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                  <text>FORMAÇÃO DE REDES DE RELACIONAMENTO: UMA PROPOSTA PARA
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Eliana Mara Martins Ramalho1
Tânia Maria Bueno de Paula2

RESUMO

Na era da informação as funções e processos dominantes estão cada vez mais
organizados em torno de redes. Neste ambiente, as instituições organizam-se em
redes, tanto internamente como em seus relacionamentos. Redes de
relacionamento são contatos capazes de informar, abrir oportunidades e oferecer
acesso rápido a possíveis soluções. O objetivo deste trabalho é propor a
formação de redes de relacionamento entre serviços de informação e docentes
em instituições universitárias, utilizando o conceito de redes e estratégias de
marketing de relacionamento. O uso destas ferramentas tem como finalidade
estabelecer parcerias e reciprocidades entre as parte envolvidas, criando um
relacionamento onde o usuário sinta-se satisfeito e “encantado” com o serviço,
sendo seu defensor, trazendo como benefício para o Serviço de Informação a
melhora de sua imagem.
Palavras-chave: Rede de relacionamento; Marketing de relacionamento;
Biblioteca universitária

1 INTRODUÇÃO

1

Bibliotecária da FFLCH/USP, São Paulo, SP, Brasil, emmr@usp.br.

2

Bibliotecária da FFLCH/USP, São Paulo, SP, Brasil, taniambp@usp.br.

1

�Desde os primórdios o homem percebeu a importância de se organizar e viver em
sociedade. Os relacionamentos foram percebidos como algo importante para a
sobrevivência da espécie. O que é relacionamento? De acordo com Houaiss
(2001) é o mesmo que relacionar-se, ou seja, fazer, adquirir relações, amizades,
conhecimentos, ou ainda, é a capacidade de conviver bem com os semelhantes.

E assim, o homem organizou-se, aprendeu a compartilhar o mesmo espaço com
seus semelhantes e estabeleceu relacionamentos a fim de garantir seu bem estar
e o progresso da sociedade. A primeira forma de relacionamento que se pode
pensar é o comércio, ou a troca de mercadorias. De lá para cá o comércio só
cresceu, as trocas se estabeleceram, e junto com elas os relacionamentos, que
mais tarde foram expandidos para os negócios em geral. Na década de 1990, as
empresas começaram a perceber a importância de estabelecer um bom
relacionamento com seus colaboradores, clientes, fornecedores, governo,
sociedade, enfim com seus stakeholders.

Há alguns anos, o marketing trouxe um novo cenário para os relacionamentos nas
organizações: o marketing de relacionamento. O marketing de relacionamento
surgiu como complemento ao marketing tradicional. Enquanto o marketing
tradicional está voltado para o mercado na forma de grandes agrupamentos de
pessoas com necessidades parecidas e se preocupa com o tradicional modelo
dos 4 Ps (produto, preço, promoção e ponto de venda), o marketing de
relacionamento volta-se aos clientes de forma individualizada, buscando conhecer
seu valor, necessidades e preferências (RABIA, 2000, p. 20).

Também nos Serviços de Informação, que na grande maioria são organizações
sem fins lucrativos, mas com objetivos estratégicos, os relacionamentos são
importantes, não para o desempenho financeiro da empresa, mas para a troca de
informações entre o prestador de serviço e seu cliente, além da construção e
manutenção de uma imagem positiva dos serviços.

2

�Sendo assim, o profissional da informação tem pela frente o desafio de aprender
a inserir-se neste novo contexto e relacionar-se de forma construtiva com seus
clientes. Ele pode chamar para si a oportunidade de aprender para produzir e
provocar mudanças em suas organizações,

participar do desenvolvimento de

estratégias, de previsão de problemas, desenvolver um processo eficiente de
comunicação, mantendo a credibilidade da organização.

Um bom princípio é a formação de redes de relacionamento e informação que
proporcionem a aproximação e o conhecimento do cliente, além da integração
deste último no ambiente organizacional. O objetivo deste trabalho é propor a
formação de redes de relacionamento entre serviços de informação e docentes
em instituições universitárias, utilizando o conceito de redes e estratégias de
marketing de relacionamento.

Essas redes visam criar condições para melhorar a prestação de serviços e criar
uma imagem favorável dos serviços prestados.

2 Redes de Informação e Relacionamento

Em todos os lugares da natureza, comunidades compostas de indivíduos vivem
em grupos, de forma a apoiar tanto o indivíduo quanto o grupo como um todo. Os
indivíduos, ao se unirem, concebem formas de obtenção de apoio que permitem
satisfazer diferentes tipos de necessidades, como as necessidades econômicas,
afetivas, etc. Esses grupos cumprem objetivos que os indivíduos isolados não
conseguem, como a troca, por exemplo, com outros grupos ou comunidades,
criando um intercâmbio entre eles.

