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                  <text>n^Sfiieníe

Digitalizado
gentilmente por:

���3RCEIR0 CONGRESSO BR4SILEIR0 DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUÍÍENTâÇAO

Necessitamos, urgentemente, de^um Codigo
Brasileiro de Catalogação
por
Fellsbela Liberáto de Matos Carvalho

'.06". 5^5'^
SÃO PAULO
Jb« ifc
40-Cito

C^4í)
\f . 10

Curitiba
1961

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�i\r

Tema I - Processos Tecnicos

NECESSITÂhOS, üxíGEi^TEKEKTE, DE UK CÓDIGO
BRASILEIíiO DE CATALCGAÇÃO
por
Felisbela Liberato de Matos Carvalho
{
Sinopse
2.

^
^
A
Introdução, com visão panoramica do desenvolvimento biblioteconomico no Brasil.

2.

O problema, que constitui, para as Escolas br^
sileiras de Biblioteconomia e Documentação, a
falta de um CÓdigo.

3.

Sugestões para um.a tentativa de solução ao pro
blema apresentado.

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7 gentil mente por:

�NECESSITAMOS, ÜRGENTEMEKTE, DE UM CÓDIGO EKASILEIRO
DE CATALOGAÇÃO

- INTfiODÜÇSO -

Nao se justifica, nm pais com o avanço do nosso,
contando já com nove Escolas ou Cursos de Pdblloteconomia e
Documentação, o continuarmos privados de um Código, em porA,
tugues, para uso dos nossos estudantes.
O problema e realmente premente, e nao consideraA
/
mos de boa política uma atitude isolada no ensino da Cata logação Descritiva.

Por isso valemo-nos da oportunidade des-

ta reunião para propor a tentativa de um trabalho em comiim,
que nos possa apresentar uma feliz solução.
Devemos tomar ainda em consideração o avanço que
se verifica nestes últimos cinco anos na Biblioteconomia e
Documentação no Brasil, onde florescem,

como foi enumerado

acima, varias escolas e cursos da especialização, há um Instituto Brasileiro de Bibliografia e Dccuraeiitação,
funcionando, a muitas facetas,

(IBBD),

como verdadeiro orgão nacio-

nal, e com tanta eficiencia e brilho que conseguiu efetuar,
no Estado da Guanabara, em 1960, a 2.6^ reunião internacional
da FID^ Em cada Universidade brasileira funciona um Serviço
Central de Informações Bibliográficas,

com os quais o IBBD

estabeleceu convênios para a elaboração do Catálogo Coletivo Nacional de Perlocicos, o funcicnamento da Comissão Brasileira da C.D.U.

(IBBD/CDU) e o ensino da Biblioteconomia.

Por outro ladOj os bibliotecários,

cada vez mais

conscios das suas responsabilidades profissionais, vêm promovendo um maior congraçamento, uma melhor entrosagem de es-

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�forços,realizando um 2^ Congresso Brasileiro de Liblioteconomia e Documentação na Bahia,

em julho de 1959»

e,com ape-

nas 18 meses áe intérvalo, este 3®» en Curitiba, fatos estes
marcantes, que provam, cabalmenjce, quão intensos têm sido os
nossos esforços, a maturidade que já nos foi dado alcançar.
^
*
Porque estacionarmos no que diz respeito as tecni-,
cas biblioteconomicas, e ficarmos pacientemente "em berço esplendido" , aguardando que nos cheguem as mesmas do estrangei✓
^
ro? Se ja conhecemos as normas e o espirito das normas, porque nao redigirmos as que melhor se enquadram a nos?
É do domínio público que vem sendo promovido pela
ALA uma revisão das suas regras de Catalogação que já não sar
tisfazem as bibliotecas norte-americanas, nem as dos outros
paises que as adotam. Na reunião preparatória da Conferencia
Internacional de Catalogação, realizada em Londres em 1959&gt;
trinta e seis Codigos de Catalogaçao foram enviados pelas nar
ções que se fizeram representar. A nossa edição brasileira
das normas da Vaticana não faz parte da lista.

Por desatua-

lizados que sejam, e de caráter essencialmente nacional os
Codigos apresentados,

constituem, pelo menos, uma fonte para
/
A
estudos das nece-ssidades especificas dos seus paises de origem. E verdade que o Brasil foi representado por uma das nossas mais credenciadas, competentes e cuidadosas professoras
de Catalogação Descritiva. Por maior todavia que tenha sido
a sua atuaçao, nao acreditamos que o novo Código a ser pu blicado sob os auspícios da ALA, venha a preencher nossas
lacunas.
Precisamos levar em consideração a questão vital
do idioma em que vai ser editado. Mesmo que ,^a uma edi ção em espanhol,

ainda estará longe de satisfazer-nos.

