<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5378" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5378?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-28T07:58:51-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4445">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/47/5378/SNBU2006_198.pdf</src>
      <authentication>fe9077eedf7d6b740db5197f9926a66f</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="58306">
                  <text>1

Leitura documentária para indexação de artigos de jornais
Mariângela Spotti Lopes Fujita*
Livre Docente, Professora do curso de Biblioteconomia e
de Pós Graduação em Ciências da Informação da
UNESP - Campus de Marília
Coordenadora do Grupo de Pesquisa Leitura em Análise
Documentária cadastrado no CNPq  Assessora da
UNESP para assuntos de biblioteca
Email: goldstar@flash.tv.br

Silvana Aparecida Fagundes**
Mestre em Ciências da Informação, Bibliotecária da
Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP e Membro
do Grupo de Pesquisa Análise Documentária da UNESP
 Campus de Marília
Email: silvanaf@reitoria.unesp.br

RESUMO
A leitura documentária consiste na identificação e extração de conceitos na
representação do conteúdo dos documentos. Difere-se da leitura normal porque ocorre
em condições específicas e contextos diferentes. Considerando que a leitura
documentária de jornais tem que ser rápida, devido a quantidade de material que
necessita ser tratado, interessa investigar os procedimentos dessa leitura rápida.
Evidencia-se que esta investigação propôs a elaboração de um modelo de leitura para
indexação de artigos de jornais mediante revisão de literatura, estudo de caso no
Arquivo do jornal O Estado de São Paulo e Departamento de Documentação da
Editora Abril Cultural e estudo de observação da leitura dos indexadores com
aplicação da técnica de Protocolo Verbal. Os resultados indicam que o indexador que
foi primeiramente orientado sobre o funcionamento do modelo, para posteriormente
individualmente utilizá-lo na indexação do texto inédito selecionado, representou por
meio dos conceitos selecionados mais adequadamente o conteúdo do texto, do que os
indexadores, que desconheciam o modelo de leitura. Concluiu-se que o modelo de
leitura proposto apresenta procedimentos que direciona o indexador experiente ou
inexperiente à uma compreensão durante a leitura documentária sem apelação ao
bom senso, permitindo assim realizar provavelmente uma representação mais
fidedigna do conteúdo do texto.
Palavras-chave: indexação de jornal; leitura documentária; estrutura textual
*

Endereço para contato:
UNESP  Universidade Estadual Paulista Julio Mesquita Filho, Faculdade de Filosofia
e Ciência de Marília, Departamento de Ciência da Informação
Av. Hygino Muzzi Filho, 737 Campus Universitário - Marília  SP
CEP 17525-900 Tel. (14) 3402 1370 Fax: (14) 34224797
**

Endereço para contato:
UNESP  Universidade Estadual Paulista Julio Mesquita Filho, Reitoria
Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP Grupo de Formação e Desenvolvimento de Coleções

Alameda Santos, 647 - 10º andar - São Paulo - SP - CEP 01419-901 Tel.: (11) 3252-0589

�2

1 Introdução e Referencial Teórico
A

Análise

Documentária

é

uma

área

da

Biblioteconomia

Documentação que investiga o tratamento do conteúdo temático
documentos por meio de atividades como à

e
de

indexação e a classificação

documentária na qual ocorre o exame do conteúdo temático por meio da leitura
documentária.
Considerando que o indexador trabalha com limite de tempo devido à
grande quantidade de material que precisa indexar o conhecimento e a
utilização da estrutura textual na indexação é um fator favorável para o objetivo
documentário, de identificar as idéias relevantes dos documentos num curto
espaço de tempo.
Percebemos, que a identificação de conceitos está vinculada a
objetivos institucionais variados que produzirão pontos de vistas diferentes para
se identificar os conceitos nos documentos porque almejam resultados
distintos.
Nosso interesse por investigar a leitura documentária surgiu como
membro do Grupo de Pesquisa Leitura em Análise Documentária da UNESP 
Campus de Marília, no qual desenvolvemos pesquisa de iniciação científica
com bolsa PIBIC-CNPq intitulada: Leitura em Análise Documentária durante o
curso de graduação em Biblioteconomia no ano de 1996, e após término da
pesquisa de iniciação científica, já acumulando uma modesta bagagem de
conhecimento da área de Análise Documentária, identificamos que a atividade
de leitura dos indexadores não apresentava muitas publicações na revisão de
literatura da área. Entretanto, a nosso ver, a análise do documento deveria ser
caracterizada como a atividade primordial da atividade de indexação, porque
sendo a primeira fase da análise do documento, o bom, ou, o mal resultado
desta refletirá na boa, ou na má qualidade das outras atividades (elaboração de
resumos e índices) que permeiam o caminho do usuário ao documento.
Com o conhecimento da escassez de pesquisas sobre leitura
documentária, e considerando os procedimentos relevantes recuperados na