A permuta contínua de informações e energia entre todos no grupo contribui para
a estabilidade da comunidade. Neste equilíbrio, os membros desenvolvem novos
talentos e novas habilidades à medida que se engajam no relacionamento com os
demais,

crescendo

em

complexidade

e

capacidade.

Essas

redes

de

3

�relacionamento criam oportunidades de crescimento, aprendizagem e benefícios
mútuos para os participantes. Estar em rede é compartilhar uma estratégia de
crescimento conjunto.

De acordo com Olivieri:

“Redes são sistemas organizacionais capazes de reunir
indivíduos e instituições, de forma democrática e
participativa, em torno de causas afins. Estruturas flexíveis
e estabelecidas horizontalmente, as dinâmicas de trabalho
das redes supõem atuações colaborativas e se sustentam
pela vontade e afinidade de seus integrantes,
caracterizando-se
como
um
significativo
recurso
organizacional para a estruturação social.” (OLIVIERI, 2003,
p. 1)

A etimologia da palavra indica para o latim retis que designava um tipo de malha
para prender pássaros, pequenas caças ou peixes. A noção de rede remete
primitivamente à de captura, de caça. Por transposição, a rede é assim um
instrumento de captura de informações. Esta referência à malha é mais evidente
em inglês visto que rede é "network", literalmente uma "rede que trabalha".
Imediatamente a noção de rede aparece mais dinâmica nesta língua que fala
mesmo de "networking" (FACHINELLI; MARCON; MOINET, 2001).

Para Castells (1999), a organização em rede é o traço mais importante das
estruturas sociais contemporâneas. De acordo com o autor:

“Rede é um conjunto de nós interconectados. Nó é o ponto
no qual uma curva se entrecorta. Concretamente, o que um
nó é depende do tipo de redes concretas de que falamos.”
(CASTELLS, 1999, p. 498)

4

�As redes existem dentro e fora das organizações ou entre organizações e ligam
as pessoas detentoras de determinado conhecimento às pessoas que precisam
utilizá-lo, sejam técnicos, cientistas, pesquisadores, escritores, diretores, etc.
Essas pessoas compartilham o conhecimento de forma tão acessível e veloz que,
por exemplo, quando um documento (livro, pesquisa, artigo, política) chega a ser
publicado, o conhecimento já está internalizado e sendo praticado por várias
pessoas.

São várias as possibilidades de formação de redes. A mais óbvia é sem dúvida a
rede de relações pessoais. Seguem-se as redes comunitária, institucional, de
serviços e inter-setorial.

O que faz uma rede ser uma rede é o seu modo de funcionamento. Evidenciar as
relações entre atores não é suficiente para enunciar a existência de uma
verdadeira rede. Uma agenda de endereços, por exemplo, não constitui rede, mas
sim uma matéria-prima relacional. Para que a rede ganhe corpo é necessário que
um projeto concreto, coletivo, voluntário, proporcione uma dinâmica específica às
relações pré-existentes.

Além disso, a participação dos integrantes de uma rede

é que a faz funcionar. As redes se sustentam pela vontade e afinidade de seus
integrantes.

Castells (1999) enfatiza a importância dos códigos de comunicação nas redes.
Segundo o autor é imprescindível que os membros de uma rede compartilhem os
mesmo códigos de comunicação, ou seja, as normas, as crenças, os valores que
definem o sentido da ação de seus membros.

Castells abre e fecha um leque sobre redes. Ele abre o leque quando afirma que
redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada:

5

�“Redes são instrumentos apropriados para a economia
capitalista baseada na inovação, globalização e
concentração
descentralizada;
para
o
trabalho,
trabalhadores e empresas voltadas para a flexibilidade e
adaptabilidade; para uma cultura de desconstrução e
reconstrução contínuas; para uma política destinada ao
processamento instantâneo de novos valores e humores
públicos; e para uma organização social que vise a
suplantação do espaço e invalidação do tempo.”
(CASTELLS, 1999, p. 498)

Ele ainda completa:

“Cada vez mais, a nova ordem social, a sociedade em rede,
parece uma metadesordem social para a maior parte das
pessoas. Ou seja, uma seqüência automática e aleatória de
eventos, derivada da lógica incontrolável dos mercados,
tecnologia, ordem geográfica ou determinação biológica.”
(CASTELLS, 1999, p. 505)

No entanto, o autor fecha o leque, deixando claro a importância do poder
dos fluxos nas redes. Os poderes contidos nas redes ficam em segundo lugar em
relação ao poder dos fluxos incorporados na estrutura e na linguagem dessas
redes. Para Castells (1999, p. 497), o poder dos fluxos é mais importante que os
fluxos do poder.

