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                  <text>INCLUSÃO DIGITAL COMO PERSPECTIVA
SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO1

POSITIVA

NA

Luciana Dantas de Medeiros.
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Bibliotecária do Senac/RN. Brasil. E-mail: lucianamedeiros4@hotmail.com.
Mônica Marques Carvalho.
Mestre em Ciência da Informação. Professora Ms. do Departamento de
Biblioteconomia. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Brasil.
E-mail: mônica_mcg@hotmail.com.
Resumo: A questão da inclusão digital tem se tornado uma questão emergente na
sociedade atual. A pesquisa em questão lida com a inclusão digital, destaca inicialmente
a Sociedade da Informação e sua atuação no Brasil. Analisa conceitos a cerca da
inclusão social, e por fim expõe sobre a questão inclusão digital e suas variadas nuances.
Nesse sentido, foi realizado uma pesquisa bibliográfica enfocando-se basicamente os
campos da Ciência da Tecnologia da Informação. Objetiva no geral analisar a inclusão
digital como uma perspectiva positiva para a disseminação e utilização das Novas
Tecnologias de Informação e Comunicação - NTIC´S na sociedade da informação, tendo
como objetivos específicos retratar o novo panorama informacional, alguns programas de
incentivo à inclusão digital no Brasil, e algumas iniciativas deste seguimento no Rio
Grande do Norte/Brasil. Por fim, concluiu-se que a Inclusão Digital representa uma forma
de democratização das novas tecnologias de comunicação e informação necessária para
promover à cidadania. Recomenda-se um estudo de caso e iniciativas de inclusão digital
desenvolvidas por profissionais da informação em bibliotecas de comunidades carentes.
Palavras-chave: Sociedade da Informação. Sociedade da Informação no Brasil. Inclusão
Social. Inclusão Digital.
Abstract: This work deals with digital inclusion. It initially presents the Information Society
and its actions in Brazil. Concepts such as social inclusion is reviewed as well as
questions related to digital inclusion. The main objective of the research is to analyze
digital inclusion as a positive perspective for the dissemination and use of the new
information and communication technologies in the information society. Specifically, the
research aims an overview of the informational panorama, programs related to digital
inclusion in Brazil, and some initiatives of this segment in the Rio Grande do Norte
State/Brazil. This was done through a bibliographical review in areas such as Information
Society and Information Technology. Thus, it is possible to conclude that Digital Inclusion
represents a form of democratization of the new information and communication
technologies needed for the promotion of citizenship. It is recommended that studies
related to the development of digital inclusion initiatives should be made by information
professionals in libraries and communities.
Keywords: Information Society. Information Society in Brazil. Social Inclusion. Digital
Inclusion.

�1 INTRODUÇÃO
No novo cenário da Sociedade da Informação é crescente o uso e
desenvolvimento de novas tecnologias da informação e comunicação  NTICS,
que proporcionam um mundo de interatividade, entretenimento, racionalização do
tempo, agilidade e segurança, além de quebrar barreiras e distâncias. No entanto,
percebe-se que não é muito evidente nesta nova sociedade uma universalização
dos serviços de informação e comunicação para a inclusão dos indivíduos neste
universo digital. Desta forma, surge a inclusão digital, fator decorrente da inclusão
social, pelo fato de possibilitar uma democratização do acesso à informação,
disponibilizando tecnologia à população, ou seja, contribuindo para diminuir a
exclusão digital na sociedade.
Diante disto, o objetivo geral deste artigo é analisar a inclusão digital
como uma perspectiva positiva para a disseminação e utilização das NTIC´S na
sociedade da informação, e na oportunidade apresentar alguns programas de
incentivo à inclusão digital no Brasil, e no Rio Grande do Norte.
Para explorar o tema, o trabalho foi estruturado em três tópicos, a
saber: Sociedade da Informação, que representa uma profunda mudança na
organização da sociedade, sendo caracterizada pelo uso das novas tecnologias
no processamento da informação. Na seqüência, mencionar-se a questão da
inclusão social, que consiste em incluir cidadãos na sociedade através do
desenvolvimento de projetos e trabalhos sociais, para que todos compartilhem de
forma democrática o conhecimento. Em seguida, apresenta-se a inclusão digital,
que viabiliza ao indivíduo e a sociedade o acesso à informação através das novas
tecnologias, possibilitando oportunidades econômicas, de geração de renda e
capital social.
2 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
Novas formas de organização da informação e do conhecimento foram
percebidas a partir da Segunda Guerra Mundial, na era dita pós-industrial, devido
o aumento da comunicação entre os povos, com a difusão de novas tecnologias e