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�- 3 -

ENCARADO A REALIDADE...

A realidade é que necessitamos, urgentemente, nosso
código de Catalogação.

A falta de um tal instrumento de tra-

bàlho e um problema muito serio5 que esta a exigir de todos
nósj bibliotecários brasileiros, a conjugação do melhor dos
nossos esforços, para uma pronta solução.
Não é possível ensinar Catalogação Descritiva, uma
^
A
A
das disciplinas basicas das Ciências Diblioteconomicas, sem
dispor de um exemplar do CÓdigo adotado, para cada estudante,
É o código um dos livros que devemos apresentar

ao

/
aluno logo nos primeiros dias de aula, e que devera acompanha-lo
Io em toda a sua vida,

se o aluno de hoje vai tornar-se, de

fato, um profissional em Biblioteconomia.
Nao e o Codigo um mero coijpendio de consulta rapida
e eventual, mas um livro para ser muitas vezes lido e relido,
sentido, trabalhado, anotado, para que sejam bem compreendidos e satisfeitos os objetivos da Biblioteconomia, no que
diz respeito aos catalogos.
A Biblioteconomia, como a entendemos em nossos dias,
e uma cienßia, uma arte e uma técnica, cuja finalidade e tor
nar possivel a utilizaçao de todos os meios de conhecimento,
em qualquer setor a que se dirija,

-^ssim, as suas normas, as

suas leis, não podem prescindir do cunho universal,

com a neces-

saria flexibilidade, para posteriores adaptações.

Cada pais,

sem prejuizo do fundam^ento, da base,

em fim,

da filosofia,

de tais normas e leis, deve proceder o ajuste das mesmas as
suas necessidades específicas.
Como toda a lei e toda a norma, as nossas, no terre
,
A
no biblioteconomico,

rw
A
estão sujeitas a mudanças, de acordo com

os rumos que toma a humanidade.

Ha, todavia, aquela base, a-

quela filosofia que deve permanecer inaltaravel, na formaçao

cm

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�^ u -

do bibliotecário:

b,en servir o leitor,

É justamente ao ca-

talogaàor que cabe a delicada tarefa -ie ser o elemento de li
gação entre o pensamento do autor e a necessidade imediata ou
mesmo remota do leitor,
cartolina,
presenta,

ele deve transcrever na fichinha de

criteriosa e cuidadosamente, o livro que ela recuidando para que nada de verdadeiramente útil se-

ja omitido e nada de supérfluo seja anotado,
Um código,

'

com as necess-^rias adaptações ao nosso
A

pais e indispensável, e nao dispomos dele.
Na maioria das nossas escolas de Biblioteconomia e
Documentação, vimos usando a edição brasileira do CÓdigo da _
Biblioteca Apostolica V^ticana que, infMizmente, esta esgotada.
Nao pretendemos entrar em considerações sobre o mérito ou o demérito da obra acima citada.

Devemos todavia fa

zer justiça aos bons serviços que ela prestou e vem prestando ate hoje as bibliotecas brasrlleiras, e, muito especialmente,

ás Escolas ou Cursos de Biblioteconomia e Documentação.

Dentro "do bom senso, tal obra deve constiituir o ponto de partida para a elaboração do Codigo Brasileiro de Catalogação.
Desejamos que fique bem claro que não pretendemos
retirar o cunho universal das regras existentes, tampouco
proceder a mudanças radicais, mas, tão so, rivalizar uma sele
'
.t»
çao daquelas de real necessidade pai*a nos,

aáppta-las, colo-

car boa exemplificaçao.
Muitas regras da edição bnsileira das Normas da
Vaticana não são apl:ic'vei.i as nossas bibliotecas.
repetição, de utilidade, talvez,
teca.
regras.

Ha muita

so mesmo para aquela biblio

Da pagina 1 a pagina 32, por exemplo, encontram-se 37
Comumente so 15 são de utilidade para nósc

Tal pro-

porção e ainda mais relevante nas paginas que se seguem.

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�- 5 -

Seria talvez perigoso e ate mesmo nocivo, não dar
A
A
conhecimento aos acadêmicos de ciências biblioteconomicas,
das demais regras do Codigo adotado.

Embora as praticas de-

vam ser feitas com as regras que irem.os usar comumente, o e^
A
^
tudante deve ler obrigatoriamente as demais, e formar juizo
proprio sobre o assunto.