A habilidade de possuir uma boa rede de relacionamentos é um requisito
essencial para um profissional de sucesso. Para o profissional da informação, a
criação de uma rede de relacionamentos é capaz de estimular a troca de
informações com seus clientes, além do trabalho participativo (profissional da
informação - cliente). Investir em relacionamento é trazer o cliente para mais perto
do serviço, contar com sua participação e lealdade.

6

�A dinâmica das redes está voltada para a perpetuação, a consolidação e o
desenvolvimento das atividades de seus membros. Essa dinâmica depende do
comprometimento dos membros da rede, mas também pode ser estimulada pelo
profissional da informação. O marketing de relacionamento é uma proposta para o
fomento da consolidação e desenvolvimento das redes de relacionamento em
Serviços de Informação.

3 Marketing de Relacionamento

A necessidade de atender e manter clientes cada vez mais exigentes e
conscientes tem imposto às organizações o aumento nos investimentos que
proporcionam um relacionamento mais intenso e forte com eles. Nas grandes
organizações esta realidade tornou-se possível devido ao desenvolvimento da
tecnologia de bancos de dados que possibilitaram a criação de um ambiente
interativo com os clientes, capaz de captar informações necessárias para o
conhecimento das expectativas de cada cliente, buscando conhecer seu valor,
necessidades e preferências. Esta maneira mais individualizada de voltar-se ao
cliente é conhecida como marketing de relacionamento. Seu foco está no cliente
individual e pressupõe que relacionamentos duradouros trazem mais e melhores
negócios e, conseqüentemente, crescimento para a empresa (RABIA, 2000, p.
20).

Para Kotler (2000, p. 35), o objetivo do marketing de relacionamento é
estabelecer relacionamentos mutuamente satisfatórios, de longo prazo entre as
partes envolvidas – clientes, fornecedores, distribuidores – a fim de ganhar e reter
sua preferência e seus negócios de longo prazo. De acordo com o autor, “o
marketing de relacionamento estabelece sólidas ligações econômicas, técnicas e
sociais entre as partes. Ele reduz o dinheiro e o tempo investidos nas transações.
Nos casos mais bem sucedidos, as transações deixam de ser negociadas de
tempos em tempos e se tornam rotineiras”.

7

�O conceito de marketing de relacionamento é relativamente recente. Surgiu no
início dos anos 80 e tomou impulso a partir do anos 90. O marketing de
relacionamento tem basicamente dois objetivos: construir relações duradouras e
desenvolver a fidelidade do cliente. O primeiro objetivo - construir relações
duradouras - está fortemente ligado à comunicação empresa-cliente. É através do
diálogo que as relações são construídas, ou seja, a comunicação constrói
relações.

Há formas diretas e indiretas de comunicação. Nas formas diretas, a comunicação
se dá com contato direto com o cliente. As formas indiretas usam intermediários
para transmitir a mensagem.

Normalmente a comunicação com os clientes

acontece de forma indireta, através do envio de cartas, e-mails, malas direta,
boletins informativos etc. Na verdade, não se pode chamar esse processo de
comunicação, mas sim de informação. De acordo com Mckenna (1996), é difícil
julgar o valor da comunicação indireta. Para ele, a comunicação é um diálogo,
que, quando eficaz, produz ganhos para as partes envolvidas. Em marketing,
comunicar-se com o cliente compreende tanto ouvir quanto falar.“ “É através do
diálogo que as relações são construídas e os produtos são concebidos,
adaptados e aceitos.” (MACKENNA, 1996, p. 121).

Na era do marketing interativo, a comunicação é bilateral, ou seja, o diálogo tem
uma importância fundamental. Hoje como a comunicação pode ser em tempo
real, as respostas podem e devem ser personalizadas e não mais padronizadas.
A empresa observa o cliente, compreende o que ele diz e deseja, adapta sua
mensagem em função disso e mantém-se atenta à reação dele ao estímulo
recebido.

Nos Serviços de Informação é importante aprender a utilizar as formas diretas de
comunicação. Fornecer informações aos clientes é uma prática importante e não
deve ser desconsiderada. Entretanto, dialogar com ele é mais produtivo, pois
além de conhecer suas necessidades pode-se demonstrar o empenho em atendê-

8

�las, pois no setor de serviços as respostas nem sempre estão prontas, mas
devem adequar-se às necessidade apresentadas pelo cliente.

