<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5331" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5331?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-20T19:07:46-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4399">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/50/5331/SNBU2018_035.pdf</src>
      <authentication>783fd6f5d530977a221c9fa59c2c5804</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="57906">
                  <text>Eixo I

Inovação e Criação

DESAFIOS E SOLUÇÕES NO PLANEJAMENTO, IMPLEMENTAÇÃO E GESTÃO
DE REPOSITÓRIOS DIGITAIS: ASPECTOS TÉCNICOS E LEGAIS
CHALLENGES AND SOLUTIONS IN THE PLANNING, IMPLEMENTATION AND
MANAGEMENT OF DIGITAL REPOSITORIES: TECHNICAL AND LEGAL ASPECTS

Resumo: Discute os principais desafios e soluções inerentes aos aspectos técnicos e legais
envolvidos nas etapas de planejamento, implementação, gestão de repositórios digitais no
âmbito das instituições públicas com base na literatura especializada da área. A pesquisa
justifica-se pela necessidade de produção de um instrumento que oriente profissionais
atuantes em equipes de trabalho com a pretensão de criação e manutenção de repositórios
digitais nas diferentes instituições públicas de ensino e pesquisa do país. Metodologicamente,
trata de uma pesquisa de cunho descritivo e exploratório em que se buscou na literatura
autores para atingir o objetivo central configurando assim um estudo bibliográfico e
documental. Por fim, resulta na indicação de soluções para alguns desafios considerando
como aspectos técnicos a identificação tipos de materiais, a definição de metadados, o fluxo
de submissão, os métodos de povoamento e o processo de autoarquivamento. Em se tratando
dos aspectos legais, investiga a necessidade de criação de um comitê gestor, a aprovação de
uma política de funcionamento, os critérios para acesso, permissões e algumas questões
relativas aos direitos autorais. Considera que seja indispensável perceber tais desafios para
evidenciar a nível de gestão que repositórios digitais devam ser planejados como instrumentos
indispensáveis não apenas para publicização dos resultados de pesquisas e preservação da
memória científica das instituições, mas sobretudo na desmistificação de soluções adotáveis
antes, durante e depois de sua criação. Espera-se que a pesquisa seja complementada com a
identificação dos desafios e soluções acerca de aspectos humanos e tecnológicos. Acredita-se
que a pesquisa possa auxiliar a atuação de bibliotecários e equipes multidisciplinares de
profissionais responsáveis ou com pretensões futuras de implementar e gerir repositórios
institucionais.
Palavras-chave: Repositórios digitais. Aspectos técnicos e legais. Planejamento e gestão de
repositórios.

397

�Asbtract: It discusses the main challenges and solutions inherent to the technical and legal
aspects involved in the planning, implementation and management of digital repositories
within the scope of public institutions based on the specialized literature of the area. The
research is justified by the need to produce an instrument that guides professionals working in
work teams with the intention of creating and maintaining digital repositories in the different
public institutions of teaching and research in the country. Methodologically, it deals with a
descriptive and exploratory search in which authors have been searched in the literature to
reach the central objective, thus configuring a bibliographic and documentary study. Finally,
it results in the indication of solutions to some challenges considering as technical aspects the identification of material types, the definition of metadata, the submission flow, the
methods of settlement and the self-archiving process. Regarding the legal aspects, it
investigates the need to create a management committee, the approval of an operating policy,
the criteria for access, permissions and some issues related to copyright. It considers that it is
indispensable to perceive such challenges to demonstrate at the level of management that
digital repositories should be designed as indispensable tools not only for publicizing the
results of research and preserving the scientific memory of institutions, but above all in the
demystification of adoptable solutions before, during and after of its creation. It is hoped that
the research will be complemented with the identification of the challenges and solutions
regarding human and technological aspects. It is believed that the research can assist the work
of librarians and multidisciplinary teams of professionals responsible or with future intentions
to implement and manage institutional repositories.
Keywords: Digital repositories. Technical and legal aspects. Planning and management of
repositories.

1 INTRODUÇÃO
Os avanços proporcionados pela tecnologia da informação ligados ao crescimento
documental, ampliaram a necessidade de reunir e preservar a produção científica das
instituições favorecendo o aprendizado e a mudança comportamental em relação ao trabalho
executado por profissionais de diferentes áreas. Nessa missão, os bibliotecários passaram a
compreender, dominar e utilizar algumas ferramentas e plataformas de gestão de conteúdos
digitais.
Esses conteúdos digitais, além de necessitarem de tratamento técnico por uma equipe
de profissionais, relacionam-se à preservação, memória e visibilidade dos autores e das
próprias instituições, principalmente aquelas de ensino e pesquisa. Isto se deve pela tentativa
de reunião, guarda e preservação a longo prazo do conhecimento produzido no âmbito desses
espaços.
Entre as estratégias e possibilidades de gestão e preservação da produção científica no
âmbito do ensino e da pesquisa, o Repositórios Digital (RD) se apresenta como uma
alternativa tecnológica de promoção do acesso aberto. O acesso aberto é uma tentativa de
398