�3

revisão de literatura que apontam que esta difere-se da leitura normal e deve
ser realizada rapidamente, levantamos alguma hipóteses em que supúnhamos
com relação ao fator tempo disponível para ler, que a leitura documentária de
jornais deveria ser rápida devido a grande quantidade de material publicado.
Ressalta-se que uma outra suposição era que os indexadores de
jornais experientes deveriam utilizar determinadas estratégias para realizar
essa leitura rápida, e interessava-nos descobrir quais eram essas estratégias.
Evidencia-se

que

questionávamos,

também,

se

as

estratégias

utilizadas eram compatíveis com o que recomendava a literatura.
Sendo assim, pretendendo identificar o contexto e as variáveis que
demandam a necessidade de se realizar esta leitura rápida (leitura
documentária), no dia-a-dia dos indexadores, optamos, por investigar a
atividade de leitura dos indexadores de jornais, iniciando a pesquisa em 1997
durante a graduação como Trabalho de Conclusão de Curso, no contexto do
Arquivo do jornal O Estado de São Paulo supondo que, no caso da indexação
de jornal, a leitura documentária deveria ser mais rápida ainda considerando à
grande quantidade de matérias jornalísticas publicadas diariamente que
precisam ser indexadas. E durante o curso de mestrado em Ciência da
Informação na UNESP-Marília, continuamos a investigação sobre indexação de
jornais, pois percebemos a necessidade de observar a leitura dos indexadores
de jornais em uma segunda ambiência diferente do Arquivo do jornal O Estado
de São Paulo buscando evidenciar os procedimentos desses profissionais
diante da realização da tarefa de indexar, procurando observar se utilizavam
determinadas estratégias e quais eram elas e se as mesmas eram
consideradas compatíveis com o que indicava a literatura e se coincidiam com
as práticas já observadas no Arquivo. E com os dados obtidos comparados
com informações relevantes recomendadas pela revisão de literatura sobre a
temática, elaboramos uma proposta de modelo de leitura para indexação de
jornais.

�4

2 Observação da leitura do indexador de artigo de jornal: procedimentos
metodológicos
Investigando a atividade de leitura documentária dos indexadores de
artigos de jornais optamos por desenvolver esta observação no contexto dos
centros de informações especializados que possuíam acervo organizado e
desenvolviam a atividade de indexação. Nessa pesquisa, a ambiência da
observação da prática de indexação de jornais ocorreu no contexto do Arquivo
do jornal O Estado de São Paulo e no Departamento de Documentação da
Editora Abril Cultural (DEDOC), visando identificar procedimentos para
proposição do modelo de leitura para indexação de jornais.
Evidenciamos que visando elaborar o modelo de leitura para indexação
de artigo de jornal a pesquisa adotou uma metodologia de coleta e análise de
dados que abrangeu, levantamento bibliográfico em fontes de informação na
área, onde se pesquisou a literatura relevante publicada sobre: leitura
documentária, estrutura do texto jornalístico,

identificação de conceitos e

metodologias para avaliação de política de indexação e linguagens
documentárias.
Destaca-se que com o levantamento bibliográfico, identificamos
bibliografias relevantes que compõem os pressupostos teóricos desta
pesquisa, em que se destaca: a metodologia para indexação manual de jornais
mencionada por Ahmad (1993); tipologias e estruturas textuais de textos
trabalhados pela Análise Documentária citada por Kobashi (1994), a
classificação das concepções de análise de assunto proposta por Albretchtsen
(1993), a estrutura do texto jornalístico elaborada por