Além disso, é através do diálogo que as redes de relacionamento são
construídas. Nos diálogos pode-se identificar oportunidade de criar ou adaptar os
serviços e, principalmente, de resolver problemas rapidamente. O diálogo
aproxima o cliente do prestador de serviço, fazendo com que o primeiro participe
e se torne leal ao serviço, atingindo, assim, o segundo objetivo do marketing de
relacionamento, ou seja, a fidelização.

A lealdade do cliente, ou fidelização, como é chamada em marketing, pode ser
entendida como um programa de compradores freqüentes. A busca da fidelidade
dos clientes vem se constituindo um desafio para os profissionais de marketing,
pois ela traz consigo algumas vantagens. Entre elas pode-se destacar a relação
custo-benefício de aquisição de novos clientes. De acordo com Kotler (2000, p.
71), o custo de conquistar um novo cliente é cinco vezes maior que o custo de
manter um cliente atual.

Não há medida do custo ou esforço despendido para conquistar clientes nos
Serviços de Informação, mas certamente o pacote de benefícios deve oferecer
uma recompensa para integrar clientes dispostos a participar de uma rede de
relacionamentos.

O

esforço

passa

pela

conquista

da

confiança

e

da

disponibilidade do cliente em comprometer-se com a realização conjunta de
ações concretas a favor do desenvolvimento do serviço ao qual se está integrado.

A vantagem da manutenção de clientes atuais, participantes de uma rede de
relacionamentos estabelecida entre profissionais da informação e estes clientes,
parece ser uma ótima opção para conquistar clientes que não têm uma visão
favorável dos Serviços de Informação. Os clientes fidelizados podem influenciar
positivamente os demais através de suas experiências concretas com os Serviços
de Informação.

9

�Dentro do contexto de marketing de relacionamento, os programas de fidelização
são considerados de extrema importância na construção de relacionamentos
duradouros. Para Vavra (1993, p. 32) as empresas devem mudar a mentalidade
de “completar uma venda” para a de “iniciar um relacionamento” e de “fechar um
negócio”

para “construir lealdade”. Porém as empresas em sua maioria, no

planejamento de marketing se preocupam com a conquista. É muito difícil uma
empresa preocupada em maximizar a satisfação dos clientes para obter sua
fidelidade. Estar atento às opiniões dos clientes atuais é preocupação constante
do marketing de relacionamento.

As empresas que estão investindo no marketing de relacionamento sabem que
cada contato com o cliente é uma oportunidade valiosa de conhecê-lo melhor,
afim de desenvolver ações que façam com que esse se sinta especial,
“encantado”, transformando desconhecidos em consumidores, consumidores em
clientes, e clientes em amigos que recomendam para outros amigos. O conceito
de “encantar” o cliente pode ser resumido em surpreender positivamente o cliente,
excedendo suas expectativas na qualidade dos serviços prestados.

O cliente

altamente satisfeito, ou “encantado”, cria um vínculo emocional com o serviço, e
não apenas uma preferência racional e, o resultado é um alto grau de fidelidade
do cliente (KOTLER, 2000).

Levitt (apud KOTLER, 2000, p. 76) propõe uma tabela de ações que afetam os
relacionamentos entre comprador-vendedor. Esta tabela, reproduzida abaixo,
pode ser adaptada aos relacionamentos estabelecidos nos Serviços de
Informação, entre profissionais da informação e seus clientes.

Ações favoráveis
Fazer telefonemas positivos

Ações desfavoráveis
Apenas retornar ligações

Fazer recomendações

Apresentar justificativas

Franqueza na linguagem

Linguagem de acomodação

Usar o telefone

Utilizar correspondência

Mostrar apreço

Aguardar por mal-entendidos

10

�Fazer sugestões de serviços

Aguardar por solicitações de serviços

Utilizar a palavra “nós” para a solução de

Utilizar linguagem jurídica e formal

problemas

Apenas responder a problemas

Antecipar os problemas

Comunicar de maneira prolixa e vazia

Usar uma linguagem simples e objetiva

Problemas de personalidade ocultados

Problemas de personalidade esclarecidos

Falar de coisas boas do passado

Falar do “nosso” futuro juntos

Improvisar o atendimento

Rotinizar o atendimento

Transferir a culpa

Aceitar a responsabilidade

Repetir o passado

Planejar o futuro
Tabela 1 – Ações sociais que afetam relacionamentos comprador-vendedor.
Fonte: Levitt, Theodore. The marketing imagination. New York: Free Press, 1983. p. 119.