�eliminar barreiras de custo e acesso à produção científica das instituições, principalmente
aquelas que fomentam pesquisas e subsidiam pesquisadores com recursos públicos.
Segundo Leite et al. (2012), repositórios digitais são bases de dados desenvolvidas a
executar várias funções permitindo a recuperação de dados e possibilitando o gerenciamento
de informação científica funcionando como via alternativa de comunicação científica.
Nas instituições de ensino e pesquisa, o tipo de repositório criado para abrigar a
produção científica de diferentes áreas do conhecimento é caracterizado pela literatura como
repositório institucional. Repositórios também podem ser temáticos, quando destinados a
reunir e disponibilizar conteúdos de uma área específica do conhecimento. Nesse cenário,
existe a necessidade de identificação de inúmeros desafios e soluções que envolvem fatores
humanos, técnicos, tecnológicos e legais. Foram identificados neste trabalho, variáveis
relativas aos aspectos técnicos e legais.
Diante do exposto, a pesquisa teve como objetivo geral mapear desafios e soluções
dos aspectos técnicos e legais envolvidos nas etapas de planejamento, implementação e gestão
de repositórios digitais. Como objetivos específicos, a pesquisa levantou aspectos conceituais
e teóricos relacionados aos repositórios institucionais, identificou os principais desafios
considerando aspectos técnicos e legais de seu planejamento, implementação e gestão e por
fim, apresentou algumas das possíveis soluções para tais desafios.
Como questão norteadora, indagam-se quais as possíveis soluções envolvendo alguns
desafios de caráter técnico e legal durante as etapas de planejamento, implementação e gestão
dos repositórios digitais?
Como justificativa social, a pesquisa considera a necessidade das instituições criarem
e instituírem repositórios digitais para promoção do acesso aberto, preservação e memória e
contribuição para visibilidade das instituições de ensino e pesquisa e dos próprios autores.
A justificativa pessoal surge pelo interesse de produzir um instrumento norteador para
o trabalho de equipes de profissionais já envolvidos ou com pretensões de instituir um
repositório digital mediante a superação de dificuldades de âmbito técnico e legal.
Tais questões envolvem desde a criação de documentos de gestão que regulamentem o
funcionamento do repositório, perpassam pela necessidade de definir tipos de materiais e seus
metadados, tendo implicações no fluxo de submissão e depósito, exigindo a atribuição de
permissões a usuários e não obstante, implicam no domínio de algumas questões relativa aos
direitos autorais.

399

�A

justificativa

profissional,

considera

a

necessidade

de

sensibilização

e

conscientização dos gestores, sobre a importância de instituir e reconhecer legalmente a
iniciativa de criação do repositório digital. Esse reconhecimento é notável quando há o
entendimento de que repositórios contribuem direta e indiretamente para o desenvolvimento
estratégico das instituições.
Nesse cenário, gestores, autores e instituições, precisam compreender que os
repositórios são aliados no processo de reunião e difusão de um conhecimento produzido e
ético os resultados dessas pesquisas deveriam ser de livre acesso. Não é isso, entretanto, o que
A seguir são apresentadas definições e conceitos existentes na literatura sobre os
repositórios digitais, particularizando o tipo institucional e sua relação com processos e
atividades da equipe de profissionais atuantes em instituições públicas de ensino e pesquisa.
Em seguida, são retratados os desafios técnicos e legais existentes para finalmente analisar e
discutir possíveis soluções acerca desses desafios.
2 REPOSITÓRIOS DIGITAIS E AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E PESQUISA
A preocupação com a preservação da memória institucional é um dos benefícios
trazidos pela implementação dos repositórios digitais. Um repositório digital é um serviço

ARELLANO, 2008, p. 124).
É preciso, portanto, estabelecer a relação entre conhecimento produzido e a
necessidade de torná-los disponíveis, vinculando missão e papel das instituições. Os
repositórios trazem benefícios para a popularização do conhecimento científico
em relação às suas funções de reunir, preservar, dar acesso e disseminar o
conhecimento de uma instituição científica, ou de uma área do conhecimento,
aumentando sua visibilidade e se constituindo numa ferramenta de gestão do
conhecimento científico (MASSON, 2008, p. 112).

Além de compreender sua finalidade, vinculado ao âmbito da produção científica,
acesso aberto e memória institucional, o tipo de organização, suas características bem como
uma ou diversas áreas do conhecimento, indicam o tipo de repositório digital a ser criado.

