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                  <text>FUNÇÃO SOCIAL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA:
ACESSO LIVRE À INTERNET
Kátia de Carvalho1
kcarvalho@ufba.br

Maria da Graça Gomes Almeida2
mggomes@ufba.br

Marivaldina Bulcão Reis3
mbreis@uneb.br

Resumo
Na sociedade da informação e do conhecimento o uso dos recursos tecnológicos tem
proporcionado cada vez mais a integração entre os usuários e as fontes de
informação. Esse estudo aborda a função social das bibliotecas universitárias, diante
das mudanças provocadas pela explosão da informação, através das tecnologias da
informação e da comunicação. O eixo norteador desse trabalho é refletir o
desempenho do serviço de acesso livre à Internet oferecido pelas bibliotecas
universitárias: Biblioteca Central Reitor Macedo Costa/Universidade Federal da Bahia
e Biblioteca Edvaldo Machado Boaventura /Universidade do Estado da Bahia. A
pesquisa tem o objetivo de traçar o perfil dos usuários e detectar os principais
recursos da Internet/Informática que são utilizados. A partir dos resultados obtidos,
aponta-se para a importância do serviço de acesso a Internet, com ou sem mediação
de um profissional da informação, ressaltando que no âmbito das bibliotecas
acadêmicas, esse serviço configura-se como um espaço democrático de conexão
dos usuários com os aparatos tecnológicos disponíveis nas universidades e como
mais um serviço de disseminação da informação. As considerações finais sinalizam a
acuidade do treinamento de usuários para a pesquisa na Internet e recomenda a
otimização desse serviço nas bibliotecas universitárias comprometidas com a gestão
e disseminação do conhecimento e da informação.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Função Social. Pesquisa Acadêmica. Internet.

Mediação.

1

Doutora em Ciência da Informação/Profa. Titular do ICI
Universidade Federal da Bahia Instituto de Ciência da Informação / Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação
End: Av Reitor Miguel Calmon, s/n - Vale do Canela
CEP: 40110-906 Salvador- BA - Brasil
2
Mestranda em Ciência da Informação -Bibliotecária de Referência da UFBA
Universidade Federal da Bahia/Instituto de Ciência da Informação / Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação
3
Mestranda em Ciência da Informação -Bibliotecária da UNEB
Universidade Federal da Bahia/Instituto de Ciência da Informação / Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação

1

�INTRODUÇÃO
As universidades e as bibliotecas universitárias são mecanismos estratégicos que
ajudam a capacitar às nações a suscitar conhecimento e transformá-lo em vantagem
competitiva fomentando a riqueza e o crescimento. Segundo Cunha (2000, p. 87),
[...] à medida que um povo educado e com conhecimento se transforma no
elemento-chave da prosperidade, segurança e bem-estar social, a
universidade, nessa era de transformações rápidas, destaca-se como uma
das mais importantes instituições de nosso tempo.

É evidente o desempenho das universidades em beneficiar a sociedade,
principalmente porque visam a formar e capacitar pessoas, a incentivar a produção,
o registro do conhecimento e a apoiar o desenvolvimento de pesquisas e as
atividades de extensão, fortalecendo o país como um todo. Pela mesma
performance, as bibliotecas universitárias, ao apoiarem as atividades de ensino,
pesquisa

e

extensão

das

universidades,

têm

papel

preponderante

no

desenvolvimento da sociedade, pois são mediadoras no processo de geração e
produção do conhecimento.
A efetivação deste artigo se deve a uma pesquisa realizada junto às bibliotecas
universitárias (BU) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade do
Estado da Bahia (UNEB). A pesquisa concentra-se e reduz ao âmbito das salas de
acesso livre a Internet da Biblioteca Central Reitor Macedo Costa (UFBA) e da
Biblioteca Edvaldo Machado Boaventura (UNEB). O referido universo está composto
por 200 usuários de cada unidade, escolhidos aleatoriamente. As salas da Internet
atendem das 8h às 21h interruptamente. Vale acrescentar, que este serviço da
Biblioteca Central Reitor Macedo Costa atende também a comunidade externa, o
que não ocorre com a Biblioteca Edvaldo Machado Boaventura.
A coleta de dados foi efetuada junto aos usuários das bibliotecas universitárias por
meio de um questionário, que inclui dados tanto qualitativos como quantitativos sobre
a sala da Internet e sobre o informante. Na elaboração do questionário, dedica-se à
primeira parte à descrição dos usuários, as perguntas incluídas nesta parte,
conduziram ao esboço de um breve perfil.