Van Dijk (1983)

analisada e comentada por Amaro (1991) e ainda as considerações de Silva
(2001) para essa estrutura textual, atividades metacognitivas presentes na
leitura consciente estabelecidas por Brown (1980), elementos de política de
indexação estabelecidos por Carneiro (1985), avaliação da estrutura externa de
tesauros elaborada por Corrêa (1998), metodologia de avaliação da estrutura
interna de linguagens documentárias elaborada por Ginez de Lara (1993),
metodologia de análise de assunto do sistema de indexação PRECIS

�5

comentada por Fujita (1989) e modelo de leitura para indexação de artigo de
periódico científico também elaborado por Fujita (2000).
Posteriormente, ao levantamento bibliográfico realizou-se estudos de
casos nos centros de informação especializados (Arquivo e DEDOC)
evidenciando a prática de leitura dos indexadores que desenvolviam a
atividade de

indexação de jornais. Nessa fase de estudos de casos, foi

realizada consulta à documentação e conversa com os responsáveis pelos
setores, possibilitando uma caracterização da infra-estrutura física e funcional
dos centros englobando: histórico breve e área física, o organograma da
instituição, recursos humanos, recursos materiais (mobiliário, equipamento e
acervo), usuários e serviços prestados. E também foi elaborada

entrevista

para a caracterização dos indexadores dos sistemas de informações na qual se
obteve dados referentes à: formação educacional, experiência profissional
anterior e no serviço de indexação, outras atividades que realiza na instituição,
dificuldades na atividade de indexação e procedimentos de identificação de
conceitos e fontes de experiência de indexação.
Realizou-se a observação da política de indexação no Arquivo do jornal
O Estado de São Paulo e do DEDOC, por meio da verificação da ocorrência
de alguns elementos estabelecidos por Carneiro (1985) para uma provável
implantação de uma política de indexação.
Considerando que a linguagem documentária é outra variável

que

influência a atividade de indexação, desenvolveu-se nos estudos de casos no
DEDOC e Arquivo uma avaliação da estrutura externa, das linguagens
documentárias seguindo a metodologia elaborada por Corrêa (1998). Para e
avaliação da estrutura interna sendo esta aplicada na linguagem do DEDOC
seguindo a metodologia de Ginez de Lara (1993), porque a linguagem do
Arquivo não apresentou parâmetros funcionais para se avaliar a sua estrutura
interna.
Para investigar a atividade de leitura documentária dos indexadores de
jornal utilizou-se a técnica introspectiva Protocolo Verbal, permite que os
pensamentos do sujeitos (indexadores) ocorridos durante a leitura sejam são

�6

gravados e transcritos literalmente, produzindo protocolos verbais.

E

protocolos verbais são definidos como relatos verbais dos processos mentais
conscientes do sujeito. Em outras palavras, eles se referem ao Pensar Alto do
sujeito enquanto realiza uma tarefa de qualquer natureza. (CAVALCANTI,
1989; CAVALCANTI &amp; ZANOTTO, 1994).
Ilucidamos que a coleta de dados para observação da leitura utilizando
o Protocolo Verbal obedeceu os procedimentos listados abaixo:
1- Procedimentos anteriores à gravação do Protocolo Verbal:
•

Seleção do Texto-Base

Para a seleção do texto-base escolheram-se textos inéditos, ou seja.,
desconhecidos e ainda não indexados por nenhum dos indexadores.
Quanto a temática os textos selecionados eram referentes aos
Cadernos, ou Editorias dos Jornais com os quais cada indexador trabalhava,
variando-se, assim, a temática de cada texto.
Destaca-se que para a observação da leitura dos indexadores do
Arquivo e do DEDOC foram selecionados 10 textos, sendo que cada indexador
(caracterizados como sujeito 1,2,3,4 e 5) indexou dois textos.
•