400

�Os repositórios institucionais são voltados à produção intelectual de uma instituição,
ou disciplinares são voltados a comunidades científicas específicas. Tratam, portanto, da
produção intelectual de áreas do conhecimento em particular (LEITE, 2009, p. 20).
Existe a possibilidade de repositórios institucionais apoiarem estrategicamente as
organizações por meio da geração de indicadores apoiando a tomada de decisões e
aume
como indicadores tangíveis da qualidade de uma instituição, aumentando assim a sua
A geração de indicadores resulta na necessidade de diversas análises estatísticas que
refletem aspectos relativos à produção científica: número de publicações, tipos de materiais
depositados, área do conhecimento, número de visualizações e downloads, referências,
assuntos, ano, entre outros.
apoiam a tomada de decisão, pois, até certo ponto, apresentam a produção científica da
sino e
pesquisa com o papel dos repositórios institucionais é necessário
explorar as possibilidades oferecidas pelas tecnologias de informação e comunicação
para criar serviços de informação inovadores, através dos quais as novas mídias
digitais possam potencializar o ensino, a pesquisa e a comunicação científica
(SAYÃO; MARCONDES, 2009, p. 23).

Os repositórios institucionais quando potencializados e utilizados para garantir o
acesso à produção científica, sensibilizando gestores sobre sua importância, dão visibilidade a
autores e instituições, gerando indicadores que apoiam à tomada de decisões, favorecem
inclusive a democratização do conhecimento em acesso aberto. Sobre essa democratização,
deve permitir
acesso, para que qualquer indivíduo ou nação aceda sem quaisquer impedimentos,
sejam de custo ou de permissão que limitam o acesso dos usuários às informações
provenientes de recursos públicos e também aos serviços de informação das redes de
informação científicas, garantindo essa ampliação da acessibilidade por meio de
medidas e emprego das tecnologias vigentes (VELAME, 2011, p. 47) .

O emprego de tecnologias e a implementação de repositórios inter-relacionam
aspectos técnicos e legais que vão desde o domínio de metadados e estratégias para
povoamento automatizado para dar celeridade aos depósitos nos repositórios até a
401

�identificação de questões legais que evitem problemas jurídicos como o depósito e
manutenção dos mesmos. Serão apresentados no capítulo seguinte, alguns desses desafios.
3 DESAFIOS TÉCNICOS E LEGAIS NO PLANEJAMENTO, IMPLEMENTAÇÃO E
GESTÃO DE REPOSITÓRIOS
Entende-se para efeito da pesquisa, que no processo de planejamento, implementação
e gestão dos repositórios institucionais existam aspectos técnicos e legais. Consideram-se na
vinculação das questões apresentadas a seguir: as competências, a atuação e o fazer
profissional dos bibliotecários.
Na seleção dos aspectos técnicos, exploram-se a necessidade de definição dos tipos de
materiais e seus respectivos metadados, as nuances do fluxo de submissão, os métodos de
povoamento e a implementação ou não do autoarquivamento.
Sobre os aspectos legais, verifica-se a necessidade de elaboração e aprovação de
instrumentos de gestão, as devidas precauções sobre questões do âmbito jurídico que
garantam a concessão de autorizações pelos autores ou detentores dos direitos autorais das
publicações científicas depositáveis nos repositórios.
3.1 ASPECTOS TÉCNICOS
São desafios inerentes aos aspectos técnicos selecionados a partir do que se
estabeleceu na pesquisa:
a) Identificação dos tipos de materiais
Existe a necessidade de identificar no âmbito institucional, quais os diferentes tipos de
materiais produzidos, considerando a estrutura hierárquica, a possibilidade de autorização, os
critérios definidos na política informacional da instituição e sobretudo os objetivos para o qual
o RI fora criado.
b) Definição dos metadados
Segundo Torino (2017, p. 104) os metadados devem ser relacionados aos tipos de
conjunto de dados e outros recursos digitais, estabelecendo relações entre eles, bem como
definem permissões e requisito
recuperação e permite a distinção entre os diferentes tipos de materiais depositados no
repositório digital.
402

�xistem vários esquemas de
metadados com graus diferenciados de especificidade, porém o mais importante deles é o
software DSpace permite a inclusão de novos metadados a partir dos
diferentes tipos de documentos.
Estes deverão ser preenchidos obrigatoriamente ou não durante o fluxo de submissão,
poderão ser filtrados em buscas avançadas realizadas pelos usuários e ainda, poderão ser
determinantes na geração futura de indicadores bibliométricos.
c) Fluxo de submissão
Os desafios envolvendo o fluxo de submissão envolvem acesso, permissões e o
preenchimento correto dos metadados definidos para cada tipo de material. É preciso evitar o
retrabalho na correção de eventuais erros. Deve-se atentar que a obrigatoriedade de campos
pode tornar o fluxo moroso, principalmente se os recursos humanos forem limitados e a opção
seja povoar pelo depósito individual e manual. O processo de submissão
[...] envolve uma série de tarefas, como as questões de descrição dos metadados,
tendo a possibilidade do uso do Dublin Core, descompactação, checagem,
identificação, identificação automática de formato, validação do formato,
normalização, quarentena (SHINTAKU, 2017, p. 80).

