucos, os dados já estavam no catálogo bibliográfico de forma
gratuita e obedecendo a um padrão catalográfico universal para cópias de dados, seguindo o
formato MARC. Observa-se que nesse catálogo bibliográfico, além das dissertações teses,
também permite o acesso aberto para algumas obras editadas pelas unidades da UNICAMP.
Paralelamente a essa evolução da automação das bibliotecas, surgem os softwares destinados
à gestão de conteúdos na Web, como o software No-Rau, adotado na UNICAMP para a
gestão da sua biblioteca digital.
Devido aos avanços tecnológicos, outros software com maior capacidade de gestão e
processamento de conteúdos surgiram posteriormente, entre eles está o DSpace 78, destinado
ao gerenciamento de repositórios de conteúdos no formato de texto, vídeo, áudio etc.
Oferecendo um layout mais arrojado e mais eficiente para a recuperação de informações, esse
software apresenta boas razões para utilizar a aplicação de repositório de código aberto, tais
como:
grande nível de comunidades povoadas no sistema;
software totalmente livre e gratuito;
permite customizações;
permite a inclusão de todos os tipos de instituição;
permite a inclusão de qualquer conteúdo digital.
Assim, o SBU adotou em 2012 o DSpace como o gestor de Repositório da Produção
Científica e Intelectual da UNICAMP, sendo este o software também adotado pela USP e
UNESP, e em 2015, o software Open Journal System (OJS) para gerenciar os periódicos
eletrônicos.
GESTÃO DE SERVIÇOS DE BIBLIOTECAS PELA POLÍTICA DO ACESSO
ABERTO
As bases de dados como iniciativas de acesso aberto nos serviços de bibliotecas

77
78

Disponível em: &lt;http://avervus.unicamp.br&gt;.
DSpace. Disponível em: &lt;http://www.dspace.org/ &gt;. Acesso em: 09 dez. 2015.

580

�Iniciativas isoladas, antes mesmo de promover o acesso atual de documentos
científicos gratuitos com o repositório institucional e a biblioteca digital, já aconteciam na
Universidade por meio das bases de dados.
A primeira delas pode-se dizer, fomenta a criação da base de dados de Educação
denominada Edubase. Voltada para a indexação de artigos de periódicos e outros documentos
ligados à Educação, foi criada pela direção da biblioteca da Faculdade de Educação em 1994,
para atender a demanda da comunidade interna, de forma local. Após quatro anos, em 1998,
essa ferramenta passa a ser disponibilizada na Web (plataforma WWWISIS, derivação da web
e do Micro-ISIS, na época), com acesso aos dados bibliográficos de artigos e de periódicos
nacionais de educação com o texto completo, facilitando, dessa maneira, o acesso aberto para
o texto na íntegra dos periódicos nascidos no formato eletrônico na Internet. (SANTOS,
PIETROSANTO, 1998; PASSOS; SANTOS, 2008).
A base de dados Edubase, após mais de 20 anos sob gerenciamento da Faculdade de
Educação, passa a ser gerida pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP a partir de 2014, com
o propósito de fomentar a indexação com o acesso ao texto integral gratuito, em parceria com
os editores a ela vinculados, por meio da indexação compartilhada. (SANTOS, 2014).
Da mesma forma que a Edubase, em 1998, a biblioteca do Instituto de Economia cria e
lança a base de dados voltada para a indexação de artigos e documentos da área, denominada
Perie. A base de dados utiliza a mesma plataforma que a Edubase e o WWWISIS,
relacionando os artigos de periódicos de Economia ao acesso do texto completo dos
periódicos disponibilizado gratuitamente na Web. (SANTOS, PIETROSANTO, 1998).
O mesmo aconteceu com o Centro de Memória da UNICAMP, que implanta a
Hemeroteca eletrônica nos moldes da plataforma WWWISIS, alcançando uma maneira de
recuperar e disponibilizar o acesso ao seu acervo com documentos na íntegra pela Internet. A
Hemeroteca possui duas grandes coleções e um acervo com mais de 45.000 recortes de jornais
e revistas diversos, de interesse especial para a história e o cotidiano da cidade de Campinas.
(SCARPELINE, PANZINI, 2002).
Biblioteca Digital
O desenvolvimento das bibliotecas digitais começou a surgir no mundo
aproximadamente na década de 1970, através de ações como a criação do Projeto Gutenberg
(Estados Unidos), denominado Biblioteca de Alexandria, considerado o primeiro projeto de
biblioteca digital.
581