Seleção dos Sujeitos

A seleção dos sujeitos considerou como critério o tempo de
permanência no sistema de informação e na atividade de indexação
acrescentando ainda habilidade em indexação refletida na quantidade de
documentos indexados. Destaca-se que foram selecionados cinco indexadores
que foram classificados como sujeitos 1 e 2 (pertencentes ao Arquivo) e
sujeitos 3, 4 e 5 (pertencentes ao DEDOC).
•

Conversa informal com os sujeitos

Ressalta-se que foi realizada uma conversa informal com cada um dos
sujeitos em que mencionaram-se os objetivos da pesquisa destacando sua
relevância para o desenvolvimento da área de Análise Documentária. Nessa

�7

conversa, ressaltou-se que a identidade dos sujeitos manter-se-ia oculta
visando assim deixá-lo mais à vontade e, não comprometer os dados
coletados. E foi solicitado que cada sujeito realizasse a leitura do texto-base
naturalmente como o faz no seu dia-a-dia tendo como objetivo a identificação
e seleção de conceitos para a indexação.
•

Familiarização com a tarefa do Think Aloud (Pensar Alto)

Ressalta-se que antes da aplicação do Protocolo Verbal, foi realizada
uma familiarização com a tarefa de Pensar Alto por meio da leitura do texto
Instruções aos Sujeitos elaborado por Nardi (1993), tendo o propósito de
descontrair e, ao mesmo tempo, apresentar procedimentos que pudéssem
auxiliar os sujeitos no desempenho da tarefa.

2- Procedimentos durante a gravação do Protocolo Verbal:
•

Gravação do Pensar Alto durante a leitura do texto-base

Destaca-se que antes de iniciar a gravação foi entregue aos sujeitos o
texto-base, solicitando-os que era preciso Pensar Alto durante toda a leitura e
exteriorizar seus processos mentais, procurando esquecer a presença da
pesquisadora que se fazia presente somente para controlar o gravador

e

relembrar que era preciso Pensar Alto.
Ressaltamos que a aplicação do Protocolo Verbal foi realizada,
individualmente, com cada um dos indexadores, bem como, a conversa
informal, familiarização com a realização da tarefa e a leitura do texto
Instruções aos Sujeitos.
3- Procedimentos após a gravação do Protocolo Verbal visando
sistematizar os dados coletados:
•

Transcrições literais das gravações da leitura dos sujeitos

Após a gravação, realizou-se as transcrições de maneira a destacar a
compreensão dos sujeitos, suas dúvidas, equívocos, identificação e seleção de

�8

termos. E, para melhor visualização dos processos adotados pelos sujeitos,
destacamos cada um deles com um tipo de notação específica.
E

durante a observação da leitura dos indexadores experientes,

estabelecemos um parâmetro de análise que considerou os aspectos de leitura
metacognitiva encontrada na revisão de literatura.

3 Resultados da observação da leitura dos indexadores de artigo de jornal
A análise das transcrições dos textos

permitiu identificar que os

indexadores experientes, durante a indexação, seguem uma sistemática de
identificação de conceitos, utilizando seis tipos de comportamento:
•

Realizam o destaque de palavras do texto por meio de
(argolamento ou digitação). Esse argolamento não foi expresso
verbalmente a pesquisadora observou e anotou;

•

Realizam associações com a linguagem após reconhecimento de
termos;

•

Fazem questionamento durante a leitura do texto quanto a escolha
dos descritores;

•

Identificam que há maneiras diferentes de se ler;

•

Evidenciam conhecimento da estrutura do texto jornalístico;

•

Usam conhecimento prévio do assunto e recorrem à memória de
longo prazo.