2

�BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
O professor, bibliotecário, um dos patriarcas da Biblioteconomia, José Nery da
Fonseca (1979, p.13), afirma que as primeiras bibliotecas brasileiras começaram
com os colégios da Companhia de Jesus. Assim que os padres Jesuítas chegaram
ao Brasil, começaram eles a pedir livros. "Em Portugal - informa o Pe. Serafim Leite
na Suma histórica da Companhia de Jesus no Brasil - não se esqueceram do pedido,
e antes do fim do ano chegaram à Bahia duas caixas de livros, humilde início da que
seria daí a dois séculos a maior biblioteca do Brasil".
A biblioteca universitária surgida na Idade Média tem como objetivo fornecer infraestrutura bibliográfica e documental aos cursos, pesquisas e serviços mantidos pela
universidade, ela está sedimentada nas bibliotecas das ordens religiosas que deram
sustentação ao movimento de criação das universidades. Cronologicamente, em
1920, foi criada a primeira universidade brasileira no Rio de Janeiro. Em seguida, a
de São Paulo em 1934, a da Bahia e a de Pernambuco, em 1946 e com elas as
primeiras bibliotecas universitárias. Com a Revolução Francesa, a produção do
conhecimento intensificou o saber científico e a necessidade do controle do registro
do conhecimento. Nesse período, a biblioteca universitária é percebida como gestora
do conhecimento que produz e que nela circula. Ressaltando Carvalho (2004, p.81),
assim, da função de “depósito do saber” até atingir o status de “espaço do
saber”, as bibliotecas passaram por etapas que representam o seu
amadurecimento, sem perder de vista sua relação direta com a socialização
do conhecimento, quer no seu formato tradicional, quer no seu formato
eletrônico, o seu grande desafio atual.

As bibliotecas independentes da sua tipologia têm aderido às mudanças,
desenvolvendo da melhor forma possível a sua função de geradora de cultura, saber
e memória, além de produzir, armazenar, organizar e disseminar a ampliação do
conhecimento na sociedade contemporânea. As bibliotecas universitárias têm a
missão de prestar serviços de informação técnico-científica à comunidade acadêmica
e externa, dando apoio ao ensino, pesquisa e extensão e são responsáveis pelo
tratamento, armazenamento e disponibilização do acervo nelas existentes.
Lembrando as palavras do ex-reitor e professor da UFBA Felippe Serpa proferidas
no KM Brasil 2003, quando afirma
3

�o conhecimento virou fator de produção, ele se desenvolve graças à
universidade, e esse conhecimento é fundamental para qualquer instituição,
em qualquer nível. A convivência de personalidades, a convergência é que
ela dá as características à universidade. Todos são necessários mas não
são suficientes.

A partir de 1980, a biblioteca universitária abandonou a performance de estrutura
descentralizada e passou a ser órgão coordenador para as bibliotecas setoriais.
Nesta perspectiva, as bibliotecas universitárias acompanharam a dinâmica do seu
macro ambiente e entraram em uma fase de transição adaptando-se as mudanças
sociais, econômicas e tecnológicas disponibilizando a informação em redes e
socializando o conhecimento.
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: SOCIALIZANDO O CONHECIMENTO
Na sociedade contemporânea o conhecimento passou a ser um recurso estratégico
nas instituições, a universidade e a biblioteca acadêmica estão envolvidas com a
geração e disseminação desse conhecimento. As bibliotecas são espaços sociais
que sempre guardaram a memória humana registrada e com a responsabilidade de
prover acesso às informações armazenadas, contribuindo para o desenvolvimento de
uma sociedade mais humana e digna. Como afirma Targino (2000, p.1), “[...] a
biblioteca é e sempre foi à instituição social a que compete exercer as funções de
preservação e disseminação das informações, e por conseguinte, o bibliotecário, o
profissional encarregado de concretização de tais objetivos”.
Diante do progresso das tecnologias, as formas de comunicação evoluíram, a
construção, a classificação e o compartilhamento do conhecimento e da informação
respaldam novas maneiras de categorizar o mundo, apresentando novas etapas
cognitivas do conhecimento humano. Ao utilizar e incorporar em suas práticas
cotidianas as tecnologias de informação e comunicação, as bibliotecas acadêmicas
alteraram as formas de sociabilidade, implicando o redimensionamento dos papéis
sociais dos atores que nela atuam.
Neste cenário, várias transformações se processam, principalmente nos ambientes
e nas práticas profissionais, provocando modificações na atuação dos bibliotecários.
A Internet no uso das suas ferramentas permite as pessoas “se conhecerem” e
4