�com mudanças na economia, baseada na produção de informação e serviços.
Tais mudanças foram provocadas pelo advento da indústria, que gerou
desenvolvimento tecnológico, difusão da escolarização e da mídia. Em
decorrência disso, o desenvolvimento e aprimoramento de novos serviços,
equipamentos e formas de organização das corporações gerou uma nova
sociedade, empenhada em obter e compartilhar qualquer tipo de informação.
Esta época portanto denominou-se Sociedade da Informação, devido a
evolução das novas tecnologias, e mais importante que isso é o valor da
informação, que possui forças para transformar o homem, a sociedade e a
humanidade como um todo. Como bem aponta Araújo (1991), quando diz:

A informação é a mais poderosa força de transformação do homem. O
poder da informação [...] tem capacidade ilimitada de transformar
culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade como um
todo. Resta-nos, tão-somente, saber utilizá-las sabiamente como o
instrumento de desenvolvimento que é, e não, continuarmos a
privilegiar a regra estabelecida de vê-la como instrumento de
dominação e, conseqüentemente, de submissão (ARAÚJO, 1991, p. 37).

Conforme sua evolução no tempo, a sociedade da informação
transformou a informação como o fator principal para as tomadas de decisões nos
mais abrangentes espaços da sociedade, sendo caracterizada pelo uso das
tecnologias no processamento da informação, capaz de gerar mudanças nos
setores econômico, social, político e cultural. A disponibilidade de novos meios
tecnológicos provoca alterações nas formas de atuar nos processos. E quando
várias formas de atuar sofrem modificações, resultam em mudanças inclusive na
maneira de ser. Definitivamente, as novidades tecnológicas chegam a transformar
os valores, as atitudes e o comportamento e, com isso, a cultura e a própria
sociedade (A SOCIEDADE..., 2000, p. 17).
No entanto, a Sociedade da Informação aponta inúmeros desafios nas
questões de caráter técnico, econômico, cultural e social. Segundo Werthein
(2000 apud SILVA, 2001) estes desafios se apresentam com o desemprego

�tecnológico, a desqualificação do trabalho, a perda de comunicação interpessoal
e grupal, a perda do sentido

de

identidade

e

o

aprofundamento

das

desigualdades sociais. Sendo necessário a efetivação de ações fundamentais
que promovam o acesso universal, de forma a realçar esses problemas.
Para tanto, seria imprescindível o acesso universal à infra-estrutura e
aos serviços de informação a preços acessíveis, novas parcerias políticas,
reconhecimento dos direitos de prioridade intelectual, elevação do volume
de informação de qualidade e de domínio público na Internet, entre outras ações.
Em relação ao Brasil, pode-se dizer que a sociedade da informação
teve início a partir da década de 90, através da criação do Programa Sociedade
da Informação no Brasil - SocInfo, que segundo Silva (2001) tem o objetivo de
implementar ações para utilização das novas tecnologias, como a capacitação
tecnológica