Ainda em relação ao processo de submissão,
o software DSpace possibilita que um item transite em diferentes estágios de um
posterior disponibilização, conforme parametrizado pelo administrador da coleção.
Esta funcionalidade permite que uma submissão possa passar por até três etapas até
sua disponibilização on-line. O processo permite assegurar a adequação do conteúdo
às políticas do repositório e da coleção, a qualidade do arquivo, do conteúdo, dos
metadados, a adequação da licença de direito autoral e formas de acesso permitidas
(TORINO, 2017, p. 108).

Acerca do DSpace, é um software utilizado na instalação e customização de
repositórios digitais, permitindo o armazenamento, a gestão da produção intelectual das
instituições e suportando inúmeros tipos e formatos de arquivos. Foi desenvolvido para
estimular o acesso aberto em projeto colaborativo do MIT Libraries e da Hewlett-Packard
Company com o intuito de dar visibilidade a publicações e seus autores além de zelar pela
preservação da memória científica a longo prazo.
d) Métodos de povoamento
A maioria dos repositórios brasileiros das instituições de ensino e pesquisa ainda não
possuem uma quantidade significativa de materiais depositados seja pelo desconhecimento de
403

�métodos automatizados de povoamento, seja pela escassez de recursos humanos na equipe
envolvida no planejamento, implementação e gestão dos repositórios.
e) Autoarquivamento
O autoarquivamento é um direito concernente aos autores auto depositarem trabalhos
de sua autoria nos repositórios. Porém, existem entraves e preocupações relacionados a
garantia da qualidade do conteúdo das publicações depositadas, da justificativa de que o ato
de auto depositar não é responsabilidade dos autores.
3.2 ASPECTOS LEGAIS
Os aspectos legais, no âmbito dessa pesquisa, dizem respeito à formalização de
documentos de gestão que oficializam o funcionamento do repositório, regulamentando sua
criação, a designação de uma equipe de trabalho responsável pela execução de tarefas
específicas e a definição de suas competências. Além disso, deve-se assegurar juridicamente a
existência e manutenção do repositório digital no âmbito institucional. Nesse sentido
discutem-se questões sobre direitos autorais e as formas de autorizações para depósito.
a) Criação de comitê gestor
Durante a fase de planejamento e preferencialmente antes do repositório ser instituído,
alguns são os desafios em virtude da inexistência de uma equipe formal, capacitada e
instituída para atuar exclusivamente com o repositório. A criação de uma equipe vinculada à
implementação e gestão do repositório podem representar problemas e ocasionar impasses nas
relações institucionais.
A criação de uma equipe de trabalho, instituída formalmente por portaria ou resolução
em que profissionais de diferentes áreas tenham competências e atribuições alinhadas aos
objetivos institucionais e a própria criação do repositório é um passo importante para o
sucesso, efetivo envolvimento e colaboração de uma equipe multidisciplinar. Normalmente as
equipes do comitê gestor são compostas por: bibliotecários, analistas de sistemas e
profissionais de tecnologia da informação, coordenadores de cursos ou focos de pesquisa,
membros das equipes de comunicação e das editoras, caso existam.
b) Aprovação da política de funcionamento
A política é um documento de gestão que descreve e norteia diretrizes e normas
concisas, objetivas envolvendo pessoas, tarefas. Indica detalhadamente quais as comunidades

404

�e coleções serão criadas, as permissões para submissões, a definição dos metadados para cada
tipo de material, bem como as orientações para o fluxo, acesso e uso.
Entre os desafios encontrados na publicação institucional dessa política estão a cultura
organizacional e o próprio desconhecimento da importância desse instrumento. Sobre esse
instrumento, Leite et al. (2012, p. 10) esclarecem que

planejamento do repositório. É recomendável que esta política esteja em
concordância com aquelas já vigentes na biblioteca e na instituição. A política deve
abordar os objetivos do repositório, deve contribuir para a definição do serviço,
determinar a formação da equipe responsável pela implantação e manutenção do
repositório e sobre o prazo definido para o depósito no repositório. Ela também pode
conter o tipo de material que será depositado, como também aqueles que não farão
parte desse sistema de informação.