�interagirem sem contato físico. Nesse ínterim, quando a biblioteca possuía os
registros de informação apenas nos suportes impressos, a sociabilidade entre
bibliotecários e usuários era uma interação face a face, baseada na comunicação
oral. Com o registro das informações em suportes eletrônicos através da automação
das bibliotecas mais serviços foram oferecidos aos usuários. As máquinas passaram
a fazer parte do processo de mediação entre os agentes profissionais e os serviços
de organização, busca e recuperação da informação. Essa socialização determina os
papéis sociais e o desenvolvimento das práticas dos profissionais da informação e
enaltece o relacionamento destes profissionais com os usuários. Para Carvalho e
Kaniski (2000, p.37),
[...] para assumir a posição de provedores de acesso à informação, as
bibliotecas precisam rever seus processos, repensando a dimensão dos
serviços e produtos desenvolvidos, pois o usuário de hoje diferencia-se
daquele que “apertava parafusos” na era industrial.

A biblioteca universitária, conectada

às novas tecnologias é responsável pela

integração entre usuários e fontes de informação, reforçando o desenvolvimento dos
cidadãos. As tecnologias permitem o acesso ao conhecimento e as

bibliotecas

devem buscar ações e ferramentas que permitam localizar, filtrar, organizar e resumir
informações que sejam úteis ao usuário

independente do lugar que eles se

encontrem e as informações estejam localizadas.
A rede mundial de computadores tem possibilitado a transferência de um grande
volume de informação e com rapidez, que deverá trazer entre outras facilidades a
socialização de tecnologias entre pólos distantes e a disseminação de pesquisas e
da educação através da informação multimídia, abrindo um novo paradigma para a
comunicação de dados. Enquanto o telefone levou 74 anos para conquistar 50
milhões de usuários, a Internet em menos de 4 anos atingiu esse marco, o que
representa apenas 10 % da população que possuem microcomputadores, formando
uma pequena elite informacional (CUNHA, 2000). A biblioteca pode contribuir para
corrigir este desequilíbrio disponibilizando o serviço de acesso à Internet.
O uso da Internet nas bibliotecas vem sendo direcionado por políticas de uso, que
buscam resgatar as questões legais e controlar o uso desses recursos. A questão de
5

�regulamentação do uso da Internet nas bibliotecas delega aos usuários a
responsabilidade pelo material acessado.
As bibliotecas são equipamentos sociais de uso coletivo. Em um país onde o acesso
à Internet ainda é caro, é o papel da biblioteca tornar a Internet um serviço de uso
coletivo, e requer dos bibliotecários, criatividade para otimizar o uso dos recursos
disponíveis na Internet disponibilizando novos serviços informacionais. Por
conseqüente, essas tecnologias podem significar exclusão social dos que podem ter
acesso a ela e os que não podem. Neste sentido, cresce a responsabilidade das
bibliotecas de garantir o acesso público e qualificado aos usuários, tornando ainda
maior a importância do papel do bibliotecário e demais profissionais da informação
como mediadores entre a informação e os usuários. Cabe a estes profissionais
identificar, entender, decodificar, e atuar criticamente, para selecionar, adquirir,
organizar, distribuir e preservar os recursos de informação e também garantir aos
usuários o direito a todas as oportunidades decorrentes do caráter interativo da
Internet (MARCONDES, 1997).
O bibliotecário tem a capacidade de não deixar o usuário acessar à informação
aleatoriamente, mas em alertar e antecipar a chance de um contato com a
informação disponibilizada. Esse profissional no exercício da sua profissão deve
resplandecer a sua cidadania que refletirá na competência técnica e administrativa
relativa à informação, que Targino (1991, p.158), exemplifica como: “selecionada,
organizada, em linguagem acessível e, necessariamente organizada”, e na
responsabilidade de zelar e fazer compartilhar o exercício da cidadania ou seja, “a
participação real na vida do País, através do aceso à informação”. Compromisso de
grande responsabilidade social. Oddone (1998, p.27), reforça
o trabalho do profissional bibliotecário deve configurar-se, de fato, como
tarefa de mediação, de interfaceamento, de filtragem, de elo de ligação no
processo de apropriação de novos conhecimentos, requerendo
qualificações diferenciadas e em constante evolução.