A análise dos protocolos evidenciou que a leitura dos indexadores de
jornais é rápida, e que um dos fatores que proporcionam esta rapidez é o
conhecimento da estrutura do texto jornalístico. Tal estrutura está composta de
tal forma que, geralmente, nos primeiros parágrafos encontramos um resumo
com respostas aos questionamentos - Quem? O que? Como? (Para que?)
Onde? Porque? (Para que?) Quando? - que permitem ao leitor compreender o
texto e identificar o tema abordado antes de ler o texto detalhadamente.
Entretanto, os indexadores não explicitaram durante a gravação da indexação
dos textos selecionados conhecerem o questionamento proposto pela estrutura
do texto, mas demonstraram indícios de conhecer a estrutura textual, porque

�9

concentraram a seleção de conceitos nos itens Lead* e Episódio
componentes da estrutura textual da notícia, que se localizam no começo do
texto jornalístico.
Além disso, o que proporciona rapidez na leitura dos indexadores de
jornais é o conhecimento prévio sobre o tema a indexar, porque percebemos
que o leitor não identifica e seleciona o tema do texto se não tiver
compreendido o texto. E para que ocorra compreensão, é preciso que o
conhecimento

prévio

(adquirido

com

indexação

de

textos

anteriores

relacionados ao tema presente, ou por meio de leitura, etc...), referente ao
tema interaja no momento da leitura, com as informações do texto.
Percebemos, então, que a, memória do indexador é um fator primordial para a
aquisição de conhecimento prévio sobre o assunto com o qual trabalha, porque
as matérias são publicadas por vários dias, então algo novo vai se introduzir
nas matérias novas, mas o tema abordado, provavelmente, será o mesmo.
A análise dos protocolos tornou possível o estabelecimento da
sistemática de identificação de conceitos, que os indexadores utilizaram
durante a leitura, recorrendo a diferentes estratégias como exploração da
estrutura textual, considerando, na maioria dos textos, a leitura do Lead, uso
do conhecimento prévio, entre outras. Entretanto, notou-se que após seleção
de conceitos, realizaram pouca associação com Linguagem. (Linguagem
Documentária do Centro de Informação).
Os resultados da observação da leitura dos indexadores nos
comprovaram que sim, porque eles utilizam exploração da estrutura textual,
uso do conhecimento prévio, entre outras estratégias.
Sendo assim, confirmamos nossas suposições, evidenciando que os
indexadores experientes de jornais são estratégicos, rápidos e dominam a
estrutura textual para identificação e seleção de conceitos. Com a confirmação
das suposições mencionadas acima que motivaram a investigação a respeito
da leitura dos indexadores de jornal, atingimos, primeiramente, um dos nossos

*

Lead é uma síntese do fato apresentada normalmente no primeiro parágrafo do texto. (AMARO, 1991
baseada em VAN DIJK, 1983)

�10

objetivos que era a identificação de estratégias de leitura para indexação de
jornal.
As respostas as suposições que iniciaram a pesquisa conjuntamente
com dados relevantes encontrados na revisão de literatura nos possibilitou
alcançar um segundo objetivo que era elaborar a proposição de um modelo de
leitura para indexação de artigos de jornal, considerando os resultados da
observação de leitura dos indexadores e recomendações da literatura.
Para elaborar o modelo de leitura para indexação de jornal, nos
baseamos no modelo de leitura para indexação de texto científico proposto por
Fujita (2000) após análise da observação da leitura dos indexadores da SubRede Nacional de Informações em Ciências da Saúde e do Centro de Energia
Nuclear.
Consideramos o modelo da referida autora como base para elaboração
do nosso por este direcionar a análise de assunto do texto científico por meio
de questionamento para identificação de conceitos e exploração da estrutura
textual.
O conhecimento da estrutura textual é uma estratégia que o indexador
pode utilizar para identificar conceitos, sendo assim, o modelo de leitura para
indexação de jornais considerou a exploração da estrutura do texto jornalístico
proposta por Van Dijk (1983) acrescido das observações feitas por Amaro
(1991) e Silva (2001) à estrutura deste texto. Ressalta-se que o modelo orienta
a análise de assunto do texto jornalístico por meio da utilização do
questionamento presente no Lead que um componente do texto de jornal e
também o questionamento de análise de assunto do Sistema de indexação
Precis

,

visando

assim,

oferecer

ao indexador

duas

categorias

de

questionamento para explorar a estrutura do texto em busca da compreensão
do seu conteúdo para fins de indexação.
Na indexação o indexador deve selecionar do conteúdo do texto, os
assuntos que representam o tema abordado no texto e que ao mesmo tempo
que suprem as necessidades informacionais da comunidade usuária de
determinada instituição.