Nos Serviços de Informação, a principal barreira para o marketing de
relacionamento é a oferta de serviços individualizados, uma vez que, como já foi
dito, seu foco está no

cliente individual. Criar mensagens pessoais

individualizadas necessita de desenvolvimento e custos de execução maiores que
mala direta. Atendimento individualizado demanda tempo e recursos. No entanto,
os benefícios são a fidelização do cliente, a conquista de uma imagem positiva
para o serviço e a confiança nos serviços prestados, que podem ser passados
para aqueles clientes fora da rede de relacionamentos.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A aplicação dos conceitos de rede e marketing de relacionamento entre
profissionais da informação e docentes em instituições universitárias é uma
oportunidade concreta de estabelecer parcerias e reciprocidades entre as partes
envolvidas. Esta parceria aproxima os Serviços de Informação e o cliente,
propiciando

crescimento,

aprendizagem

e

benefícios

mútuos

para

os

participantes. O cliente passa a fazer parte do serviço, comprometendo-se com
ele e passando a ser seu defensor. As redes são possíveis entre profissionais da

11

�informação e docentes em instituições de ensino porque ambas as partes detêm
conhecimentos que podem ser compartilhados.

Para construir redes de relacionamentos com docentes em instituições de ensino
superior é importante que o profissional da informação saiba identificar
participantes que apresentam vontade e afinidade para trabalhar voluntariamente
em projetos concretos no Serviços de Informação, que atendam a interesses de
ambas as partes.

As redes de relacionamento aqui propostas proporcionam:

-

o estabelecimento de relacionamentos satisfatórios e de longo prazo com os
diversos públicos ligados à sua esfera de atuação: clientes, fornecedores,
colaboradores e a comunidade onde atua;

-

compartilhamento de informações com o cliente, que isoladamente não seriam
possíveis, como a troca de conhecimento tácito, transformando conhecimento
tácito em conhecimento explícito, fortalecendo o grupo, e permitindo
crescimento conjunto;

-

aproximação de clientes e Serviços de Informação, integrando o cliente à
elaboração do produto e no fornecimento do pacote de benefícios que ele
valoriza;

-

estabelecimento de diálogo com os clientes, saindo de ações re-ativas para
ações pro-ativas;

-

melhora da imagem da Instituição, além de conquistar uma percepção mais
favorável para o Serviço de Informação junto aos seus clientes.

Não deve haver a preocupação com a desordem citada por Castells, pois o
trabalho em rede é horizontal e o mais importante é o poder dos fluxos de
informações estabelecidos nas redes em detrimento do fluxo de poder seus
participantes.

12

�O profissional da informação pode ser um ator efetivo na sociedade em rede,
ensinando e aprendendo a manejar uma riqueza de conhecimento útil para toda a
sociedade. Kotler (2000, p. 35) profetiza: “O princípio operacional é simples:
construa uma rede efetiva de relacionamentos com os principais públicos
interessados e os lucros serão uma conseqüência”.

ABSTRACT

On the age of information the dominant functions and process are more often
organized around networks. On this ambient, institutions are organized in
networks, internally and on it’s relationships. Relationship networks are contacts
that are able to inform, to open oportunities and to offer quick access to possible
solutions. The goal of this paper is to propose an network formation among
information services and teachers on academic institutions, using the concept of
networks and strategies of marketing relationship. The utilization of those tools
have the purpose of establish partnerships and reciprocities among the envolved
parts, creating an relationship where the user feel satisfied and delighted whit the
service, being it’s defender, bringing a image improvement as a benefit to the
Information Service.

Keywords : Relationship network; Relationship marketing; University library

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14

�</text>
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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Formação de redes de relacionamento: uma proposta para bibliotecas universitárias.</text>
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              <text>Na era da informação as funções e processos dominantes estão cada vez mais organizados em torno de redes. Neste ambiente, as instituições organizam-se em redes, tanto internamente como em seus relacionamentos. Redes de relacionamento são contatos capazes de informar, abrir oportunidades e oferecer acesso rápido a possíveis soluções. O objetivo deste trabalho é propor a formação de redes de relacionamento entre serviços de informação e docentes em instituições universitárias, utilizando o conceito de redes e estratégias de marketing de relacionamento. O uso destas ferramentas tem como finalidade estabelecer parcerias e reciprocidades entre as parte envolvidas, criando um relacionamento onde o usuário sinta-se satisfeito e “encantado” com o serviço, sendo seu defensor, trazendo como benefício para o Serviço de Informação a melhora de sua imagem.</text>
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