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                  <text>GESTÃO DA INFORMAÇÃO E COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS NA
FORMAÇÃO DE USUÁRIOS

Maria Irani Coito
Faculdade de Ciências Farmacêuticas
UNESP/ Araraquara  São Paulo / Brasil
irani@fcfar.unesp.br
micoito@hotmail.com
Maria Aparecida Pardini
Instituto de Biociências
UNESP/ Rio Claro  São Paulo / Brasil
www.rc.unesp.br
mpardini@rc.unesp.br

Eixo temático: O Impacto das Tecnologias Eletrônicas e sua Mediação
Sub-tema: A educação continuada dos profissionais da informação

RESUMO
Apresenta o cenário da gestão da informação, a partir das tecnologias da
informação e comunicação e seu impacto nos serviços de informação e na
formação de usuários, com ênfase ao aumento da informação eletrônica. Mostra
como a Internet modificou a forma de trabalho dos bibliotecários, com novos
recursos de interação através do domínio de novas técnicas de recuperar a
informação baseada nos conceitos de hipertexto e hipermídia. Indica a
necessidade de competências profissionais, repensar a mediação utilizando os
novos suportes digitais e seu armazenamento e os meios de transmissão de
documentos na Web. Reflete a necessidade de aprendizagem dos novos
equipamentos, vinculados ao conhecimento, competências e habilidades e a
vontade do profissional da informação, na utilização destes novos recursos que
essa transição nos proporciona. De que adiantará os novos equipamentos ou as
novas tecnologias se não tivermos o conhecimento ou a disposição para
aprendermos e ensinarmos através deles?
Palavras-chave: Gestão do conhecimento; Competência profissional; Bibliotecários
especializados; Bibliotecários de referência; Formação de usuários.

�Introdução
Nos novos modelos de negócio, a gestão da informação, da documentação e do
conhecimento, se perfila como um componente estratégico de primeira
magnitude. As tendências da gestão da informação e da documentação mudam,
quando um compêndio de boas práticas de gestão nas organizações torna-se um
componente

essencial

de

estratégia

empresarial.

Estas

mudanças

e

transformações acontecem de maneira tão rápida, que as necessidades dos
homens e das organizações se modificam com a inovação tecnológica da
informática e dos sistemas de comunicações (BUSTELO RUESTA e GRACIAMORALES HUIDIBRO, 2001).

Entre estas Organizações se encontram as Bibliotecas acadêmicas com novo
perfil nos métodos de trabalho e programas de gestão da informação
comprometidos com a qualidade e com o engajamento das pessoas como ativos
importantes para o desenvolvimento de habilidades e competências técnicas
profissionais ao cumprimento dos objetivos da Biblioteca e da Instituição (COITO,
2005).

Neste cenário a informação é considerada o principal fator para o sucesso das
organizações. A gestão da informação implica na gestão do conhecimento e das
tecnologias de informação e comunicação como ferramentas de trabalho onde a
informação é a matéria prima da Ciência da Informação. As gerações de novos
conhecimentos formam os ativos e insumos para o desenvolvimento de novos
serviços, produtos e recursos instrucionais para atender as necessidades de
formação de usuários frente aos novos paradigmas de aprendizagem continuada
para as competências no manejo da informação no ensino superior.

A Biblioteca como organização é um sistema pró-ativo e interativo com o meio:
ela capta insumos, processa-os como produtos e serviços, agrega valores aos
insumos tornando-os disponíveis a uma grande quantidade de pessoas. Os
produtos e

serviços

são

os resultados dos

processos das atividades

desenvolvidas na Biblioteca para satisfazer as necessidades de seus clientes
(COITO, 2005).

2

�Metodologia
O procedimento metodológico é a pesquisa descritiva documentária e bibliográfica
através da revisão dos autores da bibliografia encontrados na literatura citada
como instrumento de apoio ao referencial teórico. Reporta-se uma experiência
com usuários da Faculdade de Ciências Farmacêuticas  UNESP, Araraquara.