Nota-se que é um documento formal de gestão originário de ações na fase de
planejamento dos repositórios, reunindo todas as decisões advindas da equipe que atuará ou
participará diretamente dos processos envolvidos no seu funcionamento.
c) Acesso, permissões e direitos autorais
Alguns autores temem que suas publicações sejam plagiadas com maior facilidade ao
realizarem o autoarquivamento ou autorizarem o depósito de suas publicações nos
repositórios. Existe um mito a ser desmistificado de que o conteúdo das obras ao serem
depositados e disponibilizadas sem embargos nos repositórios digitais trazem riscos da prática
de pirataria e da apropriação indevida.
Além disso, mesmo havendo o consentimento e autorização formal dos autores para o
processo de submissão e depósito dos materiais, podem surgir dúvidas acerca de pelo menos
três situações possíveis no que tange a forma como os materiais podem ser disponibilizados.
Considerando as questões legais, pode-se definir a forma de disponibilização: acesso
aberto e imediato ao conteúdo completo, acesso ao conteúdo após um prazo préestabelecido (embargo), acesso restrito a uma comunidade específica de usuários ou
acesso restrito. Outra questão relevante é a definição institucional da adoção de
licenças abertas para as publicações por elas chanceladas, publicadas por editoras,
periódicos e eventos institucionais e, até mesmo dissertações e teses (TORINO,
2017, p. 106).

Sobre questão da forma de disponibilização descrita pela autora, é preciso ter a
garantia legal seja por intermédio de documento impresso e assinado, seja estabelecendo
diretrizes internas que garantam o depósito, seja vinculando o uso de recursos oriundos de
agências de fomento, para que efetivamente o acesso aberto e imediato seja garantido. Do
405

�contrário, apenas será possível referenciar ou estrategicamente criar links para o conteúdo
efetivamente já publicado anteriormente.
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Caracteriza-se como uma pesquisa descritiva e exploratória quanto aos objetivos
porque investiga o tema repositórios digitais e a tentativa de esclarecer questões técnicas e
legais que auxiliam o posicionamento e a ação de profissionais que atuam ou precisam atuar
no planejamento, implementação e gestão de repositórios.
Em relação aos meios de investigação é uma pesquisa bibliográfica e documental que
buscou na literatura e em documentos de gestão as informações que esclarecem o problema
levantado. Para a pesquisa bibliográfica e documental, foi feita uma busca nas seguintes
fontes de dados: os repositórios Lume da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), RIDI do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT),
RIUT da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e alguns artigos em meio
eletrônico publicados em revistas científicas das áreas da Ciência da Informação e
Documentação.
Foram utilizadas combinações de expressões booleanas e as seguintes expressões de
busca: repositório digital, repositórios institucionais, povoamento de repositórios,
autoarquivamento, direitos autorais, publicação científica, gestão de repositórios e acesso
aberto na recuperação de informações publicadas entre os anos de 2008 e 2017.
Ressalta-se que o foco da pesquisa foram desafios relacionados aos aspectos técnicos e
legais conforme quadro 1 apresentado a seguir:
Quadro 1: Desafios analisados considerando aspectos técnicos e legais

Aspecto
Técnico

Legal

Desafio
Identificação e escolha dos tipos de materiais
Definição dos metadados
Fluxo de submissão
Métodos de povoamento
Autoarquivamento
Criação do comitê gestor
Aprovação da política de funcionamento
Acesso, permissões e direitos autorais
Fonte: os próprios autores (2018)

406

�Os desafios elencados acima são resultados da pesquisa bibliográfica e documental
cujos dados são analisados na próxima seção.
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A partir da implementação do RD e do processo de gestão do conteúdo digital, surgem
questões técnicas e legais associadas tanto ao fazer profissional dos bibliotecários e de
profissionais de outras áreas, quanto ao próprio sistema de comunicação científica. Apresentase a seguir a discussão acerca das possíveis soluções dos desafios já mencionados com a
pretensão de esclarecer, produzir literatura e verificar o alcance dos objetivos propostos.
Em se tratando dos aspectos técnicos:
Cabe dizer que na identificação e escolha dos tipos de materiais que serão
depositados é imprescindível que a equipe de trabalho envolvida considere a missão e os
objetivos da instituição na qual o repositório foi criado. Além disso, a verificação da real
necessidade de inclusão do material considerados o interesse e a necessidade da comunidade
científica.
Cumpre dizer que a identificação e escolha dos tipos de materiais tem relação direta
com a definição dos metadados, já que segundo Leite et al. (2012, p. 18),

é

recomendável que para cada tipo de documento (artigo de periódico, livros, teses,
Essa definição dos metadados por tipo de material, perpassa pelo planejamento e
utilização de um padrão de metadados, questões tecnológicas da interoperabilidade e até
mesmo a preocupação com as métricas que se pretendem gerar. Leite et al. (2012, p. 18)
a escolha dos tipos de
materiais e a definição de esquemas de metadados.
Sobre os desafios inerentes ao fluxo de submissão, sugere-se a realização de
capacitações sobre a ferramenta utilizada para criar repositórios - comumente o DSpace e a
criação de tutoriais em vídeo nas mídias sociais da biblioteca. Determinação dos campos de
preenchimento obrigatório ou não, adoção de vocabulário controlado na escolha de termos
adicionais da indexação são algumas questões preliminares que deverão ser ajustadas com a
equipe responsável pela tarefa.