da

indústria

de

computação,

automação,

telecomunicações,

microeletrônica, software e serviços técnicos associados; atrair investimentos e o
aumento da oferta local de bens e serviços que contribuam para o
desenvolvimento e competitividade econômica no mercado global, favorecendo
para a inclusão dos brasileiros na nova sociedade.
Com a criação do programa surge a publicação do Livro Verde2, que
expressa as diretrizes do programa SocInfo, e sugere propostas para amenizar a
exclusão digital no país; traz informações à cerca da nova economia, que se
apresenta em um ambiente globalizado, onde a racionalização e a flexibilidade
dos processos produtivos, via novas tecnologias, são padrões essenciais para
eficiência e sucesso nos negócios, visto que contribuem para o surgimento de
meios e ferramentas para a produção e comercialização de produtos e serviço
inovadores, bem como novas oportunidades de investimentos. (TAKAHASHI,
2000).
O Livro Verde também menciona a informação como a matéria-prima
que produz um produto final, o conhecimento. Takahashi (2000, p. 17) coloca bem
esta questão, quando diz que:

�[...] a capacidade de gerar, tratar e transmitir informação é a primeira
etapa de uma cadeia de produção, que se completa com sua aplicação
no processo de agregação de valor a produtos e serviços. Nesse
contexto, impõe-se, para empresas e trabalhadores, o desafio de
adquirir a competência necessária para transformar informação em um
recurso econômico estratégico, ou seja, o conhecimento.

Percebe-se portanto, que o conhecimento é o desfecho de qualquer
iniciativa empreendedora, e se adquire por intermédio de diversos fatores que
compõem esta iniciativa, como: competências, investimentos tecnológicos e em
pesquisas, ambientes favoráveis de trabalho, capacitação de pessoas e economia
de desenvolvimento avançado. O tópico seguinte dará um breve enfoque a cerca
da inclusão social.
3 INCLUSÃO SOCIAL
A Sociedade da Informação é um fenômeno complexo que possui
variadas nuances, porém um dos elementos que mais chama atenção e merece
aprofundamento são os vários paradoxos existentes relacionados à questão da
inclusão de cidadãos nesse processo. Dessa forma, convém realizar um recorte e
destacar elementos de análise tais como as questões ligadas à inclusão digital.
Para tanto, se faz mister contextualizar esse assunto tecendo comentários à
respeito da inclusão social, que perpassa a inclusão digital.
Na concepção de Sassaki (1998), a inclusão social que vem sendo
amplamente discutida em diferentes áreas do conhecimento, principalmente nos
meios educacionais, sendo trabalhada em diferentes contextos e com diferentes
significados, repousa em princípios até então considerados incomuns, tais como:
aceitação das diferenças individuais, valorização de cada pessoa, convivência
dentro da diversidade humana, aprendizagem através da cooperação. Portanto, a
inclusão social consiste em tornar todos os cidadãos participantes da sociedade
humana vista como um todo, ou seja, incluindo todos os aspectos econômicos,
culturais, políticos e sociais; e desta forma amenizando a exclusão social, que
constitui uma das grandes preocupações da sociedade atual.

�Para Silva (2005) o conhecimento tem valor estratégico nessa nova
ordem mundial e cabe a esfera pública, o dever de implementar políticas capazes
de socializar as tecnologias de informação e comunicação, assim como o acesso
à escola, aos livros e ao lazer. Essas políticas devem oportunizar o
desenvolvimento social e a difusão da informação como forma de promover a
inclusão de grande parte da população brasileira através da apropriação do
conhecimento nas escolas, centros culturais, empresas e a aplicação de
tecnologias que atendam as demandas sociais nestas instituições.
Pensando assim, a inclusão social se apresenta como um processo de
atitudes afirmativas, públicas e privadas, no sentido de inserir, no contexto social
mais amplo, todos aqueles grupos ou populações marginalizadas historicamente
ou em conseqüência das radicais mudanças políticas, econômicas ou
tecnológicas da atualidade (CONTEUDO ESCOLA, 2004).
Percebe-se portanto, que a inclusão social só se fará presente em uma
população a partir do empenho político de todos os órgãos que constituem esta
sociedade. Além disso, alerta-se mais uma vez para o fato de que a inclusão
social deve atingir todas as populações, independente de idade, gênero, etnia,
condição econômica ou social, condição física ou mental. A partir desta temática
feita sobre a inclusão social, inicia-se a seguir o desenvolvimento pautado no
tema central, a inclusão digital.
4 INCLUSÃO DIGITAL
A terminologia inclusão