Referencial teórico

Este trabalho se apóia na análise e na discussão do tema proposto sobre uma
série de teorias tendo como base o discurso de autores reconhecidos citados no
texto, referida a uma variedade de aspectos com foco aos novos cenários da
gestão da informação e a formação de usuários. Neste contexto, os Bibliotecários
enfrentam contínuas mudanças pelo avanço científico em todas as atividades
humanas. As máquinas e equipamentos sofrem constantes inovações. O impacto
das redes de computadores exigem a aquisição de conhecimentos no uso e
manejo das ferramentas tecnológicas. Este saber e fazer requer dos profissionais
aprendizagens de competências, habilidades tecnológicas e informáticas no que
se refere ao conhecimento da terminologia básica dos sistemas de informação e
do domínio dos equipamentos na recuperação das informações necessários ao
seu desenvolvimento profissional.
O conceito adotado por este relato é sob a ótica de capacitar e habilitar os alunos
de graduação e pós-graduação a explorar e fazer melhor uso dos recursos da
Biblioteca em um novo espaço de interação tendo como base o contexto da
evolução tecnológica e as técnicas de registro do conhecimento partir da gestão
da informação e competências profissionais.
Novos cenários, novas exigências, novas formas de gestão.
A gestão da informação nas bibliotecas deve estabelecer um sistema integrado de
administração desenvolvendo metas com ações para o planejamento, a
organização e a liderança dos servicos de informação tendo em vista os valores,
a missão e os objetivos da Instituição. Ser eficiente na implantação de novos
servicos proporcionando a comunidade acadêmica, informação e conhecimento
em sua forma original ou como produtos elaborados a partir deles, viabilizando o
3

�acesso à informação com recursos apoiados nas inovações tecnológicas
essenciais para os usuários enfrentar com habilidades o mercado de trabalho em
face aos desafios culturais, econômicos, sociais e políticos (COITO, 2006).

Gestão da informação é o processo de organizar e sistematizar em todos os
pontos de contato internos e externos, a capacidade da Biblioteca de captar,
gerar, criar, analisar, traduzir, transformar, modelar, armazenar, disseminar,
implantar e gerenciar a informação, tanto interna como externa. Essa informação
deve ser transformada efetivamente em conhecimento e distribuída, tornando-se
acessível dos clientes e da organização (BELLUZZO, 2003).
Continuando com os conceitos de Belluzzo, (2003) o Plano de gestão de
informação deve:
•

Contextualizar a informação, transformando-a em conhecimento utilizável.

•

Agregar valor à informação processada.

•

Estabelecer mecanismos de compartilhamento da informação processada.

•

Garantir informações precisas, válidas, atuais, confiáveis e relevantes para
os objetivos propostos.

•

Conciliar a necessidade de compartilhar a informação com o respeito aos
critérios de segurança.

•

Considerar a gestão formal de todas as fases do ciclo de vida da
informação (aquisição, processamento, armazenamento, disseminação e
utilização).

•

Capitalizar o conhecimento gerado pela utilização da informação.

As Bibliotecas e Sistemas de Informação se vêem obrigadas a responder por
demandas de informação e tomadas de decisões com vistas a buscar alternativas
para gerir a multiplicidade de fontes de informação registrada em vários suportes.
Deve-se possuir capacidade de adaptar-se num entorno interno e externo de
aprender a aprender. As bibliotecas devem aprender a adaptar-se a todo tipo de
mudança em sua estrutura organizacional tendo em mente a capacidade de
inovar constantemente. Não basta estarmos atualizados precisamos estar na
vanguarda do desenvolvimento de modelos de aprendizagem de competências e
habilidades e de planejarmos programas de formação de usuários para a
competência no manejo da informação (COITO, 2005, 2006).
4

�Competências profissionais

A competência informacional no entorno bibliotecário tem se caracterizado por dar
ênfase na busca, no acesso e na avaliação da informação científica. O conceito
de competência informacional nos últimos anos tem sido estudado no âmbito de
aprendizagem de outras disciplinas associados ao uso das tecnologias de
informação e comunicação e no uso efetivo da informação.

Por outro lado, a competência informacional, também tem sido muito estudado no
cenário da Educação com novo enfoque centralizado no processo de ensino /
aprendizagem desde a educação escolar até o ensino superior na formação dos
estudantes com a correta utilização da informação (BAWDEN, 2002; ORTOLL,
2003).