�Historicamente, a biblioteca digital está intimamente relacionada com a evolução
tecnológica do tratamento e transmissão de dados, como a invenção do telefone e do primeiro
computador que por si só desenvolveu outros itens tecnológicos de acesso à informação.
Zang

et al. (2001)79 citado por Passos, Santos e Riberio (2008), consideram a

biblioteca digital como uma forma de apresentar coleções que podem ser digitalizadas e
armazenados em vários tipos de mídia, como memórias portáteis e discos rígidos. Além disso,
os autores afirmam que a biblioteca digital é aquela que, além do catálogo, tem os textos dos
documentos da coleção armazenados em formato digital, para que eles possam ser lidos a
partir da tela de um computador ou importado (baixado) para o disco rígido. A permissão para
ler documentos e a possibilidade de descarga são as principais características das bibliotecas
digitais, passíveis de construção, desde que haja um plano adequado, conhecimento da
linguagem de informática e um ambiente de software adequado para gerir os processos.
No

que

diz

digitais, Vicentini (2006)

respeito
80

aos

requisitos

para

a

gestão

de

bibliotecas

citado por Santos, Passos e Ribeiro (2008), enfatiza os seguintes

itens, considerados ideais para o planejamento:
Coleções / conteúdos.
Recursos humanos.
Padronização.
Tecnologia.
Digitalização.
Direito de garantia autoria.
Preservação de documentos digitais.
Considerando os requisitos acima, a UNICAMP, por meio da Portaria GR Nº 85, de
08/11/2001, criou a Biblioteca Digital da Universidade Estadual de Campinas (BDU), sendo
papel do SBU instituir um Grupo de Trabalho composto por bibliotecários, docentes e
técnicos em Informática para estruturar e disponibilizar a Biblioteca Digital com todo recurso
tecnológico existente para recuperação, guarda e depósito do acervo, formado inicialmente
por dissertações e teses.

79
80

ZANG et al. (2001).
VICENTINI (2006).

582

�No Brasil, a UNICAMP foi pioneira a disponibilizar 100% do acervo de dissertações e
teses de todas as áreas em numa Biblioteca Digital.
Atualmente, a Biblioteca Digital da UNICAMP 81 disponibiliza outros documentos,
além das dissertações e teses:
Trabalho de conclusão de curso;
Eventos;
Hemeroteca do Centro de Memória-UNICAMP;
Revistas eletrônicas;
Produção técnico-científica digital;
Materiais especiais;
Obras raras.
As novas políticas do SBU, aliadas à evolução tecnológica e à criação do Repositório
Institucional da UNICAMP, exigiram a revisão dos objetivos da Biblioteca digital, sendo que
a partir da publicação da resolução 14/2015 a biblioteca digital assume novas atribuições:
captar, tratar e disseminar documentos e objetos digitais cuja propriedade intelectual não
pertença à Universidade, sendo que a produção cientifica e intelectual da UNICAMP passa a
ter tratamento e gestão realizadas pelo Repositório Institucional, oficialmente lançado pela
Reitoria da Universidade em 02 de dezembro de 2015.
Repositório Institucional da Produção Científica Intelectual, Artística e Cultural
Os repositórios institucionais são instrumentos que promovem o acesso aberto e
gratuito à produção intelectual das instituições de pesquisas, caracterizando-se, portanto,
como mecanismos de grande importância para democratização do acesso ao conhecimento, e
exigindo a definição de políticas e padrões técnicos capazes de garantir a confiabilidade e
qualidade dos conteúdos e dos dados, a preservação dos documentos digitais, bem como os
direitos de propriedade intelectual.
Os repositórios digitais estão entre as alternativas oriundas da rápida evolução da
comunicação científica no ambiente virtual sob os auspícios de ações mundiais
fomentadas a partir da década de 1990, como a Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open
Archives Initiative - OAI) e o Movimento de Acesso Aberto (Open Access Movement
- OAM), visando promover modelos eficientes de armazenamento, disseminação,
visibilidade e acesso aos conteúdos científicos. (WEITZEL, 2006 apud MURAKAMI;
FAUTO, 2013, p.186).
81