digital

parece fazer

parte

do

mundo

contemporâneo, tendo em vista os inúmeros artigos, sites e programas vinculados
nas mídias que abordam este assunto.
A partir disso, criou-se uma motivação para especular a cerca da
inclusão digital, no sentido de tentar esclarecer se esta é realmente uma
perspectiva positiva na sociedade da informação.
Baggio (2000) afirma que as novas tecnologias, principalmente a
Internet, vieram para alterar o comportamento da sociedade através de uma

�infinidades de soluções digitais. Segundo este mesmo autor, o mundo da
tecnologia também se configura como uma forma de inclusão social, pelo fato da
aprendizagem da informática e o acesso às NTIC´S não só possibilitarem
oportunidades econômicas, de geração de renda, como também representarem
um importante capital social.
Furlan (2005) declara que a inclusão social constitui uma das condições
mínimas necessárias para o desenvolvimento sustentável global, utilizando-se
como um de seus instrumentos a inclusão digital como meio para promover a
sociedade da informação e do conhecimento. Ele diz que a inclusão digital em um
país de dimensões continentais como o Brasil devem ser consideradas, antes de
tudo uma ação positiva para a eliminação da exclusão digital, sendo, portando,
meio e suporte para a inclusão social. No caso do Brasil, Furlan (2005) ainda diz
que 50% da juventude desconhecem não apenas o potencial da sociedade digital,
baseada em tecnologia e conectada em rede, mas, o que é mais grave, o
instrumento para a apropriação da informação e criação do conhecimento.
Na concepção de Rondelli (2003 apud FREIRE, 2004), a alfabetização
digital constitui uma parte do processo de inclusão digital, sendo uma
aprendizagem necessária ao individuo para circular e interagir no mundo das
mídias digitais como consumidor e como produtor de seus conteúdos e
processos. A autora cita quatro passos importantes na inclusão digital, sendo
eles: o ensino; a oportunidade de emprego dos suportes técnicos digitais na vida
cotidiana e no trabalho; a necessidade de políticas públicas para inclusão; e a
exploração dos potenciais dos meios digitais.
Para Araújo (2001 apud FREIRE, 2004, p. 192) o verdadeiro desafio é o
de criar tecnologias, construir ferramentas intelectuais e sistemas mais eficazes,
não só para gerenciar informação, mas também para facilitar ao ser humano a
transformação da informação em conhecimento e, conseqüentemente, em ação
na sociedade.
Na visão de Castells (2003 apud FREIRE, 2004), a inclusão digital vai
além do desenvolvimento tecnológico, pois o aprendizado é orientado para o