A gestão de competências é um conjunto de conhecimentos, atitudes que influem
nos papéis e responsabilidades das organizações relacionadas com o
desempenho. Concentra-se em elementos tangíveis e mensuráveis numa escala
crescente em: características pessoais, atitudes, conhecimentos, habilidades e
comportamentos. Compreende conhecimentos básicos, técnicos, atitudes sociais
e capacidades relacionais em contexto profissional na organização. A gestão de
competência é uma abordagem da gestão na organização que tem por objetivo
melhorar o desempenho (PINTO e OCHOA, 2004). As autoras ainda apontam que
os fatores sociais de competência são:
Estratégia

Liderança

competência

inovação

aprendizagem

Gestão do conhecimento

5

�De acordo com Ângulo Marcial, (2003) competência em informação é a
capacidade dos bibliotecários em desempenhar efetivamente uma atividade de
informação utilizando o conhecimento, as habilidades, atitudes, destrezas e
compreensão necessária para cumprir os objetivos da informação. O termo
competência tem sido adequado no campo da Educação para significar o saber
fazer em contexto. O estudante deve apropriar-se dos conceitos fundamentais de
sua disciplina, aprender sua aplicação e integração para desenvolver-se com
êxito em sua etapa formativa, em seu desempenho profissional e na vida pessoal.

A American Library Association (ALA) (1998, 2000) e a Association of College and
Research Libraries (ACRL) (1987, 2003) definiram critérios para desenvolvimento
de Competências em Informação intitulado como Information Literacy publicando
Guias, Normas (Standards), Agenda de boas práticas como ferramentas para as
bibliotecas desenvolverem seus programas de competências em informação.

A ACRL (1987) esboçou um modelo de programas instrutivos para ajudar os
Bibliotecários a escreverem as instruções de que necessitam com o fim de
habilitar os bibliotecários a organizarem seus próprios programas de instrução e
relata: [...] o papel da Instrução Bibliográfica é fornecer não somente as habilidades
específicas aos estudantes, mas prepará-los para fazerem uso eficaz do sistema de
informação, das fontes de informação, dos recursos da biblioteca e a ensinar como eles
mesmos poderão fazer usos destas habilidades ao longo de toda vida.

No Brasil, com aplicação no ensino superior, Belluzzo et al. (2004) reportam:

Estudo e pesquisa exploratório-descritivo, com ações educativas
ligadas a Disciplina Métodos e Técnicas de Pesquisa em Educação,
ministrada aos cursos de graduação em pedagogia e especialização
lato sensu sob o enfoque dos princípios da Information Literacy:
competências para a formação permanente de professores na
sociedade do conhecimento. As autoras desenvolveram uma
metodologia de instruções para aprendizagem de competências no
manejo da informação por meio de uma série de habilidades
incluindo o uso dos recursos tecnológicos, com o apoio dos
seguintes instrumentos:

6

�• Guia de Pesquisa e uso de Informação em Diferentes Tipos de Fontes;
• Diagrama de Construção da Árvore Semântica do Projeto Investigativo.

A experiência
A experiência aconteceu por meio do Curso de Pós Graduação em Alimentos e
Nutrição quando um dos docentes ministrava sua disciplina formulando problemas
aos alunos incluindo o uso da Biblioteca, como parte do aprendizado em 1989.

Atualmente temos dois Docentes do Departamento de "Alimentos e Nutrição", que
em suas aulas aos alunos de "Pó-Graduação", incluem tarefas aprendendo
através de problemas, onde todos os pós graduando recebe uma tarefa onde terá
que realizar pesquisa bibliográfica sobre o tema recebido, apresentar seminário
na classe e apresentar trabalho seguindo o roteiro de cada tarefa.

Exemplo de problema:

O Docente recorta tabelas e gráficos com resultados de pesquisas já publicados
e o entrega ao aluno para que pesquise nas bases de dados, referências com
informações pertinentes ao assunto. O Bibliotecário orienta o aluno na realização
da pesquisa, seleção das referências, e como elaborar o fichamento da leitura dos
artigos, o resumo da leitura e os procedimentos de como escrever a introdução, a
metodologia, a discussão e a conclusão referente aos dados contidos no recorte.
(Este é um exemplo dos tipos de tarefas dos alunos do Mestrado e Doutorado em
Alimentos e Nutrição).

Os alunos do curso de Especialização em Homeopatia têm como foco principal de
aprendizagem de competências e habilidades, o tema da monografia de
conclusão de curso. No primeiro semestre, o Bibliotecário ministra uma aula
teórica sobre Metodologia da Pesquisa Bibliográfica, Acesso as Fontes de
Informações impressas e no formato eletrônicos e Normalização da Monografia
de conclusão de curso. Logo após a aula do Bibliotecário, um Docente da área de
Ciências Farmacêuticas ministra aula teórica de Metodologia da Pesquisa
Científica aplicada a pesquisa em homeopatia.