Disponível em: &lt;http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/&gt;. Acesso em: 10 dez. 2015.

583

�O resgate histórico revela que o primeiro repositório utilizando a filosofia dos arquivos
abertos é anterior à Constituição de Santa Fé, datada de agosto de 1991, e trata-se do ArXiv82,
cujo criador foi o físico Paul Ginsparg, do Laboratório de Los Alamos, no Novo México. Esse
sistema cobria e cobre até hoje as áreas de física e disciplinas correlatas, onde usuários
submetem ou recuperam artigos, tanto em uma interface on-line na Internet, quanto via
correio eletrônico. O sistema oferece o serviço de alerta e mecanismos de busca que preveem
diferentes perfis de usuários.
biblioteca digital destinada a guardar, preservar e garantir livre acesso via internet, à produção
científica no âmbito de uma dada instituiçã
No entanto, muito mais que uma peça tecnológica, um repositório institucional se
constitui hoje, no contexto de um amplo e crescente movimento internacional de apoio ao
livre acesso à informação científica, num ator político (RIEGER, 2008) que desempenha um
papel como nunca antes visto no ciclo de comunicação científica.
Dessa forma, verificamos que uma forma de proliferar o movimento do acesso aberto
nas instituições, no caso nas universidades, é a implantação e criação de repositórios
institucionais que disponibilizam e promovem a visibilidade da produção científica a partir de
plataformas também de acesso livre ou fontes abertas.
Os repositórios digitais geralmente utilizam ferramentas e protocolos com base na
iniciativa de arquivos abertos (open archives initiative

OAI) que facilitam a

interoperabilidade entre sistemas (SAWANT, 2013).
Faz-se pertinente apresentar a síntese das características dos principais tipos de
repositórios digitais (LEITE, 2010):
Repositórios institucionais: formados por materiais digitais em coleções altamente estruturadas,
compostas pelos produtos das atividades acadêmicas desenvolvidas em universidades e em
instituições de pesquisa.
Repositórios de teses e dissertações: constituídos exclusivamente de teses e dissertações. Podem
compor os repositórios institucionais como um núcleo destinado a estes materiais.
Repositórios de dados de pesquisa: constituídos por dados de pesquisa ou insumos para a produção
acadêmica ou em ciência e tecnologia, incluindo estudos preliminares, resultados de coleta de
dados, relatórios, apresentações em eventos, dentre outros, que acarretaram em produtos publicados
em periódicos, em livros ou consolidados em teses e dissertações, dispositivos tecnológicos,
patentes, dentre outros.
Repositório temático ou disciplinar: composto por grande variedade de materiais com conteúdos
delimitados segundo campos específicos do saber.

Com base nesses conceitos e delineamentos, destacamos que o Repositório da
Produção Científica e Intelectual da UNICAMP é o instrumento oficial para coleta,
82

Disponível em: &lt;http://br.arxiv.org&gt;.