�desenvolvimento da capacidade educacional de transformar informação e
conhecimento em ação.
Nesta mesma reflexão, Takahashi (2000) afirma no Livro Verde que a
inclusão digital promove não só a aquisição de habilidades básicas para o uso de
computadores e da Internet, mas também a capacitação para utilização dessas
mídias, em favor dos interesses e necessidades individuais e comunitários, com
responsabilidade e cidadania.
Esta capacitação chama-se alfabetização digital3, que para Silva et al
(2005) deve criar aprendizes capazes de identificar a necessidade de informação,
organizá-la e aplicá-la na prática, integrando-a a um corpo de conhecimentos
existentes e usando-a na solução de problemas.
O Brasil atualmente vem debatendo com muita freqüência assuntos
voltados para a inclusão digital, sendo este um instrumento estratégico para
negociações entre governo, organizações privadas e não-governamentais. Toda
comunidade deve estar atenta aos programas desenvolvidos neste âmbito,
procurando ter conhecimento dos serviços de inclusão oferecidos aos cidadãos.
Ressalta-se que instituições como as universidades, escolas, empresas,
bibliotecas e centros culturais participam na sua maioria destes projetos, embora
não possuam todas as tecnologias suficientemente disponíveis. O Governo
Federal em parceria com instituições privadas e não-governamentais vem
realizando ao longo destes últimos anos, programas importantíssimos de inclusão
digital, destacando-se nesta pesquisa o Programa GESAC  Governo Eletrônico
Serviço de Atendimento ao Cidadão, Programa Casa Brasil, Projeto do Comitê
para Democratização da Informática  CDI e o Projeto Cidade do Conhecimento.
Programa GESAC
Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão GESAC, considerado um dos maiores programas do gênero do Brasil. Beneficia
principalmente as populações de baixa renda de todo o país, onde o cidadão

�incluído pode acessar informações e serviços de governo, oferecidos por meio da
Internet, totalmente grátis.
Os terminais estão disponíveis em unidades nucleares e em unidades
isoladas. As unidades nucleares são equipadas com microcomputadores e
contam com pessoas capacitadas para orientar o público no uso dos serviços.
As unidades isoladas, de auto-atendimento, contam com suporte
remoto para orientação de uso. O GESAC é uma iniciativa do Ministério das
Comunicações para promover uma rede horizontal solidária de cooperação,
possibilitando maior intercambio de informações, oportunidades para melhoria de
vida do cidadão, geração de cultura e de negócios.
Quanto à atuação do Programa Gesac no Rio Grande do Norte
percebe-se o envolvimento do Governo do Estado e algumas instituições
privadas. No inicio de 2005, o SENAI/RN - SERVIÇO NACIONAL DE
APRENDIZAGEM INDUSTRIAL abriu o processo de Cadastramento de
Instituições interessadas em participar da execução do Projeto Piloto Acelerando
o GESAC, a ser implementado com recursos oriundos de Convênio firmado com o
Ministério das Comunicações, no âmbito do Programa GESAC - Governo
Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão.
Outra atuação do Programa Gesac no RN foi promovido pelo Governo
do Estado através do curso: Formação de multiplicadores do Programa Gesac no
RN, durante o evento literário O Livro e a Leitura no RN, no mês de dezembro
de 2005.
Programa Casa Brasil
O Projeto Casa Brasil é uma iniciativa do Governo Federal que reúne
esforços de diversos ministérios, órgãos públicos, bancos e empresas estatais
para levar inclusão digital, cidadania, cultura e lazer às comunidades de baixa
renda. O objetivo é criar um equipamento público com diversos módulos em que
se realizam atividades em torno dos temas "Inclusão Digital e Sociedade da
Informação".

�Nesse espaço, as pessoas podem fazer uso intensivo das tecnologias
da informação e da comunicação. Isso irá capacitar os segmentos excluídos da
população para a inserção crítica na Sociedade do Conhecimento, buscando
superar e romper a cadeia de reprodução da pobreza.
Além de servir como ponto de acesso público e gratuito, as Casas Brasil
atuarão como verdadeiros centros de aprendizado, onde o público poderá se
familiarizar com as novas tecnologias de informação e comunicação, aproveitando
todas as facilidades do mundo digital.
Verificou-se que no Rio Grande do Norte duas instituições participaram
do processo para contemplação do programa, a saber: Movimento de Integração
e Orientação Social, Coordenado por Alcina Maria de Holanda Madruga; Centro
de Documentação de Comunicação Popular, Coordenado por Elizama do
Livramento Cardoso.
Projeto do Comitê para Democratização da Informática  CDI
O Comitê para Democratização da Informática - CDI é uma organização
não-governamental sem fins lucrativos que, desde 1995, desenvolve o trabalho
pioneiro de promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como
um instrumento para a construção e o exercício da cidadania.
Os objetivos do CDI são: permitir, através de projetos de utilização da
informática, a reintegração de pessoas de baixa renda ou com necessidades
especiais, procurando minimizar os níveis de exclusão social. Através de
empresas mantenedoras e apoiadoras, o CDI se mantêm em constante inovação
dos processos de aperfeiçoamento das atividades desenvolvidas.
Através de suas Escolas de Informática e Cidadania, implementa
programas educacionais no Brasil e no exterior, com o objetivo de mobilizar os
segmentos excluídos da sociedade para transformação de sua realidade. As
Escolas de Informática e Cidadania - EICs são espaços informais de ensino
criados por meio de uma parceria entre o CDI e organizações comunitárias ou