Diante deste contexto,

o profissional da informação como mediador investe na

educação do usuário, com a finalidade de torná-lo cada vez mais independente,

6

�conquistando sua autonomia na busca e no acesso a informação e a tudo que ela
oferece. Como ressalta Davenport (2003, p.134),
os antigos bibliotecários afastaram-se da rotina de pegar informações que
os usuários sabiam que existiam, mas que não conseguiam achar, e
passaram a estimular os usuários a pegar suas próprias informações
através de pesquisas no banco de dados ou de transações bibliotecárias
terceirizadas.

CENÁRIOS DA PESQUISA
Biblioteca Central Reitor Macedo Costa / UFBA
A Biblioteca Central - BC, coordenadora do Sistema de Bibliotecas - SIBI da
Universidade Federal da Bahia é institucionalizada como órgão suplementar,
diretamente subordinada à Reitoria. Está estruturada em grandes divisões: Divisão
de Formação de Desenvolvimento de Coleções, Divisão de Processamento Técnico,
Divisão de Informação e Atendimento ao Leitor e Divisão de Coleções Especiais.
Além da responsabilidade

de coordenar o SIBI, desenvolve atividades de

processamento técnico e serviços referenciais para atendimento às necessidades de
informação dos usuários. Com as incorporações de algumas bibliotecas setoriais
desde de 1998, a BC reúne acervos de várias áreas do conhecimento, de livre
acesso, com aproximadamente

163.671 exemplares de livros, 6.451 títulos de

periódicos nacionais e estrangeiros e 6.939 teses e dissertações.
A BC por suas características peculiares, atende a toda comunidade interna e
externa. Conforme dados do Relatório Estatístico UFBA em Números 2005, a BC
possui 6.884 leitores inscritos, realizou 60.143 empréstimos de livros a comunidade
acadêmica e

18.755 consultas ao acervo local, treinou 1.368 usuários

para a

pesquisa e acesso a informação utilizando as novas tecnologias. Os serviços e
produtos oferecidos são: consulta local;
empréstimo entre bibliotecas;
científicos

empréstimo domiciliar automatizado;

orientação para a normalização de trabalhos

e referências bibliográficas; pesquisa

orientada em bases de dados

nacionais e internacionais; acesso a bases de dados do SIBI/UFBA; acesso ao Portal
de Periódicos da Capes; atendimento personalizado ao usuário in loco e através de
e-mail; comutação bibliográfica on-line; visitas orientadas; programa de treinamento
de usuários; disseminação da informação através de e-mail, site do SIBI, alertas
7

�bibliográficos, folders, guiais entre outros; e acesso livre a Internet através da sala
de pesquisa denominada Mezanino Virtual.
O Mezanino Virtual coordenado pela Seção de Referência é um espaço democrático,
destina-se a servir a comunidade UFBA e usuários externos na busca de informação
através da Internet. Criado em 1º agosto de 2005, funciona em uma sala com 6
computadores, mural para divulgação de bases de dados, sites e outras informações
úteis para os estudantes. É um serviço de auto-atendimento, tem uma freqüência
anual de

aproximadamente 20.500 usuários de quase todos os cursos da

Universidade e da comunidade externa. Dentre os cursos com maior percentual,
existe uma predominância dos alunos que estudam próximo a BC, com exceção dos
alunos do curso de Ciências Naturais. As principais normas de utilização são: 1) Não
é