584

�organização, disseminação e preservação de todo o conhecimento produzido na Universidade.
(UNIVERSIDADE..., 2015a). Ele nasce em 2012, a partir de uma demanda da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) junto ao Conselho de Reitores das
Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP). A partir disso, a UNICAMP, em parceria com
a USP e a UNESP, trabalhou no desenvolvimento de uma metodologia de implantação de
repositórios, estabelecendo uma base mínima compartilhada pelas três Universidades.
O repositório CRUESP foi lançado em novembro de 2013 e, a partir disso, a
UNICAMP trabalhou com afinco na definição de políticas e diretrizes que possibilitassem a
efetiva institucionalização do seu repositório, criado em 06 de julho de 2015 por meio da
Resolução GR 07/2015 e oficialmente lançado em 02 de dezembro do mesmo ano.
Por meio do Repositório, docentes, pesquisadores, alunos de graduação, alunos de
pós-graduação e servidores técnicos administrativos vinculados à UNICAMP devem depositar
seus resultados de pesquisas, de modo a:
Proporcionar acesso aberto e público à produção científica e intelectual da Universidade, de modo a
aumentar sua visibilidade, acessibilidade e difusão;
Facilitar a gestão e o acesso à informação sobre a produção científica e intelectual da UNICAMP,
por meio da oferta de indicadores confiáveis e validados;
Integrar-se a um conjunto de iniciativas nacionais e internacionais, por meio de padrões e
protocolos de integração qualificados e normalizados. (UNIVERSIDADE..., 2015a).

Portal de Periódicos Científicos Eletrônicos
O Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos (PPEC) da Universidade Estadual de
Campinas (UNICAMP), mantido pela Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) e pelo
Sistema de Bibliotecas (SBU), nasceu da necessidade de se ter, em uma única plataforma, a
reunião de todos os periódicos editados e produzidos no âmbito da Universidade. Ele agrega
periódicos científicos produzidos na UNICAMP, tendo como parâmetro as Diretrizes do
Portal de Periódicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade de São
Paulo (USP) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS).
O PPEC/UNICAMP utiliza a plataforma Open Journal System, do Projeto PKP, que
foi traduzido pelo Instituto Brasileiro de informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) para o
português.
O Portal tem como objetivo primordial dar suporte, manutenção e sustentabilidade aos
periódicos científicos pertencentes ao PPEC/UNICAMP, para que essas publicações estejam
condizentes com os padrões de qualidade nacionais e internacionais de suas áreas. Portanto,
585

�sua função é garantir e apoiar a qualificação e a visibilidade das publicações periódicas
científicas vinculadas aos institutos, faculdades, centros, núcleos de pesquisa e órgãos
complementares da UNICAMP, arbitrados por pares e institucionalmente ligados à
Universidade, garantindo a diversidade institucional e regional e o livre acesso a toda
comunidade científica.
Por essa razão, em janeiro de 2014, através da Portaria GR-012/2014 cria-se
um Grupo de Trabalho, formado por docentes, pesquisadores e funcionários idealizadores do
projeto, para a elaboração de diretrizes, procedimentos e seleção de materiais para ingresso no
Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos da Universidade.
A UNICAMP possui, atualmente, 45 títulos de periódicos das diversas áreas do
conhecimento, mas apenas 30 títulos constam na sua coleção disponível ao público de forma
organizada e indexada no Portal. No entanto, nessa primeira fase, serão integrados ao Portal
os periódicos que utilizam a plataforma SEER

Sistema de Editoração Eletrônica de

Revistas, pois os mesmos possuem mecanismos que permitem a interface com o Programa
LOCKSS (Stanford University) da Rede de Serviços de Preservação Digital Cariniana
(IBICT), e também pela facilidade de atribuição do Digital Objetc Identifier (DOI).
Os periódicos estão assegurados pela licença de uso do Creative Commons, que não
permite a utilização do material para fins comerciais, garantindo seu livre acesso.
ACESSO ABERTO E NOVAS PARCERIAS DE SERVIÇOS PARA A COMUNIDADE
O Acesso Aberto diz respeito à acessibilidade ampla e irrestrita a conteúdos
disponíveis em formato digital, no sentido em que minimiza barreiras de custo e de
permissão aos leitores e torna a literatura científica disponível com o mínimo de
restrições a um número ilimitado de leitores. (DUARTE; RODRIGUES, 2012, p.5).