�movimentos associativos, tais como: centros comunitários, entidades de classe,
grupos religiosos, associações de moradores, entre outros.
Projeto Cidade do Conhecimento
Projeto do Instituto de Estudos Avançados  IEA da Universidade de
São Paulo - USP, criado em 2001, sob a coordenação do Professor Gilson
Schwartz, e que tem por objetivo promover a educação continuada à distancia e o
acesso às NTICs.
Conta com a participação de estudantes, trabalhadores e professores
na busca de desenvolver projetos por meio de redes digitais colaborativas.
No Rio Grande do Norte destaca-se o lançamento em 2003 do
Programa Rede Pipa Sabe, implantado na praia de Pipa, localizada na cidade de
Tibau do Sul, Município do Rio Grande do Norte.
O

programa

tem

a

missão

de

promover

talentos,

levantar

empreendimentos de desenvolvimento sustentável, projetos e serviços capazes
de liderar uma revolução cognitiva na cadeia produtiva do turismo local através da
utilização de novas mídias digitais, como a internet para educação e comunicação
à distância e os telecentros. Envolve acadêmicos, sociedade civil, órgãos públicos
e empresários que realizam uma série de oficinas, workshops e eventos
promovidos pela Universidade de São Paulo - USP, em parceria com a
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, nas mais diversas áreas
para comunidades carentes da região.
Os programas expostos acima representam exemplos concretos dos
seguimentos de inclusão digital desenvolvidos no Brasil. Observa-se o empenho
dos órgãos federais e as diversas instituições envolvidas neste processo de
democratização da informação através da utilização das NTIC´s, destacando
principalmente a Internet.

�Verifica-se também, que todos os projetos citados se preocupam não só
com o uso das novas tecnologias, mas a forma como estes recursos são
trabalhados junto às populações envolvidas no processo de aprendizagem.
Sendo assim, este estudo tem a intenção de ressaltar a importância
destas iniciativas para promover a inclusão digital, como também a inclusão dos
indivíduos na sociedade da informação.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após analisar a literatura pertinente sobre o tema, pode-se constatar
que com os diversos problemas sociais presentes nesta nova sociedade, sendo a
pobreza o maior deles, o acesso ao mundo digital torna-se um sonho impossível
para aqueles que não participam dos projetos de inclusão digital. Visto que estes
projetos buscam trabalhar junto a comunidades carentes o desenvolvimento
social e digital através da aplicação das novas tecnologias de informação e
comunicação - NTICs.
Em suma, analisando a questão norteadora da pesquisa, constata-se
que a inclusão digital serve como meio de inclusão social das comunidades
excluídas, sendo uma perspectiva positiva para a sociedade da informação.
Ressalta-se o importante papel das bibliotecas públicas universitárias
na promoção da inclusão digital, visto que estas devem trabalhar com a
socialização do conhecimento, a gratuidade, o livre fluxo de informação e a
igualdade de acesso. Para isso, as bibliotecas devem entrar em parcerias com
órgãos competentes que promovam projetos nesta área, contribuindo assim para
inclusão dos indivíduos na cibercultura.
Fica a sugestão para trabalhos futuros, um estudo de caso que analise
os programas de inclusão digital desenvolvidos no Rio Grande do Norte.
Recomenda-se também, iniciativas de profissionais da informação no sentido de
desenvolver projetos que visem a disseminação e utilização das novas
tecnologias de forma democrática, utilizando o espaço biblioteca como ambiente
de inclusão digital.