�11

Sendo assim, o modelo para indexação de jornais em sua elaboração
adotou as concepções de análise de assuntos orientando uma exploração do
conteúdo do texto balanceada com a demanda que são necessidades
informacionais dos usuários propostas por Albrechtsen (1993) .
O modelo proposto na atividade de identificação de conceitos procura
orientar o indexador para que identifique conceitos considerando o conteúdo do
texto e somente selecione o conceito identificado se este refletir as
necessidades informacionais de sua comunidade usuária, porque o objetivo da
indexação é a recuperação do documento pelo usuário, visando suprir as
necessidades informacionais dos usuários..
4 Leitura documentária para indexação de artigos de jornais: proposição
e avaliação do modelo
Com a análise dos resultados da revisão de literatura sobre a temática
e a observação prática de indexação de jornal, elaboramos uma proposição
de modelo de leitura para indexação de artigos de jornais, visualizado abaixo,
que acompanha um roteiro de utilização.
Quadro 2: Modelo de leitura para indexação de jornais
Conceito para análise de Parte da Estrutura
assunto
do
sistema Textual (Van Dijk,
(PRECIS)
1983)
onde
podemos
encontrar
o
questionamento
do LEAD e os
elementos
do
sistema PRECIS
AÇÃO
Sumário/Introdução
(Cabeçalho e Lead)

AGENTE

Questionament
o ao (LEAD) da
estrutura
do
texto
jornalístico
segundo VAN
DIJK
(1983);
SILVA (2001)

Lembre-se
que
para
atingir
o
objetivo
da
leitura
documentária
o
indexador
deve:

O quê ( o que Identificar
aconteceu, está conceitos
ou
vai considerando o
acontecer)
conteúdo
do

Sumário/Introdução Quem
(Lead)
agentes
ação)

documento
(os Selecione
os
da conceitos
considerando
as
necessidades
informacionais
da comunidade
usuária

�12

MÉTODOS DO AGENTE

Sumário/Introdução Como, ou Para Padronize
os
(Lead) ou Episódio quê
(as conceitos com
(s)
circunstãncias)
termos de uma

linguagem de
indexação.
E
se preciso crie
novos termos.
LOCAL OU AMBIÊNCIA

CAUSA E EFEITO

Sumário/Introdução
(Cabeçalho)
Sumário/introdução
(cabeçalho e Lead)

Quando (dia da
semana e do
mês, horas)
Onde (o local do
acontecimento)
Sumário/Introdução Por quê, ou Para
(Lead) ou Episódio quê 9os motivos
(s)
e as razões)

Fonte: FAGUNDES, S. A . Leitura em análise documentária de artigos de
jornal. Marília: UNESP. 2001.

Após a elaboração do modelo, realizamos

uma aplicação com um

corpus de textos selecionados para testar a viabilidade de seu funcionamento.
E na segunda fase da pesquisa selecionamos no DEDOC três indexadores
inexperientes para participarem da fase de avaliação do modelo de leitura
visando verificar o seu funcionamento na atividade de indexação.
Na fase de avaliação do modelo, participaram três indexadores
caracterizados como: Clara, Ana e Maria, e os procedimentos adotados para
observar a leitura dos indexadores inexperientes foram os mesmo utilizados na
primeira fase da pesquisa para observação do indexadores experientes do
Arquivo e DEDOC.
Ressalta-se que os textos utilizados nesta segunda fase da pesquisa
foram caracterizados como: Texto A e Texto B.
O texto A foi utilizado pelos três sujeitos Ana, Maria e Clara, mas
somente o indexador Clara o indexou fazendo uso do modelo de leitura. E o
texto B foi utilizado no momento de instrução sobre o funcionamento do modelo
a fim de ensinar ao indexador Clara sobre funcionamento do modelo, numa
fase anterior a indexação do Texto A. Um outro procedimento diferente ocorrido
na fase de avaliação foi a gravação do depoimento do sujeito Clara quanto à