Nessa mesma linha de pensamento Fachin (2002), citado por Duarte e Rodrigues
(2012, p.5), afirma que:
O Acesso Aberto à informação científica promove a socialização do conhecimento.
No entanto, a disponibilização gratuita de conteúdos na internet gera uma discussão
mundial ao aproximar o público da informação. Destacam-se entre eles os
problemas de segurança na utilização dos documentos eletrônicos e a questão dos
direitos autorais.

Preocupada com a socialização do conhecimento por meio do Acesso Aberto, a
UNICAMP promove, continuamente, parceiras para que os serviços ligados a esse movimento
possam se tornar viáveis, eliminando problemas relacionados à segurança e preservação dos
dados e resguardando os direitos autorais associados à disponibilização do conteúdo. Essas
parceiras fomentam a criação da sua própria computação em nuvem e a gestão da preservação
586

�digital de seus conteúdos, no caso, dos periódicos eletrônicos produzidos no âmbito da
Universidade.
Computação em nuvem
De acordo com Senger (2014), professor da UFSCar, durante sua apresentação no
seminário sobre computação em nuvem realizado na UNICAMP, a computação em nuvem é
um instrumento com enorme potencial para alavancar a produção científica e as atividades
acadêmicas de uma Universidade.
Ele ainda destaca que a computação em nuvem pode fornecer recursos computacionais
e serviços com grande agilidade e elasticidade para atividades diversas, como, por exemplo,
oferecer, sob demanda, um ambiente previamente configurado com ferramentas específicas
para aulas de laboratório, fornecer serviços com alta disponibilidade e qualidade para a
comunidade de usuários, ou mesmo ofertar recursos especializados e em grande quantidade
para aplicações que demandem alto desempenho (HPC). Enfatiza também que os ganhos e
vantagens de se ter a computação em nuvem no campus da Universidade incluem a melhoria
significativa dos custos com o gerenciamento da infraestrutura de TI, a melhor utilização dos
recursos de hardware e software existentes, além da maior disponibilidade e redução de custos
operacionais em TI. (SENGER, 2014).
Nesse mesmo seminário a UNICAMP, enquanto anfitriã apresentou suas diretrizes e
estratégias voltadas para a implantação de um projeto de nuvem na Universidade, em parceria
com a FAPESP, com vistas à criação futura de uma rede de computação em nuvem junto ao
CRUESP.
Preservação digital
De acordo com Marcondes e Sayão (2009, p.40):
Uma das mais importantes motivações para a criação dos repositórios institucionais [e
também portais de periódicos] é assegurar que os materiais digitais de pesquisa
permaneçam disponíveis e acessíveis por longo prazo, contribuindo para a construção
e preservação da memória acadêmica das instituições de pesquisa e ensino. Nessa
direção, espera-se que os repositórios digitais [e portais de periódicos] disponham de
metodologias e ferramentas que mantenham íntegros estes estoques por longo prazo.
(grifo nosso).