�REFERÊNCIAS

ARAÚJO, V.M.R.H. de. Informação: instrumento de dominação e de submissão.
Ciência da Informação, Brasília, v. 20, n. 1, p. 37-44, jan./jun., 1991.
BAGGIO, Rodrigo. A sociedade da informação e a infoexclusão. Ciência da
Informação, Brasília, v. 29, n. 2, p. 16-21, maio./ago. 2000.
CONTEÚDOESCOLA. Relevância da educação inclusiva. Disponível em:
http://www.conteudoescola.com.br. Acesso em 21 de dez. 2005.
FREIRE, Isa Maria. O desafio da inclusão social. Transiformação, Campinas,
v.2, n.16, p.189-194, mai./ago. 2004.
FURLAN, Luiz Fernando. Criando convergência para o desenvolvimento: a
inclusão digital. Revista inclusão social, Brasília, v.1, n. 1, p. 8-9, out./mar. 2005.
Disponível em: http://www.ibict.br/revistainclusaosocial. Acesso em 25 out. 2005.
SASSAKI,
Romeu
Kazumi.
Educação
inclusiva.
Disponível
em:
http://educacaoonline.pro.br/art_entrevista_com_romeu. Acesso em 24 nov. 2005.
SILVA, Alzira Karla Araújo. A sociedade da informação e o acesso à educação:
uma interface necessária a caminho da cidadania. Informação &amp; Sociedade:
estudos., João Pessoa, v. 11, n. 2,. 2001. Disponível na Internet:
http://www.informacaoesociedade.ufpb.br. Acesso em 25 out. 2005.

SILVA, Helena et al. Inclusão digital e educação para a competência
informacional: uma questão de ética e cidadania. Ciência da Informação,
Brasília, v. 34, n. 1, p. 28-36, jan./abr. 2005.
A SOCIEDADE da informação no Brasil: presente e perspectivas. São Paulo:
Telefônica, 2002.
TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.

1

Texto extraído de monografia defendida pela autora em 2005.
O Livro Verde lançado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia contém as metas de implementação do
Programa Sociedade da Informação e constitui uma súmula consolidada de possíveis aplicações de
Tecnologias da Informação.
3
Segundo Baggio (2005) analfabetos digitais consiste numa categoria de pessoas despreparadas para viver a
interação com as máquinas.
2

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A questão da inclusão digital tem se tornado uma questão emergente na sociedade atual. A pesquisa em questão lida com a inclusão digital, destaca inicialmente a Sociedade da Informação e sua atuação no Brasil. Analisa conceitos a cerca da inclusão social, e por fim expõe sobre a questão inclusão digital e suas variadas nuances. Nesse sentido, foi realizado uma pesquisa bibliográfica enfocando-se basicamente os campos da Ciência da Tecnologia da Informação. Objetiva no geral analisar a inclusão digital como uma perspectiva positiva para a disseminação e utilização das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação - NTIC ́S na sociedade da informação, tendo como objetivos específicos retratar o novo panorama informacional, alguns programas de incentivo à inclusão digital no Brasil, e algumas iniciativas deste seguimento no Rio Grande do Norte/Brasil. Por fim, concluiu-se que a Inclusão Digital representa uma forma de democratização das novas tecnologias de comunicação e informação necessária para promover à cidadania. Recomenda-se um estudo de caso e iniciativas de inclusão digital desenvolvidas por profissionais da informação em bibliotecas de comunidades carentes.</text>
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