�13

utilização do modelo, a fim de que, se preciso, o mesmo pudesse ser
aperfeiçoado.
Destaca-se que na fase de avaliação do modelo de leitura com o
segundo grupo de indexadores do DEDOC, (indexadores inexperientes), os
dados levantados do protocolo do indexador que num primeiro momento foi
orientado sobre o funcionamento do modelo (caracterizado como sujeito Clara)
para que num segundo momento tivesse condições de utilizar individualmente
o modelo, demonstraram que o questionamento do Lead presente no modelo
foi um dos fatores que, conjuntamente com o conhecimento prévio mínimo do
assunto, possibilitaram ao indexador realizar a indexação do texto selecionado.
Esse fato foi evidenciado durante a gravação do Protocolo Verbal nos
momentos em que o sujeito indaga que no dia-a-dia deixaria de atribuir termos
(assuntos) para representar o texto por se tratar de um texto difícil de
compreender, pois era um texto da área médica.
Evidenciamos na discussão dos resultados quanto à avaliação do
modelo de leitura proposto que fazendo uso das orientações do modelo, os
conceitos selecionados pelo indexador que foi orientado para utilizar o modelo,
possibilitaram uma representação mais fidedigna do tema global comunicado
pelo texto, do que os conceitos selecionados pelos dois indexadores que não
fizeram uso e desconheciam o modelo. E ainda, o mais relevante, é que a
indexação do indexador que utilizou o modelo foi de boa qualidade porque
abrangeu todas as possibilidades de termos para recuperação do texto.
5 Considerações finais
Evidencia-se que fazendo uso do modelo de leitura proposto, os termos
selecionados pelo sujeito Clara, teve, como consequência provavelmente, uma
representação mais fidedigna do tema global vinculado pelo texto, pois
abrangeu várias possibilidades de recuperação do texto.
Entretanto percebemos a necessidade de aprimorar o modelo de leitura
proposto realizando uma investigação teórica mais abrangente a respeito da
estrutura do texto jornalístico, visando identificar em sua organização
elementos linguísticos de apresentação do tema que compõem as respostas

�14

ao questionamento proposto pelo Lead e presentes no modelo, bem como,
uma hierarquização desses elementos, diferenciando os relevantes dos
secundários no relato de uma notícia.
Sendo assim, o modelo de leitura que elaboramos é provavelmente
original e a possibilidade de seu aprimoramento pode torná-lo um instrumento
de interpretação a ser utilizado na indexação de jornais a ser utilizado pelos
centros de informação especializados que tratam a notícia.
REFERÊNCIAS
AHMAD, N. Newspaper indexing: na international overview. The Indexer, v. 17, n. 4,
p. 257-266. 1991.
ALBRETCHTSEN, H. Subject analysis and indexing: from automated indexing to
domain analysis. The Indexer, v. 8, n.4, p. 219-224. 1993.
AMARO, R. K. F. Contribuição da análise do discurso para a análise
documentária: o caso da documentação jornalística. São Paulo: Universidade de São
Paulo. 1991. Originalmente apresentada como dissertação de mestrado, Universidade
de São Paulo, 1991.
BROWN, A . L. Metacognitive developmental and reading. In: SPIRO, et al (org.).
Theorical issues in reading comprehension. Hillsade: Lawrence Erlbaum, 1980.
CARNEIRO, M. V. Diretrizes para uma política de indexação. Revista da Escola de
Biblioteconomia, Belo Horizonte, v. 14, n.2, p. 221-241, 1985.
CAVALCANTI, M. C.; ZANOTTO, M. S. Intropection in aplied linguistics: meta-research
on verbal protocols. In: SCOTT, B. (ed.) Reflections on language learning.
Cleverdon: Multilingual Matters, 1994. 247 p.
CORRÊA, A . O . A construção de tesauros na perspectiva da metodologia
facetada. Marília: UNESP, FAPESP, 1998. 117 p. (Relatório de pesquisa apresentado
à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
FAGUNDES, S. A . Leitura em análise documentária de artigos de jornal. Marília:
UNESP. 1997. Originalmente apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso, ,
Faculdade de Filosofia e Ciência, Universidade Estadual Paulista, 1997.
FAGUNDES, S. A . Leitura em análise documentária de artigos de jornal. Marília:
UNESP. 2001. Originalmente apresentada como dissertação de mestrado, Faculdade
de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, 2001.
FUJITA, M. S. L. Leitura em análise documentária: uma contribuição á formação do
indexador. Marília: UNESP, CNPq. 200-2002. 185 p. (Relatório Parcial do Projeto
Integrado de Pesquisa).
FUJITA, M. S. L. Precis na língua portuguesa: teoria e prática de indexação.
Brasília: UNB. 1989. 195 p.