permitido o acesso a sites pornográficos, as salas de bate-papo, jogos entre

outros; 2) O atendimento será feito de acordo com a ordem de chegada; 3) O tempo
máximo de utilização é de 45 min (quarenta e cinco minutos); 4) O usuário ficará
responsável pela conservação do equipamento sob sua guarda durante seu período
de utilização; 5) Não será permitido, em nenhuma hipótese, alterar a configuração
dos equipamentos, incluir ou excluir programas.
Biblioteca Edvaldo Machado Boaventura /UNEB
A Biblioteca da Universidade do Estado da Bahia teve sua origem na Biblioteca do
Centro de Educação Técnica da Bahia, CETEBA criada por iniciativa do prof.
Fernando Brandão de Souza, então diretor da instituição. Foi inaugurada em 14 de
janeiro 1971 e recebeu o nome de Biblioteca Edvaldo Machado Boaventura em
homenagem ao então secretário de Educação e Cultura, que muito se empenhou
pela Instituição. Essa Biblioteca funcionou em sala própria, no prédio do CETEBA em
Ondina até o início de março de 1979, quando o órgão foi transferido para as
instalações do Campus de Narandiba no Cabula.
A Biblioteca Edvaldo Boaventura coordenadora do Sistema de Bibliotecas da
Universidade do Estado da Bahia, constituído por ela e mais 24 bibliotecas setoriais,
localizada nos diversos campi, em todo interior da Bahia. Diretamente subordinada à
Vice-Reitoria, está estruturada em setores: Setor de Coleção Geral , Setor de
8

�Processamento Técnico, Setor de Periódicos e Setor de Referência, Setor de
Multimeios, Setor de Intercâmbio. Além da responsabilidade de coordenar e planejar
o SIBI, a BC desenvolve atividades de processamento técnico quanto a registro,
catalogação e indexação do material bibliográfico e também presta serviços
referenciais para atendimento às necessidades de informação da comunidade
interna e externa, como empréstimo interbibliotecário, orientação à normalização dos
trabalhos acadêmicos e normalização de revistas da própria instituição, acesso ao
Portal de Periódicos CAPES, comutação bibliográfica (COMUT), pesquisa orientada
em

bases de dados nacionais e internacionais; acesso a bases de dados do

SIBI/UNEB. Possui acesso livre ao acervo que é aproximadamente 17.224 títulos e
45.113 exemplares de livros, 254 de periódicos nacionais. Por não haver uma
biblioteca comunitária nas proximidades, a BC tem a missão de atender à
comunidade externa, incluindo os alunos de 1º e 2º graus dos colégios próximos à
instituição.
Diante dos dados do Relatório Estatístico da UNEB/ 2005, o Sistema de Biblioteca da
UNEB possui 2.500 leitores inscritos, realizou 72.905 empréstimos de livros a
comunidade acadêmica e 71.206 devoluções de livros. A sala de acesso da Internet,
foi criada em 2002, dispõe de 12 máquinas, pelas normas, cada um dos usuários
pode permanecer pesquisando no computador por 30 minutos, estendendo esse
tempo o usuário deve passar para o próximo da lista. Nesta sala, encontra-se um
funcionário em cada turno, que media o serviço para os usuários.
TRABALHO DE CAMPO: DISCUSSÃO E ANÁLISE
Diante deste cenário, em que as bibliotecas universitárias estão se adaptando aos
serviços eletrônicos, procurou-se verificar a função social dessas bibliotecas, diante
das mudanças provocadas pela explosão da informação, como também, refletir o
desempenho do serviço de acesso livre à Internet oferecido pelas bibliotecas:
Biblioteca Central Reitor Macedo Costa/Universidade Federal da Bahia e Biblioteca
Edvaldo Machado Boaventura/Universidade do Estado da Bahia. A pesquisa teve
como objetivo traçar o perfil dos usuários,

detectar os principais recursos da

Internet/Informática que são utilizados e identificar a necessidade de mediação para
o uso da Internet.
9

�A

amostra

total

estudada

foi

composta

por

400

usuários

selecionados

aleatoriamente, sendo 200 de cada instituição. A distribuição dos usuários por sexo
verifica-se que a maioria da população estudada é do sexo feminino em ambas as
universidades, o que confirma os dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais, 1996-2003) que nas universidades

brasileiras existem

mais estudantes do sexo feminino. Ao observar os níveis hierárquicos na estrutura
acadêmica, a invasão das mulheres é impressionante. Os dados mostram que a
presença feminina supera a masculina em quase todos os níveis de ensino,
principalmente, nas universidades. O último levantamento do INEP constatou que as
mulheres tornaram-se maioria nos cursos de graduação da rede pública e privada,
respondendo por 56% das matrículas de 2003.
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