407

�Diante dos desafios relativos aos métodos de povoamento, existe a necessidade de se
optarem por estratégias possíveis: a primeira é manual por meio do autoarquivamento pelo
próprio autor ou por terceiros e a segunda a partir da importação que garanta a coleta e carga
de metadados automatizada a partir do sistema fonte que siga o mesmo padrão de metadados
definido comumente no DSpace. Nesse caso, para cada tipo de material definido é necessária
a estruturação que garanta tratamento, validação e verificação posterior dos dados importados.
Podem ser desenvolvidos scripts próprios por profissionais das instituições ou
exemplificando, também existem ferramentas como o script Lattes que auxilia no processo de
coleta e importação de dados de fontes externas como a plataforma lattes do CNPq. A
importação ou coleta automatizada podem depender de questões tecnológicas que envolvem
interoperabilidade entre diferentes sistemas que não são o enfoque dessa pesquisa.
No que tange as soluções sobre desafios do autoarquivamento, é preciso conscientizar
institucionalmente os autores da necessidade de dar visibilidade aos resultados de pesquisas
fomentadas com recursos públicos; habilitar o processo de revisão e correção do
preenchimento dos metadados informados pelos autores; ressaltar a limitação de recursos
humanos existentes nas bibliotecas e a autonomia dada aos autores que podem disponibilizar
rapidamente os resultados de pesquisas de sua autoria.
Ao considerar a participação de bibliotecários e das próprias bibliotecas nesse cenário,
ma alternativa é que os responsáveis pelo
repositório ou os bibliotecários depositem os itens em nome dos autores, pelo menos no início
do desenvolvimento
no trabalho que
envolve a tarefa do autor de depósito do próprio trabalho, devem ser criados serviços de
2017, p. 225).
Em se tratando dos aspectos legais:
A aprovação de comitê gestor por meio de portaria ou resolução é fundamental para
estabelecer diretrizes e normas que nortearão as ações da equipe de trabalho envolvida. Neste
instrumento, devem ser descritas e definidas as competências e responsabilidades de acordo
com a equipe de trabalho disponível. Deve ser constituída observando ainda a política e os
objetivos institucionais.
é importante que seja constituída uma equipe
capacitada e comprometida com a realização do projeto. Idealmente, uma equipe
408

�multidisciplinar constituída por bibliotecários, analista de sistemas, profissional de
comunicação/marketing
Dependendo do tipo de instituição deve-se pensar também na inclusão de membros
envolvidos nas coordenações de ensino e ligados à pesquisa científica que sejam considerados
importantes. Essa iniciativa garante que a criação do repositório digital não seja
equivocadamente entendida como uma ação isolada dos bibliotecários.
Ainda se tratando da aprovação de documentos de gestão, a política de
funcionamento deve ser elaborada, proposta pelo comitê gestor e aprovada para regular o
funcionamento do repositório legalizando sua existência no âmbito institucional. Nessa tarefa,
é preciso conscientizar a alta administração, pesquisadores e a própria comunidade acadêmica
sobre a necessidade de reconhecimento e da importância de se instituir oficialmente o
repositório criado.
Em algumas instituições, a elaboração de uma minuta de portaria pelo comitê gestor,
pode dar celeridade ao processo de aprovação dessa política, delineando previamente as
principais questões relativas ao funcionamento do repositório.
Ao considerar o acesso, a concessão de permissões e os trâmites envolvendo direitos
autorais é preciso considerar o receio do plágio por parte dos autores, a segurança jurídica por
parte da instituição depositante e até mesmo as questões sobre autorizações para o
autoarquivamento, caso os próprios autores sejam responsáveis pelo autoarquivamento.
Sobre o receio de determinados autores, ao terem suas obras quando disponibilizadas
em meio digital no repositório, terão chances maiores de serem objeto de plágio, trata-se de
um mito a ser desmistificado já que a disponibilidade de conteúdos e seu acesso em ambiente
digital na verdade, favorece significativamente a identificação do uso indevido, garantindo
punições legais e cabíveis aos seus responsáveis. Por sua vez, se o conteúdo for
disponibilizado apenas da forma impressa, as chances da identificação do plágio são
potencialmente reduzidas.
Outra questão que merece atenção envolvendo o aspecto legal é apontada por Velame
-se ao fato de
que as políticas dos periódicos científicos priorizam que produções e pesquisas científicas e
mesmo após o período de embargo, ainda que ao menos o acesso aos metadados seja possível.