Pensando em preservar digitalmente a produção científica nacional, o Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência Tecnologia (IBICT) iniciou, em 2012, uma parceria com
a Universidade de Standford, Estados Unidos, criadora e detentora do software LOCKSS,
587

�para propor a criação de uma subrede de preservação digiltal dos periódicos brasileiros que
utilizam a plataforma OJS do Projeto PKP.
Com isso, o IBICT trouxe para o Brasil, por meio da Cariniana

Rede Brasileira de

Preservação Digital, condições de armazenagem e preservação logística e digital dos
periódicos brasileiros gerenciados pelo OJS.
Lança-se então, em 2013, um projeto piloto integrando oito instituições federais e
estaduais,

tendo o IBICT como coordenador e responsável pela composição da Rede

Cariniana, iniciando a coleta e preservação digital dos periódicos dessas instituições parceiras
integrais. (SANTOS; PASSOS; SAE, 2014).
Entre 2013 e 2017 foram promovidos eventos, treinamentos e cursos sobre a Rede
Cariniana com as instituições parceiras ou que integraram o projeto como colaboradoras. A
partir de 2015 criam-se novas subredes, promovendo também a preservação digital de livros
eletrônicos (e-books), dissertações e teses gerenciadas pelo software DSpace, além da
memória institucional das universidades envolvidas.
Vale ressaltar que a UNICAMP, por meio de convênio estabelecido com o IBICT é
uma parceira integral na Rede Cariniana. Hoje contamos com todos os periódicos elencados
no PPEC, além daqueles ainda não estão no portal, mas utilizam a plataforma OJS
preservados na Rede Cariniana.
O próximo passo consiste em preservar na Rede Cariniana as teses e dissertações da
Universidade, bem como demais documentos disponíveis no Repositório Institucional. Além
disso, também serão passíveis de preservação, no âmbito da Rede Cariniana, as obras raras
digitalizadas pela Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central César
Lattes/UNICAMP.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O movimento de acesso aberto oferece a possiblidade do amplo e irrestrito alcance do
conhecimento científico, potencializando, com isso, o desenvolvimento da própria ciência e
reacendendo um desejo que sempre esteve presente na história da humanidade: o de se ter
acesso a todo conhecimento produzido no mundo. No entanto, inúmeros são os desafios
lançados pela Open Access Initiative, já que há muitos interesses e autores envolvidos nesse
complexo processo.
É evidente que as unidades de informação e os profissionais bibliotecários devem
procurar garantir amplo acesso às informações produzidas em suas instituições de pesquisa,
588

�principalmente quando se tratam de instituições públicas. Porém, esse processo deve ser
realizado a partir de estudos aprofundados, que garantam os direitos dos envolvidos no
processo de comunicação científica, tanto dos produtores e editores, quanto dos usuários e
consumidores finais. A harmonização desses interesses só é alcançada por meio de políticas
claramente definidas e criteriosamente elaboradas.
Na UNICAMP, as ações em torno do acesso aberto, respeitando as legislações
vigentes a partir de políticas explicitas e cuidadosamente elaboradas, tem nos permitido
garantir a visibilidade da produção científica da Universidade, assegurando, assim, o amplo
acesso ao conhecimento aqui produzido.
REFERÊNCIAS
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Cienc. Cult., São Paulo, v.67, n.4, out./dez. 2015, Notícias BR do Brasil, 2015. Disponível
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1678-765X. Disponível em: &lt;http://www.sbu.UNICAMP.br/seer/ojs/index.
php/rbci/article/view/527&gt;. Acesso em: 21 dez. 2015.
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brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília: IBICT, 2009. 124 p.
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590

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              <text>Este artigo tem como objetivo descrever brevemente o suposto início do Acesso Aberto promovido na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) no âmbito da informação e das bibliotecas, relatando fatos históricos como o surgimento das bases de dados desenvolvidas pelas bibliotecas do sistema, bem como se deu a construção da Bibliotec Digital da UNICAMP e sua mudança para outra plataforma, o Repositório Institucional. Em cntinuidade a esses eventos, apresenta também um relato sobre o Portal de PeriódicosEletrônicos Científicos (PPEC), que conta com a implantação de 30 títulos oriundos eeditados na própria Universidade, da computação em nuvens iniciada há pouco tempo nauniversidade, além da definição de políticas para o desenvolvimento,preservação digital eacesso aberto a toda comunidade científica.</text>
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