74,0%
64,0%

30,5%
14,0%

Menos de
20 anos

UFBA

10,0%
4,0%

Entre 2030 anos

Entre 3040 anos

1,0%

2,0%

0,5%

0,0%

UNEB

Entre 40- Mais de 50
50 anos
anos

Gráfico 1 – Idade da população

Quanto à faixa etária da população em estudo, verifica-se que 64% dos usuários da
UFBA e 74% da UNEB, têm entre 20 e 30 anos. Observa-se conforme gráfico 1,
que os alunos da UFBA são mais jovens do que os da UNEB.
Outro
Pós-graduação

2,0%
0,0%
8,5%
7,0%
89,5%
91,0%

Superior cursando
Médio
Fundamental

0,0%
2,0%
0,0%
0,0%

UFBA
UNEB

0,0% 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,
%
%
%
%
%
%
%
%
%
0%

Gráfico 2 – Grau de escolaridade

Apesar do Mezanino Virtual da UFBA atender também a comunidade externa,
constata-se que a maioria dos usuários é da Universidade, registrando apenas 1,5%
10

�de usuários externos.

Na UNEB também foi detectada a presença de 2% de

usuários de outras instituições. Com referência ao grau de escolaridade,

como

mostra o gráfico 2, a maioria dos alunos da UFBA e da UNEB estão cursando o
nível superior, resultado esperado, visto que a maior parte dos estudantes nestas
universidades é de graduação. Um dado relevante é a baixa freqüência de alunos
da pós-graduação, sendo um percentual 8,5% dos alunos da UFBA e 7,0% dos
alunos da UNEB.
Objetivando verificar a situação profissional dos usuários das salas de Internet,
observou-se que a maioria é estudante, 78% da UFBA e 74% UNEB. Os dados
coletados revelaram também que 13% dos estudantes da UFBA e 16% da UNEB,
estão procurando emprego. Pode-se inferir que os alunos têm aulas em horários
alternativos e não conseguem conciliar trabalho e estudo. Sendo que boa parte
consegue estagiar para ter uma pequena renda que ajude a se manter na
universidade.
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

61,0%
48,5% 51,0%
39,0%
Sim
Não
0,5%

UFBA

0,0%

Não respondeu

UNEB

Gráfico 3 – Possui computador

Outro ponto de interesse para o estudo foi verificar se os alunos possuem
computador, a pesquisa revelou que 51% da UFBA e 61% da UNEB não possuem,
esse dado, nos reporta a um depoimento do usuário da UNEB “quem me dera”,
demonstrando na sua fala, o computador parece ser um “bem inalcançável”.
Enquanto 48,5% da UFBA e 39% da UNEB têm computador em casa. Este dado
mostra um número elevado de usuários que mesmo tendo computador em casa
utilizam as salas de Internet das universidades.
Instados a explicar porquê tendo computador buscavam este serviço, os principais
motivos foram: acesso a Internet gratuita, fazer trabalhos acadêmicos, aproveitar
horários vagos entre as aulas, pesquisar no Portal Capes, relaxar entre outros,
sendo o maior percentual 40% dos alunos da UFBA e 46% da UNEB porque não
11

�tem acesso a Internet em casa. No Brasil o percentual de pessoas com acesso a
Internet é muito baixo, como mostra a Estatística Nacional do E-commerceOrg
(2006), que em 2005, apenas 13,9% da população brasileira tinham acesso a
Internet, gerando uma elite informacional. Como nos movemos para um mundo
centrado na tecnologia, é importante assegurar que todos os segmentos da
sociedade tenham acesso a tecnologia necessária. Não é à toa a desesperança que
pudemos observar nos olhos e na fala dos alunos que freqüentam as salas de
Internet. Neste ponto pode-se inferir a importância da promoção deste serviço pelas
universidades brasileiras, garantindo aos usuários o acesso público e qualificado a
Internet.
0,2%
1,0%