7

�No segundo semestre, os alunos cumprem oito horas de aulas práticas na
Biblioteca. Nesta etapa, o Bibliotecário orienta os alunos em grupos de três, sobre
o uso dos equipamentos informáticos e ao acompanham na elaboração na
estratégia de pesquisa, usos das Bases de Dados eletrônicas e nos documentos
impressos constantes do acervo da Biblioteca na área de Ciências da Saúde.
Paralelos a estas atividades, quatro Docentes acompanham as aulas orientando
os alunos também em grupos, na formulação do Problema de Pesquisa e na
forma em que os alunos deverão interpretar os dados e reportá-los no texto da
Monografia. Esta Disciplina consta no currículo do curso de Especialização em
Homeopatia.

Referentes aos alunos de graduação, têm dois Docentes do Departamento de
Fármacos e Medicamentos que há 11 (onze) anos, no primeiro bimestre do ano
eles ministram as aulas aos alunos do 3º ano de Graduação na Biblioteca,
ensinando-lhes na Disciplina "Introdução aos Fármacos" como utilizarem as obras
de referência: (Farmacopéias, Merck index, Handbooks, Bancos de dados e os
livros) para aprendizagem do conteúdo da disciplina. Nesta disciplina é o primeiro
contato que os alunos têm sobre desenvolvimento de medicamentos. Os
docentes agrupam os alunos e entregam uma tarefa com os nomes de duas
substancias químicas, onde uma é a substancia ativa e a outra é a substancia
inerte com a seguinte rota de pesquisa: procurar às propriedades físico-químicas,
toxicidade, solubilidade e as reações químicas destas substâncias. Ao final do
bimestre, os alunos apresentam seminário e fazem prova escrita sobre a
disciplina, e entregam uma monografia sobre as tarefas que cada grupo recebeu
de acordo com as Normas ABNT para trabalhos acadêmicos (Para os docentes
da Disciplina).

O primeiro mês os docentes ministram as aulas com a Bibliografia da disciplina.
No segundo mês, o Bibliotecário ministra treinamento na Biblioteca sobre como
usar a Biblioteca, seus catálogos, serviços oferecidos, bases de dados, Internet
para pesquisa, Referencias Bibliográficas, Normalização de trabalhos. Nesta
etapa, os Docentes junto com o Bibliotecário acompanham as atividades de
pesquisa desde a pesquisa bibliográfica, localização dos documentos no acervo,

8

�as dificuldades dos alunos em encontrarem as respostas sobre as tarefas até a
elaboração da monografia para conclusão da disciplina.
Competência informacional no ambiente de trabalho

No início da experiência trabalhávamos juntos aos docentes e alunos para
atender as necessidades das disciplinas como apoio ao ensino e à pesquisa. No
decorrer do tempo, a necessidade de respaldo para a formação de competências
para trabalharmos junto aos Docentes e alunos realizando pesquisa bibliográfica
sobre estudos de usuários encontramos a Instrução Bibliográfica e a Information
Literacy como apoio a formação de usuários, para planejarmos os servicos
fundamentados em normas e padrões da Ciência da Informação. Esta iniciativa
vem sendo desenvolvida em parceria colaborativa entre os docentes dos
Departamentos de Alimentos e Nutrição (alunos de Mestrado e Doutorado),
Departamento de Fármacos e Medicamentos (alunos do 3o. Ano de Graduação),
Curso de Especialização em Homeopatia e a Biblioteca. Os alunos vêm à
biblioteca com o problema formulado e o roteiro das tarefas com perguntas para
pesquisa no acervo da Biblioteca e em Bases de dados pertinentes a área do
conhecimento de cada disciplina.
O que esta experiência tem a ver com "Information Literacy?.