409

�Torino (2017, p. 102) reforça essa ideia ao mencio

caso haja algum

impedimento para a disponibilização imediata do material, é possível inseri-lo com restrição
Implementando ou não o autoarquivamento, as instituições devem garantir a
legalidade com a obtenção prévia dos direitos do autor ou daquele a quem foi cedido esse
direito, por meio de algum mecanismo que garanta a licença e autorização do depósito do
documento.
Há ainda a possibilidade de implementação de scripts ao fluxo de submissão,
definindo se o arquivo ficará ou não acessível para consulta após uma requisição ser enviada
em meio digital e o tipo de licença for especificada pelo próprio autor. Nesse caso, o
documento só será liberado se a escolha for a não restrição.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Inúmeros são os desafios envolvendo aspectos técnicos e legais quando as instituições
e os profissionais nelas atuantes planejam e pretendem implementar um repositório
institucional. A Universidade do Minho em Portugal e algumas instituições brasileiras como a
UFRGS, a UFSCar, a UFBA, a UnB, a UFSC, a UTFPR, a USP e o próprio IBICT são
exemplos de pioneirismo na consolidação de questões técnicas e legais na implementação
desses repositórios e consequentes avanços acerca de novos métodos e técnicas de
povoamento e migração, planejamento de ações de marketing e a contínua captação e
destinação de recursos para a capacitação de pessoas e melhorias da infraestrutura tecnológica
exigidas quando a justificativa é a preservação da produção técnica e científica a longo prazo.
Entretanto, muitas ainda buscam minimizar impasses e desmistificar conceitos e
concepções equivocadas na tentativa de convencer dirigentes acerca da importância dos
repositórios enquanto instrumentos indispensáveis estrategicamente, principalmente no
âmbito das instituições de ensino e pesquisa.
Acredita-se que a utilização de ferramentas tecnológicas e o planejamento e adoção de
ações visando o êxito na implementação de repositórios - particularmente nas instituições
públicas de ensino e pesquisa - envolvem necessariamente a elaboração e aprovação de
instrumentos de gestão que definam e descrevam etapas, processos, tarefas e competências de
410

�uma equipe de trabalho ciente do conceito de acesso aberto e da visibilidade aos resultados de
pesquisas fomentadas com recursos públicos.
Autores ou detentores dos direitos autorais por sua vez são agentes fundamentais para
concessão da devida autorização, permitindo que o resultado de suas pesquisas sejam
publicizados, garantindo visibilidade, geração de indicadores e a própria preservação da
memória da produção científica das instituições.
Embora o recorte sobre alguns desafios e possíveis soluções seja reduzido a questões
técnicas e legais, ressalta-se que é preciso perceber que o fator humano indica a internalização
de uma cultura organizacional e uma visão de mundo diferenciada entre pessoas e as
diferentes situações e soluções envolvidas nesse contexto.
Sugere-se por fim, que além da observância dos fatores humanos, analisem-se
questões tecnológicas como condicionante dos desafios que certamente dependerão de
soluções. Espera-se que a pesquisa seja complementada reforçando justificativas sociais e
profissionais de ampliação do livre acesso das publicações científicas e sobretudo da
orientação nas soluções de problemas recorrentes, minimizando o retrabalho das equipes que
ainda planejam e pretendem implementar repositórios institucionais.

REFERÊNCIAS
ASSIS, Tainá Batista de. Análise das políticas de autoarquivamento nos repositórios institucionais
brasileiros e portugueses. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto,
v. 4, n. 2, ed. esp., p. 212-227, jul./dez. 2013. Disponível em:

&lt;https://www.revistas.usp.br/incid/article/download/69329/71822&gt;. Acesso em: 10 nov.
2017.

KURAMOTO, Hélio. Informação científica: proposta de um novo modelo para o Brasil.
Ciência da Informação, Brasília, v. 35 n. 2, p. 91-102, maio/ago. 2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010019652006000200010&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt&gt;. Acesso em 23 out. 2017.
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação
científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília: IBICT, 2009.
Disponível em &lt;http:/livroaberto.ibict.br/handle/1/775&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.
LEITE, Fernando César Lima et al. Boas práticas para a construção de repositórios
institucionais da produção científica. Brasília: IBICT, 2012. Disponível em:
&lt;http://livroaberto.ibict.br/handle/1/703&gt;. Acesso em 17 jan. 2018.
MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Critérios para a preservação digital da
informação científica. 354 f. 2008. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)
Departamento de Ciência da Informação e Documentação, Universidade de Brasília. Brasília:
411