Isto so sera possivel, dispondo ca

da um de ura exemplar do Codigo.
A
Outro trabalho em português que vem sendo de muita
utilidade, pelo menos para nós, na Escola de Biblioteconomia
e Documentação da Universidade da Bahia, é aquele de Maria
Luiza Monteiro da Cunha,
Catalogação".

"Nomes Brasileiros, Um Problema na

São as regras que adotamos para nomes brasileiras

A
ros e portugueses.
De início, nos primeiros tempos da Escola, usavamos
o código Anglo-Ai.ericano de 19^8, depois a 2^ edição prelimir-r
nar do mesmo, de 19^1» em seguida a 2^ edição de 1949»

De

A
^
M
1950 em diante demos preferencia a edição brasileira das Noe
mas Para Catalogação de Impressos da Biblioteca Vaticana, sem
\
segui-las a risca todavia, como no caso dos nomes brasileiros
e portugueses, por exemplo.
Não sabemos como estão procedendo e de que recur
A
^
SOS vem lançando mao as demais escolas de biblioteconom.ia do
pais, depois de esgotada a edição brasileira da Vaticana.
Para nos, na Universidade da Bahia, tem sido um verdadeiro
pesadelo reunir o numero reduzidíssimo de exemplares que se
encontram nas bibliotecas e em mãos de particulares de boa
vontade, para fazê-los circular entre os estudantes, o que
^
A
A
esta em absoluto desacordo com o nosso ponto de vista sobre
a utilização e uso do codigo, que deve ser ura dos

"livros

de cabeceira" do acadêmico de Biblioteconomia.
A cada ano escolar que se inicia, o problema e mais
serio, pois menor e o numero de exemplares de que se dispõe.
As regras são perigosamente tomadas era apontamentos,

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que

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A
^
M
nem sempre vem as mãos do professor para revisão.
As considerações que vimos tecendo em torno do assunto, procurando encarar a realidade brasileira, desde a in
trodução do presente trabalho, levaram-nos a trazer a este con
clave o problema da falta de um CÓdigo Brasileiro de Cataloga
çao e a proposta para uma tentativa de solução, que, nos para
grafos que se seguem, encaminhamos a discussão e votaçao do
plenário.
1,

Formar uma CpmiÄß_5o composta dos professores

brasileiros de Catalogação Descritiva, aos quais

seja distribui

da a tarefa da elaboração do CÓdigo que nos falta.

Cada profe^

sor se encarregaria de uma parte.
2,

Tomarmos como ponto de partida os 2 trabalhos

aqui citados, a saber:

a edição brasileira das "Normas Para

Catalogação de Impressos" da Biblioteca ^aticana e "Nomes Bra
sileiros, um Problema na Catalogação", de Maria Luiza Monteiro da Cunha.
3-

Nao perdermos tempo com discussões esterèis sobre

detalhes que não podem nem devem servir de entrave ao fim que
temos em vista.
I
U.

Surgindo um impasse,

A
^
»W
subnebe~lo a votaçao entre

os membros da Comissão, acatada, imediatamente,

a opinião da

maioria.
5.

Elaborar um trabalho em caráter experimental,

provisorio, mimeografado, mas que possa ser posto a disposição dos estudantes nc ano de 1962.
D.

Alem das Regras que cor.istltuem o Codigo propri
A
^
A
amente dito, prover a edição dos seguintes apcndices:
.1

a elaboração da ficha matriz e das demais fi-

chas que devem compor os cat'logos internos e externos;
.2
tico,

suas vantagens e desvantagens.
.3

cm

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^
/
y
o arranjo dos catalogos dicionário e sistemáO uso das notas especiais;

catalogação de raridr.des bibliográficas;

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,U

catalogação de "eriodicos e mapas;

.5

catalogação de material audlo-visual5

.6

recursos que oferecem as técnicas biblioteco

nomicas na determinação de cabeçalhos de assunto,
7.

Simplificar e unificar o mais possível a cata-

logação descritiva.
8»

Apresentação de Bibliografia atualizada e mui-

to selecionada ao fim de cada Apêndice.
19*

Marcar a 1^ reunião da Comissão de professores

encarregados da elaboraçao do Codigo Brasileiro de Catalogação enquanto estamos reunidos em Congresso, na cidade de Curitiba, a Eâ^para apresentação e discussão dos trabalhos efe
tuados em abril próximo, em local e data a combinar, a 3- e
ultima, para acertos finais, em julho do ano em curso.
10.

Ter pronto, memeografado, o CÓdigo Brasileiro

de Catalogação, para ser levado a Conferência Internacional
de Catalogação que se reunirá em Paris, no ano em curso.

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