Através da análise e comparação de trabalhos na literatura científica sobre
Instrução

Bibliográfica,

Information

Literacy

e

relatos de

pesquisas

de

universidades que desenvolvem modelos de aprendizagem baseados em
problemas, observamos que a mesma metodologia é igual a dos docentes da
Faculdade de Ciências Farmacêuticas, utilizadas com os estudantes num
ambiente de interação entre Docentes e Bibliotecários. O diferencial entre os
estudos encontrados na literatura e a prática adotada pelos docentes, é que a
metodologia reportada está integrada no currículo do ensino das universidades
que as executam. Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas, a metodologia é
exercida como práticas de ensino integradas nas disciplinas de alguns docentes
na formação dos estudantes em aprenderem a utilizar a informação em todos os
aspectos, da formação profissional e produção de trabalhos acadêmicos.
9

�Nestes métodos adotados pelos docentes, os alunos recebem orientações e
treinamentos referentes aos problemas formulados e buscam somente as
informações que necessitam. A finalidade e objetivo é de introduzi-los no
ambiente de aprendizagem do conteúdo das disciplinas e dos recursos da
Biblioteca por meio das tarefas. Os alunos recebem orientações sobre o uso da
Biblioteca, da documentação científica constante no acervo, em outros acervos,
bases de dados relacionadas aos assuntos de suas tarefas e também onde
buscar os documentos e como trabalhar as informações para apresentação das
tarefas aos docentes, em forma de trabalhos acadêmicos.
Formação de usuários
As atividades de formação de usuários desta modalidade são desenvolvidas a
partir da seleção de temas previamente definidos pelos Docentes para todos os
alunos. O aprendizado de competências no manejo da informação é realizado
através de aula de apresentação sobre a Biblioteca, servicos e produtos,
Normalização documentária ABNT e Apostila realizada pela Biblioteca como
norteadores do processo de aprendizagem.

Neste processo os alunos devem:
• Desenvolver as habilidades necessárias para o uso das novas tecnologias;
• Conhecimento básico do sistema informático como elementos de hardware,
software, uso dos processadores de textos, criação de imagem digital, captura de
textos, criação de pastas, arquivos, salvar documentos, gravar documentos em
disco ótico e segurança dos equipamentos e uso da rede Internet.
• Conhecer e entender várias fontes de referência (primária, secundária e
terciária);
• Realizar o acesso físico e virtual a estas fontes;
• Definir o problema de informação e identificar os conceitos de que se necessita
pesquisar;
•

Elaborar a estratégia de busca delimitando os conceitos padronizados de

acordo com descritores autorizados na literatura.
• Identificar e encontrar nas fontes de informação a informação necessária;
• Ler e analisar as informações encontradas;
10

�•

Sintetizar e utilizar a informação comunicando o resultado da pesquisa em

forma de trabalho acadêmico  a monografia.
Devem ainda ter conhecimento dos tipos de materiais que irão encontrar, como:
•

Catálogos de bibliotecas, índices, periódicos, teses, citações, vocabulário

controlado,

operadores

booleanos,

abstracts,

dicionários,

almanaques,

enciclopédias, Atlas, discussões on-line, sites, etc.
Mediação ao acesso a informação
•

Formação e treinamento de usuário.

•

Desenvolver Programas de formação de usuários baseados em problemas.

•

Desenvolver materiais didáticos através de mapas conceituais e
representações visuais com recursos tecnológicos de aprendizagem.

•

Alfabetização informativa e digital.

•

Usos de Bases de dados on-line.

•

Intercâmbio de materiais bibliográficos.

•

Disseminação da informação baseado em perfil de usuário.

•

Capacitação de usuário para uso dos recursos da Biblioteca.

•

Capacitação de usuário no manejo de equipamentos informáticos.

•

Serviço de referência e apoio à pesquisa em fontes de informação em
suportes impressos, eletrônicos e na Web.

•

Serviço de empréstimo e consulta.

•

Acessória técnica e normalização de originais e trabalhos acadêmicos.

Nahl (1999), apresenta as dificuldades encontradas pelos usuários nos primeiros
contatos com as fontes de informação e o acesso às bases de dados on-line e
como construir a estratégia de pesquisa. A autora orienta como preparar e
escrever a instrução aos estudantes e para a necessidade de estender a
assistência aos usuários mesmo depois do treinamento incluindo material
impresso sobre a Instrução. Salienta também a importância de disponibilizar a
Instrução em ambiente on-line para uso posterior. Devido à complexidade da
busca on-line ela afirma que é necessário descobrir qual tipo de Instrução que
deverá ser escrito, em que nível e com que freqüência a Instrução deve ser dada
ao usuário.