Não respondeu

1,0%
2,0%

Outros
Processador de texto

10,1%

6,0%

Jogos online

0,5%

3,0%
3,1%

Multimídia

9,0%
7,7%

Busca de emprego

13,0%

2,9%
3,0%

Cursos online

3,2%
3,0%

Planilha eletrônica

1,5%
1,0%

Compras

30,5%
29,0%

Pesquisa escolar
Correio eletrônico

23,0%

Bate-papo online
0,0%

7,0%

5,0%

10,0%

26,3%

UFBA
UNEB

13,0%

15,0%

20,0%

25,0%

30,0%

35,0%

Gráfico 4 – Principais usos da Internet/Informática

Para controlar o uso dos recursos da Internet, as bibliotecas acadêmicas, assim
como em ambientes empresariais, vem sendo orientado por políticas de uso. Em
relação aos usos da Internet/Informática o percentual mais alto para os usuários da
UFBA foi:

trabalhos e pesquisas escolar (30,5%), seguido de correio eletrônico

(26,3%), bate-papo on-line (13%), processador de texto (10,1%), busca de emprego
(7,7%). Já na UNEB verifica-se um percentual significativo de usuários a procura de
emprego (13%), trabalhos e pesquisa escolar (29%), correio eletrônico (23%),
processador de texto (6%) e bate-papo on-line (7%). Na Declaração dos Direitos das
Bibliotecas (ALA, 1999), estabelece a política de acesso a informações eletrônicas,
serviços e redes, neste documento fica explicito os direitos de acesso à informação
ou fontes de informação e à privacidade a todos os usuários. (CUENCA, 2000).

12

�90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

84,0%
71,0%

Sim

28,0%

Não

15,0%
1,0%

1,0%

UFBA

Não respondeu

UNEB

Gráfico 5 – Possui habilidade para pesquisar na Internet

Os usuários estudados revelam ter autonomia no uso do computador e da Internet,
como mostra o gráfico 5, 84% dos usuários da UFBA e 71% da UNEB afirmam que
possuem habilidade no uso do computador e da Internet. Como ressalta Rocha
(2006 p.11), “jovens que pertencem ao que chamamos de “geração ALT+TAB”, numa
alusão às duas teclinhas do computador que permitem que tendo várias janelas
abertas, o navegante possa pular de uma para a outra em um simples clique, coisa
que esta meninada faz sem um piscar de olhos”.
80,0%
60,0%

60,0%

53,5%
41,5%

UFBA

40,0%
20,0%

20,0%

UNEB

20,0%
5,0%

0,0%
Sim

Não

Não respondeu

Gráfico 6 – Gostaria da mediação do bibliotecário para acesso à Internet

A informação assume papel prioritário no processo de desenvolvimento da
sociedade, as tecnologias da informação agilizam e facilitam seu acesso e
prescindem da presença e interveniência dos bibliotecários. Nesta perspectiva, a
pesquisa verificou se o usuário gostaria de contar com a ajuda de um bibliotecário
para fazer pesquisa na Internet, verificou-se que 53,5% da UFBA e 20% da UNEB
disseram que não precisavam de ajuda, mas um percentual de 41,5% da UFBA e
20% da UNEB considera importante a mediação de um bibliotecário. Na UNEB, o
questionário foi aplicado em forma de entrevista pelo funcionário interrogando
diretamente o usuário, verifica-se que os estudantes optaram por não responder a
questão. Deduzindo que os usuários ficaram inibidos em responder a questão na
presença

do pesquisador. Questiona-se muito a importância do provável

desaparecimento do bibliotecário de referência, já que o usuário tem acesso à
13

�vastidão de informação digital. Entretanto, analisando a situação difícil dos
maquinários de busca de recuperar informações relevantes, parece que o
profissional de mediação da informação ainda tem muito que fazer. As bibliotecas
estudadas, através da Seção de Referência oferecem orientação aos usuários na
busca de informações na Internet, individualmente ou por meio de programas de
treinamento de usuários.
6%

UFBA

UNEB

20%

21%

0%

73%

Sim
Não
Não respondeu

Gráfico 7 – Gostaria de fazer treinamento

Sim
80%

Não
Não respondeu

Gráfico 8 – Gostaria de fazer treinamento

Embora a maioria dos usuários afirma que não precisa da mediação do profissional
da informação, 73% dos alunos da UFBA e 20% da UNEB, desejam receber
treinamentos para acesso aos recursos informacionais das bibliotecas. Nesta
pergunta, também se verifica que a maioria dos usuários da UNEB não respondeu,
talvez por não reconhecer a importância do treinamento para dinamizar a busca da
informação na Internet. Seria necessário fazer uma nova pesquisa para averiguar o
verdadeiro motivo das abstenções.
As atividades de educação do usuário são importantes e executadas pelo serviço
de referência, os bibliotecários ainda continuarão a ensinar as pessoas a fazer
melhor proveito dos recursos informacionais existentes nas bibliotecas. Diante disso,
o bibliotecário de referência deve exercer as habilidades de mediador, como ressalta
Dias (2004, p.3), “o papel de educador fica mais evidente na medida que o
bibliotecário esteja capacitado na utilização das fontes e tenha habilidade e
competências para expressar em linguagem, simplificada e compreensível, conceitos
complexos que demandam linguagens especializadas”.
Por fim, solicitou-se aos usuários