�[s.n], 2008. Disponível em: &lt;https://core.ac.uk/download/pdf/11884842.pdf&gt;. Acesso em: 22
out. 2017.
MARRA, Patrícia dos Santos Caldas. Visibilidade dos repositórios institucionais brasileiros:
análise de diretórios internacionais de acesso aberto. Revista Eletrônica de Comunicação,
Informação &amp; Inovação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 8, n. 3, p. 330-343, set. 2014.
Disponível em: &lt;https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/672&gt;.
Acesso em: 20 out. 2017.
MASSON. Sílvia Mendes. Os repositórios digitais no âmbito da Sociedade
Informacional. Prisma.com. São Paulo, n. 7, p. 105-152, ago. 2008. Disponível em:
&lt;http://pentaho.letras.up.pt/ojs/index.php/prismacom/article/viewFile/2079/1914&gt;. Acesso
em: 15 out. 2017.
SAYÃO, Luis Fernando; MARCONDES, Carlos Henrique. Software livres para repositórios
institucionais: alguns subsídios para a seleção. In: SAYÃO, Luis (Org.) et al. Implantação e
gestão de repositórios institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação.
Salvador: EDUFBA, 2009. p. 23-54. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ufba/473&gt;. Acesso em: 08 dez. 2018.
SHINTAKU, Milton. Tecnologias para gestão da. In: VECHIATO, Fernando et al.
Repositórios digitais: teoria e prática. Curitiba: EDUTFPR, 2017. informação, p. 67-89.
Disponível em: &lt;http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/2495&gt;. Acesso em 15 jan. 2018.
SHINTAKU, Milton; SUAIDEN, Emir. Repositório institucional como componente de
sistemas de informação gerencial para Universidades. Revista do Instituto de Ciências
Humanas e da Informação, v. 29, n.1. Brasília, 2015. Disponível em:
&lt;https://www.seer.furg.br/biblos/article/view/4905/3555&gt;. Acesso em: 25 out. 2017.
TORINO, Emanuelle. Políticas em repositórios digitais: das diretrizes à implementação. In:
VECHIATO, Fernando et al. Repositórios digitais: teoria e prática. Curitiba: EDUTFPR,
2017. p. 93-114.Disponível em: &lt;http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/2495&gt;. Acesso
em 10 jan. 2018.
VELAME, Robélia. Repositórios institucionais: organização e tratamento informacional dos
recursos digitais. 240 f., 2011. Dissertação (mestrado) Instituto de Ciência da Informação,
Universidade Federal da Bahia. Salvador: [s.n], 2011. Disponível em:
&lt;http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/7839&gt;. Acesso em 20 ago. 2017.

412

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="50">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51405">
                <text>SNBU - Edição: 20 - Ano: 2018 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51406">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51407">
                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51408">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51409">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51410">
                <text>2018</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51411">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51412">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51413">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57856">
              <text>Desafios e soluções no planejamento, implementação e gestão de repositórios digitais: aspectos técnicos e legais.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57857">
              <text>Cativo, Jorge Luiz; Luiz, Francisca Lima; Cativo, Silva, Edinara Sobrinho da; Spudeit, Daniela; </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57858">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57859">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57860">
              <text>2018</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57862">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57863">
              <text>Discute os principais desafios e soluções inerentes aos aspectos técnicos e legais envolvidos nas etapas de planejamento, implementação, gestão de repositórios digitais no âmbito das instituições públicas com base na literatura especializada da área. A pesquisa justifica-se pela necessidade de produção de um instrumento que oriente profissionais atuantes em equipes de trabalho com a pretensão de criação e manutenção de repositórios digitais nas diferentes instituições públicas de ensino e pesquisa do país. Metodologicamente, trata de uma pesquisa de cunho descritivo e exploratório em que se buscou na literatura autores para atingir o objetivo central configurando assim um estudo bibliográfico e documental. Por fim, resulta na indicação de soluções para alguns desafios considerando como aspectos técnicos – a identificação tipos de materiais, a definição de metadados, o fluxo de submissão, os métodos de povoamento e o processo de autoarquivamento. Em se tratando dos aspectos legais, investiga a necessidade de criação de um comitê gestor, a aprovação de uma política de funcionamento, os critérios para acesso, permissões e algumas questões relativas aos direitos autorais. Considera que seja indispensável perceber tais desafios para evidenciar a nível de gestão que repositórios digitais devam ser planejados como instrumentos indispensáveis não apenas para publicização dos resultados de pesquisas e preservação da memória científica das instituições, mas sobretudo na desmistificação de soluções adotáveis antes, durante e depois de sua criação. Espera-se que a pesquisa seja complementada com a identificação dos desafios e soluções acerca de aspectos humanos e tecnológicos. Acredita-se que a pesquisa possa auxiliar a atuação de bibliotecários e equipes multidisciplinares de profissionais responsáveis ou com pretensões futuras de implementar e gerir repositórios institucionais.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68834">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