11

�Estrin (1998) complementa que é necessário a prática da reengenharia dos
programas de servicos das Bibliotecas para:
Mudança organizacional onde a prática da gerência utiliza as teorias
dos processos, das tecnologias emergentes, dos diversos estilos de
aprendizagem e das influências pedagógicas da Instituição para
desenvolver o programa de servicos da Biblioteca.
Prática de gerência instrutiva, que coordena, educa e conduz os
bibliotecários a fornecerem os meios, a criarem produtos originais
para educar os usuários através de programa educacional de
Instrução da Biblioteca.

Para concluir, a aquisição de habilidades informativas torna-se necessário que as
Bibliotecas e os Bibliotecários respondam as necessidades educacionais de
formação integrando nos programas de instrução, as melhores práticas, pois só o
saber, o saber-ser, o saber-fazer e o querer-saber-fazer poderá acreditar o
profissional a exercer e a desenvolver no cenário bibliotecário, competências,
destrezas, habilidades e aprendizagem durante toda a vida profissional e pessoal.
Considerações finais
As Bibliotecas Universitárias devem facilitar o estudo, a formação e acesso
adequado aos usuários fundamentado na informação e no conhecimento. A
capacitação constante é a resposta para aquisição de habilidades frente aos
desafios no que tange as inovações tecnológicas e sua obsolescência na área de
Ciência da informação.

Jantz (2001) destaca que a descontinuidade tecnológica pode ser uma nova
tecnologia ou o re-desenho de tecnologias já existentes que dão como resultado,
o desaparecimento de um produto ou serviço. Por outro lado, a Internet e a Web
representam descontinuidade tecnológicas para a Biblioteca e, por tanto ambas
representam uma oportunidade e uma ameaça para o futuro. O ensino e a
aprendizagem estão sendo transformados pela revolução digital. Para lograr

12

�êxitos, não devemos continuar oferecendo os mesmos servicos com os mesmos
recursos informativos no entorno eletrônico.

O Serviço de Referência deve habilitar o usuário a encontrar toda e qualquer
informação necessária à sua pesquisa com a maior agilidade possível. A
transformação da Biblioteca deve iniciar através de sua cultura organizacional. Os
Bibliotecários precisam reinventar a Biblioteca em cenários com novas práticas de
inovação e gestão organizacional.
De que adiantará os novos equipamentos ou as novas tecnologias se não
tivermos o conhecimento ou a disposição para aprendermos e ensinarmos
através deles? Os profissionais que desejam permanecer na vanguarda do
desenvolvimento de competências precisam descobrir e estar consciente do que
não se sabe que não sabe, a contentar-se em saber o que se sabe. O que
desconhecemos poderá ser mais importante para promover novos serviços.
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Higher Education. Final Report. 2000. 20 p. Disponivel em:
&lt;http://www.ala.org/ala/acrl/acrlstandards/standards.pdf&gt;. Acesso em: 07 maio 2004.
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An Update on the American Library Association Presidential Committee on
Information Literacy: Final Report. Whashington, D.C., 1998. Disponivel em:
&lt;http://www.ala.org/ala/acrl/acrlpubs/whitepapers/progressreport.htm&gt;. Acesso em:
07 maio 2004.

ÂNGULO MARCIAL, Noel. Normas de competencia
Biblioteconomia
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11,
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13

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Disponível em: &lt;http://www.um.es/fccd/anales/ad05/ad0521.pdf&gt;. Acesso em 15
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14

�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Apresenta o cenário da gestão da informação, a partir das tecnologias da informação e comunicação e seu impacto nos serviços de informação e na formação de usuários, com ênfase ao aumento da informação eletrônica. Mostra como a Internet modificou a forma de trabalho dos bibliotecários, com novos recursos de interação através do domínio de novas técnicas de recuperar a informação baseada nos conceitos de hipertexto e hipermídia. Indica a necessidade de competências profissionais, repensar a mediação utilizando os novos suportes digitais e seu armazenamento e os meios de transmissão de documentos na Web. Reflete a necessidade de aprendizagem dos novos equipamentos, vinculados ao conhecimento, competências e habilidades e a vontade do profissional da informação, na utilização destes novos recursos que essa transição nos proporciona. De que adiantará os novos equipamentos ou as novas tecnologias se não tivermos o conhecimento ou a disposição para aprendermos e ensinarmos através deles?</text>
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