�15

GINEZ DE LARA, M. L. G. de. A representação documentária: em jogo a
significação. São Paulo: USP, 1993. Originalmente apresentada como dissertação de
mestrado, Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, 1993.
KOBASHI, N. Y. A elaboração de informação documentária: em busca de uma
metodologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994. Originalmente
apresentada como tese de doutorado, Escola de Comunicações e Artes, Universidade
de São Paulo, 1994.
NARDI, M. I. A . As expressões metafóricas na compreensão de texto escrito em
língua estrangeira. São Paulo: PUC, 1993. Originalmente apresentada como
dissertação de mestrado, Pontifícia Universidade Católica, São Paulo. 1993.
SILVA, V. J. Regras de construção. Disponível em:
www.publico.pt/nos/livro_estilo/paginas/1e12_regras.htm, em 27 de março de
2001.
VAN DIJK, T. A . Discourse analysis: its development and application to the structure
of news. Journal of Documentation, v. 33, n. 2, p. 20-23. 1983.

ABSTRACT
The documental reading consists of the identification and extraction of concepts that
will represent the content of the documents. It differs from the normal reading because
it occurs in specific conditions and different contexts. Considering that the documental
reading of newspapers must be fast, due to the quantity of materials that needs to be
treated, it is interesting to investigate the procedures to achieve this fast reading. It is
proposed the elaboration of a reading model to the indexing of newspaper articles
according to literature review, case study in the Archive of the journal O Estado de
São Paulo and, Department of Documentation of Editora Abril Cultural (DEDOC) with
applving Verbal Protocol. The results indicate that the indexer previously guided in the
fuctioning of the model for later using in the indexing of the selected original text,
represented, through selected concepts, more properly the text content than the
indexers who didn't know the reading model. It is concluded that proposed reading
model facilitates procedures that direct the experiented or unexperiented indexer to a
comprehension during the documental reading without making use of the common
sense, this way allowing them to achieve a representation of the text content.
Key-words: Journal indexing; Documental reading; Textual structure

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="47">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51378">
                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51380">
                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51381">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51382">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51383">
                <text>2006</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51384">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51386">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58280">
              <text>Leitura documentária para indexação de artigos de jornais.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58281">
              <text>Fujita, Mariângela Spotti Lopes</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58282">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58283">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58284">
              <text>2006</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58286">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58287">
              <text>A leitura documentária consiste na identificação e extração de conceitos na representação do conteúdo dos documentos. Difere-se da leitura normal porque ocorre em condições específicas e contextos diferentes. Considerando que a leitura documentária de jornais tem que ser rápida, devido a quantidade de material que necessita ser tratado, interessa investigar os procedimentos dessa leitura rápida. Evidencia-se que esta investigação propôs a elaboração de um modelo de leitura para indexação de artigos de jornais mediante revisão de literatura, estudo de caso no Arquivo do jornal O Estado de São Paulo e Departamento de Documentação da Editora Abril Cultural e estudo de observação da leitura dos indexadores com aplicação da técnica de Protocolo Verbal. Os resultados indicam que o indexador que foi primeiramente orientado sobre o funcionamento do modelo, para posteriormente individualmente utilizá-lo na indexação do texto inédito selecionado, representou por meio dos conceitos selecionados mais adequadamente o conteúdo do texto, do que os indexadores, que desconheciam o modelo de leitura. Concluiu-se que o modelo de leitura proposto apresenta procedimentos que direciona o indexador experiente ou inexperiente à uma compreensão durante a leitura documentária sem apelação ao bom senso, permitindo assim realizar provavelmente uma representação mais fidedigna do conteúdo do texto.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68881">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