que fizessem sugestões, observações

e/ou

reclamações. A principal reivindicação dos usuários da UFBA foi aumentar o número
de computadores alegando que o tempo de espera é muito extenso e na UNEB
solicitaram manutenção nos equipamentos com a finalidade de dinamizar as
pesquisas.
14

�RESULTADOS OBTIDOS
No decorrer da pesquisa, foram apresentados dados e argumentos, que na opinião
das autoras são muito relevantes para a biblioteca universitária brasileira para
aperfeiçoar o serviço de acesso a Internet. Como expressa Cuenca (2000), “[...] são
poucos os trabalhos publicados no contexto brasileiro sobre a análise específica de
usuários de Internet nas bibliotecas acadêmicas [...]”. À vista das informações
coletadas, pode-se apontar, entre outras considerações:
� Comprovou-se que o serviço de acesso a Internet funciona com mediação e
sem mediação, respeitando a privacidade do usuário.
� Ficou evidente que os jovens possuem mais habilidades com o uso dos
computadores e da Internet. Detectou-se que a maioria dos alunos das faixas
etárias de 30-40 e 40-50 anos respondeu que gostariam da ajuda do
bibliotecário como mediador e

também de receber treinamentos para o

acesso a Internet.
� A função social das bibliotecas universitárias estudadas ficou evidente. Diante
da importância desse serviço para a comunidade acadêmica, oferecendo
oportunidade a aqueles que não têm acesso à rede mundial de computadores,
num país onde o acesso a Internet é caro para o cidadão individualmente,
justificando a exclusão de parte importante da população na sociedade da
informação.
� As bibliotecas universitárias estão comprometidas com a gestão e
disseminação da informação, que através do serviço de acesso a Internet,
espaço democrático de conexão dos usuários com os aparatos tecnológicos,
sinalizam sites importantes para a vida acadêmica dos usuários.
� Recomenda-se

que dentro do Programa de Treinamento de Usuários já

existentes nessas bibliotecas, sejam criados mini cursos específicos para essa
comunidade, visando otimizar a busca de informações na Internet e capacitar
o cidadão para a obtenção da autonomia na busca do aprendizado contínuo.
Como também, expandir este serviço para as demais bibliotecas do Sistema.
REFERÊNCIAS
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informação: para que e para quem?. Ci. Inf., v.29, n.3, p.33-39, set./dez, 2000.

15

�CARVALHO, I. C. L. As bibliotecas universitárias e seu desenvolvimento no espaço mundo.
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Brasília, v.19. n.1, p.5, jan/jul., 1995 .
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16

�</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Na sociedade da informação e do conhecimento o uso dos recursos tecnológicos tem proporcionado cada vez mais a integração entre os usuários e as fontes de informação. Esse estudo aborda a função social das bibliotecas universitárias, diante das mudanças provocadas pela explosão da informação, através das tecnologias da informação e da comunicação. O eixo norteador desse trabalho é refletir o desempenho do serviço de acesso livre à Internet oferecido pelas bibliotecas universitárias: Biblioteca Central Reitor Macedo Costa/ Universidade Federal da Bahia e Biblioteca Edvaldo Machado Boaventura /Universidade do Estado da Bahia. A pesquisa tem o objetivo de traçar o perfil dos usuários e detectar os principais recursos da Internet/Informática que são utilizados. A partir dos resultados obtidos, aponta-se para a importância do serviço de acesso a Internet, com ou sem mediação de um profissional da informação, ressaltando que no âmbito das bibliotecas acadêmicas, esse serviço configura-se como um espaço democrático de conexão dos usuários com os aparatos tecnológicos disponíveis nas universidades e como mais um serviço de disseminação da informação. As considerações finais sinalizam a acuidade do treinamento de usuários para a pesquisa na Internet e recomenda a otimização desse serviço nas bibliotecas universitárias comprometidas com a gestão e disseminação do conhecimento e da informação.</text>
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